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Psicopata

13.01.12

Tirado de aqui. No Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde existe o ser humano com certas qualificativos que fica definido como psicopata que consiste num distúrbio de personalidade na qual a pessoa apresenta como característica principal, contínuos comportamentos anti-sociais que agridem o direito dos que com ele convivem. É um eterno inconveniente, no dizer comum. Isto tem como causa básica a incapacidade do psicopata em controlar seus impulsos. Há nele uma incômoda impaciência e urgência em ser satisfeito no que quer. O perigo reside no fato de que, mesmo com seu jeito anti-social, eles são também bastante inteligentes e charmosos e sabem manipular direitinho a sua vítima que se vê enleada e confundida . Por conseqüência, a vítima fica como que  intrigada quer descobrir o porquê daquelas atitudes não muito comuns, mas o psicopata sabe também ser reticente e evasivo e não se deixa pegar. Após conquistar o objeto de seu desejo impulsivo, ele, não raro, o abandona, porque o psicopata, no fundo, é uma pessoa que precisa estar sozinha para se proteger de sua própria inadequação. É um ser de uma vida vazia e solitária. Não se apega a ninguém. Assim, a pessoa que se apaixona pelo psicopata, tende a se decepcionar profundamente. Seus relacionamentos são superficiais e ele os deixa sem sentimento algum de culpa ou perda. O apaixonado não consegue entendê-lo. Não raro também, com o intuito de satisfazer o seu impulso, ele, que como vimos, é dotado de pouco afeto, usa de muita teatralidade; o apaixonado tem a sensação de estar sendo enganado; aquilo lhe parece cena, mas, fica confuso. Fica com a impressão de ser incompetente para entendê-lo, quando, no fundo, a incompetência é do próprio psicopata que, por se saber vazio e inadequado, se inventa. O psicopata é, um pouco, uma invenção de si mesmo. Tudo isto — esta confusão de idéias e sentimentos na qual o psicopata acaba lançando o apaixonado, parece que o satisfaz — há um prazer sádico em ver sua vítima sofrendo e se amargurando. Alias, a necessidade do paciente psicopático de punir a quem ama é universal e, freqüentemente, ele nem tem consciência das raivas que descarrega com isto. Apresentam-se aqui certas perversões sexuais. Não é que o psicopata não sofra — ele também sofre bastante e, no fundo, é um ser depressivo e sem energia para a vida. No mundo leigo, quando se fala em psicopata, as pessoas logo pensam em casos extremados de maníacos que volta e meia a imprensa e os filmes noticiam e divulgam. Assim, entram os famosos serial killers que fizeram história no mundo. No entanto, esses casos só tem mais destaque pela crueldade extremada porque corresponde ao grau máximo do distúrbio. A verdade é que o mais freqüentemente encontrado é a modalidade que descrevemos —o psicopata que não vai nunca matar a sua vítima, mas, atormentá-la sadicamente. A incidência de ocorrência é de 1% da população mundial. Assim, de cada cem pessoas, uma é psicopata e, possivelmente cada pessoa já deve ser se defrontado com algum. O psicopata não é um psicótico (louco). O psicótico perde o senso da realidade, faz delírios e alucinações — o psicopata, na prática, não. O psicopata está à beira desta linha — numa zona fronteiriça …

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