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Homens que não sabem amar

13.01.12

Tirado de aqui. Eles realmente não sabem o que é amor"     Eles são sedutores, inteligentes, interessantes. Não medem esforços na hora da conquista. E continuam destilando seus encantos por um tempo até que, sem mais, desaparecem. Em seu vácuo, deixam apenas a dúvida: - O que aconteceu afinal, se parecia tudo tão bem? Vou fazer um post hoje sobre uma reportagem que tirei da revista Marie Claire, que achei extremamente interessante, e acredito que muitas pessoas (mulheres), se identificarão por já ter conhecido ou lidado com situações desse tipo. A revista Marie Claire, entrevistou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva (autora de vários livros, dentre eles "Mentes Perigosas"), e fiquei surpresa com a 'definição de perfil' dada pela psiquiatra, sobre alguns casos.  Inclusive, acabei de me livrar de um deles há três meses (ainda bem que eu estou relativamente vacinada). Segue abaixo a entrevista, é longa, mas vale a pena conferir! Toda mulher passou ou conhece alguém que tenha passado pelas mãos daquele tipo que faz tudo para conquistá-la e simplesmente some - ou a troca por outra - sem dar explicação. É quase um clássico na lista de experiências amorososas que acabaram mal. Mas será que dá, para pôr todos esses homens sobre o mesmo rótulo e classificá-los simplesmente como grandessíssimos cafajestes? Talvez parte deles seja mesmo, outros provavelmente não estavam afim (é possível que um homem não goste da gente sem que ele seja necessariamente um cachorro, afinal).  Alguns, porém, por mais que queiram, podem apenas não conseguir amar. Ou, como diagnostica o especialista em relacionamentos amorosos norte-americano Steve Carter, podem ter fobia de compromisso. Mas como é que a gente identifica, então, se o cara que estamos lidando tem boas intenções ou está pronto para fugir a qualquer momento? Existem diferentes padrões de comportamento entre os fujões: há os que desaparecem no dia seguinte, que mudam de atitude durante a relação (geralmente curta), os que transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente. Qualquer que seja a história, fica evidente a falta de comprometimento com a relação.  "Um homem com fobia de compromisso é confuso e confunde as mulheres. Ele vive dividido entre a necessidade de amar ou medo incontrolável de se comprometer. Sua confusão cria um padrão de comportamento tão claro quanto as impressões digitais". Diz Carter em seu livro, Homens que não conseguem amar (Sextante, 240 págs). Nele, Carter define esse perfil de homem como chama de "síndrome da perseguição/pânico." "Isso quer dizer que ele empreende uma perseguição implacável, incansável até sentir que o amor e a reação da mulher o deixem encurralado no relacionamento - eternamente. No momento em que isso acontece, sente o relacionamento como uma prisão que lhe provoca ansiedade;quando não, pânico total. Antes que a mulher saiba o que está acontecendo, o homem já começou a fugir do relacionamento, dela e do amor."   MEDO DA INTIMIDADE   A psiquiatra também reconhece a existência desse tipo de homem que não consegue amar, um padrão de comportamento que ela chama de fobia afetiva. Nesse cenário, ela explica que o homem (ou mulher já que também estamos sujeitas a agir assim, apesar de ser mais raro) sofre na verdade de um profundo medo de rejeição. "Muitas vezes a pessoa quer aquela relação, mas não consegue lidar com a intimidade", diz. Mas como um homem com esse grau de insegurança seria capaz de se apresentar dono de si na hora da conquista? "Por serem profundamente inseguras, essas pessoas tendem a construir sua autoestima em cima de um personagem seguro, bem-resolvido, sociável. Mas temem constantemente que, com a intimidade, sua verdadeira identidade, sua fraqueza, seja descoberta e ela sejam rejeitadas. O que ela faz, então, é terminar o relacionamento antes de levar um fora que acredita que levar", afirma Ana Beatriz. Outra possível explicação para esse tipo de comportamento, segundo a psiquiatra, é a dependência afetiva da paixão. É possivelmente onde se encaixam aquelas histórias de homens infiéis, que vivem trocando sempre uma pela outra. "Existem pessoas viciadas na paixão, naquela sensação de começo de relacionamento, na adrenalina. É quase como uma dependência em droga ou em álcool. Em geral, são aqueles que nunca toleram a frustração, é como se a vida afetiva, tivesse sempre que estar a 200Km/h. Quando o relacionamento começa a entrar na fase madura, quando a paixão vai virar amor, ele se desinteressa",diz a especialista. É aquele tipo que sempre encontrou o amor da sua vida a cada vez que começa uma história acredita que dessa vez será diferente. Mas dificilmente é. "Não fazem isso de forma consciente, não entram na vida de alguém para fazer mal. Apenas se desinteressam porque a chama virou brasa", completa ela. A paixão segundo algumas linhas de pesquisa, dura entre nove meses e dois anos. O homem que só vive de paixões- não precisa ser um expert para saber- é um típico imaturo. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um desvio de caráter e sim uma deficiência em seu desinvolvimento emocional e psicológico. É o correspondente masculino à mulher que vive em busca do homem perfeito, do príncipe encantado que não existe. Mas tanto esse caso como o dos fóbicos (ou medrosos do amor) podem ser "curados". " Em geral, é difícil a pessoa enxergar sua dificuldade sozinha. Mas como a base desse comportamento está em conflitos internos, uma vez resolvidas essas questões, em geral com terapia, eles podem se tornar homens prontos para o amor maduro", diz a especialista.   CASOS EXTREMOS: A PSICOPATIA LEVE   Pode não ser fácil, mas esses homens que não sabem amar são capazes de aprender a se ligar em uma mulher, já que eles tem noção de sentimento. Entretanto, há casos extremos de homens que simplesmente são 'incapazes' de amar. Podem até saber o significado da palavra amor, mas não conhecem a sensação do que ele provoca - e isso não é só no relacionamento amoroso. Eles não se ligam de verdade a família, amigos, filhos, ninguém. Nascem com um distúrbio ou um erro no funcionamento mental que os torna incapazes de compreender sentimentos como empatia, culpa, remorso e amor.  E a ausência desses sentimentos é o que caracteriza uma espécie bem mais nociva e perigosa de homens que não sabem amar: os psicopatas leves ou sociopatas. Parece uma termologia exagerada, já que estamos acostumados a associar psicopatas a casos de assassinato em série, crimes passionais. Mas o primeiro capítulo do livro "Mentes perigosas" tratam justamente de um tipo de psicopata menos conhecido e, possivelmente, mais comum do que os que chegam aos jornais. São os tipos que dificilmente teriam coragem de matar alguém, mas que, assim como os outros, agem friamente em benefício de seus interesses sem se preocupar na consequência de seus atos a outras pessoas. "No campo dos relacionamentos amorosos, um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir", diz Ana Beatriz. "São casos menos comuns do que os com que outros tipos de deficiência afetiva, como a fobia ou dependência afetiva da paixão, mas são também os mais nocivos." Nesse padrão de comportamento o homem é aquele que se mostra carinhoso, amoroso e atencioso até conseguir o que quer. Ele faz de tudo para alcançar seu objetivo que pode ser material ou necessidade de posse (muitas vezes confundida como amor excessivo).  Todo psicopata age num padrão de quatro etapas no processo de caça. Na primeira, ele estuda a vítima, conhece seus gostos, suas fraquezas. Ele em geral procura quem esteja fragilizado , porque é mais fácil de ser dominado. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saido de um relacionamento difícil, que tenha perdido um ente querido. Enfim, alguém que consiga manipular. Depois de estudar a vítima ele começa a fase de absorção, na qual já sabe o que a vítima quer e faz de tudo para satisfazê-la, ganhando, assim sua confiança e seu amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou de qualquer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. O próximo passo é a exploração, em que o psicopata suga toda energia psiquica e física de sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira de acordo com seus interesses. É nessa etapa que a mulher mais sofre, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era bem quem  parecia ser, mas ainda não sabe que está dormindo com o inimigo.  Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. A última fase é chamada de revelação e horror quando o cara mostra quem realmente é. Em geral ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então ja tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando sua crueldade não irá perdê-la - ou porque já tem um filho, ou por saber que ela depende dele financeiramente, ou ainda porque tem em mãos argumentos de chantagem. "Esse tipo de gente não tem noção de sentimento, de compaixão. É realmente um homem que não sabe o que é amor. E nunca saberá."   Como identificar um homem que não consegue se comprometer NO ÍNICIO... Ele investe pesadamente e parece estar mais interessado em você do que você nele;  Tem um histórico conturbado com mulheres, mas faz acreditar que com você será diferente;  Faz tudo o que pode para impressioná-la: Se tem dinheiro gasta; se tem algum talento exibe; se é inteligente, mostra;  Ele age como se precisasse mais de você do que você dele;     EM POUCO TEMPO...    As palavras e ações dele passam a ser cheias de mensagens ambígüas de uma hora para outra;  Ele deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família e trabalho, são "zonas proibidas" e exclui você de algumas ou da maioria delas;  Foge dos eventos que incluam sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém alí sabe alguma coisa negativa sobre ele;  Ele pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo saindo com outra mulher;  Se estiver saindo com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele (apesar de não demonstrar isso em gestos);  Apesar de tudo o que diz, nada muda: ele não deixa o relacionamento a vançar e se recusa a falar sobre isso;

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