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16.02.12

Sociopatas, psicopatas, personalidades anti-sociais, personalidades dissociais, personalidades amorais, don juan, donjuanismo, transtorno de personalidade anti-social, Transtorno de personalidade narcisista, predadores sociais, parceiro manipulador, aproveitador de mulheres, homens que não sabem amar, psicopata do amor, sedutores compulsivos, sindrome de calimero, canalhas, cafajestes, manipulador emocional, Vampiros emocionais, vampiros anti-sociais …

 

Características: pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, isentos de sentimentos, culpa ou remorso, raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos pensantes e com sentimentos. São indivíduos frios, calculistas, inescrupulosos, dissimulados, mentirosos, sedutores e que visam apenas o próprio benefício. Eles são incapazes de estabelecer vínculos afetivos ou de se colocar no lugar do outro. São desprovidos de culpa ou remorso e, muitas vezes, revelam-se agressivos e violentos. Personalidade fria e insensível para com os sentimentos alheios, cujo próprio interesse momentâneo é o objetivo maior. Embotamento afetivo. Fanfarronice e charme superficial; Falta de empatia; Decisões tomadas sempre em interesse próprio, mesmo quando isso é eticamente questionável; Mentiras crônicas; Falta de remorso; Falta de responsabilidade pelas próprias ações, sempre culpando outrem; Emoções de pouca profundidade; Foco na auto gratificação às expensas dos outros; Comportamento do tipo levar vantagem em tudo; Manipulação.

Elas apresentam traços de egoísmo, buscam qualquer meio e forma para conquistarem, mas parecem não levar em conta os sentimentos da outra pessoa, insensibilidade e menosprezo ao sentimento do outro. Pessoas frequentemente egoístas e com uma grande sensibilidade à monotonia: são intolerantes ao tédio, o que os faz comummente buscarem estímulos e novidades, caracterizando uma inconstância nos relacionamentos que se tornam enjoativos facilmente. Eles parecem se entediar ou enjoar quando ficam com uma mesma pessoa e, principalmente, quando a mesma se apaixona. Para aquele que seduz, a concretização da conquista traz a monotonia que, para eles, é detestável, as relações são rápidas e sem nenhum vínculo afetivo. apresentam níveis de autocontrole extremamente reduzidos. São denominados "cabeça-quente" ou "pavio-curto" por sua tendência a responder às frustrações e às críticas com violência súbita, ameaças e desaforos. Eles facilmente se ofendem e se tornam violentos por trivialidades ou por motivos banais. Apesar de a explosão de agressividade e violência serem intensas, elas ocorrem em um curto espaço de tempo, após o qual voltam a se comportar como se nada tivesse ocorrido. Quando "perde o controle", sabe exatamente até onde ele quer ir, no sentido de magoar, amedrontar ou machucar uma pessoa. Apesar de tudo isso, eles se recusam a admitir que tenham problemas em controlar seu temperamento. Eles descrevem seus episódios agressivos como uma resposta natural à provocação a que foi submetido (vítima de toda a situação).

Necessidade compulsiva por sedução, necessidade intensa de seduzir o tempo todo, envolvimento sexual fácil mas fracasso no envolvimento emocional, determinada por relacionamentos íntimos pouco duradouros ou até mesmo inexistentes, superficiais e inconstantes, não se apegam aos seus parceiros, apenas uma atração fugaz. Apesar dessa compulsão à sedução, isso não significa que a pessoa seja, obrigatoriamente, mais viril ou mais ativo sexualmente, nem sempre se dá às custas de um desempenho sexual excecional mas sim, devido à habilidade em oferecer às pessoas a serem seduzidas, tudo aquilo que elas mais estão querendo.

Parece ter preferência por perigo, intolerante à rotina, monotonia e tédio, viciados na adrenalina do perigo e por isso são movidos pela alta inclinação a relacionamentos proibidos ou que ofereçam um certo grau de desafio, contínuos comportamentos anti-sociais que agridem o direito dos que com ele convivem. É um eterno inconveniente, no dizer comum. Isto tem como causa básica a incapacidade em controlar seus impulsos. Há nele uma incômoda impaciência e urgência em ser satisfeito no que quer. A impulsividade apresentada visa sempre alcançar prazer, satisfação ou alívio imediato em determinada situação, sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento. Transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente.

O narcisismo: a ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa. Só tem uma única intenção, o de manipular tudo a sua volta para seu melhor proveito e para, adivinhem, a satisfação do seu EGO. Acentuada imaturidade afetiva: sempre muito inconstantes, e exclusivamente dirigidos à satisfação de suas conquistas. O aspeto volúvel e responsável pela constante troca de relacionamento pode ser indício dessa imaturidade afetiva e indica, sobretudo, uma completa carência de responsabilidade ou medo de assumir os compromissos normais das pessoas maduras. Eterno imaturo, infantil.

Normalmente essas pessoas ignoram a decência e a virtude moral. São intolerantes à constância, estão sempre mudando e não estabelecem nenhum vínculo afetivo com facilidade, ou caso estabeleçam, são excessivamente superficiais e breves; o que não os causam nenhum tipo de remorso ou culpa. Tendem a ser sexualmente promíscuos, abandonando amantes e família regularmente na busca de nova conquista. Portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética, não tem freios eficientes à sua impulsividade. Muitas vezes apresentam comportamentos exibicionistas, usando nudez em público ou junto das suas conquistas.

Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada, sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. Diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado. Quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à sua personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro. Alguns "mais experientes" são tão especialmente hábeis em mentir que se utilizam de pequenas verdades para ganharem credibilidade em seus discursos. A coisa funciona mais ou menos assim: eles admitem alguns deslizes que cometeram de fato, apenas para que as pessoas "de bem" se confundam e pensem da seguinte maneira: "Sejamos razoáveis, se fulano' está admitindo seus erros, e bem provável que ele esteja falando a verdade sobre as demais histórias." Por serem profundamente inseguras, essas pessoas tendem a construir sua autoestima em cima de um personagem seguro, bem-resolvido, sociável. Incapacidade de amar, insensibilidade e frieza. São seres humanos desprovidos  de sentimentos que não possuem capacidade emocional para gostarem verdadeiramente de ninguém. Incapacidade em estabelecer relações que não sejam exploradoras, não existe capacidade de identificar valores morais, não existe capacidade de compromisso com os outros e não há sentimentos de culpa.

 

Atuação: Imagine uma pessoa normal, dobre o nível de energia, triplique o amor pela agitação e, em seguida, desligue os circuitos da preocupação. Todo mundo já se sentiu assim uma ou duas vezes na vida. Lembra-se daquele baile de formatura, quando você estava deslumbrante e o ar fazia cócegas com aquele perfume dos cravos e a cerveja contrabandeada? E se todos os dias fossem repletos desses tipos de possibilidades? E se não houvesse uma vozinha dentro da sua cabeça para estragar a alegria ao lembrar as coisas terríveis que poderiam acontecer se você exagerasse? Comparado a uma vida repleta de bailes de. formatura, fica difícil empolgar-se com seu emprego. Eles gostam de ter gente por perto e adoram as festas devido a todas as oportunidades que surgem. Onde quer que haja divertimento haverá anti- sociais. São quatro etapas no processo de caça. Na primeira, ele estuda a vítima, conhece seus gostos, suas fraquezas. Ele em geral procura quem esteja fragilizado, porque é mais fácil de ser dominado. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saído de um relacionamento difícil, que tenha perdido um ente querido, alguém que consiga manipular. Depois de estudar a vítima ele começa a fase de absorção, na qual já sabe o que a vítima quer e faz de tudo para satisfazê-la, ganhando, assim sua confiança e seu amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou de qualquer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. O próximo passo é a exploração, em que o psicopata suga toda energia psiquica e física de sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira de acordo com seus interesses. É nessa etapa que a mulher mais sofre, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era bem quem  parecia ser, mas ainda não sabe que está dormindo com o inimigo.  Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. A última fase é chamada de revelação e horror quando o cara mostra quem realmente é. Em geral ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então ja tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando sua crueldade não irá perdê-la. Mas você vai se vender por um pouco de carinho, mesmo que falso, pois é tudo o que você mais espera  depois de tudo que você já se submeteu para mantê-los satisfeitos. E da próxima vez você vai tentar satisfazê-lo ainda mais, em prol de manter o carinho que é mendigado a você, mesmo que para isso você tenha que passar por cima de suas vontades e convicções. Mas o que você não sabe é que aquele sentimento que  você tem às vezes,  e que fica cada dia mais evidente é a mais pura e lógica verdade: por mais que você se submeta a  loucuras para satisfazê-los, você NUNCA será suficiente. Sabe porque? Porque esse é o maior medo do sociopata  manipulador. Se você se sentir suficiente na relação doentia que ele constrói, você não estará mais suscetível as suas chantagens e manipulações emocionais. Você vai começar a enxergá-lo como o que ele realmente é: um DOENTE. E mesmo que tenha tudo para dar certo, mesmo que vocês tenham gostos parecidos, tenham um tesão incontrolável um pelo outro, adorem ficar junto o tempo todo, adorem ficar grudados nas baladas, sonhem em casar e ter filhos, esse comportamento doentio pode levar tudo a ruína, inclusive a sua saúde mental. Quando você perceber, já largou tudo o que gosta, já parou de render no trabalho e não terá mais vida própria em nome de satisfazer a demanda doentia destes sociopatas. Manipuladores são parasitas e devem ser tratados como tal. Aprenda a defender-se antes que você perca mais tempo de sua vida esperando o dia que eles mudem.

“EU GOSTO DE QUEM VOCÊ É” –O psicopata mostra admiração pelo talento e pelos pontos fortes da vítima.

“EU SOU COMO VOCÊ” –O psicopata identifica características da personalidade da vítima e faz de conta que compartilha gostos e interesses.

“SEUS SEGREDOS ESTÃO SEGUROS COMIGO” –A vítima, achando que está diante de um amigo, abre o coração e conta medos e expectativas.

“SOU SEU AMANTE / AMIGO IDEAL” –Último estágio da manipulação. O psicopata cria um elo psicológico que promete uma relação duradoura. A vítima já está em suas mãos. 

Exímios em fazer uso de mentiras, de forma a livrarem-se de situações embaraçosas. Desempenham papéis sociais sempre teatrais. Muitas vezes, os psicopatas querem convencer as pessoas de que são capazes de vivenciar fortes emoções, porém eles sequer sabem diferenciar as nuances existentes entre elas. Confundem amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade. Para que a técnica funcione, há que ter em conta alguns pormenores. Primeiro que tudo, o mentiroso tem de encarnar uma personagem dócil, de modo a apelar para o sentimento. O passo seguinte é encontrar o interlocutor certo. Alguém que não esteja atento a pormenores e que se coloque “a jeito” para ser iludido. A estratégia é começar por seduzir, através de palavras bonitas e atos a condizer. São igualmente rápidos em atender as mais diversas expectativas. Não é preciso esforçar-se muito porque a duração é limitada, já que rapidamente estala o verniz e a verdade virá ao de cima. Apesar dessa conquista compulsiva servir-lhe para melhorar sua sensação de segurança e auto-estima, uma vez possuído o que desejava, já não o deseja mais. Em alguns casos começa a se desestimular com a conquista quando percebe que a pessoa conquistada já está apaixonada por ele. Pode até nem haver necessidade do ato sexual a partir do momento em que ele percebe que a pessoa aceita e deseja o sexo com ele. É o namorado que vai entrando de mansinho na vida da companheira, com um carinho, uma atenção e uma sexualidade totalmente cativantes, até que começam as investidas no cartão de crédito, os pedidos para emprestar o carro, objetos da casa podem misteriosamente sumir, papéis são falsificados, assinaturas forjadas, desfalques, fraudes escandalosas. Geralmente no início pagam ou dividem jantares, passando rapidamente a nunca pagarem nada com a maior normalidade. Mesmo que nunca pague a conta nos restaurantes, ele disfarça com tanto charme que a cara-metade nem se importa. Vive às custas do outro, mantém casos extraconjugais, só pensa na própria satisfação e impõe uma relação de posse. E, por mais que apronte, ele sempre transfere a sua culpa à vítima. Tem um histórico conturbado com mulheres, mas faz acreditar que com você será diferente. Ele deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família ou trabalho, são "zonas proibidas" e exclui você de algumas ou da maioria delas;  Foge dos eventos que incluam sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém alí sabe alguma coisa negativa sobre ele; Ele pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo saindo com outra mulher;  Se estiver saindo com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele. Tente saber do passado dele: infidelidades, fraudes, problemas com agressões, álcool/drogas (que nunca admitirá), dividas, incapacidade de manter trabalho.

Cheio de palavras encantadoras, sorrisos envolventes e, sobretudo, uma “sinceridade” admirável. As aspas servem para alertar que, na verdade, essa pseudo-sinceridade também faz “parte de seu show”. Ele logo avisa: “não quero nada sério e não estou disposto a assumir uma relação”. E esta declaração parece-lhe autorizar a agir do modo como bem entender, independentemente de como o outro está se sentindo. Porque ao mesmo tempo em que ele diz que não quer nada com o outro, liga, aparece, mostra desejo, seu corpo demonstra prazer e vontade de continuar por perto. E assim ele vai degustando mais uma “caça” de modo cruel. A maneira mais fácil de confundir e enlouquecer uma pessoa é agindo de modo contraditório. E este é o script do ‘amante-psicopata’. Ele é absolutamente incoerente. Quer, mas não quer. Fica, mas não está. Beija, transa, é carinhoso e eloquente, mas à primeira cobrança, ele reforça: “nunca te prometi nada; sempre deixei claro que não estava disposto a te assumir”. E pronto! A repetição de sua promessa inicial, mesmo depois de tantas demonstrações e até declarações contrárias, basta para que ele se sinta isento da necessidade de qualquer consideração para com o outro.

Inicio: “tu és a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos.” ou “somos iguais”.

Depois: “O problema não tem a ver contigo, mas sim comigo…eu é que não estou preparado para ter um relacionamento!” ou “desculpa, mas quero estar sozinho… preciso de pensar na minha vida!”… ou dão “um tempo” à relação, mantêm um contacto diário com a ex_pseudo_namorada, “preciso de estar sozinho… não estou bem… preciso de me encontrar “.

Desculpas esfarrapada, para viver no melhor dos dois mundos, deixando sempre algo em stand-by, não se vá um dia arrepender (modo de não fechar portas, querer deixar finais em aberto… típico de pessoas imaturas, que não sabem o que querem). Estrategista, ele tem o dom de montar todo um teatro a sua volta, ele faz uma força enorme para sustentar mentiras, faz jogo de intrigas, ele planta terreno. Ele dá o tiro, joga a culpa em quem está do lado e ainda por cima vai no enterro da vítima, isso quando não serve como testemunha do crime, é extremamente dissimulado.

 

Vitimas: mulheres com uma baixa auto-estima, carentes de afeto, ingênuas ou muito sugestionáveis e influenciáveis. As pessoas de bom coração (e dinheiro) são o seu alvo preferido. Uma mulher bonita, com dinheiro na bolsa, carência afetiva, por exemplo. O que os motiva é o prazer de sentirem que conseguem ludibriar e iludir as mais incautas. Raramente racionaliza se esse tipo de conduta causa prejuízos no campo sentimental e emocional das mulheres, sendo que alguns desses homens dizem francamente não se importar com isso. Não sente culpa ou remorso por tais comportamentos. Dá à conquista amorosa ares de desporto e competição, muitas vezes convidando amigos para apostas sobre sua competência em conquistar essa ou aquela mulher. Não é raros que esses conquistadores tragam listas e relações das mulheres conquistadas, tal como um troféu de caça. Sabem manipular direitinho a sua vítima que se vê enleada e confundida. Por consequência, a vítima fica como que intrigada quer descobrir o porquê daquelas atitudes não muito comuns, mas ele sabe também ser reticente e evasivo e não se deixa pegar. Há um prazer sádico em ver sua vítima sofrendo e se amargurando (atormentá-la sadicamente). Sufoca, esmaga e destrói. É o ás das críticas e, na intimidade ou em público, sabe desvalorizar sua mulher como ninguém. Ao oprimir o outro, ele se sente poderoso. Não raro, esse homem se acha a parte inferior do casal, seja porque seu trabalho é menos valorizado e ele ganha menos ou porque seu grau de instrução é menor do que o da parceira.

'O cafajeste conhece a técnica de sedução para conseguir que tanto a esposa quanto a amante, ou várias namoradas, acreditem que são 'o amor da vida dele'', afirma Mirian. Ainda que alguma delas note pistas de que ele não está sendo sincero, é quase certo que se apegue à ideia de que 'comigo, vai ser diferente, meu amor irá mudá-lo'. Um erro.

Muitas vezes, o lar doméstico desses indivíduos é marcado também pelas outras diversas característica psicopáticas, tais como egoísmo, mentiras, manipulação etc. Da mesma forma com as outras pessoas, eles não se importam com os sentimentos dos seus familiares, são frios e não sentem culpa por nada que fazem. São na realidade, indivíduos irritadiços, agressivos, impulsivos, sádicos, interesseiros, egoístas, frios e excessivamente manipuladores: enquanto maltratam as pessoas mais íntimas que se importam com ele, o indivíduo demonstra profundo ódio, rancor e indiferença aos mesmos; fora desse ambiente familiar conturbardo, se mostram totalmente o oposto: pessoas queridas, alegres e do bem.

Os laços sentimentais habituais entre familiares não existem. Essa impulsividade reflete também um baixo limiar de tolerância às frustrações, refletindo-se na desproporção entre os estímulos e as respostas, ou seja, respondendo de forma exagerada diante de estímulos mínimos e triviais. Inverte a culpa e o foco da questão quando alguém suspeita dele, tenta fazer cair em descrédito a pessoa que está prestes a desmascará-lo. Tenta inclusive convencer sua vítima de que ela precisa se tratar emocionalmente. Ele tenta fazer com que a própria pessoa acredite não ter uma linha de raciocínio coerente, tenta desmoralizar suas vitimas quando ele próprio não tem moral alguma. Ele sempre tem justificativas para as suas maldades, ou seja, sua vitima sempre é a causadora de tudo para ele. Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos. Todo mundo a sua volta é “tosco”, “caipira”, “burro”. O parceiro manipulador, aos poucos, se coloca como líder do relacionamento, sufocando ao mesmo tempo em que se mostra cada vez menos amoroso, gentil e capaz de manter o respeito e o afeto que deram origem à relação. A pessoa manipuladora se fortalece, essencialmente, enfraquecendo o ego de suas vítimas, minar a auto-confiança da parceira e transformando-a em mera muleta, na qual se apoia para viver. Além de agressões verbais, críticas, atitudes de falsa surpresa diante de um erro, ele também faz tudo para afastar a parceira dos amigos e da família, de modo a criar um vazio em torno da outra ao enfraquecer a rede de amizades e afastá-la de amigos. não pede desculpas quando não cumpre o que diz ou falha nos compromissos feitos, usa a chantagem emocional para conseguir controlar os outros. Ou então faz com que as pessoas sintam-se diminuídas e acuadas, fragilizando-as. “Não se pode dizer que seu grupo de colegas seja muito brilhante.  “Pensava que você tivesse amigos melhores”. O jogo deles se baseia no poder e na autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos com total egocentrismo e indiferença. Todos lhe dizem que ele é um perigo? Podem ter razão… Como animais predadores, vampiros ou parasitas humanos, esses indivíduos sempre sugam suas presas até o limite improvável de uso e abuso. Possuem um extraordinário poder de nos importunar e de nos hipnotizar com o objetivo maquiavélico de anestesiar nosso poder de julgamento e nossa racionalidade. Com histórias imaginárias e falsas promessas nos fazem sucumbir ao seu jogo e, totalmente entregues à sorte, perdemos nossos bens materiais ou somos dominados mental e psicologicamente. Deixam os outros exaustos, adoecidos, com uma enorme dor de cabeça, a carteira vazia, o coração destroçado e, nos piores casos, vidas perdidas. As outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer. Os psicopatas zombam dos mais sensíveis e generosos. Para eles, essas pessoas não passam de uma gente fraca e vulnerável e, por isso mesmo, são seus alvos preferidos. Esquecem-se da carteira constantemente e não tem pruridos em pedir dinheiro que sabem nunca irão pagar. Prepare-se para ver sua conta no fundo do poço. Ele sempre vai convencê-lo de que pagará tudo, com juros, no fim do mês. Só não vai dizer de qual mês. O psicopata gosta de status, ele quer desfrutar do bom e do melhor, mas, muitas vezes, não quer bancar, dá até um jeitinho pra demonstrar que se sente mal por você pagar todas as contas.

São pessoas altamente sedutoras, com conversas divertidas e agradáveis, são hábeis em manipular, se mostram superiores em suas falas, porém qualquer sinal de perigo que possa estragar seus planos, disfarçam e com frieza mudam o curso da conversa ou da ação, para enganar e não deixar pistas. São verdadeiros camaleões no disfarce! Não admitem estar vulneráveis pois não conseguem lidar com adversidades, bem como deceções. Eles vão culpar o mundo por seus problemas, vão sugar a sua atenção, e vão te manipular quando você não puder dar 101% dela a eles. São pessoas que não têm necessidade, eles têm urgência. Não sabem adiar e não aguentam esperar. Quase nunca eles se importam com as necessidades alheias, porque tendem a priorizar as suas. (...) exigem toda a atenção, paciência e carinho para si mesmos ("Você tem que me tratar sempre bem.") e pouco retribuem ("Eu te maltrato, mas você não pode me maltratar, apenas me dar carinho e apoio."). E classificado como "mimado", rebelde, estressado, louco ou apenas o "seu modo de ser". Contudo, seu "modo de ser", na realidade, é um modo de ser doentio.

"Síndrome do sol" acha que tudo gira em torno delas. Suas necessidades estão em primeiro lugar, seus desejos são os mais urgentes, seus problemas precisam sempre ser entendidos, no entanto, não se dão ao trabalho de olhar pro outro ser humano, de sentir que ele tem questões a serem resolvidas e metas a serem atingidas. Tem a capacidade de entender o outro ser humano, mas não o fazem por pura maldade e egoísmo. Acham sempre que suas manipulações são as melhores, que todos são idiotas, que suas mentiras são engolidas, subestimando sempre e sempre a inteligência do outro.

Caso demonstrem possuir laços mais estreitos com alguns membros de sua família (mãe, filhos), certamente é pelo sentimento de possessividade e não pelo amor genuíno. Não se esqueça: eles são incapazes de amar, eles não possuem a consciência genuína que caracteriza a espécie humana. Gostam de possuir coisas e pessoas, logo, é com esse sentimento de posse que eles se relacionam com o mundo e com as pessoas. Quando a questão é família, o comportamento deles também segue o mesmo padrão de indiferença e irresponsabilidade. Em geral afirmam, com palavras bem colocadas, que se importam muito com sua família (mãe, irmãos, filhos), mas suas atitudes contradizem totalmente o seu discurso. Eles não hesitam em usar seus familiares e amigos para se livrarem de situações difíceis ou tirarem vantagens. Quando dizem que amam ou demonstram ciúmes, na realidade têm apenas um senso de posse como com qualquer objeto. Eles tratam as pessoas como "coisas" que, quando não servem mais, são descartadas da mesma forma que se faz com uma ferramenta usada.

Não quer crescer e abandonar os maus hábitos que aprendeu com a mãe. Mesmo que esteja comprometido, ele continuará a se ver como um garoto solteiro. Seus amigos são sua prioridade e, tranquilamente, a abandonará um fim de semana inteiro por qualquer diversão com eles. Colocará sempre os pés na mesa e nunca os pratos na pia. O problema é que ele a vê como mãe-empregada-gueixa.

O sociopata é rebelde, não disponível emocionante. Eles são iconoclastas, carismáticos e fascinantes. Eles fazem uma relação com eles em um desafio tentador. Eles podem até dizer-lhe forma-direita que não são nenhum bom e só vai te machucar, mas eles fazem isso sabendo muito bem que só vão fazer você se esforçar mais para estar com eles. Este tipo de pessoa que você gosta de brincar com a forma como um gato aprecia torturar um mouse. Eles são sádicos, e eles sabem exatamente como isso vai acabar: com eles triunfantes e você devastado. Eles são excitados por sua admiração e desejo, como se alimenta o seu sentido de grandiosidade. Como você acaba é de nenhum interesse para eles, e eles vão despejá-lo sem a menor cerimônia, quando você já não for úteis ou divertidas. Um sociopata é incapaz de assumir a responsabilidade por seu mau comportamento. Eles nunca vão mudar.

Sexualmente provocantes e costumam estar sempre à caça de elogios a respeito de sua aparência física, inapropriadamente provocativos sexualmente, expressem emoções de uma forma impressionável, exibir masculinidade e habilidades físicas, promiscuidade, irresponsabilidade nas relações sexuais sem proteção de DST (doenças sexualmente transmissíveis), AIDS-HIV. Exibir os órgãos genitais em público (decorrente de alteração momentânea dos freios psicológicos pela ingestão de substâncias desinibidoras como o álcool). São muito manipuladores, controlando pessoas e circunstâncias para conseguir atenção. Você adora eles porque são vistosos, adoráveis, belos. Sabem aproveitar a vida; amam a vida. Você PRECISA de alguém assim do seu lado. Ele está usando você. Uma vez que você se envolver com um manipulador emocional, você estará preso numa teia de aranha. Você nunca sabe o que esperar deles. Se pela manhã eles disserem que te amam, de noite é bem possível que te odeiem sem motivo algum. Pelo menos sem nenhum motivo razoável, porque obviamente eles tentarão justificar suas atitudes culpando alguém (provavelmente você).

Uma característica de pessoas assim, é usar sempre palavras alheias para introduzir assuntos. Ou seja, eles utilizam fatos reais, com alguns sutis acrescimos, e promovem conflitos, discórdias e separações. E como não usam palavras próprias, e os acréscimos são de fato  muito sutis, eles acabam promovendo o que desejam e saem ilesos. Afinal, nunca afirmam nada por conta própria nem negam, apenas reproduzem o que de alguma forma foi dito. A intriga é uma das ferramentas poderosas de um psicopata, o que pode levar a consequências devastadoras. Desta forma coloca as várias peças da sua vida umas contra as outras (família, companheiras, amigos, ex-companheiras ou mesmo filhos), ficando a assistir sem demonstrar qualquer tipo de remorsos, sentindo-se como o centro do mundo.

 

Trabalho: Não costumam ter a mesma habilidade em outras áreas da atividade humana; ocupacional, empresarial, estudantil ou mesmo familiar. Apreciam viver no limite, no conhecido "fio da navalha". Nessa busca desenfreada, muitas vezes, envolvem-se em situações ilegais, agressões físicas, brigas, desacatos a autoridades, direção perigosa, uso de drogas, promiscuidade sexual etc. Frequentemente mudam de residência e emprego na busca de novas situações que os "excitem". No trabalho apresentam desempenho errático, com faltas frequentes, uso indevido dos recursos da empresa e violação da política da companhia. Não honram compromissos formais ou implícitos com as outras pessoas. Geralmente são preguiçosos, preferindo acordar a hora de almoço. São conflituosos. Não se conseguem comprometer a um trabalho de uma forma sistemática, não compartilha dos mesmos valores da companhia e de seus colegas. A diretoria quer gente que dê duro, todo dia, das 8 às 18 horas, e que vista a camisa da empresa? Pode esquecer. Ele até consegue encarar essa rotina por um certo tempo, sempre com a intenção de passar uma imagem falsa. Mas os únicos valores que lhe dizem respeito são só os que estão na própria cabeça. Gostam de dinheiro, mas não gostam de trabalhar. Fazem de tudo para sua autosatisfação e se puderem vivem as custas do suor dos outros. São verdadeiras sanguesugas!

 

Alcool/drogas/sexo: Abuso de substâncias psicoativas que estariam relacionadas à desinibição do comportamento suficiente para permitir a intensificação do prazer ou aplacar a sensação de vergonha. Os sintomas hipersexuais têm sido rotulados como compulsivos, impulsivos ou, tal como acontece com o vício do jogo ou das drogas, aditivos.

 

Causas: Perceção má do sexo oposto, seja através de uma rejeição, negligência ou abuso. Em algum momento da infância do portador, houve uma ausência ou falhas de afeto por parte da pessoa do sexo oposto (mãe que não dá afeto ao filho). Se em alguma época da vida da criança, o pai deixou de estar presente, de dar-lhe o devido afeto ou ter comportamentos de infidelidade ou sociopatas, a criança pode construir a ideia de que as outras pessoas também não são capazes de oferecer afeto e por isso não merecem o afeto. Talvez ele possa crescer com essa ideia e tornar-se um adulto com futuros problemas nos relacionamentos. Fala-se em hereditariedade. Se uma criança teve falhas no afeto com a mãe, por exemplo, futuramente, este homem tende a acreditar que as mulheres não dão amor e que por isso não merecem amor também. Há uma fixação da mãe assim como uma vertente de um complexo de Édipo, onde o homem teria tido uma visão muito perfeita da mãe enquanto criança, dificuldade em desligar da mesma.

 

Tratamento: significativamente difícil. Pode ajudar esses indivíduos seriam psicoterapias, onde as causas da síndrome seriam buscadas e pesquisadas minuciosamente, a fim de tentar reverter ideias, pensamentos e comportamentos consequentes que deram origem à síndrome. Contudo, por serem pessoas que não veem muitos problemas no seu comportamento, frequentemente, não veem motivos para procurar ajuda, muito menos dizem-se incomodados pelo prejuízo causados nas pessoas envolvidas. Incorrigibilidade: Dificilmente ou nunca aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção. Podem dissimular, durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social, entretanto, na primeira oportunidade voltam à tona com as falcatruas de praxe. As terapias biológicas (medicamentos) e as psicoterapias em geral se mostram, até o presente momento, ineficazes.

Temos que ter em mente que as psicoterapias são direcionadas às pessoas que estejam em intenso desconforto emocional, o que as impede de manter uma boa qualidade de vida. Por mais bizarro que possa parecer, parecem estar inteiramente satisfeitos consigo mesmos e não apresentam constrangimentos morais ou sofrimentos emocionais como depressão, ansiedade, culpas, baixa auto-estima etc. Não é possível tratar um sofrimento inexistente. É no mínimo curioso, embora dramático, pensar que são portadores de um grave problema, mas quem de fato sofre é a sociedade como um todo. É importante lembrar que de uma forma geral todos nós estamos vulneráveis às ações desses predadores sociais. Assim, é mais sensato falarmos em ajuda e tratamento para as vítimas do que para eles mesmos. Além de acharem que não têm problemas, não esboçam nenhum desejo de mudanças para se ajustarem a um padrão socialmente aceito. Julgam-se auto-suficientes, são egocêntricos e suas ações predatórias são absolutamente satisfatórias e recompensadoras para eles mesmos. Mudar para quê? Dessa forma, raramente procuram auxílio médico ou psicológico. Quando eles chegam a um consultório, quase sempre é por pressões familiares ou, então, com o intuito de se beneficiarem de um laudo técnico. Frequentemente estão envolvidos com problemas legais, endividados e às voltas com o sistema judicial. Por isso, tentam obter do profissional de saúde mental algum diagnóstico ou alguma comprovação de problemas que os auxiliem a minimizar as sanções que lhes foram impostas

 

Diagnóstico: Os transtornos que mais podem ocorrer nesses indivíduos são psicopatia, os transtornos de personalidade: o transtorno de personalidade anti-social, de personalidade narcisista e o de personalidade histriônica.

Transtorno Anti-social da Personalidade pelo menos três dos seguintes critérios: (1) fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção (2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer (3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro (4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas (5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia (6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras (7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa.

Quem sofre de Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o DSM-III:

 •Atribui a si mesmo importância excessiva - e é visto pelos outros como tendo o ego inflado

 •Pode alimentar fantasias de amor perfeito (adoração completa), além de sucesso, fama, poder, beleza ilimitados

 •É exibicionista e precisa ser visto e admirado de alguma forma - ainda que negativamente

 •Tem tendência a sentir raiva aparentemente sem razão

 •Tende a tratar as pessoas com frieza como forma de puni-las, ou para dar pistas de que não precisa mais delas

 •Rumina constantemente sentimentos de inferioridade, vergonha e vazio interior

 •Idealiza ou desvaloriza completamente as pessoas de maneira quase instantânea, fundamentando-se em poucos dados objetivos

 •Mostra dificuldade ou incapacidade de sentir empatia

Outro teste. Responda a) Sempre b) Raramente c) Nunca:

1. Ele costuma se fazer de vítima e de “coitadinho”, invertendo situações para se sair como o prejudicado?

2. Ele mente no cotidiano e representa bem, sem aparentar nervosismo ou receio de ser descoberto?

3. Ele demonstra simpatia, charme e amabilidade fora de casa, mas, da porta para dentro, age com rudez ou violência?

4. Ele tenta manipular e usar os outros, muitas vezes agindo em benefício próprio?

5. Ele não sente culpa, arrependimento ou remorso quando causa deceção ou tristeza a outras pessoas?

6. Ele se transforma quando sente ciúme, fazendo ameaças e externando ódio de uma maneira agressiva?

7. Ele tem dificuldade em sentir empatia com o outro e emoções de uma forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão)?

8. Ele age por impulso, sem medir consequências de seus atos, principalmente quando é contrariado?

9. Ele tem verdadeira obsessão pelo sucesso, poder e status, buscando realizações a curto prazo e passando por cima dos outros?

10. Ele tem grande capacidade de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja?

Resultado: Há grande chance de a pessoa ter algum transtorno de personalidade (como psicopatia ou desvio de conduta) se você marcou a alternativa “a” nove vezes ou dez vezes. Caso tenha assinalado a opção “b” cinco vezes ou mais, é preciso acompanhar o comportamento do indivíduo e ter atenção se as atitudes se intensificarem. Se a alternativa “c” foi marcada sete vezes ou mais, aparentemente não há nada de grave com a pessoa.

Outro teste:

1. Dissimulação: A boa lábia é o melhor trunfo dos "psicopatas do amor". São pessoas que não dizem o que pensam ou sentem, mas aquilo que quem desejam conquistar gostaria de ouvir. Conseguem identificar facilmente o ponto fraco e as carências alheias e usam isso a seu favor.

2. Autoestima em alta: Psicopatas costumam se julgar superiores. Vivem se comparando com os outros –e sempre se sentem os melhores nessa comparação– e acreditam que o universo lhes deve tudo. Não podem se frustrar jamais.

3. Ausência de remorso: Psicopatas sempre justificam suas ações e não apresentam nenhum traço de culpa. No entanto, sempre encontram um culpado para seus insucessos e frustrações.

4. Impulsividade: Irresponsáveis e desrespeitosos em relação a normas, regras e obrigações sociais. O psicopata imagina-se imune a qualquer julgamento ou punição e não pensa duas vezes antes de cometer delitos –que vão de arrebentar o carro da namorada numa crise de ciúme ou perseguir a "ex" que o dispensou.

5. Falta de empatia: Psicopatas são indiferentes aos sentimentos dos outros. Quando a pessoa deixa de ser útil ou causa problemas, a elimina de sua vida.

6. Vitimização: Psicopatas se fazem de coitadinhos, inocentes, injustiçados (por alguém ou pelo destino). Consideram o mundo cruel e precisam de apoio para seguir em frente.

7. Camaleônicos: Facilmente podem fingir ser o que não são, moldando-se às circunstâncias.

8. Manipulação: Incapazes de manter relacionamentos íntimos, são extremamente sedutores e agradáveis nas relações sociais superficiais. Por conta disso, conduzem as pessoas a realizarem seus desejos. Exemplo feito a mãe odiar a mulher.

DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA

RELACIONAMENTOS:

SUPERFICIAL – Não se importa com o conteúdo, e sim em como vendê-lo.

NARCISISTA – Preocupa-se apenas consigo mesmo.

MANIPULADOR – Mente e usa as pessoas para conseguir algo.

SENTIMENTOS:

FRIEZA – É racional e calculista, pois tem pouca atividade no sistema límbico, centro das emoções como medo, tristeza, nojo.

SEM REMORSO – Não sente culpa. A parte responsável por isso no cérebro tem baixa atividade.

SEM EMPATIA – Não consegue se colocar no lugar dos outros.

IRRESPONSÁVEL – Só se compromete com o que lhe trouxer benefícios.

ESTILO DE VIDA:

IMPULSIVO – Tenta satisfazer as vontades na hora.

INCAPAZ DE PLANEJAR – Não estabelece metas de longo prazo.

IMPRUDENTE – Corre riscos e toma decisões ousadas.

 

Vida: A trajetória de sua vida nem sempre resulta num final satisfatório. Os prejuízos sócio-ocupacionais incluem gastos financeiros, a traição, perda de amigos, experiência de vergonha, problemas de trabalho, complicações legais. Acabam ridicularizados por essas tentativas totalmente fora do contexto e podem atravessar períodos de grande angústia na maturidade. Um excesso do complexo de Édipo, ou fixação na mãe, já que muitos deles acabam vivendo para sempre com suas mães. E´uma pessoa que precisa estar sozinha para se proteger de sua própria inadequação. É um ser de uma vida vazia e solitária. Desregrado, preguiçoso e endividado. Destroem o mundo, destroem os sonhos das pessoas as quais se envolvem, destroem o que está a volta deles e destroem-se a eles também.

 

Conclusão: Difícil identificar um psicopata do amor antes que ele cause grandes estragos. Geralmente só são reconhecidos como tal pelas vítimas quando estas já se encontram em situações más: baixa estima, finanças arruinadas, problemas com a justiça, casos limites de suicídio, afastadas de todos os amigos e família, sozinhas e sem nada. Lembre-se: ele dá o tiro, joga a culpa em quem está do lado e ainda por cima vai no enterro da vítima, isso quando não serve como testemunha do crime, é extremamente dissimulado. Deixe-se de se sentir culpada. Procure ajuda profissional. Não tenha pena, não se deixe enganar de novo.

Se tem filhos dele, todo o cuidado é pouco. Há hereditariedade e o convívio com uma pessoa deste tipo deve ser evitado ao mínimo. Ele pode usa-los nos seus esquemas fraudulentos ou quererem repetir o comportamento do pai. Mesmo dizendo que os filhos são importantes, ele não os ama como qualquer pessoa “normal”, mas como se ama um carro.

Se é amigo de um, você só tem a perder na amizade com um psicopata. Além de se aproveitar de você, ele vive num mundo fora das regras sociais, o que torna qualquer relacionamento perigoso. Não tenha pena porque ele adora se fazer de coitado. Não tente mudá-lo, coloque uma coisa na cabeça: psicopatas não têm cura.

Lembre-se que ele destroem o que está a volta deles, e se conseguir colocar as peças da sua vida umas contra as outras melhor ainda. Essas pessoas são todas vítimas dele. Há casos limites de homicídios perpetuados por manipulação de psicopatas, saindo sempre impune e feliz por ter conseguido os seus intentos.

 

Costumam ter um sorriso cativante, uma linguagem corporal interessante e uma boa lábia. Não caia nessa cilada! Não se distraia com olhares sedutores, demonstração de poder, gestos atraentes ou traquejo verbal, característicos. Todos esses artifícios são utilizados com extrema habilidade exatamente para encobrir as suas verdadeiras intenções. Também não se esqueça do poder do olhar desses indivíduos. Pessoas normais mantêm contato visual com as outras por uma gama de razões, na maioria das vezes por educação, mas o olhar intenso e frio deles é mais um exercício de poder e de manipulação do que simplesmente interesse ou empatia pelo outro. Não tenha pena, não gaste suas reservas de compaixão com uma pessoa sem coração. Ela vai sugar você (e suas finanças) até que se sinta vazio e fragilizado.

 

O que importa mesmo é sabermos que são seres incapazes de estabelecer vínculos verdadeiros de afeto. São monstros disfarçados de cordeiros! E por isso mesmo, todo cuidado é pouco!

O que você tem de fazer quando identificar um em sua vida? MANTENHA SE LONGE. Não tente curá-lo, porque não tem cura. Pessoas que nascem sem carater e morrem sem carater. Ele nasceu com uma deficiência química no cerebelo, o que o impede de gerar as emoções como amor, saudade e compaixão.

Só uma atitude sábia é recomendável : Fuja dele!

 

(este post é o resumo dos seguintes)

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Psicopatas muito cuidado você pode estar convivendo com um

15.02.12

  O PERFIL Fala-se em psicopata e muita gente imagina um indivíduo aterrorizante, com uma cara ameaçadora, tipo Freddie Kruger, do filme Sexta-Feira 13. Mas na é nada disso – e aí é que está o perigo. Geralmente, um psicopata é bonito, elegante, bem vestido e bem educado, culto, bem falante, delicado e extremamente simpático. Estamos usando só adjetivos masculinos porque a maioria deles é homem, embora existam também algumas mulheres. Por baixo dessa aparência tão atraente, porém, pode estar escondido um assassino frio e cruel, que sente prazer em matar. A psicopatia tem o nome científico de transtorno de personalidade antissocial. Trata-se de uma perturbação psicológica que se caracteriza por uma deturpação do caráter. O psicopata carece de sentimentos, é insensível, indiferente os sentimentos alheios, manipulador das pessoas, egocêntrico ao extremo, não sente remorso nem sentimento de culpa com relação aos atos cruéis que pratica. Apesar disso é dotado de um raciocínio que, muitas vezes, chega a ser brilhante. Nos casos mais graves estão incluídos os serial killers, sádicos etc. CAUSAS A psicopatia ainda é um mistério para a psiquiatria e a psicologia. Há inúmeros estudos e discussões a respeito do tema, sem que se chegue a uma conclusão definitiva. Pesquisas recentes apontam, com relativa certeza, três causas principais para o distúrbio: disfunções cerebrais/biológicas (ou traumas neurológicos), predisposição genética e traumas psicológicos na infância (assédio moral ou sexual, negligência, violência, separação dos pais etc.) PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS No caso dos homens, a psicopatia geralmente se manifesta antes dos 15 anos. Já nas mulheres, pode ficar oculta por muitos anos, talvez porque as psicopatas são mais discretas. Nelas, o distúrbio tende a se manifestar no início da idade adulta e as acompanha até o fim da vida. Algumas características de um psicopata são: Desrespeito e violação dos direitos dos outros, que ocorrem desde os 15 anos. Fracasso em se adaptar às normas sociais; Fracasso em fazer planos para o futuro; Irritabilidade e agressividade, frequentes lutas corporais ou agressões físicas. Desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia. Irresponsabilidade indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento conveniente no trabalho ou de cumprir obrigações financeiras; Ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa. Conduta sexual exagerada e inadequada, via de regra com vários parceiros, sem qualquer ligação afetiva.  http://www.vocesabia.net/saude/psicopatas-voce-pode-estar-convivendo-com-um/ Os psicopatas são indivíduos exemplares, bem educados e gentis, sociáveis e simpáticos. São indivíduos que a maioria das pessoas jamais imaginaria serem capazes de alguma atrocidade. Quando cometem algum tipo de crime, as pessoas que os conhecem ficam surpresas e têm dificuldade em acreditar nas histórias.. Um ponto comum entre os psicopatas é o ambiente familiar, Todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado, marcado por constantes discussões e brigas. Suzane Louise von Richthofen: acusada de ter planejado a morte dos próprios pais com a ajuda de um namorado e do irmão deste. Foi condenada a 39 anos de prisão e está presa, em regime fechado Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”: estuprou, torturou e matou, pelo menos, seis mulheres e atacou outras nove. Vários corpos das vítimas foram achados no Parque do Estado, região Sul da capital paulista. Foi condenado a 270 anos de prisão e afirma que “é guiado pela palavra de Deus” e se considera uma pessoa normal. Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos: esquartejou a inglesa Clara Marie Burke, de 17 anos, em 2008 e fotografou o cadáver mutilado. No seu celular, a polícia encontrou a foto, sem os antebraços e as pernas. A cabeça, decepada, estava em cima do tronco. Está preso, condenado a 21 anos de prisão. Silvia Calabrese Lima: torturou uma menina de 12 anos que morava com ela. A garota foi achada em seu apartamento, acorrentada, com uma mordaça embebida em pimenta, dedos e dentes quebrados, unhas arrancadas e marcas de queimaduras com ferro de passar em todo o corpo. Interrogada, não demonstrou qualquer arrependimento e disse que estava apenas “educando a menina”. Ator Guilherme de Pádua: depois de assassinar a atriz Daniela Perez a golpes de punhal, em dezembro de 1992, foi ao velório dar os pêsames à mãe da vítima, a escritora de novelas Glória Perez e ao marido da vítima, o ator Raul Gazolla. Durante o interrogatório, não demonstrou qualquer emoção e relatou o assassinato tranquilamente. Atualmente, está em liberdade, depois de cumprir sete dos 19 anos de prisão a que foi condenado. Gilmar Alberto Wasckman, o “Canibal Gay”: cumpre 16 anos de prisão por ter assassinado um homem e comido os seus órgãos. Francisco das Chagas Rodrigues Filho: entre 1991 e 2003, castrou e matou 42 meninos, no Maranhão e no Pará. Considerado um dos maiores e mais cruéis serial killers do Brasil.   Tenha muito cuidado Portanto, leitor(a), tenha muito cuidado, porque aquela pessoa bonita, elegante, simpática e inteligente que você conhece e que tanto atrai você, pode estar planejando o seu assassinato. Sabe como é, hoje em dia, nunca se sabe…

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PARA AQUELES QUE COMO EU, JA TIVERAM UMA EX PSICOPATA...

15.02.12

Psicopatas. Tirado de aqui.
Embora a psicopatia (também chamada de sociopatia ou transtorno de personalidade antissocial) seja popularmente associada a pessoas violentas, com aparência insana - ou seja, facilmente identificáveis -, tal associação é comumente errônea, porque diferente do que as pessoas acreditam; psicopatas, em sua maioria, não são assassinos.
Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São indivíduos megalomaníacos , imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricos.
Um ponto muito comum entre todos os psicopatas é o ambiente intrafamiliar marcado por diversos e extensos conflitos; todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado, permeado por constantes discussões e brigas.
Frequentemente, esmagam suas vítimas de uma forma tão sutil e quase imperceptível, que praticamente ninguém percebe - apenas a vítima, ao tempo que posam para a sociedade como santinhos e cidadãos do bem. Dependendo do grau da psicopatia, deixam marcas por onde passam, de sentimentais a financeiras.
São excessivamente manipuladores e controladores. O lema de um psicopata é "sempre controlar para não ser controlado".
Sua conduta carece normalmente de uma motivação, ou se uma motivação pode ser inferida, ela é inadequada enquanto explicação para tal comportamento.
Eles são reis em inversão de papéis. Sua vida inteira é vivida de forma teatral e dramática, onde o psicopata é sempre a "vítima" ou "coitadinho" e os outros são os vilões maldosos que merecem punição.
Nunca admitem um erro, querem ter sempre a razão de tudo e tentam fazer o possível para com que o outro se sinta o culpado. De uma forma ou de outra, esses indivíduos têm notáveis tendências em estimular sentimentos de dó, compaixão e pena nas outras pessoas. Como é perceptível, a maioria dos psicopatas não mata, mas é capaz, porém, de arrebentar facilmente com o emocional e até mesmo o financeiro das pessoas.
Eles são literalmente antissociais, parecem odiar tudo e todos, são hostis à sociedade, demonstrando uma conduta que lhe traz conflitos freqüentes com o meio em que vivem. Podem ser contrários às regras, rebeldes, agressivos e apresentam um comportamento em que suas ações são destinadas a irritar às pessoas em sua volta, por isso são freqüentemente irritantes e pouco toleráveis.
Psicopatas são pessoas excessivamente rancorosas e vingativas. Provavelmente odeiam a sociedade porque um dia foram odiados por ela - ou ao menos imaginaram ser.
A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Apesar da psicopatia ser muito mais frequente nos indivíduos do sexo masculino, também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens.
Embora a psicopatia seja popularmente associada a pessoas violentas, com aparência insana - ou seja, facilmente identificáveis -, tal associação é comumente errônea, porque diferente do que as pessoas acreditam; psicopatas, em sua maioria, não são assassinos. Existe na população mundial cerca de 4% (3% homens; 1% mulheres) de pessoas com esse distúrbio, entretanto, apenas 1% dessas podem chegar a cometer assassinatos e delitos graves. Sendo assim, são muito difíceis de serem diagnosticados e reconhecidos, pois são pessoas muito dissimuladas, com comportamento duplo (por ex, socialmente são vistos como "anjos" comportados, quando na realidade escondem um comportamento contrário: são verdadeiros "demônios").

Geralmente, possuem inteligência média ou até mesmo maior que a média, mas são frios, racionais, mentirosos, não se importam com os sentimentos alheios e são os psicopatas ditos dissimulados: escondem tais características de forma que pouquíssimas pessoas consigam perceber, são muito manipuladores.
Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São indivíduos megalomaníacos (se acham superior às outras pessoas), imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricos. São charmosos e manipuladores e podem dizer isso com o maior orgulho. Essa característica narcisista é muito mais acentuada do que os próprios portadores do transtorno de personalidade narcisista. Embora estes últimos com frequência demonstrem, de primeira, a todos o seu narcisismo, os psicopatas, a princípio nunca demonstram; entretanto, suas atitudes são típicas de alguém cujo "amor-próprio" é elevado. Podem ser excessivamente opiniáticos, auto-suficientes ou vaidosos. Por isso, a principal característica de quem carrega o distúrbio consigo é ter os seus próprios interesses sempre em primeiro lugar, o tempo todo.
Psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência sedutora ou de amabilidade e cortesia. Mesmo aparentando um comportamento dócil e intenções de proteger certas pessoas, por trás disso, tal dissimulação esconde uma pessoa fria, calculista e falsa, caracterizando um indivíduo excessivamente manipulador. São cínicos e, como não conseguem amar, não conseguem manter um relacionamento leal e duradouro, sobretudo por sua incapacidade de tolerar rotina e monotonia.

Uma característica muito comum em indivíduos com o transtorno é a intolerância a frustrações - este talvez o único motivo que os façam chorar de verdade -, o que frequentemente os faz adotarem comportamentos e ações extremas para conseguirem o que querem. Essa relutância em aceitar frustrações e a ideia insuportável de não conseguir o que querem, frequentemente os faz autores de ações muito exageradas que uma pessoa normal comumente nem se quer pensaria. Na realidade, são pessoas excessivamente rancorosas e vingativas. Provavelmente odeiam a sociedade porque um dia foram odiados por ela - ou ao menos imaginaram ser.
Psicopatas são pessoas que vivem a oscilar entre um comportamento dominador e ao mesmo tempo um comportamento onde eles são as pobres vítimas. São excessivamente manipuladores e controladores. O lema de um psicopata é "sempre controlar para não ser controlado". Indivíduos assim, não se importam com os sentimentos alheios sendo que suas ações insensíveis geralmente são destinadas para o proveito próprio (como a riqueza material) ou até mesmo por pura diversão de ver os outros sofrerem.
Aqueles que cometem alguma crueldade sem nenhum motivo lógico ou por puro prazer de ver o sofrimento alheio, são tidos como os psicopatas de grau mais grave e, geralmente, são naturalmente sádicos - totalmente insensíveis, se divertem com o sofrimento alheio.
Esses indivíduos, dependendo do grau da psicopatia, deixam marcas por onde passam, desde marcas sentimentais a marcas financeiras. Eles são literalmente antissociais, parecem odiar tudo e todos, são hostis à sociedade, demonstrando uma conduta que lhe traz conflitos frequentes com o meio em que vive. Podem ser contrários às regras, rebeldes, agressivos e apresentam um comportamento em que suas ações são destinadas a irritar às pessoas em sua volta, por isso são frequentemente irritantes e pouco toleráveis.
São pessoas egoístas, insensíveis, frias e que buscam apenas prazeres imediatos, embora possam fingir o contrário quando acham necessário. Eles podem sentir frustração, rancor, ódio, inveja e outra qualquer emoção negativa, entretanto, não têm sentimentos considerados positivos (ternura, carinho, consideração, altruísmo etc.), não ao menos com as outras pessoas.
São árduos manipuladores. São chantagistas, por vezes, mudam totalmente de um mau comportamento para uma boa conduta, a fim de conseguirem o que querem. Eles podem usar da mentira mas não admitem que esta mesma seja usada para com eles. O lema é "eu posso, você não". Além disso, uma característica típica que os diferencia de mentirosos que mentem para receber atenção ou admiração, é que a mentira do psicopata é dificilmente descoberta. São tão calculistas que conseguem mentir olhando nos olhos, sem remorso ou arrependimento, e suas mentiras raramente são descobertas porque são muito bem planejadas. São indivíduos muito preocupados consigo próprios, irresponsáveis e imediatistas.
Sua vida inteira é vivida de forma teatral e dramática, onde o psicopata é sempre a "vítima" ou "coitadinho" e os outros são os vilões maldosos que merecem punição. Eles tentam sempre a convencer suas vítimas de que eles próprios estão tendo algum tipo de sofrimento, assim, acarretam na outra pessoa um sentimento de dó ou pena - uma das princpais armas do psicopata. São também irresponsáveis: tendem a fugir de suas responsabilidades e jogando a culpa para outras pessoas, por isso fazem de tudo para convencer as pessoas acreditarem de que toda a culpa do universo é do outro e não do psicopata. Eles têm imensas habilidades em inverter os papéis das situações, onde a outra pessoa é o vilão e eles as vítimas.
Via de regra, não demonstram qualquer tipo de afeto, amor ou carinho por outra pessoa, inclusive seus próprios familiares. Só o demonstram para conseguir algo. Em geral, são pessoas muito frias e racionais. Indivíduos assim, não conseguem experimentar - não, ao menos, da mesma forma que as pessoas "normais" - sentimentos como amor, carinho e afabilidade, por isso são distantes emocionalmente em suas relações.
Os psicopatas têm muito pouca pena ou culpa, duas emoções essenciais para a cooperação social. Por outro lado, seus cérebros ativam mais intensamente os circuitos cerebrais relacionados ao desprezo e desejo de vingança. Essas alterações nas áreas das emoções fazem com que sejam irritadiços, agressivos, estabeleçam relações conturbadas, mintam e manipulem com facilidade, não sintam empatia, e muito menos se arrependam por tudo isso.
Nem todos os psicopatas são encantadores ou sedutores, mas uma boa parte dessas pessoas apesar de serem contra tudo e todos, à primeira vista podem demonstrar grande simpatia e encanto com os outros. É geralmente assim que eles conseguem se aproximar de quem os interessa, sem fazê-los desconfiar de que possuem outras intenções. De maneira geral, o psicopata na maioria das vezes pode ser simpático, engraçado e interessante socialmente a fim de conseguir a simpatia das outras pessoas por quais se interessam.
Eles manipulam facilmente as pessoas, mentem e enganam e não se importam com isso. Ao mesmo tempo, frequentemente exibem aparência nada sugestionáveis de psicopatia: podem ser simpáticos, educados e comportados, entretanto, diante a menor contrariedade ou ameaça, se tornam irritáveis. Esta característica muitas vezes é disfarçada socialmente, entretanto, é comumente percebida no ambiente intrafamiliar. Podem ser tidos como explosivos, agressivos ou estressados, entrando facilmente em discussões e brigas com a família. Sendo assim, não se importam em terem ferido emocionalmente (ou fisicamente) seus familiares, nem quesitam em pedir desculpas; agem como se nada tivesse acontecido.
Eles são reis em inversão de papéis: seu teatro é sempre baseado na vítima e no vilão, em que, obviamente, a vítima é sempre ele. Vivem a fazer papel de vítima ou coitadinho, invertendo os papéis em que as outras pessoas são sempre as vilãs. Eles geralmente culpam ou acusam seus familiares por seu comportamento agressivo (por ex, em uma discussão sempre dizem que foi fulano que começou, nunca ele), nunca admitem um erro, querem ter sempre a razão de tudo e tentam fazer o possível para com que o outro se sinta o culpado. De uma forma ou de outra, esses indivíduos têm notáveis tendências em estimular sentimentos de dó, compaixão e pena nas outras pessoas. Como é perceptível, a maioria dos psicopatas não mata, mas é capaz, porém, de arrebentar facilmente com o emocional e até mesmo o financeiro das pessoas.
Muitas vezes, quando os familiares relatam para conhecidos, os comportamentos anormais do psicopata, as outras pessoas têm uma imagem anteriormente tão boa e ingênua do indivíduo, que ficam perplexadas e não conseguem acreditar em tais relatos.
Apesar de socialmente demonstrarem serem "santos", muitas vezes o ambiente familiar é muito diferente dessa falsa demonstração para a sociedade. Não raro, os indivíduos portadores da psicopatia são irritantes, agressivos e problemáticos para a família. Eles têm baixa tolerância para frustrações, portanto, contrariedades mínimas já podem ser motivos para agressividade. Por terem um baixo limiar de descarga de agressão, eles facilmente perdem a calma por qualquer coisa, se estressam rapidamente por qualquer contrariedade ou confronto, agindo de forma pueril ou extrema quando não conseguem o que querem.
Essa intolerância às frustrações os faz pessoas rancorosas, vingativas e incapazes de aceitar obstáculos comuns do cotidiano. Frequentemente acumulam ódio por algo ou alguém, não suportam perderem, detestam não conseguir o que querem e podem cometer atitudes extremas por conta disso. As frustrações inadimíssiveis é que são as únicas fontes capazes de um indivíduo psicopata chorar de verdade. Fora as suas próprias frustrações, choram apenas por mera falsidade ou teatro.
O ambiente familiar, dependendo de cada psicopata, pode ser marcado desde discussões leves até violência brutal para com os membros que moram na casa. Muitas vezes, o lar doméstico desses indivíduos é marcado também pelas outras diversas característica psicopáticas, tais como egoísmo, mentiras, manipulação etc. Da mesma forma com as outras pessoas, eles não se importam com os sentimentos dos seus familiares, são frios e não sentem culpa por nada que fazem. São na realidade, indivíduos irritadiços, agressivos, impulsivos, sádicos, interesseiros, egoístas, frios e excessivamente manipuladores: enquanto maltratam as pessoas mais íntimas que se importam com ele, o indivíduo demonstra profundo ódio, rancor e indiferença aos mesmos; fora desse ambiente familiar conturbardo, se mostram totalmente o oposto: pessoas queridas, alegres e do bem.
Psicopatas usam a mentira como mais uma ferramenta para seus objetivos. Exatamente por isso, eles não usam a mentira da mesma forma que as outras pessoas usam e sim usam-na como ferramenta de trabalho. Tais mentiras muitas vezes são caracterizadas por histórias muito bem detalhadas e minuciosas, a ponto que as outras pessoas nem se quer desconfiam de que tudo não passa de um teatro, por isso, raramente suas mentiras são descobertas. Entretanto, quando isto acontece, eles podem negar até a morte que tudo não passa de uma farsa, mesmo que tudo e todos provem o contrário. Também podem mostrar-se totalmente indiferentes à descoberta, ou admitirem mas inventam alguma desculpa encobrindo a outra mentira.
Eles apresentam um comportamento fantasioso que frequentemente muda. Eles são tidos como camaleões sociais, porque estão em constante mudanças socialmente. Eles geralmente mudam de comportamento conforme pessoa, mais especificamente, conforme o que a pessoa quer. Em geral, todas as pessoas têm por si uma característica de camaleão social, afinal, ninguém consegue ser totalmente constante e igual com todos ao mesmo tempo. Todos são diferentes, por exemplo, com seus amigos e com seus familiares. Contudo, o psicopata apresenta uma característica muito forte: uma forma de "dissociação" de personalidade, isto é, como se tivessem uma fina camada de verniz. Isto ocorre porque o antissocial desensolve uma personalidade para convívio social, para conseguirem se infiltrarem e misturar-se com os outros seres. Ou seja, na realidade, eles demonstram para a sociedade uma personalidade fantasiosa, pois na realidade, escondem um temperamento totalmente oposto ao que demonstram socialmente. No caso do psicopata, esse disfarce social é totalmente excessivo e extremo da real personalidade - enquanto podem ser típicos exemplares socialmente, com família, filhos e trabalho normal, na realidade, são pessoas extremamente doentes.
Psicopatas - mais do que ninguém - são excessivamente manipuladores. Dissimulam um comportamento contrário: se fazem de tolos ou santos, que nada sabem, entretanto, enquanto ninguém desconfia, estão a fazer sempre tudo de caso pensado. De uma forma ou de outra, estão sempre manipulando ou controlando o ambiente e as pessoas, com o objetivo de tirar vantagens para si mesmo. Essas vantagens frequentemente variam desde vantagens materiais, a pura diversão. Essas pessoas têm geralmente profundos traços sádicos, portanto, parecem sentir prazer ou indiferença ao levar os outros ao sofrimento. Frequentemente, esmagam suas vítimas de uma forma tão sutil e quase imperceptível, que praticamente ninguém percebe - apenas a vítima, ao tempo que posam para a sociedade como santinhos e cidadãos do bem.
Percebe-se também nessas pessoas um eterno comportamento chantagista. Isso é facilmente notado de variadas formas, especialmente quando mudam de um comportamento para outro, a fim de conseguir uma recompensa. Eles podem se comportar como "bonzinhos" por um tempo, para conseguirem uma recompensa; mas quando recebem, se vangloriam como quem nada deve, e voltam a adquirir um mau comportamento. A ingratidão nesses indivíduos é comum.

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O psicopata, camaleão da sociedade atual

14.02.12

Trechos de “O psicopata — Um camaleão na sociedade atual” (ed. Paulinas, 2005), do espanhol Vicente Garrido, tradução de Juliana Teixeira: http://avidadomeufilho.blogspot.pt/2007/05/o-psicopata.html “Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar o seu objetivo. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afetivos com alguma pessoa — quando o fazem, é simplesmente por puro interesse.” (do prefácio da psicóloga Ivone Rodrigues Lisboa Patrão) “Os psicopatas geralmente falam muito, expressam-se com encanto, têm respostas espertas e contam histórias — muito improváveis, mas convincentes — que lhes deixam em uma boa situação perante as pessoas. Não obstante, o observador atento vê que eles são muito superficiais e nada sinceros, como se estivessem lendo mecanicamente um texto. Falam de coisas atrativas para as quais não têm preparo, como poesia, literatura, sociologia ou filosofia. Não lhes importa ficar evidente que suas histórias são falsas, algo que nem sempre é fácil acontecer, considerando o desembaraço e a imaginação com que empreendem os seus relatos.” (pág. 37) “O psicopata tem uma auto-estima muito elevada, um grande narcisismo, um egocentrismo fora do comum e uma sensação onipresente de que tudo lhe é permitido. Ou seja, sente-se o ‘centro do universo’ e se crê um ser superior regido por suas próprias normas. É compreensível que, com tal percepção de si mesmo, pareça diante do observador como altamente arrogante, dominante e muito seguro de tudo o que diz. Fica evidente que ele procura controlar os outros e parece incapaz de compreender que haja pessoas com opiniões diferentes das suas. Mergulhado nesse mundo de superioridade, raramente o psicopata se preocupa com problemas financeiros, legais ou pessoais que possa ter, pois acredita que são ‘dificuldades transitórias’, produtos da má sorte ou do azar de terceiros. Alguém assim não precisa envolver-se em metas realistas de longo prazo e, quando estabelece um objetivo, logo se vê que não tem as qualidades necessárias para alcançá-lo, nem sabe, na verdade, que é preciso fazer algo. Ele de fato acredita que suas habilidades lhe permitirão conseguir qualquer coisa.” (pág. 38) “Mentir, enganar e manipular são talentos naturais para o psicopata. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os fatos para que se encaixem de novo.” (pág. 41) “A convicção com a qual o psicopata conta a sua história vem acompanhada da crença de que o mundo se encontra dividido em dois grupos: os que ganham e os que perdem, de tal modo que lhe parece um absurdo não se aproveitar das fraquezas alheias.” (pág. 41) “Os psicopatas parecem possuir uma incapacidade flagrante para sentir de modo profundo a categoria completa das emoções humanas. Às vezes, ao lado de uma aparência fria e distante, manifestam episódios dramáticos de afetividade, que nada mais são que pequenas exibições de falsa emotividade.” (pág. 42) “Por que, então — podemos perguntar —, uma pessoa assim se casa, por que decide ter uma família? As razões variam, evidentemente, mas em geral a resposta é que, quando decidiu casar-se ou ter filhos, naquele momento era uma escolha que servia a seus fins imediatos e acerca da qual não adquiriu nenhum tipo de responsabilidade.” (pág. 47) “Na realidade, os psicopatas usam metáforas, já que, em seu comportamento enganoso e manipulador, a linguagem florida e figurativa joga uma parte importante.” (pág. 71) “A conclusão (...) é uma população que alberga, cada vez mais, jovens transformados em adultos sem um claro código de valores, que assumem o olhar cínico e desconfiado de uma sociedade em que o sucesso material talvez seja o único bem seguro e tangível.” (pág. 83) “O ser humano está cada vez mais isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um traço básico na personalidade psicopática.” (pág. 85) “De fato, o psicopata está livre das alucinações e dos delírios que constituem os sintomas mais espetaculares da esquizofrenia. Sua aparente normalidade, sua ‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e, logicamente, mais perigoso.” (pág. 99) “É inquestionável a habilidade que têm os psicopatas de se rodear de pessoas sem escrúpulos, que lhes facilitam realizar suas ambições.” (pág. 102) “A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto.” (pág. 117)

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O psicopata como pai

14.02.12
PSICÓPATAS COMO PADRES
Naturalmente, los Psicópatas bien integrados en la sociedad pueden formar familias ("formar" una familia pero no "ser" una familia ya que son insoportables).
Las consecuencias de ser pareja de un/una psicopata han sido tratadas en otros artículos de este blog, ahora nos centraremos en las consecuencias en su descendencia. Solo a modo de recordatorio, este párrafo que he encontrado:


"El/la Psicópata es incapaz de demostrar ningún amor verdadero hacia nadie. Cuando lo evidencia es falso: es señal de que quiere aprovecharse de la persona que simula amar. De ahí que su vida familiar sea imposible y a la larga terminen separándose de cualquier pareja. Es en ese momento cuando amenazan con suicidarse. Pero no hay problema, se quieren más que a nadie en el mundo y serían incapaces de intentarlo".

Que las relaciones con estos personajes son un rompecabezas insidioso está claro.
pero, ¿qué ocurre con sus hijos e hijas?

En general los casos cuya personalidad psicopática es más severa, siemplemente se despreocupan de ellos. Los niños les irritan y los tratan con indiferencia, en casos extremos incluso los maltratan y vejan.
Sin embargo en los más abundantes casos de Psicópatas leves o bien adapatados a la sociedad, el problema de los hijos suele ser que tienen que crecer con un personaje egocéntrico e insensible.
No vamos a entrar en detalle es lasa diferencias entre uun padre o una madre, si no en los detalles generales.

Algunos Psicópatas verán a sus hijos como una extensión de ellos mismos, en estos casos los niños se verán afectados en su formación como personas útiles y honradas, en cierto modo se verán "infectadas" por las actitudes de su progenitor.
En este supuesto, cuando el hijo o hija se rebelan o se hacen enemigos del padre o madre Psicopático es una buena señal.

Los padres deben educar con el ejemplo, mostrar y premiar las actitudes solidarias, el respeto, la justicia y la compasión, además de dar cariño y comprensión a sus hijos... como hemos venido diciendo en este blog, el Psicópata no da nada de esto o da muy poco.
El padre Psicópata se mostrará indiferente, cruel o simplemente ausente.
La madre se mostrará sarcástica, histérica, hará chantaje emocional a sus hijos.
Los padres Psicópatas tienen múltiples relaciones amorosas a lo largo de la vida que nunca acaban bien, también suelen ser promiscuos sexualmente e impulsivos. A lo largo de su niñez, sus hijos es normal que observen peleas, rupturas y conductas inapropiadas por parte de sus padres.

En general, una madre psicópata influye mucho en que los hijos desarrollen toda clase de problemas....y a ella no le importa mucho, aún cuando pueda mostrarse preocupada de cara a la galería (para dar pena a los demás), pueden mostrarse abatidos, pero una observación imparcial, muestra que son solo "bajones" pasajeros sin la desesperación genuína que podría esperarse de una madre realmente afectada por el estado de sus hijos. En ocasiones, pueden mostrar poses de un dramatismo absurdo que pronto son aliviadas por un nuevo amante, unas compras o una noche de fiesta.
Por otro lado estos "padres" pueden dar discusos morales a sus hijos, pero son profundamente hipócritas, ya que no se los aplican a ellos mismos....por lo que constantemente mostrarán grandes contradicciones en su forma de actuar.
También serán especialistas en "montar números", por lo que el ambiente familiar será muy estresante para sus hijos....que nunca saben de qué humor se encontrará su madre o padre ese día.
Afortunadamente, los seres humanos son más fuertes de lo que podamos pensar. Los hijos si tienen otros referentes familiares, amistades, etc...pueden vivir a pesar de la influencia perniciosa de haber tenido un padre así.
http://juegosucio-psicopatia.blogspot.pt/2011/12/psicopatas-como-padres.html

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Psicopatas - A ameaça que representam para a sociedade

13.02.12

Com anos de experiência no atendimento a vitimas de psicopatas, a Doutora Martha Stout traça um retrato preciso desses indivíduos, ensina como identifica-los e ensina 13 regras para nos defendermos da ameaça que eles representam. Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em vários países, "MEU VIZINHO É UM PSICOPATA" se tornou uma referência sobre o assunto e ganhou o prêmio Books a Better Life (Livros para uma Vida Melhor) daquele mesmo ano por sua significativa contribuição a sociedade.Um profissional ambicioso, que passa por cima de todos para conquistar o sucesso, um executivo que maquia o balanço da empresa e inventa mentiras sobre os colegas, ou alguém que vive às custas dos outros ? todos eles têm algo em comum: não possuem consciência, a característica mais fundamental dos seres humanos.No livro de MARTHA STOUT, PHD em psiquiatria cujo nome é ?MEU VIZINHO É UM PSICOPATA?, é descrito o que é esse transtorno quase inimaginável para a maioria das pessoas, e é ensinado a identificar esses indivíduos maléficos que podem estar onde menos se imagina. Inclusive aqui entre nós.Os Psicopatas e Sociopatas tem uma vantagem em relação à maioria das pessoas. É que não tem consciência e por isso podem agir livremente sem receio do sentimento de culpa que atinge 96 por cento das pessoas. Isso dá a eles uma grande vantagem pois podem sem receio fazer intrigas, falsificar documentos e situações, e até matar sem que sintam pena ou remorso, ou ao menos tenham o sono atrapalhado. Em geral eles fazem essas coisas. Tem uma noção perfeita das leis sociais, e suas regras e as compreendem, mas utilizam seu QI em geral bem dotado para atingir seus objetivos sem serem de preferência descobertos. Sabem que são diferentes das outras pessoas e fingem ter consciência para se passarem despercebidos.Muitas pessoas só descobrem que estão diante de um Psicopata, quando já é iminente a sua morte. CARACTERÍSTICASSegundo a Associação Americana de Psiquiatria 1 ? Incapacidade de adequação às normas sociais.2 ? Falta de sinceridade e tendência à manipulação.3 ? Impulsividade. Falta de planejamento prévio.4 ? Irritabilidade; agressividade.5 ? Permanente negligência com a própria segurança e a dos outros.6 ? Irresponsabilidade persistente.7 ? Ausência de remorso após magoar, maltratar ou roubar outra pessoa. A combinação de  três desses ?sintomas? já é suficiente para levar muitos psiquiatras a considerarem o distúrbio.Outros pesquisadores e médicos chamam a atenção para outras características dos sociopatas dentro do grupo. Um dos traços mais freqüentes observados são o desembaraço e um charme superficial que tornam o verdadeiro sociopata sedutor para algumas pessoas, figurativa ou  literalmente ? uma espécie de brilho ou carisma que, a princípio, pode fazê-lo mais encantador ou interessante do que a maioria dos indivíduos normais à sua volta. Ele é mais espontâneo, mais envolvente, de alguma forma mais ?complexa?, sexy ou divertida do que qualquer outra pessoa. Às vezes esse carisma sociopático vem acompanhado de uma idéia exagerada do próprio valor que soa atraente de início, mas que, depois de um exame mais detalhado acaba parecendo estranho e até mesmo risível. (?Um dia o mundo vai perceber que sou especial? ou ?Você  sabe que, depois de mim , nenhum outro amante vai satisfazê-la?.)Alguns personagens da História, psicopatas, que atingiram culminâncias de FAMA ou PODER são notórios. NERO, HITLER e ALL CAPONE por exemplo. Algumas pessoas sentem especial atração por personagens psicóticos. São aquelas pessoas que não gostam de pessoas ?BEM RESOLVIDAS?. Gostam antes de pessoas ?COMPLICADAS?. São em verdade pastos perfeitos para os personagens PSICÓTICOS. Os Psicopatas tem necessidade de estímulo maior do que o normal, o que os leva a frequentemente correr riscos sociais, financeiros ou jurídicos. Costumam ser capazes de induzir outras pessoas a acompanha-los em empreitadas arriscadas e, como grupo, são conhecidos por mentir e enganar de modo exagerado e doentio, assim como estabelecer uma relação parasitária com seus ?amigos?.Independente de quão INSTRUIDOS ou bem posicionados sejam na idade adulta podem apresentar um histórico de problemas comportamentais precoces, que as vezes inclui o uso de drogas ou episódios de delinqüência juvenil e no qual a incapacidade de assumir responsabilidade por quaisquer erros tem presença garantida.Os sociopatas destacam-se sobretudo pela superficialidade das emoções, pela natureza vazia e transitória de quaisquer sentimentos de afeto que possam alegar e por uma surpreendente insensibilidade. Não demonstram nenhum sinal de empatia ou interesse genuíno ou envolvimento emocional com um parceiro. Uma vez retirada a camada superficial de charme, seus casamentos sem amor são unilaterais e, quase sempre de curta duração. Se o sociopata valorizar minimamente o cônjuge é porque o vê como uma posse, e se perde-lo ficará furioso mas jamais triste ou culpado.Todas essas características aliadas aos ?SINTOMAS? listados pela Associação Americana de Psiquiatria são manifestações comportamentais do que para a maioria de nós é um distúrbio psicológico inimaginável: a ausência do nosso sétimo sentido, a consciência. Um transtorno louco e assustador para 4% da população. Como terapeuta, a Doutora Marta Stout tem como especialidade o tratamento de pessoas que passam por traums psicológicos. Ao longo dos últimos 25 anos , ela atendeu centenas de adultos que vivem em constante sofrimento psicológico decorrente de abusos sofridos na infância ou de alguma outra terrível experiência. Como detalhou no livro THE MYTH OF SANITY ( O mito da sanidade ), seus pacientes sofrem diversos tormentos, entre eles ansiedade crônica, depressão incapacitante e estados mentais dissociativos. Sentindo que sua vida era insuportável, muitos deles me procuraram após sobreviverem a tentativas de suicídio. Alguns apresentavam traumas gerados por catástrofes provocadas pela natureza ou pelo homem, como terremotos ou guerras, masa maioria havia sido controlada e psicológicamente destruída por outros indivíduos ? sociopatas que às vezes, eram estranhos, porem, com mais freqüência eram os próprios pais, parentes mais velhos ou irmãos. Ajudando meus pacientes e suas famílias a lidar com os danos sofridos e analisando suas histórias, a Doutora Marta aprendeu  que o estrago provocado pelos sociopatas a nossa volta é profundo e duradouro, muitas vezes trágicamente letal e assustadoramente comum. Ao trabalhar  com centenas de sobreviventes, ela se convenceu de que abordar os fatos relacionados à sociopatia de forma aberta e direta é uma questão urgente para todos nós.Cerca de um em cada 25 indivíduos é  sociopata, ou seja, não possui consciência. Não que esse grupo seja incapaz de distinguir entre o bem e o mal, mas essa distinção não limita seu comportamento. A diferença intelectual entre o certo e o errado não soa um alarme emocional nem desperta o medo de Deus como acontece com o restante de nós. Sem o menor sinal de culpa ou remorso, uma em cada 25 pessoas pode fazer absolutamente qualquer coisa. A grande incidência de sociopatia exerce um grande impacto em toda a sociedade, mesmo em  quem não sofreu tauma psicológico. Os indivíduos que compõem esses quatro por cento sugam nossos relacionamentos, nossas contas bancárias, nossas conquistas, nossa auto-estima e até nossa paz. Surpreendentemente porém, muitas pessoas não sabem nada sobre esses transtornos ou, quando sabem, pensam apenas em termos de psicopatia violenta ? homicidas, serial killers, genocidas -, em indivíduos, que de forma óbvia violam a lei diversas vezes e que , se forem pegos, serão encarcerados e, em alguns países até mesmo condenados à morte. Em geral, não identificamos nem tomamos conhecimento do grande número de sociopatas não violentos que nos cercam. Esses criminosos muitas vezes não agem abertamente e o sistema jurídico oferece pouca proteção contra eles. Robert Hare, professor de psicologia da Britsh Columbia University, desenvolveu a Pysichopathy Checklist ( Uma escala para verificação da da psicopatia), hoje aceita como instrumento-padrão de diagnóstico para pesquisadores e médicos em todo o mundo. Sobre os sociopatas, Hare um cientista frio, escreve: ?Todos, inclusive os especialistas, podem ser enredados, manipulados, enganados e desnorteados por eles. Um bom psicopata pode tocar um concerto nas cordas do coração de qualquer um... Nossa melhor defesa é entender a natureza desses predadores humanos.?Hervey Cleckley, autor do texto clássico de 1941, The mask of Sanity (A máscara da Sanidade), faz a seguinte declaração sobre os psicopatas: ?Beleza e feiúra, salvo em sentido muito superficial, bondade, maldade, amor, horror e humor não tem nenhum significado real, não são capazes de comovê-los.?

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Sintomas de psicopatia

11.02.12

A Psicopatia, também conhecida como Sociopatia, tem sido associada ao protótipo do assassino em série, porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassino, ou mesmo fisicamente violentos! Importa desmistificar esta ideia, porque podemos estar a lidar diariamente com um psicopata, sem termos a noção que aquela pessoa está realmente doente e que afinal, todas as intrigas, confusões, desacatos, mentiras e mau-estar causados pelo mesmo, não são apenas fruto de “mau feitio”. Há pessoas que só se apercebem que têm lidado de perto com um psicopata, momentos antes de uma fatalidade lhes acontecer, nomeadamente o seu homicídio. http://www.amar-ela.com/sintomas-de-psicopatia/comment-page-1/ Embora esta doença seja mais comum no homens, também é possível encontrar mulheres sociopatas. Os primeiros sinais começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, embora se possam reconhecer algumas atitudes que apontem neste sentido em idade mais tenra. Eis então os sintomas principais que um psicopata apresenta: - Ausência de Culpa: Nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou. Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico, (para ele, claro!), embora tenha a noção de que os seus actos são anti-sociais. Quando é denunciado, recusa a reabilitação ou qualquer tratamento e na impossibilidade de fugir, simula uma mudança de carácter, para mais tarde voltar aos padrões comportamentais que lhe são característicos e até, vingar-se de quem o tentou ajudar! - Mestres da Mentira: Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem mentir. - Manipulação e Egoísmo: Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objectivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objectos que pode pôr e dispor conforme lhe convêm. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele. Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença. Para tal recorrem as esquemas, intrigas e claro, ao seu charme para se fingir amigo. - Inteligência: O QI costuma ser acima da média. Há casos de psicopatas que conseguem passar por médicos, advogados, professores, etc, sem nunca terem frequentado uma universidade! São peritos no disfarce, excelentes auto-didactas e fazem-no na perfeição. - Ausência de Afecto: Não são pessoas afectuosas com o próximo e enquanto pais, não são do género de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos como “marionetas”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus. - Impulsivo: Devido ao défice do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. Costuma fintar até o teste do polígrafo, porque o seu ritmo cardíaco não se altera quando profere mentiras e nem quando comete crimes. - Isolamento: Gostam de viver sós e quando vivem com outros, querem liderar o grupo, mesmo que para isso destrua uma família inteira.

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Transtorno de personalidade histriônica

10.02.12

Personalidade é forma de comportamento de um indivíduo. É o “jeitão” de ser da pessoa. O Transtorno de Personalidade aparece quando o comportamento é pouco ajustado e prejudica o indivíduo nas relações sociais, causando a ele próprio e aos outros, sofrimento e incômodo. Características da personalidade histriônica ou histérica: Busca constante ou exigência de afirmação, aprovação ou elogios (quer aparecer); Autodramatização, teatralidade e expressão exagerada das emoções; Sedução inapropriada em aparência ou comportamento; comportamento sexualmente sedutor; Alta sugestionabilidade, facilmente influenciada pelos outros ou por certas circunstâncias; Preocupação excessiva com a atratividade física; Expressão de emoções exageradamente; Expressão de emoções rapidamente mutável; Egocentrismo nas satisfações; Intolerância severa às frustrações e à não-satisfação; Discurso impressionista e superficial. Considera os relacionamentos mais íntimos do que realmente são. Pessoas dramáticas, exageradas, sedutoras, com necessidade doentia e constante de chamar atenção para si mesmas. Atitudes infantis, impaciência, imediatismo, inconstância, impulsividade, baixa tolerância à rotina e monotonia; têm muita vaidade, ciúmes em excesso, relacionamentos superficiais e devaneios românticos. Histriônicos fazem manipulações para conseguirem o que querem, com emoções à flor da pele, acessos de euforia ou riso, choram demais e facilmente, têm ataques de raiva ou irritabilidade. Eles têm sempre uma imensa vontade de seduzir. Tendem a evitar relações afetivas autênticas, profundas e íntimas. Histriônicos têm profundos sentimentos de tristeza caso se sintam ignorados, rejeitados, abandonados ou sem resposta. http://www.psicologia10.com.br/aprenda-psicologia/2334/ São egoístas porque tendem a apenas fazer algo que tenha recompensa. Podem ajudar outras pessoas, fazendo-se de caridosos, pois sabem que assim terão atenção recompensada. De um humor animado, rapidamente decaem ao choro, mau humor e depressão. Podem ter ataques de fúria por se irritarem por qualquer coisa. Muitas vezes têm uma imagem desvalorizada de si mesmo, são inseguros. Muitas vezes são vistas como os animadores, efusivos, podem gesticular e rir muito, sem controle, típico comportamento exuberante e chamativo. Vivem a tentar entreter outras pessoas, porque acham que assim vão ter a atenção de que tanto necessitam. Podem demonstrar muito aborrecimento, ciúmes ou rancor caso percebam que outra pessoa está tendo mais atenção que eles. Demonstram em exagero o que realmente sentem (tristeza exagerada, alegria excessiva, raiva em excesso, ciúmes intenso, dor insuportável). Comportamento extravagante que oscilam entre o cômico e a cólera. Podem ser tidos como armadores de confusão e provocações de brigas, pois sem nenhuma vergonha na frente dos outros, expressam suas emoções como a raiva, impaciência, ciúmes, fazendo tempestade em copo d’água. Provocam com reclamações, xingamentos, ataques coléricos, envergonhando pessoas e amigos acompanhantes. Querem concentrar os olhares em si, a partir desse tipo de atitude. Não lidam bem com regras e facilmente tentam contornar ou ignorar situações de rotina. Estão sempre a mudar, hora são uma coisa, hora são outra. Também tendem a pôr sempre a culpa nos outros. Comportamento teatral. As outras pessoas têm impressão de fingimento nas falas, emoções e comportamento do histriônico. Distorções da imagem física: se achar muito magro ou gordo, defeitos inexistentes, tendência a desenvolver transtornos alimentares. Baixa tolerância às frustrações, entendiam-se com rotinas, descontinuidade de projetos. Facilmente se enjoam de amigos, cidade, estudos, trabalho. Tornam-se tão instáveis, encenam e mudam tanto que às vezes não sabem mais nem quem realmente são e chegam a acreditar em suas próprias encenações. Mudam de planos e objetivos a toda hora, relacionamentos, aparência física, identidade, gostos, sentimentos e preferência sexual, sempre se queixando da incompreensão das outras pessoas. Preocupados excessivamente com a estética; são vaidosos extremos, geralmente exibem aparência diferente, extravagante, gastam muito tempo e dinheiro com produtos para cabelo, maquiagem, acessórios e roupas. Podem exibir uma aparência ou comportamento provocante, se vestir de maneira inapropriada, usar roupas ousadas para o trabalho. Obcecado pela beleza e perfeição física, tornando-se fúteis. Acentuada tendência a despertar desejo, muito sedutor, buscam elogios, sexualmente provocativo, faz de tudo para impressionar o outro, a fim de atrair os olhares para si, camuflam com tal comportamento a necessidade de se sentir amado. Seduzem e erotizam desde os melhores amigos até médicos, dentistas, chefes de trabalho, professor. Vivem a escolher uma “vítima” para seduzir, quando conseguem, se enjoam, procuram outra. O comportamento sedutor é tão intenso que deixam o histriônico mais vulneráveis a ataques sexuais, assédios bem como atentado ao pudor, abusos e estupros. Mulheres histriônicas se “modulam” sexualmente conforme suas “vítimas”. Despertam intenso desejo sexual nos homens, ficando mais vulneráveis a psicopatas e estupradores. Histriônicas podem demonstrar-se difíceis, para despertar ainda mais desejo do homem, depois demonstram desinteresse marcante na relação, levando à raiva e frustração do parceiro. O drama é a característica principal do transtorno, histriônicos sentem e vivem tudo de forma intensa e exagerada. Tudo machuca o histriônico, é excessivamente inseguro e isso com freqüência leva à depressão. É comum idéias paranóides devido à percepção exagerada. Qualquer palavra ou gesto dirigido ao histriônico podem machucá-los, pois podem ser entendidas como agressivos.

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Aproveitador de mulheres de amigos e conhecidos, chulo ou gigolô

08.02.12

Em Portugal e no Brasil, é dito popularmente que um malandro dos anos 30 à 40 é a pessoa que não queria trabalhar, gostava da boémia, enganava e mentia constantemente para encobrir a verdade, frequentava clubes e diversões sem pagar nada, pendurava as contas e pedia dinheiro emprestado aos conhecidos e depois não pagava, usava artimanhas e histórias tristes para arranjar dinheiro, pendurava contas em farmácias e pequenas vendas e bazares, com o intuito de não pagar, vendia objectos que não lhe pertencia e punha amigos e conhecidos em situação difíceis para que pudesse lucrar com isso, dava endereços falsos da sua morada para que as empresas de crédito não pudessem cobrar, muitas vezes este malandro era também conhecido como “cara de pau”, capaz de fazer papéis ridículos e escandalosos com naturalidade comprometendo os outros. http://parasitasependuras.blogspot.pt/2010/09/malandros-profissionais-parte-1.html Entre muitos defeitos estão: Ladrão, enganador e mentiroso, bêbado, frio, sem escrúpulos, sem ética, gozão, aproveitador de mulheres de amigos e conhecidos, xulo ou gigolô, preguiçoso. Intermediário entre pessoas, no caso negócios de vendas, entrão, bajulador, aproveitador, comprometedor, vigarista, traidor, chantagista, corrupto, desavergonhado, batoteiro entre outros. Dos anos 30 aos anos 60, a definição de “malandro” aumentou muito. Em países como Portugal que reúne uma grande mistura de imigrantes e uma população pequena, nota-se com alguma facilidade estes senhores que vivem dentro e ao mesmo tempo à margem da sociedade. Muitos desses malandros têm um estilo próprio. Uns são bons faladores e vestem-se bem, têm um grande leque de conhecimentos e guardam memórias do passado, utilizam o facto de serem conhecidos para aplicarem golpes em terceiros e depois sai de cena por algum tempo. Assim como os outros têm sempre uma história para contar ou algo para vender, geralmente estes objectos não são deles. Oferecem-se como intermediários para resolver problemas de amigos e depois desaparecem com o lucro do golpe, geralmente usam golpes como o arranjo de carro, onde conhece o dono da oficina e aplica uma quantia superior ao cobrado ou leva o carro arranjado com o pretexto de pagar no dia seguinte, recebendo assim o dinheiro do dono do carro e a seguir desaparecendo. Eles de maneira geral são bons observadores e conversadores, escondem muitas vezes os olhos debaixo dos óculos escuros para que as pessoas de fora não saibam para onde estão olhando. Gostam de meter conversas com as mulheres e preferem as casadas, elogiam-nas bastante, controlam o horário de trabalho dos maridos e quando eles vão para o trabalho, procuram se aproximar delas, uma vez conseguido ter a relação sexual, o malandro faz tudo e mais alguma coisa para a satisfação da vítima, tornando-a cliente e depois chantageando-a. Outros malandros, são oportunistas e operam golpes mais baixos, como cravar, cigarros, refeições, pequenos objectos, geralmente operam em botequins e tascas, fazem pequenos enganos, gostam de falar abertamente de mulheres e de experiências que não viveram como se tivessem vivido. Também fazem pequenos roubos como os de supermercados e depois vendem os produtos aos conhecidos. Estes também vêem na mulher uma oportunidade de sustento, mas a sua aparência é menos cuidada e mais desmazelada, falta-lhes cultura e brio. No Brasil este tipo de malandro é chamado de "MALANDRO PÉ DE CHINELO", esta definição diz que este tipo de esperto é um desclassificado na sociedade, são também definidos como violadores do código "171" que envolve artigos como: estelionato e falsificação e também estes artistas são peritos em arranjar confusões e movimentos de distracção, na sua linguagem é definido por "31". Este malandros, geralmente operam em esquinas, deste ponto de observação observa todas as pessoas que passam. Nas esquinas geralmente têm sempre um café e é aí que ele observa à vítima.

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O oportunista

08.02.12

"O oportunista tira vantagem de sua chantagem mental para alcançar o que quer. O oportunista aproveita as oportunidades normalmente sem preocupações éticas. É a oportunidade em pessoa e faz uso da boa vontade ou ingenuidade dos outros para atingir os seus fins lucrativos. É inconveniente e está sempre à altura da ocasião mais favorável. Aproveita-se do momento e faz da artimanha a sua arma preferida. Recorre à mentira como quem respira e faz do ensejo momentâneo a sua oportunidade, servindo-se da fraqueza dos outros e de sua ingenuidade. É caprichoso e tem uma necessidade física que o impele à oportunidade. A oportunidade é uma faculdade comum aos homens pelo qual o espírito se inclina a uma acção. O oportunista é falso e não tem sentimentos de culpa, quanto a isso e à sua maneira de agir desleal. É fingido e simulado para além de traidor e não verídico. Espera a sua presa com tranquilidade assustadora e quando o momento chega, está sempre em cima dos acontecimentos. O oportunista é bem-falante e é sabedor de sua “profissão”, como mais ninguém. É dissimulado e tem boa aparência física, veste-se bem e sabe esperar pelo seu momento, que é sempre o mais oportuno. Aparente e enganoso, tem sempre um sorriso nos lábios e sabe usar de cortesia. Leva os outros ao engodo prometendo-lhes o que não tem mas fazendo crer que é possuidor daquilo que apregoa. É suposto e nunca diz a verdade não se afligindo por isso, aliás, tal facto, deixa-o convencido de sua faceta menos clara e imprópria. Tira proveito do seu disfarce à semelhança de quem necessita de uma ajuda, que vem sempre de uma pessoa imprudente e desprevenida, que vai no conto do vigário, inocentemente e sem malícia. O oportunista é esperto e sagaz compreendendo a sua oportunidade assim que esta se lhe depara. Estuda os movimentos dos outros com perspicácia e nunca deixa fugir a sua vitima, estando de sobrolho. O único esforço de que dispõe é o estar atento ao que se passa à sua volta, qual abutre a rondar o cadáver. É um ladrão de sonhos por excelência, e goza do seu estatuto oculto para trazer as pessoas ao prejuízo. O oportunista causa danos irreparáveis dos quais é difícil de sair. Há os que perdem tudo, indo na conversa do oportunista, que se congratula pela sua esperteza e agudeza de espírito. Oferece as pessoas ao sacrifício como num ritual religioso. É prudente e age em conformidade. Nunca se põe em causa nem à sua vida, usando da difamação para se livrar de algum imprevisto… vitimizando-se. Sujeita as outras pessoas à tirania de seu carácter improvável. É um criminoso altamente qualificado e faz jus disso mesmo para atingir os seus fins lucrativos. O oportunista anda sempre sozinho, sentado nalguma esplanada, a observar atentamente as suas vítimas, que nunca desconfiam de nada, entregando-se à benesse do oportunista, que cuida bem do incauto. O oportunista leva vantagem de sua esperteza e inteligência, perante os demais. Não concebe a derrota como uma coisa possível de acontecer." Jorge Humberto 06/08/10 http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145145

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O Chantagista Emocional

07.02.12

O Chantagista Emocional pohttp://www.galenoalvarenga.com.br/publicacoes-livros-online/cronicas-ensaios/o-chantagista-emocional r Galeno Alvarenga | 22 de março de 2010 Todos nós já convivemos com pessoas que chegamos a amar e, possivelmente, hoje odiamos. Relacionamo-nos com um tipo de indi­víduo que num primeiro encontro mostrou-se agradável, simpático, e deu-nos a impressão de estar interessado por nossos problemas e de ser honesto. Com o passar do tempo, o percebemos como o oposto do que sua “máscara de saúde” aparentava. Os psiquiatras classificam esses indivíduos como possuidores de um “transtorno da personalida­de antissocial”. São figuras humanas interessantes, constituindo 70% dos habitan­tes das penitenciárias, portanto, muitos deles estão soltos. É preciso muito cuidado com eles, pois podem infernizar nossa vida. Aparecem mais frequentemente entre os homens, embora muitas mulheres sejam antissociais. Alguns autores afirmam que 4% da população apresenta essa conduta, para outros, a proporção é maior. O direito denomina es­sas pessoas de “criminosos”, “estelionatários” e outros termos. O povo avalia negativamente esses indivíduos, chamando-os de “cara-de-pau”, “marginais”, “sem-caráter”, “sem-vergonha”, “safados”, “desonestos”. Falantes e animados, dão a impressão de pessoas felizes e bem-ajustadas. São artistas, exibindo uma falsa autenticidade, segurança e ótima saúde mental que, de fato, não possuem. Atenciosos e sem inibições, cativam rapidamente a todos, principalmente às mulheres, que se apaixonam com frequência por eles e muitas vezes passam a dedicar-lhes suas vidas. É atraído por ações perigosas e detesta ambientes tranquilos. Ele agride as pessoas quando frustrado, age apressadamente diante de situações problemáticas, pois não tolera refletir ou adiar ações. O antissocial é indisciplinado e geralmente incapaz de seguir objetivos a longo prazo, bons ou maus, isso não importa. Nas suas conquistas, pode ocorrer que já num primeiro en­contro o antissocial declare todo seu amor e paixão à ingênua mo­cinha. Propõe-lhe um casamento ou uma vida a dois maravilhosa, pois está “caído” por ela. Em seguida, pede-lhe um empréstimo, pois terá de viajar na manhã seguinte para realizar um grande negócio, mas, como foi assaltado há poucos instantes, ficou sem dinheiro e tam­bém sem seus preciosos talões de cheques. Às vezes o “golpe” é mais lento. Há um início de namoro, com grande intimidade com sua parceira e familiares dela. Fica amigo de todos, conversa muito, conta casos interessantes e alegres, mostra-se prestativo, frequenta a casa da namorada, passa a almoçar, jantar e até dormir lá. Para justificar o seu modo de vida, histórias fantás­ticas são relatadas à família. Essas, à medida que se descobre sua falsidade, são trocadas por outras mais fantásticas ainda. Ele não está trabalhando porque tirou férias de uma grande empresa, onde é diretor-presidente. Terminadas as suas “férias”, ele está planejando um vultoso negócio para a companhia e por isso foi dispensado de ir trabalhar. Que pena! De repente, fizeram-lhe uma injustiça: ele foi demitido. Mas não foi nada, pois ganhará uma gran­de indenização e antes de largar o trabalho, já terá sido contratado para novo emprego, por sinal muito melhor do que o anterior. Sem endereço nem telefone, sua família é uma incógnita, até seu nome costuma ser falso. Enganando a namorada, ele pode chegar ao casamento. Após este se consumar, surgem as brigas, as agressões físicas, as exigên­cias de dinheiro e, com frequência, a infidelidade conjugal aberta: leva mulheres para dentro de casa, “transa” com a vizinha, com a cunhada ou com a melhor amiga do casal. Não mostra nenhum senso de responsabilidade conjugal. O ca­samento quase sempre dura pouco, acabando com o abandono da mulher e dos filhos. Nosso “herói” desaparece, arruma uma nova par­ceira para explorar. De quando em quando, retorna à antiga mulher, fazendo proposta de reconciliação, num tom de voz aparentemente emocionado, com olhos cheios de lágrimas. Nesses momentos, apa­rentando sinceridade, jura seu amor e arrependimento por tê-la aban­donado. Afirma que nunca mais vai ocorrer o que aconteceu. Entretanto, as promessas duram pouco: só até à primeira frustra­ção ou à primeira sedução fora de casa. Em sua mente nunca há culpa, ele nunca aprende com seus com­portamentos inapropriados, pois não sofre com isso. Não é leal a nin­guém, nem com nenhum grupo ou ideias. Não consegue julgar adequa­damente nenhum de seus atos, nem os dos outros, pois não é atingido pelo sofrimento alheio. Explica, com sua lógica deturpada, toda e qual­quer conduta sua, mesmo a mais imoral. Agressivo e impulsivo, não tolera ser frustrado. É um indivíduo geralmente incapaz de seguir qual­quer objetivo a longo prazo, bom ou mau, isso não importa. Alguns estudiosos desses “doentes” afirmam que eles buscam, durante suas vidas, um caminho capaz de transformá-las em fracasso. Assim, se cometem uma falta ou um crime, arriscam-se, comentam, enfim, fornecem pistas para serem descobertos. (evidentemente, eles não são “bons” criminosos.) Ele não é um “louco” no sentido literal da palavra, mas é capaz de, após matar os pais para conseguir dinheiro para suas farras, pedir ao júri clemência por ser órfão. Após conseguir donativos para um asilo inexistente, afirmar que sua atitude ajudou àqueles que deram esmolas, pois os doadores ficaram aliviados e felizes por estarem aju­dando os velhinhos pobres. À primeira vista eles parecem brilhantes, com inteligência su­perior, seja no trabalho, seja no estudo ou nas relações sociais. Mas, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde fracassarão, serão demitidos do emprego, afastados dos amigos e perderão tudo aquilo que, para os “normais”, é caro. Os antissociais estão em todas as partes: são encontrados nas favelas, nos bairros pobres, nas cidades do interior, nas grandes ca­pitais, nos palacetes e até nos palácios governamentais. Diga-se de passagem, não são raros também entre os políticos. Alguns são presos por dar cheques sem fundos, roubar, montar firmas ou clínicas fantas­mas, ludibriar seus clientes e assim por diante. Outros aprendem - às vezes bem - a utilizar-se de um vocabulário altamente sofisticado e eloquente, para manipular os outros em seu benefício. Utilizam também com esmero recursos histriônicos para co­municar sentimentos falsos. Esses, os mais socializados, escapam do cerco policial, chegando a ser vereadores, médicos, psicólogos, advo­gados, deputados, pastores, padres ou até mesmo governadores e pre­sidentes da república. Sua conversa fácil e sua crença em inverdades, ditas com entusiasmo, seduzem o incauto que o procura ou o elege, projetando nele o seu Deus. Diante do leigo, ou mesmo do psiquiatra, ele parece normal. Durante a entrevista, nada revela de loucura, incapacidade ou defici­ência mental. É sua história de vida, examinada e contada pelos acom­panhantes, que fornecerá as pistas para percebermos que estamos diante de um indivíduo com perturbação da personalidade do tipo antissocial: um “doente” na sociedade. Entre as quadrilhas mais sofisticadas, as com um grau mínimo de organização, os antissociais não são aceitos, pois lhes falta, não só a disciplina, com também alguma ligação afetiva com o grupo de crime necessária ao êxito do empreendimento. A maioria deles não comete crimes suficientemente grandes para serem presos por longos perío­dos. Portanto, até com respeito ao crime, eles não são sérios. A carreira do antissocial geralmente começa cedo, ao roubar as merendas dos colegas ou faltar às aulas, agredir companheiros ou pro­fessores, ou ainda fugir de casa. Inicia relações sexuais precocemen­te. Bebe, ainda na infância, com grande prazer. Não se liga a grupos por muito tempo. Maltrata ou mata pequenos animais, agride sem piedade ou motivo os companheiros mais fracos, explora-os como pode. Mas sempre acha que tem razão. Com o aumento de seu poder, ao crescer apodera-se do carro do pai, estraga-o, faz farras e, quando recriminado, justifica-se, aparen­tando total sinceridade. Representando arrependimento, jura que vai mudar sua conduta, garante que aquilo nunca mais vai acontecer. Na primeira oportunidade, porém, ele retorna ao mesmo comportamen­to e novo juramento é feito, sempre do mesmo jeito, demonstrando as mesmas emoções falsas de antes. Mente a propósito de tudo, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, e muitas vezes sem nenhuma razão. Se apanhado na mentira dará sua “palavra” de honra” de que não mais faltará com a verdade e firmará, nesse sentido, um “pacto de cavalheiro”. Entretanto, para nosso azar, os castigos, as críticas, as prisões e os internamentos geral­mente não produzem efeito a longo prazo. Sua escalada continua: uso de bebidas, drogas, acidentes graves, roubos, abandono de emprego, brigas, cheques sem fundo, mentiras e mais mentiras. Os pais, desesperados, tentam ajudá-lo, montando um comér­cio, que é “depenado” em pouco tempo. Mandam-no para a fazenda do tio e lá ele planta maconha. Internam-no na casa de saúde e ali ele vende suas roupas, compra drogas, suborna o guarda e foge. Pedem a sua prisão. Nesta, ele se mostra como um cordeiro, e ao ganhar con­fiança, na primeira oportunidade burla a própria polícia. Nunca pensa a longo prazo, sendo total seu imediatismo. Não se pode contar com o antissocial, pois ele engana, rouba, falsifica, adultera e mente. Cultiva um grande desprezo pelas normas da sociedade, pelas dificuldades dos outros, sejam elas emocionais, financeiras, físicas ou sociais. Não se envergonha do que fez ou faz. Sua vida é cheia de proezas, que levariam a maioria dos homens à depressão ou mesmo ao suicídio. Entretanto, no antissocial não se exterioriza nenhum ato que possa indicar remorso ou humilhação. Nele não foram introjetados os nossos valores, sejam morais, sejam estéticos. Os mais espertos aprendem o desejado pelas pessoas. Conse­guem transmitir ao povo a sua máscara de saudável honestidade e honradez através de um discurso contendo tudo aquilo que o povo deseja ouvir e alcançar. Depois, sozinhos ou com seus companheiros do mesmo caráter, tomando seu uísque escocês, riem e zombam da­queles que, inocentemente, depositaram confiança neles. Cuidado! Eles estão em toda parte!

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Sintomas de transtorno de personalidade anti-social: Uma Visão Geral

06.02.12

Sintomas de transtorno de personalidade anti-social: Uma Visão Geral * comportamento extremamente agressivo e uma atitude indiferente. * Não é possível aceitar e adaptar-se às normas prevalentes na sociedade. * Comportamento ilegal e criminoso dobrado de espírito. * Não tem respeito pelos outros e opiniões de outros ignora. * Impulsivo, indeciso, impetuoso e irresponsável. * Não se importa com a segurança e o bem-estar dos outros. * Tendência para causar dano físico a outros. * Altamente instáveis e socialmente aberrante com a falta de auto-controle. * Irresponsável para com quase tudo na vida. * Financeiramente dependente e suga a vida outros. * Sem remorsos, desprovido de empatia e cruel. * Tendência a conseguir tudo por enganar os outros. * É um mentiroso patológico ou compulsivo por todos os meios. * A falta de preocupação com a segurança do outro e de segurança. * Se entrega em roubo, os argumentos e lutar com bastante facilidade. * Adepto em manipular os outros por meio de elogios. * É às em relação abusiva e promíscuas relações sexuais. * Extremamente irresponsável na vida profissional. * Apresenta wittiness superficial, intelecto glib e charme. * Cria tumulto e problemas jurídicos da sociedade. * Cruel com os animais e têm uma tendência para prejudicar eles. * Falta de controle sobre seu ambiente. * Evita entes queridos e desenvolve sentimentos de ódio. * Sucumbe à toxicodependência e alcoolismo em tenra idade. * Pode tentar machucar deliberadamente.

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Príncipe? Não! É o aproveitador moderno

01.02.12
11 Abr 2010
Príncipe? Não! É o aproveitador moderno.
Modo actual:irritado
Na primeira versão, eles queriam apenas "a carne" de moças imprudentes, e para isso se mostravam bem sucedidos, bem relacionados, bem intencionados. Uma vez que tivessem aquilo que procuravam, botavam a mala nas costas e iam pra outro lugar enganar outra jovem.

Na segunda versão, eles procuravam por mulheres mais velhas e separadas, ou viúvas. A ambição passou a ser maior: Queriam ser sustentados por elas. Propunham casamento oferecendo apenas "companhia" e pedindo em troca nada menos que tudo. Mas o preço era alto, pra ter isso eles tinham que se casar e isso dava certas limitações ao indivíduo. Mulherengos convictos sempre, mas sempre tinham uma maneira de agir que prendia a mulher a eles, e eles a elas.

Mas, na versão 3.0, eles são muito diferentes! Eles se adaptaram à mulher moderna! Eles sabem que a mulher atual estuda pra caramba, trabalha pra caramba, fica bem sucedida, e...Esquece de viver, esquece de experimentar e fica sem a "malícia" necessária para os relacionamentos, onde existe mais do que uma entrega, existe uma troca maravilhosa de experiências que tem hora que dá certo e hora que não dá, e nos faz ter subsídios e forças para enfrentar as situações difíceis que virão.

Mulheres modernas, bem resolvidas, inteligentes, bem articuladas, que conhecem muitos e namoram quase ninguém, são independentes, moram sozinhas, tem seus bons carros e realizam com certa regularidade pequenos sonhos de consumo. São médicas, são gerentes de banco, são professoras, são dentistas, são empresárias.

Eu descrevi você né amiga? Pois é, eu sei... Você é o alvo.

Esse indivíduo de quem falo vai te encontrar geralmente no lugar de sempre, atualmente o território sem lei da Internet. Em chats, em salas de bate-papo, em fóruns, em sites de relacionamento, eles estão em todos os lugares. Então, você o conhece depois de um tempo trocando e-mails e mensagens instantâneas é amor a primeira vista. Ele é bonitão, interessante, bem resolvido, SOLTEIRO, sem ex-mulheres, sem filhos, sem passado só presente, parece até ter sido feito exclusivamente pra suprir seus sonhos, então vocês vão para a cama... E ele é divino, carinhoso e viril ao mesmo tempo, uma loucura. Paixão imediata.

Perfeito demais pra ser verdade? E é mesmo. Esse homem não existe.

E esse homem vai ocupar todos os espaços, dormirá uma vez em sua casa e depois começará a se apropriar aos poucos dela, ficará dias inteiros com seu carro, ligará para Deus e o mundo da sua casa, consumirá tua comida e começará a deixar "pequenas contas pessoais" pra você pagar. Você, boba, apaixonada, faz isso tudo e ainda compra presentes pra ele.

Um dia você percebe que nunca viu um familiar dele, não entende porque o telefone dele tem número restrito, porque ele tem disponibilidade de horário no meio da semana pra ficar a manhã inteira na academia ou na praia, lembra que nunca mais viu o carrão que ele tinha quando saía contigo, que faz al.. meses que quem paga as contas dele é você, que quando vocês saem quem tira o cartão da bolsa é você, e aí começa a ligar as coisas, começa a entender que seu príncipe é um grande, gordo e feio sapo.

Nessa hora, seu príncipe que virou sapo, vira o que ele realmente é: O OGRO.

Agora você percebe que aquelas fotos picantes que ele queria tirar durante o sexo inusitado não eram para apimentar a relação, agora você entende porque você nunca mais viu o carrão que ele tinha... Porque pertencia à outra mulher que estava sendo enganada enquanto ele se ostentava pra você, e que provavelmente o dinheiro que ele pagava os encontros e jantares também vinha dela, como o seu dinheiro foi para outra... E começa a sentir raiva dele e de si mesma.

Nessa hora, ele, sabendo que você está extremamente sensível, chora, faz escândalo, sofre... E te enrola de novo, mas geralmente por menos tempo, pois agora você está mais centrada e desconfiada e percebe rápido os movimentos dele. Mas já é tarde, porque você caiu novamente na lábia dele mesmo com seu relacionamento no buraco só esperando as "pás de cal", e só após al.. meses e muitos traumas, você consegue se livrar dele porque ele já está noutra onda.

Surreal? Imaginário? "Realidade aumentada"? Não!!!

Eu estou descrevendo a trajetória do relacionamento que estes aproveitadores "new generation" geralmente percorrem. Cada um tem sua forma de agir, mas em linhas gerais é assim que eles agem, e eu estou escrevendo isto pra você porque VOCÊ pode ser alvo de um deles em qualquer momento da sua vida.

Todo mundo se acha muito inteligente, muito esperta e geralmente somos mesmo, mas quando isso acontece vemos como somos frágeis. Tenha cuidado, porque você pode passar por isso também.
http://www.myspace.com/deboramexicana/blog/532614230

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Psicopatia e Violência Urbana

29.01.12

Psicopatia e Violência Urbana Renato Sabbatini O recente episódio da morte de João Acácio da Costa, o "Bandido da Luz Vermelha", assinado a tiros em Santa Catarina, é bastante revelador sobre o precário estado da internação judicial de psicopatas no Brasil. O caso em questão foi muito polêmico, pois ele foi solto após ter cumprido integralmente pena em regime fechado, à qual foi condenado por uma série de 88 assaltos, latrocínios e estupros horripilantes em São Paulo nos anos 60. Estranhamente, os laudos psiquiátricos feitos de última hora opinavam que "os seus episódios psicóticos anteriores tinham sido de natureza benigna (sic)", e que ele era "absolutamente capaz de retornar ao convívio social". Com base nesse parecer, a Justiça soltou-o, alegando não poder reter em prisão um condenado comum que tinha cumprido o período máximo de encarceramento, que é de 30 anos. Deu no que tinha que dar. Depois de vários episódios indicadores de desadaptação aguda, distúrbios mentais, suspensão do tratamento, breve reinternação e retorno da agressividade, ele foi morto com um tiro na cabeça em uma briga de bar. O que se deve fazer com os psicopatas e sociopatas crônicos e irrecuperáveis, que apresentam comportamento altamente agressivo e violento ? Evidentemente, eles não podem viver de forma autônoma na sociedade, pois sempre acabam por causar mais tragédias, crimes e sofrimento. Não é culpa deles, mas sim de seus cérebros danificados, sem possibilidade de cura clínica. Todos os países razoavelmente organizados têm um sistema de detenção em manicômio judicial por período indeterminado para casos como esses. No Brasil, e em outros países, há quem defenda pura e simplesmente a pena de morte para pessoas assim (nos Estados Unidos, o inspirador do apelido dado a João Acácio, o assassino e estuprador Caryl Chessman foi executado em câmera de gás, em maio de 1960, por 17 crimes), mas na maior parte das democracias os criminalmente insanos são declarados inimputáveis, pois são irresponsáveis legalmente (devido à doença mental, eles não têm o famoso "livre arbítrio"), e, se oferecem perigo para a sociedade são trancafiados para todo o sempre. Quem não se lembra do impressionante porão onde o Dr. Hannibal Lecter, o médico canibal, era mantido preso, no filme "O Silêncio dos Inocentes" ? Evidentemente, a justiça não é cega, e, algumas vezes, é imperfeita. Muita gente que é louca vai parar na cadeia comum, e acaba solta depois de um certo tempo, como aconteceu com o Bandido da Luz Vermelha (ele deveria ter continuado em tratamento na casa de custódia, mas, ao ser transferido para a Penitenciária do Estado, ficou elegível para a soltura). Outros não são insanamente violentos, mas vão parar no manicômio judiciário e lá ficam esquecidos do mundo. Como conseqüência de erros como esses, e dos abusos rampantes contra os direitos humanos que prevaleciam (e ainda prevalecem) em muitos hospitais psiquiátricos, que mantêm seus pacientes em condições sub-humanas (lembrem-se das reportagems sobre o Juqueri), houve um movimento antipsiquiátrico muito importante no passado, o que levou a uma mudança significativa nos critérios de internamento de psicopatas. Um dos seus expoentes, o psiquiatra americano Thomas Sasz, chegou a declarar que a esquizofrenia e outras síndromes psiquiatricas graves, crônicas e incuráveis, não eram doenças, mas sim "estratégias utilizadas pelos indivíduos para se adaptar a um mundo hostil ao seu modo de vida". E que, portanto, eles só iriam piorar ao serem submetidos a um regime fechado de internação, devendo serem tratados em casa, em contato com a sociedade. Como resultado desse movimento, dezenas de milhares de casos irrecuperáveis foram jogados nas ruas, à sua própria sorte, num dos episódios mais estarrecedores da história moderna da medicina. Uma parcela considerável dos "homeless", dos loucos de rua e andarilhos que vagam por aí saíram dessa multidão de desassistidos e sem esperança. Gente que fala sozinha na ria, gesticula, etc., estão tendo quadros alucinatórios, típicos da esquizofrenia. Não deveriam estar soltos, principalmente se não têm parentes nem recursos para comprar medicamentos que precisam ser tomados constantemente, sob supervisão, para controlar a doença mental. Hoje, sabemos que a esquizofrenia, a psicose maníaco-depressiva, o transtorno obsessivo-compulsivo, etc., são distúrbios biológicos do cérebro, e que de forma nenhuma se poderia encarar seu portador sob o prisma da "normalidade" social. Alguns psicopatas e sociopatas são tão agressivos e violentos, que necessitam internação compulsória e vitalícia, para proteção da própria sociedade e deles mesmos. Diversos casos recentes que chamaram a atenção da imprensa, como o homem que degolou uma criança que tomou como refém em um assalto, do desempregado que invadiu uma loja em Campinas e ameaçou uma funcionária, e outros, mostram uma história típica de paranóia (sentem que o mundo os ameaça, existe gente querendo matá-los, há um complô contra eles) e de alucinações auditivas e visuais (vozes, visões ameaçadoras ou que os impulsionam a cometer atos violentos). Existem também os criminosos com a síndrome de descontrole (são pessoas que depois alegam terem tido "um branco", uma raiva incontrolável, que os levaram a "perder a cabeça") e que pode ter muitas causas. Finalmente existem pessoas com epilepsia "condutopática" (algo que não existe em Medicina, mas reconhecidamente existem certas epilepsias do lobo temporal e do sistema límbico que levam à crises de violência incontrolável), com tumores cerebrais, ou alterações graves produzidas pelo uso de drogas, inclusive álcool. Casos como o do Bandido da Luz Vermelha mostram a inoperância cretina do sistema penal brasileiro, e dos seus inúmeros desvãos, pelos quais escapam gente clinicamente inepta para o convívio social, que só podem levar a mais desgraças. Creio que uma parcela considerável dos crimes cometidos contra pessoas inocentes têm origem em psicopatias e alterações neuropsiquiátricas de seus perpetradores. Quando vamos aprender a nos defendermos efetivamente contra esse tipo de indivíduo ?

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Common everyday sociopaths

28.01.12

WHEN YOU SAY THE WORD "sociopath" most people think of serial killers. But although many serial killers are sociopaths, there are far more sociopaths leading ordinary lives. Chances are you know a sociopath. I say "ordinary lives," but what they do is far from ordinary. Sociopaths are people without a conscience. They don't have the normal empathy the rest of us take for granted. They don't feel affection. They don't care about others. But most of them are good observers, and they have learned how to mimic feelings of affection and empathy remarkably well. Most people with a conscience find it very difficult to even imagine what it would be like to be without one. Combine this with a sociopath's efforts to blend in, and the result is that most sociopaths go undetected. Because they go undetected, they wreak havoc on their family, on people they work with, and on anyone who tries to be their friend. A sociopath deceives, takes what he wants, and hurts people without any remorse. Sociopaths don't feel guilty. They don't feel sorry for what they've done. They go through life taking what they want and giving nothing back. They manipulate and deceive and convincingly lie without the slightest second thought. They leave a path of confusion and upset in their wake. Who are these people? Why are they the way they are? Apparently it has little to do with upbringing. Many studies have been done trying to find out what kind of childhood leads to sociopathy. So far, nothing looks likely. They could be from any kind of family. It is partly genetic, and partly mystery. But researchers have found that the brains of sociopaths function differently than normal brains. And their brains function in a way that makes their emotional life unredeemably shallow. And yet they are capable of mimicking emotions like professional actors. Sociopaths and psychopaths are the same thing. The original name for this disorder was "psychopath" but the general public and media confused it with "psycho" and "psychotic" so in the 1930s the name was changed to sociopath. Recently the media again caused a misperception that sociopaths were always serial killers, so now many call the condition "antisocial personality disorder (ASPD)." But some experts think ASPD includes many things like narcissism, paranoia, etc., including sociopathy. And others think ASPD is the same thing as sociopathy, but the diagnostic criteria used to describe and diagnose ASPD is different than sociopathy, so for the purposes of this article, we'll stay with the term "sociopathy." Sociopaths don't have normal affection with other people. They don't feel attached to others. They don't feel love. And that is why they don't have a conscience. If you harmed someone, even someone you didn't know, you would feel guilt and remorse. Why? Because you have a natural affinity for other human beings. You know how it feels to suffer, to fear, to feel anguish. You naturally care about others. If you hurt someone you love, the guilt and remorse would be even worse because of your affection for him or her. Take that attachment and affection away and you take away remorse, guilt, and any kind of normal feelings of fairness. That's a sociopath.   SO HOW COMMON ARE THEY? Some researchers say about one percent of the general population are sociopaths. Others put the figure at three or four percent. The reason the estimates vary is first of all, not everyone has been tested, of course, but also because sociopathy is a sliding scale. A person can be very sociopathic or only slightly, and anywhere in between. It's a continuum. So how sociopathic does someone have to be before you call him a sociopath? That's a tough question and it's why the estimates vary. But clearly sociopaths are fairly common and not easy to detect. Even when the evidence is staring you in the face, you may have difficulty admitting that someone you know, someone you trusted, even someone you love, is a sociopath. But the sooner you admit it, the faster your life can return to normal. Face the facts and you may save yourself a lot of suffering. Most of the information in this article (and more) can be found in two excellent books I strongly recommend: Without Conscience: The Disturbing World of the Psychopaths Among Us, and The Sociopath Next Door. The first book is by Robert Hare, who has made his career out of studying sociopaths. He's one of the leading, if not the leading expert on the subject. His insights and examples are compelling. But because Hare has done most of his research in prisons, sometimes his book seems a little removed from everyday reality. We don't very often run into rapists and cold-blooded killers. The second book, by Martha Stout, brings it to the everyday level, describing the kinds of people we are likely to meet in ordinary life.   HOW TO SPOT A SOCIOPATH The big question is, of course, how can you know whether someone is a sociopath or not? It's a difficult question and even experts on the subject can be fooled. If you suspect that someone close to you is a sociopath, I suggest you read both of the books I mentioned, and also read the comments on the comments page, and think hard about it. Compare that person to the other people in your life, and ask yourself these questions: 1. Do you often feel used by the person? 2. Have you often felt that he (or she, because women can be sociopaths too) doesn't care about you? 3. Does he lie and deceive you? 4. Does he tend to make contradictory statements? 5. Does he tend to take from you and not give back much? 6. Does he often appeal to pity? Does he seem to try to make you feel sorry for him? 7. Does he try to make you feel guilty? 8. Do you sometimes feel he is taking advantage of your good nature? 9. Does he seem easily bored and need constant stimulation? 10. Does he use a lot of flattery? Does he interact with you in a way that makes you feel flattered even if he says nothing overtly complimentary? 11. Does he make you feel worried? Does he do it obviously or more cleverly and sneakily? 12. Does he give you the impression you owe him? 13. Does he chronically fail to take responsibility for harming others? Does he blame everyone and everything but himself? And does he do these things far more than the other people in your life? If you answered "yes" to many of these, you may be dealing with a sociopath. For sure you're dealing with someone who isn't good for you, whatever you want to call him. I like Martha Stout's way of detecting sociopaths. She wrote: "If ... you find yourself often pitying someone who consistently hurts you or other people, and who actively campaigns for your sympathy, the chances are close to one hundred percent that you are dealing with a sociopath."   WHAT DO THEY WANT? This is an interesting question. Of course most of our purposes are strongly influenced by our connections and affections with others. Our relationships with others, and our love for them, give us most of the meaning and purpose in our lives. So if a sociopath doesn't have these things, what is left? What kind of purposes do they have? The answer is chilling: They want to win. Take away love and relationships and all you have left is winning the game, whatever the game is. If they are in business, it's becoming rich and defeating competitors. If it's sibling rivalry, it's defeating the sibling. If it's a contest, the goal is to dominate. If a sociopath is the envious sort, winning could be simply making the other lose or fail or be frustrated or embarrassed. A sociopath's goal is to win. And he (or she) is willing to do anything at all to win. Sociopaths don't have as much to think about as normal people, so they can be very clever and conniving. Sociopaths aren't busy being concerned with relationships or moral dilemmas or conflicting feelings, so they have much more time to think about clever ways to gain your trust and stab you in the back, and how do it without anyone knowing what's happening. One of the questions in the list above was about boredom. This is a real problem for sociopaths and they seem fanatically driven to prevent boredom. The reason it looms so large for them (and seems so strange to us) is that our relationships with people occupy a good amount of our time and attention and interest us intensely. Take that away and all you have is "playing to win" which is rather shallow and empty in comparison. So boredom is a constant problem for sociopaths and they have an incessant urge to keep up a high level of stimulation. Even negative stimulation — drama, worry, upset, etc. — is more tolerable to a sociopath than boredom. And here I might mention that the research shows sociopaths don't feel emotions the same way normal people do. For example, they don't experience fear as unpleasant. This goes a long way to making their inexplicable behavior comprehensible. Some feelings that you and I might find intolerable might not bother a sociopath at all.   HOW TO DEAL WITH A SOCIOPATH There is no known cure or therapy for sociopathy. In fact, some evidence suggests that therapy makes them worse because they use the therapeutic interactions to learn more about human vulnerabilities they can then exploit. They learn how to manipulate better and they learn better excuses that others will believe. They don't usually seek therapy, unless there is something to gain from it. Given all that, there's only one solution for dealing with a sociopath: Get him or her completely out of your life for good. This seems radical, and of course, you want to be fairly sure your diagnosis is correct, but you need to protect yourself from the drain on your time, attention, money, and good attitude. Healing or helping a sociopath is a pointless waste of your life. That's not your mission. It's not your responsibility. You have your own goals and your own life, and those are your responsibility. If there are children involved, that complicates the issue, of course. You can read more on that here. In Hare's book (Without Conscience), he says before you diagnose someone as a sociopath, he recommends you get a full clinical diagnostic, including an extensive interview with the sociopath by a qualified psychotherapist, plus interviews with the sociopath's bosses, co-workers, friends, and family. Uh, yeah, right. Good luck with that one. I agree, that would be ideal, but if you can get a sociopath to submit to an interview, I would be astonished. So you'll have to do the best you can with whatever information you can get. I don't recommend you tell anyone you've diagnosed him (or her) as a sociopath. In fact, I strongly urge you not to. I don't even know if it's a good idea to tell anyone about your conclusion. Just get the sociopath out of your life with as little fanfare as possible. The only exception I would make to this rule is if the sociopath is making someone else's life a living hell, it seems wrong to leave her to the wolves while you slink off. I don't recommend you try to convince your friend she's dealing with a sociopath. I recommend that you simply say you got a lot of insight from this or that book or whatever, and let your friend draw her own conclusions. Maybe even buy your friend a book. But it's not your mission to save your friend, either. Tell her what you know and if she ignores your warning, that's her problem, not yours. Because you said something, she may figure it out eventually. If this all sounds cold or heartless, maybe you're not dealing with a sociopath, or maybe she or he hasn't driven you to the point of madness (yet). But remember what the solution is; you may need it some day. And besides, the point of all this dismal information is so you no longer need to think about such negative things and so you can turn your attention to positive, life-affirming, uplifting goals of your own. You may also want to check out a support group for people who are in a relationship with a sociopath: LoveFraud.com SafeRelationships.com Abuse Recovery: For Survivors of a Relationship with a Narcissist or Psychopath If you have a sociopath in your life, you should take it seriously. For more resources, look in the sidebar of the comments page (click here). Learn what you need to learn, and if you're pretty sure you have correctly identified one, do what needs to be done to protect yourself and your non-sociopathic loved ones. Then get back to your own life. Accomplish your goals. Nurture your relationships. Learn and grow and enjoy yourself.     Here's a summary of Common Everyday Sociopaths: 1. They make you feel sorry for them. 2. They make you feel worried or afraid. 3. They give you the impression you owe them. 4. They make you feel used. 5. Sometimes you suspect they don't care about you. 6. They lie to you and deceive you. 7. They take a lot from you and give back very little. 8. They make you feel guilty (and use that to manipulate you). 9. They take advantage of your kindness. 10. They are easily bored and need constant stimulation. 11. They don't take responsibility, but place blame elsewhere.   Update: I've been reading and writing about oxytocin lately (see the article, Peace, Love, and Oxytocin) and came across an interesting experiment. Paul Zak, one of the primary researchers in the field, found that when you give someone a dose of oxytocin, they tend to become more generous. "Interestingly," wrote Joyce Gramza, "Zak found that oxytocin had no effect on two percent of the participants and that these students fit the personality profile of sociopaths." Oxytocin is a naturally-produced hormone that creates feelings of closeness, comfort, relaxation, empathy for others, and trust. As I said before, the estimates given in the research on sociopaths are that one to four percent of the population is sociopathic. Now with this study, coming from an entirely different field, maybe we can be more specific and narrow it down to two percent. One in fifty. If you know more than fifty people, chances are you know a sociopath. Comments I've gotten so many comments on this article, I've created a blog just to handle them all. Read the comments and make your own comments here: Sociopath Article Comments. I had received quite a few comments before I started the comments blog. Here are the original comments: Original Comments Page. More resources: As I find new resources, I've been posting them in the left sidebar of the comments page. If you know of other support groups for people who are dealing with (or have dealt with) sociopaths, please post them on the comments page, and I will add the resources to the sidebar. Thank you.

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Entenda a psicopatia conhecendo também as principais características

27.01.12

Entenda a psicopatia conhecendo também as principais características Eles podem estar mais próximo do que você imagina, não tem nenhum sentimento, dotados de uma grande inteligência e cruéis em todos os seus crimes, eles são os psicopatas. Você já assistiu em filmes ou em séries tramas que narravam a história de uma criança que aos poucos foi crescendo com uma personalidade aparentemente boa e um conjunto de características estanhas e diferente da sociedade, personagem este que muitas vezes mostra-se uma grande revolta com a sociedade mas que vive aparentemente bem, na maioria das vezes fazem faculdade, se mostram ótimas pessoas e são super inteligente, estamos falando dos psicopatas, termo usado pelos cientistas, para indicar pessoas que tem transtornos, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. O problema central dos psicopatas é não sentir emoções ou seja ausência de carinho, amor, gratidão nem nenhum tipo de afeto, fazendo com que fiquem distantes emocionalmente em suas relações. Se você assisti ou já assistiu -Dexter- você vai saber reconhecer todos esses pontos que irão ser citados neste artigo e vai saber bem do que estamos falando. Nem todos os psicopatas são encantadores ou sedutores, mas uma boa parte dessas pessoas apesar de serem contra tudo e todos, à primeira vista podem demonstrar grande simpatia e encanto com os outros. É geralmente assim que eles conseguem se aproximar de quem os interessa, sem fazê-los desconfiar de que possuem outras intenções. Pessoas que utilizam do encanto ou sedução para conquistarem outras causas são denominadas manipuladoras. Indivíduos psicopatas são árduos manipuladores; facilmente conseguem influenciar as outras pessoas porque possuem ótima lábia, estupendo conhecimento a respeito daquilo que o outro gostará de ouvir ou ver. Interessante notar também que, apesar de serem persuasivos, são pessoas céticas e desconfiadas que dificilmente são influenciadas. Eles são sempre os influenciadores mas raramente são os influenciados. Psicopatas são pessoas excessivamente sensíveis ao tédio, monotonia e tudo o que for relativo à “constância”. Necessitam constantemente de estímulos, pois são ausentes de emoções reais. Pessoas assim ficam entediadas muito facilmente, não suportam monotonia e rotina, e estão em busca constante por estímulos e excitações que lhe ofereçam perigo para se livrarem do tédio. Por isso, eles enjoam facilmente de tudo e todos. Então, seus relacionamentos, empregos, preferências e objetivos estão em constante mudança, porque enjoam muito fácil das coisas. Eles precisam sempre de novidades a fim de que não caiam na monotonia. Assim, seus relacionamentos não são duradouros, eles não param em um emprego fixo, seus objetivos perdem a graça muito fácil, seus gostos são instáveis etc. Psicopatas geralmente podem começar um determinado projeto de forma empolgada e excitante, contudo, não conseguem terminá-lo porque de repente parecem ter enjoado. Também pode acontecer que anseiam em excesso por algo, todavia, quando conseguem, não querem mais. Portanto, para eles, a empolgação para as coisas da vida têm uma duração muito curta. Logo, se são pessoas que não toleram tédio e rotina, consequentemente também são intoleráveis às regras e normas. Conheça as principais características Charme: Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com frequência. Seja na cadeia, seja em multinacionais. Inteligência: O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial. Ausência de culpa: Não se arrepende nem têm dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra. Espírito sonhador: Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva. Habilidade para mentir: Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina. Egoísmo: Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo. Frieza: Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?” Então. Parasitismo: Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro. http://www.seatualize.com/entenda-a-psicopatia-conhecendo-tambem-as-principais-caracteristicas/ Curiosidades Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos. Para cada 3 homens psicopatas, 1 mulher é psicopata. Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas. Geralmente acham que estão certos e que seu estilo de vida é o mais adequado. Tende a ser infiel e seus relacionamentos íntimos geralmente não são duradouros. Podem possuir vida dupla socialmente sendo pessoas exemplares, mas com pessoas da intimidade se mostrarem totalmente diferentes. Costumam ser irritadiços e podem atacar impulsivamente num momento de raiva. Quase sempre dão mais valor ao material do que o sentimental, inclusive podem ser oportunistas e obcecados pelo dinheiro. Bastante críticos em relação a moralidade e ética. Para eles, “regras foram feitas para serem quebradas” e “os fins justificam os meios”. Possuem mudanças súbitas de temperamento.

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¡CUIDADO... Vampiros emocionales al acecho!

27.01.12

“¡Cada día haces peor las cosas. No te fijas en nada!”, “Cómo puedes conducir tan mal. Eres un peligro público”,  “¡Cállate!; tú no sabes nada de lo que estamos hablando”,  “No sabes cocinar. Eres muy tonta”, “Tú tienes que hacer  lo que yo te diga”, “Dejo la vida por ti y mira cómo me lo agradeces” ...y otras frases parecidas a las anteriores y que son las que habitualmente utiliza el vampiro para someter emocionalmente a su víctima. Es usual que  la víctima permita al depredador penetrar hasta los lugares más recónditos de su vida personal, profesional, familiar y afectiva. Una vez que se ha instalado, iniciará las maniobras conducentes para poner en práctica un salvaje vampirismo emocional. La víctima acabará desposeída de toda su energía emocional. Será un juguete en manos de su depredador. CARACTERÍSTICAS: Son vehementes, exigentes y en ocasiones dan evidentes muestras de agresividad pero lo hacen victimizándose, tratando de imputar a la real víctima el motivo de la discordia desde un falso sentimiento de persona maltratada o incomprendida. Es decir; el depredador emocional se muestra ante la víctima como víctima misma, para, de esta forma, acrecentar la angustia y la confusión del auténtico victimizado. No es fácil para una víctima “enganchada” reconocer al vampiro emocional. Éste sabe generar la confusión necesaria para transmitir a la víctima un insoportable sentimiento de culpabilidad. Cuando el vampiro emocional manifiesta los auténticos rasgos de su carácter suele aparecer como mentiroso compulsivo, bravucón, en ocasiones furibundo, histriónico, suelen erigirse siempre en el centro de las atenciones, todo debe de girar alrededor de ellos mismos, la bipolaridad suele ser una característica común de su personalidad, son manipuladores sin escrúpulos y culpabilizadores imperturbables hacia la víctima o su entorno. Por el contrario, si la estrategia lo requiere, pueden mostrarse falsamente afables y complacientes y desde ahí, virar bruscamente y sin razón aparente, el sentido de las emociones para culpabilizar sin piedad a la víctima. Les falta integridad. Tienen muy poca idea de quién o qué son en realidad. Solo saben qué quieren. Se sienten confusos de su propia identidad. Si te relacionas demasiado con alguno, terminarás por no conocerlo. Estarás confundida respecto a su personalidad. Carecen de escrúpulos y cualquier artimaña será legítima con tal de conseguir sus objetivos. Estos fines pueden circunscribirse al ámbito del amor ciego, a la entrega incondicional, al dinero sin límites, a la atención sin fisuras, a la admiración absoluta, a la fidelidad incorruptible, al acaparamiento aberrante. Su inmadurez les permite operar sin detenerse a reflexionar si sus actos tienen o no consecuencias para los demás. Obtienen poder de los secretos que les confías. En el trato que mantengas con ellos, cuídate de las informaciones que compartas. El vampiro emocional trata de apartar a la víctima de su entorno habitual. La aleja de los amigos, la aparta de la familia, aniquila su autoestima y, si pueden, hasta provoca la pérdida del empleo de la víctima para incrementar la dependencia. Sus intereses son tan insaciables que, en ocasiones, para conseguir sus objetivos, no dudarán en adularlos transitoriamente para luego volver a aniquilarlos con conductas y palabras falsamente emocionales. Carecen de percepción propia para procesar, críticamente, sus errores. El error “siempre es de su pareja” y en base a ello, no dudarán en recurrir a cualquier procedimiento para conseguir sus objetivos que pueden variar desde un arruinamiento intencionado hacia la víctima o al abandono definitivo por otra víctima nueva u otra causa más atrayente. Un vampiro emocional jamás dejará traslucir sus propias motivaciones y nunca se reconocerá como autor de un fallo o de un error. Se consideran perfectos y todo lo que queda en torno a ellos es sólo la “lamentable imperfección de los demás” y en especial la de su víctima. REGLAS QUE IMPONE UN VAMPIRO EMOCIONAL: Los vampiros se rigen por reglas completamente diferentes. No son justos, pero sí bastante consistentes. "Mis necesidades son más importantes que las tuyas". Operan con el egoísmo de los depredadores y de los niños. Si TUS necesidades coinciden con las de ellos, los vampiros emocionales pueden ser trabajadores entusiastas, compañeros cariñosos y buena compañía en general. Pero todo cambia cuando TUS necesidades entran en conflicto con las suyas. Ahí es cuando sacan los colmillos. "Las reglas se aplican a otras personas, no a mí" Creen que tienen derecho a sacar ventaja de no regirse por las reglas que siguen otras personas. Se saltan los turnos, no esperan en las colas, se creen únicos en el mundo. "No es mi culpa, jamás" Los vampiros jamás cometen errores, nunca se equivocan y sus motivos siempre son puros. Otras personas se aprovechan de ellos de forma injusta. Los vampiros no asumen la responsabilidad de su propia conducta, en especial cuando conduce a consecuencias negativas. La culpa de sus actos o fracasos siempre será de los demás. "Lo quiero ahora" Los vampiros no esperan. Si te interpones en su camino o intentas retrasar su gratificación...¡¡provocarás a la bestia!! "Si no me salgo con la mía, me da una rabieta" Cuando no se salen con la suya, son capaces de crear una imponente serie de desdichas para las personas que les han negado algo. Son explosiones emocionales manipuladoras a través de irritantes rabietas o ridículos "berrinches". TIPOS DE VAMPIROS EMOCIONALES: Los expertos dicen que hay varios tipos de depredadores emocionales que absorben la energía de quienes los rodean, dejando a sus víctimas emocionalmente vacías. EL QUEJUMBROSO: Todo el tiempo está quejándose de sus problemas y desgracias (que suelen ser siempre los mismos), el mundo entero parece estar en su contra. Cada sugerencia positiva que hagas es descartada con múltiples argumentos EL MELODRAMÁTICO: Cualquier  detalle en su vida puede convertirse en un melodrama. Cualquier experiencia cotidiana puede ser generador de una explosión de intensas emociones (un olvido puede ser signo de alzheimer, un saludo sonriente de un desconocido es el presagio de una posible infidelidad). Esta categoría incluye también a “los catastróficos”. La vida para ellos es un peligro constante, un presagio de enfermedad, muerte, desgracia y catástrofe. EL CRONISTA: Cualquier pequeño detalle en su vida diaria puede ser motivo de una gran historia, de un eterno monólogo, una extensa narración. Son incapaces de escuchar a los demás. Solo los  usan como espectadores de sus exageradas historias.. EL EGÓLATRA: Boicoteará cualquier éxito, interés, aventura o deseo que expreses. Lo que ellos sienten siempre es más grande, sus experiencias más intensas o sus desgracias peores. Tienden a echar por tierra cualquier aspiración o plan de los demás, a todo le encuentran  defectos o la parte más negativa. EL IRACUNDO: Estallan por cualquier cosa. Para estar con ellos siempre hay que andar con pies de plomo. EL INDEFENSO: Necesita que hables constantemente por él, que  lo defiendas, lo apoyes, lo protejas, lo ayudes, le resuelvas cualquier tipo de problema por insignificante que sea. Y ellos…tranquilos y felices, porque no tienen que hacerse responsables por sí mismos. DAÑOS QUE PUEDEN CAUSAR: Los vampiros emocionales te utilizarán para satisfacer cualquier necesidad que experimenten en ese momento. Carecen de escrúpulos para aprovechar tus esfuerzos, dinero, amor, atención, admiración, cuerpo o alma con el fin de satisfacer sus anhelos insaciables. Quieren lo que quieren, y poco importa lo que TÚ sientas al respecto. Cuando se ofrecen a ayudar o a dar algo, por lo general ocultan un motivo. Poco a poco, desde la sutileza a la tiranía, el vampiro emocional va imponiendo su voluntad y su criterio innegociable e interpreta la tolerancia y la condescendencia de la víctima como debilidad, entrega y sometimiento.    http://mujersincadenas.blogspot.pt/2011/03/cuidado-vampiros-emocionales-al-acecho.html ¿CÓMO PROTEGERTE? Una vez  que lo hayas reconocido, debes actuar utilizando su lado débil... ¡¡Sacarlo a la luz!!. No permitas que siga abusando de tí. Tú tienes el control de tu vida, no el vampiro emocional. Él pretenderá que pienses que no existe otra opción en tu vida mas que someterte a su voluntad. Recuerda que siempre hay otras alternativas diferentes, incluso alejarte de él de inmediato. Guarda tus secretos y tus valores. No permitas que te aisle de tu círculo social y familiar. Ellos utilizan el miedo y la confusión para controlar a su víctima. No te dejes dominar ni pierdas tu seguridad...¡¡Enfrenta tus miedos y date la vuelta!! Recuerda, la elección que parece más aterradora es normalmente la correcta. No es fácil identificar al vampiro emocional, pues el enmascaramiento conductual es una de sus armas más poderosas. Para remediarlo, la víctima necesitará alejamiento, incomunicación absoluta con el depredador, ayuda psicológica por expertos en la materia y años de desintoxicación. Aún así, muchas quedarán encadenadas de por vida a esta clase de vampiros emocionales cuyos estragos y consecuencias psicológicas pueden dejar al mismísimo Conde Drácula como incipiente aprendiz de "chupasangre".

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Vampiros emocionais, vampiros anti-sociais

27.01.12

Os Vampiros Emocionais nos atraem e depois nos sugam. Do livro VAMPIROS EMOCIONAIS Como lidar com pessoas que sugam você, Albert J. Bernstein, Ph.D. A princípio, os Vampiros Emocionais parecem melhores que as pessoas comuns. São tão inteligentes, talentosos e encantadores como um conde romeno. Gostamos deles, confiamos neles, esperamos mais deles do que das outras pessoas. Esperamos mais, recebemos menos e, no fim das contas, saímos derrotados. Nós os convidamos a entrar na nossa vida e quase sempre só percebemos o erro quando eles desaparecem na noite, deixando-nos exauridos, com dor na nuca, carteira vazia ou talvez coração partido. Suas percepções são distorcidas pelos seus anseios de metas imaturas e inatingíveis. Eles esperam atenção total e exclusiva de todos. Esperam um amor perfeito que se dê, sem nunca exigir nada em troca. Querem uma vida repleta de divertimento e entusiasmo, e ter alguém que cuide de tudo o que seja chato ou difícil. Os vampiros parecem adultos por fora, mas ainda são bebês por dentro. Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os Vampiros Emocionais sentem-se por demais ameaçados por experiências adultas comuns como o tédio, a incerteza, a responsabilidade e ter de dar além de receber. Os vampiros que ficam de tocaia à noite sugam todo o sangue da vítima. Os Vampiros Emocionais usam a vítima para satisfazer quaisquer necessidades do momento. Não têm escrúpulos e roubam seu esforço, seu dinheiro, seu amor, sua atenção, sua admiração, seu corpo ou sua alma, para satisfazer seus desejos insaciáveis. Querem o que você quer, e não ligam muito para o que você pensa. Os Vampiros Emocionais conseguem transformar-se no que você quiser ver, mas só durante um período suficiente para seduzi-lo. Dizer que são perfeitos atores não lhes faz justiça. Não raro, interpretam tão bem seus papéis que acabam se convencendo de que são quem fingem ser. Aos Vampiros Emocionais falta integridade. Não estou emitindo um juízo moral; pelo contrário, é um comentário sobre a estrutura de sua personalidade. Os vampiros são vazios por dentro. Não sabem muito bem quem ou o que realmente são; só sabem o que querem. Além de se confundirem com relação à própria identidade, os vampiros também podem confundir a vítima quanto à própria identidade. Quem se envolve muito com eles, mal se conhece. Às vezes é melhor fugir, ou não se envolver.  Começam com uma primeira impressão espetacular. Parecem um pouco melhores do que as outras pessoas - mais talentosos, mais interessantes, mais competentes, mais carinhosos, mais glamourosos, ou simplesmente mais divertidos. Também é fácil conversar com eles. Parecem compreendê-lo imediatamente, saber o que você quer. Mesmo que desconfie de fumaça e espelhos, você quase acredita que o que acha que vê é a realidade. No cinema e na realidade é a mesma coisa; o negro poder que os Vampiros Emocionais detêm sobre as pessoas normais é a hipnose. Os hipnotizadores convidam as pessoas a concentrar a atenção neles, e não no que estão fazendo. O desvio da atenção é o principal segredo da hipnose, comunicação hipnótica provoca confusão e desvio de atenção propositalmente. Espera-se que você desista de tentar entender, desative seu raciocínio crítico e se deixe levar. Os hipnotizadores identificam as pessoas que provavelmente lhes darão o que querem. O truque de fazer com que as pessoas submetidas à hipnose se comportem como galinhas não é recitar encantamentos mágicos; é procurar pessoas que façam o que se espera delas, mesmo que achem ser bobagem. Os hipnotizadores isolam suas vítimas. Os hipnotizadores de boate convidam as pessoas mais influenciáveis da plateia para subir ao palco. Uma vez no palco, cegas pelas luzes e ouvindo somente a voz do hipnotizador, é bem menos provável que essas pessoas usem o raciocínio crítico. Ficam felizes ao acreditar que foram chamadas ao palco porque o hipnotizador reconheceu seus talentos ocultos, e não sua credulidade. Os Vampiros Emocionais também gostam de manter suas vítimas próximas a eles e longe de pessoas que possam fazer muitas perguntas constrangedoras. A relação com o vampiro é sempre algo especial, e quase sempre envolve alguns segredinhos que ficam só entre os dois, A hipnose pode fazê-lo acreditar que esses segredinhos são tesouros, em vez de armadilhas. As duas mais importantes informações objetivas a respeito de alguém são os detalhes do histórico dessa pessoa e as opiniões de outras pessoas. Se, por algum motivo, você perceber que está evitando essas fontes, ou achando que são irrelevantes, cuidado! Quando perceber que está dentro de um buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar. Se descobrir que foi hipnotizado, primeiro você tem de admiti-lo para si mesmo - trazer o fato às claras. Não tente ocultar o fato de que você se deixou levar. Esqueça a ideia de tentar convencer os Vampiros Emocionais de que não jogaram limpo com você. Eles vão rir e recitar as conversas, tintim por tintim, para provar que não fizeram promessas ou, caso tenham feito, que não as cumpriram por culpa de outra pessoa. Geralmente não é possível, nem com um bom advogado, reaver o que os vampiros tiraram de você. Nem tente. Só não deixe que tirem mais. VAMPIROS ANTI-SOCIAIS Os vampiros anti-sociais são viciados em agitação. Não são chamados de anti- sociais por não gostarem de festas, mas porque não se importam com as normas sociais. Eles adoram farra. Também adoram sexo, drogas e rock'n'roll, e tudo o mais que seja estimulante. Detestam mais o tédio do que uma estaca no coração. Da vida só querem bons momentos, um pouco de ação e gratificação imediata de todos os desejos. De todos os vampiros, os anti-sociais são os mais sensuais, entusiasmados e divertidos. As pessoas se afeiçoam a eles rápida e facilmente e são enganadas na mesma velocidade. Fora a diversão passageira, esses vampiros não têm muito a retribuir. Você vai se decepcionar muito se esperar que sejam dignos de confiança.

- O que houve, amor? - pergunta o Vampiro Adam. Elise fica de queixo caído: -Adam, é incrível você me perguntar isso. Acha que devo aceitar que você saia por aí beijando outra mulher bem na minha cara? Adam passa o braço sobre o ombro de Elise, mas ela o afasta. - Meu amor - diz ele -, era uma festa e eu estava bêbado. Afinal, foi só um beijinho.  - Um beijinho que durou cinco minutos? - Amorzinbo, você sabe que não significou nada. É a você que eu amo. Você é a única. Por favor, benzinho, confie em mim.  Com ar despreocupado, o vampiro tira um cigarro do maço e põe entre os lábios; e sorri. As covinhas do rosto o fariam parecer um menino, não fossem as presas. Ele acende o cigarro e dá uma tragada profunda. - A noite é uma criança - diz ele, batendo com a mão na traseira do banco da Harley. - Vamos dar uma volta? Nas costas da jaqueta dele está escrito: "Viva em alta velocidade, morra jovem e deixe um belo cadáver."

Os anti-sociais são os mais simples dos vampiros, e também os mais perigosos. Da vida, só querem divertimento, um pouco de ação e gratificação imediata de todos os desejos. Se lhes for possível usar você para atingir suas metas, ninguém é mais empolgante, charmoso ou sedutor. Se você estiver no caminho, já era! Os anti-sociais, assim como todos os vampiros, são imaturos. Em seus melhores dias, agem como adolescentes. Nos piores, são páreo duro para as crianças - o que, por falar nisso, também se aplica aos adolescentes. Para ser tecnicamente correto, trata-se de pessoas com tendências para o distúrbio da personalidade anti-social. Anti-social, neste caso, significa não- socializado - que não liga para as reservas sociais normais. O nome foi mal escolhido. Assim como seu antecessor, sociopata, remonta aos tempos em que os diagnósticos psiquiátricos eram juízos morais, e não descrições da personalidade. Há uns cem anos, quando esse diagnóstico foi formulado pela primeira vez, era considerado o tipo de personalidade dos criminosos. Ainda é. De todos os Vampiros Emocionais, os anti-sociais são os que têm maior probabilidade de se envolver em atos ilícitos.  O outro problema do nome é que o significado coloquial de antisocial se refere a pessoas que não gostam de festas. Isso não é verdade com relação aos vampiros anti-sociais. Eles gostam de ter gente por perto e adoram as festas devido a todas as oportunidades que surgem. Onde quer que haja divertimento haverá anti- sociais. Em outro sentido, porém, os anti-sociais são solitários. Têm dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso porque não confiam em ninguém. Os anti- sociais estão convictos de que a única motivação humana é o egocentrismo. São predadores até o osso, e se orgulham disso. Sentem-se perfeitamente à vontade com o egoísmo porque acham que não existe outra forma de motivação. Os anti-sociais são sempre bastante atraentes e divertidíssimos. Imagine uma pessoa normal, dobre o nível de energia, triplique o amor pela agitação e, em seguida, desligue os circuitos da preocupação. Todo mundo já se sentiu assim uma ou duas vezes na vida. Lembra-se daquele baile de formatura, quando você estava deslumbrante e o ar fazia cócegas com aquele perfume dos cravos e a cerveja contrabandeada? E se todos os dias fossem repletos desses tipos de possibilidades? E se não houvesse uma vozinha dentro da sua cabeça para estragar a alegria ao lembrar as coisas terríveis que poderiam acontecer se você exagerasse? Comparado a uma vida repleta de bailes de. formatura, fica difícil empolgar-se com seu emprego. LISTA DE CARACTERÍSTICAS DO VAMPIRO EMOCIONAL ANTI-SOCIAL: OUVIR O CHAMADO DA SELVA Verdadeiro ou falso: marque um ponto para cada resposta verdadeira. 1. Essa pessoa acredita que as normas foram feitas para serem transgredidas. 2. Essa pessoa tem o hábito de recorrer a desculpas para não fazer o que não quer fazer. 3. Essa pessoa já teve problemas com a lei. 4. Essa pessoa regularmente se envolve em atividades arriscadas por serem emocionantes. 5. Essa pessoa sabe usar explosões brilhantes de charme para conseguir o que quer. 6. Essa pessoa não é boa na administração das finanças. 7. Essa pessoa fuma sem pedir desculpas. 8. Essa pessoa tem outro (s) vício (s). 9. Essa pessoa já teve mais parceiros sexuais do que amaioria.  10. Essa pessoa raramente se preocupa.  11. Essa pessoa acredita realmente que é possível resolver alguns problemas recorrendo às vias de fato.  12. Essa pessoa não vê problema algum em mentir para atingir uma meta.  13. Essa pessoa justifica fazer o mal aos outros porque os outros fariam o mesmo se tivessem oportunidade.  14. Essa pessoa é capaz de ter um acesso de nervos para conseguir o que quer.  15. Essa pessoa não entende o significado de prevenir para não remediar.  16. Essa pessoa é adepta de se divertir primeiro e trabalhar depois.  17. Essa pessoa foi demitida do emprego ou demitiu-se impulsivamente.  18. Essa pessoa recusa-se a obedecer a qualquer tipo de regulamento com relação ao traje.  19. Essa pessoa sempre faz promessas que jamais cumpre.  20. Apesar de todos esses defeitos, essa pessoa ainda é uma das mais estimulantes que já conheci.  Pontuação: Cinco ou mais respostas verdadeiras qualificam a pessoa como Vampiro de Emoções anti-social, embora não seja obrigatoriamente um diagnóstico de distúrbio da personalidade anti-social. Se a pessoa marcar mais de 10 pontos, segure a carteira e o coração. No núcleo da personalidade anti-social há um desejo ardente de estímulos de todos os tipos. Todas as outras características parecem ter origem em um impulso fundamental para a agitação. Em qualquer encruzilhada os anti-sociais em geral escolhem o caminho que leva à agitação em menos tempo. Eles próprios podem ignorar totalmente essa dinâmica, contudo ela serve para explicar grande parte de seu comportamento. No lado positivo, os anti-sociais não se deixam influenciar por dúvidas e preocupações. Aceitam riscos e desafios que aterrorizam as pessoas comuns.  Não podemos viver sem eles. Os heróis quase sempre são tão perigosos para os amigos quanto para os inimigos. O mesmo impulso que leva à coragem nos campos de batalha, no esporte e na bolsa de valores também leva ao tédio na vida cotidiana.  as longas horas em que as pessoas socializadas se contentam com o adiar a gratificação para cumprir com as obrigações, os anti-sociais ficam andando de um lado para outro como feras enjauladas à procura de um modo de escapar. As normas cotidianas que proporcionam estrutura e significado a nossa vida são meramente as grades da jaula dessas pessoas. Os anti-sociais não se vêem como pessoas que procuram encrenca, só procuram a chance de se libertar. A liberdade para eles, porém, significa encrenca para todas as outras pessoas. Em sua procura de estímulo constante, os anti-sociais sentem-se atraídos por tudo o que vicia, como os lemingues sentem atração pelos despenhadeiros. Gostam muito de sexo e drogas, bem como de apostas, cartões de crédito e investimentos arriscados com o dinheiro alheio. A droga escolhida pode variar, mas a finalidade é a mesma. No fundo, todos os vícios são parecidos, porque provocam uma mudança rápida na neuroquímica que é a motivação essencial da vida dos anti-sociais. Os anti-sociais raramente pensam por que fazem o que fazem; simplesmente fazem. Planejamento e análise de alternativas, para eles, é desnecessário e entediante. Nos campos de batalha e de jogos, são mais bonitos do que qualquer um de nós poderia esperar ser, porque estão livres das preocupações e das dúvidas que nos incomodam. Só depois de algum tempo é que se torna evidente que a maioria das decisões dos anti-sociais é mera jogada de dados. Por dentro, os anti-sociais que estão tomando decisões. Para eles, a vida é uma série de reações inevitáveis a tudo o que estiver acontecendo no momento. Se você lhes der o que querem, ficam ficam entusiasmados. Se você os frustrar, eles têm um ataque de nervos. Deixe-os em uma situação tediosa que eles fazem um alvoroço. Acreditam piamente que seus atos são provocados pelo que você faz. Essa convicção os livra da responsabilidade e da culpa, mas também lhes rouba a percepção do controle sobre a própria vida - essa percepção que é uma das essenciais para a saúde mental, preocupação e a dúvida podem nos atrapalhar, mas também proporcionam sentido e continuidade à nossa vida. Apesar dos defeitos, os vampiros anti-sociais são adoráveis. Seria de esperar que gente tão predadora fosse odiada e indesejável, mas isso está longe de ser verdade. A imaturidade é o manancial da atração e a fonte de todo o charme. Os vampiros vivem a vida emocional usando outras pessoas. Para sobreviver, precisam saber convencer muito bem que têm exatamente o que você quer. Fazem o que você quer, mas é raro continuarem fazendo enquanto você o quer. preocupam-se muito pouco. Preferem pensar em algo muito mais importante do que prazos, obrigações ou como você se sentirá se eles não cumprirem uma promessa. É comum perderem o emprego, gastar o que não têm e partir o coração das pessoas que gostam deles. A realidade cotidiana não é páreo para a sensação palpitante e arrepiante de viver uma fantasia. As drogas, compradas a um traficante ou produzidas pelo sistema endócrino por meio de comportamento de risco, também provocam outro problema. Com o tempo, há necessidade de consumir cada vez mais, pois produzem efeitos cada vez menores. É inevitável que os choques incríveis que os aventureiros tanto amam lhes privem o cérebro das quantidades menores de substâncias químicas necessárias à manutenção do equilíbrio cotidiano. Nos longos períodos de tempo entre as aventuras emocionantes, os anti-sociais se sentem deprimidos, irritados e vazios.  É aí que você entra. Além de companheiros de jogos, os anti-sociais geralmente precisam de alguém que cuide deles, limpe a bagunça que fazem e os ajude a se reerguer. Oferecem o mundo em troca desses serviços, mas nada pagam. Os codependentes não recebem nem gratidão. Contudo, quando aventureiros estão em atividade, a brincadeira é maravilhosa.  Químico ou comportamental, qualquer que seja o nível de impulso que você presumir, os aventureiros oferecem uma loucura que o arrebata do mundo cotidiano e o leva para a realidade alternativa de diversão e aventura. Sem ao menos tentar, são excelentes hipnotizadores. Sempre começam aos poucos. têm talento para descobrir pessoas que gostariam de se divertir um pouco, principalmente se a diversão envolver rebelião contra autoridade. São hipnotizadores, cativam o adolescente que temos dentro de nós e descrevem todas as maravilhosas possibilidades que a vida oferece se estivermos pelo menos dispostos a correr o risco. A sinuca em que eles nos põem é um desafio, simples e eficaz: se não fizer isso, diga adeus à oportunidade e admita que não teve coragem. Não sabem quando parar. São muito bem-dotados para forçar as outras pessoas a irem mais longe do que queriam. elas não aprendem bem com os próprios erros, nem com qualquer tipo de castigo. Mais do que qualquer outro grupo, têm a capacidade de levantar, sacudir a poeira e repetir a mesma burrice. A pressão do ambiente também é poderosa. Quando os vampiros não conseguem o que querem, logo têm um acesso de raiva. No caso dos aventureiros, os acessos de raiva quase sempre terminam com ele indo embora. Se o companheiro de jogo escolhido não for bastante divertido, é menos provável que gritem, mas se desviam na direção de outra pessoa. A perspectiva de perda iminente faz com que qualquer coisa pareça mais valiosa. As pessoas podem começar a se esforçar por manter satisfeitos os vampiros de sua vida, mesmo quando sabem que são péssima companhia. O relacionamento começou com harmonia instantânea. Desde o primeiro dia ela vem se modificando, ato após ato, porque ele a pessoa mais empolgante que ela já conheceu.  confusa com o relacionamento, mas relutante em conversar sobre isso com alguém, pois já sabe o que toda pessoa diria. A melhor maneira de prever o que alguém fará no futuro é o que fez no passado. Eles contam uma versão dos fatos que você (ou eles) gostaria de ouvir, e não o que realmente acontece. Isso ocorre principalmente quando falam de sexo, drogas, dinheiro, do que fizeram no passado e do que pretendem fazer no futuro. Se puder evitar, jamais acredite em algo do que disserem sem algum tipo de corroboração externa. Os vampiros não se vêem refletidos no espelho. Já reparou que as pessoas que têm um ego enorme costumam ser pequenas em tudo? A melhor proteção contra esses vampiros é reconhecê-los antes que liguem o charme. Quando os vir chegando, segure o coração e esconda a carteira até averiguar os antecedentes. O que os vampiros anti-sociais fizeram no passado é o melhor prognóstico do que farão no futuro.

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Homem tóxico, o "psicopata"

26.01.12

Outro tipo descrito por Bernardo Stamateas no livro ”Gente Tóxica” é o psicopata, também esmuiçado por Ana Beatriz Silva em “Mentes Perigosas”. Crueldade, perversidade, mentira, enganações, manipulação impiedosa, narcisismo, soberba, dissimulação, megalomania, teatralidade, versatilidade e camuflagem social são palavras que se associam a esse tipo muito perigoso, cujas principais vítimas são as pessoas mais sensíveis, bondosas e as solitárias. Esse tipo não se resume ao serial killer -que é o grau máximo de psicopatia - mas engloba também o caloteiro, o estelionatário e pode muito bem estar disfarçado de esposa e mãe dedicada, pai de família, líder corporativo ou religioso. Pode perfeitamente estar escondido em um cargo de poder graças a sua eloquência, encanto, desenvoltura e falta de escrúpulos. Especialistas o comparam a répteis, tamanha sua capacidade de se adaptar e alterar sua forma rapidamente para a posição que lhe for mais vantajosa. Ele mostra uma imagem falsa o tempo todo, que ele mesmo inventa (camuflagem social). Costuma cuidar da aparência em grau exacerbado, pois é incrivelmente egocêntrico e orgulhoso. Não tem culpa nem angústia, não ama ninguém, mente, engana, rouba sem escrúpulos - e não sente absolutamente nada pelo dano que causa. O propósito do psicopata é arruinar a sua vida. Os outros só servem a ele como meros objetos para que ele obtenha suas metas permanentes: resultados financeiros, sexo e poder. Se você é bem sucedido, o psicopata quer manter contato com você para roubar e destruir o que você conseguiu, controlando e manipulando a sua vida e todos os que estão ao seu redor. Quando você lhe diz “não”, ele se lança contra você. “Leva & traz” o tempo todo. Adota máscaras. Sempre se ofende com tudo, pois é ressentido, amargurado e considera-se “intocável”. Costuma ser bastante loquaz (parecendo inteligente), charmoso, sedutor, convincente e muito observador, mas no fundo é superficial, agressivo, teimoso, mau e frio, incapaz de manter laços com qualquer pessoa que não sejam movidos a interesse. Ilógico e sem autocontrole. Antissocial, incapaz de sentir pena ou arrependimento, o psicopata é indiferente às consequências e tenta despertar remorso nos outros. Seus passos são: entrar no seu círculo afetivo íntimo - ir morar com você - prestar atenção a todos os seus movimentos (fingindo interesse por suas opiniões) - influenciar seu estado de ânimo, emoções e ações. Ele simplesmente atua. Carente de empatia, tem necessidade de satisfação imediata. O consolo é que o psicopata se arruina sozinho: não devemos nos preocupar em combatê-lo, apenas em viver o mais longe possível dele. Cada vez que um psicopata entra na nossa vida é porque deixamos e entregamos a ele aquilo que nos pertence, inclusive nossa paz de espírito e nossa vitalidade. Escreva um cartaz bem grande para ele: “Proibido entrar!” Distancie-se de qualquer encontro. Não entre no jogo dele. Trate-o com indiferença: faça como se ele não existisse. E não se detenha para interiorizar-se de absolutamente nada do que ele fizer. Isso não significa ignorá-lo, mas sim erradicá-lo de sua vida. Não lhe dê boas-vindas. http://piperacea.blog.terra.com.br/2009/09/28/gente-toxica-7-o-psicopata/

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Sociopata nasce e morre sociopata

26.01.12

Um sociolata nasce sociopata ou torna-se um? sociopatas não sentem culpa e remorsos, são desprovidos de sentimentos, cujo objectivo é o prazer imediato sem pensar no prejuízo que pode causar aos demais. O não olhar a meios para atingir os fins. São megalómanos, narcisicos e sem freios para os seus impulsos, acham-se os melhores. Essas necessidades urgentes podem ser de dinheiro para cigarros (alguém dá) ou para sexo (alguém dá), independentemente do certo e errado, manipulando pessoas que podem ser um familiar sem recursos ou uma madura sem estima. Depois de conseguido o quer, passa para o próximo objectivo sem se preocupar com as consequências e com quem é envolvido no processo. São vilões mas fazem passar-se por vitimas. Há hereditariedade comprovada, mas ainda não é certo que o meio seja determinante. Há sociopatas filhos únicos de pais narcisistas, ou filhos de famílias numerosas (geralmente o mais novo) sem sensação de afecto da mãe e tendências psicopatas de pai.  Durante a adolescente há um comportamento irresponsável de faltas escolares e muitas vezes de reprovações consecutivas sem que demonstre preocupação com futuro, histórico de agressões, marginalidade. Mesmo quando tem uma habilidade especial (por exemplo para o desporto ou música) não fazem nada para a desenvolverem, até por preguiça, apesar de gostarem que os outros refiram essa característica ao estilo "eu sou bom, mas não faço nada por isso". No trabalho são pessoas que não conseguem manter o lugar, criando conflitos com chefias e colegas, são preguiçosos e tendem a cometer fraudes. As mentiras consecutivas e a irresponsabilidade por não cumprirem horas nem objectivos acabam por ser determinantes. No entanto dizem "eu sou o melhor funcionário, eles é que..." e nos negócios diz-se sempre com pouca sorte com os sócios. Finge que procura trabalho, mas só quer viver às custas de alguém. Por vezes mostram o seu ódio e irritabilidade com o mundo, nomeadamente tribunais, bancos, policia ou políticos. Mostra rebeldia e é vingativo, o oposto das regras sociais. No grupo são muitas vezes vistos como divertidos mas ao mesmo tempo loucos, seres estranhos. Exibicionismo patológico, ser o "mais notado" muitas vezes pelas piores razões. Para os mais desconfiados e experientes, eles são pessoas a manter longe. Não tem verdadeiramente amigos, até porque qualquer relação com eles só existe enquanto for rentável em dinheiro, posição ou outro interesse, mantendo apenas os mais incautos com uma estima baixa que gostam de ser visto como o "amigo de", independente dos prejuízos que a relação lhes causa, até que um dia se vem enredados em situações limites de grandes perdas (financeiras, familiares ou mesmo profissionais). O exemplo do sociopata passa a viver em casa do amigo, limpando o frigorifico, sem dividir qualquer despesa enquanto está num situação temporária que se prolonga indefinidamente. Pelas costas critica os amigos, apelidando-os de burros, sem berço, inábeis ou desonestos. E que tem sorte de o conhecerem e de poderem contar com a sua "amizade", até porque sem ele não são ninguém. Nas relações amorosas é um oportunista, aproveitador de pessoas menos experientes, que ele manipula como bem quer e enquanto quer. Consegue ter relações simultâneas sem sentir remorsos ("eu sou assim"), sempre com a mesma cara de pau, usando as peças conforme as suas necessidades. O sexo não é um objetivo, mas uma forma de mostrar que ganhou o jogo. No entanto mostra se interessar por sexo, falando constantemente sobre o  assunto, tendo comportamentos impróprios que vão desde se despir como apalpar alguém  em público. Gostam de contar as suas conquistas. O sexo é irresponsavel, sempre desprotegido, como uma ruleta russa. Não ama, apenas usa. Tem sentido de posse, conseguindo manter várias pessoas na vida (mulher, ex-mulher, amante, namorada e casos) transformando-as em coisas, que cada vez ficam com uma estima mais baixa, com mais problemas financeiros e familiares, o que enche o superego do psicopata. Adora que sintam ciúmes dele. Se uma ex está com outro, ele não tem ciúmes mas fica furioso por perder o controle da vida dela. Usa a mentira, intriga e passa falsas informações por forma a sair sempre como vitima, conseguindo colocar uns contra os outros, ficando a rir e sentindo-se o melhor, o mais importante e o mais querido por todas. Convence as vitimas que elas necessitam de apoio psiquiátrico, afasta-as de família e amigos para que vivam apenas para o servir. Controla a vida delas, mas não admite ser controlado. Gosta de mostrar que tem facilidades nas situações (as mulheres conquistadas ou uma outra outra qualquer habilidade), demonstrando que não tem culpa por ter esse dom, sem remorsos, mostrando que não sabe o que quer e que apenas é uma vitima dos outros. Próprio de alguém imaturo e infantil. Os sinais que dá são contraditórios, de forma a confundir as pessoas (estilo "não quero uma relação" mas vai ficando, aproveitando-se das vitimas), ao mesmo tempo consegue que todas se sintam as mais importantes e com sorte que ele lhes dê por vezes uma migalha de atenção. Não protege, nem cuida, no entanto exige ser cuidado, geralmente é muito exigente. É ingrato. Capaz de em minutos ir de um extremo ao outro, da risada aos gritos. Adora falar de si e quando ouve o outro tem como objectivo retirar proveito à posteriori das informações que lhe dão. Em relação à família (filhos, irmãos, pais) diz que são importantes, no entanto atua de forma que o contradiz. Na realidade não ama, não sente saudades ou quer cuidar, apenas os trata como peças que lhe podem ser úteis. Gosta de vangloriar dos feitos dos outros, dando a entender que é o responsável, no entanto não sente saudade, afeto, apenas embotamento sentimental. Há agressão verbal e física, que passado pouco tempo já nem se lembra, mas que para as vitimas são situações marcantes. Como não tem sentimentos e nunca demonstra gratidão. Os outros existem para o servir.  Não sente remorsos se os abandonar. Em relação à morte de alguém próximo pode teatralizar tristeza, mas a realidade é que não consegue sentir, nem percebe como os outros deprimem. Usa substancias que o ajudam na desinibição para as suas exibições, tendencialmente a ficar dependente de álcool sem nunca o admitir. Mantém vida boêmia e irresponsável. Complexo de edipo forte. Não faz planos, mas gosta de se fazer de vitima sobre o seu futuro. Desta forma envolve o interlocutor no seu futuro, mostrando que espera que o ajudem. Faz tudo de forma tão subtil que os mais inocentes pensam que se trata de alguém desprendido, o que é exatamente o contrario da realidade. A realidade é que ele pensa   qual das pessoas será usada para seu bem estar. As sociedade deve preocupar-se com as vitimas do sociopata e não com eles. Os tratamentos não são eficazes porque não aceitam que são doentes. A única solução passa por encarceramento em prisão ou ala psiquiátrica. As suas vitimas ficam em situações limites financeira e de saúde, chegando a cometer suicídio, enquanto eles procuram novas vitimas dizendo-se com a consciência tranqüila, mas interiormente sadicamente felizes. Nem todos os sociopatas são serial killers, mas podem tornar-se num. Geralmente são demasiado preguiçosos para planear um crime, mas podem comete-lo num acto de impulsividade (no transito, numa discussão ou em qualquer contrariedade fútil). Se tem um sociopata na sua vida, fuja. Eles não tem cura. Nem os profissionais conseguem, quanto mais alguém envolvido com um ser tão doente e perigoso. Reze para que o sociopata lhe tenha causado o menos estragos na sua vida. Siga o seu caminho, apenas com alguém que seja seu amigo e goste de si. E faça um favor à sociedade e denuncie-os. Dessa forma tentará que outras vidas não se percam desnecessáriamente.

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Psicopata ou resfriado? História na 1a pessoa

26.01.12

A seguir serão os sinais típicos que os sociopatas mostram. cada um deles será a minha experiência e pontos de vista. Eu gostaria de saber se encaixa na definição. Eu não estou à procura de um título, apenas uma resposta. Charme voluvel e Superficial. Posso mudar o jeito de eu falar, agir e me definir, dependendo de quem eu estou por perto. eu não sei como fazer uma conexão ou uma verdadeira amizade baseada em verdadeiras qualidades. Acho que as pessoas estão abaixo de mim. Manipulador - Eu jogo, exploro e abuso verbalmente as pessoas (principalmente mulheres) para o meu próprio divertimento. Eu tendo a explorar as mulheres, porque eu vejo eles como inferiores. Eles são ou alheio, irritante, ou prostitutas. Gosto de escolher as mulheres que são vistos como 'inalcançáveis' para provar a todos (e a mim) que eu possa obter alguma coisa que eu quero. Um relacionamento é sobre como criar e manter uma imagem. Grandioso senso de auto - Eu realmente acredito que sou melhor que 95% das pessoas. Não .... o mais inteligente, melhor, ou mais bem-sucedidos apenas melhor. Mentir patológico - Eu minto sobre merda inútil que me adiante. Eu vou mentir para pintar uma imagem do homem perfeito (para mulheres). Falta de remorso, vergonha ou culpa - Eu nunca senti nenhum desses. Só eu sei que as emoções (em ordem de freqüência) são aborrecimento, raiva e algo semelhante a Tristeza. Minha versão de tristeza é mais provável decepção. Só o tempo eu me sinto triste é quando eu perco o controle. Raso de Emoções - Eu sou incapaz de ter emoções para compartilhar com outras pessoas. Eu não entendo porque as pessoas ficam tristes quando os amigos e a família morre. Eu tive pessoas a morrem em minha vida ... Eu nunca me senti uma ou outra maneira sobre ele. Eu tentei agir como eu me importo, mas tendem a falhar. Eu estou no ponto onde eu apenas manter calma e deixá-los falar. Eu não posso relacionar ou compartilhar com alguém uma emoção. respostas emocionais tendem a fazer-me sentir desconfortável, e fora do lugar. Incapacidade para o Amor - Eu não te amo. Eu aprecio a perseguição, a vitória, e o sentimento de estar acima das mulheres com que eu estou . Gosto de estar no controle. Eu não fico irritado se um ex está com outra pessoa, eu mais ou menos se irrita que alguém tomou o meu controle. Necessidade de estímulo - Eu tenho um desejo de empurrar-me tão próximo quanto possível da morte. Eu sempre dobrar os limites de velocidades, para cima da unidade de 150, enquanto que tecem dentro e fora do tráfego de espessura. Eu não bebo, mas muitas vezes eu posso beber até desmaiar. Eu tenho abusado de drogas desde o meu segundo ano na escola. Eu maneira ida ao mar com ervas daninhas, cocaína e analgésicos. Quando tudo está indo bem na minha vida, me tornar auto-destrutivo que eu possa sentir "dor". Eu também gosto de reconstruir minha vida depois que um dos meus episódios porque lhe dá uma sensação de poder de saber que você pode superar qualquer coisa. Estou muito hostil ... Eu amo muito o confronto. Falta insensibilidade / de empatia - Eu não posso relacionar com outra pessoas sentimentos, não importa a situação. Controles Poor Behavioral Natureza / impulsivo - Estou louca impulsivo. Eu tenho problemas com economizando dinheiro e comprar un coisas necessárias. Eu costumava ser TOC até o ponto onde eu não podia ver televisão sem ter certeza que o quarto inteiro era paralelo, em linha reta e completamente escuros. Eu ainda sou uma Germaphobe, e estou propenso a altos níveis de estresse e ansiedade. Estou muito whimsicle. Entrei para o exército E.U. porque eu não tinha nada melhor para fazer naquele dia. Precocemente os problemas de comportamento Delinquência / Juvenil - Minha primeira data tribunal federal foi no meu aniversário de 16 (15Feb). Fui preso várias vezes e sempre descido. Gosto de me colocar em situações onde posso ser pego simplesmente para que eu possa ser mais esperto que a pessoa me investigando. Eu fui puxado para perto de 30 vezes, e geralmente falam a minha saída do bilhete. Eu tenho total desprezo por todas as leis. Eu navego vida por meus próprios padrões, que são flexíveis em determinadas situações. Unreliability Irresponsabilidade / - Eu odeio manter um emprego por mais de 6 meses. Comportamento sexual promíscuo Infidelidade / - Eu adoraria ter sexo. Eu não pratico sexo seguro. Gosto de sexo selvagem. Sexo é apenas uma maneira de provar que eu sou melhor e ganhar o jogo. Falta de Plano de Vida realistas Lifestyle / Parasitárias - Eu me vejo sendo absurdamente rico, com poder de influência. Versatilidade criminal ou empresarial - Eu mudo quem eu sou para atender minhas necessidades. Acabei de me tornar um reflexo do que você está procurando. Eu tenho uma grande capacidade de ver o que alguém precisa, quer, e os seus piores medos .. Então eu imito essas qualidades. Eu tenho um desejo para qualquer coisa ilegal. Eu amo ficar longe de outras coisas para ficar preso. Normalmente eu blunts luz na frente de policiais e unidade irracionalmente. Eu também tenho vindo a experimentar diversos pontos start ups com o passar dos anos pares. Eu acredito que eu finalmente encontrei algo que vai ficar. Eu sonho grande ... The following will be the typical signs that sociopaths show. Following each will be  my experience and views. I would like to know if I fit the definition. I'm not looking for a title, just an answer.  http://www.experienceproject.com/stories/Am-A-Sociopath/764547 Glibness and Superficial Charm I change the way I speak, act, and define myself depending on who I am around to help me fit in. I do not know how to make a genuine connection or friendship based on true qualities. I find people beneath me and unusually worthless.   Manipulative and Conning - I play, exploit and verbally abuse people (especially women) for my own amusement. I tend to exploit women because I view them as inferior. They are either oblivious, annoying, or ******. I enjoy picking women who are seen as 'unattainable' to prove to everyone (and myself) that I can get anything I want. A relationship is about creating and keeping an image.   Grandiose Sense of Self - I truly believe I am better then 95% of people. Not the smartest, best looking, or most successful.... just better.   Pathological Lying - I lie about pointless **** that will get me ahead. I will lie to paint an image of the perfect guy (for women).   Lack of Remorse, Shame or Guilt - I have never felt any of these. Only emotions I know (in order of frequency) are Annoyance, Anger and something similar to Sadness. My version of sadness is more likely disappointment. Only time I feel sad is when I lose control.   Shallow Emotions - I am unable to share emotions with other people. I do not understand why people are sad when friends and family die. I've had people die in my life... I just never felt one way or another about it. I've tried to act like I care, but I tend to fail. I'm at the point where I just keep quite and let them talk. I can not relate or share an emotion with someone. Emotional responses tend to make me feel uncomfortable, and out of place.   Incapacity for Love - I do not love. I enjoy the chase, the win, and feeling of being above the women I am with. I enjoy being in control. I don't get angry if an ex is with someone else; I more or less get annoyed that someone else has taken my control.   Need for Stimulation - I have a desire to push myself as close to death as possible. I consistently double speeds limits, drive upwards of 150, while weaving in and out of thick traffic. I don't drink often but when I do I drink until I pass out. I have abused drugs since my sophomore year in high school. I gone way over board with weed, cocaine, and pain killers. When everything is going well in my life, I become self destructive so I can feel 'pain'. I also enjoy rebuilding my life after one of my episodes because it gives you a sense of power to know you can overcome anything. I am very hostile... I love confrontation too.   Callousness/Lack of Empathy - I can not relate to another persons feelings, not matter the situation.   Poor Behavioral Controls/Impulsive Nature - I am insanely impulsive.  I have problems with saving money and buying un needed things. I used to be OCD to the point where I couldn't watch TV without making sure the whole room was paralell, straight and perfectly dark. I'm still a germaphobe, and am prone to high levels of stress and anxiety. I'm very very whimsicle. I joined the US Army because I had nothing better to do that day.   Early Behavior Problems/Juvenile Delinquency - My first federal court date was on my 16th birthday (15Feb). I have been arrested several times and have always gotten off. I enjoy putting myself in situations where I can get caught simply so I can outsmart the person investigating me. I have been pulled over close to 30 times, and usually talk my way out of the ticket. I have total disregard for all laws. I navigate life by my own standards which are flexible in certain situations.   Irresponsibility/Unreliability - I hate keeping a job for much more then 6 months.   Promiscuous Sexual Behavior/Infidelity - I love to have sex. I do not practice safe sex. I enjoy rough and kinky sex. Sex is merely a way to prove I am better and have won the game.   Lack of Realistic Life Plan/Parasitic Lifestyle - I see myself being insanely rich, with influential power.   Criminal or Entrepreneurial Versatility - I change who I am to suit my needs. I just make myself a reflection of what you are looking for. I have a great ability to see what someone needs, wants, and their worst fears.. So I mimic those qualities. I have a lust for thing illegal. I love getting away with things others get arrested for. Typically I light blunts in front of cops, and drive irrationally. I also have been trying out several dot com start ups over the last couple years. I believe I have finally found something that will stick. I dream big...

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Sociopata e sexualidade

25.01.12
UMA PÁGINA EM BRANCO NO SEXO (Sexualidade e sociopatia)

 

(Esse é uma série de traduções de textos publicados no blog de um sociopata declarado, que trata esse distúrbio da personalidade de forma impressionante)
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/2885921
SEXUALIDADE E SOCIOPATIA

“Sociopatia é um transtorno da personalidade. Somos manipuladores excepcionais, muito flexíveis em nosso caráter e personalidade. Não temos uma rígidez na auto-imagem ou visão de mundo, não observamos as normas sociais, nem temos "bússola' moral, devido a uma frágil definição do certo e do errado. Nós também podemos ser mutantes (como camalões), de fala mansa e encantadora.

Nós podemos nos tornar seu companheiro ideal, em pouco tempo e não temos uma posição padrão estabelecido em nada. Isto se estende, pelo menos em algum grau, a nossa sexualidade.

O manual original diagnóstico e estatístico (DSM), lançado em 1952, lista a homossexualidade como um distúrbio da personalidade sociopática. A conexão entre os dois foi posteriormente removida devido a protestos da comunidade gay por ser a homossexualidade equiparada a sociopatia.

Muitos têm comentado que os sociopatas parecem não ter nenhuma identidade sexual específica, que até o termo bissexual é enganador, pois implica em algum tipo de preferência, quando, na verdade,  "a igualdade de oportunidades" é um rótulo mais apropriado.

Na verdade, o sociopata parece ser o bonobo (tipo de Chipanzé, onde a fémea usa a sexualidade para dominar o macho) do mundo humano que pratica o sexo casual, frequente e utilitário e que faz uma pessoa com objetivo definido na sua busca pela dominação e pelo poder, que não sente a necessidade de discriminar de acordo com o gênero. (significa transar com homem, mulher, jovem, bonito, feio, velho, gordo, branco, negro, rico ou pobre. Para o sociopata tanto faz, desde que o sexo sirva para atingir seus objetivos)

Vemos exemplos de ficção do sociopata "bissexual" como talentoso Mr. Ripley, o Coringa de Batman (dependendo de quem escreve), e exemplos da vida real com Leopold e Loeb e outros listados aqui. Se eu tivesse que especular sobre as celebridades atuais, eu incluiria também a Angelina Jolie, Tom Cruise, e Lindsay Lohan, que apesar do narcisismo poderia aplicar-se igualmente bem para essas pessoas
.
Eu estava pensando sobre tudo isso ao ler um artigo sobre predileções sexuais de Sir Laurence Olivier. Embora casado três vezes, ele aparentemente também tinha muitos interesses masculinos, um dos seus parceiros ele explicou da seguinte forma:

"Ele é como uma página em branco e ele vai ser o que você quer que ele seja. Ele está esperando que você lhe dê uma sugestão, e então ele vai tentar ser essa tipo de pessoa."

Talvez Larry não fosse um sociopata, talvez ele fosse, mas ele compartilhou com os sociopatas: a característica da opção sexual é um poder do ser humano e bem ilustra bem como isso pode jogado fora com uma identidade sexual.

Em qualquer caso, a lição aprendida aqui é não ser só um sociopata, potencialmente, mas fazer-se um grande ator dramático e dá um novo significado para a consolação de idade, "há muitos peixes no mar."”

(os textos entre aspas são notas desse tradutor)

Tradução livre do original publicado em:

http://www.sociopathworld.com/2009/05/sexuality-and-sociopathy.html

O texto acima foi escrito por um sociopata declarado, mas ele usa toda essa conversa apenas para dizer que sexualmente o sociopata é como uma folha em branco que será escrita de acordo com o pedido do “freguês”.

Se uma mulher sociopata desejar alguma coisa de um homem, ela vai usar a sexualidade e vai transar com esse homem independente de quem e como ele seja; se, por outro lado ela quiser alguma coisa de uma mulher, ela vai transar com essa mulher, independente de como ela seja (bonita, feia, branca, negra, nova velha, magra ou gorda), assim o mesmo ocorre se o sociopata for homem fará a mesma coisa, é um “coringa” que jogará em qualquer posição para atingir seu objetivo de dominio e poder.

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Psicopatas entre nós

25.01.12
terça-feira, 24 de novembro de 2009

Como identificar um psicopata

Os psicopatas são falantes, charmosos, simpáticos, sedutores, capazes de impressionar e cativar rapidamente qualquer pessoa. Sua capacidade de “parecer bonzinho, educado e inofensivo é impecável”. É a pessoa perfeita, aquela que você menos desconfia ser um psicopata. Tudo isso é uma fachada, como um teatro muito bem engendrado para esconder suas características perturbadoras: a incapacidade de se adaptar às normas sociais com respeito a comportamentos dentro da lei ou da ética social, indicado pela repetição de atos criminosos. A capacidade de enganar, através de mentiras repetidas a fim de obter lucro pessoal ou prazer. Desrespeito e imprudência pela sua própria segurança e dos outros. Irresponsabilidade, indicada por falhas repetidas na manutenção do trabalho ou honrar suas obrigações financeiras. A falta total de remorso ou culpa por ter ferido, maltratado, roubado, enganado ou mesmo matado outras pessoas. Eles são inteligentes, mas insensíveis, frios, manipuladores e sua capacidade de fingir sentimentos são perfeita. Se descobertos, é mestre em inverter o jogo, colocar-se no papel de vítima ou tentar convencer de que foram mal interpretados. E estão conscientes de todos os seus atos.
Assim os psiquiatras os descrevem. Este perfil assombroso é absolutamente realista. Os psicopatas são os mais graves dos que apresentam “distúrbio de personalidade anti-social” (DPA). A possibilidade de você já ter encontrado um em seu caminho é grande, pois pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde uma em cada 100 pessoas uma é sociopata em maior ou menor grau, 1% a 4% da população mundial.
Não existe defesa totalmente segura contra eles. Segundo os psiquiatras muitos atos cometidos com crueldade atuais ou não, podem ter origem nesse mal. O grande desafio é reconhecê-los, devido à capacidade de enganar com perfeição e dizer exatamente o que você quer ouvir que eles possuem. Você só descobre que cruzou o caminho de um psicopata, após ter sido prejudicado por ele.
O psicopata não é exatamente um doente mental, mas sim um ser que se encontra na divisa entre sanidade e a loucura. O ser humano normal é movido pelo triangulo: razão, sentimento e vontade. O que move um psicopata é: razão e vontade, ou seja, o que os move é satisfazer plenamente seus desejos, mesmo que isso envolva crimes como: golpes financeiros, roubos, furtos, estupro ou assassinato. Não importa, já que para eles não existe o fato: sentimento. Eles já foram descritos como seres desprovidos de “alma”.
Os sociopatas exibem egocentrismo e um narcisismo patológico, baixa tolerância para frustração e facilidade de comportamento agressivo, falta de empatia com outros seres humanos. Eles são geralmente cínicos, incapazes de manter uma relação e de amar. Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes.
O pesquisador canadense Robert Hare, um dos maiores especialistas do mundo em sociopatia criminosa, os caracteriza como “predadores intra-espécies que usam charme, manipulação, intimidação e violência para controlar os outros e para satisfazer suas próprias necessidades. Em sua falta de consciência e de sentimento pelos outros, eles tomam friamente aquilo que querem, violando as normas sociais sem o menor senso de culpa ou arrependimento.”.
Os próprios sociopatas se descrevem como “predadores” e sentem orgulho disto. O psicopata é incapaz de aprender com a punição ou de modificar seu comportamento. Quando descobre que seu comportamento foi identificado, ele reage escondendo muito bem este seu “lado negro”, mas nunca mudando, disfarçam de forma inteligente as suas características de personalidade.
O indivíduo sociopata não apresenta sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles apresentam um comportamento tranqüilo quando interagem com a sociedade, geralmente possui uma considerável presença social e boa fluência verbal. Não são incomum, eles se tornarem líderes sociais de seus grupos. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro com o sociopata, são capazes de imaginar o seu “lado negro”, o qual a maioria dos sociopata é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. Vítimas fatais de sociopata violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.
Graças aos céus os psicopatas que matam, estupram e torturam não são os mais freqüentes. O mais comum é o tipo parasita: aquele que se dedica a atormentar e dar golpes em suas vítimas sem nunca atentar fisicamente contra elas. Políticos corruptos, líderes autoritários, pessoas agressivas e que abusam da sua confiança, etc… Uma característica comum aos sociopata é a de usarem sistematicamente a enganação e manipulação de outros visando ganhos pessoais. Um estudo epidemiológico do NIMH (National Institute of Mental Health) registrou que somente 47% daqueles que eram sociopatas tinham uma história de processo criminal significativo. O mais comum para estes são problemas no trabalho, violência doméstica, tráfico e dificuldades conjugais severas. Normalmente os indivíduos com este distúrbio de personalidade são ciumentos, possessivos, irritáveis, argumentadores e intimidadores. Seu comportamento frequentemente é rude, imprevisível e arrogante.
“É enorme o sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forças sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos – os psicopatas – as regras sociais não são uma força limitante, e a idéia de um bem comum é meramente uma abstração confusa e inconveniente”.
“Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis, deixando carteiras vazias por onde passam”.
“O psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente – se o rato tem família, se vai sofrer. Ele só pensa em comida. Gatos e ratos nunca vão se entender. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato”.
“Um psicopata ama alguém da mesma forma como eu, digamos, amo meu carro – e não da forma como eu amo minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é um sentimento de posse, de propriedade. Se você perguntar a um psicopata por que ele ama certa mulher, ele lhe dará respostas muito concreta, tais como “porque ela é bonita”, “porque o sexo é ótimo” ou “porque ela está sempre lá quando preciso”. As emoções estão para o psicopata assim como está o vermelho para o daltônico. Ele simplesmente não consegue vivenciá-las”.
Em casos mais graves o psicopata pode praticar canibalismo, rituais sádicos de tortura e assassinatos, inclusive os em série. Há um consenso que as formas extremas de sociopatia violenta são intratáveis e que seus portadores devem ser confinados em celas especiais para criminosos insanos por toda a vida.
“O psicopata é incurável, pelos meios tradicionais de terapia. Pegue-se o modelo-padrão de atendimento psicológico nas prisões. Ele simplesmente não tem nenhum efeito sobre os psicopatas. Nesse modelo, tenta-se mudar a forma como os pacientes pensam e agem estimulando-os a colocar-se no lugar de suas vítimas. Para os psicopatas, isso é perda de tempo. Ele não leva em conta a dor da vítima, mas o prazer que sentiu com o crime. Outro tratamento que não funciona para criminosos psicopatas é o cognitivo – aquele em que o psicólogo e paciente falam sobre o que deixa o criminoso com raiva, por exemplo, a fim de descobrir o ciclo que leva ao surgimento desse sentimento e, assim, evitá-lo. Esse procedimento não se aplica aos psicopatas porque eles não conseguem ver nada de errado em seu próprio comportamento”.
Está comprovado que no cérebro dos psicopatas o sistema límbico, responsável pelas emoções não funciona como deveria, por isso eles não apresentam emoções. Para eles, não existe diferença entre uma cena de um assassinato ou de uma bela paisagem. Em pessoas normais o sistema límbico reage ao ver uma cena de estupro, violência ou morte, mas para os psicopatas isso não acontece. A atividade cerebral não se alterava, independentemente do que veja. A racionalidade deles é tamanha que não são pegos em detectores de mentira. Sabem exatamente o que estão fazendo e mentem com naturalidade. Não há tratamento para esses casos. Psicoterapia, psicanálise podem até ensiná-los a manipular com ainda mais maestria, uma vez que aprendem detalhes sobre o comportamento humano. Eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo, que é o da violência acompanhada de descarga emocional (geralmente raiva ou medo) e nem ativação do sistema nervoso simpático (dilatação das pupilas, aumento dos batimentos cardíacos e respiração, descarga de adrenalina, etc.). Seu tipo de violência é similar à agressão predatória, que é acompanhada por excitação simpática mínima ou por falta dela, e é planejado, proposital, sem emoção (“a sangue-frio”). Isto está correlacionado com um senso de superioridade, de que eles podem exercer poder e domínio irrestrito sobre outros, ignorarem suas necessidades e justificar o uso de quaisquer meios para alcançar seus ideais e evitar conseqüências adversas para seus atos.
Diagnosticar um psicopata não é tarefa fácil, pois o psicopata pode ludibriar, não porque ele seja um superdotado, mas o fato é que ele usa 100% de rendimento de sua inteligência. Explicando: eles não se afligem com nada, não existe nele a catatimia (que é a interferência da emoção sobre a razão, ou seja, ele não tem os “brancos” que a pessoa normal tem ao enfrentar uma situação de estressante). O psicopata desconhece este tipo de reação, veja o exemplo de políticos que mentem e manipulam de maneira cínica, sempre sorrindo, sem nunca perder “a linha de raciocínio”.
Quanto aos seus crimes, cabe a psiquiatria forense avaliar se ele é imputável ou semi-imputável, do ponto de vista jurídico normalmente ele é considerado semi-responsável, indo para um Hospital Psiquiátrico, sendo avaliado de tempos em tempos, para ver se existe a possibilidade de voltar ao convívio social. Mas eles se tornam um problema seja nos presídios, hospitais psiquiátricos e outros.

 

Fonte: http://araretamaumamulher.blogspot.com/2009/11/como-identificar-um-psicopata.html

 

 

 

 

 

Os psicopatas chiques estão chegando

Antigamente, nos romances, nos filmes, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os cruéis. Não torcemos mais pelos mocinhos – torcemos pelos bandidos. A verdade inapelável é que os heróis dessa novela são os malvados. É um “neo-Vale-Tudo”, desse autor que influenciou até o impeachment do Collor, com Anos Rebeldes, lembram? Em Celebridade, reparem que os bonzinhos têm até uma certa inatualidade careta. Maria Clara foi até alvo de apelidos de Maria Chata, por ser muito correta, bem-intencionada. Quem nos fascina são os filhos da p…. Por quê? Bem, além da genial interpretação das três atrizes, os psicopatas são nosso futuro. Eles encarnam a vida moderna, cada vez mais, pois estamos sendo pautados pela luta absurda de dois psicóticos: Osama de um lado com seu exército de estúpidos com o rabo para Deus e, do outro, a mesma coisa com Bush e seus malucos. Nossa esperança com os USA virou pó.

Antes, pensávamos: os USA são o máximo! Eles fazem Boeings, remédios, tecnologia, satélites, eles são democratas e competentes. Bush nos fez desamparados. Como acreditar em harmonia futura, em bom senso, em arte, em cultura, em filosofia, depois desta revolução da estupidez?

Dentro de casa, nesta era Lula, vivemos uma democracia de massas com o gigantesco aluvião de boçalidade que nos atinge. Com a crise das utopias, agravada pela decepção com o governo, com a ausência de ideologias possíveis, de sindicatos e partidos políticos, com o desemprego e o descaso pela miséria, com a exposição brutal de um escândalo por dia, de vampiros, gafanhotos, “laranjas” e fantasmas, com a propaganda estimulando o sexo sem limites, com a ridícula liberdade para irrelevâncias, temos o indivíduo absolutamente sozinho. Isso leva a um narcisismo desabrido que evolui para a psicopatia. Somos hoje free lancers sem limites morais em luta para um lugar ao sol. Ou pela fama ou por um golpe na praça – ou ricos ou famosos.

Diante do espetáculo de sordidez e violência, diante dos cadáveres, da miséria, do cinismo, somos levados a endurecer o coração, endurecer os olhos, endurecer o “pau”, em busca de um funcionamento “comercial” ou seremos descartados, tirados “de linha” como um carro velho Essas condições sociais e culturais, na mídia e no ar-do-tempo, vão parindo legiões de psicopatas, muitos deles disfarçados de chiques ou light São os loucos de hoje e do futuro que estão chegando. Falo isso, porque as doideiras são históricas também. Já houve a época da histeria com a repressão sexual vitoriana, houve a época do romantismo utópico onipotente, a paranóia do entreguerras. Hoje, respirando num mundo sem lei, sem ética, surge o psicopata. E veio para ficar.

A novela do Gilberto Braga acerta em cheio nessa doença. O psicopata, light ou chique, que não faz picadinho de ninguém, que não é serial killer, tem, no entanto, as mesmas molas que moviam até o esquartejador. É fácil reconhecer o psicopata. Ele não é nervoso ou inseguro. Parece muito sadio e simpático. Ele em geral tem encanto e inteligência, forjada na razão pura do interesse sem afetividade ou culpa para atrapalhar. Ele tem uma espantosa capacidade de manipulação dos outros, pela mentira, sedução e, se precisar, chantagem. Não se emociona nem tem compaixão nenhuma pelo “outro”. O que mais impressionou nas fotos da prisão no Iraque foi o sorriso luminoso das mulheres torturando os presos. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações, sempre se achando inocente ou “vítima” do mundo, do qual tem de se vingar. Ele, em geral, não delira. Suas ações mais absurdas e cruéis são justificadas como “lógicas”, naturais, já que o “outro” não existe para ele. Ele não sente nem remorso nem vergonha do que faz (o que nos dá imensa inveja). Ele mente compulsivamente, muitas vezes acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Seu fraco “amor” aparece como posse ou controle. Não tem capacidade de olhar para dentro de si mesmo. Não tem insights nem aprende com a experiência, simplesmente porque acha que não tem nada a aprender.

E esse comportamento está deixando de ser uma exceção. O psicopata é um prenúncio do futuro, quando todos seremos assim para sobreviver. A velha luta pela ética, pela paz, solidariedade está virando uma batalha vã. Esses sentimentos humanos só foram possíveis também historicamente. Raros foram os momentos em que vicejaram. Os chamados comportamentos humanos estão se esvaindo na distância. O que é o humano hoje? O humano está virando apenas um lugar-comum para uma bondadezinha submissa, politicamente correta, uma tarefa inócua para ONGs.

O humano é histórico também. Talvez não haja mais lugar para esse conceito, que é mutante. Somos máquinas desejantes que nos transformamos com o tempo e a necessidade.

Como nesta novela balzaquiana, oportuna e política do Gilberto, vemos que o Brasil está se dividindo entre babacas e psicopatas. Antes, os psicopatas tocavam num mistério que não queríamos conhecer. Tínhamos medo deles. Hoje, os babacas estão ficando com uma inveja danada dos psicopatas, por sua eficiência, rapidez e falta de escrúpulos. Estão vendo que essa antiga doença vai ser uma virtude no futuro. Estão vendo que terão de ficar loucos como eles para sobreviver. Em breve, seremos todos psicopatas.

Arnaldo Jabor

 

 

 

Psicopatas entre nós

 

 http://robertamalmeida.wordpress.com/2011/06/17/psicopatas-entre-nos/

 

 

Crédito: Lucas Limas

Na ficção, os psicopatas costumam aparecer como assassinos sedutores que cercam suas vítimas com a destreza de um predador. Na vida real, Chico Picadinho e o Maníaco do Parque, convenhamos, pouco lembram os personagens Dexter e Hannibal Lecter. Mas, apesar dos exageros do cinema e da TV, a ciência confirma que essa característica envolvente é comum a todos os psicopatas. E mais: cerca de 3% dos homens e 1% das mulheres podem ter alguma forma de psicopatia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria. Graças a Deus, nem todos são assassinos. “Existem níveis variados de psicopatia”, afirma a especialista em psicopatas, Ilana Casoy. Em casos mais leves, alguns especialistas os encaixam na categoria da sociopatia.

 
Uma das características da psicopatia é a baixa atividade na amígdala (estrutura cerebral responsável pelas emoções) quando se imagina cometendo atos imorais. “O distúrbio de personalidade que impede a pessoa de sentir emoções como culpa ou empatia, por exemplo”, diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Psicopatas leves ou moderados passam despercebidos: são pessoas inteligentes, porém muito mais frias e egoí-stas do que a média. “São pessoas corruptas, inescrupulosas, aquelas que não pensam duas vezes para pisar no pescoço de alguém”, diz o psiquiatra e criminologista Paulo Repsold. Neste grupo, os fatores que desencadeiam o distúrbio podem ser genéticos ou adquiridos, como um traumatismo que desencadeia lesões no sistema nervoso.

Obviamente, não é fácil reconhecer um psicopata moderado a olho nu. Ao contrário de quem sofre de psicopatia grave, como assassinos em série, ele não costuma ter histórico de violência na infância e outros danos psicológicos. Ou seja, não desenvolve necessidades doentias que o denunciem facilmente. “Mas nada impede que rompam essas barreiras e agravem a insensibilidade”, diz Repsold.

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Sociopatas, resumo

25.01.12
Uma síntese sobre os sóciopatas
http://sociopatascilada.blogspot.pt/2012/01/estilo-de-vida-dos-sociopatas.html?spref=tw&m=1

Os sociopatas não são considerados loucos. Seus atos criminosos não provém de mentes adoecidas,mas sim de um raciocínio frio e calculista combinando com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos presentes e com sentimentos.

São indivíduos frios ,mentirosos,sedutores e que visam o próprio beneficio.

Não tem culpa nem remorso , na realidade são predadores sociais

Os sociopatas deixam um rastro de perdas e destruição por onde passam.Sua característica principal é a falta de consciência nas relações interpessoais , são capazes de tudo no jogo de poder e autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos para satisfazer seu egocentrismo e indiferença.

Manipulam tudo e todos , passam por cima destroem pessoas, e se escondem muitas vezes em brechas da lei , para se passarem por indivíduos idôneos .

A princípio os sociopatas são melhores que as outras pessoas, não recebemos nada de positivo, e no fim das contas amargamos sérios prejuízos em diversos setores das nossas vidas.

Os sociopatas a cada dia se superam e criam formas cada vez mais ardilosas de conseguirem o que querem , sequer preservam os filhos.
Essas pessoas que são capazes de tudo,subornar, roubar para prejudicar os outros , que se encontram no seu caminho.

O sociopata é capaz de mentir a todo o tempo para que mantenha a imagem dele da maneira que ele ache adequada, ele não tem consciência , logo a culpa e remorso não fazem parte de sua vida, o que a transforma em um vazio.


O SOCIOPATA nada mais é que um elemento frustrado, que não conseguiu atingir seus objetivos e usa de subterfúgios para a sua devida abordagem e automaticamente se faz de companheiro de suas vítimas. ..... e portanto "alguém" tem que pagar por isso, e assim ele mente, engana, armando ciladas pra que a culpa caia em outra pessoa, afinal "os frágeis e otários estão no mundo pra isso mesmo" - segundo o pensamento dele. …

O sociopata , esquece e repete seu comportamento consistentemente , pois ao não enxergar suas culpas , e com a não existência da consciência e consequentemente do amor, ele faz da sua vida um jogo .

Eliana , com seu comportamento , tentou seu golpe duas vezes na mesma pessoa , e não percebeu . Pois sua sede de buscar alguém que consiga a sustentar e assinar seu comportamento como digno é insaciável.

Os sóciopatas precisam de alianças para suportarem seus golpes e mentiras, eles precisam desesperadamente de status .Suas ciladas necessitam de cúmplices e dinheiro para se sustentarem.

Muitas vezes procuram pessoas honestas , mas também atraem novos sociopatas para seu ciclo.Ao atrair novos sociopatas para rede começam a se tornar frágeis.Buscam ou são incentivados na própria família.

Sociopatas não cedem verdadeiramente, apenas dizem que não querem e se fingem de bons , mas na realidade são loucos por demonstrar poder.

Sóciopatas sempre escorregam, mas precisamos querer ver, pois ele tenta a todo custo justificar seus atos , de forma que sejam as grandes vitimas.Desta forma atraem mais vitimas para si, ė sua retroalimentação. São os verdadeiros vampiros da sociedade.

Não existe consciência nos psicopatas que caracteriza a espécie humana, logo eles são incapazes de amar, eles gostam de possuir coisas e pessoas.

É com esse sentimento de posse porque não dizer poder eles se relacionam com o mundo e com as pessoas.

A luz dessas características eles são capazes de cometer atos terríveis segundo a ótica das pessoas normais e ainda quando tais atos são descobertos , parecem ser impossíveis de serem cometidos por aquela pessoa. Muitas vezes usam a técnica de utilizar pequenas verdades para ganhar credibilidade em suas mentiras.

Com isso eles confundem as pessoas de bem para que as mesmas concluam baseadas em um certa razoabilidade que se eles reconhecem seus erros é provável que estejam falando a verdade sobre o resto das historias.

Para identificar isso é preciso muita observação e conhecimento da vida do sociopatas para que possamos não ser enganados pelos mesmos.

Estilo de Vida dos Sociopatas
Impulsivodade

Os sóciopatas apresentam atitudes impulsivas , pois precisam de ter prazer,satisfação ou alivio imediato em situaçôes de pressão,sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento.Eles so pensam no presente imediato sem ponderar as consequências futuras para si e para os que o cercam.


Autocontrole Deficiente

Os sóciopatas apresentam uma enorme deficiência neste quesito, eles são capazes de ataques de fúria de qualquer nível e voltar a uma atitude normal com se nada tivesse acontecido, sem nenhuma consciência do possível estrago causado.

Com isso tentam se colocar como vitima em tudo, pois diferente de pessoas normais , o ataque de fúria dos sóciopatas são conscientes no sentido de saberem exatamente o que estão fazendo e até onde querem ir.


Falta de responsabilidade

Quando constituem família os sóciopatas, se preocupam apenas em ter um instrumento necessário para construir uma boa imagem perante a sociedade e encobrir seus erros.Em geral as palavras e atitudes dos sóciopatas quanto a família divergem completamente.


Os Sociopatas são golpistas por excelência


Os Sociopatas com sua não existência de consciência são capazes de tudo inclusive de planejar friamente seus golpes , muitas vezes , não estão preocupados com ninguém a não ser a si próprios e precisam passar uma imagem acima do bem e do mal.

Seus golpes começam sempre se demonstrando serem vitimas para ganharem confiança e depois passam a sugar o que lhes interessa , mesmo que o que lhe interessa mate seus filhos.Filhos para os Sociopatas servem apenas para disfarçarem suas mentiras .

Sexo

Sociopatas não existam em vender sexo pelo seus objetivos , isto acontece porque ?

Por causa da intimidade que o sexo traz e para o jogo da pena , ele pode ser imprenscidivel , normalmente o sociopata não tem prazer com o sexo , principalmente o feminino e nem quer ter para não criar pontos fracos .

Além disso em seus golpes sempre coloca que tem problemas sexuais para que a outra parte se interesse mais em ser especial .Para o sociopata o sexo serve para atrair vítimas.

Mentiras

Um sociopata pode ser identificado a distancia, desde que você não caia no golpe da pena .

Ele sempre é a vitima e vai encontrar argumentações para provar isso de forma obvia. Vide o caso de Eliana com Eduardo .A armação de Eliana para seu ex- marido com a Lei Maria da Penha a coloca como vitima, ela abre um inquérito e não uma queixa crime para que o ex- marido não possa se defender.

Ela vai inventar situações grotescas,as quais não consegue comprovar, e vai dizer que é uma pessoa boa . Vide o caso de Eliana que no desespero de convencer Eduardo diz que o ex-marido tentou envenená-la.Ela é capaz de simular uma situação para incriminar o outro.


Para isso ela se associa a outro sociopata para lhe ajudar na tarefa de e convencer as pessoas de bem, precisa ter um gasto muito alto para comprar pessoas ao seu redor.Afinal ela precisa se parecer frágil.

Ela vai sempre dizer que o ultimo relacionamento acabou porque não houve química ou alguém atrapalhou. Vide o caso de Eliana.Ela se desesperá quando pega e vai acusar alguém.

A Família alimenta sem perceber

O disturbio de Eliana é alimentado por sua familia , pois ela desenvolveu um modelo de sucesso para o ambito familiar , onde é vista como o exemplo de profissional e passou a viver sua vida em torno disso.

Sua super-irmã com afirma para Eduardo é maior patrocinadora, cumplice e aliada desta ilusão, pois sendo uma sociopata em grau mais avançado, tem a ganhar com o momento de Eliana, pois ela tomou tudo de seu ex- marido em seu golpe.


Para manter sua fama de bem sucedida ela mente descaradamente e evita o convivio regular e direto com a familia, ficando esta última sem condiçōes de avalar suas atitudes, e alimenta a mentira criada por Eliana em sua cabeça.

Conclusão
As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão “daqui para a frente”, mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.

Filhos as Grandes Vítimas


Os filhos são as maiores vitimas de uma sociopata , pois ao aplicar seus golpes elas não pensam neles alias os tratam como idiotas.

O sociopata é imune as relações de afetividade , pois ele cria uma história após a outra para justificar suas atitudes , seus objetivos e suas mentiras.

Ele dissimula e tenta envolver o máximo possível as pessoas para lhe dar alibis, não se importa com as consequencias para a formação dos filhos.

Vi uma sociopata expondo a filha para arrumar homem, é muito triste, é pior que as mães que usam seus filhos no sinal , vendendo balas ou apenas pedindo.

Veja o caso de Eliana , ela usa a filha em fotos para atrair vitimas para seus golpes usando a Lei Maria da Penha.não exita em usar a filha , para tentar demostrar que é uma pessoa de bem e que não destruiu a vida das pessoas próximas.


Eliana expõe sua filha a homens e coloca para Eduardo que são só crianças.Crianças hoje , adultos problemáticos amanhã.

Muitas vezes , psicólogos também são usados por um sociopata e é uma das presas mais fáceis, pois devido ao seu conhecimento acham que conhece bem o assunto e como não existem material bem estruturado sobre o tema e os sóciopatas estão entre nós e são difíceis de se identificar, principalmente aqueles que são bem sucedidos, se valem dos psicólogos para iludir a sociedade na busca de seus objetivos.

Eliana procurou um psicólogo pois estava preocupada com sua filha , uma vez que a separação podia estar causando uma forte carga emocional .

Mas na realidade o que Eliana queria era uma avaliação de um profissional para incrimanar seu ex-marido, que iria obter a guarda da criança , conseguiu a allienação da criança com o aval da psicologa.

Nunca saberemos o real prejuizo que o sóciopata é capaz de gerar em seus filhos, mas sabemos que deixará muitas sequelas.
às 23:27
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Violência e personalidade

25.01.12
Na realidade a Personalidade Anti-Social pode ser considerada, por alguns autores, como sinônimo da Sociopatia, visto imediatamente antes. Entretanto, preferimos discorrê-la separadamente. Isso facilitaria uma maior compreensão conceitual e a possibilidade do Transtorno Anti-social ser algo mais ameno que a Sociopatia, embora da mesma família. Veja a Personalidade Anti-Social nos Transtornos da Linhagem Sociopática da Personalidade.

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=90

Segundo o CID.10, Personalidade Anti-Social é um Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais e falta de empatia para com os outros. Haveria um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas, sendo que esse comportamento não seria modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas correções e punições.

Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe também, na Personalidade Anti-Social, uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. O CID.10 considera a Personalidade Anti-Social como sinônimo de Transtorno Amoral da Personalidade, Transtorno Associal da Personalidade, Personalidade Psicopática ou Sociopatia.

Sendo assim, o tema é mais extenso e complexo do que refere o CID.10. Por isso preferimos subdividí-lo para melhor compreendê-lo.

Segundo o DSM.IV, a característica essencial do Transtorno da Personalidade Anti-Social é um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que inicia na infância ou começo da adolescência e continua na idade adulta.
Uma vez que o engodo e a manipulação são aspectos centrais do Transtorno da Personalidade Anti-Social, pode ser de especial utilidade integrar as informações adquiridas pela avaliação clínica sistemática com informações coletadas a partir de fontes colaterais.

Para receber este diagnóstico, o indivíduo deve ter pelo menos 18 anos e ter tido uma história de alguns sintomas de Transtorno da Conduta antes dos 15 anos. O Transtorno da Conduta envolve um padrão de comportamento repetitivo e persistente, no qual ocorre violação dos direitos básicos dos outros ou de normas ou regras sociais importantes e adequadas à idade.

Os comportamentos específicos característicos do Transtorno da Conduta ajustam-se a uma dentre quatro categorias: agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, defraudação ou furto, ou séria violação de regras.

O padrão de comportamento anti-social persiste pela idade adulta. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social não se conformam às normas pertinentes a um comportamento dentro de parâmetros legais. Eles podem realizar repetidos atos que constituem motivo de detenção (quer sejam presos ou não), tais como destruir propriedade alheia, importunar os outros, roubar ou dedicar-se à contravenção. As pessoas com este transtorno desrespeitam os desejos, direitos ou sentimentos alheios.

Esses pacientes freqüentemente enganam ou manipulam os outros, a fim de obter vantagens pessoais ou prazer, podem mentir repetidamente, usar nomes falsos, ludibriar ou fingir. As decisões são tomadas ao sabor do momento, de maneira impensada e sem considerar as conseqüências para si mesmo ou para outros, o que pode levar a mudanças súbitas de empregos, de residência ou de relacionamentos. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social tendem a ser irritáveis ou agressivos e podem repetidamente entrar em lutas corporais ou cometer atos de agressão física, incluindo espancamento do cônjuge ou dos filhos.

Os atos agressivos cometidos em defesa própria ou de outra pessoa não são considerados evidências para este quesito. Eles podem engajar-se em um comportamento sexual ou de uso de substâncias com alto risco de conseqüências danosas. Eles podem negligenciar ou deixar de cuidar de um filho, de modo a colocá-lo em perigo.

Por tudo isso, os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social também tendem a ser consistente e extremamente irresponsáveis. O comportamento laboral irresponsável pode ser indicado por períodos significativos de desemprego apesar de oportunidades disponíveis, ou pelo abandono de vários empregos sem um plano realista de conseguir outra colocação. Pode também haver um padrão de faltas repetidas ao trabalho, não explicadas por doença própria ou na família. A irresponsabilidade financeira é indicada por atos tais como inadimplência e deixar regularmente de prover o sustento dos filhos ou de outros dependentes.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social demonstram pouco remorso pelas conseqüências de seus atos. Eles podem mostrar-se indiferentes ou oferecer uma racionalização superficial para terem ferido, maltratado ou roubado alguém. Esses indivíduos podem culpar suas vítimas por serem tolas, impotentes ou por terem o destino que merecem; podem minimizar as conseqüências danosas de suas ações, ou simplesmente demonstrar completa indiferença. Estes indivíduos em geral não procuram compensar ou emendar sua conduta. Eles podem acreditar que todo mundo está aí para "ajudar o número um" e que não se deve respeitar nada nem ninguém, para não ser dominado.

Sociopatia
Uma grande proporção, em torno de 25% dos prisioneiros, mostra muitas características do que a psiquiatria chama de Sociopatia. A DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais), define esse quadro como Transtorno da Personalidade Anti-social. Também a Organização Mundial de Saúde (CID-10) classifica a sociopatia sob a denominação de Transtorno da Personalidade Dissocial.
As características dos sociopatas engloba, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.

Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes.

Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade.

Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média. Devido ao fato de não demonstrarem sintomas de outras doença mental qualquer, na década de 60 o movimento norte-americano chamado Anti-psiquiatria recomendou que os sociopatas fossem excluídos das classificações psiquiátricas. Dizia-se, na época, que a alteração do sociopata era de natureza moral e ética e, para problemas éticos, as soluções tinham que ser éticas (cadeia), não médicas.

A teatralidade e manipulação social dos sociopatas é tão convincente que poucas pessoas, após algum contato duradouro com os sociopatas, são capazes de imaginar o seu lado negro, mau e perverso. Esses atributos os sociopatas são capazes de esconder durante toda vida. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.

Como a psiquiatria não tem uma avaliação unicamente binária da situação, como a obstetrícia que considera as grávidas e não grávidas, a sociopatia tem vários graus, desde simplesmente os socialmente perniciosos, passando pelas personalidade odiosas, até criminosos brutais do tipo "Silêncio dos Inocentes". Muitas personalidades conhecidas no campo da política, da polícia, das finanças e das empresas podem portar o caráter sociopático. Felizmente, apenas uma parte dos sociopatas se transforma em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais. Parece haver um amplo consenso entre os psiquiatras que a sociopatia é intratável.

A escala de valores do sociopata é tão precária (ou inexistente) que eles próprios sociopatas se consideram predadores sociais, e geralmente sentem expressivo orgulhosos disto. Normalmente eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo explícito das pessoas comuns. Eles costumam dissimular perfeitamente a intenção agressiva e violenta, normalmente atendo-se à intimidade doméstica ou agindo sorrateiramente. Trata-se, de fato, de uma agressão predatória, comumente acompanhada por excitação mínima do sistema Nervoso Autônomo (são frios) bem planejadas, intencionais e pouco emocionais.

O diagnóstico da sociopatia pode ser feito ainda na infância ou adolescência. Inicialmente ela começa com delinqüência infanto-juvenil. No DSM.IV a sociopatia da infância e adolescência é classificado como Transtorno do Comportamento Disruptivo, no subtipo Transtorno da Conduta. Na CID-10 também aparece com o nome Transtornos de Conduta e está subdivididos nos seguintes tipos:

1- Transtorno de conduta restrito ao contexto familiar;
2- Transtorno de conduta não-socializado;
3- Transtorno de conduta socializado;
4- Transtorno desafiador de oposição;
5- outros e não especificado

A característica essencial do Transtorno da Conduta é um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade.

O DSM-IV também subdivide o Transtorno de Conduta em alguns tipos principais:

1. a conduta agressiva, aquela capaz de causar ou mesmo ameaçar danos físicos a outras pessoas ou a animais;
2. a conduta não-agressiva, causadora de perdas ou danos a propriedades e;
3. a defraudação ou furto que reflete sérias violações de regras.

O padrão delinqüencial de comportamento costuma estar presente em varias circunstâncias, tais como em casa, na escola ou comunidade e as informações necessárias à anamnése devem ser colhidas com familiares ou outros informantes, tendo em vista o fato desses indivíduos tenderem a minimizar seus problemas de conduta. Esses pacientes infantis ou adolescentes costumam exibir um comportamento de provocação, ameaça ou intimidação, traduzindo um comportamento agressivo e reações também agressivas aos outros. Não é raro que eles provoquem lutas corporais, usem alguma arma capaz de causar sério dano físico (desde pedra, canivete, pedaços de pau até armas de fogo).

Outra característica dos delinqüentes é a capacidade de serem fisicamente cruéis com pessoas ou animais, de roubarem e de forçarem alguém a manter atividade sexual consigo. Desta forma, quando adolescentes, a violência física pode assumir a forma de estupro, agressão ou, em certos casos, até de homicídio. A destruição deliberada da propriedade alheia também é um aspecto característico do Transtorno de Conduta, assim como o incendiarismo, a depredação, a quebra de vidros de automóveis e o vandalismo. Mentir ou romper promessas para obter vantagens ou complacência do ambiente ou para evitar débitos ou obrigações também é freqüente.

O Transtorno de Conduta (que é o sociopata infantil) freqüentemente se inicia antes dos 13 anos e muitos pacientes começam o quadro permanecendo fora de casa até tarde da noite, apesar de proibições dos pais, fugindo de casa durante a noite ou outros tipos de desobediência às normas, sejam elas domésticas ou escolares. O DSM-IV é cauteloso quanto às fugas, não considerando para diagnóstico os episódios de fuga que ocorrem como conseqüência direta de abuso físico ou sexual contra o paciente.

Alguns autores preferem a denominação de Delinqüência para o Transtorno de Conduta, muito sugestiva, apesar de pouco honrosa. As condutas provenientes deste transtorno são normalmente mais graves que as travessuras comuns das crianças e adolescentes. Legalmente o termo "delinqüência" refere-se à transgressão das leis normativas de um determinado lugar por pessoa abaixo de determinada idade definida (16, 18 ou 21 anos). O mesmo ato praticado depois desta idade denomina-se crime. Percebe-se então, que o termo "delinqüência" pode não completar a idéia atrelada aos Transtornos de Conduta, já que muitos atos praticados têm apenas um caráter ético, não jurídico.

A CID-10 caracteriza os Transtornos de Conduta por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora. Para o diagnóstico devemos levar em conta a época do desenvolvimento da criança. Crises de birra, por exemplo, são comuns até aos 3 anos e não devem servir de base para este diagnóstico. Como exemplos de comportamentos válidos para o diagnóstico temos o seguinte:

1 - níveis excessivos de brigas;
2 - crueldade com animais;
3 - mentiras repetidas;
4 - destruição de propriedades;
5 - comportamento desafiador e;
6 - desobediência persistente.

Crianças sociopatas manifestam tendências e comportamentos que são altamente indicativos de seu distúrbio. Por exemplo, eles são aparentemente imunes a punição dos pais, e não são afetados pela dor. Nada funciona para alterar seu comportamento indesejável, e conseqüentemente os pais geralmente desistem, o que faz a situação piorar. Os sociopatas violentos mostram uma história de torturar pequenos animais quando eles eram crianças e também vandalismo, mentiras sistemáticas, roubo, agressão aos colegas da escola e desafio à autoridade dos pais e professores.

Os critérios para diagnósticos do Transtorno de Conduta infanto-juvenil do DSM-IV são os seguintes:

A. Um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade, manifestado pela presença de três (ou mais) dos seguintes critérios nos últimos 12 meses, com pelo menos um critério presente nos últimos 6 meses:

Agressão a Pessoa e Animais
(1) freqüentemente provoca, ameaça ou intimida outros
(2) freqüentemente inicia lutas corporais
(3) utilizou uma arma capaz de causar sério dano físico a outros (por ex., bastão, tijolo, garrafa quebrada, faca, arma de fogo)
(4) foi fisicamente cruel com pessoas
(5) foi fisicamente cruel com animais
(6) roubou com confronto com a vítima (por ex., bater carteira, arrancar bolsa, extorsão, assalto à mão armada)
(7) forçou alguém a ter atividade sexual consigo
Destruição de Propriedade
(8) envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndio com a intenção de causar sérios danos
(9) destruiu deliberadamente a propriedade alheia (diferente de provocação de incêndio)
Defraudação ou furto
(10) arrombou residência, prédio ou automóvel alheios
(11) mente com freqüência para obter bens ou favores ou para evitar obrigações legais (isto é, ludibria outras pessoas)
(12) roubou objetos de valor sem confronto com a vítima (por ex., furto em lojas, mas sem arrombar e invadir; falsificação)
Sérias Violações de Regras
(13) freqüentemente permanece na rua à noite, apesar de proibições dos pais, iniciando antes dos 13 anos de idade
(14) fugiu de casa à noite pelo menos duas vezes, enquanto vivia na casa dos pais ou lar adotivo (ou uma vez, sem retornar por um extenso período)
(15) freqüentemente gazeteia à escola, iniciando antes dos 13 anos de idade.

B. A perturbação no comportamento causa prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

C. Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, não são satisfeitos os critérios para o Transtorno da Personalidade Anti-Social.

Quanto a gravidade o Transtorno de Conduta pode ser:
1 - Leve: poucos problemas de conduta, se existem, além daqueles exigidos para fazer o diagnóstico e os problemas de conduta causam apenas um dano pequeno a outros.
2 - Moderado: número de problemas de conduta e efeito sobre outros são intermediários, entre "leve" e "severo".
3 - Severo: muitos problemas de conduta além daqueles exigidos para fazer o diagnóstico ou problemas de conduta que causam dano considerável a outros.

Transtornos de Conduta
O Transtorno de Conduta, típico de crianças, adolescentes e jovens, se caracteriza por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora, por no mínimo seis meses (CID10). Esse transtorno, quando em seu maior extremo, produz violações importantes das expectativas sociais apropriadas à idade do indivíduo e, portanto, é mais grave que as tradicionais travessuras infantis ou rebeldia normal de um adolescente.

O Transtorno de Conduta parece preocupar mais os outros do que a própria criança que sofre da perturbação e, nestes, são comuns o uso regular do fumo, bebidas alcoólicas ou drogas e comportamento sexual precoce.

O portador do Transtorno de Conduta pode não ter consideração pelos sentimentos, desejos e bem estar dos outros, demonstrando isso através de comportamento insensível, faltando-lhe um sentimento apropriado de culpa e remorso. Na realidade, conceitualmente, devemos ter em mente que o Transtorno de Conduta é o correspondente infantil daquilo que aprendemos como sociopatia ou Transtorno Anti-Social.

Os pacientes com esse transtorno podem viver acusando seus companheiros, tentando culpá-los por suas ações. A auto-estima está usualmente baixa, embora a pessoa possa projetar uma imagem de dureza. Pouca tolerância à frustração, irritabilidade, explosões temperamentais e negligência provocativa são também características freqüentes. Outros sintomas de ansiedade e depressão, além da redução da auto-estima, são comuns e podem justificar o diagnóstico adicional desses estados. Anteriormente, antes dessa febre demagógica do politicamente correto, essas crianças e adolescentes eram diagnosticados como Delinqüentes.

O Transtorno de Conduta tem importância clínica, devido ao grande número de encaminhamentos psiquiátricos, intercorrências judiciais, policiais e sociais motivados por comportamentos anti-sociais e agressivos. Normalmente o comportamento anti-social da infância costuma ser precursor de comportamento anti-social no adulto. É incomum encontrar comportamento anti-social adulto na ausência de uma história de transtorno semelhante ou delinqüência na infância. A não diminuição destes comportamentos problemáticos à medida em que o tempo passa tem sido visto como um mau prognóstico para a socialização adulta normal.

Embora algum comportamento delinqüencial e rebelde seja relativamente comum durante a adolescência, trata-se de um modismo ou ocorrência própria da faixa etária. Felizmente, apenas um pequeno percentual desses jovens se tornará infrator crônico depois de adulto.
Para o diagnóstico do Transtorno de Conduta, recomenda-se a ocorrência persistente e repetitiva de um número variável das características abaixo:

1. Roubo sem confrontação com a vítima em mais de uma ocasião (incluindo falsificação).
2. Fuga de casa durante a noite, pelo menos duas vezes enquanto vivendo na casa dos pais (ou em um lar adotivo) ou uma vez sem retornar.
3. Mentira freqüente (por motivo que não para evitar abuso físico ou sexual).
4. Envolvimento deliberadamente em provocações de incêndio.
5. Gazetas freqüentemente na escola (para pessoa mais velha, ausência ao trabalho).
6. Violação de casa, edifício ou carro de uma outra pessoa.
7. Destruição deliberadamente de propriedade alheia (que não por provocação de incêndio).
8. Crueldade fisica com animais.
9. Forçar alguma atividade sexual com ele ou ela.
10. Uso de arma em mais de uma briga.
11. Freqüentemente inicia lutas físicas.
12. Roubo com confrontação da vítima (por exemplo: assalto, roubo de carteira, extorsão, roubo à mão armada).
13. Crueldade física com pessoas.

Quanto a classificação do grau de gravidade os critérios são:

Leve - poucos ou nenhum problema de conduta a mais daqueles exigidos para o diagnóstico, e os problemas de conduta apenas causam pequenos danos aos outros.
Moderado - número de problemas de conduta e efeito nos outros, intermediário entre leve e grave.
Grave - Os problemas de conduta causam danos consideráveis a outros, p.ex.: graves lesões corporais às vítimas, amplo vandalismo ou roubo, ausência prolongada de casa.

Existem estudos que mostram evidências de que certos tipos de violência episódica podem estar associados à alguns transtornos do sistema nervoso central. Muitos jovens seriamente perturbados podem revelar alterações disrítmicas do sistema nervoso central. Uma das ocorrências co-mórbidas ao Transtorno de Conduta mais comumente encontradas é a chamada Hiperatividade com Déficit de Atenção.

O quadro de Transtorno de Conduta tem sido considerado de mau prognóstico, tendo em vista não haver tratamento efetivo especifico para ele.

Episódio Maníaco
Um Episódio Maníaco é uma das fases do Transtorno Afetivo Bipolar, durante a qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. A perturbação do humor deve ser acompanhada por pelo menos três sintomas adicionais de uma lista que inclui:

auto-estima inflada ou grandiosidade
necessidade de sono diminuída,
pressão por falar
fuga de idéias
distratibilidade
maior envolvimento em atividades
agitação psicomotora
envolvimento excessivo em atividades prazerosas

O humor no Episódio Maníaco pode ser irritável, ao invés de elevado ou expansivo. Essa perturbação afetiva costuma ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos.

O Episódio Maníaco não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, como por exemplo a cocaíma, álcool ou maconha, de um medicamento, como por exemplo os redutores do apetite ou outros tratamentos somáticos para a depressão.

O humor elevado de um Episódio Maníaco pode ser descrito como eufórico, incomumente bom, alegre ou excitado. A qualidade expansiva do humor é caracterizada por entusiasmo incessante e indiscriminado por interações interpessoais, sexuais ou profissionais. Embora esse humor elevado seja considerado o sintoma prototípico, a perturbação predominante do humor pode ser irritabilidade, particularmente quando os desejos da pessoa são frustrados. Aí é que entra o potencial agressivo e violento do maníaco.

A auto-estima inflada tipicamente está presente, indo desde uma autoconfiança sem crítica até uma acentuada grandiosidade que pode alcançar proporções delirantes. Os delírios grandiosos no Episódio Maníaco são comuns, como por exemplo, ter um relacionamento especial com Deus ou com alguma figura pública do mundo político, religioso ou artístico).

A fala maníaca é tipicamente pressionada, alta, rápida e difícil de interromper. Esses pacientes podem falar ininterruptamente, às vezes por horas a fio, sem consideração para com o desejo de comunicação de outras pessoas. A fala por vezes se caracteriza por trocadilhos, piadas e bobagens divertidas. O indivíduo pode tornar-se teatral, apresentando maneirismos dramáticos e cantando. Os sons podem governar a escolha de palavras mais do que os nexos contextuais significativos (reverberação). Se o humor da pessoa for mais irritável do que expansivo, a fala pode ser marcada por queixas, comentários hostis ou tiradas coléricas.

O aumento da atividade dirigida a objetivos freqüentemente envolve excessivo planejamento e participação de múltiplas atividades, como por exemplo, atividades sexuais, profissionais, políticas e religiosas. Um aumento do impulso, fantasias e comportamento sexual em geral está presente. A pessoa pode assumir simultaneamente múltiplos novos empreendimentos profissionais, sem levar em consideração possíveis riscos ou a necessidade de completar cada uma dessas investidas a contento.

Expansividade, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento freqüentemente levam o paciente com Episódio Maníaco envolver-se imprudentemente em atividades prazerosas tais como surtos de compras, direção imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa, apesar das possíveis conseqüências dolorosas destas atividades.

O comprometimento resultante da perturbação pode ser suficientemente severo para causar acentuado prejuízo no funcionamento ou para exigir a hospitalização, com o fim de proteger o indivíduo das conseqüências negativas das ações resultantes do fraco julgamento. Essas conseqüências envolvem perdas financeiras, atividades ilegais, perda do emprego e, inclusive, comportamento agressivo.

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Golpe do novo amor ou parceiro perfeito

24.01.12
      Pequenos Golpes Populares
Golpe do "novo amor" ou parceiro perfeito
Alavancas: Ingenuidade e Escassa Atenção, Irracionalidade, Necessidade

http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=301

Este golpe tem muitas variantes e sobretudo existe na versão “masculina” e na versão “feminina”. Pelas minhas estatísticas, até o momento, é um pouco mais freqüente na versão “masculina” (ou seja onde o golpista é homem e as vítimas são mulheres). Existem ainda casos bastante freqüentes de golpes deste tipo aos danos de homossexuais.

O conceito é muito simples. O golpista (homem ou mulher) seleciona uma ou mais vítimas (vi casos onde um único homem estava aplicando o golpe em 5 mulheres ao mesmo tempo) que, normalmente, devem ter as seguintes características:
Estar bastante carentes de um ponto de vista afetivo.
Morar sozinhas e/ou ter independência.
Possuir certo patrimônio em dinheiro, imóveis, bens ou renda (inclusive por trabalho).
Vítimas com caráter pouco forte são preferidas assim como pessoas com algum tipo de problema (inclusive de ordem psicológica) que limite suas capacidades de tipo social.

O objetivo é fazer a vítima se apaixonar pelo golpista, o qual também deixará acreditar estar muito envolvido emocionalmente. Ele será sempre bonito ou sensual, carinhoso, gentil, atencioso, disponível etc ... De forma geral, por se tratar de um golpista, terá capacidade de moldar seu perfil para melhor atender as expectativas e desejos da vítima. Eventualmente o golpista passará a morar junto com a vítima, em tempo integral ou parcialmente com alguma desculpa (mãe doente, trabalho etc...). Pode até propor ou vislumbrar a possibilidade de um casamento. Se alguém da família ou dos amigos da vítima suspeitar ou ficar contra ele, fará de tudo para desmoralizar esta pessoa e afastar a vítima dela.
Uma vez construído e consolidado o envolvimento emocional iniciarão a aparecer os verdadeiros objetivos, ou seja tentar desviar patrimônio e dinheiro com as mais variadas modalidades e desculpas. Aparecerão histórias sobre doenças dele ou de familiares queridos, problemas com esposas ou filhos de relacionamentos anteriores, dívidas e/ou agiotas cobrando de forma radical, novos negócios (furados) nos quais quer envolver a/o “amada/o” etc...
Para tanto proporá a venda de apartamentos ou outros bens, o saque de poupanças, a tomada de financiamentos em nome da vítima etc... poderá chegar até a se aproveitar do acesso à casa da vítima para roubar jóias e outros valores.

Uma vez conseguidos os objetivos, ou seja tomar tudo o possível, o/a golpista arrumará uma desculpa para se afastar ou simplesmente desaparecerá.

Já foram registrados casos deste tipo com epílogos violentos ou até fatais.

Os lugares onde estes golpistas “caçam” suas vítimas, são bastante variados; sistemas tipo Orkut e Facebook e salas de “Bate-Papo” na internet, boates e bailes e, quem diria, até igrejas.
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Você sabe o que é um sociopata?

24.01.12
Você sabe o que é um sociopata?
Publicado no Tribuna do Brasil de 23/3/2007
Caderno TBPrograma, Coluna Psicoproseando...com Maraci

Em todo lugar, encontramos pessoas impressionadas com as circunstâncias da morte da servidora do STJ Maria Aparecida da Silva, que teria cometido suicídio ao ingerir veneno em decorrência de um pacto de morte feito com o golpista, e então seu namorado, Kleber Gusmão Ferraz. Esse episódio é tão assustador quanto difícil de entender. Como pode uma mulher se deixar envolver desse modo? - é o que mais se pergunta.
Lamentavelmente não conheci Aparecida. Mas imagino que era alguém que, na sua boa-fé, acreditava nas pessoas em geral e desconhecia a dimensão das próprias dificuldades emocionais, que a fizeram um alvo fácil para Kleber. Ninguém efetivamente saudável se deixaria enganar a esse ponto. Mulheres emocionalmente maduras e preparadas nem são abordadas por esse tipo de "homem". Também não conheço Kleber. Mas o que ele fez é típico de quem pode ser classificado como sociopata.
A sociopatia é também conhecida como "transtorno da personalidade anti-social" ou "transtorno da personalidade dissocial". Ela pode ser leve, moderada ou grave. Mas, de uma forma ou de outra, os sociopatas são indivíduos egocêntricos, desprovidos de valores morais, que desprezam a sociedade, suas leis e obrigações, assim como as outras pessoas, inclusive os próprios filhos. Por isso, não se apiedam ou sentem remorsos, o que os impede de se modificarem, mesmo se punidos.
São pessoas com inteligência normal ou acima da média, que não apresentam nenhum sintoma de doença mental de fácil identificação e possuem grande habilidade para convencer, induzir por meio de mentira, insinuação, sedução, intimidação, ameaça ou violência. Cínicas, roubam, abusam, trapaceiam. Incapazes de amar ou de serem leais, suas emoções são superficiais e falsas. Covardes, uma vez que só atacam quem teria dificuldade para reagir, podem até colocar em risco a vida de outras pessoas, sem constrangimento.
Esses indivíduos costumam se auto-intitular "predadores sociais" e sentem orgulho disso. Não raro culpam suas vítimas, classificando-as de tolas, impotentes, merecedoras do destino que tiveram. Quando descobertos, podem simular um arrependimento que jamais sentirão.
Na vida social, o sociopata costuma ser charmoso. Seu talento teatral é tão convincente que poucas pessoas são capazes de imaginar seu lado perverso, que eles podem esconder durante toda a vida. E uma vítima de violência pode perceber a verdadeira índole do sociopata apenas alguns momentos antes de ser por ele morta.
Não foi à toa que Kleber escolheu Aparecida. Assim como não foi sem motivo que ele escolheu Sônia de Fátima Ferreira, outra de suas vítimas. Foi conversando com essas duas mulheres que ele percebeu que poderia enganá-las e tirar proveito disso. E funcionou, infelizmente. As duas foram sugadas materialmente, fisicamente, emocionalmente. E ambas estão mortas.
Sei que, para muita gente, essas mulheres tiveram um comportamento absurdamente permissivo, excessivamente ingênuo, idiota mesmo. Mas, acreditem, esses processos não são tão simples. Até mesmo profissionais como psiquiatras, psicólogos, juízes, policiais podem ser vítima de um ou de uma sociopata. Basta que estejam emocionalmente fragilizados. Um sociopata é um ser extremamente ardiloso e perigoso.
Assim, espero que o que aconteceu a Aparecida e Sônia sirva de lição a todos nós. Que não nos exponhamos tanto. Que nos protejamos do mal que nos ronda. Que estejamos sempre alertas, orando e vigiando.
Que essas duas mulheres possam descansar em paz. E que, nesse caso, também a justiça dos homens seja feita!
http://maracisantana.blogspot.pt/2007/06/voc-sabe-o-que-um-sociopata.html?m=1

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Dormindo com o inimigo

24.01.12
Dormindo com o inimigo
Casos de crimes violentos como o ocorrido com o empresário Kitano Matsunaga, da Yoki, mostram que dividir a cama com alguém pode ser uma caixa de surpresas - nem sempre tão boas assim


Por Ana Fabrício


Ao nos apaixonarmos por alguém, nosso desejo é viver feliz com o objeto da nossa paixão - até que a morte nos separe. Porém, nem sempre acertamos a escolha. E a pessoa que escolhemos para dividir nossa caminhada - e em quem mais confiamos - pode, de repente, transformar-se de príncipe em sapo - ou de princesa em rã - e acabar convertendo o que poderia ser um relacionamento do tipo ‘felizes para sempre’ em caso de polícia, como o caso recente de Elize Matsunaga, mulher do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, que confessou o assassinato e esquartejamento do marido.

Mas o que faz com que uma pessoa com quem se estabeleceu uma rotina de intimidade e afeto possa chegar ao extremo de tirar a vida de alguém? O caso de Elize, estarrecedor, é só mais um, entre muitos, que ocorrem não só no Brasil, mas em vários lugares do mundo. E chocam não apenas pela brutalidade, mas por serem cometidos por alguém muito próximo da vítima.

Para os psiquiatras, não há um padrão de comportamento que explique todos os casos. Contudo, há uma característica comum nesses acontecimentos: sentimentos de posse, ciúmes e insegurança que extrapolam a normalidade. Porém, cada caso é um caso - e não dá para generalizar. São as circunstâncias de cada um deles que determinam o alcance da tragédia.

“Em primeiro lugar, é importante lembrar que nenhum comportamento humano tem uma causa isolada. Nossa mente é complexa. As ações e reações normalmente resultam de uma longa cadeia de fatores diversos”, explica o psiquiatra Daniel de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC) - onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor) –, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia (Universidade de São Paulo-USP), além de escrever para o Portal do Estadão. “No caso de humilhações constantes, esse pode ser um dos elementos envolvidos numa reação violenta, planejada ou não, por parte daquele que se sente acuado e sem saída.” 

Vítimas da cultura machista 

Esse tipo de crime tem, em sua grande maioria, a mulher como vítima, com algumas exceções, como no caso de Elize, que matou o companheiro. Segundo o psiquiatra e professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Sérgio Baldassin, isso acontece porque alguns comportamentos, como a violência, são predominantes no homem desde o começo das civilizações. “Determinadas civilizações antigas, quando governadas por mulheres, caracterizam-se por apresentar predominantemente materiais agrícolas em seus registros históricos; quando por homens, destacam-se nas pesquisas o material bélico”. 
Ou seja, o homem, na figura do macho, ainda tem resquícios do tempo das cavernas. Segundo Barros, esse é um crime de gênero, ligado não apenas à maior força física do macho, mas, ainda, às diversas crenças e posturas com relação aos papéis da mulher e do homem no relacionamento. “O ambiente cultural é um fator de grande peso na ocorrência de crimes como esses.”

Mas como saber quem é, verdadeiramente, a pessoa com a qual convivemos e dividimos nossa cama? Para Baldassin, pode não haver sinais. Esse tipo de pessoa pode ou não dar pistas de uma personalidade violenta. Ela pode ser sossegada o tempo todo e, em algum momento, ficar violenta. “As possibilidades existem. Os sinais muitas vezes não são percebidos pelo próximo, que tende a achar que o sujeito era assim mesmo, quieto, isolado ou esquentado...” 

Para o caso específico de crimes como o cometido por Elize, Baldassin diz que não há um perfil. “Podem ser cometidos por indivíduos normais ou psicóticos, movidos por ideias delirantes, em busca de algum ganho, a qualquer custo.”

Segundo o psiquiatra Daniel de Barros, a maioria dos criminosos - mesmo entre os que cometem crimes bárbaros - não tem nenhum transtorno psiquiátrico. “Mais importante do que isso é fundamental lembrar que grande parte das pessoas que sofre com um transtorno mental nunca comete crime algum. Portanto, não há um sinal que seja específico para identificar quem irá ou não cometer atos violentos.” (Ana Fabrício)


Como identificar um psicopata?

Quanto aos psicopatas, o psiquiatra e professor Sérgio Baldassin traça um perfil com algumas das suas características principais. Importante destacar: estes sinais não significam, necessariamente, que todos eles sofrem. Mas alguns psicopatas sofrem mais, como os tímidos, nerds, isolados e esquizotímicos (têm personalidade introspectiva, concentrada, inquieta e contraditória consigo próprio).


Mas Barros alerta que os psicopatas são sujeitos extremamente frios, indiferentes ao sofrimento alheio, incapazes de estabelecer relacionamentos profundos e verdadeiros, em qualquer esfera da vida.


Fique atento aos sinais: 
Indiferença pelos sentimentos alheios; pobreza geral na maioria das reações afetivas. 
Conduta antissocial: atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais. 
Incapacidade de manter relacionamentos, embora não haja dificuldade em estabelecê-los. 
Muito baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência. 
Incapacidade de experimentar culpa ou remorso, ou de aprender com a experiência, particularmente punição. 
Propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis para o comportamento que o levou ao conflito com a sociedade. 
Desprezo para com a verdade e insinceridade. 
Sedução e boa inteligência. 
Não confiabilidade. 
Egocentrismo patológico e incapacidade para amar. 
Perda específica de insight (compreensão interna). 
Comportamento extravagante e inconveniente, algumas vezes sob a ação de bebidas, outras não. 
Vida sexual impessoal, trivial e mal integrada. 
Falha em seguir qualquer plano de vida. 
Amor ou ódio?
No Brasil e no mundo todo, são poucos os acontecimentos criminosos que têm o homem como vítima da mulher. A violência em um relacionamento pode partir tanto de um quanto de outro, mas, segundo as estatísticas policiais, há mais inimigos que inimigas. 


No Brasil, os casos conhecidos em que uma mulher foi acusada de matar o parceiro são três: 

Dorinha Duval - Em 1980, a atriz Dorinha Durval confessou ter matado com três tiros o seu marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara (16 anos mais novo do que Dorinha) ter dito não sentir mais atração por “uma velha” e, em seguida, tê-la agredido. A atriz foi condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto.






Zulmira Galvão Bueno - Em 1950, Zulmira Galvão Bueno matou com dois tiros o marido, Stélio Galvão Bueno, ao descobrir que ele lhe era infiel. Stélio Galvão Bueno era um advogado de sucesso, e Zulmira uma humilde bilheteira de cinema. Ela foi condenada a dois anos de prisão, com sursis (suspensão condicional da pena).


 Cippolina - O corpo do coronel aposentado da Polícia Militar e deputado estadual Ubiratan Guimarães foi encontrado por seus assessores políticos no dia 10 de setembro de 2006, caído perto do sofá, em seu apartamento. Sua namorada e suspeita de ser a assassina, a advogada Carla Cippolina, negou o crime. Mas câmeras do elevador a gravaram deixando o prédio do coronel no horário aproximado da morte. Guimarães ficou nacionalmente conhecido por comandar a invasão do extinto presídio do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar.
Apesar de Carla alegar inocência, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a indiciou pelo assassinato de Ubiratan. Mas o processo foi arquivado pelo juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, em 2008, que entendeu que não havia provas suficientes para indicar Carla como suspeita do homicídio. Porém, em junho de 2010, a Câmara Criminal do TJ-SP decidiu que a advogada fosse submetida a júri popular, marcado para o mês de agosto próximo. A denúncia sustenta que Carla matou Ubiratan após uma discussão por ciúmes. Para o MP, a advogada decidiu atirar nele para se vingar por ele ter colocado um fim ao relacionamento dos dois.

Homens matam muito mais que mulheres

Já os casos de homens que matam mulheres são mais comuns. No livro Dormindo com o inimigo (editora Bertrand Brasil), o psicólogo e orientador pessoal Roberto Bo Goldkorn demonstra que a mulher é vítima em cerca de sete entre dez casos de uniões conflituosas (esses dados batem com os números de crimes passionais divulgados pela polícia). No seu livro, Goldkorn mistura sua experiência profissional e pessoal (fatos relatados por pacientes, parentes e amigos) com uma apurada pesquisa fundamentada em fatores históricos, sociais, culturais, psicológicos e fisiológicos, com o objetivo de fazer com que o leitor aprenda a perceber, no dia a dia, quem são os verdadeiros aliados e quem são aqueles que estarão dispostos a atacar ao primeiro descuido.

Confira os principais casos de crimes cometidos por homens contra mulheres no Brasil: 


Mércia Nakashima - A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar os avós, e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água. O principal suspeito do crime é o ex-namorado de Mércia, o policial aposentado Mizael Bispo de Souza, que teria matado a jovem com o auxílio do vigia Evandro Bezerra da Silva. O motivo do crime: Mércia queria acabar o relacionamento. Mizael, depois de algum tempo foragido, entregou-se à polícia. Atualmente preso, aguarda julgamento.



Eloá Cristina Pimentel – Em 13 de outubro de 2008, Eloá Cristina Pimentel e uma amiga, Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos de idade, foram tomadas como refém pelo ex-namorado de Eloá, Lindemberg Alves Fernandes, no mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. O fato aconteceu em Santo André, no ABC paulista. A polícia cercou o local, mas não obteve sucesso na negociação com o sequestrador. Após cem horas de terror, Lindemberg atirou contra as jovens: Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu; Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Em fevereiro, Lindemberg foi condenado a uma pena de 98 anos e dez meses de prisão, pelos doze crimes dos quais foi acusado.

Farah Jorge Farah – Após uma discussão com a dona de casa Maria do Carmos Alves, 46 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso que já durava mais de 20 anos, o cirurgião plástico de origem libanesa, Farah Jorge Farah a matou e a esquartejou. O crime ocorreu em 2003, no interior da clínica do médico, que utilizou seus conhecimentos técnicos para retirar as vísceras, drenar o sangue e extirpar marcas que pudessem diminuir o peso do corpo e identificar a vítima. O cirurgião guardou as partes do corpo de Maria do Carmo em cinco sacos plásticos, deixados no porta-malas do carro dele. No dia seguinte, ele confessou o crime à família. Considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima, Farah ficou preso durante quatro anos e meio e obteve da Justiça o direito de recorrer em liberdade.

Antônio Pimenta Neves – Depois de quatro anos de um relacionamento conturbado, o jornalista Antonio Pimenta Neves, então editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, deu dois tiros - um nas costas e outro na cabeça - da sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, de 31 anos. O crime ocorreu no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo. O motivo: ciúmes. Após 10 anos sem punição, Pimenta Neves está preso.

Lindomar Castilho - Eliana de Grammont e Lindomar Castilho já estavam separados oficialmente havia 20 dias quando ele a matou com um tiro no peito. Na época, 1981, Eliana tinha 26 anos. O crime aconteceu no bar Belle Époque, em São Paulo. O motivo: Lindomar descobriu que Eliana tinha um caso amoroso com seu primo. Submetido a júri popular em 1984 e condenado a 12 anos de prisão, cumpriu apenas quatro anos e ganhou liberdade condicional por bom comportamento.

Doca Street - Em 1970, Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street, era um homem de 42, paulista e rico, quando se apaixonou por Angela Diniz, conhecida como a “Pantera de Minas”. A relação dos dois era explosiva. Numa briga, depois de ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e a assassinou com três tiros no rosto e um na nuca. O crime aconteceu em dezembro de 1976, na praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro. Condenado, em 1979, por homicídio culposo, Doca foi, em seguida, beneficiado pelo sursis (suspensão condicional da pena). Segundo a alegação da defesa, o crime foi "em legítima defesa da honra", depois de o assassino ter sofrido "violenta agressão moral". Dois anos depois, por pressão de movimentos feministas, ele acabou sendo condenado a 15 anos de prisão.


Tragédias na literatura e no cinema 

Os crimes cometidos em nome da paixão ou de psicopatias estão bem representados no cinema e na literatura. Confira alguns deles:




Dormindo com o inimigo - Um dos filmes mais conhecidos sobre o assunto é Dormindo com o Inimigo (1990), com Julia Roberts no papel de Laura. Ela conhece Martin Burney, que parece ser o homem dos seus sonhos: bonito, bem-sucedido e sedutor. Mas, depois de casada, ela descobre o verdadeiro Martin: compulsivo, dominador e violento. Ela passa a viver um pesadelo e, após três anos, planeja sua fuga. Sabendo que apenas sua morte impediria Martin de continuar a lhe perseguir, Laura simula um afogamento em um acidente de barco e muda-se para uma cidadezinha do centro-oeste. Mesmo com uma nova aparência e identidade, ela continua sobressaltada, perseguida pela memória da brutalidade de Martin. Movido por uma obsessão doentia, ele não desiste de reencontrá-la. 


Otelo - Uma das mais conhecidas obras do escritor inglês William Shakespeare, Otelo relata com maestria um crime passional. Na história, Otelo, um general mouro de Veneza, assassina sua jovem esposa, Desdêmona, por acreditar que ela o traía com Cássio, um dos seus soldados. Entretanto, ao descobrir que sua esposa, na verdade, lhe era fiel, Otelo come suicídio.

http://freesaopaulo.blogspot.pt/2012/07/dormindo-com-o-inimigo.html
Peça ajuda:

Em situações de ameaça evidente ou risco, os telefones e endereços eletrônicos abaixo podem ser muito úteis para a mulher.


- Disque Saúde Mulher - 0800 6440803
- Delegacia de Defesa da Mulher (24 horas) - (11) 3241-3328
- Casa Eliane de Grammont - (11) 5549-9339 
- Casa Sofia - 0800 7703053 
- Centro de Atendimento à Mulher Cidinha Kopcak - (11) 6115-4195 


Guia de Serviços de Atendimento à Violência On-line: www.mulheres.org.br 
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres: www.presidencia.gov.br/spmulheres 

Teste

Descubra se você (ou seu parceiro) é um psicopata

Esse é um famoso teste psicológico norte-americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, os fins sempre justificam os meios. 
Quer saber se você pensa como um psicopata? Então, faça o teste abaixo.

Leia a história e responda à pergunta. 

“Uma mulher tinha duas filhas, já adultas. Essa mulher morreu, e no dia do seu velório, sua filha mais nova conheceu um rapaz, bonito, elegante, simpático, inteligente... Eles se apaixonaram e, algum tempo depois, casaram-se. Mas, em poucos meses, eles brigaram e se separaram. O rapaz foi embora. A moça, que ainda gostava dele, sentiu-se amargurada por ter sido deixada. Então, ela tomou uma decisão terrível: Matou sua única irmã.” 

A pergunta é: por qual motivo a moça matou a própria irmã? 

Resposta: Como a moça conheceu o rapaz no funeral de sua mãe, supôs que ele era conhecido da família. Então, decidiu que a única maneira de trazê-lo de volta seria o funeral de algum outro familiar. Logo, matou a irmã na esperança de que o rapaz aparecesse novamente no funeral.

Para um psicopata, as pessoas ao seu redor não são nada além de degraus para alcançar seus objetivos. Eles usam essas pessoas, e quando não são mais necessárias, eles as descartam. Simples assim. Se vc conhece alguém que acertar a resposta, tire-o de seu e-mail ou de sua agenda... Fique bem longe.

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Contacto anti-social

23.01.12
No primeiro contato ele é o espelho que completa as nossas fraquezas. Boas credenciais, símbolos de status, carisma, histórias fascinantes e talento para identificar e preencher nossas carências.

Ele conquista nossa confiança como amigo, parceiro sexual, colega de trabalho, médico, consultor financeiro. Até que caia sua máscara de normalidade e ele mostre que, ao contrário de sua encenação, não sente remorso nem vergonha ao agir de forma imoral. É indiferente ao bem-estar alheio e, sem freios morais, é capaz de pôr em prática qualquer plano para atingir seus desejos.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA, da sigla em inglês), 3% dos homens e 1% das mulheres são incapazes de internalizar regras sociais. São portadores do que a bíblia dos psiquiatras - o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais da APA - chama de transtorno da per­sonalidade antissocial (TPAS). Ou do que o psicólogo canadense Robert Hare, maior especialista do assunto, chama de psicopatia.

Embora os dois conceitos sejam comumente usados como sinônimos, há uma diferença em seu diagnóstico. O TPAS é identificado a partir do comportamento antissocial; já a psicopatia e a sociopatia - que são termos equivalentes - dizem respeito tanto ao comportamento quanto a um conjunto de traços de personalidade (veja quadro à esquerda). Nesta revista, escolhemos usar o termo psicopatia, que, segundo Hare, é diagnosticado em menos pessoas - 1% da população.


CONTRATO ANTISSOCIAL http://super.abril.com.br/ciencia/pena-nem-perdao-620209.shtml

Por temerem os riscos de uma sociedade regida por desejos individuais conflitantes, pessoas normais aceitam abrir mão de certas vontades e seguem regras, sejam formalizadas em leis, sejam baseadas numa ideia religiosa ou filosófica de certo ou errado. É o tal do contrato social. Já emocionalmente elas seguem essas regras por se comoverem com os sentimentos, direitos e bem-estar dos que estão à sua volta.

No processo de socialização, que acontece, por exemplo, por meio da família e da escola, é moldada a consciência - a voz interna que não as permite estuprar a primeira gostosona que encontrar num beco ermo nem assaltarem velhinhas na saída do INSS.

É essa voz que falta ao psicopata. Não que ele não conheça as regras sociais. Só não está nem aí para elas.

O psicopata também tem dificuldade em sentir emoções. Com isso, sua empatia - a capacidade de se colocar no lugar dos outros - é nula. Quando ele pensa, é só raciocínio, sempre a favor de si. Se quiser estuprar uma mulher, dirá para si mesmo: "Putz, ela pode engravidar e aí vai ser a maior dor de cabeça para mim". Em seguida, concluirá: "Melhor assistir ao Brasileirão". Já, se achar que a consequência vale o prazer, vai estuprá-la, sem remorso.

Mas esse crápula não sabe o que significa compaixão? Claro que sim. Ele não é burro: aprende perfeitamente o significado literal das palavras. Só não consegue apreciar o conteúdo emotivo. Ao ouvir "compaixão", sente o mesmo que ao ouvir "caderno". Seu cérebro funciona diferente do das pes­soas normais (leia matéria da página 36).

Sem emoções, também cresce sem sentir aflição ante a ameaça de castigo. Apenas pesa os prós e contras de ser pego. Assim ele foi quando criança (leia matéria da página 30), e assim ele provavelmente será até morrer.

MELHOR QUE SEXO

Se por um lado psicopatas não sentem emoções, por outro fogem da monotonia. Resultado: 50% usam drogas ilícitas e 70% são dependentes de álcool (21 vezes mais que a população em geral). Também buscam adrenalina em caças a mulheres, disputas de rachas, roletas-russas. Já uma minoria parte para mega-assaltos, estupros e homicídios em série - um poder destruidor que desafia a Justiça e o sistema carcerário (leia matérias das páginas 12 a 21).

Sejam predadores, sejam apenas parasitas, os psicopatas estão entre nós. E não é fácil reconhecê-los a tempo: "O leigo pode confundi-lo com uma pessoa sem nenhum transtorno psiquiátrico. Isso por motivos diversos: a ideia equivocada de que o transtorno deva sempre estar acompanhado de sintomas psicóticos, e o fato de ele ser um sujeito eloquente, sedutor, manipulador", diz o psiquiatra forense Elias Abdalla Filho, da Universidade de Brasília. "Por isso é tão comum vizinhos, ao tomarem conhecimento de crimes bárbaros praticados por psicopata, afirmarem que sempre pareceu uma pessoa normal."
 
 
 
Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar.


6. IMPULSIVIDADE
Embora racional, não perde tempo pesando prós e contras antes de agir. Se estiver com vontade de algo, vai lá e consegue tirando os obstáculos do caminho. Se passar a vontade, larga tudo. Seu plano é o dia de hoje.


7. COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL
Regras sociais não fazem sentido para quem é movido somente pelo prazer, indiferente ao próximo. Os que viram criminosos em geral não têm preferências: gostam de experimentar todo tipo de crime.


8. FALTA DE CULPA
Por onde passa, deixa bolsos vazios e corações partidos. Mas por que se sentir mal se a dor é do outro, e não dele? Para o psicopata, a culpa é apenas um mecanismo para controlar as pessoas.


9. SENTIMENTOS SUPERFICIAIS
Emoção só existe em palavras. Se namorar, será pelo tesão e pelo poder sobre o outro, não por amor. Se perder um amigo, não ficará triste, mas frustrado por ter uma fonte de favores a menos.


10. FALTA DE EMPATIA
Não consegue se colocar no lugar do próximo. Para o psicopata, pessoas não são mais que objetos para usar para seu próprio prazer. Não ama: se chegar a casar-se e ter filhos, vai ter a família como posse, não como entes queridos.


11. IRRESPONSABILIDADE
Compromisso não lhe diz nada - tende a ser mau funcionário, amante infiel e pai relapso. Porém, como a família e os amigos são fonte de status e bens materiais, para cada mancada já tem uma promessa pronta: "Eu mudei. Isso nunca mais vai acontecer de novo".


12. MÁ CONDUTA NA INFÂNCIA
Seus problemas aparecem cedo. Já começa a roubar, usar drogas, matar aulas e ter experiências sexuais entre 10 e 12 anos. Para sua maldade, não poupa coleguinhas, irmãos nem animais.


Fonte Without Conscience, de Robert Hare, The Guilford Press, 1993; esta é a versão reduzida da Escala de Hare; o dianóstico somente pode ser feito por profissionais treinados.
 
 
 
As várias faces de um mesmo mal
O psicólogo Theodore Millon, de Harvard, separa os psicopatas em diferentes categorias, de acordo com a influência de outros transtornos de personalidade.


O invejoso
É uma variante do psicopata "puro". Sente que a vida deu aos outros o respeito, o dinheiro e a admiração que ele merecia - por isso adora puxar um tapete. Para se afirmar, ele se agarra a símbolos de status: carrões, mansões, joias, diplomas falsificados.


O defensor da reputação
Tem traços de personalidade narcisista. É a versão psico do macho alfa. Ser durão e assertivo é seu meio de provar força e garantir reputação. Se sua boa fama for ameaçada, pode reagir ferozmente até seus rivais serem aniquilados.


O aventureiro
Tem traços de personalidade histriônica (daqueles que fazem de tudo para conseguir atenção dos outros). Para ser admirado, faz coisas que deixariam qualquer um de pernas tremendo: brinca com a morte em rachas, arrisca fortunas em jogos e comete crimes espetaculares, em vez de se prender às responsabilidades e ao tédio do dia-a-dia.


O nômade
Tem traços de personalidade esquizoide. Em vez de buscar subverter normas sociais, ele busca simplesmente se livrar delas pulando de galho em galho, sem pertencer a lugar algum. Prostituição é um dos meios mais comuns de se manterem. Alguns podem tornar-se violentos quando bêbados ou sob o efeito de drogas.


O malévolo
Tem traços de personalidade paranoide. Rancoroso, brutal e vingativo. Acha que os outros vão sempre traí-lo ou puni-lo, e, para vingar-se, parte para a violência. Se os traços sádicos forem mais fortes, busca causar terror nos mais fracos para se divertir.
 

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Nove Características Determinantes

22.01.12
Nove Características Determinantes
1. Noção exagerada de importância pessoal não baseada na realidade. Explicação: Uma visão inflada de si mesmo é uma das principais maneiras pelas quais os narcisistas dão permissão a si mesmos para dominar e controlar os outros. O narcisistas acredita que suas prioridades, interesses, opiniões e convicções têm mais valor e são mais importantes do que os de qualquer outra pessoa. Nem todos os narcisistas exibem ao mundo sua grandiosidade; alguns, na verdade, dão a impressão de ser muito humildes ou até mesmo tímidos para o mundo exterior, mas, quando estiverem em casa com a família, tomem cuidado! 2. Preocupação com fantasias de sucesso, riqueza, poder, beleza e amor acima do normal. Explicação: Os narcisistas com frequência têm uma vida repleta de fantasias e quase nunca se satisfazem com o meramente ordinário, por mais satisfatório ou maravilhoso que possa ser. Essa preocupação com a fantasia impede a personalidade narcisística de levar uma vida real e estável. 3. Convicção de que é um indivíduo especial e único, e só pode ser comprometido por pessoas especiais. Explicação: Esta ideia é parte integrante de um mecanismo de sobrevivência que os ajuda a lidar com o mundo. com frequência, eles se definem em função do que consideram suas qualidades especiais e nos informam acerca dessas qualidades tão logo os conhecemos. 4. Intensa necessidade de admiração. Explicação: Ame-me, observa-me, preste atenção em mim. Os narcisistas tendem a se engrandecer e ser sua própria referência. 5. Sentimento de merecimento. Explicação: Regras, regulamento e padrões esperados de comportamento enfurecem os narcisistas, que se julgam tão especiais a ponto de não precisar obedecer às expectativas normais nem respeitar os limites apropriados. Eles podem ficar igualmente atormentados pelo trabalho árduo, por uma doença ou uma lesão. 6. Tendência a explorar os outros se sentir culpa ou remorso. Explicação: Dependendo das outras características de sua personalidade, o narcisista pode nos induzir a fazer todo o trabalho, tirar nosso dinheiro ou deixar-nos esperando durante horas em uma esquina, na chuva, sem perceber que esse comportamento é desrespeitoso. 7. Ausência de empatia significativa. Explicação: O narcisista te muito pouca capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. Sua dor, seus problemas e seu ponto de vista dominam o universo. Talvez nada reflita seu ponto de vista dominam o universo. Talvez nada reflita mais o comportamento do narcisista do que a incapacidade de compreender e identificar-se com a experiência dos outros. Este fato é particularmente verdadeiro quando a pessoa que precisa de compreensão é alguém que o narcisista esteja explorando. 8. Tendência a ser invejoso ou de imaginar alvo da inveja dos outros. Explicação: O narcisista tem dificuldade em se ajustar a um mundo no qual as outras pessoas parecem ter "mais" coisas ou coisas "melhores". Os narcisistas, com frequência, deixam de reconhecer que são invejosos e transformam o sentimento em desprezo. 9. Arrogância. Explicação: Os narcisistas com frequência têm uma atitude esnobe com relação às pessoas que eles julgam não estar à altura de se "elevado" padrão de inteligência, realização, valores ou estilo de vida. Acreditar que "outro cara" é inferior os ajuda a reforçar a inflar a convicção que têm da própria superioridade. Criticar os outros os faz se sentir bem com relação a si mesmos.
http://vitimasdepsicopatasenarcisistas.blogspot.pt/2012/06/nove-caracteristicas-determinantes.html?m=1

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A culpa é da amante?

21.01.12
A Culpa é do(a) Amante ? Por Sammy Samantha em
"Se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua."
(Eleanor Roosevelt)


http://www.vidarealdasam.com.br/2011/06/culpa-e-doa-amante.html

Não é de hoje que vemos por aí os mais ferozes atritos entre traídos(as) e amantes... Quantos casos chegam ao extremo de terminar em morte, assassinatos premeditados, agressão, vinganças insanas ou até briga de rua e escândalos, e na maioria das vezes não vemos o traidor envolvido, quem se rasga mesmo são os traídos e os amantes...
Sempre que vejo uma situação deste tipo, fico me questionando porque as pessoas acreditam que o(a) culpado(a) pela decadência do relacionamento ou então pela falta de caráter do(a) companheiro(a) são os amantes...

Na verdade o(a) amante não tem nenhum compromisso conosco (a não ser quando é amigo(a) próximo ou parente...), amantes não nos juraram fidelidade, muito menos lealdade, portanto não tem nenhuma obrigação de agir desta maneira.
Alguns amantes sequer sabem que o(a) traidor(ora) é comprometido(a)!
Quem nos deve satisfação, lealdade e fidelidade é nosso(a) companheiro(a), é ele(a) que traiu nossa confiança, que desrespeitou o compromisso, que se deixou levar por uma situação onde sempre há uma escolha e ela deve ser feita com muito cuidado e responsabilidade.

Nada justifica uma traição, não importa se a relação está falida, se for este o caso, tente consertar ou termine de vez; simples.
Ninguém é obrigado a ser fiel, monogâmico, leal, etc, se alguém se dispôs a assumir esta responsabilidade, sabe que todos os relacionamentos tem suas boas e más fases, crises e problemas, portanto tem que estar ciente que não cabe mais egoísmo ou imaturidade nesta troca.

Não são os(as) amantes que destróem uma família, quem destrói é aquele que age feito adolescente, que não pensa nas conseqüências devastadoras de dar vazão a estes caprichos sexuais, quem não tem caráter para avaliar que compromisso é coisa séria, quem não tem valores morais e age na impulsividade.
Amantes não tem todo este poder, não são pessoas mágicas ou hipnotizadoras, nem terroristas que lhe ameaçam com uma bomba caso não saia com eles(as)...
Quem tem o poder de arruinar uma relação é quem trai a confiança e desdenha dos sentimentos alheios.

É normal ter raiva de uma terceira pessoa que entra sem avisar na relação, mas é preciso refletir sobre o(a) próprio(a) companheiro(a)...
Será que queremos mesmo preservar tanto ao nosso lado esta pessoa que nos traiu ? 
Vale a pena ? 
Foi um deslize perdoável e conseguiremos viver com isso, ou estamos envolvidos com alguém sem caráter ? 
Conhecemos a fundo quem está ao nosso lado ? 
Esta pessoa respeita nossos sentimentos ?

Estas são as perguntas realmente importantes e relevantes que devemos levar em consideração e não se o(a) amanté é melhor, ou mais bonito(a) ou se tem ou não caráter, tanto faz, não é o(a)amante que convive conosco e que nos deve no mínimo, respeito.
Cabe a  cada um saber exatamente o que precisa, o que aceita e o que lhe faz feliz, e neste caso, não é diferente.
É uma situação difícil e dolorosa, mas é muito importante ser racional nesta hora pois é o nosso futuro que está em jogo.

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O retrato do Psicopata Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade

21.01.12
Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade

Andreia Santos

Você conhece alguém que é a eterna vítima? No entanto, numa análise atenta e inteligente não é tão vítima assim? Está sempre envolvida em situações curiosas e polêmicas, porém parece que está blindada, pois ninguém questiona o seu caráter?! Faz comentários capciosos, que num primeiro momento são despretensiosos, mas que tem no fundo o intuito de denegrir alguém? São comentários sempre endereçados?! Promove a animosidade entre as pessoas e a separação das mesmas e sempre se isenta de tal ato? Ok, é bem possível que você esteja lidando com um perverso moral, o nosso bom e velho Psicopata.
Na clínica da perversão aprendendemos como é difícil desmascarar um psicopata, sedutores, manipuladores e mestres na mentira, consegue mobilizar fãs ardorosos! O que nos resta é sutilmente levar as pessoas a um processo de tomada de consciência, para que aos poucos consigam se libertar do engendramento perverso.
Chamamos o psicopata de perverso moral, porque ele ataca a identidade do outro, é profundamente invejoso, e tenta destruir o outro na relação que estabelece, assediando moralmente o seu objeto de ódio, não sente afeição e encarna o papel da eterna vítima.
Os psicopatas não têm amigos e sim seguidores, que na sua maioria não percebem que estão sendo manipulados, geralmente se aproximam de quem podem lhes dar alguma coisa em troca. Pessoas com posições sociais elevadas são as suas companhias preferidas.
Os psicopatas ou perversos morais, também não escolhem qualquer posição na vida, geralmente são objetos do seu desejo lugares que lhes assegurem credibilidade perante aos demais, meios políticos, religiosos, educacionais, etc; são postos almejados pelos psicopatas, que sempre buscam cargos de liderança.
Cuidado com a manipulação perversa, compramos a briga dos perversos morais e não nos damos conta. A manipulação e a vitimização são as grandes estratégias dos perversos. A dinâmica do psicopata é a de colocar o outro na condição de objeto. E vai assujeitar esse outro até que o descarta quando não mais interessá-lo. A HISTERIA COLETIVA DESPROPOSITAL E AS INFORMAÇÕES FALSAS SÃO SINAIS VISÍVEIS DA ATUAÇÃO DO PERVERSO.
Quem são os seguidores dos perveros morais?
Como ja foi mencionado os psicopatas não conseguem estabelecer relações com o outro, por sua incapacidade empática e dificuldade de enxergar esse outro como um ser inteiro, dessa forma a relação que estabelece é unilateral e de assujeitamento desse outro as suas vontades.
Os seguidores do psicopata demoram a tomar consciência de que estão sendo manipulados e quando se dão conta disso, já funcionaram como objeto nas mãos dos perversos morais. Alguns especialistas traçam perfis dessas vítimas/seguidoras, contudo, percebo que pessoas esclarecidas caem constantemente no jogo de sedução e enredamento perverso.
A linguagem do psicopata é sempre desqualificadora com relação ao outro. Dificilmente fere esse outro, que é seu objeto de ódio, frontalmente.Ele utiliza alusões perversas, promove a ruptura das relações entre as pessoas em dircursos ou falas onde sempre está oculto um ataque à alguém (seu objeto de ódio ou inveja). São profundamente invejosos, se o seu objeto de ódio é uma pessoa respeitável por exemplo, ele tentará atingir a credibilidade do seu objeto de ódio. Dissemiando mentiras que minam a imagem daquele que no fundo o psicopata gostaria de ser
Em algumas raras ocasiões os psicopatas ou perversos morais não levam a melhor, quando os percebemos e entendemos a sua dinâmica eles são previsíveis, e caem nas suas próprias ciladas...falam demais, inventam demais, mentem demais e finalmente desmascarados ficam perdidos em seus próprios delírios megalomaníacos.
É interessante ver a sua queda e a maneira de enfrentamento deles, assim como dos seus soldados perdidos e desolados....
Finalmente é de extrema importância que tomemos cuidado com psicopatas ou perversos morais, pois são inteligentes e ardilosos, por onde passam deixam um rastro de discórdia e destruição. Não há o que consiga parar um psicopata, alguns especialistas acreditam que quando se deparam com o seu vazio isso é possível. Bem... lido com perversos morais não é de hoje e com relação a isso tenho as minhas dúvidas!
http://vitimasdepsicopatasenarcisistas.blogspot.pt/2011/12/o-retrato-do-psicopata.html

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Psicopata

21.01.12

O psicopata costuma apresentar uma aparência muito inofensiva (como na simpática figura ao lado) mas  é antes de tudo um agressor que pode ferir tanto com palavras como com seus atos. As agressões costumam ser sutis, pois normalmente o psicopata é muito inteligente.

Mesmo durante os períodos em que não ocorre violência física, apenas verbal ou moral, a pessoa agredida vive tensa e assustada devido às táticas de terror psicológico por parte do psicopata.
Normalmente o que mantém estes relacionamentos são uma série de crenças disfuncionais que acabam “ajudando” o sociopata, como por exemplo “A culpa é minha, eu fiz ele(a) me agredir”, “A responsabilidade de manter a família unida é minha, portanto eu devo agüentar”, “Eu jamais conseguiria sobreviver sem ele(a)”.

Sou dominado por ele (ela)

Esta é a frase mais comum na boca das pessoas que convivem com o psicopata: “Sou um joguete na mão dele” (ou dela). O que é ser um joguete? É se deixar levar pela lábia daquela pessoa com carinha de santa, que chega dizendo palavras bonitas, até tristes que encantam, mas depois de um tempo essa pessoa te atropela.
É aquele que chega bonzinho dizendo que te ama, mas depois que tiver sua confiança só dará mancadas, como por exemplo não aparece, te trai, ou até se torna agressivo mesmo, diz desaforos e tudo mais, e você pensa “mas ele não era assim”,
Este texto foi elaborado pra você identificar os psicopatas da sua vida.

Psicopata - Sociopata - Anti-social

Psicopata é o nome popular que identifica a pessoa com Transtorno de personalidade anti-social.
Este texto não tem nenhuma intenção de oferecer tratamento para estes pessoas, porque eles não vão e não aceitam ser tratados - pois simplesmente eles se consideram os melhores em tudo, são donos da razão e da verdade.
Este texto é voltado para as pessoas que convivem com o psicopata. São estas as pessoas que sofrem, são elas que entram em depressão, e o pior, muitas vezes não conseguem se livrar desse personagem da vida delas.
Você deve estar se perguntando “O que? Quem é que convive com um psicopata e não se manca que o cara é prejudicial?” Eu te respondo: A maioria, porque o psicopata consegue ser envolvente.
Lembram  do caso da Eloá, a menina que foi assassinada pelo namorado que “a amava”, se você não se lembrar especificamente deste caso, vai lembrar de outros e são muitos, que são parecidos, ..e uso a “amor” palavra colocando entre aspas, porque isso não é amor. Ele é um psicopata. E ela estava tão envolvida com ele que, apesar de já ter apanhado dele algumas vezes continuava o relacionamento, Porque uma pessoa que apanha do outro continua a conviver com ele? Muitas vezes a surra é física, outras a surra é emocional. Porque o bendito é envolvente! Diz coisas que é até gostoso de ouvir. Diz que vai ser diferente, que ele vai mudar, que ele está se esforçando, só que na prática não acontece nada.

Como é o comportamento do psicopata

O psicopata tende a ser muito ciumento. É possessivo. E como tem muita gente que confunde ciúmes com amor, acaba se deixando levar, acha que se o outro está tão preocupado, se fica ligando pra saber onde você está, com quem, que horas volta, e você acaba achando que isso só pode ser amor. Aí você se encanta com a pessoa. “olha como ele me ama”. Ama nada, ele é possessivo. E sentimento de posse é muito diferente de amor.
Vejam bem, nem todo psicopata é um assassino. Mas que tem uma maldade dentro deles que envena quem está por perto, isso tem. Sabe aquela pessoa que te suga, te deixa até fraco, sem resistência? Ele é craque nisso. Se faz de vítima, você fica com dó dele. Mas vamos e venhamos, ele é simpático, é charmoso, mas é manipulador.
E tem dois extremos... ou é a pessoa que nunca tem dinheiro pra nada e se bobear você acaba pagando todas as contas dele, ou ele é muito bem sucedido financeiramente. É bem sucedido porque sabe levar todo mundo no bico.
O psicopata não admite que errou. A culpa é sempre do outro. E faz as pessoas se sentirem culpadas. Se você convive com um psicopata, sem saber que é esse o perfil dele, é possível que você já tenha se redimido de muita coisa que você não fez. Ele te convence que foi você que o provocou, que foi você que errou, que você só dá mancada.
No ambiente de trabalho ele costuma ser muito simpático, é amigo de todo mundo. Mas não leva muito tempo ele chama alguém de canto e começa a soltar boatos.. começa a falar das pessoas , ele tem certeza que fulano é falso, que está roubando a empresa, mas ele é o bonzinho, ele quer o bem da empresa e dos amigos, mas é ele que está espalhando esses boatos, falsos.
Se você falar algo íntimo seu, se cuida! Porque ele pode usar a sua  informação, aquela que você contou em confidência, ele usa contra você mesmo,. pra te manipular.
O psicopata sabe ser agressivo, e não tem remorso. Diz coisas absolutamente cortantes, e continuam se achando cheio de razão. Ele quer tudo de você, você vai dando, porque ele é tão charmoso, carente, te elogia tanto, você se sente tão valorizada perto dele, mas tente um dia negar alguma coisa! Você tá frito.

Como identificar se essa pessoa com quem você convive é um psicopata?

Dicas: Veja se ele é incoerente nas informações que fornece sobre ele mesmo, ou se conta uma coisa que não bate muito com as outras, por exemplo, ela diz que tem 10 anos de experiência numa empresa, só que essa empresa só existe há 5 anos. Ou se só fala coisas muito superficiais, informações fracas que não te ajudam conhecê-lo. Ou se ele diz coisas muito fantásticas sobre ele, normalmente ele conta um currículo excepcional, fala idiomas, é formado pela melhor faculdade, mas você nunca viu um amigo dessa faculdade, nunca viu o diploma, veja se você percebe que ele tenha conhecimento nessa área que ele diz que se formou, diz que é engenheiro, veja se ele sabe usar termos de engenharia, mas cuidado porque muitas vezes ele escorrega feito sabão, e vira o jogo, diz que você é que é impertinente perguntando coisas chatas.
Veja se ele é do tipo “pavio curto”, estoura, grita, é impulsivo, nunca pensa antes de agir. E depois diz que foi você  que provocou, ele diz que é só você não provocá-lo que ele não estoura, ou seja , a culpa é sua.
O psicopata gosta de status, ele quer desfrutar do bom e do melhor, mas, muitas vezes, não quer bancar, dá até um jeitinho pra demonstrar que se sente mal por você pagar todas as contas,
Veja se essa pessoa que te faz de joguete na mão dele te convence que o mundo é injusto com ele, que ninguém consegue compreende-lo, todo mundo o persegue, todo mundo tem inveja dele,
Como eu disse, nem pense em ligar pra mim e marcar consulta pra essa pessoa. Ele vai achar que você o está perseguindo também .
Minha preocupação é com a pessoa que convive com ele, e pode ser você.

Cuidado

O psicopata não acha que tem nada de errado mas, o coitado do ser humano que cair nas mãos sedutoras dessa pessoa tem muita chance de se encantar, de se envolver, e quando vai ver a vida já está uma lama só. Muitas vezes se passam anos, e por mais que apronte ele conseguiu te envolver emocionalmente,e você tem dó, você acha que está apaixonada, e acha que ele te ama também, acha que essa atenção toda que ele te dá é amor. Mas Não é.
A minha dica é: saia dessa. Abra os olhos. Se não consegue sozinha procure ajuda profissional, um psicologo lhe orientará quanto a reconhecer suas reais necessidades e capacidades para que você consiga entender e até sair desse relacionamento.
Por Marisa de Abreu - Psicóloga
http://www.marisapsicologa.com.br/psicopata.html

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Psicopatas ou simplesmente manipuladores?!

21.01.12

Sempre me interessei pela mente estranha dos psicopatas, sempre li o que pude a respeito, gosto de filme de assassinos seriais, porque geralmente mostra um pouco de como alguns psicopatas se comportam.
Acompanho na TV de assinatura, uma série sobre um psicopata bem interessante, que é Dexter. E o Brasil acompanhou e eu também... rs... a psicopata Yvone da novela Caminho das Índias.
As características básicas de um psicopata, dentre outras, são:
- Charme superficial - Sentimentos insuflados de importância pessoal - Busca por estimulação/sensibilidade à monotonia - Mentira patológica - Manipulação e chantagem - Ausência de remorso ou culpa - Emoções superficiais - Ausência de empatia com os outros - Estilo de vida parasita - Controles comportamentais precários - Promiscuidade sexual - Amoralidade - Problemas graves de comportamento na infância - Ausência de objetivos de longo prazo - Impulsividade - Irresponsabilidade - Incapacidade de se responsabilizar por suas ações - Casamentos/relacionamentos de curta duração - Delinqüência juvenil - Violação de condicional - Versatilidade criminal
Quantas pessoas do seu convívio tem algumas dessas características?
Na minha vida passaram algumas com várias dessas características, mas pelo que percebo, o que caracteriza de verdade um psicopata é a ausência total de remorso ou culpa, a manipulação e a incapacidade de se enxergar em um outro ser humano. Ou seja, por ser incapaz de sentir, oco de sentimentos básicos, como: amor, carinho, amizade. Seus códigos são muito próprios e tudo que faz é sempre para manipular as pessoas com a finalidade de chegar em seus objetivos, podendo usar de violência ou não. Quantos manipuladores, com pouco sentimento de culpa e extremamente egoístas podem ser confundidos com um psicopata?
Um monte, gente!! O que não falta no mundo é gente egocêntrica e manipuladora que tem "síndrome do sol", ou seja, acha que tudo gira em torno delas. Suas necessidades estão em primeiro lugar, seus desejos são os mais urgentes, seus problemas precisam sempre ser entendidos, no entanto, não se dão ao trabalho de olhar pro outro ser humano, de sentir que ele tem questões a serem resolvidas e metas a serem atingidas.
São pessoas que sentem sim!! Sentem e são piores do que os psicopatas!! Porque tem a capacidade de entender o outro ser humano, mas não o fazem por pura maldade e egoísmo. Acham sempre que suas manipulações são as melhores, que todos são idiotas, que suas mentiras são engolidas, substimando sempre e sempre a inteligência do outro.
Eu tenho uma boa capacidade pra identificar manipulações, não que seja imune a elas, mas normalmente eu neutralizo boa parte. Só é difícil quando você se envolve sentimentalmente com um manipulador, mas mesmo assim é possível neutralizar esse tipo de gente, que sempre acaba se dando mal, mesmo que, volta e meia, pareçam estar por cima.
Como os manipuladores não criam vínculos verdadeiros com nínguem, são nômades sentimentais eternos, sempre mudando de círculo de amizade, de lugares, de relacionamentos amorosos. Eles não criam laços profundos com ninguém, apenas usam as pessoas enquanto precisam, enquanto lhe são úteis. Constroem para destruir mais à frente. E por mais que pareçam que estão evoluindo, estão sempre estagnados no seu egocentrismo.
Não sei se tenho mais pena ou mais raiva de gente assim, de qualquer maneira quero distância delas tanto quanto dos psicopatas...

http://confissoes-femininas.blogspot.pt/2009/09/psicopatas-ou-simplesmente.html?m=1

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Dentro da mente de um sociopata

21.01.12

Como passamos a vida, gostamos de pensar que as pessoas que encontramos são mais ou menos como nós: tipo, cuidado, razoável e decente. É difícil imaginar que possa haver alguém do nosso círculo de conhecidos que possam ter Transtorno da Personalidade Anti-Social. 

Infelizmente, indivíduos anti-sociais vivem e trabalham entre nós. O desconhecimento de sua presença e como eles operam nos coloca em grande desvantagem. Também conhecido como sociopatas, essas pessoas são os predadores finais, explorando e abusando dos fracos, dos inocentes e ignorantes. Quanto melhor compreendê-los, o mais seguro estaremos.

que, exatamente, é um sociopata? É alguém que, por razões não bem compreendidos, carece de toda a empatia ou a bondade humana básica. Eles vêem os outros apenas como objetos de seu uso e não têm escrúpulos em manipular ou explorar qualquer pessoa ou situação a sua melhor vantagem.

cérebro

Um sociopata é ligado de forma muito diferente do que uma pessoa normal, e nunca devemos assumir que estamos jogando pelo mesmo conjunto de regras. Devemos entender que os sociopatas têm a sua maneira própria e única de funcionamento

Um sociopata

não é imoral tanto quanto amoral. A noção de certo ou errado é irrelevante para eles. Sua raison d'etre é para conseguir o que querem. Eles podem predar sobre um indivíduo, uma família, uma instituição ou até mesmo um país inteiro, dependendo do seu nível de poder e influência.

Eles não têm consciência e não sentem remorso quando eles fizeram algo errado. Eles se sentem justificadas em cada aspecto de seu comportamento, muitas vezes culpando a vítima e acreditando que "eles tinham que vir" ou que "eles trouxeram sobre si mesmos."

Por outro lado, o sociopata se sente como a parte prejudicada sempre que eles não prevaleceram. Eles podem ser paranóico, assumindo que os outros estão fora de obtê-los ou estão tentando tirar algo deles. Eles são vingativos e severa retribuição exata se eles se sentem frustrados ou atacado.

Um sociopata

raramente aceitam um "não" como resposta. Eles são incansáveis na busca de seus objetivos. Eles ficam furiosos quando frustrado e irá se comportar punitiva para quem eles acreditam ter chegado à sua maneira.

Este tipo

de pessoa pode ser altamente impulsivo e irrestrita pelos habituais humanos auto-preservação instintos. Se esperamos que eles não vão fazer alguma coisa, porque é arriscado ou temerário, nós vamos estar errado. Há muito pouco para impedi-los de se colocar no caminho do perigo, na busca de seus objetivos.

O sociopata

em nosso meio pode ser o charmoso vigarista; a celebridade casado com uma persona pública imaculada, mas várias amantes secretas;. o ultra-carismático político corrupto, ou o pastor evangélico com uma congregação enorme, generoso

Um sociopata

fortemente almeja uma posição de poder, e freqüentemente procuram empregos onde eles podem dominar, controlar ou oprimir os outros. Advogados, policiais, médicos, professores, técnicos, religiosos, terapeutas, executivos e políticos terá sempre um certo número de sociopatas nas suas fileiras.

seus papéis como líderes da indústria e da sociedade, os sociopatas podem fazer muito mal. Exemplos disso são grandes empresas poluidoras, CFOs que roubam milhões dos seus accionistas; policiais que abusam os cidadãos que estão honra obrigado a proteger,. E treinadores que se aproveitam de seus cargos jovens

Outros exemplos

são terapeutas que dormem com clientes difíceis; políticos que fazem bilhões para suas próprias empresas privadas através belicista; modernos líderes espirituais cujo verdadeiro objetivo é sexual ou financeiramente explorar seguidores ingênuos e gurus de investimentos que promovam esquemas de Ponzi e depois culpar as vítimas por sua "ganância".

sociopatia

, como qualquer outro distúrbio psicológico, tem uma gama de severidade. As pessoas que apenas têm traços anti-sociais tendem a ser impensada e insensível. Eles são frios, calculistas, gananciosos e excessivamente direito.

Os sociopatas

não têm escrúpulos em quebrar as regras da sociedade ou usando outros como pisar as pedras em seu caminho até a escada do sucesso. Ainda assim, muitos são capazes de cultivar uma atitude benigna ou até mesmo doce, o que lhes permite congraçar-se a potenciais vítimas.

No extremo da faixa de sociopatia são os estupradores, sádicos e assassinos em série que sentem prazer em causar dor e humilhação. Depois, há os cafetões, chantagistas e membros de gangues de motoqueiros e outros tipos de crime organizado. Eles empregam tanto charme e sedução ou corrupção, coerção e intimidação para prender suas vítimas.

Quanto mais inteligente o sociopata, o mais perigoso que são. Essas pessoas são os predadores da raça humana, e assim como um grande gato é capaz de identificar o animal mais fraco dentro de um grupo e para deslocar-se sobre ele, o sociopata vai reconhecer os necessitados, os fracos e os ingênuos. O sociopata inteligente é mais bem sucedida em parte porque eles são muito melhores em disfarçar suas verdadeiras intenções.

O indivíduo anti-social explora a fraqueza emocional em suas presas da mesma forma que um leão ou um leopardo se aproveita de uma gazela manca ou doente. O mais inteligente que eles são, o que é mais fácil para eles para reconhecer e explorar os pontos fracos na personalidade de alguém.

Crianças

estão sentados patos de sociopatas, porque eles são indefesos contra eles. É por isso que é tão importante para eles ter uma boa supervisão. Para os adultos, segurando em quaisquer traços como criança, como sendo excessivamente confiante ou crédulo nunca é sábio.

Uma atitude

de ceticismo saudável é muito mais seguro. Aqueles que insistem em acreditar que todo mundo é "bom" e tem boas intenções serão tão vulneráveis a serem predados como qualquer criança real.

Quando se trata de nossas relações com políticos, consultores financeiros ou CEOs, para ser bem-informado é para ser habilitada. Além de ser cético, o conhecimento ea compreensão de uma determinada situação que o torna muito mais difícil de ser explorada, manipulou ou mentiu ao.

No dia-a-dia, podemos começar a reconhecer os sociopatas entre nós por estar alerta ao frio excessivo, agressividade, ambição ou charme; questionando as motivações daqueles que ocupam posições de poder e pela procura de inconsistências nas pessoas do palavras e ações. Alguém que é bom demais para ser verdade é muitas vezes mais tarde revelou ser um sociopata, como é o indivíduo excessivamente cruel e implacável.

romance, sociopatas, muitas vezes começam como generoso e carismático. Eles vão tirar seus pés regando-o com atenção e fazer você se sentir especial e privilegiado. Para uma pessoa emocionalmente carente, com baixa auto-estima, esse tipo de namoro é um sonho, mas logo se transforma em um pesadelo como as intenções reais do sociopata são revelados.

No romance, há o típico parceiro abusivo de quem muito se tem escrito. Outro tipo de amante sociopata é rebelde, não disponível emocionante. Eles são iconoclasta, carismático e fascinante. Eles fazem uma relação com eles em um desafio tentador. Eles podem até dizer-lhe fora-direita que não são nenhum bom e só vai te machucar, mas eles fazem isso sabendo muito bem que só vão fazer você se esforçar mais para estar com eles.

Este tipo

de pessoa que você gosta de brincar com a forma como um gato aprecia torturar um mouse. Eles são sádicos, e eles sabem exatamente como isso vai acabar: com eles triunfante e devastado. Eles são excitados por sua admiração e desejo, como se alimenta o seu sentido de grandiosidade. Como você acaba é de nenhum interesse para eles, e eles vão despejá-lo sem a menor cerimônia, quando você já não são úteis ou divertidas.

Um sociopata

é incapaz de assumir a responsabilidade por seu mau comportamento. Eles nunca vão mudar. Qualquer mulher que é atraída por um homem anti-social e acredita que seu amor vai transformá-lo está a definir-se se para o desastre. Estes não são "garotos perdidos" que precisam de uma boa mulher para curá-los, como os filmes e TV, para que falsamente e perigosamente retratar, pois eles são maduros, predadores implacáveis

Se o nosso vizinho do lado ou político local, o nosso chefe ou data cega, há de fato sociopatas entre nós. Ser capaz de identificá-los vai nos poupar muita dor. Quer encontrar uma forma mais branda da doença ou um monstro de imediato, ter uma atitude realista e questionando para as pessoas em nossas vidas estarão nos em bom lugar.

(C) Marcia Sirota MD, 2010

http://pt.myhotarticles.appspot.com/article/inside-the-mind-of-a-sociopath

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DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA

21.01.12
DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA

Fonte: Without Conscience – Robert Hare


RELACIONAMENTOS:

SUPERFICIAL – Não se importa com o conteúdo, e sim em como vendê-lo.

NARCISISTA – Preocupa-se apenas consigo mesmo.

MANIPULADOR – Mente e usa as pessoas para conseguir algo.


SENTIMENTOS:

FRIEZA – É racional e calculista, pois tem pouca atividade no sistema límbico, centro das emoções como medo, tristeza, nojo.

SEM REMORSO – Não sente culpa. A parte responsável por isso no cérebro tem baixa atividade.

SEM EMPATIA – Não consegue se colocar no lugar dos outros.

IRRESPONSÁVEL – Só se compromete com o que lhe trouxer benefícios.


ESTILO DE VIDA:

IMPULSIVO – Tenta satisfazer as vontades na hora.

INCAPAZ DE PLANEJAR – Não estabelece metas de longo prazo.

IMPRUDENTE – Corre riscos e toma decisões ousadas.


É claro que apenas um psiquiatra conseguiria realizar um diagnóstico correto. Mas, você tem que concordar comigo que se algum colega estiver se comportando assim, está na hora de você acordar.

E existe ainda outro ambiente a observar. Caso sua empresa tenha uma cultura “hard” (pesada) estimulando a competição entre os funcionários e a busca dos resultados a qualquer preço, saiba que esse é o ambiente ideal para que psicopatas coloquem todo seu charme e suas garras a mostra.


Quer conhecer seus principais “xavecos”?!? Vamos lá:


“EU GOSTO DE QUEM VOCÊ É” – Por que funciona: O psicopata mostra admiração pelo talento e pelos pontos fortes da vítima. E passa a ser visto como um dos poucos a reparar verdadeiramente no potencial dos colegas.


“EU SOU COMO VOCÊ” – Por que funciona: O psicopata identifica características da personalidade da vítima e faz de conta que compartilha gostos e interesses.


“SEUS SEGREDOS ESTÃO SEGUROS COMIGO” – Por que funciona: A vítima, achando que está diante de um amigo, abre o coração e conta medos e expectativas.


“SOU SEU AMANTE / AMIGO IDEAL” – Por que funciona: Último estágio da manipulação. O psicopata cria um elo psicológico que promete uma relação duradoura. A vítima já está em suas mãos.

 

Tirado de http://loungeempreendedor.blogspot.pt/2011/05/psicopatas-no-trabalho.html?m=1.


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O cérebro do psicopata

20.01.12
A maioria das pessoas é incapaz de entender como uma personalidade antisocial e criminosa, tal como a de um "serial killer" (assassino serial), é possível, em um ser humano como nós.
Não são apenas os assassinos seriais, mas uma grande proporção de criminosos violentos em nossa sociedade (em torno de 25% dos prisioneiros) mostram muitas características do que a psiquiatria chama de "sociopatia", um termo melhor e mais preciso do que psicopatia. A DSM-IV, o importante manual de diagnóstico usado por psicólogos e psiquiatras, define um distúrbio mais geral, denominado mais apropriadamente, "distúrbio da personalidade antisocial" (DPA) e lista suas principais características, que podem ser facilmente reconhecidas em indivíduos afetados. A Organização Mundial de Saúde também definiu sociopatia em sua classificação de doenças CID-10, usando o termo "distúrbio da personalidade dissocial".
Os sociopatas são caracterizados pelo desprezo pelas obrigações sociais e por uma falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles exibem egocentrismo patológico, emoções superficiais, falta de auto-percepção, pobre controle da impulsividade (incluindo baixa tolerância para frustração e limiar baixo para descarga de agressão), irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos e ausência de remorso, ansiedade e sentimento de culpa em relação ao seu comportamento anti-social. Eles são geralmente cínicos, manipuladores, incapazes de manter uma relação e de amar. Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes, e colocam em risco suas vidas e a de outras pessoas. O pesquisador canadense Robert Hare, um dos maiores especialistas do mundo em sociopatia criminosa, os caracteriza como "predadores intra-espécies que usam charme, manipulação, intimidação e violência para controlar os outros e para satisfazer suas próprias necessidades. Em sua falta de consciência e de sentimento pelos outros, eles tomam friamente aquilo que querem, violando as normas sociais sem o menor senso de culpa ou arrependimento."
Os sociopatas são incapazes de aprender com a punição, e de modificar seus comportamentos. Quando eles descobrem que seu comportamento não é tolerado pela sociedade, eles reagem escondendo-o, mas nunca o suprimindo, e disfarçando de forma inteligente as suas características de personalidade. Por isso, os psiquiatras usaram no passado o termo "insanidade moral" ou "insanité sans délire" para caracterizar esta psicopatologia. Um sociopata clássico foi Donatien-Alphonse-François de Sade (1740-1814), um nobre francês cuja preferências sexuais perversas e novelas (tais como Justine) originaram o termo sadismo.
O indivíduo sociopata geralmente exibe um charme superficial para as outras pessoas e tem uma inteligência normal ou acima da média. Não mostra sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles podem ter um comportamento tranqüilo no relacionamento social normal e têm uma considerável presença social e boa fluência verbal. Em alguns casos, eles são os líderes sociais de seus grupos. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro com os sociopatas, são capazes de imaginar o seu "lado negro", o qual a maioria dos sociopatas é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.
O mais assustador é o fato que entre 1 e 4% da população é sociopata em maior ou menor escala. Claro, a maioria das pessoas com DPA não é criminosa e é capaz de se controlar dentro dos limites da tolerabilidade social. Eles são considerados somente como "socialmente perniciosos", ou têm personalidade odiosas, e cada um de nós conhece alguém que se ajusta a esta descrição. Políticos corruptos e cínicos, que sobem rapidamente na carreira, líderes autoritários, pessoas agressivas e abusadoras, etc., estão entre eles. Uma característica comum é que eles se engajam sistematicamente em enganação e manipulação de outros para ganhos pessoais. De fato, muitos sociopatas não-violentos e adaptados podem ser encontrados em nossa sociedade. Um estudo epidemiológico do NIMH registrou que somente 47% daqueles que eram caracterizados como tendo DPA tinham uma história de processo criminal significativo. Os eventos mais relevantes para estas pessoas ocorrem na área de problemas de trabalho, violência doméstica, tráfico e dificuldades conjugais severas. Muitas pessoas evitam indivíduos com este distúrbio de personalidade porque eles são irritáveis, argumentadores e intimidadores. Seu comportamento frequentemente é rude, impredizível e arrogante.
A sociopatia é reconhecida precocemente em um indivíduo: ela começa na infância ou adolescência e continua na vida adulta (o diagnóstico é possível em torno de 15 a 16 anos). Crianças sociopatas manifestam tendências e comportamentos que são altamente indicativos de seu distúrbio. Por exemplo, eles são aparentemente imunes a punição dos pais, e não são afetados pela dor. Nada funciona para alterar seu comportamento indesejável, e consequentemente os pais geralmente desistem, o que faz a situação piorar. Os sociopatas violentos mostram uma história de torturar pequenos animais quando eles eram crianças e também vandalismo, mentiras sistemáticas, roubo, agressão aos colegas da escola e desafio à autoridade dos pais e professores.
No entanto, apenas uma pequena fração dos sociopatas se desenvolve em criminosos violentos, estrupradores e assassinos seriais. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para canibalismo e rituais sádicos de tortura e morte, frequentemente de natureza bizarra. Há um amplo consenso que estas formas extremas de sociopatia violenta são intratáveis e que seus portadores devem ser confinados em celas especiais para criminosos insanos por toda a vida.Um sociopata típico deste tipo foi retratado por Dr. Hannibal "O Canibal" Lecter no filme e livro "O Silêncio dos Inocentes".
Os próprios sociopatas se descrevem como "predadores" e geralmente são orgulhosos disto. Eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo, que é o da violência acompanhada de descarga emocional (geralmente raiva ou medo) e nem ativação do sistema nervoso simpático (dilatação das pupilas, aumento dos batimentos cardíacos e respiração, descarga de adrenalina, etc). Seu tipo de violência é similar à agressão predatória, que é acompanhada por excitação simpática mínima ou por falta dela, e é planejado, proposital, e sem emoção ("a sangue-frio"). Isto está correlacionado com um senso de superioridade, de que eles podem exercer poder e domínio irrestrito sobre outros, ignorar suas necessidades e justificar o uso do que quer que eles sintam para alcancar seus ideais e evitar consequências adversas para seus atos. Por exemplo, em Justine, o personagem que incorpora o Marquês de Sade diz que tudo é justificado quando o objetivo é a gratificação de seus sentidos, e que a ele é permitido usar outros seres humanos da forma como ele desejar para aquele propósito.
O fato dos sociopatas possuirem pouca empatia para o sofrimento dos outros tem sido demonstrado experimentalmente em muitos estudos, os quais têm mostrado que eles exibem um processamento anormal de aspectos emocionais da linguagem, e que geralmente eles possuem resposta fisiológica fraca (no sistema nervoso autônomo) a imagens, palavras e situações de alto conteúdo emocional. Como acontece com os predadores, os sociopatas são capazes de uma atenção extremamente alta em certas situações.
O distúrbio sociopático também está altamente associado com a incidência de abuso de drogas e alcoolismo. De fato, esta associação piora os aspectos do comportamento sociopático, assim considera-se que eles são mutuamente reforçadores.
O DPA é relativamente fácil de diagnosticar. O mesmo Dr. Hare desenvolveu uma escala de avaliação, chamada Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R), que é útil para este propósito, particularmente na avaliação de criminosos (a população forense). Você pode testar a si próprio usando uma escala on-line disponível no Internet Mental Health.
Sociopatas violentos ocasionam um alto preço para a sociedade humana. Nos EUA, mais da metade dos policiais mortos por criminosos eram vítimas de sociopatas. O DPA é comum entre dependentes de drogas, mulheres e crianças, gangsters, terroristas, sádicos, torturadores, etc. Além disso, "os psicopatas são aproximadamente três vezes mais propensos a recidivar - ou quatro vezes mais propensos a recidivar violentamente do que os não sociopatas", de acordo com um estudo recente. Citando novamente o Dr Robert Hare: "É enorme o sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forças sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos - os psicopatas - as regras sociais não são uma força limitante, e a idéia de um bem comum é meramente uma abstração confusa e inconveniente".
Além disso, sob situações de stress, tais como em guerras, pobreza geral e quebra da economia, surtos epidêmicos ou brigas políticas, etc., os sociopatas podem adquirir o status de líderes regionais ou nacionais e sábios, tais como Adolf Hitler, Stalin, Saddam Hussein, Idi Amin, etc. Quando eles alcançam posições de poder, eles podem causar mais danos do que como indivíduos.
Qual é a causa da sociopatia? Como o cérebro está envolvido? Como isto pode ser prevenido e tratado?
Estas são questões importantes para a humanidade, para a lei e medicina. A curva ascendente da violência sem sentido, frequentemente por pessoas jovens (a medida que o tempo passa, mais e mais jovens...), impõe um senso de urgência em obter respostas para elas.
Por que os sociopatas têm estas características? Os seus cérebros são diferentes daqueles das pessoas normais? Eles exibem alterações patológicas?
Muitos estudos têm mostrado nos últimos 20 anos que assassinos e criminosos ultraviolentos têm evidências precoces de doença cerebral. Por exemplo, em um estudo, 20 de 31 assassinos confessos e sentenciados possuiam diagnósticos neurológicos específicos. Alguns dos presos tinham mais que um distúrbio, e nenhum sujeito era normal em todas as esferas. Entre os diagnósticos, estavam a esquizofrenia, depressão, epilepsia, alcoolismo, demência alcoólica, retardamento mental, paralisia cerebral, injúria cerebral, distúrbios dissociativos e outros. Mais de 64% dos criminosos pareciam ter anormalidades no lobo frontal. Quase 84% dos sujeitos tinham sido vítimas de severo abuso físico e/ou sexual. O grupo de assassinos incluiu membros de gangues, sequestradores, ladrões, assassinos seriais, um sentenciado que tinha matado seu filho pequeno, e outro que assassinara seus três irmãos.
Em outro estudo realizado no Canadá em 1994, no grupo mais violento de 372 homens presos em um hospital mental de segurança máxima, 20 % tinham anormalidades focais temporais do EEG, e 41% tinham alterações patológicas da estrutura do cérebro no lobo temporal. As taxas correspondentes para o resto do grupo violento foram de 2.4 % e 6.7 %, respectivamente, sugerindo assim um papel importante para os danos neurológicos na gênese das personalidades violentas, em uma proporção de 21:1 para agressivos habituais, e de até 4:1 (quatro vezes mais que na população normal), no caso de agressivos incidentais (uma única vez). O estudo conclui: "nós propomos que, embora tais discrepâncias não sejam suficientes para confirmar a neuropatologia como uma causa univariada da agressão criminosa, também não é razoável supor que sejam meram artefatos do acaso."
De acordo com os autores Nathaniel J. Pollone e James J. Hennessy, "Vários estudos em um período de mais de 40 anos sugeriram uma incidência relativamente alta de neuropatologia entre os criminosos violentos, muitas vezes acima daquele encontrado na população em geral, em taxas que excedem de 31:1 no caso de homicidas acidentais." (35 Annual Meeting of the Academy of Criminal Justice Sciences, Albuquerque, NM, 14 março, 1998).
Ainda que este tenha sido sempre um assunto muito controvertido, muitos pesquisadores acham que existem fortes argumentos à favor de um substrato da doença cerebral presente em criminosos violentos; e que isto tem consequências importantes para muitas coisas, desde do ponto de vista da lei, até a perspectiva de uma prevenção efetiva e do tratamento da sociopatia.
A Hipótese do Cérebro Frontal

Como os indivíduos sociopatas têm alterações marcantes em relação aos outros seres humanos, é natural que se devesse investigar primeiro se a parte do cérebro que é responsável por este tipo de comportamento também teria alguma anormalidade significativa.
Muitos comportamentos associados às relações sociais são controlados pela parte do cérebro chamada lobo frontal, que está localizado na parte mais anterior dos hemisférios cerebrais. Todos os primatas sociais desenvolveram bastante o cérebros frontal, e a espécie humana tem o maior desenvolvimento de todos. Auto-controle, planejamento, julgamento, o equilíbrio das necessidades do indivíduo versus a necessidade social, e muitas outras funções essenciais subjacente ao intercurso social efetivo são mediadas pelas estruturas frontais do cérebro.
Há muito tempo que os neurocientistas sabem que as lesões desta parte do cérebro levam a déficits severos em todos estes comportamentos. O uso abusivo da lobotomia pré-frontal como uma ferramenta terapêutica pelos cirurgiões em muitas doenças mentais nas décadas de 40 e 50, forneceu dados mais que suficientes aos pesquisadores para implicar o cérebro frontal na gênese das personalidades antissociais.
Existem muitos exemplos de pessoas que adquiriram personalidades sociopáticas devido a lesões patológicas do cérebro, tais como tumores. Por exemplo, um estudo de caso em 1992 descreveu um paciente que desenvolveu alterações de personalidade, as quais se assemelhavam fortemente a um distúrbio de personalidade antissocial, após a remoção cirúrgica de um tumor na glândula hipófise, o qual provocou danos a uma parte do lobo frontal chamado córtex órbito frontal esquerdo. Neste caso, testes neuropsicológicos e de personalidade não revelaram qualquer déficit cognitivo ou psicopatologia.
Antonio and Hanna Damasio, dois notáveis neurologistas e pesquisadores da Universidade de Iowa, investigaram na última década as bases neurológicas da psicopatologia. Eles mostraram em 1990, por exemplo, que indivíduos que tinham se submetido a danos do córtex frontal ventromedial (e que tinham personalidades normais antes do dano) desenvolveram conduta social anormal, levando a consequências pessoais negativas. Entre outras coisas, eles apresentaram tomada de decisões inadequadas e habilidades de planejamento, as quais são conhecidas por serem processadas pelo lobo frontal do cérebro.
Por que o cérebro frontal parece ser tão importante na gênese de indivíduos antissociais?  Uma hipótese provável é que quando não existe punição, ou quando a pessoa é incapaz de ser condicionada pelo medo, devido a uma lesão no córtex órbito-frontal, por exemplo, ou devido a baixa atividade neural nesta área, então ele desenvolve uma personalidade antissocial.
Pesquisas com animais têm mostrado que o córtex órbito-frontal direito está envolvido no medo condicionado. Por exemplo, quando um rato é punido com um choque elétrico cada vez que uma luz pisca em sua gaiola, ele sente medo, por associar aquele estímulo à punição. Seres humanos normais aprendem muito cedo na vida a evitar comportamentos antissociais, porque eles são punidos por isso e também porque eles possuem circuitos cerebrais para associar o medo da punição (sentimento da emoção) à supressão do comportamento. Este parece ser um elemento chave no desenvolvimento da personalidade.
Felizmente, temos agora uma maneira mais direta de visualizar a função cerebral, e que tem conduzido a uma notável explosão em nosso conhecimento sobre o funcionamento interno do cérebro do psicopata nos últimos dois ou três anos: a tomografia PET.
O equipamento de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) obtém imagens seccionais do cérebro vivo, usando cores para representar o grau de atividade.
Usando o PET, o pesquisador médico americano Adrian Raine e colegas estudaram assassinos, com resultados surpreendentes. Eles encontraram que 41 assassinos tinham um nível muito diminuído do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal em relação às pessoas normais, indicando um déficit relacionado à violência. Em outras palavras, mesmo quando nenhuma alteração patológica visível era apresentada, o dano frontal era aparente, através de uma atividade anormalmente baixa do cérebro naquela área. "O dano nesta região cerebral", notou Raine, "pode resultar em impulsividade, perda do auto-controle, imaturidade, emocionalidade alterada, e incapacidade para modificar o comportamento, o que pode facilitar atos agressivos". Outras anormalidades observadas pelo estudo de PET do cérebro de assassinos incluiu um metabolismo neural reduzido no giro parietal superior, giro angular esquerdo, corpo caloso, e assimetrias anormais de atividade na amígdala, tálamo, e lobo temporal medial. É provável que estes efeitos sejam relacionados à violência e criminalidade; pois algumas destas estruturas fazemo parte do chamado sistema límbico, que processa emoções e comportamento emocional.
Um aspecto interessante da pesquisa do Dr. Raine é que ele correlacionou as imagens cerebrais de PET à história pessoal do assassino, afim de certificar-se se eles tinham sido submetidos a algum trauma psíquico, abuso físico ou sexual, abandono e pobreza, quando eles eram crianças (um ambiente deprivado para o desenvolvimento da personalidade). Entre os assassinos, 12 tinham sofrido abuso significativo ou deprivação (recebido maus tratos). Foi descoberto que assassinos vindos de lares deprivados tinham déficits muito maiores na área órbito-frontal do cérebro (14 % em média) do que pessoas normais e assassinos vindos de ambientes não deprivados.
Os estudos iniciais controlados, realizados por Raine e colegas foram confirmados por uma série de investigações baseadas em PET com indivíduos sociopatas e criminosos violentos. Em um estudo em 1994, 17 pacientes com diagnóstico de distúrbio de personalidade foram submetidos ao PET. Os pesquisadores provaram que havia uma forte correlação inversa entre uma história de dificuldades de controle de agressividade durante toda a vida e o metabolismo regional no córtex frontal. Seis destes pacientes eram antissociais, o resto tinha vários distúrbios de personalidade (marginais, dependentes narcisistas). O PET foi usado novamente em 1995 para avaliar o metabolismo da glicose cerebral em oito sujeitos normais e oito pacientes psiquiátricos com história de comportamento repetitivo violento. Os autores obervaram que "sete dos pacientes mostraram amplas áreas de baixo metabolismo cerebral, particularmente no córtex pré-frontal e temporal medial quando comparado à sujeitos normais. Estas regiões têm sido implicadas como o substrato para agressão e impulsividade, e sua disfunção pode ter contribuído para pacientes com comportamento violento". Mais recentemente (1997), a tecnologia de imagens cerebrais por PET mostrou também que os psicopatas diferiram de não-psicopatas no padrão de fluxo cerebral relativo durante o processamento de palavras com coneteúdo emocional. As mudanças de personalidade adquiridas devido à injúria cerebral são também acompanhadas por uma diminuição na atividade neural na área frontal.
Evidências indiretas do papel do córtex pré-frontal no comportamento psicopático vêm de outros experimentos. No Canadá, uma equipe liderada por Dominique LaPierre comparou 30 psicopatas a 30 criminosos não-psicopatas, usando testes que avaliam a função de duas partes do córtex pré-frontal: o órbito-frontal e as áreas ventromediais frontais. Os resultados mostraram que "os psicopatas eram prejudicados em todas as tarefas órbito-frontais e ventromediais", mas não na função de outras áreas do córtex frontal. As similaridades entre psicopatas e pacientes com dano de córtex pré-frontal apareceu em várias áreas do estudo. "Os psicopatas e pacientes órbito-frontais ou ventromediais mostram uma preocupação exagerada com parceiros sexuais, atuando de uma forma promíscua e impessoal", observaram os pesquisadores."Ambos são marcantes quanto à sua falta de julgamento ético e social.
Ambos negligenciam as consequências a longo prazo de suas ações, escolhendo a gratificação imediata ao invés de um planejamento cuidadoso".
Conclusões

Em resumo, ainda que muitos destes resultados devam ser tomados com cuidado, todos eles convergem para uma importante descoberta: a de que os cérebros de criminosos violentos e sociopatas são na verdade alterados de maneira sutil, e que este fato pode agora ser revelado por novas técnicas sofisticadas. Uma consideração importante é que o comportamento humano é extremamente complicado e o resultado de uma interação de muitos fatores sociais, biológicos e psicológicos. "Existem muitos fatores envolvidos no crime. A função cerebral é apenas uma delas", diz o Prof. Adrian Raine. "Mas, ao entendermos a sua função cerebral, estaremos em uma melhor posição para entender as causas completas do comportamento violento".
Outra desvantagem dos estudos retrospectivos (isto é, feitos após o distúrbio aparecer em indivíduos estudados), é que é difícil separar causa da consequência. Em outras palavras, será que o déficit cerebral observado é a causa da anormalidade psicológica ou apenas o seu resultado?. Além disso, os resultados são ainda preliminares e não dão credibilidade ao uso destes métodos de neuroimagem e avaliação da função para "diagnosticar" indivíduos em risco de sociopatia; deste modo eles não devem ser usados para propósitos clínicos ou forenses no presente estágio.
Portanto, existe razoável evidência que os os sociopatas têm uma disfunção do cérebro frontal. Porque e quando esta disfunção aparece ainda é totalmente desconhecido, até agora.
Emocionalmente Insensíveis

Muitas das características da personalidade dos psicopatas poderiam ser explicadas por déficits emocionais. Por exemplo, eles têm pouco afeto com os outros, são incapazes de amar, não ficam nervosos facilmente e não mostram remorso ou vergonha quando eles abusam de outras pessoas. Assim, os cientistas têm feito hipóteses há muito tempo que os psicopatas têm uma deficiência em suas reações aos estímulos evocadores do medo, e esta seria causa de sua insensibilidade e também de sua incapacidade de aprender pela experiência.
Muitos experimentos com indivíduos sociopatas têm sugerido que isto é verdade. Um destes experimentos colocou agressores criminosos com alto nível de distúrbio de personalidade sociopática observando projeções de slides com figuras com diferentes conteúdos emocionais. Enquanto olhavam para as imagens, eles eram assustados subitamente, com sons inesperados. Quando pessoas normais estão vendo imagens agradáveis, a resposta de susto (um piscar de olhos) é de menor magnitude do que quando as imagens são desagradáveis ou estressantes (representando agressão, sangue, horror, etc).
Imagens neutras têm uma resposta de susto no ponto intermediário daquelas de prazer e desprazer. O que acontece com sociopatas criminosos? Eles têm exatamente o padrão oposto: piscam menos os olhos em resposta ao barulho quando estão assistindo imagens estressantes ! Entretanto, somente os sociopatas que tinham uma característica de indiferença emocional mostraram este fenômeno. Isto poderia ser explicado por uma falta de reatividade nestes agressores.
Em outro experimento, os cientistas registraram respostas fisiológicas de agressores criminosos sociopatas quando viam imagens estressantes, ou quando processavam palavras com alto conteúdo emocional. Os parâmetros fisiológicos registrados são os mesmos que os nos aparelhos de "detectores de mentiras".
A frequência cardíaca (isto é, quantas batidas por minuto, registradas na forma de curva em função do tempo). Estímulos que provocam medo ou stress eliciam um aumento na frequência cardíaca em indivíduos normais;
Reação galvânica da pele. A resistência elétrica da pele de certas regiões do corpo (por exemplo, a palma da mão) é afetada por sudorese emocional (ela aparece somente quando a pessoa está nervosa, mas não quando está com calor, como no suor normal: é por isso que falamos que uma pessoa está com as "mãos suadas" quando ela está mentindo).
Frequência respiratória: também é afetada pelo estímulo emocional, tornando-se mais rápida e mais superficial.
Os psicopatas não mostram alteração nestes parâmetros quando são submetidos ao stress ou a imagens desagradáveis. Estas alterações também não aparecem quando os sujeitos são avisados antecipadamente por um flash de luz quando eles vão receber um estímulo estressante (por exemplo, um desagradável sopro de ar em suas faces). Esta é a razão porque os sociopatas mentem tão bem e porque eles não são detectados pelos equipamentos de detecção de mentiras.
Entretanto, tudo isto não significa que os sociopatas não tenham emoções. Eles têm, mas em relação a eles mesmos, não em relação aos outros. De fato, tais indivíduos são incapazes de sentirem emoçoes "sociais" tais como simpatia, empatia, gratidão, etc. Isto pode explicar porque os sociopatas são tão desejosos de inflingir sofrimento e dor em outras pessoas sem sentir qualquer remorso. Para eles, as emoções de outras pessoas não têm qualquer importância; eles são "incapazes de construir uma similitude emocional do outro".
Quais são os tipos de emoções que o sociopata tem? Aparentemente, eles reagem a tudo, e rapidamente, com sentimentos agressivos, são muito irritáveis e também sensíveis a qualquer coisa que provoque vergonha ou humilhação. Com relações às emoções positivas, eles obtém prazer através da sensação de dominância e sentem satisfação por isto.
O Erro de Descartes

Antonio Damasio, um neurologista americano-português, já citado por nós na introdução, tem uma teoria que poderia explicar porque pacientes com distúrbios provocados por lesões no cérebro frontal ventromedial (e, por extensão, sociopatas) têm estes problemas emocionais. Ele a chamou de a "hipótese do marcador somático", que tem mais ou menos a seguinte forma: Indivíduos normais ativam os chamados "estados somáticos" (alterações na frequência cardíaca e respiração, dilatação das pupilas, sudorese, expressão facial, etc.) em resposta à punição associada às situações sociais. Por exemplo, uma criança quebra alguma coisa valiosa e é punida severamente por seus pais, evocando estes estados somáticos. Da próxima vez que ocorrer uma situação similar, os marcadores somáticos são ativados e a mesma emoção associada à punição é sentida. De modo a evitar isto, a criança suprime o comportamento indesejado.
De acordo com o Dr. Damásio, pessoas com danos no lobo frontal são incapazes de ativar estes marcadores somáticos. Ele diz: "isto deprivaria o indivíduo de um dispositivo automático para sinalizar consequências deletérias relativas a respostas que poderiam trazer a recompensa imediata". Isto explica também porque os sociopatas e pacientes com danos no lobo pré-frontal mostram poucas respostas autonômicas a palavras condicionadas socialmente e imagens com conteúdo emocional, mas têm respostas normais a estímulos incondicionados como outras pesquisas do Dr. Damasio mostraram.
Analisando o comportamento sociopático e suas causas, Damásio sugeriu em seu livro bestseller, "Descartes' Error: Emotion, Reason and the Human Brain" (O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano), que a razão e a emoção não são coisas separadas e antagonistas em noso cérebro (este foi o erro cometido pelo filósofo francês René Descartes aludido no título do livro), mas que um é importante para o outro na construção da nossa personalidade sadia. Indivíduos que são inteligentes e que são capazes de raciocinar bem, tornam-se monstros sociais quando eles não sentem "emoção social", que é a base da moral, do sentimento que está certo ou errado, etc.
O Autor

Renato M.E. Sabbatini, PhD. neurocientista e especialista em Informática Biomédica, doutor pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado no Instituto de Psiquiatria Max Planck em Munique, na Alemanha. Atualmente, é diretor do Núcleo de Informática Bimédica da Unicamp e professor de Informática Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas, (Campinas, Brasil). Email: sabbatin@nib.unicamp.br

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Predadores: perigosos e admirados?

20.01.12
PREDADORES: PERIGOSOS E ADMIRADOS?

Principalmente as mulheres devem ler este texto, vão identificar a conduta de diversos companheiros que lhes fazem ou lhes fizeram sofrer:

Texto traduzido do Espanhol:

Nada le molesta. ¡Desearía ser un poco como él!
Um site de ajuda a vítimas de sociopatas:

http://psicopatia-narcisismo.blogspot.com/2008/06/nada-le-molesta-deseara-ser-un-poco.html


    "A falta de consciência, empatia e remorso estão no centro da patologia psicopata. Assim escrito em papel soa horrível, mas na realidade, na ação de um predador é de um jeito diferente, e muitas vezes faz com que as mulheres queram ser um pouco mais assim!

    Lá no fundo a mulher (a menos que ela tenha  uma doença), não é isso que realmente ela quer. É simplesmente esgotou sua próprias barragem de atividade mental, cheio de pensamentos que invade, com o coração partido, com uma necessidade constantemente ser mais alerta.

    Talvez só queira que a dor desapareça, e se isso significa tornar-se superficial e achar que tudo "dá uma maldição", então que prefere adotar as características patológicas do seu companheiro.

    O grupo B, Transtornos da Personalidade (transtorno de personalidade borderline, narcisista e anti-social o sociopata ou psicopata) é caracterizada principalmente por uma falta de consciência, empatia e remorso (a partir de agora vamos usar a sigla REC para se referir a esses recursos).

Até certo ponto, apenas o grau de falta de REC pode determinar o tipo de desordem e periculosidade do predador.

Na parte superior do grupo é a personalidade anti-social, como tem a maioria dessas características. Mas todos os três transtornos têm essa falta dentro, e se sobrepõem.

Então, o que parece ser uma falta de consciência, empatia e remorso?

Aparentemente, vendo a pessoa de um ponto de visita da normalidade, dá a impressão que a pessoa não se preocupa, tanto por suas ações, quanto o que os outros podem vir a pensar sobre seu comportamento.

Ele se mostra muito confiante em suas escolhas e comportamento. Parecem desfrutar dessa confiança mesmo quando se comportam mal, sempre demonstram razão, mesmo quando eles ferem outra pessoa.

O fato de não darem importancia ao que os outros pensam é visto como uma qualidade. Você começa a fazer a sua vida sem o efeito perturbador de como os outros o vêem.

Não se deixam perturbar, numa nuvem de apatia impenetrável, mesmo diante de todos os tipos de consequências negativas, quer social, emocional, sexual, monetário ou físico, como resultado de seu próprio comportamento.

No entanto, a falta de REC é a única coisa que nos diferencia de algumas espécies animais. (Você já tentou fazer um gato se sentir culpado?) É a nossa humanidade. O fato de que vários níveis de psicopatologia da falta destes elementos deve ser um indicador de sua capacidade limitada para agir "como seres humanos" em determinadas situações.

As pessoas não se surpreendem quando bandidos com esta falta de REC seqüestram crianças, machucam os animais, roubam, mentem, enganam e são infieis. A consciência moral diz respeito ao impacto e emoção das características culpa.

A culpa é o alarme do nosso comportamento, ou seja, não se pode fazer algo errado, para não nos sentirmos culpados. Em última análise, a culpa evita ferir outros e a nós mesmos, para não ter que com aquela terrível sensação de arrependimento.

Mas em um ser patológico esta qualidade não magoar os outros (e a si mesmo), mas não tem o discernimento para reconhecê-lo como um dano causado por eles, prejudicando a sociedade e deixando um rastro de mulheres e crianças feridas, enquanto ele vivem alegremente cantarolando uma canção.

Não se deve admirar a sua capacidade de ferir os outros. Em uma de nossas palestras recentes, alguém repetidamente trouxe à tona o assunto, dizendo que pensou que fosse bom se ela assim fosse, um ser patológico não tem remorso e não se sente afetado por seus próprios sistemas de crenças e, portanto, se nós nos tornamos como eles, e fizermos o mesmo que ele, ficaríamos mais infelizes porque eles reagem menos ao que fizemos, ele não se importam

A única coisa que nos distingue como seres humanos é a capacidade de amar, ao passo que esses seres patológicos não se preocupam com os outros, doa a quem doer. O que nos torna seres, por assim dizer, não patológico, é a nossa capacidade de ter um olhar crítico sobre o nosso comportamento.

Mesmo quando você está ferido e gostaria de se tornar mais indiferente em busca da liberdade da dor, nunca será capaz de saltar para o abismo do REC patológica para escapar da tristeza, os pensamentos invadem ou outros sintomas que você gostaria de ver desaparecer .

Por isso digo a todas aquelas mulheres que não sejam patológicas como esses predadores, essa a única maneira de escapar da dor é esperar passar.

Suponha que você ainda saber a diferença entre o que é certo e o que é errado e ainda não atingiu a condição de seu parceiro, mas admira seu jeito de ser, significa que você não tem a doença!

Aqueles que adotaram, que compraram a forma como o predador vê o mundo, despresando o sofrimento dos outros, achando ser mais esperto, desejando viver uma vida cheia de dominação / poder / status, precisam fazer terapia para curar a maneira "consumiu" da visão patológica do mundo do predador.


Outro autor que falou sobre esta questão é Hervey Cleckley. Sua obra é resumida neste artigo tem a seguinte redação:

    "Nice", "charmoso", "inteligente", "Awake", "impressionante", "inspirar confiança", e "um grande sucesso com as mulheres": estes são os tipos de descrições repetidamente usada por Cleckley em famoso estudo dos psicopatas. Então, é claro, "irresponsável", "auto-destrutivo", e similares adjetivos. Estas descrições destacam a frustração e os mistérios que cercam o estudo da psicopatia.

Os psicopatas parecem ter muitas dessas características mais desejadas pelas pessoas normais. A confiança informal do psicopata quase parece um sonho impossível, e geralmente é o que pessoas "normais" tentam ganhar ao frequentar workshops de auto-ajuda.

Em muitos casos, a atração magnética do psicopata para os membros do sexo oposto parece quase sobrenatural.

Uma hipótese seminal de Cleckley leva em conta o fato de que psicopata tem uma verdadeira doença mental: um défice profundo e incurável de afetividade.

Quando você realmente começar a sentir alguma coisa, para eles são apenas o mais vagas emoções. Enquanto ações estranhas e auto-destrutivo tem conseqüências que irá encher o homem comum do ódio tristeza, auto-vergonha, para um predador simplesmente não é, o afetar minimamente.

O que os outros seria um desastre para ele não é apenas um inconveniente passageiro."


Esse pequeno artigo foi escrito por Sandra Brown, autora de “How to Spot a Dangerous Man”, para o seu blog Dangerous Liasons. Aqui é em português. Esperamos que seja de interesse e possa ajudar as pessoas foram vítimas de um psicopata a refletir como ganhar alguma esperança de ir em frente e voltar a encontrar o seu caminho,.

Enquanto o texto é direcionado às mulheres, pois a incidência da psicopatia é muito maior nos homens, também se aplica a homens que tenham sido vítimas de mulheres com transtornos de personalidade.

O Psicólogo
Enviado por O Psicólogo em 03/04/2011
Reeditado em 03/04/2011
Código do texto: T2887597
http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/2887597

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Tipos de cafajeste

20.01.12
Sedutor - Esse prefere atacar uma de cada vez! Escolhe sua vítima como um serial killer, tem que se encaixar no seu perfil. Vai lá e faz tudo para conquistá-la, quando percebe a mulher apaixonada, simplesmente a abandona e recomeça a busca por outra vítima...

Parasita - Conquista mulheres carentes, promete amor infinito a elas, as cobre de atenção e carinho, mas somente no início, depois de estabelecida a relação, as abandona emocionalmente e faz a idiota acreditar que o relacionamento continua funcionando. São muito manipuladores. Escolhe a mulher não para se relacionar numa troca sadia, mas para ter uma cuidadora. A mulher está ali para fazer sua comida, lavar suas roupas, administrar a casa onde mora, cuidar da sua vida para que ele tenha tempo para seu mundinho particular. Enquanto essa demente se acaba cuidando desse subtipo de cafa, ele se dedica a correr atrás das mulheres que inspiram desejo nele.

Interesseiro - Esse é um subtipo que tem se proliferado assustadoramente. Cobre a mulher de atenção, carinho, tenta satisfazê-la sexualmente. Se torna o homem dos sonhos dela, mas o que quer mesmo é viver na aba e transar com as outras escondido, quando a oportunidade surgir. A mulher tem que pagar tudo, e tudo continuará bem enquanto ela estiver pagando tudo. Eles são aquilo que os próprios homens reclamam desde sempre nas mulheres, que são interesseiras, que gostam mesmo é de dinheiro e tal. Agora já existe a versão masculina! Esse subtipo que se multiplica como rato, acabou copiando o tão famoso golpe do baú, que antes era "privilégio" das mulheres! Curioso, não?!
http://confissoes-femininas.blogspot.com

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10 informações sobre Psicopatas

20.01.12
Uma pequena lista com informações bem interessantes sobre esse tipo de pessoa que tanto causa medo aos outros.

10 - O que é ser um psicopata? Psicopatia não é sinônimo de criminoso, ao ouvir falar do termo psicopata muitas pessoas pensam em assassinos em séries ou pessoas que cometem crimes hediondos, ledo engano, psicopatas em essência são pessoas que não conseguem discernir emoções, logo é possível encontrar psicopatas entre pessoas bem sucedidas que no geral não despertam nenhuma suspeita, como na política, grandes empresas e até mesmo em instituições religiosas.

9 - Ausência de emoções. Com certeza a característica mais marcante da psicopatia. Psicopatas são incapazes de enxergar certas emoções, assim como os daltônicos não conseguem ver certas cores, o que os tornam pessoas extremamente frias e egoístas. Indivíduos com esse distúrbio tratam pessoas como objetos que podem ser descartados, não entendem o significado de 'bem comum' (se tiver tudo bem pra eles, então tudo estará bem) e são capazes de presenciar cenas macabras sem apresentar nenhuma alteração fisiológica, como suor nas mãos, coração acelerado, tremores até náuseas e vômitos. Para eles o medo é algo incompleto, superficial e não está associado a alterações corporais.

8 - Então o que eles sentem? Devido a essa 'probeza emocial' são eles incapazes de sentir amor, compaixão e o respeito pelo outro. Em momentos como esses apresentam todo tipo de encenação. Confundem o amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade, são bem superficiais. Resultados de uma pesquisa revelam que diferente das pessoas comuns, os psicopatas apresentam atividade cerebral reduzida nas estruturas relacionadas às emoções em geral e em contrapartida, um aumento na atividade nas regiões da cognição (capacidade de racionalizar). Assim pode-se dizer que são muito mais racionais que emocionais.

7 - O perigo mora ao lado. Estima se que de 1% a 4% da população mundial apresente o chamado 'transtorno de personalidade anti-social', mas que não se manifesta de forma violenta, não se engane por isso, pois o fato de não cometer ato violento não que dizer que ele não deixe um rastro de destruição até no grau mais leve da psicopatia. Entre a população carcerária esse índice chega a 20%. No Brasil há cinco milhões deles entre nós, não se surpreenda caso você conheça algum psicopata, com certeza você deve conhecer. Então não se esqueça, quando tiver que decidir em quem confiar, tenha em mente que a combinação de ações maldosas com frequentes jogos cênicos por sua piedade praticamente equivale a uma placa na testa de uma pessoa portadora deste transtorno.

6 - Psicopatas são mentirosos compulsivos, todo mundo mente, isso é fato, mas psicopatas fazem isso o tempo todo, até para eles mesmos, talvez como uma forma de suprir o vazio dentro deles. Mentem com competência, e são capazes de dizer coisas contraditórias olhandos nos olhos de uma pessoa e não muito raro costumam fingir que praticam certas profissões como de médico ou advogado, usando e abusando de termos técnicos passando credibilidade, chegando ao limite de exercerem clandestinamente essas profissões, causando danos irreparáveis a terceiros. Com uma imaginação fértil e se focada sempre em si próprios, raramente ficam constrangidos ou perplexos quando são flagrados, apenas mudam de assunto ou tentam refazer a história para que pareça mais verossímil. Mentir, trapacear e manipular são talentos inatos dos psicopatas.

5- Psicopatas são charmosos e inteligentes, isso não quer dizer que psicopatas se vestem bem e são atraentes, mas sim que costumam ser espirituosos e bem articulados capazes de manipular pessoas mais vulneráveis. Por isso tornam-se líderes com freqüência, seja em presídios ou multinacionais, aliada a capacidade de mentir despudoradamente, os psicopatas conseguem se dar bem em entrevistas de emprego, conquista a confiança dos chefes e não raro exercerem cargos hierárquicos. Psicopatas possuem uma visão narcisista e supervalorizada de seus valores e importância (egocentrismo e megalomania) se vêem como o centro de tudo e tudo gira em torno deles.

4 - Ausência de sentimento de culpa. Psicopatas não sentem culpa pelo que fazem, nem sentem medo de uma possível punição pelos seus atos, esses indivíduos não possuem nenhum encargo de consciência. Eles são capazes de verbalizar remorso (da boca para fora) e uma das primeiras coisas que aprendem é como demonstrar esse sentimento para atingir pessoas de bom coração. Inventam desculpas elaboradas que são capazes de mexer profundamente com os sentimentos nobres de uma pessoa. E pelo fato de serem egocentricos e megalomaniacos nunca se apresentam errados, colocando sempre a culpa nos outros.

3 - Ausência de empatia. Empatia é a capacidade de considerar e respeitar os sentimentos alheios, de se colocar no lugar do outro. Como já se disse para os psicopatas, as pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessario para satisfazer seu prazer. Caso demonstrem possuir laço mais estreitos com alguém é certamente pelo sentimento de possessividade e não por amor. Psicopatas em estado mais elevado e grave, são capazes de torturar e mutilar vítimas com a mesma sensação de quem fatia um suculento filé-mignon.

2 - O ambiente influi no tipo de psicopata, mesmo os que defendem que a psicopatia é algo 100% genético, não se pode negar que fatores externos, sociais e familiares influenciam como o transtorno será expresso no comportamento do individuo, indo de estado mais leve até o mais grave de psicopatia. Psicopatas que cresceram sofrendo abuso ou presenciando agressões teriam uma probabilidade maior de usar suas habilidades para matar pessoas. Já aqueles que cresceram em famílias equilibradas e não tiveram grandes dramas na infância, teriam uma probabilidade maior de transformar naqueles que mentem, roubam, trapaceiam, mas não chegam a praticar o ato violento criminoso em si.

1 - Psicopatia não tem cura, por acharem que não fazem nada de errado, psicopatas repetem os seus erros e tendem a reincidir três vezes mais que os criminosos comuns, ou seja, punições não servem de nada contra eles. Também não existem tratamentos comprovados nem remédios que façam efeito, mas tudo isso não quer dizer que eles devem ser punidos, pois possuem plena consciência de que seus atos não são corretos. O que se deve ter é o consentimento de que certas pessoas podem não ser confiaveis ou ser quem esperamos, além de ficar atento aos sinais claros e próprios dos psicopatas.

Depois de todas essas informações o melhor que se pode fazer é identificar pessoas com esse distúrbio e afastá-las de vez de nossas vidas (quando possível), pois os danos que eles podem causar em nossas vidas são muitas vezes irreparáveis. E então, você conhece algum psicopata?

Fonte

Leia mais em: 10 Informações Valiosas Sobre os Psicopatas - Amigos do MDig http://amigos.mdig.com.br/index.php?itemid=6338#ixzz244iGORsJ

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O psicopata dessimulado

19.01.12
O Psicopata Dissimulado:
http://sandicesdemomento.blogspot.pt/2010/02/psicopatia-dissimulada.html

Seu comportamento se caracteriza por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência, ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas próximas.

Na realidade, didaticamente poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por um comportamento muito sedutor.

Por essas características Millon já considerava o Psicopata Dissimulado como uma variante da Personalidade Histriônica, continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação. Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou no Malévolo, os quais centram em sí mesmo sua preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.

Esse subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, comportamentos imaturos de contínua buscas de sensações. Seguindo as características básicas e comuns à todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso.

Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre projetada sobre terceiros.

A contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo tudo o que for necessário para obter exatamente o que querem dos outros.

Por outro lado, em diferentemente do Psicopata Carente de Princípios ou do Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo excitação nas conquistas.

Mesmo aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos.

Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas.

Quando as pessoas com esse tipo de psicopatia são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabulados e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista.

A característica afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária, estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera.



O psicopata no amor

Ele se "alimenta" da ingenuidade, da dependência, se excita demais cada vez que sente que está dominando, que a companheira está "na dele"...

Ele aparenta ser um companheiro maravilhoso, tudo o que uma mulher sonha na vida, sempre atencioso, até demais, sempre faz a mulher se sentir nas nuvens...

Assim é o jogo de sedução, antes ele lê a personalidade feminina, colhendo sutilmente informações dela, para depois dar o bote...

Lembramos que as cobras, antes de morder, acariciam suas presas, os psicopatas agem da mesma forma...

Psicopatas são pessoas que aparentam ser muito humanas, solidárias, de bom coração, mas existe uma má intenção por detrás dessa personalidade "impecável".

Como podemos saber se convivemos ou não com um psicopata? Seria muito difícil, pois o diagnóstico da psicopatia só é dado por um especialista, o Psiquiatra.


Quem são os psicopatas?

Psicopatas, ao contrário do que muitos pensam, não são loucos, ao contrário, são pessoas extremamente inteligentes e que usam sua inteligência para seduzir, manipular suas vítimas, se excitam em ver a presa "capturada", seduz a pessoa até a pessoa se apaixonar perdidamente sem se envolver, não tem um pingo de sentimento!!!

Ele faz a pessoa se envolver sem se envolver. Quando o psicopata se cansa da brincadeira, simplesmente sai "à francesa", some, desaparece sem dar notícias.

Ele se diverte com o sofrimento alheio, com a ingenuidade, com o coração puro. Esses sim são os que considero "papa anjos", não porque são pedófilos, muitos nem são isso, mas papam anjos porque "se alimentam das ilusões alheias".

A mente do psicopata é diabólica, arquiteta muito bem os seus planos, tudo é premeditado, muito bem pensado.


Conselhos preciosos:

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Como identificar um psicopata

17.01.12
Federações Mattos
A cena do Hannibal Lecter degustando o rosto do policial na prisão, ainda que muito atraente e instigante, não faz juz ao psicopata clássico. Há uma variação enorme de tipos de psicopata na matriz do diagnóstico de personalidade antissocial levantada pela APA (Associação de Psiquiatria Americana).

Link YouTube | Ok, a gente já botou o link logo no abre to texto, mas essa cena é boa demais pra ser só um link

A ideia de que existam pessoas sem coração, aptas a nos matar num piscar de olhos, nos amedronta a tal ponto que gostamos de saber tudo sobre elas. Como se vestem, comem, pensam e agem?
Nutrir tal noção do mal distante também tranquiliza o nosso senso moral, confortável em saber do perigo bem longe de nós, enjaulado na mente de um sujeito sádico, perverso. Quase não-humano. O cinema americano adora retratar os psicopatas como seres que matam indiscriminadamente, com QI acima da média, sagazes e capazes de dar grandes bailes nos competentes agentes do FBI.
Nem sempre. Eles apenas têm um prejuízo na capacidade de processar emoções de simpatia, carinho e compaixão. Por essa razão, sua cognição fica liberada de culpa, vergonha, medo e receio. Sem tais filtros, agem de maneira muitas vezes imprevisível.
Quem não gostaria de se sentir assim por alguns dias e resolver alguns problemas práticos sem tanta interferência dos impulsos do coração?
Existem 3 fatores que influenciam diretamente na gênese de um psicopata:
Uma condição cerebral deficitária;
Fatores ambientais tóxicos, como uma família desajustada;
O traço psicológico desses comportamentos incitadas por um impulso emocional que carece de empatia.
Como falei, a ausência de culpa ou compaixão é a marca essencial do psicopata. Isso o leva a cometer inúmeros atos que atentam contra os outros.
Por quê?
O psicopata, tão temido e tido como a culpa de todos os males do mundo, anda entre nós e pode muito bem ser o seu amigo de infância, seu irmão, sua tia ou namorada.
Esse tipo de pessoa não vem com tarja preta na cara e nem com código de barras danificado. É bem possível que adore o seu amigo psicopata e, às vezes, até entre em roubadas por influência dele. É aquele cara que faz trapalhadas, exagera e perde a mão, quase como você. Ou melhor, pode ser você.
Para fins de exercício e pensando nos tipos com quais lidamos em nosso dia-a-dia, podemos dividir esse transtorno em 5 hipotéticos tipos. Não é uma escala oficial. Quero falar daquelas pessoas que nos deixam com uma pulga atrás da orelha. Nosso amigo de bar, o cara mais porra-loca da sala ou aquele que desistimos de esperar que devolva o dinheiro emprestado.
Vou descrevê-los em ordem de periculosidade, quase uma escala de maldade mesmo. Isso não quer dizer que todos esses perfis indicam pessoas prontas para cometer algum tipo de assassinato brutal no próximo final de semana.
O conquistador

Patrick Bateman, de "American Psycho"
Imagine que você acorda com o coração inquieto, uma angústia estranha e logo te vem uma garota linda na cabeça. Você sabe que precisa ligar para ela e combinar de sair. Nem vê que horas são e manda um torpedinho safado e cheio de amor para dar.
Ela responde ansiosa, com algumas gracinhas e você sente que ganhou o mundo. Mas até a noite chegar, vai demorar demais para aquele comichão passar e já que aquela vizinha gostosa te deu mole ontem não ia custar nada bater na porta dela pedindo um favor. Ela te vê pelo olho mágico demora mais um pouco e abre a porta de calcinha com carinha de “me pega com força”. E assim a brincadeira vai pelo resto do dia e das semanas. Só que toda a delícia começa a virar uma “perturbação”.
O perfil: Esse é o tipo odiado e adorado por todas as mulheres. É capaz de falar com grande facilidade tudo aquilo que uma mulher gostaria de ouvir. Ele fareja boas oportunidades sexuais explorando aquela menina que acha que pode mudar o caráter do homem. Ele adora sentir aquele cheiro de vitória no ar.
Não é necessariamente de sexo que ele gosta, mas sim da sensação de poder ter o sexo, afinal, ele é do tipo que se entedia rápido, muito rápido. Esse é o motivo pelo qual vai tentar desaparecer do motel ou da casa da guria logo que terminar de gozar.
A caçada valida sua potência. Seu carisma é incomum e encantador. Qualquer um quer ter ao seu lado esse tipo de pessoa como amigo ou como amante.
Por trás das mil maravilhas, vive ciclos de autoengano que recusa a enxergar. Evita o próprio sofrimento a todo custo, costurando as narrativas mais mirabolantes para se convencer de nunca ser o causador da dor alheia.
Sua habilidade principal: encantar, adocicar a vida e tornar tudo mais leve. Parece buscar por reais vínculos, mas em verdade, não os desenvolve. Apenas falseia doces melodias.
O malandrão

Alex DeLarge, de "A Laranja Mecânica"
Sabe aquela manhã gelada que nem dá gosto sair da cama? Pense como seria poder desligar o soneca do despertador não por 10 minutos, mas por quanto tempo você quisesse. Seria como viver em férias permanentes, sem dor de cabeça, contas à pagar ou problemas para resolver. O paraíso na Terra, sempre com uma mulher jeitosa do seu lado pronta para resolver cada impasse chato da vida cotidiana.
Ele quer gozar a vida, só gozar.
O perfil: Imagine a figura mítica do malandro carioca ou da maria chuteira. Meio preguiçoso, acorda bem tarde, mesmo tendo dormido cedo. Parece que tem uma ginga na alma que faz as pessoas se deliciarem com sua presença. Tem sempre um agrado nos lábios e uma rosa na mão.
Não tem medo de tiro, de ameaça, de mulher na TPM, muito menos de marido bravo. Ele é capaz de convencer o cornudo mais enfurecido de que não fez nada demais. Se pego na cena do crime, transando com a mulher do sujeito, enquanto ele estiver usando meias, ainda conseguirá convencer o chifrudo que estava consertando o chuveiro e para isso precisava estar nu. E pior, será convincente.
Ele estará nos bares, rachando a cerveja (a coxinha, o cigarro, a balada) dos “amigos” e o seu triunfo será quando encontrar uma doce mulher que será o seu passaporte para a felicidade. Condoída pela situação dele, vai hospedá-lo em casa. Como uma sanguesssuga, esse malandro irá sorver cada coisa que puder com um sorriso e cinismo no rosto, até que ela acabe indo embora, atormentada.
Sua habilidade principal: aproveitar a vida como ninguém, sem pudor ou medo do dia seguinte. No entanto, com traços egoístas, autocentrados. Ignora o bom senso social, fingindo não ter desconfiômetro.
O invocado

Bill "the Butcher" Cutting, de "Gangues de Nova York"
Quem gosta de levar desaforo para casa e passar de covarde na frente dos outros? Se o cara te fechou no trânsito e foi folgado, porque não avançar nele e tirar satisfação? Qual o problema de colocar gente folgada no seu devido lugar? Se o mundo é feito de gente malandra, porque não mostrar quem manda no galinheiro? Qual o problema de querer tudo certo e do seu jeito?
O perfil: Sabe aquele cara que você tem medo de encontrar na calçada e que tem um tipo de vermelhidão nos olhos de dar medo? É dele que falamos. Pronto para resolver seus problemas no tapa, ele é sempre o esquentadinho da turma. Na dúvida ele está metendo a mão na cara de alguém, homem ou mulher.
Sem perceber, está sempre procurando um meio de arranjar encrenca. Por essa razão, adora o trânsito das metrópoles. Afeito ao porte de arma, tem sempre uma prestes a ser engatilhada. Aliás, tem uma filosofia bélica para lidar com a vida: ou você é seu aliado ou seu inimigo. 8 ou 80, costuma ter uma lista de desafetos e nunca faz questão de aliviar a barra de ninguém.
Adora filmes de guerra ou violência e, se pudesse, seria da polícia ou do crime organizado. De alguma forma, gosta de se envolver com coisas ligadas ao Direito, seja para corromper ou exercer o poder.
Sua habilidade principal: identificar riscos e perigos físicos antes de todos, de forma a se manter sempre próximo da “confusão” – seja para agredir ou para atacar em nome da suposta proteção de si mesmo ou daqueles à sua volta.
O golpista

Roy Waller e Angela, de "Os Vigaristas"
O mundo é muito chato, demorado e cheio de burocracias inúteis. Seria bem legal se você pudesse se ver livre de todas elas e se dar muito bem no final. Ninguém está vendo e se estiver não tem problema, afinal, quem paga suas contas?
Na hora de pagar a conta com os amigos, nunca paga a maior parte. Todo mundo se divertiu “às suas custas” e podem pagar mais, inclusive a parte dele. Isso sim é que é vida. A fila do banco está demorando, as pessoas estão desatentas e você pode dar aquela furadinha sem afetar ninguém. Por que não?
“Jeitinho brasileiro” é seu sobrenome. Trambiques e maracutaia são seus irmãos.
Se precisar, inventa uma desculpa, daquelas mentirinhas inofensivas que não prejudicam ninguém. Se passar por outra pessoa para conseguir entrar numa festa, badalada ou ganhar uma graninha, “ia ser bem divertido”. Se todo mundo brinca de faz-de-conta no carnaval, porque não expandir a farra no resto do ano todo? É proibido proibir.
O perfil: Famoso 171, com ele o fio de bigode não vale um tostão. “Dinheiro na mão é vendaval” e, quem puder emprestar, terá o retorno merecido e bem breve, quase próximo da sua morte. Se precisar, ele inventa uma voz, um comportamento ou gesto novo para se dar bem na vida.
É um camaleão social, sempre pronto para surrupiar um objeto, um posto, um cargo ou pessoa. É dissimulado e mentiroso, compulsivo e talentoso, sabe dar nó em pingo d’água como ninguém. Se for preciso, ele chora ou ri para se livrar de alguma encrenca.
O tipo mais cético é capaz de ser enganado por ele, aliás, os mais certinhos costumam ser as vítimas favoritas deles. Afinal, ele sabe massagear bem o ego dos outros para conseguir o que quer. Seu lema é “quero me dar bem, aqui e agora!” e, para isso, se aproxima de grupos de boas posições para tirar proveito e até praticar atos de estelionato.
Sua habilidade principal: entender as sutilezas humanas com presteza fora do comum, manifestando ilusões capazes de mover as pessoas nas direções exatas em que deseja. Bancos, cofres e mulheres não possuem segredos diante de seu dom. Criam confiança, vendem sonhos e evocam ambições desconhecidas até mesmo por seus alvos.
O serial killer

John Doe, de "Se7ven - Os sete crimes capitais"
Você agora tem uma sensação de medo constante, muito medo de que alguém atrapalhe seus planos do fim-de-semana. Tudo está planejado para sair do melhor jeito possível, nada pode dar errado, afinal, nem sempre você pode fazer aquilo que gosta. A sensação é de um baile de formatura, a balada do ano, seu dia de aniversário, um momento mágico.
Imagine alguém entrando no meio do caminho e tentando impedir você de conhecer aquela pessoa que vai te trazer um prazer absurdo. A frustração seria inigualável! Então é melhor dar cada passo por vez, meticulosamente, sem contar nada pra ninguém. Aquela comida deliciosa, só parecida com o almoço de sua mãe e que você espera comer há tanto tempo estará ali, te esperando suculenta. O doce sabor da carne humana em decomposição. Humm, inesquecível.
O perfil: Seria adorável permanecer por um tempo sem se sentir muito culpado com as próprias ações, apertar o botão do foda-se e sair fazendo o que tiver vontade. Assim se sente o tipo mais perigoso dos psicopatas, os criminosos seriais – que podem incluir os pedófilos, estupradores, assassinos ocasionais e os que matam em série.
Liberdade radical é seu lema e ninguém poderá se interpor no seu caminho (correndo o risco de morte). Quem tenta atrapalhar suas vontadse está correndo um sério risco para seu bem-estar. Como ele é incapacitado de se colocar no lugar dos outros ou ter compaixão, costuma ter grande dificuldade de se adaptar ao convívio social. Ele desenvolveu a técnica de copiar os comportamentos dos outros e reagir de forma mais automática.
Sua sede por poder e busca por alívio da ansiedade costumam terminar no esquartejamento cuidadoso de uma vítima escolhida a dedo.
Habilidade principal: ser frio, calculista e agir da forma que julgar adequada – meticulosa, impiedosa, impulsiva… – para conseguir aquilo que deseja. Sem sentimento de culpa, sem rodeios e sem justificativas.
Err… então, como diferenciar um “conquistador/malandro/invocado normal” de um psicopata?
A frequência e a consistência das ações, bem como os danos provenientes, são variáveis centrais nessa resposta.
Se a pessoa exibe algum dos comportamentos explicados com alta frequência (entre diária e semanal) e regularidade ao longo do tempo (três ou mais meses), perigo. Se ainda tais ações tendem a gerar  prejuízos materiais, emocionais e/ou sociais observáveis em, digamos, duas ou mais pessoas, acenda o alerta vermelho.
Você pode estar diante de um psicopata. Um em cada cem de nós, é.
Isso salienta um ponto interessante. Crimes não são a única válvula de escape para um psicopata. Nossa sociedade é capaz de absorver tais comportamentos em suas engrenagens, por meio de profissões nas quais a psicopatia possa ser sublimada, percebida até mesmo como uma qualidade.
Vendedores, seguranças, advogados, lutadores, cirurgiões, políticos, marqueteiros, executivos de alto nível… Praticamente qualquer cargo que exija traços persuasivos, dominadores, impositivos pode acomodar um psicopata. Óbvio, isso não seria exclusividade das profissões citadas. São meros exemplos.
A maldade é uma questão de contexto, acessível a todos nós. Não se engane, você já cometeu atos deliberadamente maus, ruins, prejudiciais e causadores de infelicidade ao longo da vida. E, mesmo com certa dificuldade em admitir, gostou disso.
Porém, nem tudo é cinza. Vivemos em tempos cada vez mais civilizados.
Não saímos na esquina para matar um desafeto feito no almoço – ainda que o Datena possa querer nos convencer do contrário. A natureza colaborativa e compassiva do ser humano se faz cada vez mais presente, para o nosso bem. Em grupos, mesmos indíviduos desviantes tornam-se aptos a viver uma vida plena, cultivando relações minimamente estáveis e funcionais.
Mesmo os supostos normais têm muito a aprender com aqueles que condenam. Boas doses de leveza, jogo de cintura e capacidade de lutar sem medo ou pudor por aquilo que desejamos são habilidades essenciais em nossas trajetórias.
Um pouquinho de psicopatia do bem em nosso cotidiano teria seu espaço, não acham?
***
Para aprofundar seu conhecimento:
Livro Mentes Perigosas – o Psicopata Mora ao Lado, escrito por Ana Beatriz Barbosa Silva
Livro Without Conscience, de Robert Hare, psicólogo, professor e PhD
Livro Por que fazemos o mal?, de minha autoria
Site PsiqWeb, do médico e professor psiquiatra Geraldo José Ballone (não se engane pelo visual ruim, o conteúdo é excelente)
Artigo Pelo direito de ser um homem torto, de minha autoria
Artigo Sem pena nem perdão, por Mauricio Horta, na Superinteressante
 

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Psicopata. Perverso, imaturo emocional, daltónico de sentimentos

16.01.12
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O PERFIL DO PSICOPATA
 Helci Rodrigues Pereira

    - De psicopata todos nós temos um pouco -

Etimologicamente, psicopata quer significar uma pessoa inadaptada que, durante curto ou longo espaço de tempo, revela doença mental grave ou leve e com repercussão social notável ou sem  importância. Muitas vezes reserva-se o termo alienado para os psicopatas que afligem a ordem pública.

Há uma terminologia variada para a expressão Personalidade Psicopática. 

Tomado em seu sentido amplo, o termo psicopata há de incluir todos os casos de doenças mentais, quais sejam, por exemplo: oligofrenia, mania, melancolia, confusão mental, demências, esquizofrenias, histerias, etc.

Pensando no perfil do psicopata, podemos, em síntese apertada, estabelecer a sua caracterização, como veremos a seguir.

O psicopata padece de instabilidade psicomotriz: não conserva uma atitude assumida, não fixa a atenção na mesma ação, na reação constante, na perseverança do comportamento. É um inconstante por excelência.

Suas reações, marcadas pela hiperemotividade, são sempre fora de medida nos momentos da mínima perturbação de sua “atmosfera psicossocial”. Sua suscetibilidade às emoções é verdadeiramente mórbida, doentia, traduzindo-se por palidez ou rubor, tremores, palpitações, inibições, etc. Daí os desentendimentos de toda ordem no ambiente existencial; daí sua incapacidade de suportar a angústia, daí certas fugas, certos suicídios, a toxicomania, o alcoolismo, etc.

O psicopata é um imaturo afetivo, incapaz de saber o que realmente quer, de compreender-se a si mesmo, vivendo inconscientemente em constante dificuldade de empreender livremente, de criar autonomamente, de assumir responsabilidade por seus atos, em suma, é um adulto com personalidade infantil. Muitas vezes sua insuficiência e instabilidade se revelam pela agressividade para com os de suas relações, vivendo, inconscientemente, em constante luta contra o seu ambiente.

Por isso, o psicopata é caracterizado pela falta de adaptação social, pelo desacordo com a cultura, a sociedade, o ambiente, a família a que pertence, em que pese também os psicóticos, os neuróticos e até pessoas consideradas normais sofrerem, em menor grau, da inadaptação ambiental. Ele é fundamentalmente inapto para julgar situações concretas, tem grande carência da conivência do superego, deixa-se levar pelo instinto e pelo prazer, que ocupam o primeiro plano em sua vida; tende ao hedonismo, procurando satisfação imediata de suas necessidades e impulsos, ainda que a satisfação dos seus instintos signifique para ele muito mais uma descarga física ou fisiológica alheia a qualquer vivência psíquica, pelo que não experimenta o verdadeiro prazer hedônico.   

O psicopata sofre de uma tendência patológica à fabulação consciente. As estórias imaginárias desse mitômano são, por algumas vezes, pobres de conteúdo e inverídicas, por outras, pitorescas e convincentes. É grande a sua capacidade para mistificar e camuflar, para alterar a verdade, para mentir, simular,  no escopo de chamar a atenção sobre si, a simpatia, a admiração, o espanto.

A personalidade do psicopata é, muitas vezes, paranóica, comumente caracterizada por orgulho exacerbado, auto-sobrestimação, falsidade de julgamento, inacessibilidade de raciocínio, desconfiança, indisciplina, vingança e revolta ou rebelião contra a autoridade, tanto quanto contra as normas sociais.

O psicopata tem uma constituição mental caracterizada pela esquizoidia, tendência à solidão, ao humor fechado, ao devaneio, a u’a mescla de alegria e tristeza, tendo, em conseqüência, mau contato com a ambiência e com a realidade, sendo suas reações motrizes, de comum, inadequadas, indo do impulso à inibição. Isso porque é caracteristicamente falto de autodomínio, embora nem sempre a falta de autodomínio seja sinal de psicopatia; seu desequilíbrio temperamental o torna incapaz de controlar seus instintos, sendo, ao contrário, por eles dirigido, como já referido. 

Outra característica do psicopata é a perversidade, a tendência à prática de atos imorais, à satisfação em fazer maldades, em ser dissimulado e falso. Tende ao cometimento de atos associais e anti-sociais, inafetivos, sem compaixão, sem remorsos. Ele, desprovido de qualquer senso moral, não tem condições de perceber as dores alheias, embora as provoque sadicamente. 

O psicopata é, muitas vezes, um explosivo, normalmente irritável, impulsivo, precipitado, agindo, mais das vezes, sem reflexão. É dominado por um estado emocional tal que não consegue usar o mecanismo da repressão, explodindo, agredindo, atacando.

Existe o psicopata histérico, aquele que tem seu estado emocional desviado para certos órgãos sensibilizados, decorrendo daí uma transformação somática de carga psíquica tencional. Ele reprime suas tendências e estas procuram descarregar-se por via indireta, adquirindo a forma dos sintomas de que o mesmo passa a experimentar. É o que os estudiosos denominam de “linguagem visceral dos problemas em forma de dores, surdez, insônia, etc.”

O psicopata obsessivo fixa-se numa idéia, da qual não consegue se libertar. Seu pensamento repete, repete, repete essa idéia, embora não entre em execução real. São exemplos de obsessividade patológica, segundo Henri Piéron: “Obsessões intelectuais (a consciência do enfermo fica como que presa a uma idéia que ele não consegue afastar; obsessões impulsivas (o doente é levado a realizar atos contrários às tendências normais de sua personalidade); obsessões inibidoras (medo de certos objetos, de certos atos, etc.).”

O psicopata é, em geral, uma pessoa privada de conscientia antecedens, tanto quanto de conscientia consequens, seja, não tem uma consciência que o avise ou estimule antes da ação, e que o acuse do mal feito depois de tê-lo praticado. Noutras palavras: Não mede conseqüências a priori, nem a posteriori. Pode, às vezes, arrepender-se de algo, mas não consegue mudar de comportamento.



Helci Rodrigues Pereira é Pastor, Advogado, Professor,Escritor e também autor dos livros "Pastorais", "O Ser Humano - Reflexões" e "Expressões do Recôndito".

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Sem pena nem perdão

15.01.12
Sem pena nem perdão por Maurício Horta
No primeiro contato ele é o espelho que completa as nossas fraquezas. Boas credenciais, símbolos de status, carisma, histórias fascinantes e talento para identificar e preencher nossas carências.

Ele conquista nossa confiança como amigo, parceiro sexual, colega de trabalho, médico, consultor financeiro. Até que caia sua máscara de normalidade e ele mostre que, ao contrário de sua encenação, não sente remorso nem vergonha ao agir de forma imoral. É indiferente ao bem-estar alheio e, sem freios morais, é capaz de pôr em prática qualquer plano para atingir seus desejos.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA, da sigla em inglês), 3% dos homens e 1% das mulheres são incapazes de internalizar regras sociais. São portadores do que a bíblia dos psiquiatras - o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais da APA - chama de transtorno da per­sonalidade antissocial (TPAS). Ou do que o psicólogo canadense Robert Hare, maior especialista do assunto, chama de psicopatia.

Embora os dois conceitos sejam comumente usados como sinônimos, há uma diferença em seu diagnóstico. O TPAS é identificado a partir do comportamento antissocial; já a psicopatia e a sociopatia - que são termos equivalentes - dizem respeito tanto ao comportamento quanto a um conjunto de traços de personalidade (veja quadro à esquerda). Nesta revista, escolhemos usar o termo psicopatia, que, segundo Hare, é diagnosticado em menos pessoas - 1% da população.


CONTRATO ANTISSOCIAL

Por temerem os riscos de uma sociedade regida por desejos individuais conflitantes, pessoas normais aceitam abrir mão de certas vontades e seguem regras, sejam formalizadas em leis, sejam baseadas numa ideia religiosa ou filosófica de certo ou errado. É o tal do contrato social. Já emocionalmente elas seguem essas regras por se comoverem com os sentimentos, direitos e bem-estar dos que estão à sua volta.

No processo de socialização, que acontece, por exemplo, por meio da família e da escola, é moldada a consciência - a voz interna que não as permite estuprar a primeira gostosona que encontrar num beco ermo nem assaltarem velhinhas na saída do INSS.

É essa voz que falta ao psicopata. Não que ele não conheça as regras sociais. Só não está nem aí para elas.

O psicopata também tem dificuldade em sentir emoções. Com isso, sua empatia - a capacidade de se colocar no lugar dos outros - é nula. Quando ele pensa, é só raciocínio, sempre a favor de si. Se quiser estuprar uma mulher, dirá para si mesmo: "Putz, ela pode engravidar e aí vai ser a maior dor de cabeça para mim". Em seguida, concluirá: "Melhor assistir ao Brasileirão". Já, se achar que a consequência vale o prazer, vai estuprá-la, sem remorso.

Mas esse crápula não sabe o que significa compaixão? Claro que sim. Ele não é burro: aprende perfeitamente o significado literal das palavras. Só não consegue apreciar o conteúdo emotivo. Ao ouvir "compaixão", sente o mesmo que ao ouvir "caderno". Seu cérebro funciona diferente do das pes­soas normais (leia matéria da página 36).

Sem emoções, também cresce sem sentir aflição ante a ameaça de castigo. Apenas pesa os prós e contras de ser pego. Assim ele foi quando criança (leia matéria da página 30), e assim ele provavelmente será até morrer.

MELHOR QUE SEXO

Se por um lado psicopatas não sentem emoções, por outro fogem da monotonia. Resultado: 50% usam drogas ilícitas e 70% são dependentes de álcool (21 vezes mais que a população em geral). Também buscam adrenalina em caças a mulheres, disputas de rachas, roletas-russas. Já uma minoria parte para mega-assaltos, estupros e homicídios em série - um poder destruidor que desafia a Justiça e o sistema carcerário (leia matérias das páginas 12 a 21).

Sejam predadores, sejam apenas parasitas, os psicopatas estão entre nós. E não é fácil reconhecê-los a tempo: "O leigo pode confundi-lo com uma pessoa sem nenhum transtorno psiquiátrico. Isso por motivos diversos: a ideia equivocada de que o transtorno deva sempre estar acompanhado de sintomas psicóticos, e o fato de ele ser um sujeito eloquente, sedutor, manipulador", diz o psiquiatra forense Elias Abdalla Filho, da Universidade de Brasília. "Por isso é tão comum vizinhos, ao tomarem conhecimento de crimes bárbaros praticados por psicopata, afirmarem que sempre pareceu uma pessoa normal."
 
 
 
Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar. Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar.


6. IMPULSIVIDADE
Embora racional, não perde tempo pesando prós e contras antes de agir. Se estiver com vontade de algo, vai lá e consegue tirando os obstáculos do caminho. Se passar a vontade, larga tudo. Seu plano é o dia de hoje.


7. COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL
Regras sociais não fazem sentido para quem é movido somente pelo prazer, indiferente ao próximo. Os que viram criminosos em geral não têm preferências: gostam de experimentar todo tipo de crime.


8. FALTA DE CULPA
Por onde passa, deixa bolsos vazios e corações partidos. Mas por que se sentir mal se a dor é do outro, e não dele? Para o psicopata, a culpa é apenas um mecanismo para controlar as pessoas.


9. SENTIMENTOS SUPERFICIAIS
Emoção só existe em palavras. Se namorar, será pelo tesão e pelo poder sobre o outro, não por amor. Se perder um amigo, não ficará triste, mas frustrado por ter uma fonte de favores a menos.


10. FALTA DE EMPATIA
Não consegue se colocar no lugar do próximo. Para o psicopata, pessoas não são mais que objetos para usar para seu próprio prazer. Não ama: se chegar a casar-se e ter filhos, vai ter a família como posse, não como entes queridos.


11. IRRESPONSABILIDADE
Compromisso não lhe diz nada - tende a ser mau funcionário, amante infiel e pai relapso. Porém, como a família e os amigos são fonte de status e bens materiais, para cada mancada já tem uma promessa pronta: "Eu mudei. Isso nunca mais vai acontecer de novo".


12. MÁ CONDUTA NA INFÂNCIA
Seus problemas aparecem cedo. Já começa a roubar, usar drogas, matar aulas e ter experiências sexuais entre 10 e 12 anos. Para sua maldade, não poupa coleguinhas, irmãos nem animais.


Fonte Without Conscience, de Robert Hare, The Guilford Press, 1993; esta é a versão reduzida da Escala de Hare; o dianóstico somente pode ser feito por profissionais treinados.
As várias faces de um mesmo mal
O psicólogo Theodore Millon, de Harvard, separa os psicopatas em diferentes categorias, de acordo com a influência de outros transtornos de personalidade.


O invejoso
É uma variante do psicopata "puro". Sente que a vida deu aos outros o respeito, o dinheiro e a admiração que ele merecia - por isso adora puxar um tapete. Para se afirmar, ele se agarra a símbolos de status: carrões, mansões, joias, diplomas falsificados.


O defensor da reputação
Tem traços de personalidade narcisista. É a versão psico do macho alfa. Ser durão e assertivo é seu meio de provar força e garantir reputação. Se sua boa fama for ameaçada, pode reagir ferozmente até seus rivais serem aniquilados.


O aventureiro
Tem traços de personalidade histriônica (daqueles que fazem de tudo para conseguir atenção dos outros). Para ser admirado, faz coisas que deixariam qualquer um de pernas tremendo: brinca com a morte em rachas, arrisca fortunas em jogos e comete crimes espetaculares, em vez de se prender às responsabilidades e ao tédio do dia-a-dia.


O nômade
Tem traços de personalidade esquizoide. Em vez de buscar subverter normas sociais, ele busca simplesmente se livrar delas pulando de galho em galho, sem pertencer a lugar algum. Prostituição é um dos meios mais comuns de se manterem. Alguns podem tornar-se violentos quando bêbados ou sob o efeito de drogas.


O malévolo
Tem traços de personalidade paranoide. Rancoroso, brutal e vingativo. Acha que os outros vão sempre traí-lo ou puni-lo, e, para vingar-se, parte para a violência. Se os traços sádicos forem mais fortes, busca causar terror nos mais fracos para se divertir.
 
 
 

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10 caracteristicas do homem cafajeste

14.01.12
Conhecido como homem galinha, crápula, traiçoeiro, sem vergonha, pilantra, safado, entre outras coisas, o homem cafajeste está espalhado pela sociedade a procura de suas vitimas para tirar vantagens e conseguir aquilo que querem. Ele é aquele homem que nunca consegue ser fiel, mas que toda mulher sempre acaba caindo na lábia. É o tipo de cara que desperta sentimentos na mulher, mas depois cai fora. Nenhum é confiável, mas todas mulheres tendem a confiar, até que quebram a cara. Infelizmente, por ser homem de atitude, sempre desperta grande interesse na presa, que por sua vez embarca em um relacionamento onde não há fidelidade e no final fica chorando por amor. Agora acompanhem este texto que foi baseado em uma das edições da escola do amor.
http://www.sobrerelacionamento.com/2012/04/10-caracteristicas-do-homem-cafajeste.html?m=1

1 - SABE ENCANTAR

É aquele cara que tem o dom de simpatizar, de seduzir, de encantar uma mulher sem ela nem se quer perceber. São capazes até de dizer um "eu te amo" sem ser verdade.

2 - CONHECE BEM COMO AS MULHERES FUNCIONAM

Ele sabe muito bem tudo que tem que fazer para manipular a mulher, pois sabe analisar o que cada mulher em particular precisa e, dessa maneira, da exatamente o que ela quer, emocionalmente falando.

3 - TEM LÁBIA

Sabe exatamente o que falar e como falar de maneira que a mulher fica completamente seduzida pelas palavras dele. Dizem que tem homens que já conseguiram fazer uma mulher ter um orgasmo somente falando no ouvido delas, mas eu particularmente não acredito (hehe).

4 - SE FAZ DE VITIMA

Toda vez que a mulher descobre alguma coisa dele ou começa a desconfiar de algo, ele se faz de vitima na tentativa de parecer inocente perante os olhos dela.

5 - PROVOCA PENINHA

Quando ele se faz de vitima tenta mexer no emocional da mulher de modo que ela venha a sentir pena dele e acabar relevando alguma besteira que ele fez, pois essa é uma forma sutil de manipulação da mulher, já que elas são seres que tendem a pesar mais a emoção do que a razão.

6 - TIRA VANTAGEM DA MULHER

O homem cafajeste está sempre tentando ganhar alguma coisa da mulher que está sendo sua vitima no momento, pois este tipo de homem só consegue estabelecer um relacionamento vampiro, ou seja, aquele onde ele vai tentar sugar ao máximo tudo que a mulher tem para oferecer.

7 - É UM PARASITA

É o tipo de cara que vai está no pé da mulher o tempo todo e ela vai acabar se desgastando, pois sua energia e vitalidade acabam sendo roubadas pela ação do cafajeste.

8 - MENTE PELOS DENTES

O homem cafajeste nunca será verdadeiro, pois em qualquer oportunidade que ele tiver vai acabar mentindo, mesmo que seja por pequenas coisas, mas ele não consegue dizer a verdade, já que a mentira faz parte de suas características para poder conquistar a vitima. Veja quando alguém está te usando.

9 - TEM VARIAS CARAS, FINGIDO

É aquele que, dependendo do que a mulher procura, monta uma personalidade para ele, ou seja, ele percebe o que a mulher quer e aí ele dá isso pra ela na forma de sua personalidade. Em outras palavras, ele mostra ser o que não é porque é aquilo que a sua vitima quer. 

10 - INFIEL

O cafajeste não consegue ficar com uma mulher apenas, pois este sente a necessidade de trair e ter varias parceiras. Este tipo de homem nunca será fiel, mas infelizmente ele tem grande experiência para lhe dar com as mulheres e elas acabam gostando disso. É por isso que ele fica com tantas e o cara legal fica chupando o dedo embaixo da chuva com um buquê de flores nas mãos. 

Infelizmente as mulheres tendem a gostar do cafajeste, isso não é minha opinião, é a realidade e, tanto as mulheres, quanto os homens, sabem disso. Isso acontece porque o cafajeste tem atitude, sabe envolver e não tem medo de mulher, mas ele também vai fazer qualquer mulher sofrer muito.

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Mentirosos: Quais os tipos e como lidar com eles...

14.01.12

Mentirosos: Quais os tipos e como lidar com eles...  Tirado de aqui.

Os mentirosos sempre inventam, criam algo sobre alguma coisa ou alguma coisa sobre coisa nenhuma. São criativos e se realizam ao reproduzirem a mentira  proferida. Geralmente eles não têm noção da gravidade do que dizem ou fazem. Mentem pelo prazer , quase necessidade, de falsificar ou imaginar coisas que gostaria que de fato tivesse acontecido ou viesse a acontecer.

Para o simples mentiroso, mentir é uma forma de realização pessoal. Porque ele não mente apenas por gostar de falar sobre o que não existe, mas pela sensação de sentir que pode ser verdade. Ou seja, ele se apossa da mentira e sente como verdade. O que de fato é o objetivo final, construir a sua verdade, o seu mundo, completamente desconexo da realidade. O mentiroso muitas vezes não é mau, é um lunático apenas. Geralmente é facilmente identificado pela frequência com que profere inverdades e pela eterna incoerência em seus discursos. Contraditório e inseguro por natureza, o mentiroso deixa de ser perigoso quando passa a ser percebido, tornando-se uma figura cômica,ridicularizada pelos seus discursos desconexos e pela eterna falta de objetividade.

Já os manipuladores da verdade, são de fato perigosos,verdadeiros sociopatas! Ao contrário dos mentirosos, eles não sentem prazer apenas em mentir, mas tem a intensão de prejudicar alguém ou se promover, tudo de forma consciente e premeditada. Além do que, ele não cria a partir do  nada, ele é um mentiroso contextualizado! Sempre colocando suspiros e risos em frases idênticas para promover icognitas e interpretações de acordo com o que deseja. São detalhes minunciosamente calculados que são capazes de produzir os efeitos que ele deseja, sem deixar rastros.

Ao contrário do mentiroso que é facilmente identificado, o manipulador da verdade quase nunca é. Primeiro porque ele tem uma relação diferente com a verdade. Ele não nega para si os fatos reais, ele apenas deseja convertê-los a sua conveniência. Conhece bem a verdade e se aprofunda nela, para utilizá-la em momento oportuno e a seu favor.  Já o mentiroso, que não gosta da verdade, não se aprofunda, por isso mente mal e sempre é desmascarado. O manipulador da verdade não, porque mente com coerência e promove a sensação de veracidade. Inteligente e conhecedor dos pontos fracos de suas vítimas, esse sociopata disfarçado de "Boa gente", age de forma tão perfeita, que consegue atingir quem deseja, utilizando artifícios e opiniões alheias que legitimam a sua verdade. Não a verdade que gostaria de acreditar, como faz o mentiroso, mas a verdade que produz conscientemente a fim de se beneficiar.

Uma característica de pessoas assim, é usar sempre palavras alheias para introduzir assuntos. Ou seja, eles utilizam fatos reais, com alguns sutis acrescimos, e promovem conflitos, discórdias e separações. E como não usam palavras próprias, e os acréscimos são de fato  muito sutis, eles acabam promovendo o que desejam e saem ilesos. Afinal, nunca afirmam nada por conta própria nem negam, apenas reproduzem o que de alguma forma foi dito. Quando algo escapole(e isso quase nunca acontece!), ele logo procura unir elementos que promovam incredulidade na pessoa que o acusou, ou seja, utiliza uma tática para mudar o foco e passar despercebido, pois uma de suas características é a pseudodiscrição.

Mas o que levaria uma pessoa a manipular verdades afim de prejudicar outras? Pura Maldade? Ás vezes sim. Mas geralmente, o que acontece como os manipuladores da verdade, é que eles sentem a necessidade de convergir o mundo para si próprios. Não é uma questão apenas de criar coisas, mas de convergir sempre. Ele conhece a verdade, mas quer que ela sempre esteja a seu favor, tem dificuldade de lidar com a negação, a perda. E quando algo não ocorre a seu favor, ele prejudica pessoas com total consciência do mal que está causando, porque o que conta é a sua auto-realização. Narcisismo em excesso em função de um passado triste, disfarce de sensação de impotência ou eterna criança mimada? Bom, pseudopsicologias á parte, moralmente falando, essas pessoas possuem sérias falhas de caráter e precisam ser tratadas com cautela.

Nos proteger contra os mentirosos, é fácil! Mesmo porque, no momento em que o identificamos, procuramos artifícios próprios para não nos envolvermos em seu mundo de fantasias, nem deixar que essas fantasias prejudiquem nossas vidas. Mas e com os manipuladores da verdade, como podemos agir? Bom, a grande dificuldade seria exatamente identificá-los! Pois são inteligentes e conhecem o ponto fraco de suas vítimas, além de serem carismáticos e darem a impressão de ser de extrema confiança. Mas uma forma de se proteger, mesmo antes de identificar, é começar a observar não apenas a notícia que recebe, mas a pessoa que traz a notícia. Pergunte não apenas sobre o que ela veio trazer, mas o Por quê.- Por que está me dizendo isso? - Os manipuladores da verdade não suportam a subjetividade! Só fazem isso com pessoas de extrema confiança ou quando percebem uma mínima margem de erros. Mas pergunte o Por quê e aguarde a resposta, se ela de fato existir.Talvez o perigo more ao lado...

Enquanto aos mentirosos de primeiro grau, continue sem dar credibilidade, um dia provavelmente ele irá perceber que não é levado a sério, que conquistou a incredulidade das pessoa.A partir daí talvez  sinta algum tipo de necessidade de construir uma vida conexa com a realidade. Ou então por algum outro motivo possa de fato procurar um bom terapeuta que o leve a isso...

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PSICOPATIA: O perigo pode estar mais perto do que imaginamos.

14.01.12

Tirado de aqui.

Psicopatia     Conceitos e Definições   Psicopatia  Psicopatia é um construto psicológico que descreve um padrão de comportamento anti-social crónico. A expressão é muitas vezes utilizada sem distinção com o termo sociopatia.  A psicopatia tem sido a perturbação de personalidade mas atualmente o termo pode legitimamente ser utilizado no sentido jurídico, “transtorno de personalidade psicopática” no âmbito da saúde mental.. Pode também sevir como um descritor de transtorno de personalidade anti-social definido pela Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R).  A psicopatia é frequentemente co-mórbida com outros distúrbios psicológicos (especialmente transtorno de personalidade narcísico).  A psicopatia é diferente da sociopatia. Embora quase todos os psicopatas tenham transtorno de personalidade anti-social, apenas alguns indivíduos com transtorno de personalidade anti-social são psicopatas. Muitos psicólogos acreditam que a psicopatia recaia sobre um espectro de narcisismo patológico.  A Psicopatia é frequentemente confundida com outros distúrbios de personalidade, tais como transtorno de personalidade dissocial, narcísica e esquizóide (bem como outros).  Também é importante notar que “psicopatia” é uma síndrome ou um construto psicológico, enquanto o transtorno de personalidade anti-social é um diagnóstico.  O interesse em características de índole psicopática remonta a Teofrasto, um estudante de Aristóteles, cuja descrição dos homens inescrupulosos personifica as características do transtorno de personalidade anti-social.  O interesse em características psicopáticas remonta à época colonial. Nesses tempos, uma pessoa com esta doença mental seria considerada como algo relacionado com posse demoníaca.   As origens do TPaS, é significativamente semelhante ao daquelas pessoas com Transtorno Narcísico da Personalidade. Assim como os pacientes narcísicos, pacientes com TPaS, têm história de negligencia e abuso na infância por parte de seus pais. Os psicopatas não alcançaram o nível evolutivo da constância objetal (Mahler, 1975) e assim, eles não possuem uma introjeção materna tranqüilizadora, como acontece com as pessoas comuns.   Como os pacientes com TNP, eles têm um self grandioso e patológico. Normalmente o que se pode observar na história do paciente psicopata é que, segundo Kohut, ele teve uma experiência de relacionamento inicial com uma mãe estranha, que não merecia confiança talvez, por suas instabilidade, e nutria certa maldade em relação à criança (característica comum às mães narcísicas). A falta de confiança básica, associada à ausência de experiências amorosas com a figura materna, apresentam graves implicações no desenvolvimento do psicopata. O processo de amadurecimento do psicopata, é interrompido de maneira abrupta, antes que se complete o processo de separação e individuação e de desenvolver-se a constância objetal. Um movimento semelhante ocorre com o paciente narcísico.   Os psicopatas têm um Ego grandioso e patológico e seu Super Ego que é a instância moral parece completamente ausente ou então, está frouxa. O Super Ego é um poderoso agente da realidade e que vai formar-se, não à imagem dos pais, mas à imagem do Super Ego deles de forma que os valores morais de nossos pais passam a ser os nossos valores morais. Pensando assim, temos que concluir que o psicopata teve pais que não tinham nenhum valor moral ou, foram tão insidiosamente ruins que impediram qualquer tentativa de identificação por parte criança. Não havendo tal identificação, não há Super Ego e assim, temos indivíduos que parecem destituídos de qualquer humanidade. Seu único sistema de valores é o exercício do poder e da agressão condições que caracterizam o narcisismo patológico.  Sociopatia  As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pouco ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância à frustração, baixo limiar para a descarga de agressão; irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras e incapazes de amar.   Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes.   Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.  O Cérebro Psicopata   Recentes resultados de pesquisas em neurociências começam a lançar algumas luzes no que se refere à psicopatia. A falta de empatia, a falta da culpa, as emoções superficiais, a mentira compulsória e manipuladora, a crueldade e o sangue frio são características de todos os psicopatas.   Em alguns estudos os psicopatas, diferente das pessoas que não têm esse Transtorno de Personalidade, respondiam à estímulos carregados emocionalmente da mesma forma que respondiam a estímulos neutros. Isso demonstra que os psicopatas são destituídos de afetos, em várias áreas. Em outros estudos, se observou que os psicopatas não reagem com alterações fisiológicas a mudanças surpreendentes no ambiente. Pessoas normais reagem fisiologicamente diante de um fato surpreendente podendo piscar, por exemplo. Tais resultados podem sugerir que os psicopatas causam dor sem sentirem-se incômodos ou constrangidos, ao contrário, parecem fazê-lo de boa vontade e até mesmo com certo prazer. Geralmente eles sabem que estão ferindo por causa de um sentimento intelectual abstrato (intenção), já que lhes falta a empatia para compreender o efeito do que causam naqueles a quem agridem.   Um exemplo bem claro desse comportamento sádico, pode ser observado no caso Jason, publicado no ano de 2000 (veja seção Arquivo/Narcisismo). Recentes estudos feitos com imagens do cérebro, através de aparelhos modernos como Ressonância Magnética, sugerem, segundo Hare, uma possível base neurofisiológica para o fracasso da significação emocional nos indivíduos com esse tipo de transtorno. No cérebro dos psicopatas, os mecanismos que normalmente afetam os processos cognitivos podem ser ineficientes ou inoperantes.   A neurociência tem demonstrado que a relação emocional da mãe com o bebê, podem causar danos neurológicos importantes e talvez, a psicopatia, seja um desses danos. Da mesma forma que uma alteração física causa modificações no comportamento, uma modificação de comportamento, pode causar alterações fisiológicas importantes. Esse é outro aspecto sob observação e parece muito promissor.       Tipos de Psicopatas  O Psicopata Social  Dentre as variações da Psicopatia, o Psicopata Social é aquele que causa sofrimento a um grupo de pessoa, uma comunidade ou até mesmo a sociedade como um todo, sem esboçar qualquer arrependimento. Nada deixa esses indivíduos com peso na consciência. Não existe ramo de atuação humana onde se encontra mais esse tipo do que na política(com honradas exceções é claro). Estes manipuladores sociais roubam, mentem, trapaceiam, caluniam, e nunca acham que faz alguma coisa de errado; não estão nem aí para o sofrimento alheio. Geralmente possuem uma esperteza superior, uma inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está a sua volta. Não são Sábios, são inteligentes, porque o sábio usa o seu raciocínio e o seu saber para a resolução dos problemas dele e de todos, pensando sempre no crescimento e na felicidade coletiva.   Justamente por achar que não faz nada de errado, o Psicopata Social repete seus erros e não conhece emoções e sentimentos nobres tais como o arrependimento, a solidariedade, o amor ao próximo e a compaixão. O país que se dane, a cidade que se dane, o povo que se dane! É assim que ele pensa no seu íntimo. A habilidade de mentir e manipular despudoradamente, muitas vezes sem levantar suspeitas, de hipinotizar platéias com sua lábia, seu dom de oratória, faz com que ele se saia bem na política e na liderança de grupos. Vide: Mussolini, Hitler, Nero, Átila, Collor, etc. são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando necessário, com a destreza e o talento de um brilhante ator.   Os Psiquiatras defendem que, apesar desta mentalidade doentia, eles devem ser responsabilizados pelos seus erros, porque possuem plena consciência de que seus atos não são corretos. E se cometem crimes, devem ir para  cadeia como os outros criminosos por ameaçar a convivência sadia, justa e harmônica da sociedade.  O Psicopata Carente de Princípios  Este tipo de psicopata se apresenta freqüentemente associado às personalidades narcisistas e histéricas. Podem até conseguir manter-se com êxito nos limites do legal. Estes psicopatas exibem com arrogância um forte sentimento de autovalorização, indiferença para com o bem estar dos outros e um estilo social continuamente fraudulento. Existe neles sempre a expectativa de explorar os demais (esse traço pode corresponder ao estilo dominante dos Psicopatas Primário e Secundário de Blackburn).   Há neles uma consciência social bastante deficiente e se faz notória uma grande inclinação para a violação das regras, sem se importarem com os direitos alheios. A irresponsabilidade social se percebe através de fantasias expansivas e de grosseiras, contumazes e persistentes mentiras.   Falta, nesses Psicopatas Carentes de Princípios, o Superego. Essa falta é responsável pelos seus relacionamentos inescrupulosos, amorais, desleais e exploradores. Podem estar presentes entre sociedades de artistas e de charlatões, muitos dos quais são vingativos e desdenhosos com suas vítimas.   O psicopata sem princípios mostra sempre um desejo de correr riscos, sem experimentar temor de enfrentar ameaças ou ações punitivas. São buscadores de novas sensações. Suas tendências maliciosas resultam em freqüentes dificuldades pessoais e familiares, assim como complicações legais.   Estes psicopatas narcisistas funcionam como se não tivessem outro objetivo na vida, senão explorar os demais para obter benefícios pessoais. Eles são completamente carentes de sentimentos de culpa e de consciência social. Normalmente sua relação com os demais dura tempo suficiente em que acredita ter algo a ganhar.   Os Psicopatas Carentes de Princípios exibem uma total indiferença pela verdade, e se são descobertos ou desmascarados, podem continuar demonstrando total indiferença. Uma de suas maiores habilidades é a facilidade que têm em influenciar pessoas, ora adotando um ar de inocência, ora de vítima, de líder, enfim, assumindo um papel social mais indicado para a circunstância. Podem enganar a outros com encanto e eloqüência. Quando castigados por seus erros, ao invés de corrigirem-se, podem avaliar a situação e melhorar suas técnicas em continuar a conduta exploradora.   Carentes de qualquer sentimento de lealdade, juntamente com uma extrema competência em desempenhar papéis, os psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência de amabilidade e cortesia.  O Psicopata Malévolo   Os Psicopatas Malévolos são particularmente vingativos e hostis. Seus impulsos são descarregados num desafio maligno e destrutivo da vida social convencional. Eles têm algo de paranóico na medida em que desconfiam exageradamente dos outros e, antecipando traições e castigos, exercem uma crueldade fria e um intenso desejo de vingança.   Além desses psicopatas repudiarem emoções ternas, há neles uma profunda suspeita de que os bons sentimentos dos demais são sempre destinados a enganá-los. Adotam uma atitude de ressentimento e de propensão a buscar revanche em tudo, tendendo a dirigir a todos seus impulsos vingativos. Alguns traços desses psicopatas se parecem com os sádicos e/ou paranóides, com características beligerantes, mordazes, rancorosos, viciosos, malignos, frios, brutais, truculentos e vingativos, fazendo, dessa forma, com que muitos deles se revelem assassinos e assassinos seriais.   Quando os Psicopatas Malévolos enfrentam à lei e sofrem sanções judiciais, ao invés de se corrigirem, aumentam ainda mais seu desejo de vingança. Quando se situam em alguma posição de poder, eles atuam brutalmente para confirmar sua imagem de força.   Irritados pelo freqüente repúdio social que despertam, esses Psicopatas Malévolos estão continuamente experimentando uma necessidade de retribuição agressiva, a qual pode, eventualmente, expressar-se abertamente em atentados coletivos ou atitudes anti-sociais (a luta sociedade versus eu). De qualquer forma, nunca demonstram o mínimo sentimento de culpa ou arrependimento por seus atos violentos. Ao invés disso, mostram uma arrogante depreciação pelos direitos dos outros.   É curioso o fato de esses psicopatas serem capazes de dar uma explicação racional aos conceitos éticos, capazes de conhecerem a diferença entre o que é certo e errado, mas, não obstante, são incapazes de experimentar tais sentimentos.   A noção ética faz com que o Psicopata Malévolo defina melhor os limites de seus próprios interesses e não perca o controle de suas ações. Esse tipo de psicopata se encontra entre os mais ameaçadores e cruéis. Ele é invariavelmente destrutivo, sem misericórdia e desumano.   A noção de certo-errado faz com que esses psicopatas sejam oportunistas e dissimulem suas atitudes ao sabor das circunstâncias, ou seja, diante da autoridade jamais atuam sociopaticamente. Portanto, eles são seletivos na eleição de suas vítimas, identificando sujeitos mais vulneráveis a sua sociopatia ou que mais provavelmente se submetam aos seus caprichos. Mais que qualquer outro bandido, este psicopata desfruta prazer em proporcionar sofrimento e ver seus efeitos danosos em suas vítimas.  O Psicopata Dissimulado  Seu comportamento se caracteriza por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência, ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas próximas.   Na realidade, poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por um comportamento muito sedutor.   O Psicopata Dissimulado é considerado como uma variante da Personalidade Histriônica, continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação. Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou no Malévolo, os quais centram em si mesmo sua preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.   Esse subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, comportamentos imaturos de contínua busca de sensações. Seguindo as características básicas e comuns a todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso. Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre projetada sobre terceiros.   A contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo tudo o que for necessário para obter exatamente o que quer dos outros. Por outro lado, diferentemente do Psicopata Carente de Princípios  ou do Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo excitação nas conquistas.   Mesmo aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos. Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas.   Quando as pessoas com esse tipo de psicopatia são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabuladas e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista. A característica afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária, estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera.  O Psicopata Ambicioso  persegue avidamente seus engrandecimentos. Os Psicopatas Ambiciosos sentem que a vida não lhes tem dado tudo o que merecem que têm sido privados de seus direitos ao amor, ao apoio, ou às gratificações materiais. Normalmente acham que os outros têm recebido mais que eles, e que nunca tiveram oportunidades de uma vida boa.   Portanto, estão motivados por um desejo de retribuição, de compensar-se pelo que tem sido despojado pelo destino. Através de atos de roubo ou destruição, se compensam a si mesmos pelo vazio de suas vidas, sem importar-lhes as violações que cometam à ordem social. Seus atos são racionalizados através da idéia de que nada fazem senão restaurar um equilíbrio alterado.   Para os Psicopatas Ambiciosos que estão somente ressentidos, mas que ainda têm controle minimamente crítico de seus atos, pequenas transgressões e algumas aquisições são suficientes para aplacar essas motivações. Mas para aqueles que têm estas características psicopáticas mais desenvolvidas, somente a usurpação de bens e coisas alheias podem satisfazê-los.   O prazer psicopático nos ambiciosos está baseado mais em tomar do que em ter. Como a fome que os animais experimentam em relação à presa, os Psicopatas Ambiciosos têm um enorme impulso para a rapinagem, e tratam os demais como se fossem peões num tabuleiro de xadrez de poder.   Além de terem pouca consideração pelos efeitos de sua conduta, sentindo pouca ou nenhuma culpa pelos efeitos de suas ações, como os demais psicopatas, os ambiciosos nunca chegam a sentir que tem adquirido o bastante para compensar suas privações. Independentemente de suas conquistas, permanecem sempre ciumentos e invejosos, agressivos e ambiciosos, exibindo todas as vezes que podem posses e consumo ostentoso.   A maioria deles é totalmente centrada em si mesma, contribuindo isso para sua comum atitude libertina e em busca de sensações. Esses psicopatas nunca experimentam um estado de completa satisfação, sentindo-se não realizados, vazios, desolados, independentemente do êxito que possam ter obtido. Insaciáveis, estão sempre convencidos de que serão despojados de seus direitos e desejos.   Ainda que o subtipo ambicioso seja parecido, em alguns aspectos, ao Psicopata Carente de Princípios, ele exerce uma exploração mais ativa e sua motivação central é manifestada através da inveja e apropriação indevida das posses alheias. O Psicopata Ambicioso experimenta não só um sentimento profundo de vazio, senão também uma avidez poderosa de amor e reconhecimento que, segundo ele, não lhe ofereceram na infância.  O Psicopata Explosivo  Diferencia-se das outras variantes pela emergência súbita e imprevista de hostilidade. Estes psicopatas são caracterizados por fúria incontrolável e ataque a outros, furor este freqüentemente descarregado sobre membros da própria família. A explosão agressiva se precipita abruptamente, sem dar tempo de prevenir ou conter.   Sentindo-se frustrados e ameaçados, estes Psicopatas Explosivos respondem de uma maneira volátil, daninha e mórbida, fascinando aos demais pela brusca forma com que os surpreende.   Desgostosos e frustrados na vida, estas pessoas perdem o controle e buscam vingança pelos alegados maus tratos a que foram precocemente submetidos. Em contraste com outros psicopatas, esses não se movem de maneira sutil e afável. Pelo contrário, seus ataques explodem incontrolavelmente, quase sempre, sem nenhuma provocação aparente. Esta qualidade de beligerância súbita, tanto quanto sua fúria desenfreada distingue estes psicopatas dos outros subtipos. Muitos são hipersensíveis aos sentimentos de traição, a ponto de fantasiarem deslealdades o tempo todo. 

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Sociopatas manipuladores emocionais: Cuidado! Eles estão entre nós

14.01.12

Tirado de aqui.

Cuidado com os sociopatas manipuladores emocionais! Eles podem estar mais perto do que você imagina. Podem ser seus melhores amigos, familiares ou ser até sua noiva! Eles se alimentam da atenção alheia e jogarão os jogos mais sujos para consegui-la. Farão você pensar que o mundo realmente gira em torno deles (inclusive  você), e farão você andar sobre a linha que eles traçarem. Caso em algum momento você resolva sair da linha, quer  dizer, caso lembre de que você ainda tem vida e vontade próprias, eles farão você acreditar que está errado, e que na  verdade você deve mais atenção a eles ainda. Mas na verdade eles são doentes!
Patologia (sim eles são doentes)
Segundo o DSM_IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), estes indivíduos sofrem de um Transtorno de personalidade,  se enquadrando no Cluster/Grupo B (transtornos dramáticos, imprevisíveis ou irregulares). Nas palavras da Wikipedia, pessoas deste grupo são descritas assim:

"Manipuladores, rebeldes, com tendência a quebrar regras e rotinas, irritantes, "maus", inconstantes, impulsivos, dramáticos, sedutores, imprevisíveis, egoístas e muito intolerante às decepções. Neste grupo, os sintomas inflexíveis dos distúrbios afetam muito mais as pessoas em sua volta, do que o próprio indivíduo."

Existem uma série de transtornos de personalidade em que se enquadram os indivíduos deste grupo.
Transtorno de personalidade limítrofe Um dos transtornos comuns de indivíduos deste grupo é o Transtorno de personalidade limítrofe ou borderline.
Este transtorno é caracterizado, entre outros, pela desregulação emocional: (fonte wikipedia)

"O indivíduo borderline é geralmente visto como "genioso", temperamental, "de lua" e pessoas que facilmente se embravecem. Caracteristicamente, têm dificuldades no controle das emoções e podem ter uma convivência em grupo particularmente complicada. Eles exigem toda a atenção do mundo para si e facilmente são tomados pelas emoções. Podem arranjar conflitos com namorados e familiares com grande demonstração de ciúmes, possessividade e medo de serem abandonados. E ainda com tanta exigência de atenção, armam confusão com notáveis explosões de raiva como agressividade, ironia, xingamentos e até demonstrações físicas de violência. Por isso, podem viver a criar casos com pessoas de sua intimidade.
Pessoas com esse distúrbio, de maneira geral, são superficialmente adoráveis e simpáticos. Porém, com pessoas de sua grande intimidade (ex.: familiares) eles são vistos como irritantes, agressivos, mal-humorados, rebeldes. Tanto que o ambiente intrafamiliar é muitas vezes marcado por brigas e conflitos constantes.(...)
Ao longo de um dia, eles podem mudar de humor várias vezes. Podem ser tidos como aqueles que de manhã estão bem, à tarde de sentem-se raivosos, e à noite depressivos, por exemplo. Como se sentem irritadiços por motivos banais, podem tratar hora bem, hora mal aqueles que convivem com ele, sendo que os conviventes não conseguem entender exatamente o motivo que causou a mudança radical de humor e conduta do borderline. Portanto, medo, repulsa e raiva são emoções frequentes que borderlines produzem em pessoas de sua grande intimidade."

Eles se apresentam como as pessoas mais simpáticas do mundo. Você facilmente gosta deles. Você decide viver com eles pro resto da sua vida. Sorria! Você está sendo manipulado! E enganado! Eles são incapazes de estabelecer relações de afeto mais profundas devido ao sua instabilidade emocional. Eles não sabem se entregar. Não admitem estar vulneráveis pois não conseguem lidar com adversidades, bem como decepções. Eles vão culpar o mundo por seus problemas, vão sugar a sua atenção, e vão te manipular quando você não puder dar 101% dela a eles.
Outra característica clássica do borderline é a instabilidade: (fonte wikipedia)

"São pessoas muito instáveis em todos os aspectos de sua vida; seus relacionamentos íntimos são muito caóticos, com tendência a terminar abruptamente de forma explosiva, pois eles são marcados por períodos de grande idealização e grande desvalorização, esforços exagerados para evitar a perda, chantagens emocionais e possessividade. (...)
O paciente borderline apresenta em todos os aspectos de sua vida a "difusão de identidade" que pode ser descrita como a recusa em considerar outros tempos e outras diferentes situações, dando prioridade à situação presente e atitudes imediatas (importam-se mais com o agora). Seria como se tivessem uma "amnésia" das situações e atitudes anteriores. Assim, forma-se a instabilidade entre os extremos “bons e maus” (8 ou 80, branco ou preto, mas nunca o meio-termo). (...) Por exemplo, o borderline ao perceber que a pessoa amada está com ela, ele tende a classificá-la como "ótima", ideal e sente-se fortemente apaixonado e feliz. No entanto, se a outra pessoa anuncia que tem de ir embora, por exemplo, o paciente rapidamente passa da grande idealização ("ótima") para a grande desvalorização ("péssima"), desprezando a história em que passaram. Se o cuidador retorna, novamente a pessoa é passada do extremo "péssima" para "ótima". Isto evidencia a grande instabilidade entre os extremos cujos borderlines sofrem. (...) Exemplificando, de modo geral, a borderline é aquela jovem que valoriza demais o namorado. Contudo, por menor que seja a contrariedade, já acha que ele não presta mais. Também acontece quando a limítrofe liga para a amiga. Só porque esta não pôde atendê-la naquela hora, a borderline já acredita que não é amada e depois agride a amiga de não dar devida importância a ela."

Eaí? Se identificou com algum dos exemplos? É meu amigo, eles são exímios manipuladores emocionais. Experimente não atendê-los quando eles quiserem. Tá feito o estrago! Quando chegar em casa o bicho vai pegar! Ou em outra situação? Já falou que hoje precisava ficar em casa porque não estava se sentindo bem e, no outro dia, o borderline te chamou pra discutir a relação, dizendo que as coisas estavam mudando, que você não o amava mais?
Outra característica, Narcisismo e agressividade: (fonte Wikipedia)

"São indivíduos tão exigentes e imprevisíveis que assim tendem a afastar todos aqueles que o cercam. (...) são pessoas que não têm necessidade, eles têm urgência. Não sabem adiar e não aguentam esperar. (...) Eles irritam-se facilmente por coisas banais. Por isso, apesar do borderline conseguir demonstrar certa "normalidade" em várias situações triviais, eles exibem escandalosamente a incapacidade em controlar sua raiva (ex.: acessos de mau humor por ter que esperar a ser atendido no hospital. Ou tratar grosseiramente o médico). Em suma, eles reagem normalmente até o momento em que seu humor radicalmente muda. (...)
Eu os agrido, vocês me devem, vocês precisam fazer tudo por mim e eu nada por vocês" é frequentemente um lema em mente dos borderlines. Quase nunca eles se importam com as necessidades alheias, porque tendem a priorizar as suas. (...) exigem toda a atenção, paciência e carinho para si mesmos ("Você tem que me tratar sempre bem.") e pouco retribuem ("Eu te maltrato, mas você não pode me maltratar, apenas me dar carinho e apoio."). Isto evidencia um "quê" de egoísmo típico traço narcisista no paciente borderline, por isso tem dificuldade em perceber o lado do outro, ou de distinguir o rosto do outro, só conseguindo visualizar suas próprias necessidades. (...) Se, por acaso, suas necessidades são ignoradas, borderlines sentem-se profundamente irritados por não terem sido levados em conta. Segundo Kernberg, é a difusão de identidade responsável por tais percepções empobrecidas. Como o próprio borderline não tem uma identidade bem definida (se vangloriam em admitir ter várias condutas e experimentar tudo), obviamente, eles têm grande dificuldade em enxergar o outro, afinal, não consegue enxergar-se com precisão. Por causa dessa dificuldade em enxergar o outro, o borderline pode ser notavelmente difícil em ter amigos ou namorados, ou então, mantê-los. Ele se aborrece com facilidade com qualquer assunto que não lhe diga a respeito, necessitando sempre ser o centro de tudo. Como nem sempre isso ocorre, ele se irrita excessivamente podendo causar sérios prejuízos em tais relacionamentos.(...) Quando o borderline crê ter sido tratado de maneira injusta (que seja real ou não), ele reage agressivamente e impulsivamente. Às vezes, muitos gestos de outras pessoas são interpretados falsamente ou qualificadas como hostis. Esses indivíduos têm dificuldade em interpretar justamente o comportamento de outros. Sua percepção sobre outros é muito instável e distorcida sempre para desconfianças. Acreditam que as outras pessoas não são nada confiáveis e são especialmente maldosas. Pelas outras pessoas, erroneamente o borderline é classificado como "mimado", rebelde, estressado, louco ou apenas o "seu modo de ser". Contudo, seu "modo de ser", na realidade, é um modo de ser doentio."

Para concluir este resumo, outro sintoma é a desconfiança: (fonte Wikipedia)

"Borderlines têm dificuldade em confiar nas pessoas. (...) Manipulam as pessoas através de chantagens emocionais pouco evidentes como brigas, discussões e conflitos que na verdade são a forma de que encontram para testarem as pessoas das quais necessitam. (...) Eles vivem a testar o amor e afeição das outras pessoas, pois muitas vezes não conseguem acreditar que as pessoas possam amá-los de verdade. (...) Facilmente interpretam as ações de outras pessoas erroneamente como hostis, ameaçadoras, irritantes ou zombadoras, o que causa um gatilho para explosões de irritabilidade e brigas constantes, porque tendem a reagir da mesma forma pela qual acreditaram ter sido tratados."

Transtorno de personalidade histirônica Outro transtorno comum é o Transtorno de personalidade histirônica, onde existe a necessidade de chamar atenção para si prórpios a qualquer custo, geralmente a base de chantagem emocional. Pessoas que sofrem deste transtorno são geralmente descritas como (fonte Wikipedia):

"Muito emotivas, hipersensíveis, exageradas, superficiais, emocionalmente instáveis, dramáticas, infantis, muito preocupadas com a aparência física (vaidosos) e com notável tendência a exigir excessiva atenção para si a todo momento. Caso contrário, sentem-se profundamente magoados, podendo expressar suas emoções de forma exagerada, como rompantes de choro ou raiva por coisa mínima. Geralmente vestem-se de maneira chamativa, sobretudo sexualmente provocante e costumam estar sempre à caça de elogios a respeito de sua aparência física. São muito manipuladores, controlando pessoas e circunstâncias para conseguir atenção. Fazem uso da manipulação emocional e sedutora, frequentemente vestindo-se de maneira chamativa, encantando e seduzindo outras pessoas."

Esta é uma das armas mais perigosas. É como eles se revestem para atrair suas vítimas. É a embalagem mais colorida e chamativa da prateleira. Você adora eles porque são vistosos, adoráveis, belos. Sabem aproveitar a vida; amam a vida. Você PRECISA de alguém assim do seu lado.  Ele está usando você.
Transtorno de personalidade antissocial Pessoas deste grupo ainda podem possuir traços também do Transtorno de personalidade antissocial, marcada pela conduta fria e impossibilidade de amar. É a mesma raiz da psicopatia, porém no caso do manipulador não está presente a conduta criminosa, mas que podem causar danos a outras pessoas, mesmo que inconscientemente.
Convivência com um manipulador emocional
Uma vez que você se envolver com mu manipulador emocional, você estará preso numa teia de aranha. Você nunca sabe o que esperar deles. Se pela manhã eles disserem que te amam, de noite é bem possível que te odeiem sem motivo algum. Pelo menos sem nenhum motivo razoável, porque obviamente eles tentarão justificar suas atitudes culpando alguém (provavelmente você). E se você tentar se afastar, e eles ainda não estiverem satisfeitos com tudo o que já sugaram de você, eles vão apelar para a  técnica mais suja de todas: o falso afeto. Falso porque é comprovado que os ego manipuladores são tão centrados em volta de si mesmos que são incapazes de sentir carinho e amor de verdade por outrem. Eles são tão infelizes que nunca se permitem amar. Mas você vai se vender por um pouco de carinho, mesmo que falso, pois é tudo o que você mais espera  depois de tudo que você já se submeteu para mantê-los satisfeitos. E da próxima vez você vai tentar satisfazê-lo ainda mais, em prol de manter o carinho que é mendigado a você, mesmo que para isso você tenha que passar por cima de suas vontades e convicções. Mas o que você não sabe é que aquele sentimento que  você tem às vezes,  e que fica cada dia mais evidente é a mais pura e lógica verdade: por mais que você se submeta a loucuras para satisfazê-los, você NUNCA será suficiente. Sabe porque? Porque esse é o maior medo do sociopata  manipulador. Se você se sentir suficiente na relação doentia que ele constrói, você não estará mais suscetível as  suas chantagens e manipulações emocionais. Você vai começar a enxergá-lo como o que ele realmente é: um DOENTE. E é neste momento que você chega ao princípio do fim.
O mais triste é que as relações "pseudo-amorosas" com um manipulador estão fadadas ao fracasso desde o princípio.  Quanto mais você tiver consciência das atitudes manipuladoras e seus efeitos devastadores na relação, mais perto do fim  você vai estar. Quando ele se der conta que não poderá mais manipulá-lo é quando ele vai tentar se afastar de você.  E isso obviamente não será feito às claras. Ele vai fazer você se sentir culpado pelo relacionamento estar acabando. Mas na verdade, é que ele percebeu que você não será de nenhuma utilidade para ele, e logo tratará de se livrar de você  para iniciar um novo ciclo com outra pessoa.
Reflita sobre os que estão a sua volta. Trate de conhecer muito bem uma pessoa antes de se envolver profundamente. Avalie a relação que essa pessoa mantém com familiares e amigos. Queira saber sobre relacionamentos anteriores sim (em momentos oportunos). Detalhes sobre seu comportamento podem ser obtidos desta forma. Veja se ela teve relacionamentos saudáveis ou baseados em culpa e chantagens. Queira saber o que lhe dá prazer. Desconfie se a resposta for "adoro ser o centro das atenções",  "quero ser uma princesa",   ou "quando entro no cinema imagino que todos estão me aplaudindo". Pergunte sobre como era sua relação com os pais, e se ouvir coisas do tipo "meu pai fazia tudo o que eu pedia" ou  "eu obrigava meus pais constantemente a dizer que gostavam mais de mim do que do meu irmão" corra o mais rápido que puder.
Muitos relacionamentos são doentes por causa deste comportamento. E mesmo que tenha tudo para dar certo, mesmo que vocês tenham gostos parecidos, tenham um tesão incontrolável um pelo outro, adorem ficar junto o tempo todo, adorem ficar grudados nas baladas, sonhem em casar e ter filhos, esse comportamento doentio pode levar tudo a ruína, inclusive a sua saúde mental. Quando você perceber, já largou tudo o que gosta, já parou de render no trabalho e não terá mais vida própria em nome de satisfazer a demanda doentia destes sociopatas. Manipuladores são parasitas e devem ser tratados como tal. Aprenda a defender-se antes que você perca mais tempo de sua vida esperando o dia que eles mudem.
E por fim, caso você tenha lido o que foi dito aqui e tenha se identificado como um deles, procure ajuda de profissionais imeditamente. Eles poderão te ajudar, mas para isso você terá que assumir sua conduta doentia. No caso de você já estar sob acompanhamento psicológico ou psiquiátrico (o que é bem provável, pois você é doente), a fim de buscar saber porquê não consegue estabelecer relações sociais, mas ainda não teve sucesso, reflita se está falando a verdade para ele. Você pode estar manipulando seu terapeuta também! Assuma seus erros! Assuma sua vida! Páre de manipular e afastar as pessoas, no fim você estará sempre sozinho. Olhe a sua volta, dê valor as pessoas que te querem bem. Dê a chance para as pessoas te ajudarem. Você pode ter causado e ainda estar causando danos irreparáveis na vida dos que te cercam, e o que é pior, na vida dos que te amam de verdade. Pois acredite, apesar de você ser incapaz de amar, muitos amam profundamente.

"Love comes when manipulation stops; when you think more about the other person than about his or her reactions to you.  When you dare to reveal yourself fully. When you dare to be vulnerable.”, Dr. Joyce Brothers

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Como reconhecer um... cafajeste

14.01.12

Tirado de aqui.

 

MAIS AMOR
Fabricio Carpinejar  
De cara, ele pode parecer irresistivelmente sedutor. Mas o modo de agir nem sempre é o mesmo, embora um único rótulo seja usado para classificar qualquer homem com tendências a praticar canalhices. Para ajudar a enxergar os sinais de perigo antes mesmo de você se envolver e se machucar, conheça os diferentes perfis desse tipo
A tese pode não ter comprovação científica, mas a observação dos amores da vida real indica que é verdadeira: homens ao estilo gente boa, atenciosos e dedicados não despertam tantas e tão acaloradas paixões quanto os que têm ares de aventureiro indomável e deveriam trazer escrito na testa 'Pouco confiável'. Jovem ou madura, quase toda mulher tem ao menos um romance-encrenca para contar. É que a lista de razões que faz a preferência feminina recair sobre o homem-roubada é extensa.
Para começar, o tipo cafajeste é realmente sedutor -e, se nossa autoestima estiver baixa e a carência, alta, ele vai parecer ainda mais irresistível. 'O cafajeste é propaganda enganosa', diz Fabricio Carpinejar, autor do livro de crônicas 'Canalha!' (ed. Bertrand Brasil). Para ele, a mulher que se deixa levar pelo 'cafa' é carente e pouco exigente. 'Como ele cria um papel, e certamente será desmascarado, procura as ingênuas. Assim, a farsa dura mais.'
Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de livros como 'Coroas - Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade' (ed. Record), esse tipo é competente para satisfazer o desejo de toda mulher de ter um homem que a faça se sentir única e insubstituível. 'O cafajeste conhece a técnica de sedução para conseguir que tanto a esposa quanto a amante, ou várias namoradas, acreditem que são 'o amor da vida dele'', afirma Mirian. Ainda que alguma delas note pistas de que ele não está sendo sincero, é quase certo que se apegue à ideia de que 'comigo, vai ser diferente, meu amor irá mudá-lo'. Um erro. 'Só mudarão os falsos cafajestes', diz a psiquiatra e psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen, autora de 'A Violência no Casal' (ed. Bertrand Brasil). 'O verdadeiro não pode ser transformado porque tem necessidade de esmagar o outro para existir.'
Até o rótulo de cafajeste, um tanto genérico, contribui para sermos atraídas para emboscadas. Acontece que os 'cafas' não seguem um único script. Ao contrário, podem assumir diferentes personagens, tornando mais difícil desmascará-los antes de o estrago estar feito. Como medida preventiva, confira suas várias faces. Talvez dê para enxergar o sinal amarelo a tempo de frear na próxima vez em que um deles cruzar o seu caminho.

O insensível

Ele é como um marinheiro, em constantes viagens pelo mundo. Não quer envolvimento, apenas curtir momentos ao lado de uma mulher, sempre com o olhar voltado para o horizonte, já pensando no próximo porto. Existe alguém mais irresistível do que esse aventureiro insensível, cheio de histórias e perfumes de diferentes lugares, com o dom de desaparecer antes mesmo de o romance ter começado? Ele pode ser visto como um cafajeste, mas também como um herói. O problema é que só trabalha em causa própria. Você sofre porque ele some justamente quando está apaixonada e envolvida. O que ele pode fazer, se nunca lhe prometeu nada e o amor nem é o seu objetivo? No fundo, não há como censurá-lo.
Por que ele é assim? Pode ser que esteja se protegendo do amor ou que esse sentimento não lhe diga nada. 'Para dar e receber amor, é preciso, antes de mais nada, ter essa cultura', diz o psiquiatra francês Serge Hefez. 'Isso significa ter sido amado o suficiente quando criança. Mas, frequentemente, esses homens nem sabem o que é o amor. Alguns estão absorvidos demais em si mesmos, outros estão apenas em busca de qualquer coisa que os leve embora. Nos dois casos, a relação de amor é vista como perigosa, pois ameaça seu egocentrismo ou freia suas aventuras.'

O predador

Consumista, enxerga as mulheres expostas em uma arara e com uma data de validade que raramente ultrapassa um fim de semana. Ama o romance pronta-entrega e pode até ser grosseiro ou agressivo ao receber uma recusa. Acha-se irresistível e seduz com frases do tipo 'Eu sinto algo especial entre nós'. Gosta de ostentar, coleciona cartões de crédito e ama espelhos no quarto para se ver em ação. Ele 'caça' mesmo acompanhado e é capaz de trair sua mulher com a melhor amiga dela. Nos sites de relacionamento, procura variados perfis (ou seja, qualquer uma) e está sempre disposto a fazer promessas de amor eterno.
Por que ele é assim? Tem a autoestima baixíssima e, por ser desprovido de amor-próprio, trata suas mulheres com o mesmo desprezo. Como inconscientemente acredita não merecer quem seduz, sabota a relação. Mas há outra possibilidade: amar não é sua prioridade. Já que as ambições profissionais e/ou sociais ocupam todo o seu tempo, o sexo sem envolvimento basta para ele.

O dominador

Sufoca, esmaga e destrói. É o ás das críticas e, na intimidade ou em público, sabe desvalorizar sua mulher como ninguém. Os três quilos perdidos são 'comemorados' com a desagradável frase 'Você não tem mais peitos'. Convencido de que é um erudito, impõe seu ponto de vista como se fosse um especialista, seja qual for o tema em pauta, de geopolítica a coloração de cabelos. A parceira acaba se anulando e desenvolvendo ferrenha autocensura.
Por que ele é assim? 'Sua sobrevivência psíquica parece estar ligada à depreciação dos outros. Ele é como alguém que se afoga e esmaga a cabeça do seu salva-vidas para sobreviver', compara a terapeuta comportamental Isabelle Nazaré-Aga, da França. Ao oprimir o outro, ele se sente poderoso. Não raro, esse homem se acha a parte inferior do casal, seja porque seu trabalho é menos valorizado e ele ganha menos ou porque seu grau de instrução é menor do que o da parceira.

O narcisista

Charmoso e cativante até o momento em que você cometer o 'erro' de ter problemas. Diante de depressão, doenças, dificuldades no trabalho, desemprego e afins, ele sai pela tangente. É que ele não suporta qualquer coisa que possa provocar máculas à própria imagem e sonha em formar um casal tão perfeito que faria o Ken e a Barbie morrerem de inveja. Então, se você não está mais em forma -ou, pior, ele julga que nunca esteve-, 'procurará outro alguém com quem poderá passar uma imagem que lhe permita continuar em seu pedestal', diz Marie-France.
Por que ele é assim? 'Espera que o casal cure seu mal-estar interior. O que oferece não é nada além de um amor narcisista e é difícil distinguir a adoração do ser amado da adoração de si mesmo', afirma Marie-France. Hefez completa: 'Ele não tem autoestima devido a decepções precoces. Mal-amado, não-amado, rejeitado, o que resta senão amar a si mesmo?'

O medroso

O amor é encarado como contratempo. Pode se mostrar atencioso, amável, feliz em interagir com seus amigos e sempre disposto a fazer declarações. Mas, quando perceber que você está pronta a transformar o 'eu' em 'nós', entrará em pânico e se tornará distante ou sumirá. Recusará (por e-mail!) até os programas que ele mesmo planejou com você. Pode até cancelar um casamento marcado. Você não poderá fazer nada, pois o problema é com ele mesmo.
Por que ele é assim? 'Tem medo de se perder e ser engolido pelo amor, de ser abandonado ou traído', afirma Marie-France. 'Sua infância não o permitiu elaborar bases suficientemente sólidas para que seu narcisismo aceite que amar é também correr o risco de sofrer. Como as relações afetivas não oferecem garantias, alguns preferem fugir. Outros se tornam agressivos para mascarar o menininho amedrontado dentro dele.'

O mentiroso

Nunca sabe o nome do hotel que esteve agora há pouco nem lembra seu número de telefone para avisar que vai demorar. Quando muito, é possível alcançá-lo no celular. Se você o questiona sobre as reuniões repentinas aos domingos, ele contra-ataca: 'Para fazer uma pergunta dessas, você deve ter algo a esconder!' Marie-France analisa: 'Seu objetivo é sempre estar por cima. Assim, desestabiliza a mulher e a leva a duvidar da veracidade daquilo que acaba de acontecer ou de ser dito.'
Por que ele é assim? Porque funciona para ele. Esse homem ama a si mesmo e seu único objetivo é o próprio conforto, por isso adapta os cenários às suas necessidades. Pouco importa o que o outro sente. Ele construiu uma imagem negativa das mulheres, que vê como poderosas, logo perigosas. Então, na presença delas, se sente subjugado e reage.

O desapegado

Mantém rígido controle sobre si e não gosta de se arriscar. Você sempre o leva para casa (nunca cogitam ir à dele) ou a um hotel e ele parte às 3h sem explicações, cafés da manhã a dois ou aparições em público. Nunca a apresenta aos amigos nem quer conhecer os seus. Jamais tiram férias juntos. Apaixonada, você nem percebe. Até ele desaparecer.
Por que ele é assim? 'O amor é visto como uma complicação a mais em um mundo já difícil e ele prefere ficar na esfera confortável das relações sem amanhã', analisa Marie-France. Outra possibilidade: ele idealiza demais e, como encontrar a perfeição é impossível, seus relacionamentos são sempre mornos. 'Ele vive inconscientemente o fracasso de suas relações como se isso fosse benéfico, pois seus fantasmas e ilusões continuam intactos', diz a psicanalista francesa Sophie Cadalen.

O adolescente

Não quer crescer e abandonar os maus hábitos que aprendeu com a mamãe. Mesmo que esteja comprometido, ele continuará a se ver como um garoto solteiro. Seus amigos são sua prioridade e, tranquilamente, a abandonará um fim de semana inteiro por qualquer diversão com eles. Colocará sempre os pés na mesa e nunca os pratos na pia. O problema é que ele a vê como mamãe-empregada-gueixa.
Por que ele é assim? Foi criado com a ideia de que 'mulheres devem servir aos homens, consolá-los e dar-lhes estabilidade', diz Marie-France.

O perverso

Atencioso no começo, faz com que se sinta 'a eleita'. Como sabe fingir reciprocidade, logo a deixa viciada nele. Mas, quando você mostra que foi fisgada, seu comportamento muda. Apenas na intimidade. A sós, ele destrói sua autoconfiança, mina suas certezas, alimenta suas culpas. Em público, continua agindo como um perfeito príncipe. É sua tática para mantê-la isolada. O que adianta desabafar se ninguém acreditará em você?
Por que ele é assim? 'Recusar-se a ter uma comunicação direta é sua grande arma. A mulher se vê obrigada a fazer exigências e dar respostas que a levam a cometer erros. E ele sempre enfatiza esses erros para lembrar sua nulidade', avalia Marie-France. Resultado: a parceira se sente esvaziada, idiota e sozinha. O tipo é destrutivo e não sabe ser de outra forma. 'Normalmente, foi machucado na infância e tenta sobreviver da forma como aprendeu. Para muitos, é impossível não associar o amor ao ódio.

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Como reconhecer um Psicopata!

13.01.12

Tirado de aqui. Os Psicopatas estão por ai, às vezes mais próximos do que imaginamos. São pessoas perigosas e não muito fáceis de identificar. Fazem qualquer coisa para conseguir seus intentos. São maquiavélicos, inteligentíssimos, falsários, manipuladores e dissimulados. Precisamos estar atentos, pois eles podem estar bem aqui do nosso ladinho! Aqui vai algumas dicas para identificar nosso "amigo escorpião"...

Quando falo "escorpião" é no sentido de sua natureza má e traiçoeira! Ele não terá misericórdia, pois sua índole é pérfida! São insensíveis e não sentem culpa por nada. Eles possuem uma deficiência no campo das emoções! Quando choram ou estão fingindo ou frustrados! Não amam ninguém, quando demostram afeto ou ciúme é pura  falsidade ou possessividade! Não se apaixonam, não ficam tristes, não se emocionam.
Algumas pessoas acham que todos matam, saem nos jornais, etc, etc... Porém existem três tipos: os leves, moderados e graves. Podemos perfeitamente conviver com um tipo leve e não reconhecê-lo. Não se iluda,  os três tipos são altamente perigosos e calculistas, capazes de detonar com a sua vida! Entre eles estão os falsários, estelionatários, falsos religiosos,  empresários ou  políticos inescrupulosos, ou aquele seu amigo(a), ou parente bem próximo que você acha inofensivo!
Para reconhecê- los devemos observar as atitudes, nunca confiar nas aparências, pois como já disse: dissimulam. Se fingem de bonzinho, amável, sociável.  Rapidamente ficam  íntimo (quando interessa), com intuito de descobrir pontos fracos para atacarem quando lhes convier.
Estão sempre culpando os outros por suas próprias falhas. Não admitem  seus erros, são sempre vítimas! Se necessário, se fazem de coitadinhos! Pobres sofredores! Do sistema... da família...dos amigos... dos inimigos, etc. Quando conviver com alguém com esse tipo de conversa, muito cuidado! Os psicopatas sempre inventam  uma boa história para contar, comover ou  impressionar. As pessoas de bom coração são  seu alvo preferido!
          Devemos observar como tratam a família, pois esse tipo não considera ninguém! Se for necessário usa qualquer um de sua prole, até mesmos seus filhos,  em seu próprio benefício! As pessoas são meros  objetos e quando não lhes servem mais, as descartam como se fossem lixo! Mesma que seja a própria mãe!
          Os psicopatas apresentam alterações de comportamento já na infância,  é quando surgem o festival de  mentiras,  trapaças, furtos,  tratamento cruel  com animais, com  coleguinhas, praticam bullying  e nunca demonstram arrependimento. Quando adultos aprendem a disfarçar e dissimular sua verdadeira personalidade insensível. Não por sentirem medo,  pois um psicopata nunca sente medo, mas para  aproveitar melhor as situações. É aí que tornam-se mais perigosos. São indiferentes, frios. Podem atropelar tudo e todos sem a mínima culpa ou pena! Essas alterações vão permanecer por toda  sua vida.
          Ouça o que eles falam, muitas vezes soltam sem querer algum  tipo de "veneno", com frases do tipo: "Não tô nem aí, fulano que se lixe!  Quem manda ser trouxa!" Por isso, "ouça!" pois temos uma boca para falar e dois ouvidos para ouvir. Depois compare  e observe as atitudes. É sempre mais prudente!
          São pessoas altamente sedutoras, com conversas divertidas e agradáveis, são hábeis em manipular, se mostram superiores em suas falas, porém qualquer sinal de perigo que possa estragar seus planos, disfarçam e com frieza mudam o curso da conversa ou da ação,  para  enganar e não deixar pistas. São verdadeiros camaleões no disfarce!
            Só mais algumas dicas, não cumprem regras sociais, as consideram como simples obstáculos que precisam ultrapassar. Gostam de dinheiro, mas não gostam de trabalhar. Fazem de tudo para sua autosatisfação e se puderem vivem as custas do suor dos outros. São verdadeiras sanguesugas!
          Agem sempre em seu próprio benefício, são egoistas, mentirosos, irresponsáveis  e vingativos. Quando frustrados tornam-se agressivos ou até mesmo violentos. Existem em qualquer raça ou meio social. Representam um  percentual pequeno da população,  porém são responsáveis por muitos males da sociedade, devido seu potencial para manipular pessoas frágeis,  gerando efeito multiplicador  nas suas ações negativas. Lideram pessoas,  grupos pequenos ou grandes: amigos, família, setor de trabalho, instituição, empresas,  igrejas, partidos políticos, facções, etc.
         Não esqueça!  Fazem parte do mundo e não podemos ignorá-los. Conseguiu identificar alguém?! Então já sabe, fique esperto! E  bem longe...
         A Ciência ainda não tem um consenso sobre as causas da Psicopatia. Existem várias teorias sobre o assunto. Fatores genéticos? Sociais? Psicológicos? O que importa mesmo é sabermos que são seres incapazes de estabelecer vínculos verdadeiros de afeto. São monstros disfarçados de cordeiros! E por isso mesmo,  todo cuidado é pouco!

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O parasita mora ao lado

13.01.12

O parasita mora ao lado. Tirado de aqui.

A maioria dos psicopatas não mata - são pessoas que se aproximam no trabalho, nas amizades e na cama para se dar bem às custas de você. Saiba como detectá-los

por Texto Alexandre Carvalho dos Santos

 

 

 

Como lidar com um amigo psicopata 
Ligue o detector de mentiras Psicopata mente mais que político em campanha. É um especialista no assunto, mas a constância das papagaiadas acaba entregando o sujeito. Se 90% do que seu amigo diz parece cascata da brava, mantenha os dois pés atrás.
Ouça a voz da razão Sua namorada não vai com a cara do seu amigo, diz que é folgado, que só se aproveita de você e não merece um pingo da sua dedicação? Ok, namorada diz isso de todos os nossos amigos. Mas, se a turma toda concordar, fique com a pulga atrás da orelha.
Esconda a grana Só empreste dinheiro para seu amigo se tiver certeza de que não é um psicopata. Se for e concluir que você é um cofre ambulante, prepare-se para ver sua conta no fundo do poço. Ele sempre vai convencê-lo de que pagará tudo, com juros, no fim do mês. Só não vai dizer de qual mês.
Não seja cúmplice "Uma mão lava a outra", "te devo uma" e "só pediria uma coisa dessas a você" são clássicos do psicopata. Mas nunca negocie com o Diabo. Se fizerem bobagem juntos e forem descobertos, adivinhe para quem vai apontar o dedo...
Feche a porta de casa O pior que você pode fazer, numa amizade com um psicopata, é dividir a sua casa. Enquanto você mantiver a geladeira cheia e pagar o aluguel sozinho, ele não vai ter motivo para procurar outro teto. A não ser que arrume alguém mais trouxa.
Imponha regras Ignorou a dica aí de cima? Enquanto não arruma uma boa desculpa para despejá-lo, mostre quem manda na casa. Sujou, limpou. E o que é seu é seu. Para casos extremos, coloque etiquetas nos seus xampus, iogurtes, cds preferidos.
Caia fora Você só tem a perder na amizade com um psicopata. Além de se aproveitar de você, ele vive num mundo fora das regras sociais, o que torna qualquer relacionamento perigoso. Se sua casa ainda está inteira e você não perdeu a namorada ou os outros amigos, considere-se um sortudo e corte o mal pela raiz. Agora! Já!

 

 

O que fazer quando seu amor é um psicopata 
Desconfie quando a esmola for muita Nos primeiros encontros, sua cara-metade é a gentileza em pessoa? Quer jogar golfe com o seu pai? Adorou o filme iraniano de que só você gosta? Diz que tem dinheiro à beça, mas não pode falar sobre o trabalho porque é agente secreto? Ou você acertou na Mega-Sena ou arrumou um psicopata.
Banque o Sherlock Psicopata legítimo já vem de berço. E ninguém melhor que os parentes e os amigos (se ele tiver) para revelar seus podres. Chame a sogrona de canto e comece o questionário. Se não der certo, tente o irmão caçula. Esse deve ter uns quinhentos motivos para dedurar as torturas do mais velho.
Não tenha pena Psicopata que é psicopata adora se fazer de coitado. Se enche a sua cara de porrada, é porque você o mata de ciúme. Se rouba a sua grana, diz que mandou para a avó doente que mora no interior. Às vezes, até chora enquanto dispara as lorotas. Tadinho...
Não tente mudá-lo Coloque uma coisa na cabeça: psicopatas não têm cura. Não adianta rezar, fazer simpatia, levar à mãe-de-santo. Muito menos achar que a força do amor vai regenerá-lo. Uma hora, a pessoa vai aprontar, e vai sobrar para você.
Não vacile Se desconfia que o amorzão é um baita de um psicopata, não dê sopa para o azar. Conta conjunta, só por cima do seu cadáver. E suma com machados, serras elétricas e outras ferramentas que viram armas. Resumindo: se ele ainda não pensou em fazer picadinho de você, não dê ideia.
Compre um cachorro É batata. Dez entre dez psicopatas treinam suas maldades no vira-lata mais próximo. Fique atento ao modo como seu par trata o cãozinho. Se vibra de prazer ao amarrar rojão no rabo do cachorro, imagine o que ele pode fazer com você.
Caia fora Descobriu o que todo mundo via, menos você? Então dê no pé enquanto é tempo. Só lembrando: psicopatas não reagem bem quando levam um fora. Troque o número do telefone e a fechadura da casa. Também é boa hora para aquela viagem que você tanto adiava para a Oceania.

 

 

Como sobreviver a um chefe psicopata 

Seja um Top Gun Qualquer desempenho abaixo da perfeição é o sonho do chefe psicopata. Ele é pago para ava­liar o seu trabalho e vai explorar suas deficiências ao máximo. Qualquer pequeno deslize pode virar um tsunami. Mas, se você for um ninja em tudo o que faz, ele vai escolher outro alvo.
Deixe por escrito Tudo de que o psicopata precisa é um escritório em que ninguém consegue provar as suas sacanagens. Será a sua palavra contra a dele. E ele é o chefe, o lado mais forte da corda. Então guarde os e-mails trocados, faça atas de reunião, registre tudo o que puder. Assim, as mentiras dele terão perna curta.
Conte até 100 Brigar com o chefe nunca é uma boa ideia. Com o psicopata, então, é suicídio; ele é mestre em trazer o seu pior lado à tona. Evite atritos e, quando for inevitável, não perca a cabeça. Ah, e não desconte no cachorro ou no irmão caçula quando voltar do trampo.
Ponha a boca no mundo Procure o RH e faça as suas queixas. Em algumas empresas, você pode até manter anonimato, mas lembre-se de que isso enfraquece a sua história; tem que haver outras reclamações parecidas para o bicho pegar para ele.
Peça uma transferência O psicopata do seu chefe resolveu pegar bem no seu pé? Busque alternativas para ficar longe dele. Pode haver uma vaga em outro departamento. E pode ser do outro lado da cidade.
Caia fora Emprego não é casamento. Se nada funcionar, atualize o currículo e avise sua rede de contatos que está à caça de "novos desafios". Melhor que passar o resto da vida deprimido no domingo à noite, antecipando os sofrimentos da semana.

 

 

Os passos do parasita engravatado  Segundo Babiak, o aminho do psicopata no mundo corporativo tem 5 fases 
1. CONTRATAÇÃO Sua capacidade de contar lorotas e seduzir está a todo vapor. A incapacidade de se emocionar também vai contar pontos na comparação com outros candidatos, prejudicados pelo nervosismo natural das entrevistas de emprego.
2. ACLIMATAÇÃO Agora o psicopata tenta descobrir quais são as pessoas mais importantes da empresa. Seu objetivo é ficar íntimo delas para influenciá-las em decisões que o beneficiem.
3. MANIPULAÇÃO Começa o seu jo­guinho. Faz fofocas sobre potenciais concorrentes a uma promoção, joga informações falsas na “rádio-peão”. Quanto maior o caos, mais ele se sente em casa.
4. CONFRONTAÇÃO O psicopata começa a tirar a máscara, pois precisa livrar-se dos que usou para avançar na empresa. O colega que foi confidente e cúmplice passa a ser humilhado e ameaçado.
5. PROMOÇÃO Depois de muito mexer as peças de um xadrez perverso, o psicopata avança na empresa, conquistando um posto de maior poder e deixando um rastro de destruição atrás de si. Pronto, o estrago está feito.

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Homens que não sabem amar

13.01.12

Tirado de aqui. Eles realmente não sabem o que é amor"     Eles são sedutores, inteligentes, interessantes. Não medem esforços na hora da conquista. E continuam destilando seus encantos por um tempo até que, sem mais, desaparecem. Em seu vácuo, deixam apenas a dúvida: - O que aconteceu afinal, se parecia tudo tão bem? Vou fazer um post hoje sobre uma reportagem que tirei da revista Marie Claire, que achei extremamente interessante, e acredito que muitas pessoas (mulheres), se identificarão por já ter conhecido ou lidado com situações desse tipo. A revista Marie Claire, entrevistou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva (autora de vários livros, dentre eles "Mentes Perigosas"), e fiquei surpresa com a 'definição de perfil' dada pela psiquiatra, sobre alguns casos.  Inclusive, acabei de me livrar de um deles há três meses (ainda bem que eu estou relativamente vacinada). Segue abaixo a entrevista, é longa, mas vale a pena conferir! Toda mulher passou ou conhece alguém que tenha passado pelas mãos daquele tipo que faz tudo para conquistá-la e simplesmente some - ou a troca por outra - sem dar explicação. É quase um clássico na lista de experiências amorososas que acabaram mal. Mas será que dá, para pôr todos esses homens sobre o mesmo rótulo e classificá-los simplesmente como grandessíssimos cafajestes? Talvez parte deles seja mesmo, outros provavelmente não estavam afim (é possível que um homem não goste da gente sem que ele seja necessariamente um cachorro, afinal).  Alguns, porém, por mais que queiram, podem apenas não conseguir amar. Ou, como diagnostica o especialista em relacionamentos amorosos norte-americano Steve Carter, podem ter fobia de compromisso. Mas como é que a gente identifica, então, se o cara que estamos lidando tem boas intenções ou está pronto para fugir a qualquer momento? Existem diferentes padrões de comportamento entre os fujões: há os que desaparecem no dia seguinte, que mudam de atitude durante a relação (geralmente curta), os que transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente. Qualquer que seja a história, fica evidente a falta de comprometimento com a relação.  "Um homem com fobia de compromisso é confuso e confunde as mulheres. Ele vive dividido entre a necessidade de amar ou medo incontrolável de se comprometer. Sua confusão cria um padrão de comportamento tão claro quanto as impressões digitais". Diz Carter em seu livro, Homens que não conseguem amar (Sextante, 240 págs). Nele, Carter define esse perfil de homem como chama de "síndrome da perseguição/pânico." "Isso quer dizer que ele empreende uma perseguição implacável, incansável até sentir que o amor e a reação da mulher o deixem encurralado no relacionamento - eternamente. No momento em que isso acontece, sente o relacionamento como uma prisão que lhe provoca ansiedade;quando não, pânico total. Antes que a mulher saiba o que está acontecendo, o homem já começou a fugir do relacionamento, dela e do amor."   MEDO DA INTIMIDADE   A psiquiatra também reconhece a existência desse tipo de homem que não consegue amar, um padrão de comportamento que ela chama de fobia afetiva. Nesse cenário, ela explica que o homem (ou mulher já que também estamos sujeitas a agir assim, apesar de ser mais raro) sofre na verdade de um profundo medo de rejeição. "Muitas vezes a pessoa quer aquela relação, mas não consegue lidar com a intimidade", diz. Mas como um homem com esse grau de insegurança seria capaz de se apresentar dono de si na hora da conquista? "Por serem profundamente inseguras, essas pessoas tendem a construir sua autoestima em cima de um personagem seguro, bem-resolvido, sociável. Mas temem constantemente que, com a intimidade, sua verdadeira identidade, sua fraqueza, seja descoberta e ela sejam rejeitadas. O que ela faz, então, é terminar o relacionamento antes de levar um fora que acredita que levar", afirma Ana Beatriz. Outra possível explicação para esse tipo de comportamento, segundo a psiquiatra, é a dependência afetiva da paixão. É possivelmente onde se encaixam aquelas histórias de homens infiéis, que vivem trocando sempre uma pela outra. "Existem pessoas viciadas na paixão, naquela sensação de começo de relacionamento, na adrenalina. É quase como uma dependência em droga ou em álcool. Em geral, são aqueles que nunca toleram a frustração, é como se a vida afetiva, tivesse sempre que estar a 200Km/h. Quando o relacionamento começa a entrar na fase madura, quando a paixão vai virar amor, ele se desinteressa",diz a especialista. É aquele tipo que sempre encontrou o amor da sua vida a cada vez que começa uma história acredita que dessa vez será diferente. Mas dificilmente é. "Não fazem isso de forma consciente, não entram na vida de alguém para fazer mal. Apenas se desinteressam porque a chama virou brasa", completa ela. A paixão segundo algumas linhas de pesquisa, dura entre nove meses e dois anos. O homem que só vive de paixões- não precisa ser um expert para saber- é um típico imaturo. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um desvio de caráter e sim uma deficiência em seu desinvolvimento emocional e psicológico. É o correspondente masculino à mulher que vive em busca do homem perfeito, do príncipe encantado que não existe. Mas tanto esse caso como o dos fóbicos (ou medrosos do amor) podem ser "curados". " Em geral, é difícil a pessoa enxergar sua dificuldade sozinha. Mas como a base desse comportamento está em conflitos internos, uma vez resolvidas essas questões, em geral com terapia, eles podem se tornar homens prontos para o amor maduro", diz a especialista.   CASOS EXTREMOS: A PSICOPATIA LEVE   Pode não ser fácil, mas esses homens que não sabem amar são capazes de aprender a se ligar em uma mulher, já que eles tem noção de sentimento. Entretanto, há casos extremos de homens que simplesmente são 'incapazes' de amar. Podem até saber o significado da palavra amor, mas não conhecem a sensação do que ele provoca - e isso não é só no relacionamento amoroso. Eles não se ligam de verdade a família, amigos, filhos, ninguém. Nascem com um distúrbio ou um erro no funcionamento mental que os torna incapazes de compreender sentimentos como empatia, culpa, remorso e amor.  E a ausência desses sentimentos é o que caracteriza uma espécie bem mais nociva e perigosa de homens que não sabem amar: os psicopatas leves ou sociopatas. Parece uma termologia exagerada, já que estamos acostumados a associar psicopatas a casos de assassinato em série, crimes passionais. Mas o primeiro capítulo do livro "Mentes perigosas" tratam justamente de um tipo de psicopata menos conhecido e, possivelmente, mais comum do que os que chegam aos jornais. São os tipos que dificilmente teriam coragem de matar alguém, mas que, assim como os outros, agem friamente em benefício de seus interesses sem se preocupar na consequência de seus atos a outras pessoas. "No campo dos relacionamentos amorosos, um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir", diz Ana Beatriz. "São casos menos comuns do que os com que outros tipos de deficiência afetiva, como a fobia ou dependência afetiva da paixão, mas são também os mais nocivos." Nesse padrão de comportamento o homem é aquele que se mostra carinhoso, amoroso e atencioso até conseguir o que quer. Ele faz de tudo para alcançar seu objetivo que pode ser material ou necessidade de posse (muitas vezes confundida como amor excessivo).  Todo psicopata age num padrão de quatro etapas no processo de caça. Na primeira, ele estuda a vítima, conhece seus gostos, suas fraquezas. Ele em geral procura quem esteja fragilizado , porque é mais fácil de ser dominado. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saido de um relacionamento difícil, que tenha perdido um ente querido. Enfim, alguém que consiga manipular. Depois de estudar a vítima ele começa a fase de absorção, na qual já sabe o que a vítima quer e faz de tudo para satisfazê-la, ganhando, assim sua confiança e seu amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou de qualquer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. O próximo passo é a exploração, em que o psicopata suga toda energia psiquica e física de sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira de acordo com seus interesses. É nessa etapa que a mulher mais sofre, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era bem quem  parecia ser, mas ainda não sabe que está dormindo com o inimigo.  Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. A última fase é chamada de revelação e horror quando o cara mostra quem realmente é. Em geral ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então ja tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando sua crueldade não irá perdê-la - ou porque já tem um filho, ou por saber que ela depende dele financeiramente, ou ainda porque tem em mãos argumentos de chantagem. "Esse tipo de gente não tem noção de sentimento, de compaixão. É realmente um homem que não sabe o que é amor. E nunca saberá."   Como identificar um homem que não consegue se comprometer NO ÍNICIO... Ele investe pesadamente e parece estar mais interessado em você do que você nele;  Tem um histórico conturbado com mulheres, mas faz acreditar que com você será diferente;  Faz tudo o que pode para impressioná-la: Se tem dinheiro gasta; se tem algum talento exibe; se é inteligente, mostra;  Ele age como se precisasse mais de você do que você dele;     EM POUCO TEMPO...    As palavras e ações dele passam a ser cheias de mensagens ambígüas de uma hora para outra;  Ele deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família e trabalho, são "zonas proibidas" e exclui você de algumas ou da maioria delas;  Foge dos eventos que incluam sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém alí sabe alguma coisa negativa sobre ele;  Ele pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo saindo com outra mulher;  Se estiver saindo com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele (apesar de não demonstrar isso em gestos);  Apesar de tudo o que diz, nada muda: ele não deixa o relacionamento a vançar e se recusa a falar sobre isso;

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Como identificar o "manipulador"

13.01.12

Como identificar o "manipulador"  Tirado de aqui.

Fernanda Dannemann 

Reconhecendo o(a) manipulador(a)   “A pessoa manipuladora é, antes de tudo, invisível”, diz a terapeuta comportamental e especialista em programação neurolingüística Isabelle Nazare-Aga. Segundo ela, só o tempo e a convivência permitem reconhecer o(a) típico(a) manipulador(a). Porém, com o hábito e a observação, torna-se possível identificá-lo(a) cada vez mais rapidamente.  A terapeuta concluiu em seu estudo que as características de manipuladores do sexo masculino e feminino são exatamente as mesmas. De acordo com as estatísticas, quase todo mundo já teve ou tem contato com, pelo menos, uma pessoa manipuladora durante a vida.  “Com algumas exceções, o(a) manipulador(a) não tem consciência de suas atitudes devastadoras. O egocentrismo dele(a) é tão forte que é incapaz de perceber o que os outros sentem”, diz Isabelle. “Aqueles que são conscientes e não querem mudar, beiram a perversidade”, completa.  De acordo com a psicóloga Aparecida Nogueira, no plano amoroso, a médio prazo, o tipo manipulador não consegue manter a harmonia. Discussões (em particular ou em público), clima ruim (que muitas vezes os amigos não percebem), separações, sofrimento, costumam marcar a vida de uma pessoa manipuladora.   Quando o relacionamento desse tipo acaba, geralmente, não fica nem amizade. Isso porque o(a) ex- parceiro(a) sente-se tão aliviado por ter se livrado da manipulação que é incapaz de ter bons sentimento por quem o(a) torturou.   Com quem você está lidando?   Uma das principais características do(a) manipulador(a) é só se interessar por si mesmo(a). Qualquer que seja o assunto, interrompe assim que possível para contar uma passagem que tenha acontecido com ele(a).   Se não dominar o tema da conversa, não dá atenção ao que está sendo dito e, em poucos minutos, desvia o assunto e procura uma forma de atrair os olhares para si.  Envolver-se emocionalmente com uma pessoa manipuladora é um grande risco para a auto-estima e para a própria liberdade. O parceiro manipulador, aos poucos, se coloca como líder do relacionamento, sufocando ao mesmo tempo em que se mostra cada vez menos amoroso, gentil e capaz de manter o respeito e o afeto que deram origem à relação.  A pessoa manipuladora se fortalece, essencialmente, enfraquecendo o ego de suas vítimas. Mas o exercício da manipulação é ainda pior na esfera amorosa, porque o(a) manipulador(a) atua exatamente como um(a) insaciável, sempre pronto(a) para minar a auto-confiança do(a) parceiro(a) e transformando-o(a) em mera muleta, na qual se apóia para viver.   Além de agressões verbais, críticas, atitudes de falsa surpresa diante de um erro, ele(a) também faz tudo para afastar o(a) parceiro(a) dos amigos e da família, de modo a criar um vazio em torno do(a) outro(a). Consegue enfraquecer a rede de amizades do(a) companheiro(a) e, principalmente, afastá-lo(a) de amigos anteriores à sua união.  Muitas vezes, não proíbe abertamente e, aparentemente, pode encorajar o(a) parceiro(a) a ter amigos. Mas só aparentemente. Quando isso acontece, o(a) manipulador dá um jeito de detonar a amizade e de se mostrar desagradável, fazendo com que o(a) parceiro(a) sinta-se cada vez menos à vontade e acabe se afastando de todos.   Comportamento comum dos manipuladores de ambos os sexos   ...não faz promessas porque não gosta de se comprometer. Sua frase preferida é:“você não confia em mim?”  ...não pede desculpas quando não cumpre o que diz ou falha nos compromissos feitos. Em vez disso, tem sempre excelentes pretextos para se explicar. Detesta ter que admitir que errou.  ...não considera as necessidades da outra pessoa. Ao contrário, impõe a sua vontade com mais ou menos sutileza. Quando usa a máscara do altruísmo, fingindo preocupar-se com os outros, geralmente mostra-se ofendido(a) se alguém o(a) censura por sua desconsideração.  ...é inflexível e só muda de opinião para concordar com alguém se tiver algum interesse nisso. O que, geralmente, só é descoberto meses depois.  ...é capaz de se apropriar de idéias, desejos e opiniões alheias, colhendo para si o mérito que não lhe pertence.  ...impõe a sua presença e adora se intrometer na vida particular das pessoas que lhe são próximas. Mas faz isso sempre com o pretexto de querer ajudar.  ...não consegue deixar de dizer coisas que provocam mal-estar nas pessoas ao redor.  ...muitas vezes, transmite a idéia de que se sacrifica por alguém ou por alguma causa, mas é puro marketing.  ...usa a chantagem emocional para conseguir controlar os outros. Ou então faz com que as pessoas sintam-se diminuídas e acuadas, fragilizando-as.   Argumentos usados por ele(a), para afastar o(a) parceiro(a) de suas amizades:  “Não me admira que as pessoas não venham aqui em casa, você não mantém uma conversa interessante!”  “Não se pode dizer que seu grupo de colegas seja muito brilhante.  “Confesso que estou meio decepcionado. Pensava que você tivesse amigos melhores”  “Não se diria que eles são o que você diz, quando se ouve o que falam”  Como ele(a) consegue?   ... atacando as pessoas, para que justifiquem sua opinião.  ...desprestigiando-as em público..  ... permanecendo em silêncio ou dando ares de desinteresse.  ...mostrando-se impaciente, dando a impressão de que quer que as visitas se retirem o quanto antes.  ...escapando da presença dos amigos indo, ostensivamente, fazer outra coisa em vez de compartilhar com eles.   Samanta Lemos

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Bandeiras vermelhas do Amor fraude. Donna Andersen (LoveFraud)

13.01.12
Bandeiras vermelhas do Amor fraude. Introdução
Por Donna Andersen
"Parecia mágico para mim", diz uma mulher a quem vamos chamar "Charlotte", sobre o início de seu relacionamento de sonho com "Anthony". "Aconteceu muito rapidamente... E eu deixei. Ele conheceu todas as minhas necessidades, era como um conto de fadas ".
Charlotte e Anthony conheceram-se no ginásio, num clube de campo exclusivo. Anthony disse a Charlotte que tinha múltiplos diplomas universitários, e também que trabalhou como engenheiro. Ele mostrou-se a Charlotte como forte e protetor.
Charlotte, uma mãe solteira, foi fazendo-se por conta própria -, mas tudo o que ela queria era uma família completa. Anthony parecia o homem que poderia fazer isso acontecer. Ele era encantador. Eles compartilhavam os mesmos valores. A julgar por todas as chamadas, textos e e-mails que ela recebeu, Anthony adorava-a, e o sexo era extraordinário. Ele varreu Charlotte fora de seus pés.
Eles se casaram, mas depois de um ano, a bolha estourou. Tudo o que Anthony havia dito a Charlotte era mentira. Ele não tem todos aqueles diplomas universitários - ele ainda não tinha completado o ensino secundário. Ele nunca foi um engenheiro, e não seria verdade que ele quase morreu em um trabalho, como ele alegou. "Histórias exageradas para obter o que queria, ele abusou e matou animais, ele era um ladrão", disse Charlotte. Anthony traiu e ameaçou sua vida.
Charlotte chutou para fora. O casamento custou mais de US $ 50.000, e uma enorme quantidade de dor de cabeça.

"Allen" e "Jocelyn"
"Allen" e "Jocelyn" encontraram-se em um popular site de encontros pela Internet. "Tudo foi rápido, emocionante e ela me fez sentir como se eu fosse a coisa mais importante em sua vida", lembrou Allen. Ele gostava da espontaneidade de Jocelyn, do charme, da inteligência, apelo sexual e da natureza solidária. Allen estava passando por tempos difíceis - uma separação e divórcio, enquanto cuidava de um pai doente. Jocelyn suportou-se enquanto ele lidava com seus problemas, e assegurou-lhe de um novo começo com ela.
Jocelyn perguntou a Allen sobre suas esperanças e sonhos, e prometeu torná-los realidade. Ela estava em constante comunicação através de sms, telefone e e-mail, embora ela foi evasivo quando questionada sobre seu passado. Allen teve um pressentimento de que algo estava errado, mas ignorou-o, galgando suas apreensões ao stresse de todas as suas outras preocupações. Ele também ignorou os receios de sua família e amigos, e nem sequer ouvir a família e os amigos de Jocelyn, que achava que ela era falsa e indiferente.
Allen e Jocelyn ficaram juntos por alguns anos, mas o período de lua-de-mel acabou, depois de quatro meses. Quando Allen saiu do relacionamento, ele tinha perdido seu trabalho e sua casa, ele tinha sido abusado fisicamente, e o stresse lhe tinha feito mal. Ele estima que a relação com Jocelyn lhe custou mais de US $ 100.000 - na verdade, ela roubou o dinheiro diretamente de sua conta bancária.

"Barbara" e "Luis"
Depois que seu marido durante 23 ano faleceu, "Barbara" encontrou "Luís". "Foi maravilhoso", disse ela. "Eu pensei que ele era meu para sempre. Ele era respeitável, cuidava e amava, mostrando mais amor por mim do que qualquer um que já teve. Ele disse que a fé nos trouxe juntos, e nós fomos feitos para ser um para sempre. "
Tal como acontece com Charlotte e Allen, o romance de Barbara foi um turbilhão. Luis compartilhou suas crenças e interesses, e a atenção dispensadas a ela. Ela, também, no entanto, sentiu que algo não estava certo. "Vou deixá-lo ir", disse ela. "Eu pensei que era só eu ser paranoica." Mesmo quando Luis admitiu problemas legais, ele culpou-os em outros e afirmou que ele tem jeito para negócio. Barbara aceitou suas explicações.
Bárbara e Luis casaram, mas não durou muito tempo. Luis arrumava brigas e deixava para fins de semana, ou até mesmo semanas em um momento. Em seguida, ele ligou e pediu Barbara para levá-lo. Na primeira, ela fez. Mais tarde, porém, ela descobriu que Luis começou os argumentos propositadamente para que ele pudesse sair. Ele ia a festas e ficou com outras mulheres - ou homens. Barbara pegou uma doença sexualmente transmissível de seu marido. Ela tornou-se ansiosa e deprimida, e pensou em suicídio. Luis, também, ameaçou suicídio - embora ele também, Barbara disse, "se ofereceu para matar uma menina com quem eu o peguei."

Meu casamento com um sociopata
Os três casos que você acabou de ler são verdadeiros. Eu aprendi que são típicos do que eu chamo fraude amor.
Fraude amor é a exploração intencional de um indivíduo através de manipular as emoções em um relacionamento pessoal. A relação de exploração é frequentemente romântica, mas também pode estar entre os membros da família, amigos e associados. A relação pode acontecer na vida real, ou existem apenas através de meios de comunicação - chamadas de telefone, e-mail, mensagens de texto, mesmo correio tradicional. As pessoas que se envolvem em fraudes amor são sociopatas.
Como Charlotte e Barbara, me casei com um sociopata. Seu nome era James Montgomery Alwyn, e embora eu o conheci, não muito longe da minha casa, nos Estados Unidos, ele era originalmente de Sydney, na Austrália.
O que eu mais me lembro sobre o início do meu relacionamento com Montgomery é como ele me perseguiu.
Ele postou um anúncio na seção de romances America Online - Isso foi em 1996, quando governava o AOL Internet. Ele parecia muito mais intrigante do que a maioria dos homens - um antigo Boina Verde: um fundo de TV, publicidade e filmes, agora negociando com motores locais e abanadores para seu empreendimento grande seguinte. A razão para o anúncio? Sua esposa havia morrido, e seu "luto foi completo."
Ler reivindicações de Montgomery agora, pode-se perguntar por que alguém - especificamente mim - acreditaria. Mas isso foi antes que todos nós sabíamos que os perfis on-line pode ser cheio de mentiras. Foi antes de eu saber que os sociopatas não necessariamente olhar como Charles Manson, com o cabelo longo e desgrenhada uma suástica gravada em sua testa. E isso foi antes de saber que alguém que proclamou que ele era tão cabeça-sobre-saltos no amor comigo poderia estar mentindo.
Quando eu conheci Montgomery, eu tinha 40 anos, nunca tinha casado. Como uma menina normal, eu saí com um monte de homens, mas eu nunca tinha experimentado nada como a atenção deste homem em particular derramou sobre mim. Ele chamava várias vezes ao dia. Ele propôs casamento a uma semana de me encontrar pessoalmente.
Por que não foi esta uma enorme bandeira vermelha? Desde a infância, eu tinha ouvido todos os contos de fadas sobre o amor à primeira vista. Na verdade, eu sabia que as pessoas que tinham caído no amor de imediato e, décadas depois, ainda estavam casados. Eu estava esperando a minha chance de verdadeiro romance há anos. Eu pensei que minha hora tinha chegado.
Montgomery frequentemente me disse o quanto ele respeitava o meu talento, e como eu seria como um trunfo para os seus planos de negócios. Nós éramos um time formidável, disse ele, e ele queria que eu a beneficiar o sucesso que seus empreendimentos eram certo para se tornar. Então, não muito tempo depois que ele propôs, ele também recomendou que eu investisse em seus negócios - ele queria ter certeza de que eu, pessoalmente, lucraria com os nossos esforços. Um investimento de R $ 5.000 me compraria alguns pontos percentuais de propriedade.
Assim começou a fuga de dinheiro.
Montgomery nunca pediu dinheiro para si próprio. Todos os pedidos foram apresentados como investimentos em nosso futuro, necessários para garantir um negócio. Geralmente havia uma crise que teve que ser resolvido imediatamente - com o meu dinheiro. O que eu não sabia era que ele criou as crises que eu não teria tempo para pensar sobre seus pedidos. E eu também não sabia, até que depois que eu deixei o meu marido, que muito do meu dinheiro foi gasto entreter outras mulheres.
Um ano e meio depois nos casamos, eu sabia que Montgomery estava me traindo. Mas por essa altura, o meu marido tinha devastado as minhas economias e estourou meu cartão de crédito. Eu estava em dificuldades financeiras desesperadas, e um de seus empreendimentos comerciais, uma exposição Titanic, parecia que estava indo realmente para trabalhar. Decidi ignorar sua infidelidade, até que eu consegui meu dinheiro de volta.

Infelizmente, o Titanic afundou novamente, e todo o meu dinheiro - 227.000 dólares - foi embora. Então eu aprendi que Montgomery não era apenas me traindo, mas teve um filho com outra mulher durante o nosso casamento. Então eu descobri que havia várias outras mulheres, e Montgomery levou o dinheiro de todos elas. Então eu descobri que Montgomery se casou com a mãe da criança de 10 dias e o deixei, o que foi a segunda vez que ele cometeu bigamia.
Minha cabeça estava girando. "Que tipo de pessoa faz isso?" Eu perguntei ao meu terapeuta.
"Parece que ele poderia ser um sociopata", disse ela.
O que é um sociopata?
Neste livro, a palavra "psicopata" é usado não como um diagnóstico formal, mas como uma descrição genérica para um predador social, alguém que vive a sua vida, explorando os outros. Na verdade, "sociopata" não é mais usado como um termo oficial de diagnóstico. Relacionadas termos clínicos são narcisista psicopata, transtorno de personalidade anti-social, transtorno de personalidade dyssocial e transtorno de personalidade borderline. Pessoas com esses transtornos de personalidade têm um traço grande em comum: eles rotineiramente ignoram os direitos e necessidades das pessoas ao seu redor.
Os sociopatas são prejudiciais para a nossa saúde física, financeira, saúde, emocional, psicológica e espiritual. A melhor maneira de lidar com sociopatas é mantê-los fora de nossas vidas. Mas isso é difícil, porque milhões de sociopatas vivem livremente entre nós. A maioria deles não são trancados em instituições de prisão ou mental. Eles não são loucos, loucos. Em vez disso, eles muitas vezes parecem ser charmoso e carismático, legal e confiantes.
A fim de nos proteger de sociopatas, devemos explodir três comuns mitos culturais que frequentemente influenciam a forma como vemos os outros.
Mito 1 - Todos os sociopatas (psicopatas) são perturbados serial killers
Hollywood aprendeu que sociopatas se tornam grandes vilões, então filmes de terror, suspense e crime mostra frequentemente, com diferentes graus de precisão, personagens que têm este transtorno de personalidade.
O clássico é Psicose, de Alfred Hitchcock. Neste filme de 1960, Norman Bates, cruelmente mata duas pessoas, e já havia matado outras quatro pessoas. Este filme para sempre unido o termo "psicopata" com o comportamento dos dementes assassinatos múltiplos. As audiências tendem a pensar que o título de "Psicose" é a abreviação de "psicopata", mas Bates era realmente psicótico, ou seja, ele tinha perdido o contato com a realidade. Psicopatia é uma desordem totalmente diferente. Psicopatas não são delirantes, pois eles sabem exatamente o que estão fazendo.
Isso é retratado no filme de 1991, O Silêncio dos Inocentes. O vilão, Dr. Hannibal Lecter, é um psiquiatra brilhante e serial killer canibal. Logo no início do filme, o médico da prisão o descreve: "Ah, ele é um monstro. Um psicopata puro. Tão raro capturar um vivo. "Hannibal Lecter é altamente inteligente, sofisticado, charmoso quando ele quer estar, calma, calculista e extremamente cruel. Estas características têm vindo a ser associada com assassinos diabólicos nos filmes, e os traços vezes não descrever a personalidade psicopática. No mundo real, a maioria dos serial killers são, provavelmente, psicopatas de sangue frio, e às vezes delirante também.
O problema é que por causa desta imagem fortemente armado na cultura pop, as pessoas pensam que todos os psicopatas / sociopatas são serial killers. Nos meios de comunicação, os termos "psicopata" e "psicopata", se eles são usados em tudo, são aplicados principalmente para as pessoas que cometem assassinato.
A verdade é que a maioria dos psicopatas não mata ninguém. E mesmo entre os que matam, o número que são assassinos em série é minúsculo.
Mas é quase impossível de superar a influência onipresente de Hollywood. Hoje, muitos de nós têm a idéia preconcebida de que "psicopata" e "sociopata" igual "serial killer". Então, quando vemos o comportamento de exploração de nossos parceiros, é difícil para nós reconhecer que eles podem ser sociopatas. Afinal, eles não matou ninguém. A imagem de Hollywood nos impede de perceber que nossos maridos, esposas ou parceiros de namoro pode ter graves transtornos de personalidade.

Mito 2 - Existe o bom em todos
Nos Estados Unidos, a partir do momento em que são crianças pequenas, somos bombardeados com mensagens sobre justiça, igualdade de oportunidades, dando às pessoas uma chance, e tolerância. Na escola, aprendemos sobre a Declaração de Independência e sua frase mais famosa: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais" (com o entendimento de que "os homens" agora inclui "mulheres"). Na igreja, somos informados de que "somos todos filhos de Deus."
A maioria de nós foram ensinados a acreditar que não é bom em tudo, e conselhos abunda em como encontrá-lo: quando as pessoas fazem coisas que nos magoam, não reagir de imediato, mas considerar as razões para suas ações. Lembre-se que todo mundo pode ter um dia ruim. Às vezes as pessoas não estão erradas, são apenas diferentes.
Tudo isso é verdade, correcta e adequada - exceto quando estamos lidando com sociopatas.
É difícil para a maioria de nós para compreender o quão diferente desses exploradores série são do resto da humanidade. Na verdade, os sociopatas estão literalmente perdendo as qualidades e habilidades que nos fazem verdadeiramente humanos. Eles não sentem empatia por outros - não os seus concidadãos, e não os seus familiares, nem mesmo seus próprios filhos. Sociopatas não têm consciência. Eles geralmente sabem, em um nível intelectual, a diferença entre o certo e o errado, mas eles não têm investimento emocional em fazer o que é certo, e fraco para inexistentes proibições internas contra fazer o que é errado.
Quando vemos o mau comportamento em alguém, especialmente um parceiro romântico, procuramos razões que podemos compreender, talvez a pessoa teve uma infância difícil ou um casamento abusivo primeiro. Porque queremos defender os nossos valores de justiça e caridade, estamos cegos para a verdade: Os sociopatas nos exploram, porque eles querem.
Se você vai olhar para o bem em um sociopata, você não vai encontrá-lo. Debaixo de um encantador, fachada, atencioso atento, essas pessoas são completamente podres.

Mito 3 - Todo mundo quer ser amado
Desde que os seres humanos inventaram a poesia, histórias, música e arte, o tema favorito de nossa criatividade tem sido o amor: A alegria de encontrar o amor. A frustração de amar de longe. A dor insuportável de perder o amor.
As pessoas anseiam por amor. O amor nos completa, o amor vale a pena viver. Sabemos que isso instintivamente, mas os investigadores têm evidências de que, como seres sociais, o amor é de vital importância para nós. Por exemplo, quando o psicólogo Abraham Maslow desenvolveu sua hierarquia das necessidades famoso, incluiu a necessidade de pertença, amor e carinho.
Teoria de Maslow da Motivação Humana sugere que as pessoas se movem através de estágios de crescimento - como as necessidades básicas sejam atendidas, nós nos movemos até necessidades mais intangíveis. O conceito é frequentemente explicada utilizando a ajuda visual de uma pirâmide. Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas, como o ar, água, comida e abrigo. O próximo passo é a necessidade de proteção e segurança. O terceiro nível é a necessidade de amor e de pertença, incluindo a intimidade, amizade e família. No topo da pirâmide estão estima e auto-realização. Segundo Maslow, o amor é bem no meio da motivação humana.
Muita pesquisa científica tem documentado a importância do amor para a saúde humana. O amor nos ajuda a lidar com o stresse. Felizmente as pessoas casadas têm pressão arterial mais baixa e se recuperar de lesões mais rápido. Estar no amor, mesmo nos ajuda a resistir ao resfriado comum.
Desde que o amor é tão bom para nós, todos devem querer amor. Certo?
Errado. Sociopatas não se importam com o amor, que Maslow afirmou em seu papel. "O chamado" personalidade psicopática "é outro exemplo de perda permanente do amor precisa", escreveu ele. Na verdade, o núcleo deste transtorno de personalidade é a incapacidade de amar.
Isso faz sentido, é claro. Sociopatas não sentem empatia e não formam vínculos emocionais com outras pessoas. Como eles podem sentir o amor?
Eles não fazem, embora eles são atores excelentes e podem convincentemente fingir estar amando, se ele combina com o seu propósito. Eles entendem a relação de causa e efeito - se sociopatas dizer: "Eu te amo", as pessoas que ouvem essas palavras dar-lhes o que eles querem. Pode ser sexo, dinheiro, um lugar para viver, oportunidades de negócios, entretenimento - o que quer. Para sociopatas, a expressão do amor nada mais é do que uma ferramenta, um meio para um fim.
Sociopatas, você vê, tem sua própria hierarquia de necessidades. Eles querem o controle, poder e sexo, e eles vão fazer de tudo para conseguir o que querem.
Meu ex-marido me disse que me amava logo depois que nos conhecemos, e em todo o nosso relacionamento. Ele foi convincente, e ele conseguiu o que queria - o acesso ao meu dinheiro, crédito e conexões de negócios.
Não demorou muito tempo para descobrir que grandes planos James Montgomery não estavam trabalhando, e as minhas finanças foram se deteriorando rapidamente. Quando eu reclamei e exigi mudanças, Montgomery prometeu que os problemas eram temporários. Ele pediu-me a acreditar nele. Ele gritou com o pensamento de me perder.
Era tudo manipulação para que ele pudesse continuar a me sangrar.
Quando o deixei, e soube que ele tinha uma desordem de personalidade diagnosticável, fiquei surpresa. Eu era um graduado da faculdade com cursos de jornalismo e psicologia, mas eu estava sem noção! Se eu não sabia o que era um sociopata, pensava eu, outras pessoas também não sabiam. O público precisava saber que os predadores humanos vivem entre nós. Então, eu criei um site, Lovefraud.com, para ensinar as pessoas a reconhecer e recuperar de sociopatas.
Lovefraud lançado em julho de 2005. Seis anos depois, foram atraindo mais de 50.000 visitantes únicos por mês, e mais de 2.800 pessoas haviam contactou-me para me dizer de suas traições próprios sociopatas. Em suas histórias angustiantes, eu continuei a ouvir os mesmos padrões de comportamento, mais e mais. Parecia que os sociopatas - masculinos e femininos - operado fora da cartilha mesmo.
Eu percebi que as pessoas precisavam conhecer os sinais de alerta do comportamento sociopata.
Pense sobre seus envolvimentos. Se você já viu esses padrões de comportamento de alguém que diz ser sua "alma gêmea", corra o mais rápido que puder.

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Desculpas esfarrapadas

13.01.12

Tirado de aqui.

Quem tem uma razoável inteligência emocional, evita recorrer a este tipo de estratégias porque sabe que a médio prazo vão dar mau resultado.

Existem homens que são exímios em fazer uso de pequenas/grandes mentiras, de forma a livrarem-se de situações embaraçosas. Mas, para que a técnica funcione, há que ter em conta alguns pormenores. Primeiro que tudo, o mentiroso tem de encarnar uma personagem dócil, de modo a apelar para o sentimento. O passo seguinte é encontrar o interlocutor certo. Alguém que não esteja atento a pormenores e que se coloque “a jeito” para ser iludido. A estratégia é começar por seduzir , através de palavras bonitas e actos a condizer. Não é preciso esforçar-se muito porque a  duração é limitada, já que rapidamente estala o verniz e  a verdade virá ao de cima.

Os mentirosos são criativos. Os sedutores são frios e calculistas, portanto servem-se de qualquer estratégia para “levar a água ao seu moinho”. A mistura entre estas duas categorias, resulta em seres humanos desprovidos de sentimentos. Não possuem capacidade emocional para gostarem verdadeiramente de ninguém. O que os motiva é o prazer de sentirem que conseguem ludibriar e iludir as mais incautas. Passemos aos exemplos.

Uma das mais velhas mentiras é a já clássica “tu és a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. O problema não tem a ver contigo, mas sim comigo…eu é que não estou preparado para ter um relacionamento !”. Fantástico ! Deste modo, o mentiroso atinge três objectivos, sai airosamente da relação, mantém a imagem de uma pessoa sensível (que a maior parte das mulheres adoram), ao mesmo tempo que se coloca no papel de vitima… sim, porque depois vem a história de que a última relação o traumatizou a tal ponto que ainda não se reabilitou. Porém a realidade é bem diferente. Quando há de facto interesse, afecto, nada disso faz sentido ! O coração não se prepara. O amor chega, instala-se quando menos se espera sem para isso pedir autorização.

Outra técnica sobejamente conhecida é a do “desculpa, mas quero estar sozinho… preciso de pensar na minha vida!”… É igualmente uma forma para apelar para os sentimentos, fazendo-se passar por uma pessoa tão bem organizada internamente, que não pretende fazer nada que se venha a arrepender. Outra ilusão ! O que isto quer dizer é que pretende divertir-se, somar relações ocasionais, mas deixando sempre algo em stand-by , não se vá um dia arrepender . É um modo de não fechar portas, querer deixar finais em aberto …típico de pessoas imaturas, que não sabem o que querem.

Depois há aqueles que dão “um tempo” à relação, mas mantêm um contacto diário com a ex_pseudo_namorada, mas fazem uso da velha desculpa esfarrapada  “preciso de estar sozinho… não estou bem… preciso de me encontrar “. Dão então a ideia de que podem estar deprimidos, indecisos quanto ao futuro, ou prestes a tomar uma decisão muito importante! A verdade é que  o tempo vai passando e eles  vão explorando outras alternativas. Sempre que são chamados à razão, mostram-se ofendidos e invadidos na sua intimidade "estás-me a pressionar... eu preciso de tempo e tu não me deixas pensar !". Resultado… a pseudonamorada arrasta-se nesta mentira, esperando pelo momento em que se faça luz nesse espírito inquieto. Não lhe passando pela cabeça que tudo faz parte de uma desculpa esfarrapada, para viver no melhor dos dois mundos. A verdade crua é que o amor é irracional, não se pensa. Age-se. Os problemas de casal devem resolver-se entre o casal… não há lugar a intervalos. Pode-se intervalar a vida ?!? Pobres das relações que precisam de intervalos para que resultem !

Técnica sobejamente utilizada é a do “ eu não te mereço…tu és boa demais para mim!”. Esta, de todas, é a minha favorita. Considero-a tão bizarra que deveria ganhar o Óscar da categoria! Pensemos um pouco. Quem acredita que haja alguém que, no seu pleno juízo, decida prescindir de outra pessoa por a achar … boa demais ???

Existem muitas mais desculpas esfarrapadas, mas isso dava direito a um manual, senão a uma enciclopédia. É incontestável que quem tem uma razoável inteligência emocional, evita recorrer a este tipo de estratégias porque sabe que a médio prazo vão dar mau resultado.

Por seu turno, todos aqueles que sistematicamente fazem uso destas estratégias, para além de quererem passar aos outros um atestado de burrice, minam as relações e acabam por ser vítimas de si próprios.

Vale a pena relembrar que a verdade, por mais amarga que seja, continua a ser a única receita para um relacionamento saudável. Ninguém gosta de ser enganado, toda a gente aprecia a sinceridade. Mesmo que, no momento, a verdade seja difícil de aceitar, o tempo permite que algumas mágoas se dissipem e que a pessoa seja recordada como alguém que nos tratou com correcção e respeito, que não caiu na tentação de entrar em farsas …

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Síndrome de Don Juan, compulsão sedução

13.01.12

Tirado de aqui

Fica mais difícil entender os novos tempos, quando consideramos que as expressões ficar com... e sair com... significam a mesma coisa, apesar dos termos ficar e sairserem antagônicos.

Donjuanismo é uma expressão em desuso que veio à tona há algum tempo, depois do filme Don Juan de Marco, com Marlon Brando e Johnny Depp. O filme Don Juan de Marco foi escrito e dirigido por Jeremy Leven.

Don Juan é um personagem literário tido como símbolo da libertinagem. O primeiro romance com referência ao personagem foi a obra El Burlador de Sevilla, de 1630, do dramaturgo espanhol Tirso de Molina. Posteriormente Don Jun aparece em José Zorrilla com a estória de Don Juan Tenorio. A figura de Don Juan foi também cultuada na música, em obras de Strauss e Mozart, este último com a ópera Don Giovanni, composta em 1787. Outro paradigma do eterno sedutor é a figura de Casanova, conhecida pela autobiografia do veneziano Giovanni Jacopo Casanova.

Mas a figura do eterno sedutor continua atrelada à Don Juan, que aparece ainda na obra de Molière, em Le Festin de Pierre, no poema satírico de Byron chamado simplesmente Don Juan, no drama de Bernard Shaw, chamado Man and Superman.

Segundo Jung, para quem qualquer forma de arte, assim como os mitos, são veículos para a expressão do inconsciente coletivo, Don Juan pode representar nossos arquétipos (Walter Boechat - veja mais sobre o filme).Trata-se de um padrão de personalidade caracterizado por uma pessoa narcisista, enamorada, inescrupulosa, amada e odiada e que faz tudo valer para a conquista de uma pessoa.

O donjuanismo representa um protótipo particular de comportamento humano, classificada particularmente pelos valores culturais e morais. Não existe essa denominação no CID.10 ou DSM.IV, mas isso não significa, absolutamente, que por isso pessoas assim deixam de existir.

Independente das interpretações psicanalíticas sobre o filme Dom Juan de Marco, interessa aqui apenas caracterizar um tipo de conduta atual; a inclinação que as pessoas têm para liberdade sexual explícita. A característica principal do que se pode chamar hoje de donjuanismo, seria uma forte compulsão para sedução, entretanto essa característica não é isolada nem única na personalidade da pessoa, também não é exclusiva do sexo masculino.

Descreve-se o donjuanismo como uma personalidade que necessita seduzir o tempo todo, que aparentemente se enamora da pessoa difícil mas, uma vez conquistada, a abandona por desinteresse. As pessoas com esse traço não conseguem ficar apegados a uma pessoa determinada, partindo logo em busca de novas conquistas. Elas são os anarquistas do amor (Sapetti), tornando válidos quaisquer meios para conquistar, não obstante, os sentimentos da outra pessoa não são levados em consideração. Aliás, Foucault enfatiza essa questão ao dizer que Don Juan arrebenta com as duas grandes regras da civilização ocidental, a lei da aliança e a lei do desejo fiel.

Em psiquiatria clínica, entretanto, o desprezo para com o sentimento alheio pode ser critério para caracterizar uma atitude sociopática ou anti-social. Para o donjuan só interessa o hedonismo, o instante do prazer e o triunfo sobre sua conquista, principalmente quando a pessoa de seu interesse tem uma situação civil proibida (casada, freira, irmã ou filha de amigo, etc ou os correspondentes masculinos). Sobre essa característica o escritor Carlos Fuentes, alega ao seu Don Juan a frase: "Porque nenhuma mulher me interessa se não tiver um amante, marido, confessor ou Deus, ao qual pertença ...".

Normalmente essas pessoas ignoram a decência e a virtude moral mas seu papel social tenta mostrar o contrário; são eminentemente sedutores. O aspecto de desafio mobiliza o donjuan, fazendo com que a conquista amorosa tenha ares de esporte e competição, muitas vezes convidando amigos para apostas sobre sua competência em conquistar essa ou aquela mulher. Não é raros que esses conquistadores tragam listas e relações das mulheres conquistadas, tal como um troféu de caça.

Por outro lado, segundo Kaplan, deve haver significativos sentimentos homossexuais latentes nesses indivíduos. Esse autor considera que, levando para a cama a mulher de outro, o donjuan estaria inconscientemente se relacionando com o marido, motivo maior de seu prazer. Tanto que é maior o prazer quanto mais expressivo é o marido ou namorado traído.

O narcisismo (traço feminóide) dessas pessoas é uma das características mais marcantes, a ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa conquistada. Outros autores acham o donjuanismo um excesso do complexo de Édipo, ou fixação na mãe, já que muitos deles não constituem família com nenhuma de suas conquistas e acabam vivendo para sempre com suas mães.

Nos casos mais sérios a inclinação à sedução pode adquirir caráter de verdadeira compulsão, tal como acontece no jogo patológico. De certa forma, apesar dessa conquista compulsiva servir-lhe para melhorar sua sensação de segurança e auto-estima, uma vez possuído o que desejava, já não o deseja mais. Em alguns casos o donjuan começa a se desestimular com a conquista quando percebe que a pessoa conquistada já está apaixonada por ele. Pode até nem haver necessidade do ato sexual a partir do momento em que ele percebe que a pessoa aceita e deseja o sexo com ele. Por outro lado, se a pessoa a ser conquistada é indiferente ou não cede à sedução, o donjuan se torna mais obstinado ainda.

Não será totalmente lícito dizer, como dizem alguns, que o donjuan se diverte com o sofrimento alheio. Na realidade parece mais que seja insensível ao sentimento alheio do que tenha prazer com ele. De fato, parece que eles não experimentam com o amor o mesmo tipo de sentimento que as demais pessoas. O amor neles é um sentimento fugaz, passageiro e que, continuadamente, tem o objeto-alvo renovado. Se algum déficit pode ser apurado na personalidade do donjuan, este se dá no controle da vontade.

Apesar dessa compulsão à sedução, isso não significa que a pessoa portadora de donjuanismo seja, obrigatoriamente, mais viril ou mais ativo sexualmente. Esse quadro não deve ser confundido com a Atividade Sexual Compulsiva onde, aí sim há hipersexualidade.

Portanto, a contínua sedução do donjuan nem sempre se dá às custas de um desempenho sexual excepcional mas sim, devido à habilidade em oferecer às pessoas a serem seduzidas, tudo aquilo que elas mais estão querendo. Nesse sentido, todos eles são sempre muito inconstantes, desempenham papeis sociais sempre teatrais e exclusivamente dirigidos à satisfação de suas conquistas, por isso fazem sempre o tipo "príncipe encantado", tão cultuado pelo público feminino. As pessoas sedutoras têm habilidade em perceber rapidamente os gostos e franquezas de suas vítimas e são igualmente rápidos em atender as mais diversas expectativas.

Há quem considere como uma das características fundamentais da personalidade do donjuan uma acentuada imaturidade afetiva. O aspecto volúvel e responsável pela constante troca de relacionamento pode ser indício dessa imaturidade afetiva e indica, sobretudo, uma completa carência de responsabilidade ou medo de assumir os compromissos normais das pessoas maduras (casamento, família, filhos, etc.).

"Ficar com..." "Ficar com...", "sair com...", "namorix", são termos atualmente usados para designar a atitude de se relacionar sexualmente (com penetração sexual ou não), fortuitamente, fugazmente e sem nenhum compromisso de continuidade. Este relacionamento é fortuito porque não implica, obrigatoriamente, em nenhuma combinação ou contrato prévio, é fugaz devido à provisoriedade da união. Não há compromisso de continuidade porque, ao menor sinal de interesse de um dos envolvidos no sentido de continuar, a relação se desfaz e é evitada (diz-se que fulano(a) não é legal porque pega no pé). Nessa nova modalidade de relacionamento não há envolvimento amoroso, não há cobrança de compromisso e os objetivos se concretizam e se esgotam no orgasmo ou na despedida, normalmente com satisfação bilateral.

As mulheres começaram a expandir significativamente sua sexualidade depois da disseminação do uso da pílula anticoncepcional, nas décadas de 60-70, e a inconseqüência sexual que antes era monopólio dos homens, também passou a ser experimentada por elas. Descobriu-se que o prazer podia ser bilateral e, a partir daí, deixou-se de falar que fulano se aproveitou de fulana; ambos se aproveitavam.

A atitude de "Ficar com..." é diferente daquilo que se entende por donjuanismo porque não implica numa verdadeira conquista. "Ficar com..." é uma afinidade recíproca, e um não conquista o outro porque ambos estão, decididamente, com o mesmo objetivo em mente.

Se no donjuanismo a insensibilidade e menosprezo para com o sentimento alheio são a marca do diagnóstico, "ficar com..." implica, em essência e caracteristicamente, na ausência de sentimentos mais profundos de ambas as partes. Assim sendo, não havendo sentimentos profundos, não há o que menosprezar.

Dessa forma, decididamente, entre a população adepta do "ficar com..." não há espaço para o donjuan. Nesse meio ele não encontra sua presa, já que as pessoas não preenchem os requisitos de candidatas, pois são desimpedidas, livres e com vontade de ficar com outras pessoas. A compulsão do Don Juan se desfaz ante a ausência do desafio.

Não há denominação satisfatória para descrever a mulher que preenche os requisitos do donjuanismo, mas elas existem indubitavelmente. São também pessoas movidas pela compulsão da conquista e sedução do outro, pela inclinação ao relacionamento impossível, seja com homens mais velhos ou muito mais novos, casados, padres, enamorados de outras mulheres, enfim, pessoas que oferecem alguma condição de desafio.

No donjuanismo feminino, tanto quanto no masculino, não há necessidade invariável de concluir a conquista através do ato sexual. Basta a mulher perceber que o objeto da conquista está, digamos, aos seus pés, que a motivação para continuar o relacionamento se desvanece.

Representação Cultural do Donjuanismo Evidentemente o mito de Don Juan pode representar um ideal masculino e, em alguns segmentos culturais, também um ideal feminino. A conquista como reforço da auto-estima pode, durante alguns momentos da vida ou em certas circunstâncias afetivas, ser eficiente. Entretanto, sendo a personalidade mais bem estruturada, a atitude conquistadora acaba mais cedo ou mais tarde, dando-se por satisfeita diante do objetivo conquistado. Essa é a principal diferença entre a Sedução Compulsiva e as conquistas normais durante a vida de qualquer pessoa.

Outra característica que diferencia as conquistas circunstanciais, apesar de múltiplas, do sedutor compulsivo, é a ausência de consideração para com os sentimentos alheios que sempre está presente neste último. Nas conquistas múltiplas e circunstanciais a pessoa tem boa noção e crítica sobre os eventuais transtornos sentimentais causados nas pessoas conquistadas e, em seguida, abandonadas.

Psicopatologia Seria o donjuanismo uma doença? Seria uma doença, merecedora de tratamento ? Considerando o critério estatístico, aquele que constata a normalidade ou não-normalidade tendo como base a ocorrência estatística do fenômeno, podemos dizer que o donjuanismo não é normal (maioria das pessoas não é assim). Na realidade, a expressiva maioria das pessoas não é despojada de consideração para com o sentimento dos outros, mais especificamente, podemos dizer que a maioria das pessoas se mobiliza com o sentimento das mulheres.

Em psiquiatria ou na medicina geral, ser não-normal não significa, obrigatoriamente, ser doente. Para ser objeto de atenção médica é necessário que essa não-normalidade (estatística) implique também em um aspecto de morbidez, ou seja, implica na necessidade de sofrimento da pessoa ou de terceiros. Então, o donjuanismo poderá ser objeto de atenção médica na medida em que produz sofrimento.

Dentre os quadros classificados no DSM.IV e na CID.10, alguns critérios encontrados no Donjuan podem também ser encontrados no Transtorno Dissocial da Personalidade, da CID.10, ou em seu correspondente no DSM.IV, Transtorno Anti-social da Personalidade.

Entre os critérios do DSM.IV para o Transtorno Anti-social da Personalidade temos os seguintes: Critérios para 301.7 - Transtorno da Personalidade Anti-Social A. Um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que ocorre desde os 15 anos, como indicado por pelo menos três dos seguintes critérios: (1) fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção (2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer (3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro (4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas (5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia (6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras (7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa. B. O indivíduo tem no mínimo 18 anos de idade. C. Existem evidências de Transtorno da Conduta com início antes dos 15 anos de idade.

Entre esses critérios do Transtorno Anti-social da Personalidade, o Donjuan puro e sem outra patologia poderia cumprir os itens 1, 2, 3 e 7. Não mais que isso e, talvez isso não seja suficiente para alocar essas pessoas nessa classificação. Normalmente elas trabalham, não costumam ser irritáveis e agressivas, não desrespeitam a segurança própria, etc.

Entretanto, sob o código 302.9 do DSM.IV há o chamado Transtorno Sexual Sem Outra Especificação. Diz lá, que esta categoria é incluída para a codificação de uma perturbação sexual que não satisfaça os critérios para qualquer transtorno sexual específico, nem seja uma Disfunção Sexual ou uma Parafilia. Cita como exemplos o seguinte:

1. Acentuados sentimentos de inadequação envolvendo o desempenho sexual ou outros traços relacionados a padrões auto-impostos de masculinidade ou feminilidade. 2. Sofrimento acerca de um padrão de relacionamentos sexuais repetidos, envolvendo uma sucessão de amantes sentidos pelo indivíduo como coisas a serem usadas. 3. Sofrimento persistente e acentuado quanto à orientação sexual.

Nosso Don Juan poderia ser incluído no item 2 desse diagnóstico mas, mesmo assim, fica meio vago e pouco preciso pois, em nosso caso, o sofrimento seria mais por conta das vítimas do Don Juan que dele próprio e isso não está claro na descrição do DSM.IV.

A impressão (falsa) que se tem sobre o donjuan é que, assim como é bem sucedido nas conquistas amorosas, também deve sê-lo em relação aos demais aspectos de sua vida. Entretanto, apesar dessas pessoas dominarem muito bem a arte da conquista do sexo oposto, elas não costumam ter a mesma habilidade em outras áreas da atividade humana; ocupacional, empresarial, estudantil ou mesmo familiar.

 

A trajetória de sua vida nem sempre resulta num final satisfatório. Normalmente as pessoas com esse perfil de personalidade acabam por não se fixarem com nenhuma companhia mais seriamente, não constituem família e acabam se aborrecendo quando constatam que não têm mais facilidade para conquistar mocinhas de 20 anos quando já estão na casa dos 60. Além disso, muitas vezes acabam ridicularizados por essas tentativas totalmente fora do contexto.

Além disso, eles podem atravessar períodos de grande angústia na maturidade quando se dão conta de que todos seus amigos estão casados têm família e eles já não podem desfrutar de tantas companhias femininas como outrora.

Tendo-se em mente a natureza constitucional do donjuanismo, ou seja, considerando ser este um defeito do caráter, o tratamento mais eficiente deve ser pleiteado para as intercorrências emocionais que acometem o paciente por conta da situação vivencial em que se encontra e não, diretamente dirigido à essa característica da personalidade.

para referir: Ballone GJ, Moura EC - Síndrome de Don Juan e "Ficar com" - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.

Bibliografía Brockman DD - The fate of Don Juan: the myth and the man - Adolesc Psychiatry, 1992, 18:, 44-62 Holzbach E - Don-Juanism. Sexual formation of style as a culture-historical phenomenon and psychiatric problem - Schweiz Arch Neurol Neurochir Psychiatr, 1977, 120:2, 227-41 Kaplan H, Sadock B, Grebb J - Sinópse de Psiquiatria, Koogan, 4ª ed. 1994. Sapetti A - Los varones que saben amar, Buenos Aires - Galerna, 1996. Sapetti A, Rosenszvaig R - Sexualidad en la pareja - Buenos Aires, Galerna, 1987. Smith CU - Don Juan and the vision of Vision - Perception, 1981, 10:4, 435-53

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O PSICOPATA MORA AO LADO

13.01.12

Tirado de aqui.

Continuando com os mitos na area psi, vamos ao mito do psicopata como sinônimo de psicótico.
Psicopatia é um distúrbio da personalidade caracterizado por : Fanfarronice e charme superficial; Falta de empatia; Decisões tomadas sempre em interesse próprio, mesmo quando isso é eticamente questionável; Mentiras crônicas; Falta de remorso; Falta de responsabilidade pelas próprias ações, sempre culpando outrem; Emoções de pouca profundidade; Foco na auto gratificação às expensas dos outros; Comportamento do tipo levar vantagem em tudo; Manipulação.
Usualmente o psicopata tem QI mais alto que a média da população,e é o“ponto cego” da psiquiatria e psicoterapias em geral, pelo simples fato de que, nas raras ocasiões em que procura qualquer tratamento psi, é por estar “deprimido” por algum choque em seu narcisismo, abandonando o tratamento tão logo o terapeuta o ajude a inflar novamente seu ego.

O termo “psicopata” não é usado em psiquiatria ou psicologia (que utiliza a terminologia“Distúrbio Antisocial da Personalidade”), mas é amplamente usado em Criminologia,Direito, mídia de qualquer tipo e público leigo, os quais (todos os anteriormente citados)em geral, confundem psicopata com psicótico, embora psicopatas raramente sejam psicóticos.
Usualmente, para determinação de psicopatia, usa-se a Lista de Verificação de Psicopatia de Hare (PCL- R), onde há 20 itens em 4 facetas que são:1- Interpessoal; 2-Afetivo; 3-Estilo de Vida; 4-Antissocial.

Pelo fato dos resultados desse teste causarem consequências sérias na vida de uma pessoa, deve ser aplicado por clínicos especializados em situações controladas, e por essa razão não coloquei aqui o teste inteiro, nem como é feito, só uma ideia geral.
Há também o Inventário de Personalidade Psicopática (PPI), o Inventário Multifásico de Personalidade de Minesota (MMPI) - meu preferido, e não só para psicopatia - o Inventário Psicológico da California (CPI),e outros menos cotados.
Coloquei toda essa informação para continuar clareando o mito de que não há testes aplicáveis em psiquiatria.
Ainda não sabemos o que causa a psicopatia, mas o que se sabe até o momento é que
a genética é responsável por 50% do problema, o resto é o ambiente.

Estudos neurológicos e sociais demonstraram que:
1-Psicopatas não têm as mesmas respostas fisiológicas ao medo, como a maioria das pessoas, tais como taquicardia, sudorese, boca seca, tremores e tensão muscular.
2-Psicopatas quase não têm respostas fisiológicas a palavras de alto conteúdo emocional como “amor” e “morte”, o que sugere que eles processam estímulos emocionais de formas diferentes.
3-No caso de irmãos gêmeos,se um é psicopata,o outro tem muito mais chances de também sê-lo do que a população em geral.
3-Estudos com crianças adotadas indicam que as crianças podem herdar traços psicopáticos de um pai psicopata, mesmo quando são criados por pais diferentes.
4-Foram achadas formações e neurotransmissores diferentes em cérebros de psicopatas.
5-Abuso não causa psicopatia, mas pode moldar a forma de como o distúrbio se manifesta. Assim, psicopatas criados em familias amorosas e estimulantes, acabam por se tornar, por exemplo, empresários desonestos(o filme “Wall Street” é um exemplo perfeito),um “Don Juan” ou um criminoso não violento (me vem à mente o seriado “White Colar”) enquanto outro, criado num lar violento e/ou negligente, torna-se criminoso violento (os da minha geração devem se lembrar do Charles Manson, aquele que destripou a Sharon Tate grávida de 8 meses - a história de vida dessa criatura é um filme de terror. Filho não desejado de mãe prostituta juvenil, nunca teve um lar, nunca soube quem era seu pai, nunca conseguiu ir consistentemente a uma escola).

6-Algumas culturas tem muito mais psicopatas do que outras. Nos EUA, onde prevalece individualismo e auto promoção, temos estimados 4% de psicopatas na população e 75% de todos os criminosos em séries do mundo, enquanto no Japão, onde há a ética da conexão social e responsabilidade pessoal, a estimativa de existencia de psicopatas é de 0,03 a 0,14%.
Como há psicopatas em toda e qualquer cultura, acredita-se que nasce o mesmo número de psicopatas em todo lugar, mas, em alguns lugares, as manifestações do comportamento psicopático são fortemente desencorajadas, enquanto que em outros são encorajadas, isto é, há grandes chances de um psicopata se dar bem nos EUA e não no Japão.

7-Psicopatas são notoriamente irresponsáveis quanto a controle de natalidade, seguindo a segunda lei da seleção natural, isto é, tendo o maior número de filhos possivel e não cuidando deles, mas pela força dos números alguns sobreviverão(fator K da natureza:o animal tem maior número de filhotes quanto menores são as chances de sobrevivência).

8-Psicopatas tendem a ser sexualmente promiscuos, abandonando amantes e família regularmente na busca de nova conquista.
9-Alguns indivíduos que sofreram traumatismo cerebral na área frontal, tendem a exibir comportamentos psicopáticos,tais como dificuldade de planejameno a longo prazo,agressividade, falta de controle dos impulsos, baixa tolerância à frustrações e impulsividade.
E, apesar disso tudo, por eles somos todos incrívelmente fascinados.
No proximo post, veremos psicopatas de filme e alguns da vida real.





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Ana Alice de Melo e Djalma Brugnara

13.01.12

Tirado de aqui.

É quase sempre difícil perceber. Até que um ato desmedido vem à tona e desperta a incredulidade tão comum aos episódios de violência praticados dentro de casa. Frases como “eu nunca esperava que ele(a) pudesse fazer isso” ou “ele(a) sempre foi uma pessoa calma” demonstram que se enganar sobre a personalidade de alguém é fácil. Na nossa sociedade, marcada pelo jogo das aparências e pela fogueira das vaidades, conhecer quem vive do seu lado é um desafio.

 

Quando Ana Alice de Melo e Djalma Brugnara Veloso se conheceram, em 1992, ela tinha apenas 16 anos e era muito bonita. Ele, 14 anos mais velho, tentava se estabelecer como empresário e já tinha fama de galanteador e bom-partido nas rodas que frequentava em Belo Horizonte. Djalma encantou-se por Ana Alice, que por sua vez deslumbrou-se com os galanteios do rapaz. Ele era sedutor e bom de papo. Depois de mais de 10 anos de namoro veio o casamento, o segundo dele e o primeiro dela. Em seguida, vieram os filhos, dois meninos, hoje com 8 e 2 anos, e as sucessivas crises. Ele nunca perdeu a pose, nem deixou de ser mulherengo.

 

Ana Alice se formou advogada e aprendeu a se defender. Descobriu as escapadelas do marido e as brigas foram ficando mais comuns. O segundo filho, nascido em 2009, chegou em meio a uma guerra conjugal. E enquanto a família crescia, os negócios de Djalma iam de mal a pior. Primeiro, ele montou uma empresa de turismo, que naufragou. Depois, investiu em carros para locação, mas até a sede da loja, no bairro Estoril, sequer tinha placa, e os carros tinham seus documentos, quase sempre, em nome de familiares.

 

Inconformado com os rumos de sua vida, Djalma foi-se perdendo cada vez mais, o que abalou o casamento e culminou no pedido de separação. A ex-mulher, então procuradora do estado em ascensão, encontrou na justiça mecanismos para se defender das vilanias do ex-marido. Mas isso não foi suficiente. O final dessa história todo mundo conhece: no começo de fevereiro deste ano, Djalma matou a mulher a facadas, na bela e luxuosa casa que construíram juntos, e se suicidou no mesmo dia, em um motel não muito longe dali, deixando órfãos os dois filhos pequenos.

 

Quem convivia com o empresário Djalma Brugnara Veloso foi surpreendido com o desfecho trágico da história que um dia foi de amor. Homens que não conseguem suportar o fim do relacionamento ou lidar com uma traição se encaixam, frequentemente, na categoria das pessoas que, de acordo com psicólogos, revelam um lado perverso e, muitas vezes, violento, ao serem confrontadas com a frustração.

 

Foi assim também com Lindemberg Alves, o rapaz que, inconformado com o término do namoro, manteve Eloá Pimentel em cárcere privado e a matou em 2008. O mesmo motivo levou o advogado Mizael Bispo de Souza a pôr fim à vida de Mércia Nakashima, em 2010, e impeliu o jornalista Pimenta Neves a assassinar Sandra Gomide em 2000. Em 2010, Eliza Samudio teria sido morta a mando do goleiro Bruno Fernandes. O país parou, em 1992, diante do assassinato da atriz Daniella Perez pelo ator Guilherme de Pádua. Em 1976, o empresário Doca Street executou a socialite mineira Ângela Diniz.

 

De uma hora para outra, bons moços passam a monstros e profissionais exemplares sujam as mãos de sangue. Outra característica comum aos crimes é a subjugação da mulher a uma posição inferior. “A sociedade historicamente patriarcal e machista em que vivemos leva muitos homens a acreditarem que a violência contra a mulher é aceitável”, analisa a cientista política Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

Ainda que as aparências enganem, sinais indicam quando a tirania masculina que transforma o jogo do amor em dominação pode desembocar em agressão e morte. “Pessoas que apresentam intolerância a frustrações, desequilíbrio emocional, instabilidade de humor, ciúme doentio, acessos de raiva e impulsividade são mais propensas a praticarem atos desmedidos”, alerta a psicóloga e orientadora Carla Couto. Entretanto, em relacionamentos fortuitos – os mais habituais hoje em dia –, as pistas costumam ser pouco evidentes.

Autora do livro Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva lembra que portadores de psicopatia, muitas vezes responsáveis pela violência física ou psicológica contra mulheres, são tão dissimulados que conseguem driblar até os médicos. “Os psicopatas são os verdadeiros atores da vida real. Representam como ninguém. Ter cautela é sempre importante quando não se conhece alguém muito bem”, afirma.

 

Se é tão complicado confiar plenamente em quem está ao nosso lado e prever acessos de fúria, então como impedir que o problema chegue ao limite? De acordo com especialistas, o primeiro passo é ter atenção aos detalhes que revelam traços sombrios da personalidade do outro. “É importante checar seus hábitos, saber um pouco do seu passado. Sem querer ser pessimista, somente realista, precisamos entender que a maldade existe verdadeiramente. Temos uma tendência equivocada a sempre achar que o outro não é tão ruim assim e que um dia ele vai mudar”, diz Ana Beatriz Barbosa Silva.

 

A esperança na mudança do outro não pode servir de justificativa para a mulher sofrer calada. É recorrente ouvir de vítimas de agressão doméstica a confissão de que deixaram a violência ir longe demais na tentativa de ajudarem o homem a alterar o comportamento. A segunda chance (ou terceira, quarta, quinta) dada ao companheiro, muitas vezes com o objetivo de preservar a estrutura familiar, acaba desembocando na continuação dos abusos.

 

Se o problema com o parceiro ou parceira estiver em estágio inicial, a dica é apostar no diálogo para auxiliar a pessoa. Vale ainda recorrer a auxílio de profissional, como psicólogo ou médico, e a conforto espiritual, como nas religiões, caso a pessoa tenha fé em crenças. Mas, se a situação já estiver próxima do insuportável, com histórico de ameaças e perseguições, o aconselhável mesmo é partir para a aplicação das leis e levar o caso ao conhecimento da polícia. A Lei Maria da Penha, criada em 2006, é uma aliada forte na proteção feminina. Embora homens também sofram com a possessividade nas relações, as mulheres ainda são maioria entre as vítimas.

 

Na raiz da questão, avalia a subsecretária de Direitos Humanos de Minas Gerais e presidente do Conselho Estadual da Mulher, Carmen Rocha, está a equiparação social entre os sexos, que ganhou força com a emancipação da mulher, sua entrada no mercado de trabalho e a transformação em “chefe” do lar. “Até hoje, há quem identifique o homem com o espaço público e mulher com o doméstico. Essa ideia ultrapassada é usada como justificativa para a opressão. É um fenômeno construído culturalmente, que precisa ser modificado”, afirma.

 

Um olhar para o futuro, porém, revela um cenário perigoso e preocupante. Isso porque os jovens de hoje, cada vez mais distantes dos limites, chegarão à idade adulta com grande dificuldade de aceitar um “não” como resposta. A baixa tolerância à decepção, potencializada pela criação permissiva que pais e mães dispensam aos filhos, vai resultar em pessoas emocionalmente instáveis e despreparadas para relacionamentos amorosos maduros, segundo especialistas. A tendência, notada no mundo todo, levou estudiosos a apelidarem o grupo de crianças nascidas a partir dos anos 1990 de geração “N”, em alusão ao narcisismo que caracteriza esses indivíduos.

Elas ficaram assim por serem excessivamente elogiadas pelos pais, que, soterrados pelo excesso de trabalho e culpados pelo pouco tempo de convivência com os filhos, sentem-se na obrigação de fazer as vontades da prole, como uma forma de compensação pela ausência.

 

A psicóloga Carla Couto, que lida diretamente com representantes da geração “N” em seu consultório, em Belo Horizonte, teme pelas reações desses jovens quando, por exemplo, se virem diante de um pedido de divórcio. “As consequências poderão ser nefastas, inclusive com atos violentos. Qualquer contrariedade poderá gerar uma explosão”, explica. Carla pondera, no entanto, que o comportamento não é regra para todos os nascidos pós-1990.

 

Crescendo sem regras dentro de casa e com a convicção de que o mundo gira em torno de seus caprichos, muitos futuros adultos terão resistência às normas que devem reger qualquer relação entre pessoas – seja no amor, na escola ou no trabalho. Como têm certeza de que são autossuficientes e incorrigíveis, não admitem crítica. Para quem sofre violência física ou psicológica hoje, e para quem algum dia passar pelo problema, a recomendação é uma só: nunca prorrogar a solução. “Jamais podemos banalizar aquilo que nos incomoda ou machuca. Evitar que o limite seja atingido também é responsabilidade da vítima”, afirma Carla Couto.

 

Vizinho de condomínio do casal Djalma Veloso e Ana Alice de Melo, o presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Rodrigo Pereira Cunha, prefere não falar diretamente do assunto, porque não acompanhou o caso de perto e nem conhece os detalhes dele, mas alerta para um dado que tem tudo a ver com a história do crime da Vila Alpina. “Em 90 a 95% de situações de violência familiar, o agressor é mesmo o homem”, diz.

 

Segundo o jurista, o fim das relações amorosas muitas vezes não é tão pacífico e civilizado como deveria ser. É muito comum que os restos do amor se transformem em agressões físicas e verbais. Discussão e até certa dose de agressividade podem acabar fazendo parte da vida familiar e do fim do amor, mas a violência, não. “Talvez uma das maneiras de ajudar a diminuir tal violência, além das ações jurídicas e políticas, é entendê-la como uma relação de dominação erótica de um gênero sobre o outro. Se não se domina por bem, usa-se o recurso da força física, por mais primário e primitivo que ele seja”, explica.

 

Segundo o advogado, as mulheres, talvez por saberem lidar melhor com o que lhes falta, elaboram melhor a perda e exercem o seu poder muito mais no campo da sedução e da palavra. “O homem, pela relação histórica de dominação e de patriarcado, é mais comum que recorra à força física. Apesar da igualização de direitos proclamada pela lei, há diferenças abissais: químicas (hormonais), físicas e biológicas. Daí a necessidade de se considerar diferentes os desiguais, para igualizá-los perante a lei”.

 

O juiz titular da Vara de Nova Lima, Juarez Morais, que assinou a decisão para que Djalma Brugnara saísse de casa, conta que a violência doméstica entre os mais ricos é mais frequente do que a mídia noticia. O problema todo é que, nas classes mais abastadas, a família geralmente abafa. “Violência doméstica não é privilégio de pobre. Esta não foi a primeira Maria da Penha que eu assinei para moradores de condomínios de luxo da MG-30. Tenho inúmeros outros casos semelhantes", diz o magistrado. “Não foi o primeiro caso e, infelizmente, tenho certeza de que não será o último”, referindo-se ao crime da Vila Alpina.

 

A tese também é defendida pelo advogado de Ana Alice de Melo, Murillo Evandro de Andrade. Segundo ele, a violência entre os mais ricos é muito comum: “Tenho hoje mais de 10 casos de violência doméstica contra mulheres de nível social elevadíssimo”, conta. “O problema todo é que os mais ricos parecem não querer aceitar as regras. Acham que podem tudo e que não precisam se submeter à lei”.

 

"Ninguém se transforma em psicopata de um dia para o outro"

 

ENCONTRO - Como se pode definir um psicopata? ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA - Psicopata é o indivíduo que apresenta um transtorno de personalidade, que se caracteriza por total ausência de sentimento de culpa, arrependimento ou remorso pelo que faz de errado; falta de empatia com outro e emoções de forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão etc.). Os psicopatas são frios, mentirosos contumazes, egocêntricos, transgressores de regras sociais. Muitos são violentos e só visam ao interesse próprio. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais, credos, culturas, e são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus sórdidos interesses. Podemos dizer que são verdadeiros “predadores sociais”, almejam somente o poder, status e diversão, e usam as pessoas apenas como troféus ou peças do seu jogo cruel. Normalmente, são os pais que levam seus filhos ao consultório, por não aguentarem mais o seu comportamento desafiador ou transgressor, ou por acharem que falharam na educação dos mesmos. Já os adultos dificilmente procuram um consultório psiquiátrico ou psicológico.

 

ENCONTRO - É mais comum encontrar homens psicopatas? ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA - Pelas estatísticas oficiais, sim. São três homens para cada mulher. No entanto, não sabemos se as mulheres estão sendo subdiagnosticadas. Isso porque os homens são naturalmente mais impulsivos e agressivos que as mulheres, e podem revelar a psicopatia com mais facilidade e/ou visibilidade. Já as mulheres apresentam uma perversidade mais sutil, camuflada, no campo das intrigas. O fato é que não existe nenhuma pesquisa, até o momento, que aponte por que existem mais homens psicopatas que mulheres.

 

ENCONTRO - Há uma relação direta entre psicopatia e loucura? ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA - Não. É muito comum as pessoas associarem psicopatia à loucura, mas essa é uma ideia equivocada. Em medicina, “loucura” é quando a pessoa apresenta surtos psicóticos (alucinações e delírios), como ocorre com os portadores de esquizofrenia, por exemplo. Os esquizofrênicos vivem em uma “realidade paralela”, fora de si ou em ruptura com o “mundo verdadeiro”, e, exatamente por isso, não têm noção do que fazem. Já os psicopatas sabem exatamente o que estão fazendo, têm noção de que estão infringindo regras sociais e que a vítima está sofrendo com suas atitudes maquiavélicas, imorais e antiéticas. Isso porque os psicopatas não apresentam problema algum de ordem cognitiva ou deficiência de raciocínio. A deficiência deles está no campo das emoções: aquilo que nos vincula afetivamente com o outro ou com todas as coisas do universo.

 

ENCONTRO - A partir de que idade é possível diagnosticar a psicopatia? ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA - A medicina só pode dar o diagnóstico de psicopatia a partir dos 18 anos. No entanto, ninguém se transforma em psicopata de um dia para o outro. O indivíduo já nasce psicopata. Assim, fica claro que uma criança e um adolescente também apresentam condutas maldosas ou são genuinamente perversos. Isso se percebe nos maus-tratos com os irmãos, coleguinhas e animais, nas mentiras recorrentes, roubos de pertences dos outros, transgressões de regras sociais e, especialmente, na falta de afeto. Porém, por uma questão de nomenclatura, antes da maioridade o problema é denominado transtorno da conduta, antigamente conhecido como delinquência.

 

ELE NÃO PERDIA A POSE

 

Quando jovem, Djalma Brugnara Veloso sempre frequentou as altas rodas da sociedade mineira. Afinal, seu pai, Djalma Veloso, foi um dos mais conceituados cardiologistas de Belo Horizonte. Talvez porque carregasse o nome do progenitor, Djalminha, como era chamado pelos amigos, foi um menino paparicado. Sempre teve tudo o que quis. Cresceu com poucos limites, achando que tudo podia. Desde pequeno, praticava esportes; frequentava academias. Malhar todos os dias era o seu lema. Preocupava-se em andar e mostrar-se sarado. Bem de vida, sempre gostou de carros e desde cedo desfilava com possantes pela cidade. Logo tornou-se um “pegador”.

 

BMWs e Mercedes, mulheres e dinheiro. Esse era o mundo que há muitos anos forjava a fantasia de Djalma Brugnara. Djalminha gostava de se exibir. Andava com pulseiras de ouro, colares e muitas, muitas grifes nas suas roupas.

 

Apesar da vaidade extremada, era uma pessoa cordial e, aparentemente, normal. “Ele sempre vinha aqui com a mulher e os dois filhos”, conta o garçom de um shopping da capital, localizado no bairro do São Bento: “Estava sempre com um carrão novo, e fazia questão de estacioná-lo ocupando duas vagas, enviesado”.

 

Fora do tom, pelo menos na aparência, era seu jeito mulherengo de ser. Chegava a incomodar. Na academia que frequentava, a Alta Energia, no São Bento, Djalminha vivia tentando azarar colegas bonitas. Duas delas, que o conheceram em momentos distintos, admitiram ter sofrido constrangimento com as abordagens. “Tive de mudar de academia por causa dele”, conta uma delas, que não quis se identificar. Mesmo dizendo a ele que ela era casada, o assédio não parava. “Ele começou a me abordar de forma ostensiva. Fiquei com medo”, conta a moça.

 

A empregada doméstica Sandra Alves, 34 anos, que trabalhou na casa da mãe da ex-mulher de Djalma, também confirma a fama de Don Juan: “Ele era uma pessoa tranquila, mas muito mulherengo”, diz. “Isso era conhecido por todos”.

 

Um amigo muito próximo a Djalma, que sempre almoçava com ele durante a semana, também ajuda a recriar sua personalidade: “Era um cara gentil, mas ao mesmo tempo levava a vida na flauta”, conta o empresário, que o conhecia há mais de 30 anos. “Ele começava a trabalhar só depois das 14h, vivia apertado de dinheiro e estava sempre metido em rolos”.

 

Ele apresentava-se como um empresário bem-sucedido. Mas, em verdade, nunca o foi. Sua última atividade foi uma pequena empresa de locação de automóveis. A firma não tinha fachada e era sediada num terreno escondido entre muros altos.

 

É impossível saber exatamente o que aconteceu”, diz o psicanalista e psiquiatra Stélio Lage. “As duas pessoas que poderiam reconstruir a história estão mortas. Mas, minha experiência de consultório mostra que o tipo ‘pegador’ e os vaidosos ao extremo não gostam de ser rejeitados. Também não suportam a traição, porque veem na frente deles a infidelidade que sempre praticaram. E isso pode acabar em ódio”. Ainda que a pose aparente estar tudo bem.

VOCÊ CORRE PERIGO?

 

1. Ele(a) costuma se fazer de vítima e de “coitadinho(a)”, invertendo situações para se sair como o(a) prejudicado(a)? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

2. Ele(a) mente no cotidiano e representa bem, sem aparentar nervosismo ou receio de ser descoberto? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

3. Ele(a) demonstra simpatia, charme e amabilidade fora de casa, mas, da porta para dentro, age com rudez ou violência? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

4. Ele(a) tenta manipular e usar os outros, muitas vezes agindo em benefício próprio? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

5. Ele(a) não sente culpa, arrependimento ou remorso quando causa decepção ou tristeza a outras pessoas? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

6. Ele(a) se transforma quando sente ciúme, fazendo ameaças e externando ódio de uma maneira agressiva? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

7. Ele(a) tem dificuldade em sentir empatia com o outro e emoções de uma forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão)? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

8. Ele(a) age por impulso, sem medir consequências de seus atos, principalmente quando é contrariado? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

9. Ele(a) tem verdadeira obsessão pelo sucesso, poder e status, buscando realizações a curto prazo e passando por cima dos outros? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

10. Ele(a) tem grande capacidade de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja? a) Sempre b) Raramente c) Nunca

 

Resultado

 

Há grande chance de a pessoa ter algum transtorno de personalidade (como psicopatia ou desvio de conduta) se você marcou a alternativa “a” nove vezes ou dez vezes. Caso tenha assinalado a opção “b” cinco vezes ou mais, é preciso acompanhar o comportamento do indivíduo e ter atenção se as atitudes se intensificarem. Se a alternativa “c” foi marcada sete vezes ou mais, aparentemente não há nada de grave com a pessoa.

 

Atenção

 

Os especialistas alertam que o diagnóstico correto e preciso só pode ser dado após um exame clínico rigoroso, com observação do comportamento e do histórico de vida do indivíduo. O teste é apenas um indicativo de que há algo de estranho e de que é necessário buscar ajuda e tratamento. Para evitar problemas mais sérios, o essencial é tomar certa distância da pessoa e jamais compactuar com alguém dessa natureza.

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Psicopata

13.01.12

Tirado de aqui. No Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde existe o ser humano com certas qualificativos que fica definido como psicopata que consiste num distúrbio de personalidade na qual a pessoa apresenta como característica principal, contínuos comportamentos anti-sociais que agridem o direito dos que com ele convivem. É um eterno inconveniente, no dizer comum. Isto tem como causa básica a incapacidade do psicopata em controlar seus impulsos. Há nele uma incômoda impaciência e urgência em ser satisfeito no que quer. O perigo reside no fato de que, mesmo com seu jeito anti-social, eles são também bastante inteligentes e charmosos e sabem manipular direitinho a sua vítima que se vê enleada e confundida . Por conseqüência, a vítima fica como que  intrigada quer descobrir o porquê daquelas atitudes não muito comuns, mas o psicopata sabe também ser reticente e evasivo e não se deixa pegar. Após conquistar o objeto de seu desejo impulsivo, ele, não raro, o abandona, porque o psicopata, no fundo, é uma pessoa que precisa estar sozinha para se proteger de sua própria inadequação. É um ser de uma vida vazia e solitária. Não se apega a ninguém. Assim, a pessoa que se apaixona pelo psicopata, tende a se decepcionar profundamente. Seus relacionamentos são superficiais e ele os deixa sem sentimento algum de culpa ou perda. O apaixonado não consegue entendê-lo. Não raro também, com o intuito de satisfazer o seu impulso, ele, que como vimos, é dotado de pouco afeto, usa de muita teatralidade; o apaixonado tem a sensação de estar sendo enganado; aquilo lhe parece cena, mas, fica confuso. Fica com a impressão de ser incompetente para entendê-lo, quando, no fundo, a incompetência é do próprio psicopata que, por se saber vazio e inadequado, se inventa. O psicopata é, um pouco, uma invenção de si mesmo. Tudo isto — esta confusão de idéias e sentimentos na qual o psicopata acaba lançando o apaixonado, parece que o satisfaz — há um prazer sádico em ver sua vítima sofrendo e se amargurando. Alias, a necessidade do paciente psicopático de punir a quem ama é universal e, freqüentemente, ele nem tem consciência das raivas que descarrega com isto. Apresentam-se aqui certas perversões sexuais. Não é que o psicopata não sofra — ele também sofre bastante e, no fundo, é um ser depressivo e sem energia para a vida. No mundo leigo, quando se fala em psicopata, as pessoas logo pensam em casos extremados de maníacos que volta e meia a imprensa e os filmes noticiam e divulgam. Assim, entram os famosos serial killers que fizeram história no mundo. No entanto, esses casos só tem mais destaque pela crueldade extremada porque corresponde ao grau máximo do distúrbio. A verdade é que o mais freqüentemente encontrado é a modalidade que descrevemos —o psicopata que não vai nunca matar a sua vítima, mas, atormentá-la sadicamente. A incidência de ocorrência é de 1% da população mundial. Assim, de cada cem pessoas, uma é psicopata e, possivelmente cada pessoa já deve ser se defrontado com algum. O psicopata não é um psicótico (louco). O psicótico perde o senso da realidade, faz delírios e alucinações — o psicopata, na prática, não. O psicopata está à beira desta linha — numa zona fronteiriça …

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Síndrome de Don Juan

13.01.12

Tirado de aqui.

A Síndrome de Don Juan  Descreve-se o donjuanismo como uma personalidade que necessita seduzir o tempo todo, que aparentemente se enamora da pessoa difícil mas, uma vez conquistada, a abandona.  As pessoas com esse traço não conseguem ficar apegados a uma pessoa determinada, partindo logo em busca de novas conquistas. As pessoas com essas características são os anarquistas do amor (Sapetti), tornando válidos quaisquer meios para conquistar, entretanto, os sentimentos da outra pessoa não são levados em conta. Aliás, Foucault enfatiza essa questão ao dizer que Don Juan arrebenta com as duas grandes regras da civilização ocidental, a lei da aliança e a lei do desejo fiel.  Em psiquiatria clínica, entretanto, a despeito do aspecto contestador que Foucault quer ver nessa atitude, o desprezo para com o sentimento alheio pode ser critérios para o diagnóstico de Sociopatia ou Personalidade Anti-Social.  Para o donjuan só interessa o instante do prazer e o triunfo sobre sua conquista, principalmente quando a presa de seu interesse tem uma situação civil proibida (casada, freira, irmã ou filha de amigo, etc). Normalmente essas pessoas ignoram a decência e a virtude moral mas seu papel social tenta mostrar o contrário; são eminentemente sedutores.  O aspecto de desafio mobiliza o donjuan, fazendo com que a conquista amorosa tenha ares de esporte e competição, muitas vezes convidando amigos para apostas sobre sua competência em conquistar essa ou aquela mulher. Não é raros que esses conquistadores tragam listas e relações das mulheres conquistadas, tal como um troféu de caça.  Por outro lado, segundo Kaplan, deve haver significativos sentimentos homossexuais latentes desses indivíduos. Esse autor considera que, levando para a cama a mulher de outro, o donjuan estaria inconscientemente se relacionando com o marido, motivo maior de seu prazer. Tanto que é maior o prazer quanto mais expressivo é o marido ou namorado traído.  O narcisismo (traço feminóide) dessas pessoas é uma das características mais marcantes, ao ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa conquistada. Nos casos mais sérios a inclinação à sedução pode adquirir caráter de verdadeira compulsão, tal como acontece no jogo patológico. De certa forma, a conquista compulsiva do Donjuan serve-lhe para melhorar sua sensação de segurança e auto-estima, entretanto, uma vez possuído o que desejava, já não o deseja mais.   Em alguns casos o Donjuan começa a se desestimular com a conquista, quando percebe que a mulher conquistada já está apaixonada por ele, ou ainda, pode nem haver necessidade do ato sexual a partir do momento em que ele percebe que a mulher aceita e deseja o sexo com ele.   Não será totalmente lícito dizer, como dizem alguns, que o Donjuan se diverte com o sofrimento alheio. Na realidade parece mais que seja insensível ao sentimento alheio do que tenha prazer com ele. De fato, parece que eles não experimentam com o amor o mesmo tipo de sentimento que as demais pessoas. O amor neles é um sentimento fugaz, passageiro e que, continuadamente, tem o objeto alvo renovado.   Apesar dessa compulsão à sedução, isso não significa que a pessoa portadora de donjuanismo seja, obrigatoriamente, mais viril ou mais ativo sexualmente. A contínua sedução do donjuan nem sempre se dá às custas de um eventual desempenho sexual excepcional mas sim, devido à habilidade em oferecer sempre às mulheres tudo aquilo que elas mais estão querendo. Nesse sentido, todos eles são sempre muito inconstantes, desempenham papeis sociais sempre teatrais e exclusivamente dirigidos à satisfação de suas conquistas, por isso fazem sempre o tipo "príncipe encantado", tão cultuado pelo público feminino. Eles têm habilidade em perceber rapidamente os gostos e franquezas de suas vítimas e, são igualmente rápidos em atender as mais diversas expectativas.  Há quem considere como uma das características fundamentais da personalidade do donjuan uma acentuada imaturidade afetiva Mas, em psiquiatria ou na medicina geral, ser não-normal não significa, obrigatoriamente, ser doente. Para ser objeto de atenção médica é necessário que essa não-normalidade implique num aspecto de morbidez, ou seja, implica na necessidade de sofrimento da pessoa ou de terceiros. Então, o donjuanismo poderá ser objeto de atenção médica na medida em que produz sofrimento.  Dentre os quadros classificados no DSM.IV e na CID.10, alguns critérios encontrados no Donjuan podem também ser encontrados no Transtorno Dissocial da Personalidade, da CID.10, ou em seu correspondente no DSM.IV, Transtorno Anti-social da Personalidade.  Entre os critérios do DSM.IV para o Transtorno Anti-social da Personalidade temos os seguintes:Critérios para 301.7 - Transtorno da Personalidade Anti-Social  A. Um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que ocorre desde os 15 anos, como indicado por pelo menos três dos seguintes critérios: (1) fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção (2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer (3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro (4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas (5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia (6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras (7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa.  Conclusões A impressão (falsa) que se tem sobre o donjuan é que, assim como é bem sucedido nas conquistas amorosas, também deve sê-lo em relação aos demais aspectos de sua vida.  Entretanto, apesar dessas pessoas dominarem muito bem a arte da conquista do sexo oposto, elas não costumam ter a mesma habilidade em outras áreas da atividade humana; ocupacional, empresarial, estudantil ou mesmo familiar.  A trajetória de sua vida nem sempre resulta num final satisfatório. Normalmente as pessoas com esse perfil de personalidade acabam por não se fixarem com nenhuma companhia mais seriamente, não constituem família e acabam se aborrecendo quando constatam que não têm mais facilidade para conquistar mocinhas de 20 anos quando já estão na casa dos 60.  Além disso, muitas vezes acabam ridicularizados por essas tentativas totalmente fora do contexto.

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Personalidade do Gigolô I

12.01.12

Personalidade do Gigolô I  Tirado de aqui

A Síndrome do Narcisismo Maligno, representando o Psicopata cuja eventual causa da sociopatia seria fruto do meio e de elementos psicodinâmicos. Aqui a conduta anti-social tem origem no Narcisismo Maligno, há incapacidade em estabelecer relações que não sejam exploradoras, não existe capacidade de identificar valores morais, não existe capacidade de compromisso com os outros e não há sentimentos de culpa;  Principais Sintomas  1. - Encanto superficial e manipulação  Nem todos psicopatas são encantadores, mas é expressivo o grupo deles que utilizam o encanto pessoal e, conseqüentemente capacidade de manipulação de pessoas, como meio de sobrevivência social.  Através do encanto superficial o psicopata acaba coisificando as pessoas, ele as usa e quando não o servem mais, descarta-as, tal como uma coisa ou uma ferramenta usada. Talvez seja esse processo de coisificação a chave para compreendermos a absoluta falta de sentimentos do psicopata para com seus semelhantes ou para com os sentimentos de seu semelhante. Transformando seu semelhante numa coisa, ela deixa de ser seu semelhante.  2. - Mentiras sistemáticas e Comportamento fantasioso. Embora qualquer pessoa possa mentir, temos de distinguir a mentira banal da mentira psicopática. O psicopata utiliza a mentira como uma ferramenta de trabalho. Normalmente está tão treinado e habilitado a mentir que é difícil captar quando mente. Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada.  O psicopata não mente circunstancialmente ou esporadicamente para conseguir safar-se de alguma situação. Ele sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. E mente, muitas vezes, sem nenhuma justificativa ou motivo.  Normalmente o psicopata diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado.  É comum que o psicopata priorize algumas fantasias sobre circunstâncias reais. Isso porque sua personalidade é narcisística, quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à seu personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro.  3. - Ausência de Sentimentos Afetuosos:Essa pessoa não manifesta nenhuma inclinação ou sensibilidade por nada e mantém-se normalmente indiferente aos sentimentos alheios. Os laços sentimentais habituais entre familiares não existem nos psicopatas. Além disso, eles têm grande dificuldade para entender os sentimentos dos outros mas, havendo interesse próprio, podem dissimular esses sentimentos socialmente desejáveis. Na realidade são pessoas extremamente frias, do ponto de vista emocional.  4. - Amoralidade : Os psicopatas são portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética.  5. - Impulsividade: Também por debilidade do Superego e por insensibilidade moral, o psicopata não tem freios eficientes à sua impulsividade. A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes. Essa impulsividade reflete também um baixo limiar de tolerância às frustrações, refletindo-se na desproporção entre os estímulos e as respostas, ou seja, respondendo de forma exagerada diante de estímulos mínimos e triviais. Por outro lado, os defeitos de caráter costumam fazer com que o psicopata demonstre uma absoluta falta de reação frente a estímulos importantes.  6. - Incorrigibilidade: Dificilmente ou nunca o psicopata aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção. Podem dissimular, durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social, entretanto, na primeira oportunidade voltam à tona com as falcatruas de praxe.  Personalidade Psicopática, os psicopatas costumam ser perigosos, tendo em vista sua maneira dissimulada de ocultar a índole contraventora. A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes.

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Amante Psicopata

12.01.12

Amantes-psicopatas: seduzem e depois "matam"!(Rosana Braga) Tirado de aqui.

Infelizmente, tenho notado que um tipo de amante muito ardiloso vem se proliferando feito um surto pelo mundo: o ‘amante-psicopata’.  Embora não se trate de um tipo novo, parece-me que ele nunca havia se sentido tão à vontade. Costumamos acreditar que psicopata é somente aquele sujeito com desvios comportamentais tão acentuados que logo o identificaríamos, caso se aproximasse da gente.  Ledo engano. É bom saber que nem sempre são pessoas tão facilmente identificáveis quanto imaginamos, especialmente quando se trata de alguém cujo maior objetivo é a conquista, ainda que seja da forma mais sórdida possível. Ele é um típico ‘Don Juan’, cheio de palavras encantadoras, sorrisos envolventes e, sobretudo, uma “sinceridade” admirável.  As aspas servem para alertar que, na verdade, essa pseudo-sinceridade também faz “parte de seu show”.  Ele logo avisa: “não quero nada sério e não estou disposto a assumir uma relação”.  E esta declaração parece lhe autorizar a agir do modo como bem entender, independentemente de como o outro está se sentindo. Aliás, se tem algo que este tipo de amante não reconhece é o sentimento alheio.  Talvez porque, no fundo, dissociou-se tão profundamente de seus próprios sentimentos (para se defender da possibilidade de sofrer) que se torna incapaz de enxergar um coração. Está ocupado demais com suas armaduras e máscaras que não lhe sobra capacidade para olhar para algo ou alguém com interesse, humanidade ou compaixão.  Que dirá então sentir-se arrependido ou culpado por alguma coisa que tenha feito ou dito. . . A célebre frase de Saint Exupéry – “Você se torna responsável por aquilo que cativa” – não faz o menor sentido para o ‘amante-psicopata’.  Porque ao mesmo tempo em que ele diz que não quer nada com o outro, liga, aparece, mostra desejo, seu corpo demonstra prazer e vontade de continuar por perto.  E assim ele vai degustando mais uma “caça” de modo cruel. Claro que não estou declarando o outro como absolutamente inocente.  Acredito que todo encontro é, de certa forma, complementar.  No entanto, sabemos que a maneira mais fácil de confundir e enlouquecer uma pessoa é agindo de modo contraditório.  E este é o script do ‘amante-psicopata’.  Ele é absolutamente incoerente. Quer, mas não quer.  Fica, mas não está.  Beija, transa, é carinhoso e eloqüente, mas à primeira cobrança, ele reforça: “nunca te prometi nada; sempre deixei claro que não estava disposto a te assumir”.  E pronto! A repetição de sua promessa inicial, mesmo depois de tantas demonstrações e até declarações contrárias, basta para que ele se sinta isento da necessidade de qualquer consideração para com o outro. Outro dia, uma amiga contou que está ‘enrolada’ com um rapaz que tem namorada, mas que também vive declarando que gosta muito de estar com ela.  Este psicopata concentra-se em duas vítimas ao mesmo tempo.  Uma sabe e a outra não. . . E assim ele vai minando o senso lógico dela, confundindo sua capacidade de discernimento com palavras doces, passeios esporádicos, enfim, adequações que correspondem com as vontades e necessidades dele, evidenciando sua personalidade dissimulada, egocêntrica e egoísta. Mas o cúmulo foi quando ela me contou que ele estava na casa da namorada e, enquanto a mesma tomava banho, ligou (falando baixinho ao telefone): “Oi, linda! Ela foi tomar banho e aproveitei para ligar e dizer que estou com saudades.  Queria saber como você está!”. Ela explodiu: “como assim??? Você fica com ela, espera ela entrar no banho e me liga?!?” E eis que ele dá seu golpe final, matando sua vítima: depois de deixá-la tonta com tantas palavras e atitudes que não fazem sentido e, no momento em que ela tenta reagir, abandona-a como se absolutamente nada tivesse acontecido.  Ou pior! Como se a desequilibrada e louca fosse ela!Poderia citar muitas outras atitudes características dos amantes-psicopatas, mas basta dizer que são perversos, insensíveis e extremamente perigosos à saúde emocional das pessoas predispostas a esta complementação. Minha sugestão é para que você, vulnerável a esta espécie de amante, fortaleça-se o quanto antes.  Busque ajuda.  Faça terapia.  Reflita sobre o que te leva a se interessar por este tipo de amante. . .  até que se sinta forte o bastante para, além de reconhecê-lo, matar não o próprio, mas qualquer possibilidade de corresponder às suas investidas. Por fim, saiba que eles são “inteligentes” e perspicazes.  Cair na cilada do psicopata não é sinal de burrice, mas apenas de fragilidade psico-afetiva.  Mais do que se sentir completamente imbecil depois do golpe final, trate de amadurecer e aprender.  E certamente passará a atrair um outro tipo de amante, disposto a fazer o amor valer a pena.

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Livro MENTES PERIGOSAS

12.01.12

O PSICOPATA MORA AO LADO

(Tirado de aqui).

Minha intenção, com esse conteúdo é alertar você, leitor.
Como meu objetivo aqui no BLOG é trazer mais autoconhecimento e qualidade de vida, acredito que o post que segue abaixo é de utilidade pública.
Todo o conteúdo abaixo foi tirado do livro “MENTES PERIGOSAS”, de Ana Beatriz Barbosa Silva.
"Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco!
Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem! Seus talentos teatrais e seu poder de convencimento são tão impressionantes que chegam a usar as pessoas com a única intenção de atingir seus sórdidos objetivos. Tudo isso sem qualquer aviso prévio, em grande estilo, doa a quem doer.
Este livro discorre sobre pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, culpa ou remorso. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais.
São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria das pessoas: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".
Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento.
Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloquentes, "inteligentes", envolventes e sedutores, não costumam levantar a menor suspeita de quem realmente são. Podemos encontrá-los disfarçados de religiosos, bons políticos, bons amantes, bons amigos. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status e são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.
A realidade é contundente e cruel, entretanto, o mais impactante é que a maioria esmagadora está do lado de fora das grades, convivendo diariamente com todos nós.
Transitam tranquilamente pelas ruas, cruzam nossos caminhos, frequentam as mesmas festas, dividem o mesmo teto, dormem na mesma cama...
É importante ressaltar que os psicopatas possuem níveis variados de gravidade: leve, moderado e severo. Os primeiros se dedicam a trapacear, aplicar golpes e pequenos roubos, mas provavelmente não "sujarão as mãos de sangue" ou matarão suas vítimas.
Já os últimos, botam verdadeiramente a "mão na massa", com métodos cruéis sofisticados, e sentem um enorme prazer com seus atos brutais. Mas não se iluda!
Qualquer que seja o grau de gravidade, todos, invariavelmente, deixam marcas de destruição por onde passam, sem piedade.
Além de psicopatas, eles também recebem as denominações de sociopatas, personalidades anti-sociais, personalidades psicopáticas, personalidades dissociais, personalidades amorais, entre outras. Embora alguns estudiosos prefiram diferenciá-los, no meu entendimento esses termos se equivalem e descrevem o mesmo perfil.
É importante ressaltar que o termo psicopata pode dar a falsa impressão de que se trata de indivíduos loucos ou doentes mentais. A palavra psicopata literalmente significa doença da mente (do grego, psyche = mente; e pathos = doença). No entanto, em termos médico-psiquiátricos, a psicopatia não se encaixa na visão tradicional das doenças mentais. Esses indivíduos não são considerados loucos, nem apresentam qualquer tipo de desorientação. Também não sofrem de delírios ou alucinações (como a esquizofrenia) e tampouco apresentam intenso sofrimento mental (como a depressão ou
o pânico, por exemplo).
Ao contrário disso, seus atos criminosos não provêm de mentes adoecidas, mas sim de um raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos pensantes e com sentimentos.
Os psicopatas em geral são indivíduos frios, calculistas, inescrupulosos, dissimulados, mentirosos, sedutores e que visam apenas o próprio benefício. Eles são incapazes de estabelecer vínculos afetivos ou de se colocar no lugar do outro. São desprovidos de culpa ou remorso e, muitas vezes, revelam-se agressivos e violentos. Em maior ou menor nível de gravidade e com formas diferentes de manifestarem os seus atos transgressores, os psicopatas são verdadeiros "predadores sociais", em cujas veias e artérias corre um sangue gélido.
Certamente, cada um de nós conhece ou conhecera algumas dessas pessoas durante a sua existência.
Muitos já foram manipulados por elas, alguns vivem forçosamente com elas e outros tentam reparar os danos materiais e psicológicos por elas causados.
Por isso, não se iluda! Esses indivíduos charmosos e atraentes frequentemente deixam um rastro de perdas e destruição por onde passam. Sua marca principal é a impressionante falta de consciência nas relações interpessoais estabelecidas nos diversos ambientes do convívio humano (afetivo, profissional, familiar e social).
O jogo deles se baseia no poder e na autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos com total egocentrismo e indiferença.
Como animais predadores, vampiros ou parasitas humanos, esses indivíduos sempre sugam suas presas até o limite improvável de uso e abuso.
Na matemática desprezível dos psicopatas, só existe oacréscimo unilateral e predatório, e somente eles são os beneficiados.
Os psicopatas são os vampiros da vida real. Não é exatamente o nosso sangue que eles sugam, mas sim nossa energia emocional.
Possuem um extraordinário poder de nos importunar e de nos hipnotizar com o objetivo maquiavélico de anestesiar nosso poder de julgamento e nossa racionalidade. Com histórias imaginárias e falsas promessas nos fazem sucumbir ao seu jogo e, totalmente entregues à sorte, perdemos nossos bens materiais ou somos dominados mental e psicologicamente.
O mais surpreendente é que, a princípio, os psicopatas aparentam ser melhores que as pessoas comuns. Mostram-se tão inteligentes, talentosos e até encantadores como o próprio conde romeno que o cinema imortalizou como o Conde Drácula. Inicialmente nos despertam confiança, simpatia e acabamos por esperar mais deles do que das outras pessoas. Ilusórias expectativas! Esperamos, mas não recebemos nada positivo e, no fim das contas, amargamos sérios prejuízos em diversos setores das nossas vidas.
Sem nos darmos conta, acabamos por convidá-los a entrar em nossas vidas e quase sempre só percebemos o erro e o tamanho do engodo quando eles desaparecem inesperadamente, deixando-nos exaustos, adoecidos, com uma enorme dor de cabeça, a carteira vazia, o coração destroçado e, nos piores casos, vidas perdidas.
Para os psicopatas, essa sucessão de fatos irresponsáveis é absolutamente "normal".
Durante todos esses anos de exercício profissional, ouvi muitas histórias sobre
psicopatia. Meus pacientes relataram (e até hoje o fazem) como essas criaturas invadiram, feriram e arruinaram as suas vidas. Em cada caso foi possível identificar comportamentos suspeitos; uns mais característicos, outros menos. Tudo varia muito de caso para caso, no entanto, em todos, precisamente em todos, pude identificar "o jogo da pena".
A meu ver, esse é um dos recursos mais comuns e constantes das pessoas
inescrupulosas. Muito mais que apelar para o nosso sentimento de medo, os psicopatas, de forma extremamente perversa, apelam para a nossa capacidade de sermos solidários.
Eles se utilizam de nossos sentimentos mais nobres para nos dominar e controlar. Os psicopatas se alimentam e se tornam poderosos quando conseguem nos despertar piedade
A piedade, a compaixão e a solidariedade são forças para o bem quando direcionadas às pessoas que de fato merecem e precisam de tais sentimentos. No entanto, quando esses mesmos sentimentos são direcionados a pessoas que apresentam comportamentos inescrupulosos de forma consistente e repetitiva, temos que considerar isso como um aviso de que algo está muito errado. É um sinal de alarme que não podemos ignorar.
Como reconhecer um psicopata
A simples identificação de alguns sintomas não são suficientes para a realização do diagnóstico da psicopatia. Muitas pessoas podem ser sedutoras, impulsivas, pouco afetivas ou até mesmo terem cometido atos ilegais, mas nem por isso são psicopatas.
Superficialidade e eloqüência
Os psicopatas costumam ser espirituosos e muito bem articulados, tornando uma conversa divertida e agradável. Geralmente contam histórias inusitadas, mas convincentes em diversos aspectos, nas quais eles são sempre os mocinhos. Não economizam charme nem recursos que os tornem mais atraentes no exercício de suas mentiras.
Para algumas pessoas, eles se mostram suaves e sutis, tal como os galãs da TV e do cinema.
Quando não temos conhecimento sobre a personalidade dos psicopatas podemos ser enrolados por suas histórias improváveis. Entre outras razões, isso ocorre pela habilidade dos psicopatas em se informarem sobre os mais diversos assuntos.
Se forem realmente testados por verdadeiros especialistas no assunto, revelam, porém, suas superficialidades de conteúdo. Eles tentam demonstrar conhecimento em diversas áreas como filosofia, arte, literatura, sociologia, poesia, medicina, psiquiatria, psicologia, administração, legislação e usam e abusam dos termos técnicos, passando credibilidade aos menos avisados.
Outro sinal muito característico desse comportamento é a total falta de preocupação ou constrangimento que esses psicopatas apresentam ao serem desmascarados como farsantes. Não demonstram a menor vergonha caso sejam flagrados em suas mentiras.
Ao contrário, podem mudar de assunto com a maior tranquilidade ou dar uma resposta totalmente fora do contexto. Esses tipos de psicopata são muito comuns no mercado de trabalho como um todo, que fingem ser profissionais qualificados, sem nunca terem colocado os pés numa faculdade.
Ausência de sentimento de culpa
Os psicopatas mostram uma total e impressionante ausência de culpa sobre os efeitos devastadores que suas atitudes provocam nas outras pessoas. Os mais graves chegam a ser sinceros sobre esse assunto: dizem que não possuem sentimento de culpa, que não lamentam pelo sofrimento que eles causaram em outras pessoas e que não conseguem ver nenhuma razão para se preocuparem com isso.
Na cabeça dos psicopatas, o que está feito, está feito, e a culpa não passa de uma ilusão utilizada pelo sistema para controlar as pessoas. Diga-se de passagem, eles (os psicopatas) sabem utilizar a culpa contra as pessoas "do bem" e a favor deles com uma maestria impressionante.
Os psicopatas são capazes de verbalizar remorso (da boca pra fora), mas suas ações são capazes de contradizê-los rapidamente. Uma das primeiras coisas que os psicopatas aprendem é a importância da palavra remorso e como devem elaborar um bom discurso para demonstrar esse sentimento. Com essa habilidade de racionalizar (criar razões para) seus comportamentos, os psicopatas se isentam de responsabilidade em relação às suas atitudes. Inventam "desculpas elaboradas" capazes de mexer profundamente com os sentimentos nobres de pessoas de bom coração, as quais eventualmente podem vir a sentir pena dessas criaturas tão maquiavélicas.
Ausência de empatia
Empatia é a capacidade de considerar e respeitar os sentimentos alheios. É a habilidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, vivenciar o que a outra pessoa sentiria caso estivéssemos na situação e circunstância experimentadas por ela. Somente pela definição do que é empatia, já fica claro que esse não é um sentimento capaz de ser experimentado por um psicopata. Para os psicopatas, as outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer. Os psicopatas zombam dos mais sensíveis e generosos. Para eles, essas pessoas não passam de uma gente fraca e vulnerável e, por isso mesmo, são seus alvos preferidos.
A falta de empatia apresentada pelos psicopatas é geral. Eles são indiferentes aos direitos e sofrimentos de seus familiares e de estranhos do mesmo modo. Caso demonstrem possuir laços mais estreitos com alguns membros de sua família (esposa, filhos), certamente é peio sentimento de possessividade e não pelo amor genuíno.
Não se esqueça: psicopatas são incapazes de amar, eles não possuem a consciência genuína que caracteriza a espécie humana. Os psicopatas gostam de possuir coisas e pessoas, logo, é com esse sentimento de posse que eles se relacionam com o mundo e com as pessoas.
Mentiras, trapaças e manipulação
Antes de qualquer coisa, temos que considerar que todo mundo mente, uns mais, outros menos. O filósofo e psicólogo americano David Livingstone Smith afirma que a mentira "branca" é normal e até necessária. Em seu livro Por que Mentimos, Smith descreve que todos nós mentimos de forma consciente ou inconsciente, verbal ou não-verbal, declarada ou não-declarada. Segregamos o "engano" não somente através de palavras como também pelos nossos corpos (um sorriso falso, por exemplo).
A mentira é um ato espontâneo que permeia todos os setores da nossa vida, seja para não magoarmos uma pessoa querida, como forma de "boas maneiras", ou até mesmo para desfrutarmos de alguns ganhos. A não ser em situações de extrema necessidade, as pessoas comuns e decentes mentem somente de forma ocasional, sem maiores consequências, ato perfeitamente justificável sob o ponto de vista moral.
Temos que distinguir, porém, a mentira corriqueira da mentira psicopática. Os psicopatas são mentirosos contumazes, mentem com competência (de forma fria e calculada), olhando nos olhos das pessoas. São tão habilidosos na arte de mentir que, muitas vezes, podem enganar até mesmo os profissionais mais experientes do comportamento humano. Para os psicopatas, a mentira é como se fosse um instrumento de trabalho, que é utilizado de forma sistemática e motivo de grande orgulho.
Mentir, trapacear e manipular são talentos inatos dos psicopatas. Com uma imaginação fértil e focada sempre em si próprios, os psicopatas também apresentam uma surpreendente indiferença à possibilidade de serem descobertos em suas farsas. Se forem flagrados mentindo, raramente ficam envergonhados, constrangidos ou perplexos; apenas mudam de assunto ou tentam refazer a história inventada para que ela pareça mais verossímil.
Eles se gabam pelas suas habilidades em mentir e podem fazê-lo sem qualquer justificativa ou motivo. Essa habilidade, muitas vezes, é potencializada pela facilidade de associarem a linguagem verbal à corporal (gestos e expressões) na elaboração de suas mentiras, dando um apelo teatral às mesmas. Nesse cenário de enganação, os psicopatas são, ao mesmo tempo, roteiristas, atores e diretores de suas histórias improváveis.
É muito importante também destacar outro recurso utilizado por essas criaturas na "arte" da mentira. Alguns psicopatas "mais experientes" são tão especialmente hábeis em mentir que se utilizam de pequenas verdades para ganharem credibilidade em seus discursos. A coisa funciona mais ou menos assim: eles admitem alguns deslizes que cometeram de fato, apenas para que as pessoas "de bem" se confundam e pensem da seguinte maneira: "Sejamos razoáveis, se fulano' está admitindo seus erros, e bem provável que ele esteja falando a verdade sobre as demais histórias." Por isso é preciso muita observação, conhecimento de sua vida passada e um pouco de distanciamento emocional para não se deixar enganar com facilidade por um psicopata.
Pobreza de emoções
Os psicopatas apresentam uma espécie de "pobreza emocional" que pode ser evidenciada pela limitada variedade e intensidade de seus sentimentos. São incapazes de sentir certos tipos de sentimento como o amor, a compaixão e o respeito pelo outro. Por vezes podem nos confundir ao apresentarem episódios emocionais dramáticos, fúteis e de curta duração.
No entanto, se observarmos com mais cautela, constataremos que esses episódios não passam de pura encenação.
Muitas vezes, os psicopatas querem convencer as pessoas de que são capazes de vivenciar fortes emoções, porém eles sequer sabem diferenciar as nuances existentes entre elas. Confundem amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade.
Muitos psiquiatras afirmam que as emoções dos psicopatas são tão superficiais que podem ser consideradas algo bem similar ao que denominam de "proto-emoções" (respostas primitivas às necessidades imediatas).
Impulsividade
A impulsividade apresentada pelos psicopatas visa sempre alcançar prazer, satisfação ou alívio imediato em determinada situação, sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento.
Autocontrole deficiente
A maioria de nós possui o que denominamos controle arbitrário sobre nossos comportamentos. Assim, mesmo que por vezes tenhamos vontade de responder agressivamente a provocações, acabamos não agindo dessa forma, em função de sermos capazes de exercer nosso autocontrole.
Os psicopatas apresentam níveis de autocontrole extremamente reduzidos. São denominados "cabeça-quente" ou "pavio-curto" por sua tendência a responder às frustrações e às críticas com violência súbita, ameaças e desaforos. Eles facilmente se ofendem e se tornam violentos por trivialidades ou por motivos banais. Apesar de a explosão de agressividade e violência serem intensas, elas ocorrem em um curto espaço de tempo, após o qual os psicopatas voltam a se comportar como se nada tivesse ocorrido.
Um psicopata, quando "perde o controle", sabe exatamente até onde ele quer ir, no sentido de magoar, amedrontar ou machucar uma pessoa. Apesar de tudo isso, eles se recusam a admitir que tenham problemas em controlar seu temperamento. Eles descrevem seus episódios agressivos como uma resposta natural à provocação a que foi submetido. Daí a se colocar como vítima de toda a situação é um passo muito pequeno!
Necessidade de excitação
Os psicopatas são intolerantes ao tédio ou a situações rotineiras. Eles buscam situações que possam mantê-los em um estado permanente de alta excitação. Por isso, apreciam viver no limite, no conhecido "fio da navalha". Nessa busca desenfreada, muitas vezes, envolvem-se em situações ilegais, agressões físicas, brigas, desacatos a autoridades, direção perigosa, uso de drogas, promiscuidade sexual etc. Frequentemente mudam de residência e emprego na busca de novas situações que os "excitem".
Em função disso, dificilmente iremos encontrar um psicopata exercendo atividades que demandam estabilidade e alta concentração por longos períodos.
Muitos psicopatas procuram nos atos perigosos, proibidos ou ilegais que praticam o suspense e a excitação que esses atos provocam. Para eles, tudo isso não passa de mero prazer e diversão imediatos, sem qualquer outra conotação.
Falta de responsabilidade
Para os psicopatas, obrigações e compromissos não significam absolutamente nada. A sua incapacidade de serem responsáveis e confiáveis se estendem para todas as áreas de suas vidas. No trabalho apresentam desempenho errático, com faltas freqüentes, uso indevido dos recursos da empresa e violação da política da companhia. Nas relações interpessoais não honram compromissos formais ou implícitos com as outras pessoas.
Por isso, nunca acredite em acordos escritos ou verbais com eles, pois nunca irão cumpri-los totalmente. Talvez o façam parcialmente no início do acordo somente para impressionar e ganhar confiança de suas vítimas. Mas uma coisa é certa: mais cedo ou mais tarde eles irão “aprontar”!
Quando a questão é família, o comportamento deles também segue o mesmo padrão de indiferença e irresponsabilidade.
Quando constituem famílias (cônjuges e filhos) os psicopatas não o fazem por sentimentos amorosos, mas sim como um instrumento necessário para construir uma boa imagem perante a sociedade.
Em geral os psicopatas afirmam, com palavras bem colocadas, que se importam muito com sua família (pai, mãe, irmãos, filhos), mas suas atitudes contradizem totalmente o seu discurso. Eles não hesitam em usar seus familiares e amigos para se livrarem de situações difíceis ou tirarem vantagens. Quando dizem que amam ou demonstram ciúmes, na realidade têm apenas um senso de posse como com qualquer objeto. Eles tratam as pessoas como "coisas" que, quando não servem mais, são descartadas da mesma forma que se faz com uma ferramenta usada.
O diagnóstico de psicopatia somente pode ser feito quando o indivíduo se encaixa de forma significativa nesse perfil, ou seja, quando possuir a maioria dos sintomas aqui apresentados.
TRATAMENTO
Senhoras e senhores, não trago boas-novas. Com raras exceções, as terapias biológicas (medicamentos) e as psicoterapias em geral se mostram, até o presente momento, ineficazes para a psicopatia.
Temos que ter em mente que as psicoterapias são direcionadas às pessoas que estejam em intenso desconforto emocional, o que as impede de manter uma boa qualidade de vida. Por mais bizarro que possa parecer, os psicopatas parecem estar inteiramente satisfeitos consigo mesmos e não apresentam constrangimentos morais ou sofrimentos emocionais como depressão, ansiedade, culpas, baixa auto-estima etc. Não é possível tratar um sofrimento inexistente.
É no mínimo curioso, embora dramático, pensar que os psicopatas são portadores de um grave problema, mas quem de fato sofre é a sociedade como um todo.
É importante lembrar que de uma forma geral todos nós estamos vulneráveis às ações desses predadores sociais. Assim, é mais sensato falarmos em ajuda e tratamento para as vítimas dos psicopatas do que para eles mesmos.
Os psicopatas, além de acharem que não têm problemas, não esboçam nenhum desejo de mudanças para se ajustarem a um padrão socialmente aceito. Julgam-se auto-suficientes, são egocêntricos e suas ações predatórias são absolutamente satisfatórias e recompensadoras para eles mesmos. Mudar para quê?
Dessa forma, os psicopatas raramente procuram auxílio médico ou psicológico. Quando eles chegam a um consultório, quase sempre é por pressões familiares ou, então, com o intuito de se beneficiarem de um laudo técnico. Frequentemente estão envolvidos com problemas legais, endividados e às voltas com o sistema judicial.
Por isso, tentam obter do profissional de saúde mental algum diagnóstico ou alguma comprovação de problemas que os auxiliem a minimizar as sanções que lhes foram impostas.
Manual de sobrevivência
1 - Saiba com quem você está lidando.
Essa primeira e importante regra se traduz no "remédio amargo" de aceitar que os psicopatas existem de fato e que eles literalmente não possuem consciência genuína. Ou seja, eles são incapazes de experimentar o amor ou qualquer outro tipo de ligação positiva com os outros seres humanos. Eles podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade e existe uma grande chance de você ter um encontro doloroso com um deles. Nunca menospreze o poder destruidor de um psicopata. Todas as pessoas, incluindo os especialistas, podem ser manipuladas e enganadas por eles,
mesmo que tenham um conhecimento razoável sobre o assunto. Por isso, sua melhor defesa é entender e, principalmente, aceitar que existem pessoas com essa natureza: fria e devastadora.
2 - As aparências enganam!
Todo cuidado é pouco! Como disse Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe: "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos".
Tenha sempre em mente que a maioria dos psicopatas não tem "pinta" de assassino.
Costumam ter um sorriso cativante, uma linguagem corporal interessante e uma boa lábia. Não caia nessa cilada! Ao conhecer novas pessoas, procure enxergar o que está por trás de tantos atrativos. Não se distraia com olhares sedutores, demonstração de poder, gestos atraentes, voz suave ou traquejo verbal, característicos de um psicopata.
Todos esses artifícios são utilizados com extrema habilidade exatamente para encobrir as suas verdadeiras intenções.
Também não se esqueça do poder do olhar desses indivíduos. Pessoas normais mantêm contato visual com as outras por uma gama de razões, na maioria das vezes por educação, mas o olhar intenso e frio do psicopata é mais um exercício de poder e de manipulação do que simplesmente interesse ou empatia pelo outro.
Em suma, da próxima vez que conhecer alguém que pareça ser uma pessoa muito extraordinária, tente não se iludir com o "evento teatral" à sua frente. Desvie seu olhar para as outras pessoas e se atenha ao que está sendo dito no conteúdo do discurso. É um exercício de separar a letra da melodia em uma canção.
3 - Não se esqueça de considerar a voz da sua intuição.
Sem percebermos, todos nós estamos constantemente observando o comportamento das pessoas. Muitas das impressões captadas por nosso cérebro podem se acumular em nossa memória de forma inconsciente, ou seja, sem que tenhamos conhecimento racional disso. Essas informações por vezes "guardadas" se manifestam na forma de intuição - como se fosse um instinto protetor do nosso organismo -, sinalizando perigos "invisíveis".
Embora aparentemente estranhas, essas informações, traduzidas na forma de "sensações", podem lhe ajudar se você permitir.
Então, lembre-se! Quando você estiver num dilema entre seguir o que manda o seu "coração" (intuição) e valorizar uma pessoa apenas pelo seu status profissional ou social, não vacile: siga sua intuição. Ela pode tirá-lo de uma grande enrascada!
4 - Abra os olhos com pessoas maravilhosas ou excessivamente bajuladoras.
No início de qualquer relacionamento, todos nós tentamos esconder aquele "lado meio sombrio", mostrando apenas o que temos de melhor. Para a maioria dos psicopatas isso também não é diferente, muito embora com consequências infinitamente maiores. Eles tendem a impressionar suas vítimas com elogios, cuidados especiais, gentilezas excessivas e histórias falsas sobre seu status social e/ou financeiro. Devemos ter uma "dose" extra de cautela quando alguma pessoa aparenta ser "tudo de bom". Não estou propondo que você contrate um detetive particular todas as vezes que conhecer alguém que lhe desperte algum interesse profissional ou afetivo. De forma alguma! Estou apenas sugerindo que você avalie muito bem quem é a pessoa com a qual está lidando.
Na medida do possível, procure lhe fazer perguntas sobre seus familiares, amigos, emprego, residência, projetos futuros... Os psicopatas geralmente dão respostas vagas, evasivas ou até inconsistentes quando são questionados sobre suas vidas. Suspeite de tais respostas e, se puder, procure confirmá-las. Cuidado também para não cair no golpe da pessoa perfeita, que fica horas a fio ouvindo seus problemas sem se preocupar em falar de si mesma. Na realidade, esses falsos "terapeutas" estão colhendo informações para usá-las mais tarde contra você.
Outra situação para manter os olhos bem abertos é quanto à bajulação. A maioria de nós gosta de receber elogios. Eles são sempre muito bem-vindos principalmente quando são sinceros.
Em contrapartida, a bajulação excessiva, o agradar "afetado" e pouco realista é uma das táticas dos psicopatas para nos cegar, seduzir e encobrir suas verdadeiras intenções: manipulação e controle. Por isso, desconfie dos famosos "puxa-sacos"!
E aqui é importante esclarecer que a regra da bajulação se aplica tanto para os
indivíduos quanto para os grupos e nações. Da mesma forma que um indivíduo se empolga com a adulação de um manipulador, uma nação inteira pode se "hipnotizar" por lideranças políticas que se utilizam desses mesmos recursos.
5 - Certas situações merecem atenção redobrada.
Determinados lugares encaixam-se como luvas para a ação plena dos psicopatas: bares, clubes sociais, boates, resorts, cruzeiros, aeroportos. Nesses locais eles fazem verdadeiros plantões. Suas vítimas preferenciais são os solitários que buscam companhia ou diversão. Os psicopatas, na espreita, observam-nas atentamente e depois partem para o ataque. Os viajantes solitários também são alvos fáceis, pois prontamente são identificados como perdidos e sozinhos num aeroporto ou num ponto turístico qualquer. Então, fique esperto!
6 - Autoconhecimento é fundamental.
Os psicopatas são experts em detectar e explorar nosso lado mais vulnerável. Eles identificam as "feridas" certas e não perdem a chance de tocá-las quando podem. Assim, uma ótima forma de defesa é entender a si mesmo, saber verdadeiramente quais são seus pontos fracos. Desconfie de qualquer pessoa que os aponte com frequência, seja em particular ou em situações públicas e pouco apropriadas. Tenha cuidado com pessoas muito críticas e que vivem atentas às suas vulnerabilidades e às dos outros.
O autoconhecimento nem sempre é fácil de ser alcançado, por vezes a ajuda de um profissional especializado pode ser muito útil nesse sentido.
7- Não entre no jogo das intrigas.
A intriga é uma das ferramentas poderosas de um psicopata. No ambiente de trabalho, a intriga pode levar a consequências devastadoras. A princípio o psicopata se mostra um ótimo colega de trabalho, com espírito de colaboração e um especial interesse em oferecer seu ombro a quem necessita de uma "força". Em pouco tempo ele é capaz de se tomar seu "melhor amigo de infância". Logo depois começará a utilizar as informações colhidas no ombro amigo para fazer intrigas. E isso ele fará com você e com todos que inicialmente acreditaram em sua "amizade".
Sem mais nem porque, a confusão está armada! Funcionários começam a se desentender e todos acabam fazendo mexericos. Somente o psicopata, perante o chefe, está fora de tanta "baixaria".
Resista à tentação de entrar no jogo das intrigas, fale dire-tamente com seu colega sobre os fatos ou se possível com o próprio chefe. Não deixe ninguém intermediar desentendimentos por você. Se você entrar nesse joguinho pode acabar se igualando ao psicopata e se distraindo do mais importante, que é se proteger.
8 - Cuidado com o jogo da pena e da culpa.
É muito importante que você entenda que o sentimento de pena ou de compaixão deve ser reservado às pessoas generosas, de bom coração e que estejam em sofrimento verdadeiro. Temos a virtude de sentir tristeza frente à aflição alheia e nos compadecemos com a sua dor. A compaixão nos faz sentir mais humanos, pois enxergamos nosso semelhante como a nós mesmos.
Mas, afinal, devemos dispensar um sentimento tão nobre a alguém frio e cruel?
Decididamente não!
Para início de conversa, um psicopata não sofre de fato. O máximo que ele consegue sentir é frustração por algo que não conseguiu concretizar. Também é muito importante que você tenha em mente que os psicopatas se alimentam dos nossos sentimentos mais nobres, da nossa compaixão, o que os torna cada vez mais fortes e poderosos.
Sentir pena de um deles é o mesmo que dar o alimento preciso para que continue com suas atitudes inescrupulosas. Não tenha pena de um psicopata, não gaste suas reservas de compaixão com uma pessoa sem coração. Ela vai sugar você até que se sinta vazio e fragilizado.
Por outro lado, um psicopata também "brinca" com o nosso sentimento de culpa, que também é uma virtude. Qualquer que seja o motivo que o fez se envolver com um psicopata, é muito importante que você não esqueça o seguinte: nunca aceite que ele culpe você pelas atitudes dele. Tenha a plena convicção de que a vítima é você e não ele. Os psicopatas são habilidosos em inverter papéis e fingem sofrer. De algozes passam-se por vítimas com a maior tranquilidade.
Os psicopatas não amam seus cônjuges, isso não existe! Eles os possuem como uma mercadoria ou um troféu com os quais reforçam seus desejos de manipulação, controle e poder.
De forma muito parecida, pais de filhos psicopatas sofrem e se culpam porque se sentem responsáveis pelo desenvolvimento da personalidade de seus filhos. No entanto, tudo indica que esses pais não cometeram erros tão graves assim, se é que os tenham cometido de fato. Os estudos sobre a personalidade psicopática revelam que a educação fornecida pelos pais pode, no
máximo, exacerbar o problema, mas não existe nenhum indício de que a maneira de educar seja capaz de originar a psicopatia.
Filhos psicopatas se utilizam muito do jogo da culpa. Eles costumam justificar os seus atos transgressores como consequência de comportamentos inadequados de seus pais quando eles ainda eram crianças. E, infelizmente, é muito difícil convencer esses pais de que nada disso é verdade. Os pais são as maiores vítimas do jogo da culpa.
9- Busque ajuda profissional.
Os danos causados pela passagem (ou permanência) de um psicopata na vida de alguém são devastadores e imensuráveis. Sua vida emocional, física, profissional (ou financeira) e até mesmo sua dignidade podem ser sumariamente destruídas por um deles. Assim, na medida do possível, os familiares e as vítimas de psicopatas devem buscar ajuda médica, psicológica e até mesmo jurídica. É recomendado que esses profissionais tenham profundo conhecimento sobre a natureza da personalidade psicopática.
10 - Dê valor a sua capacidade de ser consciente.
Não se esqueça de que você possui o bem mais valioso que um ser humano pode alcançar. Você tem a sua consciência que lhe confere o dom de amar a própria vida, o planeta e a humanidade como um todo. Por isso, é tão importante desenvolver e aperfeiçoar a nossa consciência. O desenvolvimento da consciência provoca experiências transformadoras em nós. Mudamos a nossa forma de ver, viver, sentir e nos relacionar com o mundo. Com o aperfeiçoamento da consciência, aumentamos a nossa capacidade de amar e, com isso, temos o privilégio de praticar o amor incondicional.
Exercer esse amor de forma realista e madura é ter o bem pulsando dentro de nós."
(MENTES PERIGOSAS – Ana Beatriz Barbosa Silva)
SITE: http://www.medicinadocomportamento.com.br/

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Transtorno de personalidade sociopata

12.01.12
Transtornos da Linhagem Sociopática

Os principais tópicos que relacionam a psiquiatria com a atitude violenta, agressiva e anti-social.
| Forense | Personalidade |


Os termos Psicopata, Sociopata, Anti-social, Transtornos de Conduta, Delinqüência, Borderline, até certo ponto, e muitos outros congêneres, juntamente com conceitos tais como Personalidade Criminosa, Personalidade Psicopática, Propensão ao Delito, etc., estão constantemente sendo revistos pela psiquiatria em geral e, particularmente, pela Psiquiatria Forense. Toda essa temática tem, também, um grande interesse para a sociologia, política e antropologia, na medida em que a sociedade tem se surpreendido com fenômenos de agressividade e violência estarrecedoras.

As perenes ocorrências de crimes seriais, juntamente com as igualmente perenes atitudes destrutivas de fundo religioso e político e as atuais conturbações do mundo moderno, principalmente as grandes tragédias político-sociais que abalam os grandes centros, como por exemplo, as ações terroristas, têm chamado muito a atenção sobre a destrutividade potencial que caracteriza a conduta de algumas pessoas. Seriam psicopatas todas as pessoas envolvidas nessas ações delituosas?

Com finalidade didática, resolvemos agrupar todos esses desvios da atitude humana que conflitam com os padrões sociais normais da vida gregária sob a denominação de TRANSTORNOS DA LINHAGEM SOCIOPÁTICA.

Nesse capítulo, compreensivamente bastante longo, veremos de maneira didática os principais tópicos que relacionam a psiquiatria com a atitude humana violenta, agressiva e anti-social. Nossa sistematização se dá assim:
1.Comportamento Violento
2.Personalidade Psicopática
  2.1 - Transtorno Psicopático e Sociopático
  2.2 - Personalidade Anti-Social
  2.3 - Personalidade Criminosa
  2.4 - Personalidade Psicopática e Moral
  2.5 - Violência no Psicopata
3.Personalidade Borderline
4.Transtorno Explosivo da Personalidade
5.Transtorno de Conduta
6.Agressividade em Crianças e Adolescentes

PERSONALIDADE PSICOPÁTICA - TRAÇOS E CARACTERÍSTICAS

A psicopatologia em geral e a psiquiatria forense em especial têm dedicado, há tempo, uma enorme preocupação com o quadro conhecido por Psicopatia (ou Sociopatia, Transtorno Dissocial, Transtorno Sociopático, etc).

Trata-se de um terreno difícil e cauteloso, este que engloba as pessoas que não se enquadram nas doenças mentais já bem delineadas e com características bastante específicas, a despeito de se situarem à margem da normalidade psico-emocional ou, no mínimo, comportamental. As implicações forenses desses casos reivindicam da psiquiatria estudos exaustivos, notadamente sobre o grupo de entidades entendidas como Transtornos da Personalidade.

A VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA

As descrições da Psicopatia têm incluído déficits afetivos e alguns processos psicofisiológicos associados. A nosso ver, a maneira de ser do psicopata é o resultados de um complexo sistema de avaliação do objeto, juntamente com uma série de condutas aprendidas como eficazes.

Antes que o sujeito interaja com o objeto, ou seja, em nosso caso, para que o sujeito psicopata elabore considerações sobre os objetos de sua realidade e com eles se inter-relacione, obrigatoriamente temos que refletir sobre suas características cognitivas.

Essa consideração cognitiva prévia decorre da tendência atual que considera as cognições como propriedades da consciência com potencialidade de causar determinadas respostas emocionais e sociais. Portanto, as bases biológicas da personalidade e de seus transtornos, como é o caso da psicopatia, muitas vezes se expressam em cognições disfuncionais.

Os estilos de relacionamento interpessoais expressam, além das tendências motivacionais, também o perfil cognitivo da pessoa. Os traços que definem a personalidade de cada um também podem ser analisados à luz das comunicações interpessoais, o que, por sua vez, volta a ter que ver com as motivações e com o perfil cognitivo da pessoa.

Assim sendo, as motivações estão sempre atreladas ao perfil cognitivo da pessoa e, a motivação do psicopata gira em torno do poder e do status destacado na hierarquia social, num contexto de repúdio ou evitação da empatia e apego.

Tem-se que considerar vários aspectos vinculados com a agressão e Psicopatia. Um deles é a relação existente entre agressão e impulsividade. Os vínculos entre a agressão e a impulsividade têm sido minuciosamente estudados por Seroczynski (1999). Entre os muitos traços de personalidade comórbidos estudados na psicopatologia, a associação entre impulsividade e agressividade é um dos mais freqüentes. Mas, vejamos com mais calma se esses traços, de fato, estão inexoravelmente atrelados.

Para entender melhor nosso raciocínio, será importante a distinção entre Agressão Depredadora (ou Proativa) e Agressão Reativa. Por último, teríamos que ver a real relação da Psicopatia com os grandes criminosos, como por exemplo, os assassinos em série e de massa. A Agressão Reativa tem sido definida como uma reação hostil à uma frustração percebida. O individuo Agressivo Reativo super-reage diante a menor provocação e costuma ser explosivo e instável.

Por outro lado, na Agressão Proativa (ou Depredadora) a pessoa tem uma conduta agressiva e violenta dirigida para uma meta determinada. Este tipo de agressor pode ser perigosíssimo aos demais e uma ameaça criminal para a sociedade. Vendo o problema desse jeito, podemos dizer que a Agressão Reativa é a que está mais fortemente ligada à impulsividade, enquanto que a Agressão Proativa é mais elaborada, planejada e premeditada.

Voltando agora à questão agressividade-impulsividade, e ainda tomando por base essa distinção das agressões em Proativa e Reativa, pode ser perfeitamente possível uma pessoa ser agressiva sem ser impulsiva e, não surpreendentemente, ser impulsivo sem ser agressivo. Então, para que estejamos certos, é necessário que a natureza da agressividade e da impulsividade seja diferente e não, obrigatoriamente, a mesma.

Isso significa que, no desenvolvimento da personalidade, os fatores genéticos, ambientais ou combinações de ambos, capazes de influenciar nos traços de agressividade e impulsividade, atuariam diferentemente em diferentes pessoas. Barratt (1999) demonstrou em suas pesquisas que os criminosos impulsivos presos diferiam dos que não eram impulsivos em várias medições neuropsicológicas, cognitivas e neurofisiológicas, sugerindo com isso que os dois tipos de criminosos poderiam ter etiologia distinta.

Apesar disso, existe quem apóia a idéia da impulsividade e agressividade estarem sempre sobrepostas numa mesma pessoa, tal como ocorreria, para esses autores, na sobreposição entre o Transtorno por Déficit de Atenção (TDAH) e os Transtornos de Conduta (TC). Aqueles que não compartilham esta posição, entre os quais nos colocamos, alegam que o TDAH e a agressão não estão obrigatoriamente e nem freqüentemente correlacionados.

Até o momento, tudo parece levar a crer que a impulsividade, que é o traço mais associado à Agressão Reativa, teria muito mais influência genética do que a Agressão Proativa. Para essa Agressão Depredadora, as influências ambientais teriam um papel fundamental, tais como experiências traumáticas ou ameaçadoras, precoces e duradouras.

As pessoas que exibem comportamentos impulsivos têm, em geral, outros problemas de conduta e/ou emocionais. A irritabilidade, e não a agressividade, parece ser o sintoma mais fortemente relacionado com a impulsividade. De outra forma, a possível relação entre Agressão Reativa e impulsividade parece provir, segundo Eduardo Mata (1999), das redes neuronais (assembléias neuronais) que manejam o controle da impulsividade, bem como dos fatores neuroquímicos do cérebro.

Segundo Meloy (Richards, 1998), uma das respostas fisiológicas que diferencia os Psicopatas, tanto dos Anti-sociais quanto dos normais, seria um sentimento de apego severamente perturbado, isto é, um prejuízo e fracasso nas atitudes de apego e nas identificações malignas.

O déficit do Psicopata na capacidade de apegar-se ou vincular-se aos outros pode também ser melhor conceitualizado por vias neurológicas inespecífica ou uma configuração incomum de genes. Outra opção causal sugere um defeito que resulta numa superabundância de impulsos agressivos ou um defeito nas funções psíquicas inibitórias, ou ainda, na combinação de ambos.

Assim sendo, um defeito do Superego, juntamente com uma predisposição inata para impulsividade e agressividade, mais a natureza adversa de experiências infantis precoces (normalmente antes dos 36 meses), criariam condições propícias para o desenvolvimento da Personalidade Psicopática.

CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE PSICOPÁTICA

Blackburn (1998) desenvolveu uma interessante tipologia para os subtipos de psicopatas, inclusive considerando o aspecto Anti-social como se tratasse de um dos sintomas possíveis de estar presente em certos casos. Inicialmente ele fez uma distinção entre dois tipos de psicopatas e ambos compartilhando um alto grau de impulsividade: um Tipo Primário, caracterizado por uma adequada socialização e uma total falta de perturbações emocionais, e um Tipo Secundário, caracterizado pelo isolamento social e traços neuróticos.

Apesar de todas variações tipológicas dos mais diversos autores, todos parecem estar de acordo nas características nucleares do conceito; impulsividade e falta de sentimentos de culpa ou arrependimento. Mais tarde os 2 subtipos de Blackburn (Primário e Secundário) foram aprimorados em 4 subtipos mas, para nosso trabalho, apenas esses dois tipos iniciais são relevantes :

1 - Os Psicopatas Primários, caracterizados por traços impulsivos, agressivos, hostis, extrovertidos, confiantes em si mesmos e baixos teores de ansiedade. Neste grupo se encontram, predominantemente, as pessoas narcisistas, histriônicas, e anti-sociais. Sua figura pode muito bem se identificar com personalidades do mundo político.
2 - Os Psicopatas Secundários, normalmente hostis, impulsivos, agressivos, socialmente ansiosos e isolados, mal-humorados e com baixa auto-estima. Aqui se encontram anti-sociais, evitativos, esquizóides, dependentes e paranóides. Podem ser identificados com líderes excêntricos de seitas, cultos e associações mais excêntricas ainda.

Entre esses 2 subtipos, as pessoas pertencentes ao grupo dos Psicopatas Secundários, seriam as mais desviadas socialmente, são também desviadas em outros aspectos. Nessas pessoas é onde mais se encontram as anormalidades no Eletroencefalograma, as quais têm sido descritas precocemente.

Os Psicopatas Primários, por sua vez, têm mais excitação cortical e autonômica, e maior tendência a buscar sensações. Entre esses grupos existem também diferenças quanto à agressividade e criminalidade.

Os Psicopatas Primários ainda teriam convicções mais firmes para efetuar crimes violentos, enquanto que os Psicopatas Secundários para os roubos. Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários seriam mais dominantes, tanto em situações ameaçantes como aflitivas, mas os Psicopatas Secundários mostram mais fúria diante da ameaça, tanto física como verbal.

Os Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários podem corresponder à brilhante classificação de Millon ao Psicopata Carente de Princípios (veja adiante). Esses dois subtipos compartilham alguns traços em comum, mas os Secundários têm muito mais ansiedade social e traços de personalidade esquizóides, evitativos e passivo-agressivos. É muito provável que a maioria ingresse no critério mais amplo de borderlines.

Com relação ao potencial de conflitos interpessoais da personalidade do psicopata é interessante considerar dois modelos: o grau de poder ou controle exercido sobre as demais e o grau de afinidade. Sobre o poder está em apreço a dominância ou a submissão aos demais e, em relação à afinidade, entra em cena a hostilidade ou o cuidado.

A expressiva maioria dos psicopatas estabelece uma interação social do tipo hostilidade e dominância, ficando a submissão e cuidado por conta dos não psicopatas. Para o exercício da dominância e hostilidade, o psicopata costuma culpar a outros, mentir com freqüência, buscar continuadamente atenção e ameaçar a outros com violência. O contrário dessa postura seria a amabilidade social, representada pelas condutas coercitivas e dóceis.

Entretanto, para complicar ainda mais essa questão dos traços, devemos considerar o desempenho sócio-teatral dos psicopatas, através do qual manifestam atitudes que não fazem parte de suas características genuínas, mas, sobretudo, de suas simulações sociais.

É assim que a Psicopatia pode aparecer estreitamente vinculada com a amabilidade. Neste modelo o Psicopata Primário tende a ser coercitivo e, apesar disso, também dominante e sociável (gregário). Já os Psicopatas Secundários, além de poderem ser também coercitivos, costumam ser mais isolados e aparentemente submissos. Mas ambos tipos exibem estilos interpessoais que os coloca na possibilidade de ter conflitos com terceiros. De qualquer forma, satisfazendo os critérios usados para definir os Transtornos de Personalidade, de modo geral, os psicopatas tendem a manifestar comportamentos rígidos e inflexíveis.

Millon (1998) desenvolveu também uma subtipologia dos psicopatas, por sinal, de interesse clínico maior que a subtipologia de Blackburm. A idéia de Millon foi dirimir as contradições entre numerosas visões que se têm sobre o psicopata. Mesmo considerando diversos subtipos de psicopatas, Millon deixa claro que existem elementos comuns a todos os grupos: um marcado egocentrismo e um profundo desprezo pelos sentimentos e necessidades alheias.

Com finalidade exclusivamente didática, modificamos, condensamos e sistematizamos a subtipologia de Millon da seguinte forma:

1 - O Psicopata Carente de Princípios: Este tipo de psicopata se apresenta freqüentemente associado às personalidades narcisistas e histéricas. Podem até conseguir manter-se com êxito nos limites do legal.

Estes psicopatas exibem com arrogância um forte sentimento de autovalorização, indiferença para com o bem estar dos outros e um estilo social continuamente fraudulento. Existe neles sempre a expectativa de explorar os demais (esse traço pode corresponder ao estilo dominante dos Psicopatas Primário e Secundário de Blackburn).

Há neles uma consciência social bastante deficiente e se faz notória uma grande inclinação para violação das regras, sem se importarem com os direitos alheios. A irresponsabilidade social se percebe através de fantasias expansivas e de grosseiras, contumazes e persistentes mentiras.

Falta, nesses Psicopatas Carentes de Princípios, o Superego. Essa falta é responsável pelos seus relacionamentos inescrupulosos, amorais, desleais e exploradores. Podem estar presentes entre sociedades de artistas e de charlatões, muitos dos quais são vingativos e desdenhosos com suas vítimas.

O psicopata sem princípios mostra sempre um desejo de correr riscos, sem experimentar temor de enfrentar ameaças ou ações punitivas. São buscadores de novas sensações. Suas tendências maliciosas resultam em freqüentes dificuldades pessoais e familiares, assim como complicações legais.

Estes psicopatas narcisistas funcionam como se não tivessem outro objetivo na vida, senão explorar os demais para obter benefícios pessoais. Eles são completamente carentes de sentimentos de culpa e de consciência social. Normalmente sua relação com os demais dura tempo suficiente em que acredita ter algo a ganhar.

Os Psicopatas Carentes de Princípios exibem uma total indiferença pela verdade, e se são descobertos ou desmascarados, podem continuar demonstrando total indiferença. Uma de suas maiores habilidades é a facilidade que têm em influenciar pessoas, ora adotando um ar de inocência, ora de vítima, de líder, enfim, assumindo um papel social mais indicado para a circunstância. Podem enganar a outros com encanto e eloqüência. Quando castigados por seus erros, ao invés de corrigirem-se, podem avaliar a situação e melhorar suas técnicas em continuar a conduta exploradora.

Carentes de qualquer sentimento de lealdade, juntamente com uma extrema competência em desempenhar papéis, os psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência de amabilidade e cortesia.

2 - O Psicopata Malévolo: Juntamos aqui as características que Millon atribui aos subtipos Malévolo, Tirânico e Maléfico, por razões didáticas e por considerar que todos três comumente se manifestam numa mesma pessoa.

Os Psicopatas Malévolos são particularmente vingativos e hostis. Seus impulsos são descarregados num desafio maligno e destrutivo da vida social convencional. Eles têm algo de paranóicos na medida em que desconfiam exageradamente dos outros e, antecipando traições e castigos, exercem uma crueldade fria e um intenso desejo de vingança.

Além de esses psicopatas repudiarem emoções ternas, há neles uma profunda suspeita de que os bons sentimentos dos demais são sempre destinados a enganá-los. Adotam uma atitude de ressentimento e de propensão a buscar revanche em tudo, tendendo dirigir a todos seus impulsos vingativos. Alguns traços desses psicopatas se parecem com os sádicos e/ou paranóides, com características beligerantes, mordazes, rancorosos, viciosos, malignos, frios, brutais, truculentos e vingativos, fazendo, dessa forma, com que muitos deles se revelem assassinos e assassinos seriais.

Quando os Psicopatas Malévolos enfrentam à lei e sofrem sanções judiciais, ao invés de se corrigirem, aumentam ainda mais seu desejo de vingança. Quando se situam em alguma posição de poder, eles atuam brutalmente para confirmar sua imagem de força.

Irritados pelo freqüente repúdio social que despertam, esses Psicopatas Malévolos estão continuamente experimentando uma necessidade de retribuição agressiva, a qual pode, eventualmente, expressar-se abertamente em atentados coletivos ou atitudes anti-sociais (a luta sociedade versus eu). De qualquer forma, nunca demonstram a o mínimo sentimento de culpa ou arrependimentos por seus atos violentos. Ao invés disso, mostram uma arrogante depreciação pelos direitos dos outros.

É curioso o fato desses psicopatas serem capazes de dar uma explicação racional aos conceitos éticos, capazes de conhecerem a diferença entre o que é certo e errado, mas, não obstante, são incapazes de experimentar tais sentimentos.

A noção ética faz com que o Psicopata Malévolo defina melhor os limites de seus próprios interesses e não perca o controle de suas ações. Esse tipo de psicopata se encontra entre os mais ameaçantes e cruéis. Ele é invariavelmente destrutivo, sem misericórdia e desumano.

A noção de certo-errado faz com que esses psicopatas sejam oportunistas e dissimulem suas atitudes ao sabor das circunstâncias, ou seja, diante da autoridade jamais atuam sociopaticamente. Portanto, eles são seletivos na eleição de suas vítimas, identificando sujeitos mais vulneráveis a sua sociopatia ou que mais provavelmente se submetam aos seus caprichos. Mais que qualquer outro bandido, este psicopata desfruta prazer em proporcionar sofrimento e ver seus efeitos danosos em suas vítimas.

3 - O Psicopata Dissimulado: seu comportamento se caracteriza por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência, ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas próximas.

Na realidade, didaticamente poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por um comportamento muito sedutor.

Por essas características Millon já considerava o Psicopata Dissimulado como uma variante da Personalidade Histriônica, continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação. Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou no Malévolo, os quais centram em sí mesmo sua preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.

Esse subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, comportamentos imaturos de contínua buscas de sensações. Seguindo as características básicas e comuns à todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso. Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre projetada sobre terceiros.

A contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo tudo o que for necessário para obter exatamente o que querem dos outros. Por outro lado, em diferentemente do Psicopata Carente de Princípios ou do Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo excitação nas conquistas.

Mesmo aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos. Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas.

Quando as pessoas com esse tipo de psicopatia são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabulados e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista. A característica afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária, estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera.

4 - O Psicopata Ambicioso: perseguem avidamente seus engrandecimentos. Os Psicopatas Ambiciosos sentem que a vida não lhes tem dado tudo o que merecem, que têm sido privados de seus direitos ao amor, ao apoio, ou às gratificações materiais. Normalmente acham que os outros têm recebido mais que eles, e que nunca tiveram oportunidades de uma vida boa.

Portanto, estão motivados por um desejo de retribuição, de compensar-se pelo que tem sido despojado pelo destino. Através de atos de roubo ou destruição, se compensam a si mesmos pelo vazio de suas vidas, sem importar-lhes as violações que cometam à ordem social. Seus atos são racionalizados através da idéia de que nada fazem senão restaurar um equilíbrio alterado.

Para os Psicopatas Ambiciosos que estão somente ressentidos, mas que ainda têm controle minimamente crítico de seus atos, pequenas transgressões e algumas aquisições são suficientes para aplacar essas motivações. Mas para aqueles que têm estas características psicopáticas mais desenvolvidas, somente a usurpação de bens e coisas alheias podem satisfazê-los.

O prazer psicopático nos ambiciosos está baseado mais em tomar do que em ter. Como a fome que os animais experimentam em relação à presa, os Psicopatas Ambiciosos têm um enorme impulso para a rapinagem, e tratam os demais como se fossem peões num tabuleiro de xadrez de poder.

Além de terem pouca consideração pelos efeitos de sua conduta, sentindo pouca ou nenhuma culpa pelos efeitos de suas ações, como os demais psicopatas, os ambiciosos nunca chegam a sentir que tem adquirido o bastante para compensar suas privações. Independentemente de suas conquistas, permanecem sempre ciumentos e invejosos, agressivos e ambiciosos, exibindo todas vezes que podem, posses e consumo ostentoso.

A maioria deles é totalmente centrada em si mesmos, contribuindo isso para sua comum atitude libertina e em busca de sensações. Esses psicopatas nunca experimental um estado de completa satisfação, sentindo-se não realizados, vazios, desolados, independentemente do êxito que possam ter obtido. Insaciáveis, estão sempre convencidos de que serão sempre despojados de seus direitos e desejos.

Ainda que o subtipo ambicioso seja parecido, em alguns aspectos, ao Psicopata Carente de Princípios, ele exerce uma exploração mais ativa e sua motivação central é manifestada através da inveja e apropriação indevida das posses alheias. O Psicopata Ambicioso experimenta não só um sentimento profundo de vazio, senão também uma avidez poderosa de amor e reconhecimento que, segundo ele, não lhe ofereceram na infância.

4 - O Psicopata Explosivo: diferencia-se das outras variantes pela emergência súbita e imprevista de hostilidade. Estes psicopatas são caracterizados por fúria incontrolável e ataque a outros, furor este freqüentemente descarregado sobre membros da própria família. A explosão agressiva se precipita abruptamente, sem dar tempo de prevenir ou conter. Sentindo-se frustrados e ameaçados, estes Psicopatas Explosivos respondem de uma maneira volátil, daninha e mórbida, fascinando aos demais pela brusca forma com que os surpreende.

Desgostosos e frustrados na vida, estas pessoas perdem o controle e buscam vingança pelos alegados maus tratos a que foram precocemente submetidos. Em contraste com outros psicopatas, esses não se movem de maneira sutil e afável. Pelo contrário, seus ataques explodem incontrolavelmente, quase sempre, sem nenhuma provocação aparente. Esta qualidade de beligerância súbita, tanto quanto sua fúria desenfreada, distingue estes psicopatas dos outros subtipos. Muitos são hipersensíveis aos sentimentos de traição, a ponto de fantasiarem deslealdades o tempo todo.

para referir:
Ballone GJ, Moura EC - Transtornos da Linhagem Sociopática - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.

 


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This Charming Psychopath: How to Spot Social Predators Before They Attack - An excerpt from Dr. Hare's Without Conscience, published by Psychology Today

11.01.12
This Charming Psychopath: How to Spot Social Predators Before They Attack
Written by admin on 24 February 2011

by Robert D. Hare, Ph.D.
(Reproduced with permission. © 2007 Psychology Today All Rights Reserved.)

Jeffrey Dahmer. Ted Bundy. Hannibal Lecter. These are the psychopaths whose stunning lack of conscience we see in the movies and in tabloids. Yet, as this report makes abundantly clear, these predators, both male and female, haunt our everyday lives at work, at home, and in relationships. Here’s how to find them before they find you.

She met him in a laundromat in London. He was open and friendly and they hit it off right away. From the start she thought he was hilarious. Of course, she’d been lonely. The weather was grim and sleety and she didn’t know a soul east of the Atlantic. “Ah, travelers’ loneliness,” Dan crooned sympathetically over dinner. “It’s the worst.” After dessert he was embarrassed to discover he’d come without his wallet. She was more than happy to pay for dinner. At the pub, over drinks, he told her he was a translator for the United Nations. He was, for now, between assignments. They saw each other four times that week, five the week after. It wasn’t long before he had all but moved in with Elsa. It was against her nature, but she was having the time of her life.

Still, there were details, unexplained, undiscussed, that she shoved out of her mind. He never invited her to his home; she never met his friends. One night he brought over a carton filled with tape recorders-plastic-wrapped straight from the factory, unopened; a few days later they were gone. Once she came home to find three televisions stacked in the corner. “Storing them for a friend,” was all he told her. When she pressed for more he merely shrugged. Once he stayed away for three days and was lying asleep on the bed when she came in midmorning. “Where have you been?” she cried. “I’ve been so worried. Where were you?” He looked sour as he woke up. “Don’t ever ask me that,” he snapped. “I won’t have it.” “What-?” “Where I go, what I do, who I do it with-it doesn’t concern you, Elsa. Don’t ask.”

He was like a different person. But then he seemed to pull himself together, shook the sleep off, and reached out to her. “I know it hurts you,” he said in his old gentle way, “but I think of jealousy as a flu, and wait to get over it. And you will, baby, you will.” Like a mother cat licking her kitten, he groomed her back into trusting him. One night she asked him lightly if he felt like stepping out to the corner and bringing her an ice cream. He didn’t reply, and when she glanced up she found him glaring at her furiously. “Always got everything you wanted, didn’t you?” he asked in a strange, snide way. “Any little thing little Elsa wanted, somebody always jumped up and ran out and bought it for her, didn’t they?”

“Are you kidding? I’m not like that. What are you talking about?” He got up from the chair and walked out. She never saw him again.

There is a class of individuals who have been around forever and who are found in every race, culture, society and walk of life. Everybody has met these people, been deceived and manipulated by them, and forced to live with or repair the damage they have wrought. These often charming-but always deadly-individuals have a clinical name: psychopaths. Their hallmark is a stunning lack of conscience; their game is self-gratification at the other person’s expense. Many spend time in prison, but many do not. All take far more than they give.

The most obvious expressions of psychopathy-but not the only ones-involve the flagrant violation of society’s rules. Not surprisingly, many psychopaths are criminals, but many others manage to remain out of prison, using their charm and chameleon-like coloration to cut a wide swathe through society, leaving a wake of ruined lives behind them.

A major part of my own quarter-century search for answers to this enigma has been a concerted effort to develop an accurate means of detecting the psychopaths among us. Measurement and categorization are, of course, fundamental to any scientific endeavor, but the implications of being able to identify psychopaths are as much practical as academic. To put it simply, if we can’t spot them, we are doomed to be their victims, both as individuals and as a society.

My role in the search for psychopaths began in the 1960s at the psychology department of the University of British Columbia. There, my growing interest in psychopathy merged with my experience working with psychopaths in prison to form what was to become my life’s work. I assembled a team of clinicians who would identify psychopaths in the prison population by means of long, detailed interviews and close study of file information. From this eventually developed a highly reliable diagnostic tool that any clinician or researcher could use and that yielded a richly detailed profile of the personality disorder called psychopathy. We named this instrument the Psychopathy Checklist (Multi-Health Systems; 1991).

The checklist is now used worldwide and provides clinicians and researchers with a way of distinguishing, with reasonable certainty, true psychopaths from those who merely break the rules. What follows is a general summary of the key traits and behaviors of a psychopath. Do not use these symptoms to diagnose yourself or others. A diagnosis requires explicit training and access to the formal scoring manual. If you suspect that someone you know conforms to the profile described here, and if it is important for you to have an expert opinion, you should obtain the services of a qualified (registered) forensic psychologist or psychiatrist. Also, be aware that people who are not psychopaths may have some of the symptoms described here. Many people are impulsive, or glib, or cold and unfeeling, but this does not mean that they are psychopaths. Psychopathy is a syndrome-a cluster of related symptoms.

Key Symptoms of Psychopathy

Interpersonal
Emotional Social Deviance
Glib and superficial Impulsive
Egocentric and grandiose Poor behavior controls
Lack of remorse or guilt Need for excitement
Lack of empathy Lack of responsibility
Deceitful and manipulative Early behavior problems
Shallow emotions Adult antisocial behavior
 

Glib and Superficial

Psychopaths are often voluble and verbally facile. They can be amusing and entertaining conversationalists, ready with a clever comeback, and are able to tell unlikely but convincing stories that cast themselves in a good light. They can be very effective in presenting themselves well and are often very likable and charming. One of my raters described an interview she did with a prisoner: “I sat down and took out my clipboard,” she said, “and the first thing this guy told me was what beautiful eyes I had. He managed to work quite a few compliments on my appearance into the interview, so by the time I wrapped things up, I was feeling unusually… well, pretty. I’m a wary person, especially on the job, and can usually spot a phony. When I got back outside, I couldn’t believe I’d fallen for a line like that.”

Egocentric and Grandiose

Psychopaths have a narcissistic and grossly inflated view of their own self-worth and importance, a truly astounding egocentricity and sense of entitlement, and see themselves as the center of the universe, justified in living according to their own rules. “It’s not that I don’t follow the law,” said one subject. “I follow my own laws. I never violate my own rules.” She then proceeded to describe these rules in terms of “looking out for number one.”

Psychopaths often claim to have specific goals but show little appreciation regarding the qualifications required-they have no idea of how to achieve them and little or no chance of attaining these goals, given their track record and lack of sustained interest in formal education. The psychopathic inmate might outline vague plans to become a lawyer for the poor or a property tycoon. One inmate, not particularly literate, managed to copyright the title of a book he was planning to write about himself, already counting the fortune his best-selling book would bring.

Lack of Remorse or Guilt

Psychopaths show a stunning lack of concern for the effects their actions have on others, no matter how devastating these might be. They may appear completely forthright about the matter, calmly stating that they have no sense of guilt, are not sorry for the ensuing pain, and that there is no reason now to be concerned. When asked if he had any regrets about stabbing a robbery victim who subsequently spent time in the hospital as a result of his wounds, one of our subjects replied, “Get real! He spends a few months in hospital and I rot here. If I wanted to kill him I would have slit his throat. That’s the kind of guy I am; I gave him a break.” Their lack of remorse or guilt is associated with a remarkable ability to rationalize their behavior, to shrug off personal responsibility for actions that cause family, friends, and others to reel with shock and disappointment. They usually have handy excuses for their behavior, and in some cases deny that it happened at all.

Lack of Empathy

Many of the characteristics displayed by psychopaths are closely associated with a profound lack of empathy and inability to construct a mental and emotional “facsimile” of another person. They seem completely unable to “get into the skin” of others, except in a purely intellectual sense. They are completely indifferent to the rights and suffering of family and strangers alike. If they do maintain ties, it is only because they see family members as possessions. One of our subjects allowed her boyfriend to sexually molest her five-year-old daughter because “he wore me out. I wasn’t ready for more sex that night.” The woman found it hard to understand why the authorities took her child into care.

Deceitful and Manipulative

With their powers of imagination in gear and beamed on themselves, psychopaths appear amazingly unfazed by the possibility-or even by the certainty-of being found out. When caught in a lie or challenged with the truth, they seldom appear perplexed or embarrassed-they simply change their stories or attempt to rework the facts so they appear to be consistent with the lie. The result is a series of contradictory statements and a thoroughly confused listener. And psychopaths seem proud of their ability to lie. When asked if she lied easily, one woman laughed and replied, “I’m the best. I think it’s because I sometimes admit to something bad about myself. They think, well, if she’s admitting to that she must be telling the truth about the rest.”

Shallow Emotions

Psychopaths seem to suffer a kind of emotional poverty that limits the range and depth of their feelings. At times they appear to be cold and unemotional while nevertheless being prone to dramatic, shallow, and short-lived displays of feeling. Careful observers are left with the impression they are playacting and little is going on below the surface. A psychopath in our research said that he didn’t really understand what others meant by fear. “When I rob a bank,” he said, “I notice that the teller shakes. One barfed all over the money. She must have been pretty messed up inside, but I don’t know why. If someone pointed a gun at me I guess I’d be afraid, but I wouldn’t throw up.” When asked if he ever felt his heart pound or his stomach churn, he replied, “Of course! I’m not a robot. I really get pumped up when I have sex or when I get into a fight.”

Impulsive

Psychopaths are unlikely to spend much time weighing the pros and cons of a course of action or considering the possible consequences. “I did it because I felt like it,” is a common response. These impulsive acts often result from an aim that plays a central role in most of the psychopath’s behavior: to achieve immediate satisfaction, pleasure, or relief.

So family members, relatives, employers, and coworkers typically find themselves standing around asking themselves what happened-jobs are quit, relationships broken off, plans changed, houses ransacked, people hurt, often for what appears as little more than a whim. As the husband of a psychopath I studied put it: “She got up and left the table, and that was the last I saw of her for two months.”

Poor Behavior Controls

Besides being impulsive, psychopaths are highly reactive to perceived insults or slights. Most of us have powerful inhibitory controls over our behavior; even if we would like to respond aggressively we are usually able to “keep the lid on.” In psychopaths, these inhibitory controls are weak, and the slightest provocation is sufficient to overcome them. As a result, psychopaths are short-tempered or hotheaded and tend to respond to frustration, failure, discipline, and criticism with sudden violence, threats or verbal abuse. But their outbursts, extreme as they may be, are often short-lived, and they quickly act as if nothing out of the ordinary has happened. For example, an inmate in line for dinner was accidentally bumped by another inmate, whom he proceeded to beat senseless. The attacker then stepped back into line as if nothing had happened. Despite the fact that he faced solitary confinement as punishment for the infraction, his only comment when asked to explain himself was, “I was pissed off. He stepped into my space. I did what I had to do.” Although psychopaths have a “hair trigger,” their aggressive displays are “cold”; they lack the intense arousal experienced when other individuals lose their temper.

A Need for Excitement

Psychopaths have an ongoing and excessive need for excitement-they long to live in the fast lane or “on the edge,” where the action is. In many cases the action involves the breaking of rules. Many psychopaths describe “doing crime” for excitement or thrills. When asked if she ever did dangerous things just for fun, one of our female psychopaths replied, “Yeah, lots of things. But what I find most exciting is walking through airports with drugs. Christ! What a high!” The flip side of this yen for excitement is an inability to tolerate routine or monotony. Psychopaths are easily bored and are not likely to engage in activities that are dull, repetitive, or require intense concentration over long periods.

Lack of Responsibility

Obligations and commitments mean nothing to psychopaths. Their good intentions-”I’ll never cheat on you again”-are promises written on the wind. Horrendous credit histories, for example, reveal the lightly taken debt, the loan shrugged off, the empty pledge to contribute to a child’s support. Their performance on the job is erratic, with frequent absences, misuse of company resources, violations of company policy, and general untrustworthiness. They do not honor formal or implied commitments to people, organizations, or principles. Psychopaths are not deterred by the possibility that their actions mean hardship or risk for others. A 25-year-old inmate in our studies has received more than 20 convictions for dangerous driving, driving while impaired, leaving the scene of an accident, driving without a license, and criminal negligence causing death. When asked if he would continue to drive after his release from prison, he replied, “Why not? Sure, I drive fast, but I’m good at it. It takes two to have an accident.”

Early Behavior Problems

Most psychopaths begin to exhibit serious behavioral problems at an early age. These might include persistent lying, cheating, theft, arson, truancy, substance abuse, vandalism, and/or precocious sexuality. Because many children exhibit some of these behaviors at one time or another-especially children raised in violent neighborhoods or in disrupted or abusive families-it is important to emphasize that the psychopath’s history of such behaviors is more extensive and serious than most, even when compared with that of siblings and friends raised in similar settings. One subject, serving time for fraud, told us that as a child he would put a noose around the neck of a cat, tie the other end of the string to the top of a pole, and bat the cat around the pole with a tennis racket. Although not all adult psychopaths exhibited this degree of cruelty when in their youth, virtually all routinely got themselves into a wide range of difficulties.

Adult Antisocial Behavior

Psychopaths see the rules and expectations of society as inconvenient and unreasonable impediments to their own behavioral expression. They make their own rules, both as children and as adults. Many of the antisocial acts of psychopaths lead to criminal charges and convictions. Even within the criminal population, psychopaths stand out, largely because the antisocial and illegal activities of psychopaths are more varied and frequent than are those of other criminals. Psychopaths tend to have no particular affinity, or “specialty,” for one particular type of crime but tend to try everything. But not all psychopaths end up in jail. Many of the things they do escape detection or prosecution, or are on “the shady side of the law.” For them, antisocial behavior may consist of phony stock promotions, questionable business practices, spouse or child abuse, and so forth. Many others do things that, though not necessarily illegal, are nevertheless unethical, immoral, or harmful to others: philandering or cheating on a spouse to name a few.

Origins

Thinking about psychopathy leads us very quickly to a single fundamental question: Why are some people like this? Unfortunately, the forces that produce a psychopath are still obscure, an admission those looking for clear answers will find unsatisfying. Nevertheless, there are several rudimentary theories about the cause of psychopathy worth considering. At one end of the spectrum are theories that view psychopathy as largely the product of genetic or biological factors (nature), whereas theories at the other end posit that psychopathy results entirely from a faulty early social environment (nurture). The position that I favor is that psychopathy emerges from a complex-and poorly understood-interplay between biological factors and social forces. It is based on evidence that genetic factors contribute to the biological bases of brain function and to basic personality structure, which in turn influence the way an individual responds to, and interacts with, life experiences and the social environment. In effect, the core elements needed for the development of psychopathy-including a profound inability to experience empathy and the complete range of emotions, including fear-are in part provided by nature and possibly by some unknown biological influences on the developing fetus and neonate. As a result, the capacity for developing internal controls and conscience and for making emotional “connections” with others is greatly reduced.

Can Anything Be Done?

In their desperate search for solutions people trapped in a destructive and seemingly hopeless relationship with a psychopath frequently are told: Quit indulging him and send him for therapy. A basic assumption of psychotherapy is that the patient needs and wants help for distressing or painful psychological and emotional problems. Successful therapy also requires that the patient actively participate, along with the therapist, in the search for relief of his or her symptoms. In short, the patient must recognize there is a problem and must want to do something about it. But here is the crux: Psychopaths don’t feel they have psychological or emotional problems, and they see no reason to change their behavior to conform with societal standards they do not agree with. Thus, in spite of more than a century of clinical study and decades of research, the mystery of the psychopath still remains. Recent developments have provided us with new insights into the nature of this disturbing disorder, and its borders are becoming more defined. But compared with other major clinical disorders, little research has been devoted to psychopathy, even though it is responsible for more social distress and disruption than all other psychiatric disorders combined. So, rather than trying to pick up the pieces after the damage has been done, it would make far greater sense to increase our efforts to understand this perplexing disorder and to search for effective early interventions. The alternatives are to continue devoting massive resources to the prosecution, incarceration, and supervision of psychopaths after they have committed offenses against society and to continue to ignore the welfare and plight of their victims. We have to learn how to socialize them, not resocialize them. And this will require serious efforts at research and early intervention. It is imperative that we continue the search for clues.

A Survival Guide

Although no one is completely immune to the devious machinations of the psychopath, there are some things you can do to reduce your vulnerability.

Know what you are dealing with. This sounds easy but in fact can be very difficult. All the reading in the world cannot immunize you from the devastating effects of psychopaths. Everyone, including the experts, can be taken in, conned, and left bewildered by them. A good psychopath can play a concerto on anyone’s heart strings.

Try not to be influenced by “props.” It is not easy to get beyond the winning smile, the captivating body language, the fast talk of the typical psychopath, all of which blind us to his or her real intentions. Many people find it difficult to deal with the intense, “predatory state” of the psychopath. The fixated stare, is more a prelude to self-gratification and the exercise of power rather than simple interest or empathic caring.

Don’t wear blinders. Enter new relationships with your eyes wide open. Like the rest of us, most psychopathic con artists and “love-thieves” initially hide their dark side by putting their “best foot forward.” Cracks may soon begin to appear in the mask they wear, but once trapped in their web, it will be difficult to escape financially and emotionally unscathed.

Keep your guard up in high-risk situations. Some situations are tailor-made for psychopaths: singles bars, ship cruises, foreign airports, etc. In each case, the potential victim is lonely, looking for a good time, excitement, or companionship, and there will usually be someone willing to oblige, for a hidden price. Know yourself. Psychopaths are skilled at detecting and ruthlessly exploiting your weak spots. Your best defense is to understand what these spots are, and to be extremely wary of anyone who zeroes in on them.

Unfortunately, even the most careful precautions are no guarantee that you will be safe from a determined psychopath. In such cases, all you can do is try to exert some sort of damage control. This is not easy but some suggestions may be of help:
1. Obtain professional advice. Make sure the clinician you consult is familiar with the literature on psychopathy and has had experience in dealing with psychopaths.

2. Don’t blame yourself. Whatever the reasons for being involved with a psychopath, it is important that you not accept blame for his or her attitudes and behavior. Psychopaths play by the same rules-their rules-with everyone.

3. Be aware of who the victim is. Psychopaths often give the impression that it is they who are suffering and that the victims are to blame for their misery. Don’t waste your sympathy on them.

4. Recognize that you are not alone. Most psychopaths have lots of victims. It is certain that a psychopath who is causing you grief is also causing grief to others. Be careful about power struggles. Keep in mind that psychopaths have a strong need for psychological and physical control over others. This doesn’t mean that you shouldn’t stand up for your rights, but it will probably be difficult to do so without risking serious emotional or physical trauma.

5. Set firm ground rules. Although power struggles with a psychopath are risky you may be able to set up some clear rules-both for yourself and for the psychopath-to make your life easier and begin the difficult transition from victim to a person looking out for yourself.

6. Don’t expect dramatic changes. To a large extent, the personality of psychopaths is “carved in stone.” There is little likelihood that anything you do will produce fundamental, sustained changes in how they see themselves or others.

7. Cut your losses. Most victims of psychopaths end up feeling confused and hopeless, and convinced that they are largely to blame for the problem. The more you give in the more you will be taken advantage of by the psychopath’s insatiable appetite for power and control.

8. Use support groups. By the time your suspicions have led you to seek a diagnosis, you already know that you’re in for a very long and bumpy ride. Make sure you have all the emotional support you can muster.

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