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Amante Psicopata

12.01.12

Amantes-psicopatas: seduzem e depois "matam"!(Rosana Braga) Tirado de aqui.

Infelizmente, tenho notado que um tipo de amante muito ardiloso vem se proliferando feito um surto pelo mundo: o ‘amante-psicopata’.  Embora não se trate de um tipo novo, parece-me que ele nunca havia se sentido tão à vontade. Costumamos acreditar que psicopata é somente aquele sujeito com desvios comportamentais tão acentuados que logo o identificaríamos, caso se aproximasse da gente.  Ledo engano. É bom saber que nem sempre são pessoas tão facilmente identificáveis quanto imaginamos, especialmente quando se trata de alguém cujo maior objetivo é a conquista, ainda que seja da forma mais sórdida possível. Ele é um típico ‘Don Juan’, cheio de palavras encantadoras, sorrisos envolventes e, sobretudo, uma “sinceridade” admirável.  As aspas servem para alertar que, na verdade, essa pseudo-sinceridade também faz “parte de seu show”.  Ele logo avisa: “não quero nada sério e não estou disposto a assumir uma relação”.  E esta declaração parece lhe autorizar a agir do modo como bem entender, independentemente de como o outro está se sentindo. Aliás, se tem algo que este tipo de amante não reconhece é o sentimento alheio.  Talvez porque, no fundo, dissociou-se tão profundamente de seus próprios sentimentos (para se defender da possibilidade de sofrer) que se torna incapaz de enxergar um coração. Está ocupado demais com suas armaduras e máscaras que não lhe sobra capacidade para olhar para algo ou alguém com interesse, humanidade ou compaixão.  Que dirá então sentir-se arrependido ou culpado por alguma coisa que tenha feito ou dito. . . A célebre frase de Saint Exupéry – “Você se torna responsável por aquilo que cativa” – não faz o menor sentido para o ‘amante-psicopata’.  Porque ao mesmo tempo em que ele diz que não quer nada com o outro, liga, aparece, mostra desejo, seu corpo demonstra prazer e vontade de continuar por perto.  E assim ele vai degustando mais uma “caça” de modo cruel. Claro que não estou declarando o outro como absolutamente inocente.  Acredito que todo encontro é, de certa forma, complementar.  No entanto, sabemos que a maneira mais fácil de confundir e enlouquecer uma pessoa é agindo de modo contraditório.  E este é o script do ‘amante-psicopata’.  Ele é absolutamente incoerente. Quer, mas não quer.  Fica, mas não está.  Beija, transa, é carinhoso e eloqüente, mas à primeira cobrança, ele reforça: “nunca te prometi nada; sempre deixei claro que não estava disposto a te assumir”.  E pronto! A repetição de sua promessa inicial, mesmo depois de tantas demonstrações e até declarações contrárias, basta para que ele se sinta isento da necessidade de qualquer consideração para com o outro. Outro dia, uma amiga contou que está ‘enrolada’ com um rapaz que tem namorada, mas que também vive declarando que gosta muito de estar com ela.  Este psicopata concentra-se em duas vítimas ao mesmo tempo.  Uma sabe e a outra não. . . E assim ele vai minando o senso lógico dela, confundindo sua capacidade de discernimento com palavras doces, passeios esporádicos, enfim, adequações que correspondem com as vontades e necessidades dele, evidenciando sua personalidade dissimulada, egocêntrica e egoísta. Mas o cúmulo foi quando ela me contou que ele estava na casa da namorada e, enquanto a mesma tomava banho, ligou (falando baixinho ao telefone): “Oi, linda! Ela foi tomar banho e aproveitei para ligar e dizer que estou com saudades.  Queria saber como você está!”. Ela explodiu: “como assim??? Você fica com ela, espera ela entrar no banho e me liga?!?” E eis que ele dá seu golpe final, matando sua vítima: depois de deixá-la tonta com tantas palavras e atitudes que não fazem sentido e, no momento em que ela tenta reagir, abandona-a como se absolutamente nada tivesse acontecido.  Ou pior! Como se a desequilibrada e louca fosse ela!Poderia citar muitas outras atitudes características dos amantes-psicopatas, mas basta dizer que são perversos, insensíveis e extremamente perigosos à saúde emocional das pessoas predispostas a esta complementação. Minha sugestão é para que você, vulnerável a esta espécie de amante, fortaleça-se o quanto antes.  Busque ajuda.  Faça terapia.  Reflita sobre o que te leva a se interessar por este tipo de amante. . .  até que se sinta forte o bastante para, além de reconhecê-lo, matar não o próprio, mas qualquer possibilidade de corresponder às suas investidas. Por fim, saiba que eles são “inteligentes” e perspicazes.  Cair na cilada do psicopata não é sinal de burrice, mas apenas de fragilidade psico-afetiva.  Mais do que se sentir completamente imbecil depois do golpe final, trate de amadurecer e aprender.  E certamente passará a atrair um outro tipo de amante, disposto a fazer o amor valer a pena.

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