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Tipos de violência emocional

18.01.12
TIPOS DE VIOLÊNCIA E EMOCIONAL



 

- A violência acontece em muitos lares, independente do nível social, intelectual, econômico, cultural e religioso das famílias.  A vítima da violência normalmente tem baixa autoestima e muitos casos, a pessoa continua presente na vida do agressor por medo, dependência emocional ou material.

 

- Todos nós temos em algum momento um nível de agressividade que acaba aflorando perante as frustrações da vida.  Algumas pessoas conseguem controlar a raiva, mas outras tem comportamento explosivo com facilidade e que só conseguem se expressar através da violência.

 

- Violência física - muito comum através de empurrões, tapas, socos, utilização de objetos, queimaduras e outros meios.  Este tipo de violência é comum em vítimas que são mulheres e crianças.  É comum este tipo de violência ser realizada pelos próprios parceiros das vítimas.  Quando as vítimas são crianças, é comum a violência ser realizada pelos seus próprios pais e/ou parentes próximos e muitos casos, podendo levar a morte.  Quando as vítimas são homens, é comum as suas parceiras contratarem "profissionais" do crime para realizar a agressão, ou quando realizada pelas próprias mulheres é comum a agressão ser realizada quando o homem (a vítima) está dormindo.  Pessoas que possuem transtorno explosivo de personalidade, que apresentam ciúme patológico e também os que tem o transtorno de personalidade anti-social, também apresentam comportamentos de agressividade.  O álcool e outras drogas também podem ser agravantes para a agressividade.

 

- Transtorno explosivo de personalidade - é baseado na impulsividade em agir agressivamente com os outros ou propriedades.  A agressão pode ser física ou verbal.  As pessoas que tem o transtorno não tem conduta anti-social e sim, não sabem como lidar com as frutrações de uma maneira positiva.  Fora da crise, são simpáticas e extrovertidas.  Quando não satisfeitas, costumam ser arrogantes, implicantes e irônicas.  Após as suas atitutes impulsivas, costumam se arrepender dos seus atos ou terem comportamento de autoreprovação e podendo chegar à depressão.  Quando agem na impulsividade, podem ter ataques de agressões sem sentido; direção perigosa; problemas com bebidas alcoólicas.  Este transtorno pode levar a dificuldades no convívio social e familiar (perda de emprego, problemas escolares, dificuldade no relacionamento familiar e amoroso, acidentes de trânsito, envolvimentos policiais).  Nem todas as pessoas que são agressivas tem o transtorno explosivo de personalidade, podendo ser baixa tolerância à frustrações, ciúme patológico, estresse (esgotamento), depressão, autoestima baixa e insegurança.

 

- Ciúme Patológico - está relacionado a um medo intenso de perder o parceiro para um rival e possui a fantasia de que está sendo traído.  O ciumento patológico possui pensamentos obsessivos que envolve desconfiança e o medo da perda facilita para que tenha atitudes como: a necessidade de verificar onde o parceiro está; verificar correspondências e e-mails do parceiro; verificar telefonemas, roupas, bolsas, carteiras; seguir o parceiro; tem necessidade de sempre receber provas de amor, entre outras atitudes.  O ciumento patológico tem estas atitudes por medo da perda que gera insegurança.  Na realidade, o ciumento possui sentimento de inferioridade e baixa autoestima e em muitos casos, acaba tendo um comportamento agressivo (verbal e/ou fisicamente) com o parceiro e tanto o parceiro quanto a vítima sofrem e o ciumento patológico necessita de acompanhamento psicológico e tratamento medicamentoso.  A vítima que sofre e que não consegue se desprender do agressor, também necessita de apoio psicológico.

 

- Transtorno de Personalidade Anti-Social - também conhecido como sociopatia que é um comportamento de desrespeito e indiferença aos sentimentos dos outros.  Possui um comportamento agressivo, frio e cruel com os outros e de desrespeito às normas sociais.  A maioria dos sociopatas tem família desestrutura ou teve uma infância conflituosa e quando atingem a adolescência ou na fase adulta, utilizam comportamento violento.  As características das pessoas com transtorno de personalidade anti-social são: desprezo pelas obrigações sociais; não se importa com os sentimentos dos outros e imcapacidade de ter empatia; baixa tolerância à frustração; comportamento agressivo e irresponsável; normalmente são manipuladores, cínicos, mentirosos, frios; na vida social para conseguirem atinger os seus objetivos costumam ser sedutores, simpáticos e demonstram inteligência normal ou acima da média; não se arrependem dos seus comportamentos e são imcapazes de mudar após serem punidos.

 

. Violência Psicológica - também é um tipo de violência que apesar de não deixar marcas corporais, engloga agressão emocional como por exemplo: ter atitudes que ofenda e que afete emocionalmente a vítima, desfazer da maneira de ser e das atitudes da vítima, fazer com que ela se sinta culpada, se sinta inferior, também atitudes do agressor como discriminação, abandono, desprezo, humilhação, desrespeito, ameaças e entre outros.  Este tipo de violência pode deixar marcas emocionais para o resto da vida, sendo comum os próprios familiares como os agressores.

 

.  Violência Verbal - utilizada para incomodar a outra pessoa através de palavras ofensivas e também pode afetar emocionalmente a vítima.  Outro tipo de violência que também causa sofrimento à vítima é o silêncio, que muitas vezes ter uma reação de agressão utilizando o silêncio para ferir o outro, é muito mais violento emocionalmente do que palavras.

 

 . Violência Sexual - o agressor induz ou obriga a vítima a praticar práticas sexuais com ele, com ou sem violência física.  Este tipo de violência acarreta o medo do agressor por parte da vítima, vergonha por ter sido violentada e até mesmo muitas vezes vergonha de denunciar e culpa por não ter conseguido evitar a violência, podendo deixar marcas emocionais por toda a vida.




. Negligência - comum em vítimas como crianças, idosos, deficientes físicos e entre outras pessoas que precisam depender de outras pessoas no seu dia-a-dia para a realização das suas necessidades básicas necessárias para o seu desenvolvimento físico e emocional.

 

- A violência doméstica facilita para que muitas crianças e adolescentes fujam de seus lares por medo e acabam indo morar nas ruas para não serem mais vítimas de maus tratos corporais, violência sexual, psicológica, negligência e não mais presenciarem outros conflitos familiares, e vivendo nas ruas acaba facilitando a prostituição, envolvimento com drogas e pequenos delitos, como as únicas maneiras encontradas para as crianças e adolescentes como fuga e meios de "sobrevivência".

  

- Muitas mulheres que são vítimas de violência dos seus parceiros e mesmo assim escolhem manter o relacionamento por medo ou tem uma certa cumplicidade com as atitudes agressivas deles e muitas mulheres tem o seu passado familiar com história de agressão, que vem de família onde a violência fazia parte do seu cotidiano, como na vida passada dos agressores também.  Com isso, tanto a vítima quanto o agressor que possuem baixa autoestima, acabam repetindo a história nos seus relacionamentos no presente também.  Muitas mulheres que querem manter o relacionamento, enxergam o parceiro com temperamento explosivo como o protetor e o ciumento patológico como quem tem atitudes de ciúme exagerado como demonstração de quem realmente ama. 

   

 

DEBORA ALFAMA DUARTE - CRP 05/31112 - Especialização em Psicologia Clínica. (21) 9369-9004

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



  

 



  

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