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História da Catarina. Comportamento de um sociopata, aproveitador, oportunista

05.02.12

Era 27 de janeiro, calor intenso, verão em São Paulo. O dia começou nublado, Catarina pensava que iria chover e as chuvas nessa estação sempre são muito fortes; tomou banho, se vestiu como nunca, pegou o guarda-chuva e saiu para encontrar o homem que amava, ou pensava que amava. Encontro marcado para o Ibirapuera às 10 horas da manhã. Ela chegou ao parque, sentou-se em um banco de cimento e ficou esperando. Ele demorava. E ela estava preocupada... O namoro iniciou em agosto. A principio ele parecia tão apaixonado, fazia graça, beijava, abraçava, desejava... Tinha ciúmes. Catarina o estava estranhando, ele não respondia mais às suas mensagens de e-mails, nem as mensagens via celular... Não atendia aos telefonemas.   Uma semana atrás eles marcaram de ir ao museu da língua portuguesa, e ele não apareceu. Ela foi sozinha. Triste, mas firme como toda mulher de fibra. Fizeram amor no dia 30 de dezembro, não foi bom para Catarina. Mas ela não disse nada. Nem deu tempo. No meio da transa ele recebeu um telefonema, disse ele que era um amigo que mora no Rio de Janeiro. Ele desligou o celular, tomou um banho e saiu dizendo que iria viajar para Rio... Catarina ficou arrasada... Correu para vestir a roupa, saiu atrás dele tentando entender o que estava acontecendo, mas somente recebeu um beijo frio e um "agente se fala"... Cinco meses de namoro, e de repente isso. Ela ficou desnorteada, foi para casa cabisbaixa... Se sentindo uma coisa usada e jogada fora, faltava alto estima, faltava entender como um homem recebe um telefonema nessa situação e sai correndo como um cachorrinho ensinado... Não "Fia" entenda que ele é um irmão pra mim, e tá pagando a passagem...   Mas, nada tirava da cabeça de Catarina que havia outros interesses. Ela sabia que ele era muito interesseiro, só estava com ela porque ela estava muito apaixonada e fazia tudo que ele pedia, pagava o motel, a cerveja e a pizza... Como era tonta, pensava Catarina, faço tudo por ele e ele faz assim comigo. Era provável que o amigo dele estivesse arrumando alguém com uma grana para ele dar um golpe... Catarina percebia que ele era um aproveitador de mulheres.   Ele viajou. Em 15 dias não deu notícias. Quando voltou, ligou e disse: -estou em Sampa. Marcaram um encontro numa segunda à tarde, ela estava de férias e ele nunca trabalhava mesmo.  Conversaram bastante, quer dizer, ele falou, contou da sua experiência no Rio, da sua estada numa praia distante, por isso o celular não funcionava. Falava das pessoas que conheceu, inclusive uma tal assistente social com idéias "idiotas" segundo ele.  Falou tanto dessa mulher que após o encontro Catarina resolveu dar uma olhada no Orkut dele... E não foi surpresa quando viu os recados da tal mulher falando de coisas tão íntimas... Ligou para ele e ele disse ser apenas brincadeiras. http://www.tabacultural.com.br/creusacarlasdesousa.htm Creias Carla de Sousa   Depois desse dia, ele ficou estranho. E ela deprimida. Emagreceu quase 10 quilos em uma semana.   Chegamos então ao dia 27 de janeiro. Finalmente ele chega e cumprimenta Catarina com um beijo no rosto. Ela estremece. Sabe que será o fim. Mas, não quer aceitar. Ele começa a falar coisas sem nexo, e em seguida diz que não faz sentido estarem juntos, pois ele não está apaixonado. Ela engole o choro e pergunta se alguma vez ele esteve apaixonado, então ele responde que não, que simplesmente ela estava ali, tão fácil, tão carente que ele aproveitou para ter algum prazer sem precisar pagar.   Ainda disse que ela logo encontraria alguém para casar, e ter seus filhos, negrinhos... Ele era branco, transparente e ela negra. Ela percebeu que ele era racista também. Nossa, ele não gostava de nordestinos, dizia odiar gente pobre, sem dinheiro para comer e beber bem... E agora se mostra racista... Naquele instante Catarina só ouvia, estava cega de ódio... Sentia-se muito usada... E ele continuava, você acha que algum dia eu iria levar você em minha casa para apresentar aos meus pais?  Meu pai não gosta de negros, ele é descendente de italianos, branco. Minha mãe é descendente de portugueses, branca...  Catarina suava, não sabia se era o calor do verão, o mormaço do tempo que se preparava para uma chuva típica da estação, ou se isso era resultado das verdades que ela se recusou a ver por todo esse tempo.   Ele dizia que não havia mais assunto entre eles, que ela era sem graça, sem capacidade de argumentação... Mas, ela pensava, como argumentar com um publicitário sobre propaganda, anúncios e outros, é um assunto tão chato! Como argumentar com os publicitários amigos dele que diziam "comer" uma mulher para conseguir a conta de uma empresa. Catarina era engenheira.  É outro mundo. Ela tentou argumentar, tentou brigar, mas ele não deixou. Ao contrario disse que não queria vê-la mais. E não queria brigar, não queria baixar o nível... Mas qual nível? Ele não tinha nível. Era um gigolô.   O namoro acabou. Catarina ficou muito triste. Nesse dia ela ficou, algumas horas, sentada no banco da estação de metrô.  Choveu muito durante a tarde, ela ficou vendo a chuva, as pessoas passando, saindo dos trens, indo para suas casas, felizes, e ela abandonada. A chuva passou, era mais de cinco da tarde.  Catarina reuniu forças, entrou no trem, voltou para casa.   O pior do fim de um namoro é não ter para quem contar sua tristeza. Como Catarina iria falar que aquele cara a explorou o quanto pode e quando encontrou alguém disposta a dar mais vantagens a abandonou. Catarina sentiu vergonha, sentiu nojo, queria voltar ao passado e ignorar aquele sujeito. Por muito pouco ele não destruiu a vida de Catarina.   Quando o verão acabou, Catarina sentiu um alívio, foi como se as águas de março levando o verão, levassem também aquele sentimento que no principio foi bom e no fim transformou-se em coisa ruim. Aquela chuva forte lavava a alma de Catarina, levando os farelos de amor que ainda restavam dentro dela...

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1 comentário

De Ana a 25.07.2013 às 09:17

A minha história é real! Mentiu dizendo estar em Sao Paulo e com saudades-estava num bairro próximo a minha casa. Mentiu q estava doente,internado-estava na vida boa na casa da família. Meu dinheiro nunca mais verei.

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