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Psicopatas muito cuidado você pode estar convivendo com um

15.02.12

  O PERFIL Fala-se em psicopata e muita gente imagina um indivíduo aterrorizante, com uma cara ameaçadora, tipo Freddie Kruger, do filme Sexta-Feira 13. Mas na é nada disso – e aí é que está o perigo. Geralmente, um psicopata é bonito, elegante, bem vestido e bem educado, culto, bem falante, delicado e extremamente simpático. Estamos usando só adjetivos masculinos porque a maioria deles é homem, embora existam também algumas mulheres. Por baixo dessa aparência tão atraente, porém, pode estar escondido um assassino frio e cruel, que sente prazer em matar. A psicopatia tem o nome científico de transtorno de personalidade antissocial. Trata-se de uma perturbação psicológica que se caracteriza por uma deturpação do caráter. O psicopata carece de sentimentos, é insensível, indiferente os sentimentos alheios, manipulador das pessoas, egocêntrico ao extremo, não sente remorso nem sentimento de culpa com relação aos atos cruéis que pratica. Apesar disso é dotado de um raciocínio que, muitas vezes, chega a ser brilhante. Nos casos mais graves estão incluídos os serial killers, sádicos etc. CAUSAS A psicopatia ainda é um mistério para a psiquiatria e a psicologia. Há inúmeros estudos e discussões a respeito do tema, sem que se chegue a uma conclusão definitiva. Pesquisas recentes apontam, com relativa certeza, três causas principais para o distúrbio: disfunções cerebrais/biológicas (ou traumas neurológicos), predisposição genética e traumas psicológicos na infância (assédio moral ou sexual, negligência, violência, separação dos pais etc.) PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS No caso dos homens, a psicopatia geralmente se manifesta antes dos 15 anos. Já nas mulheres, pode ficar oculta por muitos anos, talvez porque as psicopatas são mais discretas. Nelas, o distúrbio tende a se manifestar no início da idade adulta e as acompanha até o fim da vida. Algumas características de um psicopata são: Desrespeito e violação dos direitos dos outros, que ocorrem desde os 15 anos. Fracasso em se adaptar às normas sociais; Fracasso em fazer planos para o futuro; Irritabilidade e agressividade, frequentes lutas corporais ou agressões físicas. Desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia. Irresponsabilidade indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento conveniente no trabalho ou de cumprir obrigações financeiras; Ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa. Conduta sexual exagerada e inadequada, via de regra com vários parceiros, sem qualquer ligação afetiva.  http://www.vocesabia.net/saude/psicopatas-voce-pode-estar-convivendo-com-um/ Os psicopatas são indivíduos exemplares, bem educados e gentis, sociáveis e simpáticos. São indivíduos que a maioria das pessoas jamais imaginaria serem capazes de alguma atrocidade. Quando cometem algum tipo de crime, as pessoas que os conhecem ficam surpresas e têm dificuldade em acreditar nas histórias.. Um ponto comum entre os psicopatas é o ambiente familiar, Todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado, marcado por constantes discussões e brigas. Suzane Louise von Richthofen: acusada de ter planejado a morte dos próprios pais com a ajuda de um namorado e do irmão deste. Foi condenada a 39 anos de prisão e está presa, em regime fechado Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”: estuprou, torturou e matou, pelo menos, seis mulheres e atacou outras nove. Vários corpos das vítimas foram achados no Parque do Estado, região Sul da capital paulista. Foi condenado a 270 anos de prisão e afirma que “é guiado pela palavra de Deus” e se considera uma pessoa normal. Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos: esquartejou a inglesa Clara Marie Burke, de 17 anos, em 2008 e fotografou o cadáver mutilado. No seu celular, a polícia encontrou a foto, sem os antebraços e as pernas. A cabeça, decepada, estava em cima do tronco. Está preso, condenado a 21 anos de prisão. Silvia Calabrese Lima: torturou uma menina de 12 anos que morava com ela. A garota foi achada em seu apartamento, acorrentada, com uma mordaça embebida em pimenta, dedos e dentes quebrados, unhas arrancadas e marcas de queimaduras com ferro de passar em todo o corpo. Interrogada, não demonstrou qualquer arrependimento e disse que estava apenas “educando a menina”. Ator Guilherme de Pádua: depois de assassinar a atriz Daniela Perez a golpes de punhal, em dezembro de 1992, foi ao velório dar os pêsames à mãe da vítima, a escritora de novelas Glória Perez e ao marido da vítima, o ator Raul Gazolla. Durante o interrogatório, não demonstrou qualquer emoção e relatou o assassinato tranquilamente. Atualmente, está em liberdade, depois de cumprir sete dos 19 anos de prisão a que foi condenado. Gilmar Alberto Wasckman, o “Canibal Gay”: cumpre 16 anos de prisão por ter assassinado um homem e comido os seus órgãos. Francisco das Chagas Rodrigues Filho: entre 1991 e 2003, castrou e matou 42 meninos, no Maranhão e no Pará. Considerado um dos maiores e mais cruéis serial killers do Brasil.   Tenha muito cuidado Portanto, leitor(a), tenha muito cuidado, porque aquela pessoa bonita, elegante, simpática e inteligente que você conhece e que tanto atrai você, pode estar planejando o seu assassinato. Sabe como é, hoje em dia, nunca se sabe…

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Historia real, relato de um sociopata

09.02.12

Sou aquele que tem obsessões, que têm objetivos, que os alcança e nem me arrependo das conseqüências, mesmo que elas sejam prazerosas. Eu sou um Sociopata imoral que brinca com os sentimentos das pessoas, que joga em dois lados e mistura todas as opções em uma melhor. Sou alguém que sente prazer em ver alguém amar, mas eu simplesmente não amo. Estou por todos os lados, meus olhos fixos em suas atitudes mais estranhas e perturbadoras. Sou uma águia observadora que procura os melhores para a destruição. Durante minha vida estive confuso sobre meus sentimentos e minhas manias. O que há entre o ódio e o amor? Eu? Sim. Resolvi que o melhor modo de aproveitar isso é simplesmente fazendo. Eu adoro iludir as pessoas. Vê-las olhando-me como um objeto de desejo. Gosto de fazê-las sentir menores, mas o prazer e a pena vêm ao mesmo tempo em meu coração. Que tipo de pessoa eu sou? Todos amam e apenas vivem sua vida. Eu vivo a vida destruindo corações e fazendo com que as pessoas se ajoelhem aos meus pés, peçam perdão ou mesmo implorando pelo meu amor... Algo que eu não sou capaz de dar. Mulheres de toda parte olham-me e desejam tocar meu corpo, desejam sentir minhas curvas e ouvir aquelas lindas palavras que um dia eu recitei para as amigas delas. Elas querem ver meu rosto de anjo pedindo por um beijo, e depois, recusando-o. Querem que eu sorria pra elas, e depois, ignoro-as. Eu sou o monstro dos sentimentos, que pouco se importa, mas quero conhecer a todos, mesmo que superficialmente. Normalmente, sou normal, mas as vezes, quando não consigo algo, torno-me obisessivo e apenas quero o que quero, sem importar as barreiras, apenas faço, sinto prazer e nem me arrependo... Mas o prazer irá sempre predominar sobre minha alma." História real Sou apenas uma ouvinte

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Psicopatia e Violência Urbana

29.01.12

Psicopatia e Violência Urbana Renato Sabbatini O recente episódio da morte de João Acácio da Costa, o "Bandido da Luz Vermelha", assinado a tiros em Santa Catarina, é bastante revelador sobre o precário estado da internação judicial de psicopatas no Brasil. O caso em questão foi muito polêmico, pois ele foi solto após ter cumprido integralmente pena em regime fechado, à qual foi condenado por uma série de 88 assaltos, latrocínios e estupros horripilantes em São Paulo nos anos 60. Estranhamente, os laudos psiquiátricos feitos de última hora opinavam que "os seus episódios psicóticos anteriores tinham sido de natureza benigna (sic)", e que ele era "absolutamente capaz de retornar ao convívio social". Com base nesse parecer, a Justiça soltou-o, alegando não poder reter em prisão um condenado comum que tinha cumprido o período máximo de encarceramento, que é de 30 anos. Deu no que tinha que dar. Depois de vários episódios indicadores de desadaptação aguda, distúrbios mentais, suspensão do tratamento, breve reinternação e retorno da agressividade, ele foi morto com um tiro na cabeça em uma briga de bar. O que se deve fazer com os psicopatas e sociopatas crônicos e irrecuperáveis, que apresentam comportamento altamente agressivo e violento ? Evidentemente, eles não podem viver de forma autônoma na sociedade, pois sempre acabam por causar mais tragédias, crimes e sofrimento. Não é culpa deles, mas sim de seus cérebros danificados, sem possibilidade de cura clínica. Todos os países razoavelmente organizados têm um sistema de detenção em manicômio judicial por período indeterminado para casos como esses. No Brasil, e em outros países, há quem defenda pura e simplesmente a pena de morte para pessoas assim (nos Estados Unidos, o inspirador do apelido dado a João Acácio, o assassino e estuprador Caryl Chessman foi executado em câmera de gás, em maio de 1960, por 17 crimes), mas na maior parte das democracias os criminalmente insanos são declarados inimputáveis, pois são irresponsáveis legalmente (devido à doença mental, eles não têm o famoso "livre arbítrio"), e, se oferecem perigo para a sociedade são trancafiados para todo o sempre. Quem não se lembra do impressionante porão onde o Dr. Hannibal Lecter, o médico canibal, era mantido preso, no filme "O Silêncio dos Inocentes" ? Evidentemente, a justiça não é cega, e, algumas vezes, é imperfeita. Muita gente que é louca vai parar na cadeia comum, e acaba solta depois de um certo tempo, como aconteceu com o Bandido da Luz Vermelha (ele deveria ter continuado em tratamento na casa de custódia, mas, ao ser transferido para a Penitenciária do Estado, ficou elegível para a soltura). Outros não são insanamente violentos, mas vão parar no manicômio judiciário e lá ficam esquecidos do mundo. Como conseqüência de erros como esses, e dos abusos rampantes contra os direitos humanos que prevaleciam (e ainda prevalecem) em muitos hospitais psiquiátricos, que mantêm seus pacientes em condições sub-humanas (lembrem-se das reportagems sobre o Juqueri), houve um movimento antipsiquiátrico muito importante no passado, o que levou a uma mudança significativa nos critérios de internamento de psicopatas. Um dos seus expoentes, o psiquiatra americano Thomas Sasz, chegou a declarar que a esquizofrenia e outras síndromes psiquiatricas graves, crônicas e incuráveis, não eram doenças, mas sim "estratégias utilizadas pelos indivíduos para se adaptar a um mundo hostil ao seu modo de vida". E que, portanto, eles só iriam piorar ao serem submetidos a um regime fechado de internação, devendo serem tratados em casa, em contato com a sociedade. Como resultado desse movimento, dezenas de milhares de casos irrecuperáveis foram jogados nas ruas, à sua própria sorte, num dos episódios mais estarrecedores da história moderna da medicina. Uma parcela considerável dos "homeless", dos loucos de rua e andarilhos que vagam por aí saíram dessa multidão de desassistidos e sem esperança. Gente que fala sozinha na ria, gesticula, etc., estão tendo quadros alucinatórios, típicos da esquizofrenia. Não deveriam estar soltos, principalmente se não têm parentes nem recursos para comprar medicamentos que precisam ser tomados constantemente, sob supervisão, para controlar a doença mental. Hoje, sabemos que a esquizofrenia, a psicose maníaco-depressiva, o transtorno obsessivo-compulsivo, etc., são distúrbios biológicos do cérebro, e que de forma nenhuma se poderia encarar seu portador sob o prisma da "normalidade" social. Alguns psicopatas e sociopatas são tão agressivos e violentos, que necessitam internação compulsória e vitalícia, para proteção da própria sociedade e deles mesmos. Diversos casos recentes que chamaram a atenção da imprensa, como o homem que degolou uma criança que tomou como refém em um assalto, do desempregado que invadiu uma loja em Campinas e ameaçou uma funcionária, e outros, mostram uma história típica de paranóia (sentem que o mundo os ameaça, existe gente querendo matá-los, há um complô contra eles) e de alucinações auditivas e visuais (vozes, visões ameaçadoras ou que os impulsionam a cometer atos violentos). Existem também os criminosos com a síndrome de descontrole (são pessoas que depois alegam terem tido "um branco", uma raiva incontrolável, que os levaram a "perder a cabeça") e que pode ter muitas causas. Finalmente existem pessoas com epilepsia "condutopática" (algo que não existe em Medicina, mas reconhecidamente existem certas epilepsias do lobo temporal e do sistema límbico que levam à crises de violência incontrolável), com tumores cerebrais, ou alterações graves produzidas pelo uso de drogas, inclusive álcool. Casos como o do Bandido da Luz Vermelha mostram a inoperância cretina do sistema penal brasileiro, e dos seus inúmeros desvãos, pelos quais escapam gente clinicamente inepta para o convívio social, que só podem levar a mais desgraças. Creio que uma parcela considerável dos crimes cometidos contra pessoas inocentes têm origem em psicopatias e alterações neuropsiquiátricas de seus perpetradores. Quando vamos aprender a nos defendermos efetivamente contra esse tipo de indivíduo ?

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Sociopata nasce e morre sociopata

26.01.12

Um sociolata nasce sociopata ou torna-se um? sociopatas não sentem culpa e remorsos, são desprovidos de sentimentos, cujo objectivo é o prazer imediato sem pensar no prejuízo que pode causar aos demais. O não olhar a meios para atingir os fins. São megalómanos, narcisicos e sem freios para os seus impulsos, acham-se os melhores. Essas necessidades urgentes podem ser de dinheiro para cigarros (alguém dá) ou para sexo (alguém dá), independentemente do certo e errado, manipulando pessoas que podem ser um familiar sem recursos ou uma madura sem estima. Depois de conseguido o quer, passa para o próximo objectivo sem se preocupar com as consequências e com quem é envolvido no processo. São vilões mas fazem passar-se por vitimas. Há hereditariedade comprovada, mas ainda não é certo que o meio seja determinante. Há sociopatas filhos únicos de pais narcisistas, ou filhos de famílias numerosas (geralmente o mais novo) sem sensação de afecto da mãe e tendências psicopatas de pai.  Durante a adolescente há um comportamento irresponsável de faltas escolares e muitas vezes de reprovações consecutivas sem que demonstre preocupação com futuro, histórico de agressões, marginalidade. Mesmo quando tem uma habilidade especial (por exemplo para o desporto ou música) não fazem nada para a desenvolverem, até por preguiça, apesar de gostarem que os outros refiram essa característica ao estilo "eu sou bom, mas não faço nada por isso". No trabalho são pessoas que não conseguem manter o lugar, criando conflitos com chefias e colegas, são preguiçosos e tendem a cometer fraudes. As mentiras consecutivas e a irresponsabilidade por não cumprirem horas nem objectivos acabam por ser determinantes. No entanto dizem "eu sou o melhor funcionário, eles é que..." e nos negócios diz-se sempre com pouca sorte com os sócios. Finge que procura trabalho, mas só quer viver às custas de alguém. Por vezes mostram o seu ódio e irritabilidade com o mundo, nomeadamente tribunais, bancos, policia ou políticos. Mostra rebeldia e é vingativo, o oposto das regras sociais. No grupo são muitas vezes vistos como divertidos mas ao mesmo tempo loucos, seres estranhos. Exibicionismo patológico, ser o "mais notado" muitas vezes pelas piores razões. Para os mais desconfiados e experientes, eles são pessoas a manter longe. Não tem verdadeiramente amigos, até porque qualquer relação com eles só existe enquanto for rentável em dinheiro, posição ou outro interesse, mantendo apenas os mais incautos com uma estima baixa que gostam de ser visto como o "amigo de", independente dos prejuízos que a relação lhes causa, até que um dia se vem enredados em situações limites de grandes perdas (financeiras, familiares ou mesmo profissionais). O exemplo do sociopata passa a viver em casa do amigo, limpando o frigorifico, sem dividir qualquer despesa enquanto está num situação temporária que se prolonga indefinidamente. Pelas costas critica os amigos, apelidando-os de burros, sem berço, inábeis ou desonestos. E que tem sorte de o conhecerem e de poderem contar com a sua "amizade", até porque sem ele não são ninguém. Nas relações amorosas é um oportunista, aproveitador de pessoas menos experientes, que ele manipula como bem quer e enquanto quer. Consegue ter relações simultâneas sem sentir remorsos ("eu sou assim"), sempre com a mesma cara de pau, usando as peças conforme as suas necessidades. O sexo não é um objetivo, mas uma forma de mostrar que ganhou o jogo. No entanto mostra se interessar por sexo, falando constantemente sobre o  assunto, tendo comportamentos impróprios que vão desde se despir como apalpar alguém  em público. Gostam de contar as suas conquistas. O sexo é irresponsavel, sempre desprotegido, como uma ruleta russa. Não ama, apenas usa. Tem sentido de posse, conseguindo manter várias pessoas na vida (mulher, ex-mulher, amante, namorada e casos) transformando-as em coisas, que cada vez ficam com uma estima mais baixa, com mais problemas financeiros e familiares, o que enche o superego do psicopata. Adora que sintam ciúmes dele. Se uma ex está com outro, ele não tem ciúmes mas fica furioso por perder o controle da vida dela. Usa a mentira, intriga e passa falsas informações por forma a sair sempre como vitima, conseguindo colocar uns contra os outros, ficando a rir e sentindo-se o melhor, o mais importante e o mais querido por todas. Convence as vitimas que elas necessitam de apoio psiquiátrico, afasta-as de família e amigos para que vivam apenas para o servir. Controla a vida delas, mas não admite ser controlado. Gosta de mostrar que tem facilidades nas situações (as mulheres conquistadas ou uma outra outra qualquer habilidade), demonstrando que não tem culpa por ter esse dom, sem remorsos, mostrando que não sabe o que quer e que apenas é uma vitima dos outros. Próprio de alguém imaturo e infantil. Os sinais que dá são contraditórios, de forma a confundir as pessoas (estilo "não quero uma relação" mas vai ficando, aproveitando-se das vitimas), ao mesmo tempo consegue que todas se sintam as mais importantes e com sorte que ele lhes dê por vezes uma migalha de atenção. Não protege, nem cuida, no entanto exige ser cuidado, geralmente é muito exigente. É ingrato. Capaz de em minutos ir de um extremo ao outro, da risada aos gritos. Adora falar de si e quando ouve o outro tem como objectivo retirar proveito à posteriori das informações que lhe dão. Em relação à família (filhos, irmãos, pais) diz que são importantes, no entanto atua de forma que o contradiz. Na realidade não ama, não sente saudades ou quer cuidar, apenas os trata como peças que lhe podem ser úteis. Gosta de vangloriar dos feitos dos outros, dando a entender que é o responsável, no entanto não sente saudade, afeto, apenas embotamento sentimental. Há agressão verbal e física, que passado pouco tempo já nem se lembra, mas que para as vitimas são situações marcantes. Como não tem sentimentos e nunca demonstra gratidão. Os outros existem para o servir.  Não sente remorsos se os abandonar. Em relação à morte de alguém próximo pode teatralizar tristeza, mas a realidade é que não consegue sentir, nem percebe como os outros deprimem. Usa substancias que o ajudam na desinibição para as suas exibições, tendencialmente a ficar dependente de álcool sem nunca o admitir. Mantém vida boêmia e irresponsável. Complexo de edipo forte. Não faz planos, mas gosta de se fazer de vitima sobre o seu futuro. Desta forma envolve o interlocutor no seu futuro, mostrando que espera que o ajudem. Faz tudo de forma tão subtil que os mais inocentes pensam que se trata de alguém desprendido, o que é exatamente o contrario da realidade. A realidade é que ele pensa   qual das pessoas será usada para seu bem estar. As sociedade deve preocupar-se com as vitimas do sociopata e não com eles. Os tratamentos não são eficazes porque não aceitam que são doentes. A única solução passa por encarceramento em prisão ou ala psiquiátrica. As suas vitimas ficam em situações limites financeira e de saúde, chegando a cometer suicídio, enquanto eles procuram novas vitimas dizendo-se com a consciência tranqüila, mas interiormente sadicamente felizes. Nem todos os sociopatas são serial killers, mas podem tornar-se num. Geralmente são demasiado preguiçosos para planear um crime, mas podem comete-lo num acto de impulsividade (no transito, numa discussão ou em qualquer contrariedade fútil). Se tem um sociopata na sua vida, fuja. Eles não tem cura. Nem os profissionais conseguem, quanto mais alguém envolvido com um ser tão doente e perigoso. Reze para que o sociopata lhe tenha causado o menos estragos na sua vida. Siga o seu caminho, apenas com alguém que seja seu amigo e goste de si. E faça um favor à sociedade e denuncie-os. Dessa forma tentará que outras vidas não se percam desnecessáriamente.

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Sociolata futebol

26.01.12

Sociopatia Um indivíduo em cada vinte cinco pessoas é sociopata. Isso significa que , estatisticamente falando, você interage com sociopatas o tempo todo. A maioria deles não são  homicidas, nem "Serial Killers", mas apresentam um potencial danoso enorme para o equilíbrio social. Recentemente ficamos chocados com um crime que ocorreu no meio futebolístico. Em entrevista, o principal suspeito declarou,  a uma revista de circulação nacional, a seguinte frase " Eu tenho a consciência tranquila." A sociedade se baseia em regras de boa convivência, respeito aos direitos coletivos, preservação das normas, comportamento responsável, cumprimento de obrigações pessoais e familiares. Esses indivíduos sociopatas descumprem esse código de conduta repetidamente e não sentem culpa por fazê-lo. Os sociopatas são desprovidos de consciência. A consciência só pode ser tranquila neste caso citado se for inexistente. Pessoas normais sentem culpa ( até de coisas pelas quais  não são responsáveis). Os sociopatas não sentem culpa, sabem o que estão fazendo( por isso, são imputáveis pelos crimes) , predam o mundo, buscando sempre os seus benefícios em detrimento dos outros, "eliminando", em maior ou menor grau, qualquer obstáculo. As pessoas desavisadas acreditam que todos são essencialmente confiáveis. Por não investigarem acuradamente o comportamento dos outros, caem em armadilhas perigosas. São exploradas, iludidas, torturadas, logradas, sugadas, assassinadas, esquartejadas, pagando um preço alto. http://www.marcosrferreira.com/ As condições que nos levam a pensar em sociopatia incluem: envolvimento repetitivo com delitos, mentiras, uso e abuso de substâncias entorpecentes, "vida boêmia e irresponsável", "autovitimização", desmotivação para o trabalho( o que se confunde com depressão), envolvimento com amizades ligadas à contravenção. Cabe a todos ficarem atentos para não caírem na armadilha nefasta da sociopatia que domina os nossos tempos. "Quando os bons se omitem, uma minoria peçonhenta triunfa." Eu recomendo que  vocês comprem essa revista de circulação nacional e leiam a reportagem.Não poderia haver uma melhor descrição do cotidiano comportamental de um sociopata, nem mesmo em livros de psicopatologia psiquiátrica. Os sociopatas falam sem o menor sinal de emoção. Quando perguntado sobre a vítima, o suspeito resignou-se a dizer que "ainda ia rir muito disso tudo"( divulgado na televisão, mas não na revista).Vamos aos pontos altos , em trechos selecionados da revista. ..." Era uma orgia só", "uma p...", " rezo para que a E apareça."( bonzinho), " Vou brigar pela guarda"( pai amoroso, snif, snif, quase me emociono), "Ela disse que tinha gente atrás dela"( distorção da história, aproveitando para jogar a culpa em alguém)... Quando entrou em contradição( mentiras demais), simplesmente emendou a história... " É que quando...", ou preferiu não responder ..." Não sei dizer o dia". " Quem tem que provar o que está dizendo é quem está me acusando"...( isso mesmo, ou você se entregaria, sabichão?). Não podemos minimizar a origem desses "craques". O fato de serem bem-sucedidos no futebol não vai modificá-los na sua essência. Vai  apenas intensificar os traços sociopáticos. Como diz o velho ditado, " um tolo e muito dinheiro fazem uma grande bagunça". E a bagunça alimentada por dinheiro, fama, orgias, ostentação, exibicionismo, vai crescer até chegar ao crime. Outros craques oriundos de favelas tomadas por traficantes já protagonizaram comportamentos sociopáticos.  Nas palavras de um outro atacante, cujos "amigos " são traficantes, " Não vou deixar as minhas raizes."( isso mesmo, não vai, está nos seus genes, na sua essência mental). Quando são flagrados, inventam histórias absurdas, sempre na tentativa de passarem por vítimas ou bonzinhos. Não é dinheiro para o tráfico, é para "cestas básicas".( snif, snif, quase me emociono). E assim seguem, porque são sociopatas. E sociopatas  são irrecuperáveis. Lugar de sociopata é trancafiado numa cadeia, longe da convivência humana. Só assim estaremos seguros.

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Relações psicopáticas

25.01.12

RELAÇÕES (RALAÇÕES) PSICOPÁTICAS 

Ele é meu, sai do meu caminho.

Não saio porque ele é meu.

Ah sim? Pois eu vou até às últimas consequências!

Então vai, se isso te dá prazer! Mas eu vou ainda mais longe.

Ele é meu, toma lá este ácido na fuça.

É meu, toma lá este tiro na cabeça.

Não é teu, é meu…

Enquanto as duas doidas disputam a quem ele “pertence”, ele vai aproveitando para procurar outras ainda para que haja mais e mais taradas a “lutar por ele” e é aí que esse psicopata vai buscar inspiração para obter a satisfação sexual por saber que “é desejado e cobiçado” por muitas e muitas desequilibradas obcecadas que não têm auto-estima nem carácter.

http://comunidade.sol.pt/blogs/marilulu/archive/2010/03/24/RELA_C700D500_ES-_2800_RALA_C700D500_ES_2900_-PSICOP_C100_TICAS.aspx

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Casos sociopata. O amante do Mossad.

25.01.12
Maria Aparecida Lima da Silva, chamada por todos de Cida, estava tão concentrada na tela do computador, numa tarde de agosto de 2005, que nem se dava conta do burburinho na sala que dividia com outros dezenove funcionários do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Vestindo um tailleur elegante e sapatos de salto alto, ela teclava com rapidez e um sorriso estampado na face. Por volta das quatro da tarde, as colegas da seção de multimídia a chamaram para o lanche. No caminho para a copa, ela puxou para um canto a amiga Diani Lima, com quem trabalhava havia dezessete anos, e fez uma confidência: "Conheci um judeu na internet. Ele é tão inteligente, tão educado, que nem quero falar muito para não dar azar."

Meses antes, Cida se inscrevera numa agência de namoros e também começara a freqüentar salas de bate-papo da internet. Chegou a se encontrar com dois rapazes com quem trocara mensagens, mas não houve empatia. Ao contrário de boa parte dos usuários desse serviço on-line, ela se apresentava como era de fato: morena, 35 anos, 1,61 metro de altura, 60 quilos, funcionária pública, independente, em busca de relacionamento sério.

Cida morava com os pais, mas mantinha uma quitinete num prédio com academia e piscina, que usava esporadicamente. Saía nos fins de semana com as amigas, nunca perdia um aniversário e, segundo elas, levava sempre o presente mais caro. Pagava as prestações do apartamento, dirigia um carro novo e conseguia economizar parte do salário de 13 mil reais. Os amigos e a família a descrevem como sensata, organizada, metódica e séria.

Mas Cida tinha um problema. Desde que a irmã mais nova anunciara o noivado, ela havia se atribuído a missão de encontrar, ela também, um marido. Seu último romance terminara cinco anos antes - e terminara mal. O rapaz, colega de repartição, nunca assumira o namoro em público, e justificou a ruptura dizendo a Cida que ela era "velha demais". A moça emagreceu 10 quilos, consultou-se com um psiquiatra e passou a tomar remédios de tarja preta. Às amigas, dizia que o que lhe faltava na vida era "um grande amor".

Muito atenta à aparência, Cida compensava a ausência de beleza investindo no guarda-roupa e na malhação. Comprava sapatos e bolsas de grife, preferia tons escuros e gastava com jóias discretas. Três vezes por semana, os cabelos encaracolados e tingidos de castanho eram domados por escovas e alisamentos. Seus olhos escuros, emoldurados por sobrancelhas bem finas, definidas à pinça, eram sempre circundados a lápis. Fissurada em dietas, procurava manter o peso com aulas de Jump Fit, nas quais se repete uma coreografia dando pulos sobre uma cama elástica.

O judeu da internet de quem Cida falou à amiga se chamava Youssef. Havia algo de misterioso nele. Com 34 anos, media 1,82 metro, tinha porte atlético, boca carnuda e sobrancelhas grossas, permanentemente franzidas - o que configurava um semblante másculo, preocupado e, talvez, atormentado. Era polido e não falava de familiares, de amigos nem de colegas. Nas mensagens, queixava-se de tristeza e solidão.

Youssef contou um dia a Cida que era agente de carreira do Mossad (Instituto de Informação e Operações Especiais), o temido serviço secreto israelense. Sua função, disse, envolvia espionagem e ações antiterroristas. Estava lotado como funcionário burocrático na Embaixada de Israel e viajava com freqüência para Tel-Aviv, onde fica a sede da organização. Para uma mulher na faixa dos 35 anos e sem namorado, que ainda dormia no quarto de adolescência e era a única solteira entre as amigas, Youssef era o protótipo do príncipe encantado.

Cida deixou escapar detalhes sobre a correspondência virtual com Youssef, sem jamais mencionar o seu nome. Ele lhe escrevia sobre seus hobbies - mergulho e futebol -, filmes recentes, lugares visitados, a solidão imposta pela profissão, o judaísmo e o conflito palestino-israelense. Cida disse a colegas que pretendia se matricular num curso de hebraico: estava fascinada pela religião do "novo amigo".

Num dos bate-papos, Cida, que já sabia que Youssef dirigia um carro importado vermelho, quis saber mais. "Onde você mora?", perguntou. "Numa 200 da Asa Sul", respondeu o agente. Era uma informação tão etérea quanto saber que alguém vive em Uberaba: em Brasília, há dezesseis quadras 200, cada uma com pelo menos dez edifícios, e esses com, no mínimo, 48 apartamentos. "Ela percorreu quadra por quadra para descobrir onde ele morava", contou-me Inácia Lino, comadre e amiga de trabalho de Cida, na sua sala no Superior Tribunal de Justiça.

Como é de praxe em contatos pela internet, depois de várias conversas Cida e Youssef marcaram um encontro. Gostaram um do outro. A imprudência interferiu: logo na primeira noite juntos, ela engravidou. Cida não contou a ninguém. Só um ano depois falou sobre o assunto com a amiga Diani Lima. Aos três meses de gestação, a pedido de Youssef, fez um aborto. "Quando Cida contou, ele perguntou se ela queria criar o filho sem pai, já que o trabalho dele era perigosíssimo, que iria morrer, era perseguido", disse Diani. O casal comprou um remédio abortivo e foi para a quitinete dela. Cida passou mal e teve de ser internada em um hospital, durante uma noite, para fazer curetagem. À mãe, ela disse que dormira na casa de uma amiga.

Fora o segundo baque de Cida. Quando percorrera obstinadamente as quadras 200 da Asa Sul, ela conseguira achar o apartamento de Youssef. Ao assuntar com um vizinho, descobriu que ele era casado e tinha dois filhos. Confrontado, o espião contou sua história: chamava-se Kleber Ferraz, estava casado há treze anos com uma namorada da juventude, a professora Ana Paula Ottoni, e tinha filhos de 10 e 8 anos. Não tinham vida conjugal há bastante tempo, disse ele: aturava a mulher pelo bem-estar das crianças. Para se proteger, seria prudente Cida não saber de mais detalhes da vida dele. Com a pressão e os riscos da profissão de agente secreto, ela logo seria investigada. A moça compreendeu as razões do agente do Mossad.

Familiares e amigos notaram mudanças em seu comportamento. Ela deixara de ir ao cabeleireiro, vestia-se com jeans e camisa desleixada, e pedia atestados médicos para justificar as faltas no trabalho, o que era inédito na sua carreira. O celular, que quase não tocava, agora soava a cada dez minutos. No horário do expediente, Cida passava longos períodos plugada na internet. Quando a chamavam para sair, dizia que já tinha programa com um amigo. Nas férias, contou que viajaria a Fernando de Noronha com "uma pessoa". Na volta, Inácia Lino estranhou quando Cida reclamou que, na ilha, uma Coca-Cola custava "absurdos" 5 reais. "Ela, que jamais pão-durava nada, me deixou muito surpresa", contou a comadre.

Tempos depois, um vendedor de uma concessionária de carros importados telefonou para o tribunal, atrás de Cida. Os colegas comemoraram a compra do modelo de luxo, um Chrysler preto avaliado em 60 mil reais. "Não, eu tirei no meu nome, mas é para um amigo", ela comentou.

Em casa, Cida se mostrava cada vez mais triste. Sua mãe, Maria do Socorro, imaginou que ela estivesse com dificuldades para quitar as prestações da quitinete. Sabia que a filha vendera seu Fiesta novo e havia financiado a compra de um Gol, bem mais barato, sem qualquer opcional de fábrica. Disse à filha que venderia seu carro e lhe daria 30 mil reais para acertar o negócio da quitinete. Surgiu então uma explicação. "Ela disse que estava comprando um apartamento maior, de dois quartos, e por isso minha mãe nem pensou duas vezes em lhe dar o dinheiro", contou-me o irmão de Cida, Marcelo Lima da Silva, sentado na área de alimentação da faculdade em que ele cursa direito, em Brasília.

Espantosamente, Cida passou a freqüentar a casa de Youssef-Kleber. Foi a própria mulher dele, Ana Paula, quem explicou o motivo, nos autos de um processo que corre na Justiça brasiliense: "Ele me perguntou se podia levar uma amiga do trabalho que era muito depressiva e não tinha amigos." Cida passou a ir aos aniversários, almoços dominicais e a levar os filhos do amante e de Ana Paula para passear.

Na mesma época em que Cida relaxou nos cuidados com a aparência e se endividou, a estudante Franciana Xavier, a filha de um fazendeiro de Minas Gerais, entrou no bate-papo Namoro Sério, do portal Terra. Estava à procura de Youssef. Sua massagista lhe contara ter passado a noite conversando com um judeu interessante que usava esse nick, esse apelido internético. Franciana, de 24 anos, logo o encontrou on-line, puxou papo e ele respondeu. No mesmo dia, Youssef sugeriu que fossem a um bar e ela aceitou.

Buscou-a em casa bem vestido e perfumado, dirigindo um Chrysler escuro. Contou que era agente do Mossad e falou das missões, dos riscos, das aventuras por que passara. Começaram a namorar. Iam a restaurantes, cinemas e teatros, mas só durante a semana. Da tarde de sexta-feira até a noite de sábado, Youssef desaparecia, explicando que respeitava o Shabat, o dia sagrado judaico. "Ele nunca me deixou pagar nada", contou Franciana.

Depois de três meses de romance, o agente israelense (que havia dito a Franciana que "Kleber" era o equivalente português de Youssef) pediu a jovem em casamento. "Minha família ficou louca, alucinada por ele", ela disse. Kleber a enternecia por ser, como afirmou, "melancólico, muito triste, sempre chorar muito". Ela tinha a impressão de que o namorado sofria por "ter passado por tantas missões, visto tanta gente morrer, que havia ficado muito deprimido". Ele falava freqüentemente em se matar.

Um fim de tarde, depois do expediente, Cida procurou a amiga Diani Lima para conversar. Pela primeira vez, abriu a intimidade. Disse-lhe que estava preocupada com as dívidas enormes que fizera em função de seu caso amoroso. Contou que o namorado trabalhava com pessoas perigosas em Israel, que estava tentando deixar o serviço e ela o ajudava, mas ele era perseguido. "Cida falou que tinha comprado o carro importado para que ele o desse de entrada no pagamento de uma dívida, mas que ele estava era usando o carro", disse-me Diani. Também revelou à amiga que ele era casado, tinha filhos, mas que, por causa da religião, era obrigado a viver com a mulher.

Os extratos bancários de Cida mostram um incremento da movimentação financeira entre 2005 e 2007. Há saques em dinheiro de 12 mil reais, compensação de cheques de 27 mil e pagamentos de 29 mil reais. Ela havia feito outros dois empréstimos, descontados em folha, que abocanhavam 40% de seu salário. Também comprara uma televisão de plasma, no valor de 8 mil reais, que foi entregue na casa do amante. Sua família encontrou um recibo, no valor de 11 mil reais, do pagamento de mensalidades atrasadas da escola dos filhos de Kleber e Ana Paula. À amiga Diani, Cida contou que pagava até as compras de mês do casal. "Era uma situação tão surreal que só alguém que estivesse muito abalada emocionalmente, praticamente fora de si, toparia se sujeitar", disse-me o irmão dela, Marcelo.

Certa vez, sem ninguém por perto, Cida mostrou a Diani uma mensagem de celular mandada pelo espião israelense: "Por que você não me atende? Não vê que está me magoando? Eu te amo", escreveu o amante. "Está vendo como é difícil terminar com ele?", perguntou Cida à amiga.

Dias depois, Cida contou-lhe que havia vendido a quitinete em segredo, para pagar dívidas. E pior: havia descoberto que Kleber estava saindo com uma menina mais nova. Diani ouviu o relato, estupefata. "Eu disse a ela que o sujeito estava dando um golpe, que ela tinha que ir à polícia, que não era possível essa história de agente secreto", lembrou a amiga, em sua sala no Superior Tribunal de Justiça. A partir do alerta, Cida passou a evitá-la. "Ela tinha medo de falar o nome dele, achava que estava sendo monitorada, que ia colocar todo mundo em risco", disse-me. "Repetia que ele falava o tempo inteiro em se matar porque corria risco de vida. Parecia aterrorizada."

Uma mulher ligou para Franciana e, sem se identificar, contou que o namorado dela era casado e tinha dois filhos. Pressionado a dar uma explicação, Kleber disse à noiva que se tratava de uma investigação de seu trabalho, que a estavam testando para ver se ela estava "apta" a namorá-lo. Depois, admitiu a verdade, com o mesmo argumento que usara com Cida: o casamento era de conveniência. Kleber chegou a levar sua mãe à casa de Franciana para corroborar a história. A voz anônima do outro lado da linha era a de Cida.

Franciana terminou o namoro. Um mês depois voltou atrás: Kleber prometera que se divorciaria. "Divórcio de judeu é mais complicado", ele explicou, ao longo de meses. Recém-desligada de um emprego, Franciana recebeu uma indenização. O noivo sugeriu que depositasse o dinheiro na conta dele, para dar como entrada em um apartamento para o casal. "Os israelenses estão demorando para mandar o dinheiro das missões passadas", justificou Kleber. A noiva preferiu esperar o "dinheiro de Israel", conforme deixou registrado em seu depoimento à Justiça.

Dias depois do telefonema anônimo, Kleber, Franciana e a irmã estavam dentro do carro, no estacionamento do prédio dela. Uma mulher bateu no vidro do motorista, encarou Kleber nos olhos e se afastou sem falar nada. Franciana perguntou de quem se tratava. Ele respondeu que não tinha idéia. Era Cida.

Ela emagrecera 15 quilos. "A gente ia abraçá-la e dava para contar todas as costelas", disse-me a comadre Inácia. Não comia, tomava soporíferos, mas não conseguia dormir, faltava ao trabalho e se afastara totalmente dos amigos. Alugou uma suíte no hotel Kubitschek Plaza. Ali, ingeriu 180 compridos de ácido fólico e oito do ansiolítico Frontal. No dia seguinte, amanheceu coberta de vômito, com uma dor de cabeça alucinante, arrasada.

Sem mencionar a tentativa de suicídio, ela disse aos pais que estava deprimida e se internaria numa clínica. Cida disse à médica que a atendeu, Maria Mercedes Barbosa, que tomara os comprimidos depois de uma discussão com o namorado. Para a médica, ela era "uma paciente que se desestabilizava frente a estresses emocionais". Foi enquadrada na sigla CID-10 F33, que significa Transtorno Depressivo Recorrente.

A primeira vez que a família de Cida viu Kleber Ferraz, ela ainda estava internada. Ele foi buscar uma muda de roupa para ela e "ficou olhando para baixo, não quis entrar em casa, achamos que se tratava de um amigo", lembrou o irmão Marcelo. Quinze dias depois, Cida abandonou o tratamento. Na saída da clínica, foi Kleber quem assinou o termo de responsabilidade sobre a paciente.

Dois anos antes de conhecer Cida, Youssef já freqüentava as salas de encontros da internet. Sônia de Fátima Ferreira, então com 43 anos, divorciada, sem filhos, ficou encantada com o "judeu" com quem trocava mensagens on-line. Rapidamente viraram namorados. O agente do Mossad dormia na casa de Sônia três vezes por semana, mas nunca aos sábados e domingos, quando se recolhia "por ser judeu". Funcionária graduada da Câmara dos Deputados, Sônia tinha um salário de 20 mil reais.

Com tempo de sobra entre uma missão secreta e outra, ele convenceu a namorada a investir em postos de gasolina, que ficariam sob sua gerência. Sônia fez empréstimos e vendeu a casa no valor de 350 mil reais para arrendar três postos. O irmão de Sônia, o arquiteto Dagoberto Justiniano Ferreira, entrou na sociedade. Kleber empregou o padrasto em um dos postos. Sonia comprou quatro carros: um Xsara, uma Saveiro, um Honda Civic e um jipe. Todos eram usados pelo namorado.

Sônia descobriu então ter câncer. A metástase alcançou com rapidez a coluna, o fígado e os pulmões. Pelos cálculos do irmão, mesmo debilitada, Sônia se endividou em quase 600 mil reais ao longo de um ano e meio - para dar presentes e satisfazer os desejos do namorado. Kleber apresentou Sônia à mãe dele, que imediatamente lhe pediu uma geladeira nova. E foi atendida.

Kleber e Sônia, no entanto, se separaram com estrondo. Em uma ocorrência policial, registrada na 20ª Delegacia de Polícia de Brasília, ela deu queixa de apropriação indébita contra ele. Segundo o depoimento dela, Kleber tirou de sua casa, sem autorização, uma televisão de 29 polegadas, um home theater, uma estação de musculação e uma bicicleta ergométrica. Ela também disse na delegacia que havia financiado dois veículos em seu nome e Kleber se recusava a devolvê-los. Registrou também que, ao saber que ela prestaria queixa na polícia, Kleber a ameaçou. "Ele disse que se soubesse que teria que devolver o carro, iria fundir o motor, e estava pensando em mandar uns policiais da pesada atrás do meu irmão", afirmou ela à polícia. Sônia morreu em dezembro de 2005.


Em uma tarde de fevereiro do ano passado, Kleber e Cida foram a uma loja de produtos militares. Explicando à amante que se tratava de um disfarce, necessário em certas missões, ele vestia, como ocorreu em outras vezes, uniforme da Polícia Militar: calça escura, coturno, camisa azul e distintivos. Na plaquinha colada no bolso direito, lia-se "Major Kalev". O atendente da loja pediu seu registro e ele disse ter esquecido. Quando o vendedor digitou o nome do major no computador, o resultado foi "inexistente". Cumprindo as normas da loja, o balconista avisou a PM, que chegou pouco depois.

Os policiais revistaram o carro dele e encontraram uma arma de brinquedo, algemas, gás paralisante, uma bandeira do Distrito Federal, luvas e um aparelho de dar choque. Ao ser indagado pelo policial se fazia parte da PM, Ferraz disse que não. Cida assistiu a tudo sem dar uma palavra. Foram levados à delegacia, onde ela disse que apenas o acompanhava e sequer havia descido do veículo. Os policiais telefonaram para o Superior Tribunal de Justiça para checar se ela era funcionária, o que foi confirmado pelo chefe de Cida, Guilherme Mendonça.

Na mesma noite, Mendonça telefonou para a casa dela para saber se tudo estava bem. Foi quando a família soube do ocorrido. Cida disse que ela e um "amigo" tinham sido vítimas de um seqüestro-relâmpago. Ao se dar conta de que o seu príncipe encantado era uma fraude, estava afundada em dívidas, tomava remédios fortes que não faziam efeitos e mentia seguidamente a familiares e amigos. Cida começou a levar a sério a proposta da qual Kleber falava freqüentemente: que se suicidassem juntos.

Ela alugou uma suíte para o casal no hotel Bay Park, por um mês, pela qual pagou 2 mil reais. A ficha foi assinada por ela e por Kleber, que se identificou como empresário, mas forneceu telefone e endereço da casa em que vivia com a mulher. O casal quis o "kit garagem", uma credencial que os permitia entrar e sair sem ter que passar pela recepção, onde um sistema de câmeras monitorava o movimento.

Num domingo, Kleber ligou para o celular de Cida dizendo que estava na casa da namorada Franciana. Cida resolveu tirar satisfações. Dirigiu até o prédio da moça, pediu para subir e Franciana permitiu. Estava trêmula e suada quando entrou no apartamento. Sem preâmbulo, disse que amava Kleber, faria de tudo para ficar com ele, que sabia que ele era casado e o aceitava mesmo assim. "Você sustenta ele?", quis saber Franciana, interrompendo a torrente de frases. "Pergunta para ele!", gritou Cida em resposta. Kleber ficou o tempo todo calado.

Cida disse que ia se matar, que sua vida não fazia mais sentido, e saiu. Kleber a acompanhou e, segundo afirmou, passaram o resto do dia conversando. À noite, ele voltou à casa de Franciana. Ela relatou assim a cena: "Ele chegou chorando demais, falando que queria morrer, que ia se matar. Teve que tomar remédio para dormir."

No dia seguinte, 5 de março, Cida ligou para o trabalho e pediu folga. De casa, saiu para se encontrar com Kleber em um parque. Segundo ele, tiveram uma briga por ciúmes, quando Cida lhe disse que "não era justo" ele manter outros dois relacionamentos "depois de tudo o que eu fiz". Ao deixar o local, ela teria telefonado para o celular dele e dito: "Hoje vou dar cabo da minha vida."

Não se sabe quanto tempo depois, Kleber Ferraz ligou aos prantos para sua mulher, Ana Paula, dizendo que ela tinha que localizar Cida com urgência porque "ela ia fazer uma besteira". A mulher telefonou direto para o tribunal, onde deixou um recado para que Cida ligasse "imediatamente". Enquanto isso, ele se dirigiu ao hotel Bay Park, onde mantinham a suíte. "A mulher do 3425 vai se matar! Abram a porta!", ele disse, chorando, ao entrar. A recepcionista o acompanhou. Não havia ninguém no quarto.

De lá, ele foi para a delegacia onde havia sido detido, uma semana antes, por uso indevido de uniforme. "Eu sou o da ocorrência do major da PM", ele disse assim que viu a agente Poliana Freitas. Segundo ela, Kleber afirmou que Cida estava com um frasco de veneno que haviam comprado juntos, e que ela o tomaria para impedir que ele se matasse.

A policial pediu o número do celular de Cida e ligou para ela, que atendeu prontamente, com um fio de voz. "Venha aqui à delegacia para conversarmos", pediu-lhe Poliana. "Agora é tarde demais, já tomei o remédio", respondeu Cida. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi enviada ao hotel. A mulher e o padrasto de Kleber Ferraz já estavam na recepção. Ana Paula confirmou ter falado com Cida, que havia lhe contado sobre o plano de suicídio. Às 13h37, ela também recebera um torpedo em seu celular: "Se quiser, me denuncie. Sinta-se à vontade, pois estou tirando minha vida hoje. Meu sangue está em suas mãos e nas do Kleber."

Quando o bombeiro entrou no quarto, Cida estava na cama de casal, de bruços, descalça e inconsciente. Na mesa-de-cabeceira, havia duas garrafas de água mineral e um frasco escrito "Veneno Rato Estricnina", ilustrado pela figura de uma caveira. Também havia uma cartela de calmante com oito comprimidos faltando. O bombeiro tentou aplicar os primeiros socorros, mas ela não reagiu. Cida foi levada ao hospital.


Na delegacia, Kleber Ferraz chorava pelos corredores. Aos policiais de plantão, disse que ele e Cida haviam feito um pacto suicida: alugaram um flat para ser cenário da morte e compraram o veneno juntos. Disse também que haviam cogitado se afogarem no Lago Paranoá. Com as evidências de que Kleber tinha participado, de alguma maneira, do suicídio de Cida, um policial lhe deu voz de prisão. Depois de uma semana em coma, Cida morreu. Por envenenamento.

Assim que soube da tragédia, Inácia fez uma revista no armário da comadre no trabalho. Encontrou uma apólice de seguro de vida, em nome de Kleber Ferraz, no valor de 210 mil reais, feita quando estava com dois meses de gravidez. Na casa de Kleber, a polícia apreendeu remédios controlados, apetrechos judaicos, bonés e camisetas com os dizeres Israel Defence Forces, as forças armadas israelenses.

Kleber Ferraz, ou Youssef, ou major Kalev, nunca foi policial ou agente do Mossad. Era funcionário de pista da Infraero no aeroporto de Brasília, de onde se demitiu quando começou a ser sustentado pelos três postos de gasolina que ganhou da funcionária pública Sônia Ferreira. Não tem curso superior e nunca saiu do Brasil. Não tinha renda, profissão definida ou talão de cheques quando foi preso. Filho único, de família católica, nasceu em Belo Horizonte, trabalhou como ourives, chegou a Brasília para se casar com Ana Paula e serviu o Exército, de onde foi afastado. Cinco meses antes de ser preso, começara a ir ao consultório de um psiquiatra.

Depois de preso, Kleber foi submetido a um exame mental. O laudo atesta que ele é "manipulador, assume uma postura de vítima, tem humor ciclotímico e chora todo tempo. Tem um discurso reticente e contraditório, mas o juízo crítico e o raciocínio lógico estão preservados". Ao mesmo especialista, a mulher dele, Ana Paula, declarou: "O que eu desejo é que ele morra. Estou altamente revoltada. Quando vi meu nome envolvido nessa situação, o meu pensamento foi de matar a mim e aos meus filhos."

Durante meses, a polícia e o Ministério Público investigaram a possível participação de Ana Paula na farsa do marido. Não acharam uma prova contundente, a não ser um depósito de 22 mil reais em sua conta. O dinheiro foi bloqueado. À polícia, ela disse que considerara Cida apenas uma amiga, e não tinha ciúmes do marido. Mais: sempre acreditou que ele era agente secreto.

"A única pergunta que me faço é como ela pôde acreditar em tudo isso", disse-me o irmão de Cida. "Contando a história, as pessoas vão achar que ela era uma boba, uma ingênua, uma desestabilizada, mas isso não é verdade. Ela me dava conselhos sobre investimentos, finanças. Era séria e controlada." Marcelo calcula que a irmã tenha feito 400 mil reais em dívidas. Até hoje cobranças desconhecidas e insuspeitadas chegam à casa de seus pais.

Em seu depoimento à Justiça, Franciana se mostrou perplexa. Perguntaram-lhe como uma moça bonita e inteligente nunca havia desconfiado de nada e ela respondeu: "Ele sempre tinha uma explicação para tudo. E eu estava totalmente apaixonada. Ele sempre me pareceu sensato, inteligente."

O delegado Antonio Romeiro, que cuidou do caso, disse que o perfil das mulheres que se apaixonaram por Kleber Ferraz era semelhante. "Não é que ele tivesse uma lábia fenomenal, que fosse um grande conquistador", disse. "Ele conseguiu enganá-las porque elas eram bem de vida, sozinhas, carentes e com alto instinto protetor. Ele se fazia de coitadinho e as envolvia dizendo que queria morrer. Elas ficavam desesperadas."

Um mês depois de sua prisão, já sob a orientação de um advogado, Kleber deu um segundo depoimento em juízo. Mudou sua versão e disse que nunca recebeu presentes de Cida, jamais havia combinado o suicídio e, na verdade, era ela quem lhe devia dinheiro. Atribuiu seu primeiro depoimento ao fato de ter sido torturado na delegacia. Nem o exame de corpo de delito e nem qualquer queixa à época comprovaram que tivesse apanhado da polícia. Pretextou desconhecer o seguro de vida em seu nome e disse que tudo o que tinha era fruto de seu trabalho como investigador particular.

Kleber foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado: matar por motivo torpe, usando método cruel. Ele teria se aproveitado "da debilidade" de Cida, que "a tornava facilmente manipulável". Segundo o promotor Maurício Miranda, que entrevistei em seu gabinete, "depois de usufruir dos recursos financeiros da vítima, o réu começou a sugerir o suicídio, fazendo-a crer que ele o faria também". O estopim, deliberado, teria sido o telefonema que Kleber fez da casa da namorada Franciana. "Naquele momento, ela estava mentalmente incapaz de ter qualquer gesto de defesa ou de recusa à idéia, o que caracteriza o homicídio. Kleber fez aquele teatro todo achando que, se estivesse na delegacia, não teria culpa, e que ficaria claro que ele estaria se esforçando para impedir a morte dela", ele me disse em uma tarde, em Brasília.

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-24/anais-do-crime/o-amante-do-mossad

A estratégia da defesa é provar que Cida tinha plena consciência de seus atos quando se matou. "Você acha que alguém que está completamente incapaz na sua razão vai à casa da namorada do cara e arma um barraco?", perguntou-me o advogado Carlos Gélio de Souza, no bar de um hotel de Brasília. Ele assumiu o caso no fim do ano passado, depois que uma dupla de advogados se afastou por não ter chegado a um acordo sobre os honorários.

"Está claro que Cida se mataria com Kleber, sem Kleber, com fulano ou com sicrano na história", argumentou Gélio de Souza, se servindo fartamente de amendoins em um pote. Para ilustrar a tese, falou da cantora Elba Ramalho. "Veja o caso da Elba e do marido, você acha que aquilo é amor?", disse. "Aquilo é um acordo, claro. Eu te sustento e você me dá seu corpo. Isso é muito comum hoje em dia." Disse-lhe que não havia entendido o exemplo com Elba Ramalho. "É mais ou menos o que aconteceu entre a Aparecida e o Kleber", ele explicou. Mais alguns amendoins e o advogado retomou o raciocínio: "Ele não é uma vítima. Explorou a moça? Explorou. Inventou a história maluca de agente secreto? Inventou. Agora, assassino ele não é. E é isso que está sendo julgado." Ainda não há data definida, mas o julgamento deverá ocorrer no final do ano.

Preso há um ano e seis meses, Kleber Ferraz, segundo seu advogado, está sem dinheiro. Gélio de Souza afirma ter recebido só 8 mil dos 50 mil reais que cobrou para defendê-lo. O advogado contou que o casamento de seu cliente chegou ao fim, mas que ele se recusou a assinar os papéis do divórcio. Kleber passa o dia ajudando os outros presos, disse-me: "Ele fica fazendo habeas corpus para os colegas, já soltou uns quatro." "Então agora ele é um advogado?", perguntei. "Não, mas ele aprendeu e ajuda os outros detentos", respondeu Souza. "Ele aprende tudo rápido, é muito inteligente."

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Casos mentes perigosas (5)

25.01.12
Lembro-me de Ângela, uma paciente cujo namorado (Fernando) tinha todos os indícios de ser um psicopata. Entre os diversos relatos que ela me fez, destaco o ataque de fúria que ele teve com o porteiro de seu prédio. Estacionou seu carro na garagem, ocupando o espaço destinado a duas vagas. Quando o porteiro gentilmente solicitou que ele manobrasse a fim de ocupar apenas uma vaga, Fernando, aos berros, xingou-o e com um golpe quebrou o braço da pobre criatura. Fernando subiu para o apartamento de Ângela e, como se nada tivesse acontecido, degustou tranquilamente o vinho que ela acabara de servir. Simples assim! Dispensável falar das consequências disso tudo.

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Casos mentes perigosas (4)

25.01.12
Elvira, mãe de três filhos, sempre teve muito trabalho com António, seu filho mais velho. Ele foi o seu primeiro filho e também o primeiro neto de seus pais. A mãe de Elvira faleceu quando António ainda tinha meses de idade e, na ocasião, Arthur, o pai de Elvira, foi morar com ela. Arthur sempre foi um avô muito dedicado e tratava António como se fosse o filho que ele não teve. Ele não conseguia admitir que António fosse diferente das demais crianças. Desde cedo ele se mostrava agressivo, indiferente, maltratava os

Página 70 animais que o avô lhe dava e sempre mentia para obter vantagens em relação aos irmãos e colegas.

Aos 23 anos, António não trabalhava e vivia folgadamente da mesada do avô. Elvira e seu esposo não concordavam com essa rebeldia de António e também com os mimos de Arthur. Mas o avô sempre preferiu agradá-lo para que não ficasse mais revoltado ou tivesse rompantes de fúria.

Quando Arthur adoeceu, vitimado por um derrame cerebral, precisou ficar internado no CTI por quatro meses, até falecer. Durante todo esse período, António nunca visitou o avô no hospital e sequer perguntava sobre o seu estado de saúde. Elvira estava em casa preparando o almoço, quando recebeu a notícia sobre a morte de seu pai. Ela sentou e começou a chorar compulsivamente. António viu a cena e se limitou a dizer: "Mãe, pára de chorar e anda logo que eu tô com pressa. Não é porque o vovô morreu que a senhora vai deixar de me servir o almoço".

Mentiras, trapaças e manipulação

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Casos mentes perigosas (3)

25.01.12
Isabela nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Desde pequena apresentava uma beleza incomum que chamava a atenção de todos. Aos 16 anos, foi chamada para ser modelo e iniciou uma carreira de sucesso que a levou aos 19 anos para Nova York. Lá, Isabela conheceu Miguel, brasileiro e modelo como ela. Miguel era de fato muito bonito, no entanto o que mais a atraiu foi o seu jeito cativante, simples e espontâneo. Em pouco tempo, Isabela

Página 6 chamou Miguel para morar em seu apartamento. Ela gostava da sua companhia, entendiam-se bem na cama e ele demonstrava ser um cara muito legal.

A convivência, contudo, começou a revelar que Miguel tinha um ego um pouco avantajado. Falava muito, mas somente sobre si mesmo. Sobre seus projetos, suas preferências, sua carreira, seus talentos, seus dotes físicos, seu charme e suas fãs. Pelas coisas de Isabela, ele não demonstrava qualquer interesse. Nas poucas vezes em que ela reclamava com Miguel sobre o seu egocentrismo, ele se justificava dizendo que precisava se valorizar, pois sua família sempre o subestimou.

Isabela, então, tentava compreender Miguel, mas ele sempre voltava a agir da mesma forma. Só usava roupas de grife, mesmo que isso custasse o seu salário inteiro. Limitava-se a dizer que quando fechasse um grande contrato de publicidade iria restituir à Isabela todo o dinheiro que ela estava utilizando para manter a casa e os prazeres deles (restaurantes, teatros, shows e viagens).

Após um ano dessa convivência íntima, Isabela já estava cansada de ouvi-lo falar sobre sua própria beleza, sua superioridade profissional, os "megacontratos" que estavam prestes a ser assinados e os milhões de dólares que pretendia gastar com roupas e jóias. Quando Isabela perguntava sobre suas dívidas, seus títulos protestados e seus créditos cancelados, ele dizia que tudo passaria em breve e que todos aqueles problemas se deviam à falta de sorte, muita inveja e à traição de seus colegas de trabalho.

A gota d'água para Isabela foi quando, após um desfile, ela sentiu uma forte dor no abdómen e desmaiou. Foi levada ao serviço de emergência de um hospital, onde diagnosticaram apendicite aguda. Em poucas horas foi submetida a uma intervenção cirúrgica e permaneceu hospitalizada por três dias. Miguel telefonou e disse que não poderia vê-la, em função de um grande trabalho, mas prometeu pegá-la em sua alta.

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Isabela recebeu alta às 1 h de uma sexta-feira e aguardou Miguel até as 14h15, quando resolveu pegar um táxi, com a ajuda de uma das enfermeiras do hospital. Ao chegar em casa, amparada pelo porteiro do prédio, Isabela deu "de cara" com Miguel assistindo tranquilamente a um filme no DVD. Ao notar a presença dela, ele se limitou a dizer: "Você precisa ver esse filme. O ator principal se parece muito comigo!".

Isabela não chegou a ver o filme, mas assim que se recuperou totalmente da cirurgia terminou a relação com Miguel e aceitou um convite, de fato irrecusável, para trabalhar em Milão. A última notícia que ela teve de Miguel é que se tornou um ator de filme pornô.

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Casos mentes perigosas (2)

25.01.12
Laura, uma paciente, tem 31 anos e está se recuperando de um quadro depressivo. Tanto eu quanto ela estamos nos empenhando para que sua vida seja menos cinza e volte a fazer sentido. Acompanhe um pouco de sua história, que pode passar totalmente despercebida e certamente nunca sairá nos noticiários da TV.

Aos 23 anos, no frescor de sua exuberância e beleza, ela era inteligente e estava prestes a se formar no curso de veterinária. Nessa época conheceu Ricardo, um jovem e atraente administrador de empresas.

Ele se mostrou um grande amigo e demonstrava os mesmos interesses de Laura: gostava de cinema, praia, esportes, aventuras, MPB e muito mais. Ricardo conversava de tudo um pouco e detalhava suas aventuras em conversas envolventes. Entre as suas histórias também estavam os problemas: a tirania de seu pai, a sua mãe histérica que na infância o ameaçou com uma faca e a sua saúde frágil. "Na época os médicos lhe disseram que ele não teria uma vida muito longa e Ricardo me contou tudo isso com lágrimas nos olhos", acrescentou Laura.

Aos poucos, Laura foi se envolvendo com suas histórias tristes e experimentou um sentimento dúbio de compaixão e atra-ção. Ela sucumbiu aos seus encantos, floresceu uma grande paixão e foram morar juntos.

Ricardo tinha uma carreira promissora numa empresa multinacional, mas não quis que Laura exercesse sua profissão. Ele gostava de vê-la bem vestida e bela, esperando-o para o jantar e com sua casa impecável. "No início eu até tentei argumentar que a veterinária era o meu grande sonho, mas acabei aceitando porque o amava verdadeiramente".

Certo dia Laura encontrou um cãozinho abandonado e muito doente no meio da rua. Ela se sensibilizou e levou o cachorro para casa, a fim de tratar do animal. Ricardo teve um ataque de

Página 53 fúria e quis devolvê-lo para o mesmo lugar. Ela conseguiu persuadi-lo e cuidou do cão como se fosse um filho. Resolveu chamá-lo de Pituca. Com dois meses de tratamento e muito carinho, Pituca já esbanjava saúde, vitalidade e se tornara um vira-lata branco e peludo de dar inveja a qualquer cachorro de raça.

"Que bom que ele está curado, agora podemos colocá-lo na rua", disse Ricardo. "Mas como? Eu tenho o maior amor por ele! Não posso abandoná-lo, isso é desumano!" Ricardo não pensou duas vezes: deu vários pontapés no animal, colocou-o no carro e desapareceu com Pituca.

Perguntei se ela sabia para onde ele havia levado o cãozinho. Aos prantos, respondeu: "Ele matou o Pituca! Disse que me amava demais e não queria me ver doente cuidando de um simples cachorro. Você consegue imaginar o que isso significou pra mim? Como é que ele pôde esperar que eu cuidasse do Pituca, nutrisse afeto por ele e depois fazer uma coisa dessas?".

Continuei indagando sobre o comportamento de Ricardo, desde a época em que eles se conheceram. "Lembro-me de que quando namorávamos seu pai deixava alguns cheques em branco assinados para pagamentos das contas. Ricardo sempre preenchia valores muito mais altos que o necessário e ficava com o troco. Ele nunca escondeu isso de mim. Ao contrário, ria e comentava satisfeito que, apesar da valentia de seu pai, ele não tinha o menor controle sobre sua conta bancária", disse-me encabulada.

O relacionamento também sempre foi muito instável. Ora ele era extremamente delicado, romântico e mostrava-se orgulhoso em apresentar sua bela companheira aos amigos; ora muito agressivo e temperamental, tratando-a aos berros e com ameaças de "meter-lhe a mão". Mas, segundo Laura, invariavelmente ele pedia mil desculpas e a enchia de carinhos: "Puxa vida, não sei onde estava com a cabeça!", "Acho que estou muito estressado com as responsabilidades do trabalho", "Querida, você é tudo pra mim, a mulher mais linda do mundo!", "Isso nunca mais vai acontecer, eu prometo", "Procure me compreender, você sabe que eu tive uma infância muito difícil".

realmente não foi minha. Eu não sei Ele me deixava completamente confusa...".
E Laura prosseguiu: "Ricardo também era extremamente ciumento e dizia que era por amor. Ficava furioso quando qualquer homem me olhava mais diretamente. Uma vez discutiu seriamente com um rapaz porque cismou que ele estava me paquerando. É lógico que sobrou pra mim também. Depois disso fiquei me perguntando se a culpa

Quanto ao casamento e filhos, ele alegava que ainda não estava preparado e que ambos tinham uma vida pela frente. Cada vez que Laura tocava nesse assunto, ele dava a mesma desculpa ou ficava enfurecido.

"Mesmo amando Ricardo, há alguns anos eu pensei em fazer minhas malas e ir embora. Tivemos uma conversa séria e ele me respondeu que a vida dele estava em minhas mãos. Ele não iria viver muito tempo e por isso se mataria. Tremi da cabeça aos pés e voltei atrás na mesma hora".

tão delicado e, além disso, Ricardo parecia muito bem fisicamente. Ah mas me lembro
Sobre isso, questionei qual era a doença de que Ricardo sofria. "Nunca soube exatamente o que era. Ele não gostava de falar sobre isso e eu respeitava. No início do nosso namoro, tentei conversar com sua mãe sobre o seu passado, mas parece que ela não entendeu muito bem o que eu queria dizer. Achei melhor não mexer num assunto de que ela me disse que Ricardo não era exatamente o homem que eu merecia. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela mudou de assunto".

O tempo passou e Ricardo não precisou mais de Laura: tro-cou-a por uma mulher mais jovem e mais bonita. Ele simplesmente disse à Laura: "Precisamos nos separar. Você é muito ciumenta e estou me sentindo enjaulado." O mundo desmoronou sobre sua cabeça! "Chorei muito sem compreender o que estava acontecendo. Será que eu fui ciumenta e possessiva esse tempo todo e não percebi? Esse era um comportamento dele e não meu!"

Página 5

De lá para cá, Laura descobriu que ele teve várias amantes e que o discurso sobre sua doença grave, das ameaças de sua mãe e do seu pai tirano era um grande engodo. Ao comentar sobre seu passado, Ricardo derramava lágrimas de crocodilo, tal qual o animal que lacrimeja quando engole suas presas.

Eu não tinha a menor dúvida: Ricardo é um homem mau, um predador afetivo. Laura foi apenas uma peça do seu jogo cruel. Anulou seus prazeres apenas para servi-lo e exibi-la impecavelmente tal qual um objeto de vitória para alimentar seus instintos egocêntricos e narcisistas.

Agora eu precisava fazer Laura entender que espécie de homem era aquele com quem ela conviveu por sete anos. Era importante que Laura compreendesse que a separação, embora dolorosa, foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido: ela se livrou de um mal enorme e dali para a frente poderia reconstruir sua vida.

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Casos mentes perigosas

25.01.12
Moreno alto, bonito e sensual

Andréa estava separada havia um ano quando conheceu Rafael numa festa. Tratava-se de um advogado comum, com roupas despojadas, jeito sedutor e com um sorriso que contagiava todo o ambiente. Seus cabelos escuros, lisos e bem tratados emolduravam o belo rosto com olhos castanhos e encantadores.

detalhes sobre a Europa e por que o Velho Mundo o fascinava tanto Rafael
Ele se aproximou de Andréa e iniciaram um papo animado como se já se conhecessem há muito tempo. Ela narrava sua última viagem aos Estados Unidos, onde se "refugiou" para esquecer os últimos acontecimentos. Rafael, por sua vez, contava com riqueza de delicadamente lhe servia drinques, canapés e, vez por outra, contava piadas absolutamente engraçadas que a faziam

Página 39 rir como nunca. Ele era habilidoso e performático em narrar histórias divertidas e ela se via cada vez mais encantada com aquele homem tão especial, que estava a um palmo de distância.

Outros encontros vieram, e sempre tão agradáveis quanto o primeiro. Andréa pensou: "Meu Deus, isso é tudo de bom! Encontrei o homem que toda mulher sonha em ter ao seu lado!" Ela estava se apaixonando novamente e deixando para trás a amargura do casamento fracassado.

Com alguns meses de namoro, Andréa ainda não conhecia a casa e a família de Rafael. Sabia que ele morava com a mãe viúva, que ele alegava ser uma pessoa muito difícil, possessiva e indelicada com suas namoradas. Por isso, não queria novamente que sua felicidade fosse "ladeira abaixo" com o ciúme doentio de sua mãe. Andréa compreendeu.

O tempo passou e algumas atitudes de Rafael começaram a intrigá-la: ao mesmo tempo em que era amável e sociável, ele se mostrava intolerante, impulsivo e, às vezes, preconceituoso. Um dia, ao fazerem compras juntos, agarrou um garoto pelo colarinho, simplesmente porque o menino esbarrou no seu carrinho de compras.

"Por que você foi tão agressivo com ele?", ela perguntou. "Porque não fui com a cara dele", foi a resposta. Ao saírem do supermercado, um funcionário se ofereceu para colocar as compras no carro. Rafael o empurrou com tanta força que por pouco o rapaz não tombou indefeso no meio da calçada. Partindo com o carro, constrangida, Andréa ainda ouviu o rapaz gritar: "Você está louco? Eu só quis ajudar!"

Não tocaram mais no assunto. Apesar do que aconteceu, Rafael estava calmo e dirigia com cuidado como se nada tivesse acontecido. Ligou o rádio, comprou flores pelo caminho e contou mais algumas piadas. Dessa vez ela não achou a menor graça.

Andréa comentou com seus amigos sobre esses e outros episódios contraditórios, mas ninguém deu muita importância: "Ele parece ser um cara legal, deve ser apenas uma fase de estresse",

Página 40 "Não fique tão preocupada, todos nós temos defeitos e vocês formam um belo casal".

Dois meses depois, Rafael quis trocar de carro e convenceu Andréa a emprestar suas economias. Estava prestes a receber seus honorários e em poucos dias devolveria o dinheiro. Ela não questionou, apenas confiou e raspou sua poupança. Ele nunca mais deu sinal de vida.

Em pouco tempo, toda a verdade foi descoberta: Rafael é um impostor, um tremendo picareta! Não é advogado, nunca trabalhou e jamais colocou os pés na Europa. Apesar de sua inteligência, na fase escolar só estudava para passar aos trancos e barrancos. Seus pais adoravam cachorros, mas abriram mão desse prazer porque Rafael os maltratava e ria enquanto sua irmã mais nova chorava em defesa dos cães. Havia poucos anos seu pai morrera de um enfarte fulminante e lhes deixou uma gorda pensão.

Rafael já era um homem feito e ainda apelava para o bom coração de sua mãe, que lhe assegurava uma boa mesada.

Andréa não foi a primeira e certamente não será a última pessoa do mundo a ser enganada por ele. Provavelmente Rafael jamais matará alguém (isso só o tempo dirá), mas continuará vivendo de golpes "baratos", aproveitando-se de mulheres fragilizadas e se divertindo com seus feitos. Com sua habilidade de ludibriar, seduzir e até assustar, sente-se superior a todos e os vê como tolos. Alvos fáceis. Rafael não se importa com ninguém. Rafael é um psicopata.

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Sociopata Carlos Alberto Melo

24.01.12
Golpe do ‘Amor’ pode ter sido praticado em outros Estados
A delegada pede para que as vítimas procurem a delegacia e prestem queixa contra o homem acusado de aplicar golpes com promessa de união familiar


Carlos Alberto pode ter praticado o golpe em outros Estados Foto: SSP
Um senhor com aparência de pai de família e uma conversa muito articulada. É dessa forma que a delegada Viviane Pessoa, da Delegacia Especial de Combate a Falsificação e Defraudações (DEFD) descreve o homem acusado de aplicar golpes em mulheres. A promessa de casamento e de partilhar uma vida a dois pode ter feito muitas vítimas.
A delegada conta que a polícia conseguiu prender Carlos Alberto Cardoso de Melo, de 53 anos, na manhã da última terça-feira, 30, após cerca de sete meses de investigação. Acusado de estelionatário, Carlos Alberto utilizava vários meio para encontrar suas vítimas. Segundo a delegada, as mulheres eram abordadas em igrejas, pontos de ônibus ou ainda encontradas via internet.

A delegada conta que as investigações foram iniciadas após uma mulher que é mãe de dois filhos


O homem diz que era somente amigo das mulheres Foto: Portal Infonet
menores ter procurado a delegacia desesperada porque tinha vendido a residência e o suposto namorado tinha desaparecido com todo dinheiro da venda do imóvel, cerca de R$ 15 mil. Nesse caso, Viviane Pessoa salienta que Carlos Alberto disse para a vítima que iria juntar com um dinheiro que ele iria receber e comprar um imóvel no bairro Jardins para morar com a mulher.
O que chamou a atenção durante a prisão do homem foi o vasto material encontrado com ele. Além de cartões de crédito, telefones celulares, cheques assinados com folhas em branco, diversas contas de lojas e despesas das vítimas, a
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=96836&titulo=noticias

Com a promessa de uma vida a dois o homem conseguia tirar bens e dinheiro das vítimas
polícia encontrou um caderno com dados das mulheres que podem ter sido vítimas do estelionatário.
“Foi encontrado essas anotações com mais de mil nomes de mulheres e telefones, além de livros de auto ajuda”, destaca a delegada.

Viviane Pessoa conta que a polícia investiga a participação de Carlos Alberto em crimes praticados em outros Estados como Ceará, Bahia, Alagoas e São Paulo. Para a polícia, Carlos Alberto negou os golpes e disse apenas que conhecia as mulheres citadas durante depoimento, mas que eram amigas e que gostava de conversar e aconselhar.

Com a divulgação da imagem do acusado a polícia espera que outras mulheres possam ir até a


Vários objetos das mulheres foram encontrados em poder do homem
delegacia e prestar queixa do acusado. “Espero que as mulheres rompam a vergonha e venham até a delegacia relatar se foram vitimas desse estelionatário”, afirma a delegada, salientando que a pena para este tipo de crime aumenta de acordo com o número de vítimas, para cada vítima de um ano a cinco anos de reclusão.
A polícia está trabalhando no levantamento da ficha de Carlos Alberto para saber se ele possui passagens por outros crimes.

 

Por Kátia Susanna

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Sociopata Douglas

24.01.12
http://blogs.estadao.com.br/jt-seguranca/golpista-seduzia-mulheres-pela-internet/


Oliveira, 27 anos, usava a internet para se aproximar de mulheres carentes (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Elvis Pereira

Douglas Coelho de Oliveira, de 27 anos, foi preso num shopping da zona oeste após ter enganado a namorada que conhecera pela internet. Ele tentou extorqui-la em US$ 74 mil. Outras três mulheres já procuraram o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) para denunciá-lo.

Oliveira e a vítima, uma profissional liberal paulistana de 32 anos, se conheceram em um site de relacionamentos em fevereiro deste ano. O estelionatário se apresentou como Maurício Coelho Kojoskowhitt Zimmernann, sobrenomes que seriam de mãe russa e pai alemão. Exibia porte físico e boa conversa, e simulava ser fiscal da Receita Federal. Ele dizia estar envolvido em denúncias de corrupção, por isso era impedido de ter movimentação bancária, além de ser tradutor.

No início do relacionamento, o estelionatário depositou na conta bancária da vítima um cheque de R$ 20 mil. Depois, pediu o cartão e a senha da namorada para movimentar o dinheiro. Gastou os R$ 20 mil e muito mais, zerando a conta da vítima. Além disso, nesse período, viajou para o Nordeste com a namorada, às custas dela. Submeteu-se a cirugias plásticas no rosto e no abdome, também pagas por ela. No fim, recebeu um Jetta, modelo de luxo da Volkswagen, cujo preço parte de R$ 79 mil, financiado pela namorada.

A família da vítima questionou o relacionamento. Desconfiada, a paulistana procurou o Deic no início do mês passado e descobriu que Maurício não existia. “Havia na internet páginas alertando que ele era estelionatário”, afirma o delegado Jan Plzak, do Deic.

A vítima tentou terminar o namoro, mas Oliveira criou uma história sobre uma dívida com a “máfia coreana”. Se o débito de US$ 74 mil não fosse quitado, os criminosos matariam algum familiar dela. De estelionato, o caso transformou-se em extorsão e o Deic orientou a paulistana a tentar diminuiu o valor.

Ela reduziu o preço para US$ 23 mil e combinou a entrega em um shopping no último dia 24. Ao pegar o dinheiro, Oliveira recebeu voz de prisão. Ele morava em Diadema, na região do ABC. Tem duas passagens pela polícia: uso de documento falso e falsidade ideológica. Afirmou ser tradutor, mas fala apenas português. O falso fiscal da Receita está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), zona oeste da capital.

COMO ELE AGIA

- Oliveira, segundo o Deic, era articulado, alto e exibia bom porte físico. Procurava mulheres carentes em sites de relacionamento
- Nos quatro meses de namoro, gastou pelo menos R$ 20 mil da vítima, além dos presentes recebidos, entre eles um carro
- Quando ela cogitou terminar o relacionamento, o acusado tentou extorqui-la
- A polícia acredita que o cheque utilizado pelo rapaz no golpe seria fruto de outra vítima e tenta agora localizá-la
- Outras três mulheres estiveram no Deic após a prisão de Oliveira. Quem reconhecê-lo deve procurar a delegacia
- Para a polícia, mulheres devem evitar fornecer cartões e senhas em início de relacionamentos

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Dormindo com o inimigo

24.01.12
Dormindo com o inimigo
Casos de crimes violentos como o ocorrido com o empresário Kitano Matsunaga, da Yoki, mostram que dividir a cama com alguém pode ser uma caixa de surpresas - nem sempre tão boas assim


Por Ana Fabrício


Ao nos apaixonarmos por alguém, nosso desejo é viver feliz com o objeto da nossa paixão - até que a morte nos separe. Porém, nem sempre acertamos a escolha. E a pessoa que escolhemos para dividir nossa caminhada - e em quem mais confiamos - pode, de repente, transformar-se de príncipe em sapo - ou de princesa em rã - e acabar convertendo o que poderia ser um relacionamento do tipo ‘felizes para sempre’ em caso de polícia, como o caso recente de Elize Matsunaga, mulher do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, que confessou o assassinato e esquartejamento do marido.

Mas o que faz com que uma pessoa com quem se estabeleceu uma rotina de intimidade e afeto possa chegar ao extremo de tirar a vida de alguém? O caso de Elize, estarrecedor, é só mais um, entre muitos, que ocorrem não só no Brasil, mas em vários lugares do mundo. E chocam não apenas pela brutalidade, mas por serem cometidos por alguém muito próximo da vítima.

Para os psiquiatras, não há um padrão de comportamento que explique todos os casos. Contudo, há uma característica comum nesses acontecimentos: sentimentos de posse, ciúmes e insegurança que extrapolam a normalidade. Porém, cada caso é um caso - e não dá para generalizar. São as circunstâncias de cada um deles que determinam o alcance da tragédia.

“Em primeiro lugar, é importante lembrar que nenhum comportamento humano tem uma causa isolada. Nossa mente é complexa. As ações e reações normalmente resultam de uma longa cadeia de fatores diversos”, explica o psiquiatra Daniel de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC) - onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor) –, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia (Universidade de São Paulo-USP), além de escrever para o Portal do Estadão. “No caso de humilhações constantes, esse pode ser um dos elementos envolvidos numa reação violenta, planejada ou não, por parte daquele que se sente acuado e sem saída.” 

Vítimas da cultura machista 

Esse tipo de crime tem, em sua grande maioria, a mulher como vítima, com algumas exceções, como no caso de Elize, que matou o companheiro. Segundo o psiquiatra e professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Sérgio Baldassin, isso acontece porque alguns comportamentos, como a violência, são predominantes no homem desde o começo das civilizações. “Determinadas civilizações antigas, quando governadas por mulheres, caracterizam-se por apresentar predominantemente materiais agrícolas em seus registros históricos; quando por homens, destacam-se nas pesquisas o material bélico”. 
Ou seja, o homem, na figura do macho, ainda tem resquícios do tempo das cavernas. Segundo Barros, esse é um crime de gênero, ligado não apenas à maior força física do macho, mas, ainda, às diversas crenças e posturas com relação aos papéis da mulher e do homem no relacionamento. “O ambiente cultural é um fator de grande peso na ocorrência de crimes como esses.”

Mas como saber quem é, verdadeiramente, a pessoa com a qual convivemos e dividimos nossa cama? Para Baldassin, pode não haver sinais. Esse tipo de pessoa pode ou não dar pistas de uma personalidade violenta. Ela pode ser sossegada o tempo todo e, em algum momento, ficar violenta. “As possibilidades existem. Os sinais muitas vezes não são percebidos pelo próximo, que tende a achar que o sujeito era assim mesmo, quieto, isolado ou esquentado...” 

Para o caso específico de crimes como o cometido por Elize, Baldassin diz que não há um perfil. “Podem ser cometidos por indivíduos normais ou psicóticos, movidos por ideias delirantes, em busca de algum ganho, a qualquer custo.”

Segundo o psiquiatra Daniel de Barros, a maioria dos criminosos - mesmo entre os que cometem crimes bárbaros - não tem nenhum transtorno psiquiátrico. “Mais importante do que isso é fundamental lembrar que grande parte das pessoas que sofre com um transtorno mental nunca comete crime algum. Portanto, não há um sinal que seja específico para identificar quem irá ou não cometer atos violentos.” (Ana Fabrício)


Como identificar um psicopata?

Quanto aos psicopatas, o psiquiatra e professor Sérgio Baldassin traça um perfil com algumas das suas características principais. Importante destacar: estes sinais não significam, necessariamente, que todos eles sofrem. Mas alguns psicopatas sofrem mais, como os tímidos, nerds, isolados e esquizotímicos (têm personalidade introspectiva, concentrada, inquieta e contraditória consigo próprio).


Mas Barros alerta que os psicopatas são sujeitos extremamente frios, indiferentes ao sofrimento alheio, incapazes de estabelecer relacionamentos profundos e verdadeiros, em qualquer esfera da vida.


Fique atento aos sinais: 
Indiferença pelos sentimentos alheios; pobreza geral na maioria das reações afetivas. 
Conduta antissocial: atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais. 
Incapacidade de manter relacionamentos, embora não haja dificuldade em estabelecê-los. 
Muito baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência. 
Incapacidade de experimentar culpa ou remorso, ou de aprender com a experiência, particularmente punição. 
Propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis para o comportamento que o levou ao conflito com a sociedade. 
Desprezo para com a verdade e insinceridade. 
Sedução e boa inteligência. 
Não confiabilidade. 
Egocentrismo patológico e incapacidade para amar. 
Perda específica de insight (compreensão interna). 
Comportamento extravagante e inconveniente, algumas vezes sob a ação de bebidas, outras não. 
Vida sexual impessoal, trivial e mal integrada. 
Falha em seguir qualquer plano de vida. 
Amor ou ódio?
No Brasil e no mundo todo, são poucos os acontecimentos criminosos que têm o homem como vítima da mulher. A violência em um relacionamento pode partir tanto de um quanto de outro, mas, segundo as estatísticas policiais, há mais inimigos que inimigas. 


No Brasil, os casos conhecidos em que uma mulher foi acusada de matar o parceiro são três: 

Dorinha Duval - Em 1980, a atriz Dorinha Durval confessou ter matado com três tiros o seu marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara (16 anos mais novo do que Dorinha) ter dito não sentir mais atração por “uma velha” e, em seguida, tê-la agredido. A atriz foi condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto.






Zulmira Galvão Bueno - Em 1950, Zulmira Galvão Bueno matou com dois tiros o marido, Stélio Galvão Bueno, ao descobrir que ele lhe era infiel. Stélio Galvão Bueno era um advogado de sucesso, e Zulmira uma humilde bilheteira de cinema. Ela foi condenada a dois anos de prisão, com sursis (suspensão condicional da pena).


 Cippolina - O corpo do coronel aposentado da Polícia Militar e deputado estadual Ubiratan Guimarães foi encontrado por seus assessores políticos no dia 10 de setembro de 2006, caído perto do sofá, em seu apartamento. Sua namorada e suspeita de ser a assassina, a advogada Carla Cippolina, negou o crime. Mas câmeras do elevador a gravaram deixando o prédio do coronel no horário aproximado da morte. Guimarães ficou nacionalmente conhecido por comandar a invasão do extinto presídio do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar.
Apesar de Carla alegar inocência, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a indiciou pelo assassinato de Ubiratan. Mas o processo foi arquivado pelo juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, em 2008, que entendeu que não havia provas suficientes para indicar Carla como suspeita do homicídio. Porém, em junho de 2010, a Câmara Criminal do TJ-SP decidiu que a advogada fosse submetida a júri popular, marcado para o mês de agosto próximo. A denúncia sustenta que Carla matou Ubiratan após uma discussão por ciúmes. Para o MP, a advogada decidiu atirar nele para se vingar por ele ter colocado um fim ao relacionamento dos dois.

Homens matam muito mais que mulheres

Já os casos de homens que matam mulheres são mais comuns. No livro Dormindo com o inimigo (editora Bertrand Brasil), o psicólogo e orientador pessoal Roberto Bo Goldkorn demonstra que a mulher é vítima em cerca de sete entre dez casos de uniões conflituosas (esses dados batem com os números de crimes passionais divulgados pela polícia). No seu livro, Goldkorn mistura sua experiência profissional e pessoal (fatos relatados por pacientes, parentes e amigos) com uma apurada pesquisa fundamentada em fatores históricos, sociais, culturais, psicológicos e fisiológicos, com o objetivo de fazer com que o leitor aprenda a perceber, no dia a dia, quem são os verdadeiros aliados e quem são aqueles que estarão dispostos a atacar ao primeiro descuido.

Confira os principais casos de crimes cometidos por homens contra mulheres no Brasil: 


Mércia Nakashima - A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar os avós, e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água. O principal suspeito do crime é o ex-namorado de Mércia, o policial aposentado Mizael Bispo de Souza, que teria matado a jovem com o auxílio do vigia Evandro Bezerra da Silva. O motivo do crime: Mércia queria acabar o relacionamento. Mizael, depois de algum tempo foragido, entregou-se à polícia. Atualmente preso, aguarda julgamento.



Eloá Cristina Pimentel – Em 13 de outubro de 2008, Eloá Cristina Pimentel e uma amiga, Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos de idade, foram tomadas como refém pelo ex-namorado de Eloá, Lindemberg Alves Fernandes, no mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. O fato aconteceu em Santo André, no ABC paulista. A polícia cercou o local, mas não obteve sucesso na negociação com o sequestrador. Após cem horas de terror, Lindemberg atirou contra as jovens: Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu; Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Em fevereiro, Lindemberg foi condenado a uma pena de 98 anos e dez meses de prisão, pelos doze crimes dos quais foi acusado.

Farah Jorge Farah – Após uma discussão com a dona de casa Maria do Carmos Alves, 46 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso que já durava mais de 20 anos, o cirurgião plástico de origem libanesa, Farah Jorge Farah a matou e a esquartejou. O crime ocorreu em 2003, no interior da clínica do médico, que utilizou seus conhecimentos técnicos para retirar as vísceras, drenar o sangue e extirpar marcas que pudessem diminuir o peso do corpo e identificar a vítima. O cirurgião guardou as partes do corpo de Maria do Carmo em cinco sacos plásticos, deixados no porta-malas do carro dele. No dia seguinte, ele confessou o crime à família. Considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima, Farah ficou preso durante quatro anos e meio e obteve da Justiça o direito de recorrer em liberdade.

Antônio Pimenta Neves – Depois de quatro anos de um relacionamento conturbado, o jornalista Antonio Pimenta Neves, então editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, deu dois tiros - um nas costas e outro na cabeça - da sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, de 31 anos. O crime ocorreu no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo. O motivo: ciúmes. Após 10 anos sem punição, Pimenta Neves está preso.

Lindomar Castilho - Eliana de Grammont e Lindomar Castilho já estavam separados oficialmente havia 20 dias quando ele a matou com um tiro no peito. Na época, 1981, Eliana tinha 26 anos. O crime aconteceu no bar Belle Époque, em São Paulo. O motivo: Lindomar descobriu que Eliana tinha um caso amoroso com seu primo. Submetido a júri popular em 1984 e condenado a 12 anos de prisão, cumpriu apenas quatro anos e ganhou liberdade condicional por bom comportamento.

Doca Street - Em 1970, Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street, era um homem de 42, paulista e rico, quando se apaixonou por Angela Diniz, conhecida como a “Pantera de Minas”. A relação dos dois era explosiva. Numa briga, depois de ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e a assassinou com três tiros no rosto e um na nuca. O crime aconteceu em dezembro de 1976, na praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro. Condenado, em 1979, por homicídio culposo, Doca foi, em seguida, beneficiado pelo sursis (suspensão condicional da pena). Segundo a alegação da defesa, o crime foi "em legítima defesa da honra", depois de o assassino ter sofrido "violenta agressão moral". Dois anos depois, por pressão de movimentos feministas, ele acabou sendo condenado a 15 anos de prisão.


Tragédias na literatura e no cinema 

Os crimes cometidos em nome da paixão ou de psicopatias estão bem representados no cinema e na literatura. Confira alguns deles:




Dormindo com o inimigo - Um dos filmes mais conhecidos sobre o assunto é Dormindo com o Inimigo (1990), com Julia Roberts no papel de Laura. Ela conhece Martin Burney, que parece ser o homem dos seus sonhos: bonito, bem-sucedido e sedutor. Mas, depois de casada, ela descobre o verdadeiro Martin: compulsivo, dominador e violento. Ela passa a viver um pesadelo e, após três anos, planeja sua fuga. Sabendo que apenas sua morte impediria Martin de continuar a lhe perseguir, Laura simula um afogamento em um acidente de barco e muda-se para uma cidadezinha do centro-oeste. Mesmo com uma nova aparência e identidade, ela continua sobressaltada, perseguida pela memória da brutalidade de Martin. Movido por uma obsessão doentia, ele não desiste de reencontrá-la. 


Otelo - Uma das mais conhecidas obras do escritor inglês William Shakespeare, Otelo relata com maestria um crime passional. Na história, Otelo, um general mouro de Veneza, assassina sua jovem esposa, Desdêmona, por acreditar que ela o traía com Cássio, um dos seus soldados. Entretanto, ao descobrir que sua esposa, na verdade, lhe era fiel, Otelo come suicídio.

http://freesaopaulo.blogspot.pt/2012/07/dormindo-com-o-inimigo.html
Peça ajuda:

Em situações de ameaça evidente ou risco, os telefones e endereços eletrônicos abaixo podem ser muito úteis para a mulher.


- Disque Saúde Mulher - 0800 6440803
- Delegacia de Defesa da Mulher (24 horas) - (11) 3241-3328
- Casa Eliane de Grammont - (11) 5549-9339 
- Casa Sofia - 0800 7703053 
- Centro de Atendimento à Mulher Cidinha Kopcak - (11) 6115-4195 


Guia de Serviços de Atendimento à Violência On-line: www.mulheres.org.br 
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres: www.presidencia.gov.br/spmulheres 

Teste

Descubra se você (ou seu parceiro) é um psicopata

Esse é um famoso teste psicológico norte-americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, os fins sempre justificam os meios. 
Quer saber se você pensa como um psicopata? Então, faça o teste abaixo.

Leia a história e responda à pergunta. 

“Uma mulher tinha duas filhas, já adultas. Essa mulher morreu, e no dia do seu velório, sua filha mais nova conheceu um rapaz, bonito, elegante, simpático, inteligente... Eles se apaixonaram e, algum tempo depois, casaram-se. Mas, em poucos meses, eles brigaram e se separaram. O rapaz foi embora. A moça, que ainda gostava dele, sentiu-se amargurada por ter sido deixada. Então, ela tomou uma decisão terrível: Matou sua única irmã.” 

A pergunta é: por qual motivo a moça matou a própria irmã? 

Resposta: Como a moça conheceu o rapaz no funeral de sua mãe, supôs que ele era conhecido da família. Então, decidiu que a única maneira de trazê-lo de volta seria o funeral de algum outro familiar. Logo, matou a irmã na esperança de que o rapaz aparecesse novamente no funeral.

Para um psicopata, as pessoas ao seu redor não são nada além de degraus para alcançar seus objetivos. Eles usam essas pessoas, e quando não são mais necessárias, eles as descartam. Simples assim. Se vc conhece alguém que acertar a resposta, tire-o de seu e-mail ou de sua agenda... Fique bem longe.

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O PERFIL DE UM PSICOPATA

21.01.12

O PERFIL DE UM PSICOPATA

O acusado Chispê Sete Herculany Bronson, tinha 37 anos de idade, moreno de cabelos castanhos, lábios grossos, dentes perfeitos, um metro e oitenta centímetros de altura, vendedor, realmente muito bonito. Foi preso e processado por ter matado um homossexual e seis mulheres. O primeiro ele matou, emasculou e dividiu o Crânio em duas bandas, as quais usava como uma espécie de cuia para servir alimento. Quanto às mulheres, as duas primeiras viviam muito bem financeiramente. A primeira, Hane Pink, recebia uma pensão deixada por seu pai, já falecido, que lhe rendia cerca de R$ 8.700,00 por mês e tinha um salão de beleza bastante freqüentado por mulheres da classe média. Esta foi assassinada com golpes de tesoura e navalha por todo o corpo e só foi encontrada cinco dias depois do crime no quarto de uma casa de veraneio alugada por ele.

A segunda, Paola Senyl, foi morta por asfixia depois de uma noite de farra, sexo e muita droga nas margens de um riacho de águas cristalinas e sem qualquer ligação com o cenário macabro criado por ele naquele local. As outras quatro ele negou a autoria, mas os indícios conduziam todos para ele. Herculany era arrogante, mentiroso e irresistível.

Conheça aqui o perfil desse homem para que você possa detectar alguma pessoa parecida com ele no seu ciclo de amizade. Inicialmente afirmo que ele tinha uma boa lábia, era bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um bom ator em cena conquistava as vítimas bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passava por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.

Herculany tinha um ego inflado, ele se achava o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião e dominador. Adorava ter poder sobre as pessoas e acreditava que nenhum palpite valia tanto quanto suas idéias.

Era um loroteiro desenfreado, mentia tanto que às vezes não se dava conta de que estava mentindo. Tinha até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele o mundo era feito de caças e predadores e não fazia sentido não se aproveitar da boa fé dos mais fracos.

O homem tinha uma sede insaciável por adrenalina, não tolerava monotonia e dificilmente ficava encostado num trabalho repetitivo ou num casamento; das mulheres que matou havia casado com três delas. Ele precisava viver no fio da navalha, quebrando regras. Ele se aventurava em rachas, drogas e crimes.

Em certas ocasiões ele apresentava reações estouradas, reagia desproporcionalmente a pequenos insultos, frustrações e ameaças, mas o estouro ia tão rápido quanto vinha, e logo ele agia como se nada tivesse acontecido. Ele era tão sem emoções que nem rancor ele conseguia guardar. Era um homem impulsivo, embora racional, não perdia tempo pesando os prós e os contras antes de agir. Se estivesse com vontade de fazer algo ia lá e conseguia fazer retirando os obstáculos do caminho. Se passasse a vontade largava tudo. Seu plano era o dia seguinte.

Ele tinha um comportamento antissocial, regras sociais não faziam sentido para quem era movido somente pelo prazer, ele era indiferente ao próximo. Faltava nele o sentimento de culpa. Por onde passava deixava bolsos vazios e corações partidos. Ora, mas porque se sentir mal se a dor era do outro e não dele? Para Herculany, a culpa era apenas um mecanismo para controlar as pessoas.

Era um homem de sentimentos superficiais, a emoção só existia nas lindas palavras que saiam de seus lindos lábios. Ele só namorava pelo tesão, pelo poder sobre o outro, não por amor. Quando perdia um amigo não ficava triste, mas ficava frustrado por ter ficado com uma fonte de favores a menos.

Faltava em Herculany empatia, não conseguia se colocar no lugar do próximo. Para ele as pessoas não eram mais que simples objeto do seu prazer. Não amava, não queria ter filhos e se tivesse seriam apenas como objetos de sua posse.

Herculany era um verdadeiro psicopata irresponsável, compromisso não lhe dizia nada, era um mal amante, mal funcionário e infiel com suas mulheres. Quando era pego numa de suas mancadas dizia sempre que ia mudar. Os seus problemas, segundo seus próprios relatos nos autos, apareceram cedo. Roubou aos 10 anos de idade, teve experiências sexuais aos 11 anos, não poupou os coleguinhas, irmãs, irmãos e animais, matou aos 12 anos. Ele era um psicopata. Morreu na prisão. Morreu como ficção.

Erivelton Lago- Advogado Criminalista

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Seu amigo psicopata

19.01.12
por Texto Leandro Narloch
Tinha alguma coisa errada com o Guilherme. Desde quando era pequeno, 4 anos de idade, a mãe, Norma*, achava que ele não era uma criança normal. O guri não tinha apego a nada, era frio, não obedecia a ninguém. O problema ficou claro aos 9 anos. Guilherme, nome fictício de um rapaz do Guarujá, litoral de São Paulo, que hoje tem 28 anos, roubava os colegas da escola, os vizinhos e dinheiro em casa. Também passou a expressar uma enorme capacidade de fazer os outros acreditar no que inventava. Aos 18, o garoto conseguiu enganar uma construtora e comprar um apartamento fiado. “Quando um primo da mesma idade morreu de repente, ele só disse ‘que pena’ e continuou o que estava fazendo”, conta a mãe. Tinha alguma coisa errada com o Guilherme.
Em busca de uma solução, Norma passou 15 anos rodando com o filho entre psicólogos, psiquiatras, pediatras e até benzedeiros. Para todos, ele não passava de um garoto normal, com vontades e birras comuns. “Diziam que era mimo demais, que não soubemos impor limites.” Uma pista para o problema do filho só apareceu em 2004. A mãe leu uma entrevista sobre psicopatia e resolveu procurar psiquiatras especializados no assunto. Então descobriu que o filho sofre da mesma doença de alguns assassinos em série e também de certos políticos, líderes religiosos e executivos. “Apenas confirmei o que já sabia sobre ele”, diz Norma. “Dói saber que meu filho é um psicopata, mas pelo menos agora eu entendo que problema ele tem.”
Guilherme não é um assassino como o Maníaco do Parque ou o Chico Picadinho. Mas todos eles sofrem do mesmo problema: uma total ausência de compaixão, nenhuma culpa pelo que fazem ou medo de serem pegos, além de inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está em volta. A gente costuma chamar pessoas assim de monstros, gênios malignos ou coisa que o valha. Mas para a Organização Mundial da Saúde (OMS), eles têm uma doença, ou melhor, deficiência. O nome mais conhecido é psicopatia, mas também se usam os termos sociopatia e transtorno de personalidade anti-social.
Com um nome ou outro, não se trata de raridade. Entre os psiquiatras, há consenso quanto a estimativas surpreendentes sobre a psicopatia. “De 1% a 3% da população tem esse transtorno. Entre os presos, esse índice chega a 20%”, afirma a psiquiatra forense Hilda Morana, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (Imesc). Isso significa que uma pessoa em cada 30 poderia ser diagnosticada como psicopata. E que haveria até 5 milhões de pessoas assim só no Brasil. Dessas, poucas seriam violentas. A maioria não comete crimes, mas deixa as pessoas com quem convive desapontadas. “Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam”, disse à SUPER o psicólogo canadense Robert Hare, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e um dos maiores especialistas no assunto.
Os psicopatas que não são assassinos estão em escritórios por aí, muitas vezes ganhando uma promoção atrás da outra enquanto puxam o tapete de colegas. Também dá para encontrá-los de baciada entre políticos que desviam dinheiro de merenda para suas contas bancárias, entre médicos que deixam pacientes morrer por descaso, entre “amigos” que pegam dinheiro emprestado e nunca devolvem... Lendo esta reportagem, não se surpreenda se você achar que conhece algum. Certamente você já conheceu.
Amigo da onça
O psicólogo Robert Hare tinha acabado de sair da faculdade, na década de 1960, quando arranjou um emprego no presídio de Vancouver. Função: atender os presos com problemas e montar diagnósticos de sanidade para pedidos de condicional. Lá conheceu o simpático Ray, um dos presos. Era um sujeito legal, contava histórias envolventes e tinha um sorriso que deixava qualquer um confortável. Como o sujeito parecia aplicado e dedicado a ter uma vida correta depois da prisão, o doutor resolveu ajudá-lo em pedidos de transferência para trabalhos melhores na cadeia, tipo a cozinha e a oficina mecânica. Os dois ficaram amigos. Mas Ray não era o que parecia. Hare descobriu que o homem usava a cozinha para produzir álcool e vender aos colegas. Os funcionários do presídio também alertaram o psicólogo dizendo que ele não tinha sido o primeiro a ser ludibriado pelo “gente boa” Ray. E que a falta de escrúpulos do preso não tinha limites. Pouco depois, Hare sentiu isso na pele: teve os freios de seu carro sabotados pelo “amigo” presidiário.
Ray não era único ali. Boa parte de seus colegas no presídio de Vancouver era formada por sujeitos alegres, comunicativos e cheios de amigos que também eram egocêntricos, sem remorso e não mudavam de atitude nem depois de semanas na solitária. Nas prateleiras sobre doenças mentais, havia várias descrições parecidas. O francês Philip Pinel, um dos pais da psiquiatria, escreveu no século 18 sobre pessoas que sofriam uma “loucura sem delírio”. Mas o primeiro estudo para valer sobre psicopatia só viria em 1941, com o livro The Mask of Sanity (“A Máscara da Sanidade”, sem tradução para o português), do psiquiatra americano Hervey Cleckley. Ele dedica a obra a um problema “conhecido, mas ignorado” e cita casos de pacientes com charme acima da média, capacidade de convencer qualquer um e ausência de remorso. Com base nesses estudos, Robert Hare passou 30 anos reunindo características comuns de pessoas assim, até montar sua escala Hare, o método para reconhecer psicopatas mais usado hoje.
Trata-se de um questionário com perguntas sobre a vida do sujeito, feito para investigar se ele tem traços de psicopatia. Seja como for, não é fácil identificar um. Psicopatas não têm crises como doentes mentais: o transtorno é constante ao longo da vida. Outras funções cerebrais, como a capacidade de raciocínio, não são afetadas. Algumas características, no entanto, são evidentes.
Segredos e mentiras
Atributo número 1: mentir. Todo mundo mente, mas psicopatas fazem isso o tempo todo, com todo mundo. Inclusive com eles mesmos. São capazes de dizer “Já saltei de pára-quedas” e, logo depois, “Nunca andei de avião”, sem achar que existe uma grande contradição aí. Espertos, não se contentam só em dizer que são neurocirurgiões, por exemplo, sem nunca ter completado o colegial: usam e abusam de termos técnicos das profissões que fingem ter. Se o sujeito finge ser advogado, manda ver nos “data venias” da vida. Se diz que estudou filosofia, vai encher o vocabulário de expressões tipo “dialética kantiana” sem fazer idéia do que isso significa. Sim, eles são profissionais da lorota.
“Depois que descobri as mentiras que ele me contou, passei um tempo me perguntando como tinha sido tão burra para acreditar naquilo”, diz a professora carioca Ana*. Há 9 anos, ela conheceu um cara incrível. Ele dizia que, com apenas 27 anos, era diretor de uma grande companhia e que, por causa disso, viajava sempre para os EUA e para a Europa. Atencioso e encantador, Cláudio era o genro que toda sogra queria ter. “Em 5 meses, a gente estava quase(casando. Então a mãe dele revelou que era tudo mentira, que o filho era doente, enganava as pessoas desde criança e passava por um tratamento psiquiátrico.”
Ana largou Cláudio e foi tocar a vida. Mas nem sempre quem passa pelas mãos de um psicopata “pacífico” tem tempo para reorganizar as coisas. Que o digam as pessoas que cruzaram o caminho de Alessandro Marques Gonçalves. Formado em direito, ele resolveu fingir que era médico. E levou esse delírio às últimas conseqüências: forjou documentos e conseguiu trabalho em 3 grandes hospitais paulistas. Enganou pacientes, chefes e até a mulher, que espera um filho dele e não fazia idéia da fraude. Desmascarado em fevereiro de 2006, Alessandro aleijou pelo menos 23 pessoas e é suspeito da morte de 3.
“Ele usa termos técnicos e fala com toda a naturalidade. Realmente parece um médico”, diz o delegado André Ricardo Hauy, de Lins, que o interrogou. “Também acha que não está fazendo nada de errado e diz, friamente, que queria fazer o bem aos pacientes.” Quando foi preso, Alessandro não escondeu a cabeça como os presos geralmente fazem: deixou-se filmar à vontade.
“O diagnóstico de transtorno anti-social depende de um exame detalhado, mas dá para perceber características de um psicopata nesse falso médico. É que, além de mentir, ele mostra ausência de culpa”, afirma o psiquiatra Antônio de Pádua Serafim, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
E esse é um atributo-chave da mente de um psicopata: cabeça fresca. Nada deixa esses indivíduos com peso na consciência. Fazer coisas erradas, todo mundo faz. Mas o que diferencia o psicopata do “todo mundo” é que um erro não vai fazer com que ele sofra. Sempre vai ter uma desculpa: “Um cara que matou 41 garotos no Maranhão, Francisco das Chagas, disse que as vítimas queriam morrer”, conta Antônio Serafim.
Justamente por achar que não fazem nada de errado, eles repetem seus erros. “Psicopatas reincidem 3 vezes mais que criminosos comuns”, afirma Hilda Morana, que traduziu e adaptou a escala Hare para o Brasil. “Tem mais: eles acham que são imunes a punições.” E isso vale em qualquer situação. Até na hora de jogar baralho.
Foi o que mostrou o psicólogo americano Joe Newman num experimento em 1987. No laboratório, havia 4 montes de cartas. Sem que os jogadores soubessem, um deles estava cheio de cartas premiadas. Ou seja: quem escolhesse aquele monte ganhava mais dinheiro e continuava no jogo. Aos poucos, porém, a quantidade de cartas boas rareava, até que, em vez de dar vantagem, escolher aquele monte passava a dar prejuízo. Pessoas comuns que participaram da pesquisa logo perceberam a mudança e deixaram de apostar nele. Psicopatas, porém, seguiram tentando obter a recompensa anterior. “Pessoas comuns mudam de estratégia quando não obtêm recompensa”, afirma o neurocientista James Blair, autor do livro The Psychopath – Emotion and the Brain (“O Psicopata – Emoção e o Cérebro”, sem edição brasileira). “Mas crianças e adultos com tendências psicopáticas continuam a ação mesmo sendo repetidamente punidos com a perda de pontos.”
Psicopatas não aprendem com punições. Não adianta dar palmadas neles.
Além disso, psicopata que se preze se orgulha de suas mancadas. Esse sujeito pode ser o marido que trai a mulher e se gaba para os amigos. Ou coisa pior. Veja o caso do promotor de eventos Michael Alig. Querido por todos, ele difundiu a cultura clubber em Nova York, organizando festas itinerantes. E em 1996 ele matou um amigo em casa. Quando o corpo começou a feder, retalhou-o e jogou os pedaços no rio Hudson. Dias depois, em um programa de TV, Alig simplesmente descreveu o assassinato, todo pimpão. Os jornalistas acharam que era só uma brincadeira besta, claro. Dias depois, a polícia achou o corpo do amigo de Alig no rio. Ele foi condenado a 20 anos de prisão – sem perder a pose.
Isso é lugar-comum entre os psicopatas. O próprio psiquiatra Antônio Serafim está acostumado com relatos grandiosos de carnificinas: “Quando você pergunta sobre a destreza com que cometeram os crimes, eles contam detalhes dos assassinatos, cheios de orgulho.”
Zumbis
Se você estivesse indo comprar cerveja perto de casa e se desse conta que esqueceu a carteira, o que faria? Em vez de voltar para buscar dinheiro, um psicopata da Califórnia preferiu catar um pedaço de pau, bater num homem e levar o dinheiro dele. Também tem o caso de uma mulher que deixou a filha de 5 anos ser estuprada pelo namorado. Perguntada por que deixou aquilo acontecer, ela disse: “Eu não queria mais transar, então deixei que ele fosse com a minha filha.”
Eis mais um traço psicopático. “Eles tratam as pessoas como coisas”, afirma o psiquiatra Sérgio Paulo Rigonatti, do Instituto de Psiquiatria do HC. Isso acontece porque eles simplesmente não assimilam emoções. Para entender isso melhor, vamos dar um passeio pelo inferno.
Corpos decapitados, crianças esquálidas com moscas nos olhos, torturas com eletrochoque, gemidos desesperados. Só de imaginar cenas assim, a reação de pessoas comuns é ter alterações fisiológicas como acelerar as batidas do coração, intensificar a atividade cerebral e enrijecer os músculos. Em 2001, o psiquiatra Antônio Serafim colocou presos de São Paulo para assistir a cenas assim. Cada um ouvia, por um fone, sons desagradáveis, como gritos de desespero. “Os criminosos comuns tiveram reações físicas de medo”, diz ele. “Já os identificados como psicopatas não apresentaram sequer variação de batimento cardíaco.”
Mais: uma série de estudos do Instituto de Neurociência Cognitiva, nos EUA, mostrou que psicopatas têm dificuldade em nomear expressões de tristeza, medo e reprovação em imagens de rostos humanos. “Outros 3 estudos ligaram psicopatia com a falta de nojo e problemas em reconhecer qualquer tipo de emoção na voz das pessoas”, afirma Blair.
É simples: assim como daltônicos não conseguem ver cores, psicopatas são incapazes de enxergar emoções. Não as enxergam nem as sentem, pelo menos não do mesmo jeito que os outros fazem. Em vez disso, eles só teriam o que os psiquiatras chamam de proto-emoções – sensações de prazer, euforia e dor menos intensas que o normal. “Isso impede os psicopatas de se colocar no lugar dos outros”, diz Hilda Morana.
Um dos pacientes entrevistados por Hare confirma: “Quando assaltei um banco, notei que uma caixa começou a tremer e a outra vomitou em cima do dinheiro, mas não consigo entender por quê”, disse. “Na verdade, não entendo o que as pessoas querem dizer com a palavra ‘medo’ ”.
No livro No Ventre da Besta – Cartas da Prisão, o escritor americano Jack Abbott descreve com honestidade o que acontece na sua cabeça de psicopata: “Existem emoções que eu só conheço de nome. Posso imaginar que as tenho, mas na verdade nunca as senti”.
É como se eles entendessem a letra de uma canção, mas não a música. Esse jeito asséptico de ver o mundo faz com que um psicopata consiga mentir sem ficar nervoso, sacanear os outros sem sentir culpa e, em casos extremos, retalhar um corpo com o mesmo sangue-frio de quem separa as asinhas do peito de um frango assado.
Cérebros em curto
Ok, o problema central dos psicopatas é que eles não conseguem sentir emoções. Mas por que isso acontece? “A crença de que tudo é causado por famílias instáveis ou condições sociais pobres nos faz fingir que o problema não existe”, afirma Hare.
Para a neurologia, a coisa é mais objetiva: os “circuitos” do cérebro de um psicopata são fisicamente diferentes dos de uma pessoa normal. Uma descoberta importante foi feita pelo neuropsiquiatra Ricardo de Oliveira-Souza e pelo neurologista Jorge Moll Neto, pesquisador do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos dos EUA. Em 2000, os dois identificaram, com imagens de ressonância magnética, as partes do cérebro ativadas quando as pessoas fazem julgamentos morais. Os participantes da pesquisa tiveram o cérebro mapeado enquanto decidiam se eram certas ou erradas frases como “podemos ignorar a lei quando necessário” ou “todos têm o direito de viver”, além de outras sem julgamento moral, como “pedras são feitas de água”. A maioria dos voluntários ativou uma área bem na testa, chamada Brodmann 10, ao responder às perguntas.
E aí vem o pulo-do-gato: a dupla repetiu o estudo em 2005 com pessoas identificadas como psicopatas, e descobriu que elas ativam menos essa parte do cérebro. Daí a incompetência que os sujeitos com transtorno anti-social têm para sentir o que é certo e o que é errado. Agora, resta saber se essas deficiências vêm escritas no DNA ou se surgem depois do nascimento.
Hoje, se sabe que boa parte da estrutura cerebral se forma durante a vida, sobretudo na infância. Mas cientistas buscam uma causa genética porque a psicopatia parece surgir independentemente do contexto ou da educação. “Nascem tantos psicopatas na Suécia ou na Finlândia quanto no Brasil”, afirma Hilda Morana. “Os pais costumam se perguntar onde foi que erraram.” A impressão é que psicopatas nasceram com o problema. “Eles também surgem em famílias equilibradas, são irmãos de pessoas normais e deixam seus pais perplexos”, afirma Oliveira-Souza.
James Blair vai pela mesma linha: “Estudos com pessoas da mesma famíla, gêmeos e filhos adotados indicam que o comportamento dos psicopatas e as disfunções emocionais são coisas hereditárias”, afirma.
Cobras de terno
Mesmo quem defende uma origem 100% genética para a psicopatia não descarta a importância do ambiente. A criação, nessa história, seria fundamental para determinar que tipo de psicopata um camarada com tendência vai ser.
“Fatores sociais e práticas familiares influenciam no modo como o problema será expresso no comportamento”, afirma Rigonatti. Por exemplo: psicopatas que cresceram sofrendo ou presenciando agressões teriam uma chance bem maior de usar sua “habilidade” psicopática para matar pessoas.
Um bom exemplo desse tipo é o americano Charles Manson. Filho de uma prostituta alcoólatra e dono de uma mente pra lá de sociopata, transformou um punhado de hippies da Califórnia em um grupo paramilitar fanático nos anos 70. Manson foi responsável pela carnificina na casa do cineasta Roman Polanski. Entre os 5 mortos, estava a atriz Sharon Tate, mulher do diretor e grávida de 8 meses. Detalhe: ele nem sequer participou da ação. Só usou sua capacidade de liderança para convencer um punhado de seguidores a realizar o massacre.
Já os que vêm de famílias equilibradas e viveram uma infância sem grandes dramas teriam uma probabilidade maior de se transformar naqueles que mentem, trapaceiam, roubam, mas não matam. Mais de 70% dos psicopatas diagnosticados são desse grupo, mas não há motivo para alívio. Psicopatas infiltrados na política, em igrejas ou em grandes empresas podem fazer estragos ainda piores.
Exemplos não faltam. O político absurdamente corrupto que é adorado por eleitores, cativa jornalistas durante entrevistas, não entra em contradição nem parece sentir culpa por ter recheado suas contas bancárias com dinheiro público é um. O líder religioso que enriquece à custa de doações dos fiéis é outro. E por aí vai.
“Eles costumam se dar bem em ambientes pouco estruturados e com pessoas vulneráveis. Agem como cartomantes, pais de santo, líderes messiânicos”, afirma Oliveira-Souza. Psicopatas não tão fanáticos, mas com a mesma falta de escrúpulos, também estão em grandes empresas, sugando dinheiro e tornando a vida dos colegas um inferno.
A habilidade para mentir despudoradamente sem levantar suspeitas faz com que eles se dêem bem já nas entrevistas de emprego. O charme que eles simulam ajuda a conquistar a confiança dos chefes e a pressionar para que colegas que atrapalham sua ascensão profissional acabem demitidos. Não raro, costumam ocupar os cargos hierárquicos mais altos.
O psicólogo ocupacional Paul Babiak cita o exemplo de Dave, um executivo de uma empresa americana de tecnologia. Logo na primeira semana, o chefe notou que ele gastava mais tempo criando picuinhas entre os funcionários do que trabalhando e plagiava relatórios sem medo de ser pego. Quando o chefe recomendou sua demissão, Dave foi reclamar aos chefes do seu chefe. Com sua lábia, conseguiu ficar dois anos na empresa, sendo promovido duas vezes, até causar um rombo na firma e sua máscara cair. “Certamente há mais psicopatas no mundo dos negócios que na população em geral”, diz o psiquiatra Hare, que escreveu com Babiak o livro Snakes in Suits – When Psychopaths Go to Work (“Cobras de Terno – Quando Psicopatas vão Trabalhar”, inédito no Brasil). Para ele, sociopatas corporativos são responsáveis por escândalos como o da Enron, em 2002, quando a empresa americana mentiu sobre seus lucros para bombar preços de ações. “O poder e o controle sobre os outros tornam grandes empresas atraentes para os psicopatas”, diz.
O que fazer?
Seja nas empresas, nas ruas, ou numa casinha de sapê, nossos amigos com transtorno anti-social são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas. Mas, para os psiquiatras, essa limitação não significa que eles não devam ser responsabilizados pelo que fazem. “Psicopatas têm plena consciência de que seus atos não são corretos”, afirma Hare. “Apenas não dão muita importância para isso.” Se cometem crimes, então, devem ir para a cadeia como os outros criminosos.
Só que até depois de presos psicopatas causam mais dores de cabeça que a média dos criminosos. Na cadeia, tendem a se transformar em líderes e agir no comando de rebeliões, por exemplo. “Mas nunca aparecem. Eles sabem como manter suas fichas limpas e acabam saindo da prisão mais cedo”, diz Antônio de Pádua Serafim.
Por conta disso, a psiquiatra forense Hilda Morana foi a Brasília em 2004 tentar convencer deputados a criar prisões especiais para psicopatas. Conseguiu fazer a idéia virar um projeto de lei, que não foi aprovado. Nas prisões brasileiras, não há procedimento de diagnóstico de psicopatia para os presos que pedem redução da pena. “Países que aplicam o diagnóstico têm a reincidência dos criminosos diminuída em dois terços, já que mantêm mais psicopatas longe das ruas”, diz ela. Tampouco há procedimentos para evitar que psicopatas entrem na polícia – uma instituição teoricamente tão atraente para eles quanto as grandes empresas. Também não há testes de psicopatia na hora de julgar se um preso pode partir para um regime semi-aberto. Nas escolas, professores não estão preparados para reconhecer jovens com o transtorno.
“Mesmo dentro da psiquiatria existe pouca gente interessada no assunto, já que os psicopatas não se reconhecem como tal e dificilmente vão mudar de comportamento durante a vida”, diz o psiquiatra João Augusto Figueiró, de São Paulo. Também não existem tratamentos comprovados nem remédios que façam efeito. Outro problema: quando levados a consultórios, os psicopatas acabam ficando piores. Eles adquirem o vocabulário dos especialistas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando for necessário. Diante da falta de perspectiva de cura, quem convive com psicopatas no dia-a-dia opta por vigiá-los o máximo possível. É o que faz a dona-de-casa Norma, do Guarujá, com o filho Guilherme. “Enquanto eu e o pai dele estivermos vivos, podemos tomar conta”, diz. “Mas... e depois?”
 
Meu filho psicopata*
“Ele mentia muito. Armava um teatro para nos transformar em culpados. Não tinha apego nem responsabilidade. Não evitava falar coisas que deixassem os outros magoados. Nunca pensou que, se fizesse alguma coisa ruim, os pais ficariam bravos. Na escola, ele não obedecia a ordens. Se não queria fazer a lição, não tinha ninguém que o convencesse. A inteligência dele até era acima da média, mas um mês ele tirava 10 em tudo e no outro tirava 0. Dos 3 aos 25 anos, ele rodou comigo por psicólogos. Foi uma busca insana. Começamos a tratar pensando que era hiperatividade, ele tomou antidepressivos e outros remédios. Nada deu certo. Pessoas como o meu filho conseguem manipular psicólogos com facilidade. E os pais se tornam os grandes culpados. Quando descobri o problema, com uma psiquiatra, foi uma luz para mim. Hoje sei que pessoas como ele inventam um mundo na cabeça. É um sofrimento para os pais que convivem com crianças ou com adultos assim. Hoje, temos que vigiá-lo e carregá-lo pela mão para tudo que é canto. Senão, ele rouba coisas ou arma histórias. Fica 3 meses em cada emprego e pára, diz que não está bom. O problema nunca é com ele, sempre os outros é que estão errados. Eu ainda torço para que tenha um remédio, porque viver assim é muito ruim. Se está tudo bem agora, você não sabe qual vai ser a reação daqui a 5 minutos. É como uma bomba relógio, uma panela de pressão que vai explodir. Nunca dá pra saber exatamente o que ele pensa nem para acreditar em alguma coisa que ele promete. Às vezes penso que deveriam criar uma sociedade paralela só para sociopatas, mas uns matariam os outros, com certeza. Para não correr o risco de botar no mundo outra pessoa dessas, convencemos nosso filho a fazer vasectomia. Dói muito dizer que seu filho é um psicopata, mas fazer o quê? Matar você não pode. Tem que ir convivendo na esperança de que um dia a medicina dê conta de casos assim.”
*Depoimento de Norma, 50 anos, dona-de-casa do Guarujá (SP), mãe de Guilherme, 28, diagnosticado como psicopata.
 
As características de um psicopata
Charme
Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com freqüência. Seja na cadeia, seja em multinacionais.
Inteligência
O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial.
Ausência de culpa
Não se arrepende nem têm dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra.
 
Espírito sonhador
Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.
Habilidade para mentir
Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.
Egoísmo
Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo.
Frieza
Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?” Então.
Parasitismo
Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro.
 
Para saber mais
The Psychopath - James Blair e outros, Blackwell, EUA, 2006
Without Conscience - Robert Hare, Guilford, EUA,1993
The Sociopath Next Door - Martha Stout, Broadway, EUA, 2005
 http://super.abril.com.br/ciencia/seu-amigo-psicopata-446474.shtml

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Os parasitas humanos, história de um psicoPata

18.01.12
Coluna de CLÓVIS BARBOSA - Os parasitas humanos


Não resta a menor dúvida que o número de psicopatas que não matam é muito superior aos que praticam crimes violentos. Mas saibam que os que não matam não são inofensivos. Os exemplos são inúmeros e agem das formas mais variadas. F é um homem de prestígio, charmoso, atraente e faz sucesso com as mulheres. Tem, contudo, uma tendência para o logro. Conheceu e namorou duas mulheres, colegas de profissão. Na primeira, após ganhar confiança e fazê-la apaixonada, começou a lamentar que o seu maior desejo era conhecer as ilhas gregas, porém, não tinha condições financeiras, já que o seu dinheiro era praticamente destinado para prover a criação e educação dos seus sobrinhos órfãos no interior do Estado. Ela fez-lhe uma surpresa e apareceu com duas passagens e estadia de 15 dias pelas paradisíacas praias da Grécia ao seu lado. Após o retornar depois de uma lua-de-mel cheia de amor, antes mesmo de desembarcar no seu destino, ele rompeu o relacionamento alegando que descobriu que nada sentia por ela. No segundo caso, a vítima foi outra colega de profissão que, após enamorar-se dele, pegou todas as suas economias e investiu num palacete a beira mar que ele registrou em seu nome. Após a construção, ele não mais a procurou e evitou qualquer tipo de envolvimento emocional. C estava separada há um ano e conheceu numa festa F, que se dizia ser advogado. Tinha um sorriso contagiante, amável e à proporção que ela o conhecia apaixonava-se cada vez mais. Os amigos dela sempre a parabenizava pelo homem que estava ao seu lado, aquele que toda mulher sonha. Fazia todos os seus caprichos e nunca alterava a sua voz. Depois da confiança conquistada e da paixão aguda dela, ele quis trocar de carro e convenceu a namorada a emprestar-lhe o dinheiro, toda sua economia, pois ele estava prestes a receber honorários de um grande cliente. Ela tirou toda a sua poupança e emprestou a ele, que depois disso, desapareceu, nunca mais dando sinal de vida. Descobriu depois que ele nunca foi advogado e que nunca trabalhou e vivia de trambiques.

Há o tipo também que vai lhe pedir emprego e diz logo: “estou desempregado, preciso trabalhar, não interessa quanto vou ganhar, pode ser o mínimo”. Nos primeiros três meses ele sente gratidão por você, mas a partir daí começa a questionar o salário que ganha e passa a culpá-lo pela sua situação. Passa a ser o seu inimigo e por onde passa só tem palavras ofensivas ao seu benfeitor. Tem também aquele que se aproxima de você e lhe conquista com a sua inteligência. Depois que ele atinge o seu objetivo, desaparece completamente. E se você negar um seu pedido, se prepare porque você vai ser achacado de todas as ofensas morais existentes.

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Mulher de um bígamo sociopata

18.01.12
“Lo conocí hace 6 años y realmente al principio no me lo tome demasiado en serio, yo llevaba un año de separada y para mi era un chico divertido con el cual salía una vez por semana o cada 15 días, muy extraño, pero que desde el principio me genero una ternura y un sentimiento intenso de intentar ayudarlo. La imagen que yo tenia (y aún a veces tengo) era la de un perrito abandonado al que podía recoger y consolar. Desde el principio él fue extraño y poco claro al contar su historia, yo no tenia claro ni dónde vivía ni qué hacia, y me contó una historia sobre su empresa con una supuesta oficina con 11 empleados y supuestos socios que nunca terminaban de tomar forma ni nombre ni nada. Pero yo en realidad lo tenia más como compañía sexual que otra cosa (ahí un anclaje fuerte con él).

Al cabo del tiempo ya me fui centrando más en él poco a poco, y él empezó con un hobbi de alquilar habitaciones a inmigrantes ilegales y reformar pisos, etc. Yo hasta ese momento tenía la idea de que era un adicto al trabajo, cuyo celular sonaba a todas horas por que eran los abonados de su empresa (supuestamente más de 200) que lo llamaban para pedirle cosas. Con respecto al dinero o bien estaba sin un duro o llevaba varias decenas de miles de dólares en el bolsillo de la camisa como si nada (hasta 60 000 llego a contarme un día delante mío)

Luego apareció en un programa de la tele de esos que se hacen con cámara oculta en donde fue el protagonista del año por un problema con inmigrantes ilegales. En ese programa ya se vio claramente que era completamente insensible al dolor y la desgracia ajena pero él no se cómo consiguió convencerme que eran trucos de la edición del programa y yo «por las dudas» no quise volver a ver el video. Supongo que en esa época ya empezaba en mí el no querer ver lo que él era realmente.

Consiguió que siga con el, pese a que a mi me daba horror salir a la calle con él por las miradas de la gente y los comentarios, él estaba encantado de la vida de su notoriedad y yo quería que me tragase la tierra.

Y así poco a poco se fue apropiando de mí, empezó a pedirme dinero, cada día se iba quedando más a dormir en mi casa sin poner un duro jamás; me pedía el coche los fines de semana para ir a "trabajar" mientras yo me quedaba encerrada en casa con mis hijos. Siempre llegaba tarde, nunca cumplía una palabra dada; desaparecía, hablaba horas y horas con el celular desde la terraza, y yo no le conocía ni amigos ni familia ni nada, cada tanto me cabreaba y lo dejaba diciéndole que no quería seguir con un fantasma pero luego volvía una y otra vez con él.

Un día me puse a revisar sus papeles y ahí me entere que tenia juicios de todo tipo, embargos, deshaucios, juicios verbales uno por lesiones a una camarera que tuvo que pagar una multa para no ir a la cárcel 15 días (según él la pago por mi, ya que a él le hubiese interesado la experiencia de estar preso y no le importaba). avisos de sexshop y cabarets, tarjetas de pensiones, ticket de viajes a S., azúcar en sobres de pueblos que ni idea para que podría haber ido, etc.

Hace un año descubrí que me era infiel, luego me confesó que su empresa no existía, que los pisos no eran suyos, que nunca trabajo en realidad sino que usaba mi coche para salir con la madre de su hijo de la cual nunca se había separado realmente (fue bígamo 5 años con ella y conmigo). Que estuvo viviendo con otra además de conmigo engañándola que era guardia jurado y trabajaba de noche y con ella estaba durante el día para que ella le limpiase los pisos. Y ahí empezó la espiral infernal, yo lo dejaba por sus mentiras y sus infidelidades, el me juraba que cambiaria y yo volvía. Con él era un infierno pues parecía gozar de mi histeria y mi desesperación hablando por teléfono con las otras y mandándose mensajes en mis narices, y sin él la angustia me volvía loca.

Hace un año y medio monto una empresa de estas de tipo piramidal y yo sabía en ese momento que lo que ofrecía no era nada limpio, me mintió al principio diciendo que era empleado, luego que era el dueño al 100% y al final resulta que aparentemente es al 50 con otro personaje siniestro. Yo sabia de sus estafas, de sus deudas, un amigo me hizo averiguaciones en el banco y tenia 17 apuntaciones en el listado de deudas y sin embargo hasta que no me enteré que además era un mujeriego todo lo demás no terminaba de importarme como para dejarlo, y es precisamente eso lo que realmente me preocupa de mi misma, como pude tragar por estar al lado de un estafador, un timador, alguien sin ningún sentido moral y que solo haya reaccionado cuando me lastimo el orgullo (mi narcisismo herido al saber que estaba siendo traicionada ) pero aun así haya estado 8 meses metida en el infierno.

Lo vi llorar y gritar de dolor y jurarme, después de confesarme sus pecados con dos mujeres ya que hasta ese momento pese a las evidencias negaba de forma cínica y rotunda sus supuestas infidelidades que cambiaria, que seria un hombre nuevo que nunca más me mentiría y que me seria fiel, y que se casaría conmigo y etc. Y a los dos días ya estaba con otra.

El quería que me involucre en su negocio y yo pedí un datafono (lo que se usa para cobrar con tarjeta de crédito) con mi nombre en mi banco (a él con su antecedentes no se lo daban) abrí una cuenta y lo puse a él de apoderado para que pudiese manejarse con un banco. Él le prestó mi datafono al dueño de un puttig (quibombo) y me entró en mi cuenta corriente 8000 euros de pagos a las putas de parte de los clientes y él jamás entendió que eso me ofendiese y me diese vergüenza.

En definitiva una espiral del horror día a día, y yo cada vez con la autoestima más en el suelo. Sus humillaciones ya no eran veladas como al principio sino notorias y graves; no llegó a pegarme pero me amenazo varias veces. A la madre de su hijo le rompió un brazo en una pelea, a uno que supuestamente lo agredió lo mando a terapia intensiva. Era de modales suaves y encantadores pero algunas veces era aterrador, yo al final le tenia pánico. Hizo saltar el cerrojo de la puerta del baño de una patada una vez que me había encerrado ahí, yo estaba completamente enloquecida, llegue a dudar de mi salud mental. Él me hacia sentir una desequilibrada que veía visiones cuando le demostraba hechos irrefutables de sus mentiras y engaños. Lo negaba todo, le daba la vuelta y me dejaba con la duda. Cómo lo conseguía para mi es un misterio: juro que si él me hubiese dicho que las vacas volaban hubiese estado mirando por la ventana horas para ver pasar alguna.

Mi familia estaba desesperada al ver como toda mi vida se transformaba en una histeria y ansiedad permanente, viviendo pendiente de él y sus andanzas las 24 horas del día, casi sin dormir, persiguiéndolo, acosándolo para demostrar lo que ya estaba claro, el me llamaba su cornudita y yo seguía a por más.
http://www.alcmeon.com.ar/12/47/marietan.htm
Aun en ese estado de locura, el me fue dando lo que yo necesitaba para creerle un poco más; me presentó a su familia, su madre, su hermana, su padre, sus tíos… Fuimos a la iglesia para averiguar como casarnos. Ninguno en realidad lo quiere tener cerca y yo me creí que eran todos, todos unos cretinos, y él la víctima. El cuenta como anécdota que cuando tenia 5 años mando a un compañero de colegio al hospital de una patada que le dio en los testículos, el chico cayo en coma. y que otra vez se tiro por la ventanilla de un autobús en marcha por que el conductor no quiso pararle donde le pidió cuando tenia también unos 5 o 6 años.

Lo trataron por hiperactividad, y el agradece que el padre lo «corrigió» a cinturonzazos contándolo con una frialdad que espeluzna. Yo creía que estaba enfermo de dolor por esa infancia y tal vez su patología tenga que ver con ella, pero la realidad es que no le importaba de verdad. Lo tuvieron interno desde los 9 años y ni siquiera lo iban a visitar los fines de semana.

Yo estoy desesperada, llena de odio y de rencor, de dolor y sobre todo de preocupación acerca de por que pude caer tan bajo. Soy una persona con sólidas convicciones morales y legales, honesta de los pies a la cabeza, incapaz de comprar hasta un video pirata para dar un ejemplo y sin embargo compartí «alegremente» mi vida bordeando la delincuencia con una persona completamente amoral, que se salta las normas por saltarlas (se coló en Eurodisney trabando el molinete cuando teníamos las entradas del día pagadas y si no se usan se pierden, solo por el placer de salirse con la suya ), que usa a toda la gente que lo rodea como a cosas para su uso y disfrute, que me estafo en todos los sentidos ( me debe 37000 mil euros que jamás volveré a ver); y aún así pienso en él a veces con pena y «lo extraño» cuando en realidad no puedo recordar ni un solo momento juntos que no haya arruinado por una llamada extraña, o por su llegar tarde o su ponerse a hablar con otra delante mío, o una mentira del calibre que sea.

Mis amigas se ríen y me dicen que me va la marcha y yo estoy asustada por que siento que es así, que ahora, sin él, me siento completamente vacía sin esa adrenalina de terror que sentía estando a su lado. Me hice adicta a sus mentiras pero sobre todo a sus falsas muestras de amor y de cariño, a sus halagos huecos.

También me preocupa otro anclaje que tenía con él, y era que satisfacía mi estúpida vanidad de entrar en un sitio con mujeres solas y que todas lo mirasen y yo me sentía una reina por tener a un tipo tan guapo y tan bien plantado a mi lado aunque fuese una mierda, y eso es horroroso por que no me gusta ser tan vana y tan hueca y que me satisfaga una tontería semejante.

Y a medida que voy escribiendo voy clarificando el beneficio que obtenía con él y no me gusta nada de nada lo que veo de mi misma.

Satisfacía mi vanidad, mi deseo de vivir intensamente aunque sea mal, mi deseo de tener una pareja aunque el no fuese nada de eso, me daba una falsa sensación de seguridad por que yo lo veía capaz de todo. Y ahora todo es gris a mi alrededor, estoy tomando antidepresivos, pero tengo una angustia que no me quito de encima salvo a ratos cuando estoy muy concentrada en mi trabajo, que por suerte para mi es una bendición.

Mis hijos son maravillosos (11 y 14 años) y han sufrido un montón con toda esta historia pero no consigo volver a conectarme con ellos pese a sus intentos desesperados por acercarse a mi ya que yo estoy como retraída y me siento contaminada. Y me siento horriblemente culpable por ellos, por mi egoísmo de haber permitido que mi relación de pareja fuese más importante que ellos, y no haber pensado en ellos y en su futuro económico prestándole dinero alegremente a este cretino, es como si se los hubiese robado a ellos.

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O cafajeste de Roseane. As burrices que uma mulher inteligente faz por amor

17.01.12
Roseane é contabilista. Aos 34 anos, ela é o orgulho da família por chegar onde chegou. Abriu seu escritório contábil há apenas dois anos, já atende mais de 50 clientes e emprega cinco funcionários. É uma mulher ágil, decidida. Mas o que sobra em determinação e autoconfiança para os negócios, falta para o amor.
http://www.bprenatocardoso.com/blog/2011/11/23/mulheres-inteligentes-que-fazem-burrices-no-amor-4/
Há quatro anos Roseane vive um relacionamento bandido com Roger. Ele, 31 anos de nenhuma realização, é a encarnação do perfeito cafajeste. Bonito, 1m80 de charme, e voz de veludo que sabe falar o que toda mulher quer ouvir.
Roger não tem emprego fixo nem profissão — pelo menos até o dia em que cafajestagem ganhe esse direito. Se dependesse dele, já teria até sindicato. O talento dele é contar histórias, onde ele é o protagonista e a vítima ao mesmo tempo. A mamãe sempre afiançando apartamento para ele, até que “aquele” emprego venha. O papai dá o carro, pois, “coitado, ele tem que se locomover”.
E a Roseane dá amor, comida quente em casa quando ele visita, sexo, e de quebra ainda compra umas roupinhas para ele. Namorado dela tem que se vestir bem.
Em troca, Roger já a traiu pelo menos três vezes, que ela saiba. Não está “pronto” para casamento. Vive aparecendo no escritório da Roseane para lhe contar uma de suas histórias e, entre abraços e beijos, convencê-la a lhe passar um cheque que ele jura é tudo o que ele precisava para começar um negócio muito promissor.
Roseane é uma de muitas mulheres inteligentes que não conseguem enxergar as burrices que fazem no amor.

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