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16.02.12

Sociopatas, psicopatas, personalidades anti-sociais, personalidades dissociais, personalidades amorais, don juan, donjuanismo, transtorno de personalidade anti-social, Transtorno de personalidade narcisista, predadores sociais, parceiro manipulador, aproveitador de mulheres, homens que não sabem amar, psicopata do amor, sedutores compulsivos, sindrome de calimero, canalhas, cafajestes, manipulador emocional, Vampiros emocionais, vampiros anti-sociais …

 

Características: pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, isentos de sentimentos, culpa ou remorso, raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos pensantes e com sentimentos. São indivíduos frios, calculistas, inescrupulosos, dissimulados, mentirosos, sedutores e que visam apenas o próprio benefício. Eles são incapazes de estabelecer vínculos afetivos ou de se colocar no lugar do outro. São desprovidos de culpa ou remorso e, muitas vezes, revelam-se agressivos e violentos. Personalidade fria e insensível para com os sentimentos alheios, cujo próprio interesse momentâneo é o objetivo maior. Embotamento afetivo. Fanfarronice e charme superficial; Falta de empatia; Decisões tomadas sempre em interesse próprio, mesmo quando isso é eticamente questionável; Mentiras crônicas; Falta de remorso; Falta de responsabilidade pelas próprias ações, sempre culpando outrem; Emoções de pouca profundidade; Foco na auto gratificação às expensas dos outros; Comportamento do tipo levar vantagem em tudo; Manipulação.

Elas apresentam traços de egoísmo, buscam qualquer meio e forma para conquistarem, mas parecem não levar em conta os sentimentos da outra pessoa, insensibilidade e menosprezo ao sentimento do outro. Pessoas frequentemente egoístas e com uma grande sensibilidade à monotonia: são intolerantes ao tédio, o que os faz comummente buscarem estímulos e novidades, caracterizando uma inconstância nos relacionamentos que se tornam enjoativos facilmente. Eles parecem se entediar ou enjoar quando ficam com uma mesma pessoa e, principalmente, quando a mesma se apaixona. Para aquele que seduz, a concretização da conquista traz a monotonia que, para eles, é detestável, as relações são rápidas e sem nenhum vínculo afetivo. apresentam níveis de autocontrole extremamente reduzidos. São denominados "cabeça-quente" ou "pavio-curto" por sua tendência a responder às frustrações e às críticas com violência súbita, ameaças e desaforos. Eles facilmente se ofendem e se tornam violentos por trivialidades ou por motivos banais. Apesar de a explosão de agressividade e violência serem intensas, elas ocorrem em um curto espaço de tempo, após o qual voltam a se comportar como se nada tivesse ocorrido. Quando "perde o controle", sabe exatamente até onde ele quer ir, no sentido de magoar, amedrontar ou machucar uma pessoa. Apesar de tudo isso, eles se recusam a admitir que tenham problemas em controlar seu temperamento. Eles descrevem seus episódios agressivos como uma resposta natural à provocação a que foi submetido (vítima de toda a situação).

Necessidade compulsiva por sedução, necessidade intensa de seduzir o tempo todo, envolvimento sexual fácil mas fracasso no envolvimento emocional, determinada por relacionamentos íntimos pouco duradouros ou até mesmo inexistentes, superficiais e inconstantes, não se apegam aos seus parceiros, apenas uma atração fugaz. Apesar dessa compulsão à sedução, isso não significa que a pessoa seja, obrigatoriamente, mais viril ou mais ativo sexualmente, nem sempre se dá às custas de um desempenho sexual excecional mas sim, devido à habilidade em oferecer às pessoas a serem seduzidas, tudo aquilo que elas mais estão querendo.

Parece ter preferência por perigo, intolerante à rotina, monotonia e tédio, viciados na adrenalina do perigo e por isso são movidos pela alta inclinação a relacionamentos proibidos ou que ofereçam um certo grau de desafio, contínuos comportamentos anti-sociais que agridem o direito dos que com ele convivem. É um eterno inconveniente, no dizer comum. Isto tem como causa básica a incapacidade em controlar seus impulsos. Há nele uma incômoda impaciência e urgência em ser satisfeito no que quer. A impulsividade apresentada visa sempre alcançar prazer, satisfação ou alívio imediato em determinada situação, sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento. Transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente.

O narcisismo: a ponto delas amarem muito mais a si mesmas que a qualquer outra pessoa. Só tem uma única intenção, o de manipular tudo a sua volta para seu melhor proveito e para, adivinhem, a satisfação do seu EGO. Acentuada imaturidade afetiva: sempre muito inconstantes, e exclusivamente dirigidos à satisfação de suas conquistas. O aspeto volúvel e responsável pela constante troca de relacionamento pode ser indício dessa imaturidade afetiva e indica, sobretudo, uma completa carência de responsabilidade ou medo de assumir os compromissos normais das pessoas maduras. Eterno imaturo, infantil.

Normalmente essas pessoas ignoram a decência e a virtude moral. São intolerantes à constância, estão sempre mudando e não estabelecem nenhum vínculo afetivo com facilidade, ou caso estabeleçam, são excessivamente superficiais e breves; o que não os causam nenhum tipo de remorso ou culpa. Tendem a ser sexualmente promíscuos, abandonando amantes e família regularmente na busca de nova conquista. Portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética, não tem freios eficientes à sua impulsividade. Muitas vezes apresentam comportamentos exibicionistas, usando nudez em público ou junto das suas conquistas.

Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada, sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. Diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado. Quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à sua personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro. Alguns "mais experientes" são tão especialmente hábeis em mentir que se utilizam de pequenas verdades para ganharem credibilidade em seus discursos. A coisa funciona mais ou menos assim: eles admitem alguns deslizes que cometeram de fato, apenas para que as pessoas "de bem" se confundam e pensem da seguinte maneira: "Sejamos razoáveis, se fulano' está admitindo seus erros, e bem provável que ele esteja falando a verdade sobre as demais histórias." Por serem profundamente inseguras, essas pessoas tendem a construir sua autoestima em cima de um personagem seguro, bem-resolvido, sociável. Incapacidade de amar, insensibilidade e frieza. São seres humanos desprovidos  de sentimentos que não possuem capacidade emocional para gostarem verdadeiramente de ninguém. Incapacidade em estabelecer relações que não sejam exploradoras, não existe capacidade de identificar valores morais, não existe capacidade de compromisso com os outros e não há sentimentos de culpa.

 

Atuação: Imagine uma pessoa normal, dobre o nível de energia, triplique o amor pela agitação e, em seguida, desligue os circuitos da preocupação. Todo mundo já se sentiu assim uma ou duas vezes na vida. Lembra-se daquele baile de formatura, quando você estava deslumbrante e o ar fazia cócegas com aquele perfume dos cravos e a cerveja contrabandeada? E se todos os dias fossem repletos desses tipos de possibilidades? E se não houvesse uma vozinha dentro da sua cabeça para estragar a alegria ao lembrar as coisas terríveis que poderiam acontecer se você exagerasse? Comparado a uma vida repleta de bailes de. formatura, fica difícil empolgar-se com seu emprego. Eles gostam de ter gente por perto e adoram as festas devido a todas as oportunidades que surgem. Onde quer que haja divertimento haverá anti- sociais. São quatro etapas no processo de caça. Na primeira, ele estuda a vítima, conhece seus gostos, suas fraquezas. Ele em geral procura quem esteja fragilizado, porque é mais fácil de ser dominado. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saído de um relacionamento difícil, que tenha perdido um ente querido, alguém que consiga manipular. Depois de estudar a vítima ele começa a fase de absorção, na qual já sabe o que a vítima quer e faz de tudo para satisfazê-la, ganhando, assim sua confiança e seu amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou de qualquer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. O próximo passo é a exploração, em que o psicopata suga toda energia psiquica e física de sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira de acordo com seus interesses. É nessa etapa que a mulher mais sofre, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era bem quem  parecia ser, mas ainda não sabe que está dormindo com o inimigo.  Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. A última fase é chamada de revelação e horror quando o cara mostra quem realmente é. Em geral ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então ja tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando sua crueldade não irá perdê-la. Mas você vai se vender por um pouco de carinho, mesmo que falso, pois é tudo o que você mais espera  depois de tudo que você já se submeteu para mantê-los satisfeitos. E da próxima vez você vai tentar satisfazê-lo ainda mais, em prol de manter o carinho que é mendigado a você, mesmo que para isso você tenha que passar por cima de suas vontades e convicções. Mas o que você não sabe é que aquele sentimento que  você tem às vezes,  e que fica cada dia mais evidente é a mais pura e lógica verdade: por mais que você se submeta a  loucuras para satisfazê-los, você NUNCA será suficiente. Sabe porque? Porque esse é o maior medo do sociopata  manipulador. Se você se sentir suficiente na relação doentia que ele constrói, você não estará mais suscetível as suas chantagens e manipulações emocionais. Você vai começar a enxergá-lo como o que ele realmente é: um DOENTE. E mesmo que tenha tudo para dar certo, mesmo que vocês tenham gostos parecidos, tenham um tesão incontrolável um pelo outro, adorem ficar junto o tempo todo, adorem ficar grudados nas baladas, sonhem em casar e ter filhos, esse comportamento doentio pode levar tudo a ruína, inclusive a sua saúde mental. Quando você perceber, já largou tudo o que gosta, já parou de render no trabalho e não terá mais vida própria em nome de satisfazer a demanda doentia destes sociopatas. Manipuladores são parasitas e devem ser tratados como tal. Aprenda a defender-se antes que você perca mais tempo de sua vida esperando o dia que eles mudem.

“EU GOSTO DE QUEM VOCÊ É” –O psicopata mostra admiração pelo talento e pelos pontos fortes da vítima.

“EU SOU COMO VOCÊ” –O psicopata identifica características da personalidade da vítima e faz de conta que compartilha gostos e interesses.

“SEUS SEGREDOS ESTÃO SEGUROS COMIGO” –A vítima, achando que está diante de um amigo, abre o coração e conta medos e expectativas.

“SOU SEU AMANTE / AMIGO IDEAL” –Último estágio da manipulação. O psicopata cria um elo psicológico que promete uma relação duradoura. A vítima já está em suas mãos. 

Exímios em fazer uso de mentiras, de forma a livrarem-se de situações embaraçosas. Desempenham papéis sociais sempre teatrais. Muitas vezes, os psicopatas querem convencer as pessoas de que são capazes de vivenciar fortes emoções, porém eles sequer sabem diferenciar as nuances existentes entre elas. Confundem amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade. Para que a técnica funcione, há que ter em conta alguns pormenores. Primeiro que tudo, o mentiroso tem de encarnar uma personagem dócil, de modo a apelar para o sentimento. O passo seguinte é encontrar o interlocutor certo. Alguém que não esteja atento a pormenores e que se coloque “a jeito” para ser iludido. A estratégia é começar por seduzir, através de palavras bonitas e atos a condizer. São igualmente rápidos em atender as mais diversas expectativas. Não é preciso esforçar-se muito porque a duração é limitada, já que rapidamente estala o verniz e a verdade virá ao de cima. Apesar dessa conquista compulsiva servir-lhe para melhorar sua sensação de segurança e auto-estima, uma vez possuído o que desejava, já não o deseja mais. Em alguns casos começa a se desestimular com a conquista quando percebe que a pessoa conquistada já está apaixonada por ele. Pode até nem haver necessidade do ato sexual a partir do momento em que ele percebe que a pessoa aceita e deseja o sexo com ele. É o namorado que vai entrando de mansinho na vida da companheira, com um carinho, uma atenção e uma sexualidade totalmente cativantes, até que começam as investidas no cartão de crédito, os pedidos para emprestar o carro, objetos da casa podem misteriosamente sumir, papéis são falsificados, assinaturas forjadas, desfalques, fraudes escandalosas. Geralmente no início pagam ou dividem jantares, passando rapidamente a nunca pagarem nada com a maior normalidade. Mesmo que nunca pague a conta nos restaurantes, ele disfarça com tanto charme que a cara-metade nem se importa. Vive às custas do outro, mantém casos extraconjugais, só pensa na própria satisfação e impõe uma relação de posse. E, por mais que apronte, ele sempre transfere a sua culpa à vítima. Tem um histórico conturbado com mulheres, mas faz acreditar que com você será diferente. Ele deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família ou trabalho, são "zonas proibidas" e exclui você de algumas ou da maioria delas;  Foge dos eventos que incluam sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém alí sabe alguma coisa negativa sobre ele; Ele pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo saindo com outra mulher;  Se estiver saindo com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele. Tente saber do passado dele: infidelidades, fraudes, problemas com agressões, álcool/drogas (que nunca admitirá), dividas, incapacidade de manter trabalho.

Cheio de palavras encantadoras, sorrisos envolventes e, sobretudo, uma “sinceridade” admirável. As aspas servem para alertar que, na verdade, essa pseudo-sinceridade também faz “parte de seu show”. Ele logo avisa: “não quero nada sério e não estou disposto a assumir uma relação”. E esta declaração parece-lhe autorizar a agir do modo como bem entender, independentemente de como o outro está se sentindo. Porque ao mesmo tempo em que ele diz que não quer nada com o outro, liga, aparece, mostra desejo, seu corpo demonstra prazer e vontade de continuar por perto. E assim ele vai degustando mais uma “caça” de modo cruel. A maneira mais fácil de confundir e enlouquecer uma pessoa é agindo de modo contraditório. E este é o script do ‘amante-psicopata’. Ele é absolutamente incoerente. Quer, mas não quer. Fica, mas não está. Beija, transa, é carinhoso e eloquente, mas à primeira cobrança, ele reforça: “nunca te prometi nada; sempre deixei claro que não estava disposto a te assumir”. E pronto! A repetição de sua promessa inicial, mesmo depois de tantas demonstrações e até declarações contrárias, basta para que ele se sinta isento da necessidade de qualquer consideração para com o outro.

Inicio: “tu és a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos.” ou “somos iguais”.

Depois: “O problema não tem a ver contigo, mas sim comigo…eu é que não estou preparado para ter um relacionamento!” ou “desculpa, mas quero estar sozinho… preciso de pensar na minha vida!”… ou dão “um tempo” à relação, mantêm um contacto diário com a ex_pseudo_namorada, “preciso de estar sozinho… não estou bem… preciso de me encontrar “.

Desculpas esfarrapada, para viver no melhor dos dois mundos, deixando sempre algo em stand-by, não se vá um dia arrepender (modo de não fechar portas, querer deixar finais em aberto… típico de pessoas imaturas, que não sabem o que querem). Estrategista, ele tem o dom de montar todo um teatro a sua volta, ele faz uma força enorme para sustentar mentiras, faz jogo de intrigas, ele planta terreno. Ele dá o tiro, joga a culpa em quem está do lado e ainda por cima vai no enterro da vítima, isso quando não serve como testemunha do crime, é extremamente dissimulado.

 

Vitimas: mulheres com uma baixa auto-estima, carentes de afeto, ingênuas ou muito sugestionáveis e influenciáveis. As pessoas de bom coração (e dinheiro) são o seu alvo preferido. Uma mulher bonita, com dinheiro na bolsa, carência afetiva, por exemplo. O que os motiva é o prazer de sentirem que conseguem ludibriar e iludir as mais incautas. Raramente racionaliza se esse tipo de conduta causa prejuízos no campo sentimental e emocional das mulheres, sendo que alguns desses homens dizem francamente não se importar com isso. Não sente culpa ou remorso por tais comportamentos. Dá à conquista amorosa ares de desporto e competição, muitas vezes convidando amigos para apostas sobre sua competência em conquistar essa ou aquela mulher. Não é raros que esses conquistadores tragam listas e relações das mulheres conquistadas, tal como um troféu de caça. Sabem manipular direitinho a sua vítima que se vê enleada e confundida. Por consequência, a vítima fica como que intrigada quer descobrir o porquê daquelas atitudes não muito comuns, mas ele sabe também ser reticente e evasivo e não se deixa pegar. Há um prazer sádico em ver sua vítima sofrendo e se amargurando (atormentá-la sadicamente). Sufoca, esmaga e destrói. É o ás das críticas e, na intimidade ou em público, sabe desvalorizar sua mulher como ninguém. Ao oprimir o outro, ele se sente poderoso. Não raro, esse homem se acha a parte inferior do casal, seja porque seu trabalho é menos valorizado e ele ganha menos ou porque seu grau de instrução é menor do que o da parceira.

'O cafajeste conhece a técnica de sedução para conseguir que tanto a esposa quanto a amante, ou várias namoradas, acreditem que são 'o amor da vida dele'', afirma Mirian. Ainda que alguma delas note pistas de que ele não está sendo sincero, é quase certo que se apegue à ideia de que 'comigo, vai ser diferente, meu amor irá mudá-lo'. Um erro.

Muitas vezes, o lar doméstico desses indivíduos é marcado também pelas outras diversas característica psicopáticas, tais como egoísmo, mentiras, manipulação etc. Da mesma forma com as outras pessoas, eles não se importam com os sentimentos dos seus familiares, são frios e não sentem culpa por nada que fazem. São na realidade, indivíduos irritadiços, agressivos, impulsivos, sádicos, interesseiros, egoístas, frios e excessivamente manipuladores: enquanto maltratam as pessoas mais íntimas que se importam com ele, o indivíduo demonstra profundo ódio, rancor e indiferença aos mesmos; fora desse ambiente familiar conturbardo, se mostram totalmente o oposto: pessoas queridas, alegres e do bem.

Os laços sentimentais habituais entre familiares não existem. Essa impulsividade reflete também um baixo limiar de tolerância às frustrações, refletindo-se na desproporção entre os estímulos e as respostas, ou seja, respondendo de forma exagerada diante de estímulos mínimos e triviais. Inverte a culpa e o foco da questão quando alguém suspeita dele, tenta fazer cair em descrédito a pessoa que está prestes a desmascará-lo. Tenta inclusive convencer sua vítima de que ela precisa se tratar emocionalmente. Ele tenta fazer com que a própria pessoa acredite não ter uma linha de raciocínio coerente, tenta desmoralizar suas vitimas quando ele próprio não tem moral alguma. Ele sempre tem justificativas para as suas maldades, ou seja, sua vitima sempre é a causadora de tudo para ele. Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos. Todo mundo a sua volta é “tosco”, “caipira”, “burro”. O parceiro manipulador, aos poucos, se coloca como líder do relacionamento, sufocando ao mesmo tempo em que se mostra cada vez menos amoroso, gentil e capaz de manter o respeito e o afeto que deram origem à relação. A pessoa manipuladora se fortalece, essencialmente, enfraquecendo o ego de suas vítimas, minar a auto-confiança da parceira e transformando-a em mera muleta, na qual se apoia para viver. Além de agressões verbais, críticas, atitudes de falsa surpresa diante de um erro, ele também faz tudo para afastar a parceira dos amigos e da família, de modo a criar um vazio em torno da outra ao enfraquecer a rede de amizades e afastá-la de amigos. não pede desculpas quando não cumpre o que diz ou falha nos compromissos feitos, usa a chantagem emocional para conseguir controlar os outros. Ou então faz com que as pessoas sintam-se diminuídas e acuadas, fragilizando-as. “Não se pode dizer que seu grupo de colegas seja muito brilhante.  “Pensava que você tivesse amigos melhores”. O jogo deles se baseia no poder e na autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos com total egocentrismo e indiferença. Todos lhe dizem que ele é um perigo? Podem ter razão… Como animais predadores, vampiros ou parasitas humanos, esses indivíduos sempre sugam suas presas até o limite improvável de uso e abuso. Possuem um extraordinário poder de nos importunar e de nos hipnotizar com o objetivo maquiavélico de anestesiar nosso poder de julgamento e nossa racionalidade. Com histórias imaginárias e falsas promessas nos fazem sucumbir ao seu jogo e, totalmente entregues à sorte, perdemos nossos bens materiais ou somos dominados mental e psicologicamente. Deixam os outros exaustos, adoecidos, com uma enorme dor de cabeça, a carteira vazia, o coração destroçado e, nos piores casos, vidas perdidas. As outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer. Os psicopatas zombam dos mais sensíveis e generosos. Para eles, essas pessoas não passam de uma gente fraca e vulnerável e, por isso mesmo, são seus alvos preferidos. Esquecem-se da carteira constantemente e não tem pruridos em pedir dinheiro que sabem nunca irão pagar. Prepare-se para ver sua conta no fundo do poço. Ele sempre vai convencê-lo de que pagará tudo, com juros, no fim do mês. Só não vai dizer de qual mês. O psicopata gosta de status, ele quer desfrutar do bom e do melhor, mas, muitas vezes, não quer bancar, dá até um jeitinho pra demonstrar que se sente mal por você pagar todas as contas.

São pessoas altamente sedutoras, com conversas divertidas e agradáveis, são hábeis em manipular, se mostram superiores em suas falas, porém qualquer sinal de perigo que possa estragar seus planos, disfarçam e com frieza mudam o curso da conversa ou da ação, para enganar e não deixar pistas. São verdadeiros camaleões no disfarce! Não admitem estar vulneráveis pois não conseguem lidar com adversidades, bem como deceções. Eles vão culpar o mundo por seus problemas, vão sugar a sua atenção, e vão te manipular quando você não puder dar 101% dela a eles. São pessoas que não têm necessidade, eles têm urgência. Não sabem adiar e não aguentam esperar. Quase nunca eles se importam com as necessidades alheias, porque tendem a priorizar as suas. (...) exigem toda a atenção, paciência e carinho para si mesmos ("Você tem que me tratar sempre bem.") e pouco retribuem ("Eu te maltrato, mas você não pode me maltratar, apenas me dar carinho e apoio."). E classificado como "mimado", rebelde, estressado, louco ou apenas o "seu modo de ser". Contudo, seu "modo de ser", na realidade, é um modo de ser doentio.

"Síndrome do sol" acha que tudo gira em torno delas. Suas necessidades estão em primeiro lugar, seus desejos são os mais urgentes, seus problemas precisam sempre ser entendidos, no entanto, não se dão ao trabalho de olhar pro outro ser humano, de sentir que ele tem questões a serem resolvidas e metas a serem atingidas. Tem a capacidade de entender o outro ser humano, mas não o fazem por pura maldade e egoísmo. Acham sempre que suas manipulações são as melhores, que todos são idiotas, que suas mentiras são engolidas, subestimando sempre e sempre a inteligência do outro.

Caso demonstrem possuir laços mais estreitos com alguns membros de sua família (mãe, filhos), certamente é pelo sentimento de possessividade e não pelo amor genuíno. Não se esqueça: eles são incapazes de amar, eles não possuem a consciência genuína que caracteriza a espécie humana. Gostam de possuir coisas e pessoas, logo, é com esse sentimento de posse que eles se relacionam com o mundo e com as pessoas. Quando a questão é família, o comportamento deles também segue o mesmo padrão de indiferença e irresponsabilidade. Em geral afirmam, com palavras bem colocadas, que se importam muito com sua família (mãe, irmãos, filhos), mas suas atitudes contradizem totalmente o seu discurso. Eles não hesitam em usar seus familiares e amigos para se livrarem de situações difíceis ou tirarem vantagens. Quando dizem que amam ou demonstram ciúmes, na realidade têm apenas um senso de posse como com qualquer objeto. Eles tratam as pessoas como "coisas" que, quando não servem mais, são descartadas da mesma forma que se faz com uma ferramenta usada.

Não quer crescer e abandonar os maus hábitos que aprendeu com a mãe. Mesmo que esteja comprometido, ele continuará a se ver como um garoto solteiro. Seus amigos são sua prioridade e, tranquilamente, a abandonará um fim de semana inteiro por qualquer diversão com eles. Colocará sempre os pés na mesa e nunca os pratos na pia. O problema é que ele a vê como mãe-empregada-gueixa.

O sociopata é rebelde, não disponível emocionante. Eles são iconoclastas, carismáticos e fascinantes. Eles fazem uma relação com eles em um desafio tentador. Eles podem até dizer-lhe forma-direita que não são nenhum bom e só vai te machucar, mas eles fazem isso sabendo muito bem que só vão fazer você se esforçar mais para estar com eles. Este tipo de pessoa que você gosta de brincar com a forma como um gato aprecia torturar um mouse. Eles são sádicos, e eles sabem exatamente como isso vai acabar: com eles triunfantes e você devastado. Eles são excitados por sua admiração e desejo, como se alimenta o seu sentido de grandiosidade. Como você acaba é de nenhum interesse para eles, e eles vão despejá-lo sem a menor cerimônia, quando você já não for úteis ou divertidas. Um sociopata é incapaz de assumir a responsabilidade por seu mau comportamento. Eles nunca vão mudar.

Sexualmente provocantes e costumam estar sempre à caça de elogios a respeito de sua aparência física, inapropriadamente provocativos sexualmente, expressem emoções de uma forma impressionável, exibir masculinidade e habilidades físicas, promiscuidade, irresponsabilidade nas relações sexuais sem proteção de DST (doenças sexualmente transmissíveis), AIDS-HIV. Exibir os órgãos genitais em público (decorrente de alteração momentânea dos freios psicológicos pela ingestão de substâncias desinibidoras como o álcool). São muito manipuladores, controlando pessoas e circunstâncias para conseguir atenção. Você adora eles porque são vistosos, adoráveis, belos. Sabem aproveitar a vida; amam a vida. Você PRECISA de alguém assim do seu lado. Ele está usando você. Uma vez que você se envolver com um manipulador emocional, você estará preso numa teia de aranha. Você nunca sabe o que esperar deles. Se pela manhã eles disserem que te amam, de noite é bem possível que te odeiem sem motivo algum. Pelo menos sem nenhum motivo razoável, porque obviamente eles tentarão justificar suas atitudes culpando alguém (provavelmente você).

Uma característica de pessoas assim, é usar sempre palavras alheias para introduzir assuntos. Ou seja, eles utilizam fatos reais, com alguns sutis acrescimos, e promovem conflitos, discórdias e separações. E como não usam palavras próprias, e os acréscimos são de fato  muito sutis, eles acabam promovendo o que desejam e saem ilesos. Afinal, nunca afirmam nada por conta própria nem negam, apenas reproduzem o que de alguma forma foi dito. A intriga é uma das ferramentas poderosas de um psicopata, o que pode levar a consequências devastadoras. Desta forma coloca as várias peças da sua vida umas contra as outras (família, companheiras, amigos, ex-companheiras ou mesmo filhos), ficando a assistir sem demonstrar qualquer tipo de remorsos, sentindo-se como o centro do mundo.

 

Trabalho: Não costumam ter a mesma habilidade em outras áreas da atividade humana; ocupacional, empresarial, estudantil ou mesmo familiar. Apreciam viver no limite, no conhecido "fio da navalha". Nessa busca desenfreada, muitas vezes, envolvem-se em situações ilegais, agressões físicas, brigas, desacatos a autoridades, direção perigosa, uso de drogas, promiscuidade sexual etc. Frequentemente mudam de residência e emprego na busca de novas situações que os "excitem". No trabalho apresentam desempenho errático, com faltas frequentes, uso indevido dos recursos da empresa e violação da política da companhia. Não honram compromissos formais ou implícitos com as outras pessoas. Geralmente são preguiçosos, preferindo acordar a hora de almoço. São conflituosos. Não se conseguem comprometer a um trabalho de uma forma sistemática, não compartilha dos mesmos valores da companhia e de seus colegas. A diretoria quer gente que dê duro, todo dia, das 8 às 18 horas, e que vista a camisa da empresa? Pode esquecer. Ele até consegue encarar essa rotina por um certo tempo, sempre com a intenção de passar uma imagem falsa. Mas os únicos valores que lhe dizem respeito são só os que estão na própria cabeça. Gostam de dinheiro, mas não gostam de trabalhar. Fazem de tudo para sua autosatisfação e se puderem vivem as custas do suor dos outros. São verdadeiras sanguesugas!

 

Alcool/drogas/sexo: Abuso de substâncias psicoativas que estariam relacionadas à desinibição do comportamento suficiente para permitir a intensificação do prazer ou aplacar a sensação de vergonha. Os sintomas hipersexuais têm sido rotulados como compulsivos, impulsivos ou, tal como acontece com o vício do jogo ou das drogas, aditivos.

 

Causas: Perceção má do sexo oposto, seja através de uma rejeição, negligência ou abuso. Em algum momento da infância do portador, houve uma ausência ou falhas de afeto por parte da pessoa do sexo oposto (mãe que não dá afeto ao filho). Se em alguma época da vida da criança, o pai deixou de estar presente, de dar-lhe o devido afeto ou ter comportamentos de infidelidade ou sociopatas, a criança pode construir a ideia de que as outras pessoas também não são capazes de oferecer afeto e por isso não merecem o afeto. Talvez ele possa crescer com essa ideia e tornar-se um adulto com futuros problemas nos relacionamentos. Fala-se em hereditariedade. Se uma criança teve falhas no afeto com a mãe, por exemplo, futuramente, este homem tende a acreditar que as mulheres não dão amor e que por isso não merecem amor também. Há uma fixação da mãe assim como uma vertente de um complexo de Édipo, onde o homem teria tido uma visão muito perfeita da mãe enquanto criança, dificuldade em desligar da mesma.

 

Tratamento: significativamente difícil. Pode ajudar esses indivíduos seriam psicoterapias, onde as causas da síndrome seriam buscadas e pesquisadas minuciosamente, a fim de tentar reverter ideias, pensamentos e comportamentos consequentes que deram origem à síndrome. Contudo, por serem pessoas que não veem muitos problemas no seu comportamento, frequentemente, não veem motivos para procurar ajuda, muito menos dizem-se incomodados pelo prejuízo causados nas pessoas envolvidas. Incorrigibilidade: Dificilmente ou nunca aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção. Podem dissimular, durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social, entretanto, na primeira oportunidade voltam à tona com as falcatruas de praxe. As terapias biológicas (medicamentos) e as psicoterapias em geral se mostram, até o presente momento, ineficazes.

Temos que ter em mente que as psicoterapias são direcionadas às pessoas que estejam em intenso desconforto emocional, o que as impede de manter uma boa qualidade de vida. Por mais bizarro que possa parecer, parecem estar inteiramente satisfeitos consigo mesmos e não apresentam constrangimentos morais ou sofrimentos emocionais como depressão, ansiedade, culpas, baixa auto-estima etc. Não é possível tratar um sofrimento inexistente. É no mínimo curioso, embora dramático, pensar que são portadores de um grave problema, mas quem de fato sofre é a sociedade como um todo. É importante lembrar que de uma forma geral todos nós estamos vulneráveis às ações desses predadores sociais. Assim, é mais sensato falarmos em ajuda e tratamento para as vítimas do que para eles mesmos. Além de acharem que não têm problemas, não esboçam nenhum desejo de mudanças para se ajustarem a um padrão socialmente aceito. Julgam-se auto-suficientes, são egocêntricos e suas ações predatórias são absolutamente satisfatórias e recompensadoras para eles mesmos. Mudar para quê? Dessa forma, raramente procuram auxílio médico ou psicológico. Quando eles chegam a um consultório, quase sempre é por pressões familiares ou, então, com o intuito de se beneficiarem de um laudo técnico. Frequentemente estão envolvidos com problemas legais, endividados e às voltas com o sistema judicial. Por isso, tentam obter do profissional de saúde mental algum diagnóstico ou alguma comprovação de problemas que os auxiliem a minimizar as sanções que lhes foram impostas

 

Diagnóstico: Os transtornos que mais podem ocorrer nesses indivíduos são psicopatia, os transtornos de personalidade: o transtorno de personalidade anti-social, de personalidade narcisista e o de personalidade histriônica.

Transtorno Anti-social da Personalidade pelo menos três dos seguintes critérios: (1) fracasso em conformar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos que constituem motivo de detenção (2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer (3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro (4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas (5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia (6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar obrigações financeiras (7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa.

Quem sofre de Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o DSM-III:

 •Atribui a si mesmo importância excessiva - e é visto pelos outros como tendo o ego inflado

 •Pode alimentar fantasias de amor perfeito (adoração completa), além de sucesso, fama, poder, beleza ilimitados

 •É exibicionista e precisa ser visto e admirado de alguma forma - ainda que negativamente

 •Tem tendência a sentir raiva aparentemente sem razão

 •Tende a tratar as pessoas com frieza como forma de puni-las, ou para dar pistas de que não precisa mais delas

 •Rumina constantemente sentimentos de inferioridade, vergonha e vazio interior

 •Idealiza ou desvaloriza completamente as pessoas de maneira quase instantânea, fundamentando-se em poucos dados objetivos

 •Mostra dificuldade ou incapacidade de sentir empatia

Outro teste. Responda a) Sempre b) Raramente c) Nunca:

1. Ele costuma se fazer de vítima e de “coitadinho”, invertendo situações para se sair como o prejudicado?

2. Ele mente no cotidiano e representa bem, sem aparentar nervosismo ou receio de ser descoberto?

3. Ele demonstra simpatia, charme e amabilidade fora de casa, mas, da porta para dentro, age com rudez ou violência?

4. Ele tenta manipular e usar os outros, muitas vezes agindo em benefício próprio?

5. Ele não sente culpa, arrependimento ou remorso quando causa deceção ou tristeza a outras pessoas?

6. Ele se transforma quando sente ciúme, fazendo ameaças e externando ódio de uma maneira agressiva?

7. Ele tem dificuldade em sentir empatia com o outro e emoções de uma forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão)?

8. Ele age por impulso, sem medir consequências de seus atos, principalmente quando é contrariado?

9. Ele tem verdadeira obsessão pelo sucesso, poder e status, buscando realizações a curto prazo e passando por cima dos outros?

10. Ele tem grande capacidade de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja?

Resultado: Há grande chance de a pessoa ter algum transtorno de personalidade (como psicopatia ou desvio de conduta) se você marcou a alternativa “a” nove vezes ou dez vezes. Caso tenha assinalado a opção “b” cinco vezes ou mais, é preciso acompanhar o comportamento do indivíduo e ter atenção se as atitudes se intensificarem. Se a alternativa “c” foi marcada sete vezes ou mais, aparentemente não há nada de grave com a pessoa.

Outro teste:

1. Dissimulação: A boa lábia é o melhor trunfo dos "psicopatas do amor". São pessoas que não dizem o que pensam ou sentem, mas aquilo que quem desejam conquistar gostaria de ouvir. Conseguem identificar facilmente o ponto fraco e as carências alheias e usam isso a seu favor.

2. Autoestima em alta: Psicopatas costumam se julgar superiores. Vivem se comparando com os outros –e sempre se sentem os melhores nessa comparação– e acreditam que o universo lhes deve tudo. Não podem se frustrar jamais.

3. Ausência de remorso: Psicopatas sempre justificam suas ações e não apresentam nenhum traço de culpa. No entanto, sempre encontram um culpado para seus insucessos e frustrações.

4. Impulsividade: Irresponsáveis e desrespeitosos em relação a normas, regras e obrigações sociais. O psicopata imagina-se imune a qualquer julgamento ou punição e não pensa duas vezes antes de cometer delitos –que vão de arrebentar o carro da namorada numa crise de ciúme ou perseguir a "ex" que o dispensou.

5. Falta de empatia: Psicopatas são indiferentes aos sentimentos dos outros. Quando a pessoa deixa de ser útil ou causa problemas, a elimina de sua vida.

6. Vitimização: Psicopatas se fazem de coitadinhos, inocentes, injustiçados (por alguém ou pelo destino). Consideram o mundo cruel e precisam de apoio para seguir em frente.

7. Camaleônicos: Facilmente podem fingir ser o que não são, moldando-se às circunstâncias.

8. Manipulação: Incapazes de manter relacionamentos íntimos, são extremamente sedutores e agradáveis nas relações sociais superficiais. Por conta disso, conduzem as pessoas a realizarem seus desejos. Exemplo feito a mãe odiar a mulher.

DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA

RELACIONAMENTOS:

SUPERFICIAL – Não se importa com o conteúdo, e sim em como vendê-lo.

NARCISISTA – Preocupa-se apenas consigo mesmo.

MANIPULADOR – Mente e usa as pessoas para conseguir algo.

SENTIMENTOS:

FRIEZA – É racional e calculista, pois tem pouca atividade no sistema límbico, centro das emoções como medo, tristeza, nojo.

SEM REMORSO – Não sente culpa. A parte responsável por isso no cérebro tem baixa atividade.

SEM EMPATIA – Não consegue se colocar no lugar dos outros.

IRRESPONSÁVEL – Só se compromete com o que lhe trouxer benefícios.

ESTILO DE VIDA:

IMPULSIVO – Tenta satisfazer as vontades na hora.

INCAPAZ DE PLANEJAR – Não estabelece metas de longo prazo.

IMPRUDENTE – Corre riscos e toma decisões ousadas.

 

Vida: A trajetória de sua vida nem sempre resulta num final satisfatório. Os prejuízos sócio-ocupacionais incluem gastos financeiros, a traição, perda de amigos, experiência de vergonha, problemas de trabalho, complicações legais. Acabam ridicularizados por essas tentativas totalmente fora do contexto e podem atravessar períodos de grande angústia na maturidade. Um excesso do complexo de Édipo, ou fixação na mãe, já que muitos deles acabam vivendo para sempre com suas mães. E´uma pessoa que precisa estar sozinha para se proteger de sua própria inadequação. É um ser de uma vida vazia e solitária. Desregrado, preguiçoso e endividado. Destroem o mundo, destroem os sonhos das pessoas as quais se envolvem, destroem o que está a volta deles e destroem-se a eles também.

 

Conclusão: Difícil identificar um psicopata do amor antes que ele cause grandes estragos. Geralmente só são reconhecidos como tal pelas vítimas quando estas já se encontram em situações más: baixa estima, finanças arruinadas, problemas com a justiça, casos limites de suicídio, afastadas de todos os amigos e família, sozinhas e sem nada. Lembre-se: ele dá o tiro, joga a culpa em quem está do lado e ainda por cima vai no enterro da vítima, isso quando não serve como testemunha do crime, é extremamente dissimulado. Deixe-se de se sentir culpada. Procure ajuda profissional. Não tenha pena, não se deixe enganar de novo.

Se tem filhos dele, todo o cuidado é pouco. Há hereditariedade e o convívio com uma pessoa deste tipo deve ser evitado ao mínimo. Ele pode usa-los nos seus esquemas fraudulentos ou quererem repetir o comportamento do pai. Mesmo dizendo que os filhos são importantes, ele não os ama como qualquer pessoa “normal”, mas como se ama um carro.

Se é amigo de um, você só tem a perder na amizade com um psicopata. Além de se aproveitar de você, ele vive num mundo fora das regras sociais, o que torna qualquer relacionamento perigoso. Não tenha pena porque ele adora se fazer de coitado. Não tente mudá-lo, coloque uma coisa na cabeça: psicopatas não têm cura.

Lembre-se que ele destroem o que está a volta deles, e se conseguir colocar as peças da sua vida umas contra as outras melhor ainda. Essas pessoas são todas vítimas dele. Há casos limites de homicídios perpetuados por manipulação de psicopatas, saindo sempre impune e feliz por ter conseguido os seus intentos.

 

Costumam ter um sorriso cativante, uma linguagem corporal interessante e uma boa lábia. Não caia nessa cilada! Não se distraia com olhares sedutores, demonstração de poder, gestos atraentes ou traquejo verbal, característicos. Todos esses artifícios são utilizados com extrema habilidade exatamente para encobrir as suas verdadeiras intenções. Também não se esqueça do poder do olhar desses indivíduos. Pessoas normais mantêm contato visual com as outras por uma gama de razões, na maioria das vezes por educação, mas o olhar intenso e frio deles é mais um exercício de poder e de manipulação do que simplesmente interesse ou empatia pelo outro. Não tenha pena, não gaste suas reservas de compaixão com uma pessoa sem coração. Ela vai sugar você (e suas finanças) até que se sinta vazio e fragilizado.

 

O que importa mesmo é sabermos que são seres incapazes de estabelecer vínculos verdadeiros de afeto. São monstros disfarçados de cordeiros! E por isso mesmo, todo cuidado é pouco!

O que você tem de fazer quando identificar um em sua vida? MANTENHA SE LONGE. Não tente curá-lo, porque não tem cura. Pessoas que nascem sem carater e morrem sem carater. Ele nasceu com uma deficiência química no cerebelo, o que o impede de gerar as emoções como amor, saudade e compaixão.

Só uma atitude sábia é recomendável : Fuja dele!

 

(este post é o resumo dos seguintes)

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Psicopatas muito cuidado você pode estar convivendo com um

15.02.12

  O PERFIL Fala-se em psicopata e muita gente imagina um indivíduo aterrorizante, com uma cara ameaçadora, tipo Freddie Kruger, do filme Sexta-Feira 13. Mas na é nada disso – e aí é que está o perigo. Geralmente, um psicopata é bonito, elegante, bem vestido e bem educado, culto, bem falante, delicado e extremamente simpático. Estamos usando só adjetivos masculinos porque a maioria deles é homem, embora existam também algumas mulheres. Por baixo dessa aparência tão atraente, porém, pode estar escondido um assassino frio e cruel, que sente prazer em matar. A psicopatia tem o nome científico de transtorno de personalidade antissocial. Trata-se de uma perturbação psicológica que se caracteriza por uma deturpação do caráter. O psicopata carece de sentimentos, é insensível, indiferente os sentimentos alheios, manipulador das pessoas, egocêntrico ao extremo, não sente remorso nem sentimento de culpa com relação aos atos cruéis que pratica. Apesar disso é dotado de um raciocínio que, muitas vezes, chega a ser brilhante. Nos casos mais graves estão incluídos os serial killers, sádicos etc. CAUSAS A psicopatia ainda é um mistério para a psiquiatria e a psicologia. Há inúmeros estudos e discussões a respeito do tema, sem que se chegue a uma conclusão definitiva. Pesquisas recentes apontam, com relativa certeza, três causas principais para o distúrbio: disfunções cerebrais/biológicas (ou traumas neurológicos), predisposição genética e traumas psicológicos na infância (assédio moral ou sexual, negligência, violência, separação dos pais etc.) PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS No caso dos homens, a psicopatia geralmente se manifesta antes dos 15 anos. Já nas mulheres, pode ficar oculta por muitos anos, talvez porque as psicopatas são mais discretas. Nelas, o distúrbio tende a se manifestar no início da idade adulta e as acompanha até o fim da vida. Algumas características de um psicopata são: Desrespeito e violação dos direitos dos outros, que ocorrem desde os 15 anos. Fracasso em se adaptar às normas sociais; Fracasso em fazer planos para o futuro; Irritabilidade e agressividade, frequentes lutas corporais ou agressões físicas. Desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia. Irresponsabilidade indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento conveniente no trabalho ou de cumprir obrigações financeiras; Ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa. Conduta sexual exagerada e inadequada, via de regra com vários parceiros, sem qualquer ligação afetiva.  http://www.vocesabia.net/saude/psicopatas-voce-pode-estar-convivendo-com-um/ Os psicopatas são indivíduos exemplares, bem educados e gentis, sociáveis e simpáticos. São indivíduos que a maioria das pessoas jamais imaginaria serem capazes de alguma atrocidade. Quando cometem algum tipo de crime, as pessoas que os conhecem ficam surpresas e têm dificuldade em acreditar nas histórias.. Um ponto comum entre os psicopatas é o ambiente familiar, Todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado, marcado por constantes discussões e brigas. Suzane Louise von Richthofen: acusada de ter planejado a morte dos próprios pais com a ajuda de um namorado e do irmão deste. Foi condenada a 39 anos de prisão e está presa, em regime fechado Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”: estuprou, torturou e matou, pelo menos, seis mulheres e atacou outras nove. Vários corpos das vítimas foram achados no Parque do Estado, região Sul da capital paulista. Foi condenado a 270 anos de prisão e afirma que “é guiado pela palavra de Deus” e se considera uma pessoa normal. Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos: esquartejou a inglesa Clara Marie Burke, de 17 anos, em 2008 e fotografou o cadáver mutilado. No seu celular, a polícia encontrou a foto, sem os antebraços e as pernas. A cabeça, decepada, estava em cima do tronco. Está preso, condenado a 21 anos de prisão. Silvia Calabrese Lima: torturou uma menina de 12 anos que morava com ela. A garota foi achada em seu apartamento, acorrentada, com uma mordaça embebida em pimenta, dedos e dentes quebrados, unhas arrancadas e marcas de queimaduras com ferro de passar em todo o corpo. Interrogada, não demonstrou qualquer arrependimento e disse que estava apenas “educando a menina”. Ator Guilherme de Pádua: depois de assassinar a atriz Daniela Perez a golpes de punhal, em dezembro de 1992, foi ao velório dar os pêsames à mãe da vítima, a escritora de novelas Glória Perez e ao marido da vítima, o ator Raul Gazolla. Durante o interrogatório, não demonstrou qualquer emoção e relatou o assassinato tranquilamente. Atualmente, está em liberdade, depois de cumprir sete dos 19 anos de prisão a que foi condenado. Gilmar Alberto Wasckman, o “Canibal Gay”: cumpre 16 anos de prisão por ter assassinado um homem e comido os seus órgãos. Francisco das Chagas Rodrigues Filho: entre 1991 e 2003, castrou e matou 42 meninos, no Maranhão e no Pará. Considerado um dos maiores e mais cruéis serial killers do Brasil.   Tenha muito cuidado Portanto, leitor(a), tenha muito cuidado, porque aquela pessoa bonita, elegante, simpática e inteligente que você conhece e que tanto atrai você, pode estar planejando o seu assassinato. Sabe como é, hoje em dia, nunca se sabe…

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Tem perdido tempo com um sociopata monstruoso? Ainda não se convenceu?

15.02.12

Percebe que alguma coisa está errado com ele. Na verdade é uma pessoa envolvente, diferente das outras. Tem um entusiasmo de um garoto de 18 anos mesmo quando tem idade para ser avô. Imagine-se com 18 anos sem responsabilidades, vivendo com os pais, com mesada para as baladas, sem ter que dar satisfações. Ele gosta de ser o centro das atenções, tem um ego enorme, acha-se uma pessoa especial, única. Nota que ele bebe muito ou está a usar drogas que lhe aumentem a adernalina? Outras vezes fica violento, grita-lhe ou sai Porta fora com respidez. Pode estar aparentemente bem disposto e passado uns minutos irrascivel. Dá-lhe sinais contraditórios. Uns dias parece que é a mulher da vida dele, no dia seguinte sabe que está com outra. Uns dias quer estar consigo, noutros parece que a detesta. Disse que não quer uma relação mas aparece, transa, fica. Sente-se lijonsiada por estar com ele? Feliz quando ele a leva a jantar (mesmo que no fim diga que não tem dinheiro)? Ele faz intrigas? Diz que o x disse que, ou que ouviu alguém dizer que você é ou foi, que o seu primo é um tosco, que as suas amigas são chatas, que o seu carro tem uma cor feia ou que a sua casa não é de qualidade. Depois usa o seu carro e a sua casa. E na realidade você não pode criticar os amigos dele porque pessoas assim não tem amigos, apenas pessoas que usam conforme as suas necessidades (ou para pedir dinheiro, servir de alibi para as suas baladas, ou para usar a casa deles para jantar). Por vezes tem os seus seguidores, amigos com baixa estima que querem ser próximos. São vitimas, como as mulheres, os filhos, colaboradores, colegas ou familia. Pode dizer que alguém é muito importante para a vida dele (filho, mãe ou sobrinho) mas a verdade é que o que quer é tirar partido dos outros, usa-pôs e de preferencia que eles se comportem à sua imagem, sigam os seus passos. Uma pessoa assim não sente amor, afeto , mas apenas tem sentimento de posse. Nota que ele a manipula de uma forma subtil? Estilo a minha ex-namorada dava-me isto ou fazia aquilo. Quando repara esta a dar muito mais que a tal ex-namorada ou a fazer-lhe as vontades impossíveis. Consegue perceber que por muito que faça na vai ser suficiente? E ainda a vai fazer sentir fazer culpada por tudo. Pelo que fez e pelo que devia ter feito. Nem o dinheiro do xá da Pérsia seria suficiente para lhe comprar os seus quereres (nunca pedido, ele não quer nada, como pode ele ter um carro daqueles se não tem gasolina ou como pode ele ter um gaget daqueles se não ganha para isso?). Faz-se de vitima, sindrome de calimero.. Roubaram-lhe a carteira, o sócio não gostava de trabalhar, ou outras desculpas para lhe dizer que a vida é madrasta. E você enche-se de pena. E até o ajuda no próximo negócio. Não olhe para o que ele fala mas como ele atua. Pode cai o mundo e ele dorme, pode morrer um familiar e ele continua (mesmo que chore ou se finja triste). Um psicopata usa a vitimização para conseguir os seus objetivos imediatos, que pode ser um objecto, sexo ou um favor qualquer. Lembra-se do calimero? um desenho animado que se vitimizava para manipular o próximo, conseguindo os seus objetivos sob a capa de fragil e coitadinho? Ele não olha a meios. Usa quem está perto. Se necessita de dinheiro fica amigo do mais rico, se necessita de um carro fica amigo do dono do stand, se quer uma camisola sugere-lhe que não tem o que vestir. O que os outros lhe dizem? Que informações lhe deram quando o conheceu? Só a própria pessoa não vê. Faça o teste seguinte. Tire as suas próprias conclusões! Como perceber se ele é um sociopata? 1. Sente-se muitas vezes usada por essa pessoa?  2. Sente por vezes que ele não se importa verdadeiramente consigo? 3. Por vezes ele mente-lhe e engana-a? 4. Ele dá sinais contraditórios? 5. Ele recebe de si muito mais do que lhe dá? 6. Ele apela à sua pena? 7. Ele tenta fazê-la sentir culpada? 8. Sente que por vezes ele tenta tirar vantagem da sua boa natureza? 9. Ele parece facilmente entediado e precisa de estímulo constante? 10. Ele interage com você de uma maneira que faz você se sentir lisonjeada,  mesmo que ele não diga nada abertamente? 11. Ele faz você se sentir preocupada?  12. Será que ele dará a impressão de que você pertence a ele?  13. Será que ele cronicamente deixa de assumir responsabilidade, muitas vezes culpando os outros? Se respondeu sim à maioria destas questões, então ele é um sociopata. Se não lhe quiser chamar assim, um facto é certo: está a lidar com alguém que não lhe faz bem nenhum. Fuja enquanto é tempo. Um sociopata pode não matar (até um dia que está irritado e mata o condutor do carro que parou no amarelo, ou que a sufoca numa discussão, ou se espatifa numa velocidade desproporcionada depois de ter bebido uns quantos). http://www.youmeworks.com/sociopaths.htm Pessoas assim deixam um rasto de destruição por onde passam. Um dia vai olhar para trás e perceber que fez errado e que não valeu mesmo a pena. E sua vida já ficou confusa. Muitas pessoas só se dã conta da espécie de pessoa que tinham ao lado depois de perderem tudo. Tudo engloba bens materiais, estima, amigos e família, vontade de viver, alegria, energia. Será que vale a pena ter uma pessoa assim ao seu lado? As relações fazem-se com base em respeito, verdade, bons sentimentos. Se ele lhe mente, usa-a, manipula-a, suga lhe a energia, deixa-lhe a estima no fundo, vitimiza-se, está à espera de quê? Essas pessoas não mudam, nã tem cura. Podem dizer-se arrependidos, mostra-se solidários, até chorar. Não acredite. Quanto mais tempo durar essa relação mais ficará no fundo do poço. E para se ver livre de um monstro assim só tem uma solução que é o contacto zero. Nem telefonemas, SMS, cafés. Mande-lhe um mail apenas a dizer que não o quer mais na sua vida. Curto e grosso. Se ele sentir que ainda não lhe tirou tudo a que tinha direito vai aparecer. Nem que seja um telefonema a pedir dinheiro porque o filho tem que ir ao dentista ou porque carro avariou. Não o atenda. A unica solução é cortar o contato. Viva a vida com quem gosta de si. Há pessoas que não são doentes perigosos. Conte aos outros os seus problemas, não esconda. Denuncie! Quem gosta de si vai ajudá-lá.

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PARA AQUELES QUE COMO EU, JA TIVERAM UMA EX PSICOPATA...

15.02.12

Psicopatas. Tirado de aqui.
Embora a psicopatia (também chamada de sociopatia ou transtorno de personalidade antissocial) seja popularmente associada a pessoas violentas, com aparência insana - ou seja, facilmente identificáveis -, tal associação é comumente errônea, porque diferente do que as pessoas acreditam; psicopatas, em sua maioria, não são assassinos.
Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São indivíduos megalomaníacos , imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricos.
Um ponto muito comum entre todos os psicopatas é o ambiente intrafamiliar marcado por diversos e extensos conflitos; todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado, permeado por constantes discussões e brigas.
Frequentemente, esmagam suas vítimas de uma forma tão sutil e quase imperceptível, que praticamente ninguém percebe - apenas a vítima, ao tempo que posam para a sociedade como santinhos e cidadãos do bem. Dependendo do grau da psicopatia, deixam marcas por onde passam, de sentimentais a financeiras.
São excessivamente manipuladores e controladores. O lema de um psicopata é "sempre controlar para não ser controlado".
Sua conduta carece normalmente de uma motivação, ou se uma motivação pode ser inferida, ela é inadequada enquanto explicação para tal comportamento.
Eles são reis em inversão de papéis. Sua vida inteira é vivida de forma teatral e dramática, onde o psicopata é sempre a "vítima" ou "coitadinho" e os outros são os vilões maldosos que merecem punição.
Nunca admitem um erro, querem ter sempre a razão de tudo e tentam fazer o possível para com que o outro se sinta o culpado. De uma forma ou de outra, esses indivíduos têm notáveis tendências em estimular sentimentos de dó, compaixão e pena nas outras pessoas. Como é perceptível, a maioria dos psicopatas não mata, mas é capaz, porém, de arrebentar facilmente com o emocional e até mesmo o financeiro das pessoas.
Eles são literalmente antissociais, parecem odiar tudo e todos, são hostis à sociedade, demonstrando uma conduta que lhe traz conflitos freqüentes com o meio em que vivem. Podem ser contrários às regras, rebeldes, agressivos e apresentam um comportamento em que suas ações são destinadas a irritar às pessoas em sua volta, por isso são freqüentemente irritantes e pouco toleráveis.
Psicopatas são pessoas excessivamente rancorosas e vingativas. Provavelmente odeiam a sociedade porque um dia foram odiados por ela - ou ao menos imaginaram ser.
A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Apesar da psicopatia ser muito mais frequente nos indivíduos do sexo masculino, também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens.
Embora a psicopatia seja popularmente associada a pessoas violentas, com aparência insana - ou seja, facilmente identificáveis -, tal associação é comumente errônea, porque diferente do que as pessoas acreditam; psicopatas, em sua maioria, não são assassinos. Existe na população mundial cerca de 4% (3% homens; 1% mulheres) de pessoas com esse distúrbio, entretanto, apenas 1% dessas podem chegar a cometer assassinatos e delitos graves. Sendo assim, são muito difíceis de serem diagnosticados e reconhecidos, pois são pessoas muito dissimuladas, com comportamento duplo (por ex, socialmente são vistos como "anjos" comportados, quando na realidade escondem um comportamento contrário: são verdadeiros "demônios").

Geralmente, possuem inteligência média ou até mesmo maior que a média, mas são frios, racionais, mentirosos, não se importam com os sentimentos alheios e são os psicopatas ditos dissimulados: escondem tais características de forma que pouquíssimas pessoas consigam perceber, são muito manipuladores.
Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São indivíduos megalomaníacos (se acham superior às outras pessoas), imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricos. São charmosos e manipuladores e podem dizer isso com o maior orgulho. Essa característica narcisista é muito mais acentuada do que os próprios portadores do transtorno de personalidade narcisista. Embora estes últimos com frequência demonstrem, de primeira, a todos o seu narcisismo, os psicopatas, a princípio nunca demonstram; entretanto, suas atitudes são típicas de alguém cujo "amor-próprio" é elevado. Podem ser excessivamente opiniáticos, auto-suficientes ou vaidosos. Por isso, a principal característica de quem carrega o distúrbio consigo é ter os seus próprios interesses sempre em primeiro lugar, o tempo todo.
Psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência sedutora ou de amabilidade e cortesia. Mesmo aparentando um comportamento dócil e intenções de proteger certas pessoas, por trás disso, tal dissimulação esconde uma pessoa fria, calculista e falsa, caracterizando um indivíduo excessivamente manipulador. São cínicos e, como não conseguem amar, não conseguem manter um relacionamento leal e duradouro, sobretudo por sua incapacidade de tolerar rotina e monotonia.

Uma característica muito comum em indivíduos com o transtorno é a intolerância a frustrações - este talvez o único motivo que os façam chorar de verdade -, o que frequentemente os faz adotarem comportamentos e ações extremas para conseguirem o que querem. Essa relutância em aceitar frustrações e a ideia insuportável de não conseguir o que querem, frequentemente os faz autores de ações muito exageradas que uma pessoa normal comumente nem se quer pensaria. Na realidade, são pessoas excessivamente rancorosas e vingativas. Provavelmente odeiam a sociedade porque um dia foram odiados por ela - ou ao menos imaginaram ser.
Psicopatas são pessoas que vivem a oscilar entre um comportamento dominador e ao mesmo tempo um comportamento onde eles são as pobres vítimas. São excessivamente manipuladores e controladores. O lema de um psicopata é "sempre controlar para não ser controlado". Indivíduos assim, não se importam com os sentimentos alheios sendo que suas ações insensíveis geralmente são destinadas para o proveito próprio (como a riqueza material) ou até mesmo por pura diversão de ver os outros sofrerem.
Aqueles que cometem alguma crueldade sem nenhum motivo lógico ou por puro prazer de ver o sofrimento alheio, são tidos como os psicopatas de grau mais grave e, geralmente, são naturalmente sádicos - totalmente insensíveis, se divertem com o sofrimento alheio.
Esses indivíduos, dependendo do grau da psicopatia, deixam marcas por onde passam, desde marcas sentimentais a marcas financeiras. Eles são literalmente antissociais, parecem odiar tudo e todos, são hostis à sociedade, demonstrando uma conduta que lhe traz conflitos frequentes com o meio em que vive. Podem ser contrários às regras, rebeldes, agressivos e apresentam um comportamento em que suas ações são destinadas a irritar às pessoas em sua volta, por isso são frequentemente irritantes e pouco toleráveis.
São pessoas egoístas, insensíveis, frias e que buscam apenas prazeres imediatos, embora possam fingir o contrário quando acham necessário. Eles podem sentir frustração, rancor, ódio, inveja e outra qualquer emoção negativa, entretanto, não têm sentimentos considerados positivos (ternura, carinho, consideração, altruísmo etc.), não ao menos com as outras pessoas.
São árduos manipuladores. São chantagistas, por vezes, mudam totalmente de um mau comportamento para uma boa conduta, a fim de conseguirem o que querem. Eles podem usar da mentira mas não admitem que esta mesma seja usada para com eles. O lema é "eu posso, você não". Além disso, uma característica típica que os diferencia de mentirosos que mentem para receber atenção ou admiração, é que a mentira do psicopata é dificilmente descoberta. São tão calculistas que conseguem mentir olhando nos olhos, sem remorso ou arrependimento, e suas mentiras raramente são descobertas porque são muito bem planejadas. São indivíduos muito preocupados consigo próprios, irresponsáveis e imediatistas.
Sua vida inteira é vivida de forma teatral e dramática, onde o psicopata é sempre a "vítima" ou "coitadinho" e os outros são os vilões maldosos que merecem punição. Eles tentam sempre a convencer suas vítimas de que eles próprios estão tendo algum tipo de sofrimento, assim, acarretam na outra pessoa um sentimento de dó ou pena - uma das princpais armas do psicopata. São também irresponsáveis: tendem a fugir de suas responsabilidades e jogando a culpa para outras pessoas, por isso fazem de tudo para convencer as pessoas acreditarem de que toda a culpa do universo é do outro e não do psicopata. Eles têm imensas habilidades em inverter os papéis das situações, onde a outra pessoa é o vilão e eles as vítimas.
Via de regra, não demonstram qualquer tipo de afeto, amor ou carinho por outra pessoa, inclusive seus próprios familiares. Só o demonstram para conseguir algo. Em geral, são pessoas muito frias e racionais. Indivíduos assim, não conseguem experimentar - não, ao menos, da mesma forma que as pessoas "normais" - sentimentos como amor, carinho e afabilidade, por isso são distantes emocionalmente em suas relações.
Os psicopatas têm muito pouca pena ou culpa, duas emoções essenciais para a cooperação social. Por outro lado, seus cérebros ativam mais intensamente os circuitos cerebrais relacionados ao desprezo e desejo de vingança. Essas alterações nas áreas das emoções fazem com que sejam irritadiços, agressivos, estabeleçam relações conturbadas, mintam e manipulem com facilidade, não sintam empatia, e muito menos se arrependam por tudo isso.
Nem todos os psicopatas são encantadores ou sedutores, mas uma boa parte dessas pessoas apesar de serem contra tudo e todos, à primeira vista podem demonstrar grande simpatia e encanto com os outros. É geralmente assim que eles conseguem se aproximar de quem os interessa, sem fazê-los desconfiar de que possuem outras intenções. De maneira geral, o psicopata na maioria das vezes pode ser simpático, engraçado e interessante socialmente a fim de conseguir a simpatia das outras pessoas por quais se interessam.
Eles manipulam facilmente as pessoas, mentem e enganam e não se importam com isso. Ao mesmo tempo, frequentemente exibem aparência nada sugestionáveis de psicopatia: podem ser simpáticos, educados e comportados, entretanto, diante a menor contrariedade ou ameaça, se tornam irritáveis. Esta característica muitas vezes é disfarçada socialmente, entretanto, é comumente percebida no ambiente intrafamiliar. Podem ser tidos como explosivos, agressivos ou estressados, entrando facilmente em discussões e brigas com a família. Sendo assim, não se importam em terem ferido emocionalmente (ou fisicamente) seus familiares, nem quesitam em pedir desculpas; agem como se nada tivesse acontecido.
Eles são reis em inversão de papéis: seu teatro é sempre baseado na vítima e no vilão, em que, obviamente, a vítima é sempre ele. Vivem a fazer papel de vítima ou coitadinho, invertendo os papéis em que as outras pessoas são sempre as vilãs. Eles geralmente culpam ou acusam seus familiares por seu comportamento agressivo (por ex, em uma discussão sempre dizem que foi fulano que começou, nunca ele), nunca admitem um erro, querem ter sempre a razão de tudo e tentam fazer o possível para com que o outro se sinta o culpado. De uma forma ou de outra, esses indivíduos têm notáveis tendências em estimular sentimentos de dó, compaixão e pena nas outras pessoas. Como é perceptível, a maioria dos psicopatas não mata, mas é capaz, porém, de arrebentar facilmente com o emocional e até mesmo o financeiro das pessoas.
Muitas vezes, quando os familiares relatam para conhecidos, os comportamentos anormais do psicopata, as outras pessoas têm uma imagem anteriormente tão boa e ingênua do indivíduo, que ficam perplexadas e não conseguem acreditar em tais relatos.
Apesar de socialmente demonstrarem serem "santos", muitas vezes o ambiente familiar é muito diferente dessa falsa demonstração para a sociedade. Não raro, os indivíduos portadores da psicopatia são irritantes, agressivos e problemáticos para a família. Eles têm baixa tolerância para frustrações, portanto, contrariedades mínimas já podem ser motivos para agressividade. Por terem um baixo limiar de descarga de agressão, eles facilmente perdem a calma por qualquer coisa, se estressam rapidamente por qualquer contrariedade ou confronto, agindo de forma pueril ou extrema quando não conseguem o que querem.
Essa intolerância às frustrações os faz pessoas rancorosas, vingativas e incapazes de aceitar obstáculos comuns do cotidiano. Frequentemente acumulam ódio por algo ou alguém, não suportam perderem, detestam não conseguir o que querem e podem cometer atitudes extremas por conta disso. As frustrações inadimíssiveis é que são as únicas fontes capazes de um indivíduo psicopata chorar de verdade. Fora as suas próprias frustrações, choram apenas por mera falsidade ou teatro.
O ambiente familiar, dependendo de cada psicopata, pode ser marcado desde discussões leves até violência brutal para com os membros que moram na casa. Muitas vezes, o lar doméstico desses indivíduos é marcado também pelas outras diversas característica psicopáticas, tais como egoísmo, mentiras, manipulação etc. Da mesma forma com as outras pessoas, eles não se importam com os sentimentos dos seus familiares, são frios e não sentem culpa por nada que fazem. São na realidade, indivíduos irritadiços, agressivos, impulsivos, sádicos, interesseiros, egoístas, frios e excessivamente manipuladores: enquanto maltratam as pessoas mais íntimas que se importam com ele, o indivíduo demonstra profundo ódio, rancor e indiferença aos mesmos; fora desse ambiente familiar conturbardo, se mostram totalmente o oposto: pessoas queridas, alegres e do bem.
Psicopatas usam a mentira como mais uma ferramenta para seus objetivos. Exatamente por isso, eles não usam a mentira da mesma forma que as outras pessoas usam e sim usam-na como ferramenta de trabalho. Tais mentiras muitas vezes são caracterizadas por histórias muito bem detalhadas e minuciosas, a ponto que as outras pessoas nem se quer desconfiam de que tudo não passa de um teatro, por isso, raramente suas mentiras são descobertas. Entretanto, quando isto acontece, eles podem negar até a morte que tudo não passa de uma farsa, mesmo que tudo e todos provem o contrário. Também podem mostrar-se totalmente indiferentes à descoberta, ou admitirem mas inventam alguma desculpa encobrindo a outra mentira.
Eles apresentam um comportamento fantasioso que frequentemente muda. Eles são tidos como camaleões sociais, porque estão em constante mudanças socialmente. Eles geralmente mudam de comportamento conforme pessoa, mais especificamente, conforme o que a pessoa quer. Em geral, todas as pessoas têm por si uma característica de camaleão social, afinal, ninguém consegue ser totalmente constante e igual com todos ao mesmo tempo. Todos são diferentes, por exemplo, com seus amigos e com seus familiares. Contudo, o psicopata apresenta uma característica muito forte: uma forma de "dissociação" de personalidade, isto é, como se tivessem uma fina camada de verniz. Isto ocorre porque o antissocial desensolve uma personalidade para convívio social, para conseguirem se infiltrarem e misturar-se com os outros seres. Ou seja, na realidade, eles demonstram para a sociedade uma personalidade fantasiosa, pois na realidade, escondem um temperamento totalmente oposto ao que demonstram socialmente. No caso do psicopata, esse disfarce social é totalmente excessivo e extremo da real personalidade - enquanto podem ser típicos exemplares socialmente, com família, filhos e trabalho normal, na realidade, são pessoas extremamente doentes.
Psicopatas - mais do que ninguém - são excessivamente manipuladores. Dissimulam um comportamento contrário: se fazem de tolos ou santos, que nada sabem, entretanto, enquanto ninguém desconfia, estão a fazer sempre tudo de caso pensado. De uma forma ou de outra, estão sempre manipulando ou controlando o ambiente e as pessoas, com o objetivo de tirar vantagens para si mesmo. Essas vantagens frequentemente variam desde vantagens materiais, a pura diversão. Essas pessoas têm geralmente profundos traços sádicos, portanto, parecem sentir prazer ou indiferença ao levar os outros ao sofrimento. Frequentemente, esmagam suas vítimas de uma forma tão sutil e quase imperceptível, que praticamente ninguém percebe - apenas a vítima, ao tempo que posam para a sociedade como santinhos e cidadãos do bem.
Percebe-se também nessas pessoas um eterno comportamento chantagista. Isso é facilmente notado de variadas formas, especialmente quando mudam de um comportamento para outro, a fim de conseguir uma recompensa. Eles podem se comportar como "bonzinhos" por um tempo, para conseguirem uma recompensa; mas quando recebem, se vangloriam como quem nada deve, e voltam a adquirir um mau comportamento. A ingratidão nesses indivíduos é comum.

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O psicopata, camaleão da sociedade atual

14.02.12

Trechos de “O psicopata — Um camaleão na sociedade atual” (ed. Paulinas, 2005), do espanhol Vicente Garrido, tradução de Juliana Teixeira: http://avidadomeufilho.blogspot.pt/2007/05/o-psicopata.html “Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar o seu objetivo. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afetivos com alguma pessoa — quando o fazem, é simplesmente por puro interesse.” (do prefácio da psicóloga Ivone Rodrigues Lisboa Patrão) “Os psicopatas geralmente falam muito, expressam-se com encanto, têm respostas espertas e contam histórias — muito improváveis, mas convincentes — que lhes deixam em uma boa situação perante as pessoas. Não obstante, o observador atento vê que eles são muito superficiais e nada sinceros, como se estivessem lendo mecanicamente um texto. Falam de coisas atrativas para as quais não têm preparo, como poesia, literatura, sociologia ou filosofia. Não lhes importa ficar evidente que suas histórias são falsas, algo que nem sempre é fácil acontecer, considerando o desembaraço e a imaginação com que empreendem os seus relatos.” (pág. 37) “O psicopata tem uma auto-estima muito elevada, um grande narcisismo, um egocentrismo fora do comum e uma sensação onipresente de que tudo lhe é permitido. Ou seja, sente-se o ‘centro do universo’ e se crê um ser superior regido por suas próprias normas. É compreensível que, com tal percepção de si mesmo, pareça diante do observador como altamente arrogante, dominante e muito seguro de tudo o que diz. Fica evidente que ele procura controlar os outros e parece incapaz de compreender que haja pessoas com opiniões diferentes das suas. Mergulhado nesse mundo de superioridade, raramente o psicopata se preocupa com problemas financeiros, legais ou pessoais que possa ter, pois acredita que são ‘dificuldades transitórias’, produtos da má sorte ou do azar de terceiros. Alguém assim não precisa envolver-se em metas realistas de longo prazo e, quando estabelece um objetivo, logo se vê que não tem as qualidades necessárias para alcançá-lo, nem sabe, na verdade, que é preciso fazer algo. Ele de fato acredita que suas habilidades lhe permitirão conseguir qualquer coisa.” (pág. 38) “Mentir, enganar e manipular são talentos naturais para o psicopata. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os fatos para que se encaixem de novo.” (pág. 41) “A convicção com a qual o psicopata conta a sua história vem acompanhada da crença de que o mundo se encontra dividido em dois grupos: os que ganham e os que perdem, de tal modo que lhe parece um absurdo não se aproveitar das fraquezas alheias.” (pág. 41) “Os psicopatas parecem possuir uma incapacidade flagrante para sentir de modo profundo a categoria completa das emoções humanas. Às vezes, ao lado de uma aparência fria e distante, manifestam episódios dramáticos de afetividade, que nada mais são que pequenas exibições de falsa emotividade.” (pág. 42) “Por que, então — podemos perguntar —, uma pessoa assim se casa, por que decide ter uma família? As razões variam, evidentemente, mas em geral a resposta é que, quando decidiu casar-se ou ter filhos, naquele momento era uma escolha que servia a seus fins imediatos e acerca da qual não adquiriu nenhum tipo de responsabilidade.” (pág. 47) “Na realidade, os psicopatas usam metáforas, já que, em seu comportamento enganoso e manipulador, a linguagem florida e figurativa joga uma parte importante.” (pág. 71) “A conclusão (...) é uma população que alberga, cada vez mais, jovens transformados em adultos sem um claro código de valores, que assumem o olhar cínico e desconfiado de uma sociedade em que o sucesso material talvez seja o único bem seguro e tangível.” (pág. 83) “O ser humano está cada vez mais isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um traço básico na personalidade psicopática.” (pág. 85) “De fato, o psicopata está livre das alucinações e dos delírios que constituem os sintomas mais espetaculares da esquizofrenia. Sua aparente normalidade, sua ‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e, logicamente, mais perigoso.” (pág. 99) “É inquestionável a habilidade que têm os psicopatas de se rodear de pessoas sem escrúpulos, que lhes facilitam realizar suas ambições.” (pág. 102) “A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto.” (pág. 117)

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O psicopata como pai

14.02.12
PSICÓPATAS COMO PADRES
Naturalmente, los Psicópatas bien integrados en la sociedad pueden formar familias ("formar" una familia pero no "ser" una familia ya que son insoportables).
Las consecuencias de ser pareja de un/una psicopata han sido tratadas en otros artículos de este blog, ahora nos centraremos en las consecuencias en su descendencia. Solo a modo de recordatorio, este párrafo que he encontrado:


"El/la Psicópata es incapaz de demostrar ningún amor verdadero hacia nadie. Cuando lo evidencia es falso: es señal de que quiere aprovecharse de la persona que simula amar. De ahí que su vida familiar sea imposible y a la larga terminen separándose de cualquier pareja. Es en ese momento cuando amenazan con suicidarse. Pero no hay problema, se quieren más que a nadie en el mundo y serían incapaces de intentarlo".

Que las relaciones con estos personajes son un rompecabezas insidioso está claro.
pero, ¿qué ocurre con sus hijos e hijas?

En general los casos cuya personalidad psicopática es más severa, siemplemente se despreocupan de ellos. Los niños les irritan y los tratan con indiferencia, en casos extremos incluso los maltratan y vejan.
Sin embargo en los más abundantes casos de Psicópatas leves o bien adapatados a la sociedad, el problema de los hijos suele ser que tienen que crecer con un personaje egocéntrico e insensible.
No vamos a entrar en detalle es lasa diferencias entre uun padre o una madre, si no en los detalles generales.

Algunos Psicópatas verán a sus hijos como una extensión de ellos mismos, en estos casos los niños se verán afectados en su formación como personas útiles y honradas, en cierto modo se verán "infectadas" por las actitudes de su progenitor.
En este supuesto, cuando el hijo o hija se rebelan o se hacen enemigos del padre o madre Psicopático es una buena señal.

Los padres deben educar con el ejemplo, mostrar y premiar las actitudes solidarias, el respeto, la justicia y la compasión, además de dar cariño y comprensión a sus hijos... como hemos venido diciendo en este blog, el Psicópata no da nada de esto o da muy poco.
El padre Psicópata se mostrará indiferente, cruel o simplemente ausente.
La madre se mostrará sarcástica, histérica, hará chantaje emocional a sus hijos.
Los padres Psicópatas tienen múltiples relaciones amorosas a lo largo de la vida que nunca acaban bien, también suelen ser promiscuos sexualmente e impulsivos. A lo largo de su niñez, sus hijos es normal que observen peleas, rupturas y conductas inapropiadas por parte de sus padres.

En general, una madre psicópata influye mucho en que los hijos desarrollen toda clase de problemas....y a ella no le importa mucho, aún cuando pueda mostrarse preocupada de cara a la galería (para dar pena a los demás), pueden mostrarse abatidos, pero una observación imparcial, muestra que son solo "bajones" pasajeros sin la desesperación genuína que podría esperarse de una madre realmente afectada por el estado de sus hijos. En ocasiones, pueden mostrar poses de un dramatismo absurdo que pronto son aliviadas por un nuevo amante, unas compras o una noche de fiesta.
Por otro lado estos "padres" pueden dar discusos morales a sus hijos, pero son profundamente hipócritas, ya que no se los aplican a ellos mismos....por lo que constantemente mostrarán grandes contradicciones en su forma de actuar.
También serán especialistas en "montar números", por lo que el ambiente familiar será muy estresante para sus hijos....que nunca saben de qué humor se encontrará su madre o padre ese día.
Afortunadamente, los seres humanos son más fuertes de lo que podamos pensar. Los hijos si tienen otros referentes familiares, amistades, etc...pueden vivir a pesar de la influencia perniciosa de haber tenido un padre así.
http://juegosucio-psicopatia.blogspot.pt/2011/12/psicopatas-como-padres.html

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Como lidar com um sociopata

14.02.12

Como lidar com um sociopata Se você está lendo este artigo, então as chances são de que você está tendo problemas com um sociopata e precisa de ajuda. Você não está sozinho! Este artigo irá lhe ensinar como lidar com lidar com um sociopata, mantendo-se, sua família e seus recursos de segurança e preservação de sua sanidade. Três passos 1. Perceber que um sociopata não se importa quem magoa ou usa porque não tem escrúpulos ou por tirar vantagem da sua generosidade e boa vontade. (a característica chave do sociopata é que não percebe que os outros tem sentimentos e podem ficar magoados com as ações deles) 2. Evite-os completamente. Evita-los é a única forma de proteger-se de um sociopata, no entanto se tal não for possível siga as próximas regras: 3. Não ter nada para lhes oferecer. Os sociopatas querem os recursos, amor próprio e conexões. Para que eles saiam da sua vida não tenha nada para lhes oferecer.  a) se eles querem o seu dinheiro, coloque o dinheiro em sítio que eles não o possam ver. Diga que não tem dinheiro, e que os seus familiares e amigos não tem dinheiro. b) se querem o seu poder, diga-lhe que já não tem ligações tão boas. c) se o querem usar a si, faça-se indesejável. d) se querem usar os seus recursos, mostre que os seus recursos não são apetecíveis.  Fale com um psiquiatra ou um psicólogo. Eles vão ajudá-lo. Wikihow.com

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Psicopatas - A ameaça que representam para a sociedade

13.02.12

Com anos de experiência no atendimento a vitimas de psicopatas, a Doutora Martha Stout traça um retrato preciso desses indivíduos, ensina como identifica-los e ensina 13 regras para nos defendermos da ameaça que eles representam. Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em vários países, "MEU VIZINHO É UM PSICOPATA" se tornou uma referência sobre o assunto e ganhou o prêmio Books a Better Life (Livros para uma Vida Melhor) daquele mesmo ano por sua significativa contribuição a sociedade.Um profissional ambicioso, que passa por cima de todos para conquistar o sucesso, um executivo que maquia o balanço da empresa e inventa mentiras sobre os colegas, ou alguém que vive às custas dos outros ? todos eles têm algo em comum: não possuem consciência, a característica mais fundamental dos seres humanos.No livro de MARTHA STOUT, PHD em psiquiatria cujo nome é ?MEU VIZINHO É UM PSICOPATA?, é descrito o que é esse transtorno quase inimaginável para a maioria das pessoas, e é ensinado a identificar esses indivíduos maléficos que podem estar onde menos se imagina. Inclusive aqui entre nós.Os Psicopatas e Sociopatas tem uma vantagem em relação à maioria das pessoas. É que não tem consciência e por isso podem agir livremente sem receio do sentimento de culpa que atinge 96 por cento das pessoas. Isso dá a eles uma grande vantagem pois podem sem receio fazer intrigas, falsificar documentos e situações, e até matar sem que sintam pena ou remorso, ou ao menos tenham o sono atrapalhado. Em geral eles fazem essas coisas. Tem uma noção perfeita das leis sociais, e suas regras e as compreendem, mas utilizam seu QI em geral bem dotado para atingir seus objetivos sem serem de preferência descobertos. Sabem que são diferentes das outras pessoas e fingem ter consciência para se passarem despercebidos.Muitas pessoas só descobrem que estão diante de um Psicopata, quando já é iminente a sua morte. CARACTERÍSTICASSegundo a Associação Americana de Psiquiatria 1 ? Incapacidade de adequação às normas sociais.2 ? Falta de sinceridade e tendência à manipulação.3 ? Impulsividade. Falta de planejamento prévio.4 ? Irritabilidade; agressividade.5 ? Permanente negligência com a própria segurança e a dos outros.6 ? Irresponsabilidade persistente.7 ? Ausência de remorso após magoar, maltratar ou roubar outra pessoa. A combinação de  três desses ?sintomas? já é suficiente para levar muitos psiquiatras a considerarem o distúrbio.Outros pesquisadores e médicos chamam a atenção para outras características dos sociopatas dentro do grupo. Um dos traços mais freqüentes observados são o desembaraço e um charme superficial que tornam o verdadeiro sociopata sedutor para algumas pessoas, figurativa ou  literalmente ? uma espécie de brilho ou carisma que, a princípio, pode fazê-lo mais encantador ou interessante do que a maioria dos indivíduos normais à sua volta. Ele é mais espontâneo, mais envolvente, de alguma forma mais ?complexa?, sexy ou divertida do que qualquer outra pessoa. Às vezes esse carisma sociopático vem acompanhado de uma idéia exagerada do próprio valor que soa atraente de início, mas que, depois de um exame mais detalhado acaba parecendo estranho e até mesmo risível. (?Um dia o mundo vai perceber que sou especial? ou ?Você  sabe que, depois de mim , nenhum outro amante vai satisfazê-la?.)Alguns personagens da História, psicopatas, que atingiram culminâncias de FAMA ou PODER são notórios. NERO, HITLER e ALL CAPONE por exemplo. Algumas pessoas sentem especial atração por personagens psicóticos. São aquelas pessoas que não gostam de pessoas ?BEM RESOLVIDAS?. Gostam antes de pessoas ?COMPLICADAS?. São em verdade pastos perfeitos para os personagens PSICÓTICOS. Os Psicopatas tem necessidade de estímulo maior do que o normal, o que os leva a frequentemente correr riscos sociais, financeiros ou jurídicos. Costumam ser capazes de induzir outras pessoas a acompanha-los em empreitadas arriscadas e, como grupo, são conhecidos por mentir e enganar de modo exagerado e doentio, assim como estabelecer uma relação parasitária com seus ?amigos?.Independente de quão INSTRUIDOS ou bem posicionados sejam na idade adulta podem apresentar um histórico de problemas comportamentais precoces, que as vezes inclui o uso de drogas ou episódios de delinqüência juvenil e no qual a incapacidade de assumir responsabilidade por quaisquer erros tem presença garantida.Os sociopatas destacam-se sobretudo pela superficialidade das emoções, pela natureza vazia e transitória de quaisquer sentimentos de afeto que possam alegar e por uma surpreendente insensibilidade. Não demonstram nenhum sinal de empatia ou interesse genuíno ou envolvimento emocional com um parceiro. Uma vez retirada a camada superficial de charme, seus casamentos sem amor são unilaterais e, quase sempre de curta duração. Se o sociopata valorizar minimamente o cônjuge é porque o vê como uma posse, e se perde-lo ficará furioso mas jamais triste ou culpado.Todas essas características aliadas aos ?SINTOMAS? listados pela Associação Americana de Psiquiatria são manifestações comportamentais do que para a maioria de nós é um distúrbio psicológico inimaginável: a ausência do nosso sétimo sentido, a consciência. Um transtorno louco e assustador para 4% da população. Como terapeuta, a Doutora Marta Stout tem como especialidade o tratamento de pessoas que passam por traums psicológicos. Ao longo dos últimos 25 anos , ela atendeu centenas de adultos que vivem em constante sofrimento psicológico decorrente de abusos sofridos na infância ou de alguma outra terrível experiência. Como detalhou no livro THE MYTH OF SANITY ( O mito da sanidade ), seus pacientes sofrem diversos tormentos, entre eles ansiedade crônica, depressão incapacitante e estados mentais dissociativos. Sentindo que sua vida era insuportável, muitos deles me procuraram após sobreviverem a tentativas de suicídio. Alguns apresentavam traumas gerados por catástrofes provocadas pela natureza ou pelo homem, como terremotos ou guerras, masa maioria havia sido controlada e psicológicamente destruída por outros indivíduos ? sociopatas que às vezes, eram estranhos, porem, com mais freqüência eram os próprios pais, parentes mais velhos ou irmãos. Ajudando meus pacientes e suas famílias a lidar com os danos sofridos e analisando suas histórias, a Doutora Marta aprendeu  que o estrago provocado pelos sociopatas a nossa volta é profundo e duradouro, muitas vezes trágicamente letal e assustadoramente comum. Ao trabalhar  com centenas de sobreviventes, ela se convenceu de que abordar os fatos relacionados à sociopatia de forma aberta e direta é uma questão urgente para todos nós.Cerca de um em cada 25 indivíduos é  sociopata, ou seja, não possui consciência. Não que esse grupo seja incapaz de distinguir entre o bem e o mal, mas essa distinção não limita seu comportamento. A diferença intelectual entre o certo e o errado não soa um alarme emocional nem desperta o medo de Deus como acontece com o restante de nós. Sem o menor sinal de culpa ou remorso, uma em cada 25 pessoas pode fazer absolutamente qualquer coisa. A grande incidência de sociopatia exerce um grande impacto em toda a sociedade, mesmo em  quem não sofreu tauma psicológico. Os indivíduos que compõem esses quatro por cento sugam nossos relacionamentos, nossas contas bancárias, nossas conquistas, nossa auto-estima e até nossa paz. Surpreendentemente porém, muitas pessoas não sabem nada sobre esses transtornos ou, quando sabem, pensam apenas em termos de psicopatia violenta ? homicidas, serial killers, genocidas -, em indivíduos, que de forma óbvia violam a lei diversas vezes e que , se forem pegos, serão encarcerados e, em alguns países até mesmo condenados à morte. Em geral, não identificamos nem tomamos conhecimento do grande número de sociopatas não violentos que nos cercam. Esses criminosos muitas vezes não agem abertamente e o sistema jurídico oferece pouca proteção contra eles. Robert Hare, professor de psicologia da Britsh Columbia University, desenvolveu a Pysichopathy Checklist ( Uma escala para verificação da da psicopatia), hoje aceita como instrumento-padrão de diagnóstico para pesquisadores e médicos em todo o mundo. Sobre os sociopatas, Hare um cientista frio, escreve: ?Todos, inclusive os especialistas, podem ser enredados, manipulados, enganados e desnorteados por eles. Um bom psicopata pode tocar um concerto nas cordas do coração de qualquer um... Nossa melhor defesa é entender a natureza desses predadores humanos.?Hervey Cleckley, autor do texto clássico de 1941, The mask of Sanity (A máscara da Sanidade), faz a seguinte declaração sobre os psicopatas: ?Beleza e feiúra, salvo em sentido muito superficial, bondade, maldade, amor, horror e humor não tem nenhum significado real, não são capazes de comovê-los.?

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Lidando com um sociopata. Absolutamente contato zero.

13.02.12

A melhor maneira de lidar com um sociopata não é lidar com ele. Rejeitá-lo. Cortou. Não tenho absolutamente nenhum contato. Nenhum meio de contato não falar com ele ao telefone. Não enviar, abrir ou responder a e-mail. Não há mensagens instantâneas ou mensagens de texto. Nenhuns cartões, cartas ou pacotes. E, certamente, não o vejo. (Tudo isso se aplica a mulheres sociopatas também.)

Se você está no meio de batalhas legais com o sociopata, deixe toda a comunicação passar por seu advogado ou outro intermediário. (Certifique-se de que eles entendem como sociopatas opera.)

Mais fácil de dizer do que fazer

Se você foi enlaçado por um sociopata, você pode achar que você tem dificuldade em manter nenhum contato. Você pode encontrar-se a pensar sobre os bons tempos e querendo falar com ele ou ela. Aqui estão algumas das razões e por que eles não são boas razões.

1. Você ainda está no amor

A pessoa que você amava nunca existiu. Era uma ilusão criada pelo sociopata para manipulá-lo. Se você ainda tem sentimentos por ele ou ela, são sentimentos para o que você queria que o relacionamento seja, não para o que ele realmente é.

2. Você sente pena dele ou dela

O sociopata pode chorar, implorar e rastejar, insistindo que vai mudar. Você quer acreditar. Infelizmente, isso não é possível com os sociopatas, eles não mudam. O predador está usando o jogo pena, tentando tirar vantagem de sua boa natureza e sugá-lo de novo. Não caia nessa.

3. Você não quer admitir que estava errado

Você pode ter investido muito no relacionamento, especialmente se o sociopata tem vindo a tomar dinheiro de você e você não quer perder tudo. Você acha que pode forçar. Sim, você pode negociar, e ele pode concordar em pagar-lhe. Mas não espere ver realmente o seu dinheiro.

4. Você quer ter a última palavra

Você quer que ele entenda como você está ferido. Você quer ver essa pessoa lhe pedir desculpas. Aqui está o que você precisa saber: O sociopata nunca vai entender seus sentimentos, porque os sociopatas não têm empatia. Se ele ou ela pede desculpas, ela só vai ser uma tática de sangrar um pouco mais.

5. Melhor o diabo conhecido que o santo desconhecido

Algumas pessoas preferem colocar-se com o abuso emocional, psicológico e até mesmo físico do que o rosto do desconhecido. Se este é você, entender que é improvável que a sociopata vai tratá-lo melhor no futuro, e é muito provável que ele irá tratá-lo pior. O desconhecido pode ser assustador, mas também oferece uma oportunidade para uma nova vida.

Alterar a dinâmica

Por que há contato importante? Os sociopatas são especialistas em quebrar suas vítimas, peça por peça. Se você tiver contato com ele, você estará de volta no jogo e o sociopata vai continuar a manipulá-lo. Para iniciar a sua recuperação, você deve colocá-la para fora de sua vida.

Sem contato, você está dizendo "não mais".

Se você precisa ter contato

Infelizmente, você pode não ter escolha a não ter contato com o sociopata, especialmente se você tem filhos com ele. Se você está nesta situação, aqui estão duas orientações importantes:

Sempre estar em alerta vermelho mental quando lidando com um sociopata.

Nunca lidar com um sociopata sozinho, tenho uma testemunha.

Repentinamente

Meses ou até mesmo anos depois de terminar com o sociopata, ele pode aparecer novamente. Ele vai dizer que ele está em apuros, e você é o único que pode ajudá-lo. O que você faz? Ignorá-lo. Deixe-o sofrer as consequências de seu comportamento.

Ele está testando para ver se ele pode começar a sangrar novamente. Lembre-se, os sociopatas não mudam.

 

 

 

http://www.lovefraud.com/12_leavingAsociopath/sociopath_no_contact.html

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Sintomas de psicopatia

11.02.12

A Psicopatia, também conhecida como Sociopatia, tem sido associada ao protótipo do assassino em série, porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassino, ou mesmo fisicamente violentos! Importa desmistificar esta ideia, porque podemos estar a lidar diariamente com um psicopata, sem termos a noção que aquela pessoa está realmente doente e que afinal, todas as intrigas, confusões, desacatos, mentiras e mau-estar causados pelo mesmo, não são apenas fruto de “mau feitio”. Há pessoas que só se apercebem que têm lidado de perto com um psicopata, momentos antes de uma fatalidade lhes acontecer, nomeadamente o seu homicídio. http://www.amar-ela.com/sintomas-de-psicopatia/comment-page-1/ Embora esta doença seja mais comum no homens, também é possível encontrar mulheres sociopatas. Os primeiros sinais começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, embora se possam reconhecer algumas atitudes que apontem neste sentido em idade mais tenra. Eis então os sintomas principais que um psicopata apresenta: - Ausência de Culpa: Nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou. Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico, (para ele, claro!), embora tenha a noção de que os seus actos são anti-sociais. Quando é denunciado, recusa a reabilitação ou qualquer tratamento e na impossibilidade de fugir, simula uma mudança de carácter, para mais tarde voltar aos padrões comportamentais que lhe são característicos e até, vingar-se de quem o tentou ajudar! - Mestres da Mentira: Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem mentir. - Manipulação e Egoísmo: Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objectivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objectos que pode pôr e dispor conforme lhe convêm. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele. Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença. Para tal recorrem as esquemas, intrigas e claro, ao seu charme para se fingir amigo. - Inteligência: O QI costuma ser acima da média. Há casos de psicopatas que conseguem passar por médicos, advogados, professores, etc, sem nunca terem frequentado uma universidade! São peritos no disfarce, excelentes auto-didactas e fazem-no na perfeição. - Ausência de Afecto: Não são pessoas afectuosas com o próximo e enquanto pais, não são do género de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos como “marionetas”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus. - Impulsivo: Devido ao défice do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. Costuma fintar até o teste do polígrafo, porque o seu ritmo cardíaco não se altera quando profere mentiras e nem quando comete crimes. - Isolamento: Gostam de viver sós e quando vivem com outros, querem liderar o grupo, mesmo que para isso destrua uma família inteira.

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Transtorno de personalidade histriônica

10.02.12

Personalidade é forma de comportamento de um indivíduo. É o “jeitão” de ser da pessoa. O Transtorno de Personalidade aparece quando o comportamento é pouco ajustado e prejudica o indivíduo nas relações sociais, causando a ele próprio e aos outros, sofrimento e incômodo. Características da personalidade histriônica ou histérica: Busca constante ou exigência de afirmação, aprovação ou elogios (quer aparecer); Autodramatização, teatralidade e expressão exagerada das emoções; Sedução inapropriada em aparência ou comportamento; comportamento sexualmente sedutor; Alta sugestionabilidade, facilmente influenciada pelos outros ou por certas circunstâncias; Preocupação excessiva com a atratividade física; Expressão de emoções exageradamente; Expressão de emoções rapidamente mutável; Egocentrismo nas satisfações; Intolerância severa às frustrações e à não-satisfação; Discurso impressionista e superficial. Considera os relacionamentos mais íntimos do que realmente são. Pessoas dramáticas, exageradas, sedutoras, com necessidade doentia e constante de chamar atenção para si mesmas. Atitudes infantis, impaciência, imediatismo, inconstância, impulsividade, baixa tolerância à rotina e monotonia; têm muita vaidade, ciúmes em excesso, relacionamentos superficiais e devaneios românticos. Histriônicos fazem manipulações para conseguirem o que querem, com emoções à flor da pele, acessos de euforia ou riso, choram demais e facilmente, têm ataques de raiva ou irritabilidade. Eles têm sempre uma imensa vontade de seduzir. Tendem a evitar relações afetivas autênticas, profundas e íntimas. Histriônicos têm profundos sentimentos de tristeza caso se sintam ignorados, rejeitados, abandonados ou sem resposta. http://www.psicologia10.com.br/aprenda-psicologia/2334/ São egoístas porque tendem a apenas fazer algo que tenha recompensa. Podem ajudar outras pessoas, fazendo-se de caridosos, pois sabem que assim terão atenção recompensada. De um humor animado, rapidamente decaem ao choro, mau humor e depressão. Podem ter ataques de fúria por se irritarem por qualquer coisa. Muitas vezes têm uma imagem desvalorizada de si mesmo, são inseguros. Muitas vezes são vistas como os animadores, efusivos, podem gesticular e rir muito, sem controle, típico comportamento exuberante e chamativo. Vivem a tentar entreter outras pessoas, porque acham que assim vão ter a atenção de que tanto necessitam. Podem demonstrar muito aborrecimento, ciúmes ou rancor caso percebam que outra pessoa está tendo mais atenção que eles. Demonstram em exagero o que realmente sentem (tristeza exagerada, alegria excessiva, raiva em excesso, ciúmes intenso, dor insuportável). Comportamento extravagante que oscilam entre o cômico e a cólera. Podem ser tidos como armadores de confusão e provocações de brigas, pois sem nenhuma vergonha na frente dos outros, expressam suas emoções como a raiva, impaciência, ciúmes, fazendo tempestade em copo d’água. Provocam com reclamações, xingamentos, ataques coléricos, envergonhando pessoas e amigos acompanhantes. Querem concentrar os olhares em si, a partir desse tipo de atitude. Não lidam bem com regras e facilmente tentam contornar ou ignorar situações de rotina. Estão sempre a mudar, hora são uma coisa, hora são outra. Também tendem a pôr sempre a culpa nos outros. Comportamento teatral. As outras pessoas têm impressão de fingimento nas falas, emoções e comportamento do histriônico. Distorções da imagem física: se achar muito magro ou gordo, defeitos inexistentes, tendência a desenvolver transtornos alimentares. Baixa tolerância às frustrações, entendiam-se com rotinas, descontinuidade de projetos. Facilmente se enjoam de amigos, cidade, estudos, trabalho. Tornam-se tão instáveis, encenam e mudam tanto que às vezes não sabem mais nem quem realmente são e chegam a acreditar em suas próprias encenações. Mudam de planos e objetivos a toda hora, relacionamentos, aparência física, identidade, gostos, sentimentos e preferência sexual, sempre se queixando da incompreensão das outras pessoas. Preocupados excessivamente com a estética; são vaidosos extremos, geralmente exibem aparência diferente, extravagante, gastam muito tempo e dinheiro com produtos para cabelo, maquiagem, acessórios e roupas. Podem exibir uma aparência ou comportamento provocante, se vestir de maneira inapropriada, usar roupas ousadas para o trabalho. Obcecado pela beleza e perfeição física, tornando-se fúteis. Acentuada tendência a despertar desejo, muito sedutor, buscam elogios, sexualmente provocativo, faz de tudo para impressionar o outro, a fim de atrair os olhares para si, camuflam com tal comportamento a necessidade de se sentir amado. Seduzem e erotizam desde os melhores amigos até médicos, dentistas, chefes de trabalho, professor. Vivem a escolher uma “vítima” para seduzir, quando conseguem, se enjoam, procuram outra. O comportamento sedutor é tão intenso que deixam o histriônico mais vulneráveis a ataques sexuais, assédios bem como atentado ao pudor, abusos e estupros. Mulheres histriônicas se “modulam” sexualmente conforme suas “vítimas”. Despertam intenso desejo sexual nos homens, ficando mais vulneráveis a psicopatas e estupradores. Histriônicas podem demonstrar-se difíceis, para despertar ainda mais desejo do homem, depois demonstram desinteresse marcante na relação, levando à raiva e frustração do parceiro. O drama é a característica principal do transtorno, histriônicos sentem e vivem tudo de forma intensa e exagerada. Tudo machuca o histriônico, é excessivamente inseguro e isso com freqüência leva à depressão. É comum idéias paranóides devido à percepção exagerada. Qualquer palavra ou gesto dirigido ao histriônico podem machucá-los, pois podem ser entendidas como agressivos.

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Historia real, relato de um sociopata

09.02.12

Sou aquele que tem obsessões, que têm objetivos, que os alcança e nem me arrependo das conseqüências, mesmo que elas sejam prazerosas. Eu sou um Sociopata imoral que brinca com os sentimentos das pessoas, que joga em dois lados e mistura todas as opções em uma melhor. Sou alguém que sente prazer em ver alguém amar, mas eu simplesmente não amo. Estou por todos os lados, meus olhos fixos em suas atitudes mais estranhas e perturbadoras. Sou uma águia observadora que procura os melhores para a destruição. Durante minha vida estive confuso sobre meus sentimentos e minhas manias. O que há entre o ódio e o amor? Eu? Sim. Resolvi que o melhor modo de aproveitar isso é simplesmente fazendo. Eu adoro iludir as pessoas. Vê-las olhando-me como um objeto de desejo. Gosto de fazê-las sentir menores, mas o prazer e a pena vêm ao mesmo tempo em meu coração. Que tipo de pessoa eu sou? Todos amam e apenas vivem sua vida. Eu vivo a vida destruindo corações e fazendo com que as pessoas se ajoelhem aos meus pés, peçam perdão ou mesmo implorando pelo meu amor... Algo que eu não sou capaz de dar. Mulheres de toda parte olham-me e desejam tocar meu corpo, desejam sentir minhas curvas e ouvir aquelas lindas palavras que um dia eu recitei para as amigas delas. Elas querem ver meu rosto de anjo pedindo por um beijo, e depois, recusando-o. Querem que eu sorria pra elas, e depois, ignoro-as. Eu sou o monstro dos sentimentos, que pouco se importa, mas quero conhecer a todos, mesmo que superficialmente. Normalmente, sou normal, mas as vezes, quando não consigo algo, torno-me obisessivo e apenas quero o que quero, sem importar as barreiras, apenas faço, sinto prazer e nem me arrependo... Mas o prazer irá sempre predominar sobre minha alma." História real Sou apenas uma ouvinte

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Aproveitador de mulheres de amigos e conhecidos, chulo ou gigolô

08.02.12

Em Portugal e no Brasil, é dito popularmente que um malandro dos anos 30 à 40 é a pessoa que não queria trabalhar, gostava da boémia, enganava e mentia constantemente para encobrir a verdade, frequentava clubes e diversões sem pagar nada, pendurava as contas e pedia dinheiro emprestado aos conhecidos e depois não pagava, usava artimanhas e histórias tristes para arranjar dinheiro, pendurava contas em farmácias e pequenas vendas e bazares, com o intuito de não pagar, vendia objectos que não lhe pertencia e punha amigos e conhecidos em situação difíceis para que pudesse lucrar com isso, dava endereços falsos da sua morada para que as empresas de crédito não pudessem cobrar, muitas vezes este malandro era também conhecido como “cara de pau”, capaz de fazer papéis ridículos e escandalosos com naturalidade comprometendo os outros. http://parasitasependuras.blogspot.pt/2010/09/malandros-profissionais-parte-1.html Entre muitos defeitos estão: Ladrão, enganador e mentiroso, bêbado, frio, sem escrúpulos, sem ética, gozão, aproveitador de mulheres de amigos e conhecidos, xulo ou gigolô, preguiçoso. Intermediário entre pessoas, no caso negócios de vendas, entrão, bajulador, aproveitador, comprometedor, vigarista, traidor, chantagista, corrupto, desavergonhado, batoteiro entre outros. Dos anos 30 aos anos 60, a definição de “malandro” aumentou muito. Em países como Portugal que reúne uma grande mistura de imigrantes e uma população pequena, nota-se com alguma facilidade estes senhores que vivem dentro e ao mesmo tempo à margem da sociedade. Muitos desses malandros têm um estilo próprio. Uns são bons faladores e vestem-se bem, têm um grande leque de conhecimentos e guardam memórias do passado, utilizam o facto de serem conhecidos para aplicarem golpes em terceiros e depois sai de cena por algum tempo. Assim como os outros têm sempre uma história para contar ou algo para vender, geralmente estes objectos não são deles. Oferecem-se como intermediários para resolver problemas de amigos e depois desaparecem com o lucro do golpe, geralmente usam golpes como o arranjo de carro, onde conhece o dono da oficina e aplica uma quantia superior ao cobrado ou leva o carro arranjado com o pretexto de pagar no dia seguinte, recebendo assim o dinheiro do dono do carro e a seguir desaparecendo. Eles de maneira geral são bons observadores e conversadores, escondem muitas vezes os olhos debaixo dos óculos escuros para que as pessoas de fora não saibam para onde estão olhando. Gostam de meter conversas com as mulheres e preferem as casadas, elogiam-nas bastante, controlam o horário de trabalho dos maridos e quando eles vão para o trabalho, procuram se aproximar delas, uma vez conseguido ter a relação sexual, o malandro faz tudo e mais alguma coisa para a satisfação da vítima, tornando-a cliente e depois chantageando-a. Outros malandros, são oportunistas e operam golpes mais baixos, como cravar, cigarros, refeições, pequenos objectos, geralmente operam em botequins e tascas, fazem pequenos enganos, gostam de falar abertamente de mulheres e de experiências que não viveram como se tivessem vivido. Também fazem pequenos roubos como os de supermercados e depois vendem os produtos aos conhecidos. Estes também vêem na mulher uma oportunidade de sustento, mas a sua aparência é menos cuidada e mais desmazelada, falta-lhes cultura e brio. No Brasil este tipo de malandro é chamado de "MALANDRO PÉ DE CHINELO", esta definição diz que este tipo de esperto é um desclassificado na sociedade, são também definidos como violadores do código "171" que envolve artigos como: estelionato e falsificação e também estes artistas são peritos em arranjar confusões e movimentos de distracção, na sua linguagem é definido por "31". Este malandros, geralmente operam em esquinas, deste ponto de observação observa todas as pessoas que passam. Nas esquinas geralmente têm sempre um café e é aí que ele observa à vítima.

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O oportunista

08.02.12

"O oportunista tira vantagem de sua chantagem mental para alcançar o que quer. O oportunista aproveita as oportunidades normalmente sem preocupações éticas. É a oportunidade em pessoa e faz uso da boa vontade ou ingenuidade dos outros para atingir os seus fins lucrativos. É inconveniente e está sempre à altura da ocasião mais favorável. Aproveita-se do momento e faz da artimanha a sua arma preferida. Recorre à mentira como quem respira e faz do ensejo momentâneo a sua oportunidade, servindo-se da fraqueza dos outros e de sua ingenuidade. É caprichoso e tem uma necessidade física que o impele à oportunidade. A oportunidade é uma faculdade comum aos homens pelo qual o espírito se inclina a uma acção. O oportunista é falso e não tem sentimentos de culpa, quanto a isso e à sua maneira de agir desleal. É fingido e simulado para além de traidor e não verídico. Espera a sua presa com tranquilidade assustadora e quando o momento chega, está sempre em cima dos acontecimentos. O oportunista é bem-falante e é sabedor de sua “profissão”, como mais ninguém. É dissimulado e tem boa aparência física, veste-se bem e sabe esperar pelo seu momento, que é sempre o mais oportuno. Aparente e enganoso, tem sempre um sorriso nos lábios e sabe usar de cortesia. Leva os outros ao engodo prometendo-lhes o que não tem mas fazendo crer que é possuidor daquilo que apregoa. É suposto e nunca diz a verdade não se afligindo por isso, aliás, tal facto, deixa-o convencido de sua faceta menos clara e imprópria. Tira proveito do seu disfarce à semelhança de quem necessita de uma ajuda, que vem sempre de uma pessoa imprudente e desprevenida, que vai no conto do vigário, inocentemente e sem malícia. O oportunista é esperto e sagaz compreendendo a sua oportunidade assim que esta se lhe depara. Estuda os movimentos dos outros com perspicácia e nunca deixa fugir a sua vitima, estando de sobrolho. O único esforço de que dispõe é o estar atento ao que se passa à sua volta, qual abutre a rondar o cadáver. É um ladrão de sonhos por excelência, e goza do seu estatuto oculto para trazer as pessoas ao prejuízo. O oportunista causa danos irreparáveis dos quais é difícil de sair. Há os que perdem tudo, indo na conversa do oportunista, que se congratula pela sua esperteza e agudeza de espírito. Oferece as pessoas ao sacrifício como num ritual religioso. É prudente e age em conformidade. Nunca se põe em causa nem à sua vida, usando da difamação para se livrar de algum imprevisto… vitimizando-se. Sujeita as outras pessoas à tirania de seu carácter improvável. É um criminoso altamente qualificado e faz jus disso mesmo para atingir os seus fins lucrativos. O oportunista anda sempre sozinho, sentado nalguma esplanada, a observar atentamente as suas vítimas, que nunca desconfiam de nada, entregando-se à benesse do oportunista, que cuida bem do incauto. O oportunista leva vantagem de sua esperteza e inteligência, perante os demais. Não concebe a derrota como uma coisa possível de acontecer." Jorge Humberto 06/08/10 http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145145

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Apaixonar-se pela pessoa errada. As relações doentias e destrutivas

08.02.12

Procura-se: Pessoa infiel adorando riscos, prometendo múltiplas traições, giro(a), egoísta e egocêntrico(a), muito impulsivo(a), com raivas inexplicáveis, profissão pouco definida ou uma vocação tirânica, pode ter uma causa, uma seita, com vícios secretos e públicos, comportamentos de risco variados, capacidade de com o olhar fazer o outro sentir-se único, arrependimentos constantes com desejo sincero de mudança, com duração dependente da presença do outro, pode ser casado(a), não desejar compromisso, não estar preparado(a) para compromissos ou ter uma orientação indeterminada. http://alavoisier.blogspot.pt/2009/10/proposito-de-nos-apaixonarmos-pelas.html Promete-se: Fidelidade canina, culpabilização constante, abnegação, espírito de sacrifício, choros múltiplos, ansiedade e controle, relação incondicional “até que a morte nos separe”, sustentação da família “casa, roupa e cama lavada”, pode não haver sexo, carinho em quantidades desejáveis, não é preciso prometer nada, pode ser infiel, e sedutor(a) sempre que estiver na presença dos outros. (Parabéns! Esta relação está condenada a ser temporária mesmo que seja até que “a morte os separe”, com “aureola” de santidade para uns e objecto de desejo para outros, ingredientes necessários para a manutenção de uma relação que os outros desejam mas não querem na sua casa). A baixa auto estima e a necessidade de referentes externos é fundamental para a manutenção de uma relação baseada num equívoco afectivo, em que um dá, aparentemente, de forma incondicional, e o outro recebe amor não dando nada em troca, a não ser excitação, ansiedade, manutenção da atitude activa e apaixonada do outro, incompatível com a descrição de uma relação baseada na tranquilidade, no afecto partilhado, na confiança, e no crescer e aceitar o outro na relação. Relações deste género, desequilibradas em termos de poder, mantêm um sem número de pessoas condenadas a não serem protagonistas da acção, a serem o centro de um “filme” criado por elas em que são dignas de compaixão, como óptimas heroínas, e os finais raramente são felizes porque por exaustão ou desistência perpetuam este padrão com outros “actores”. Também a pessoa não preparada para o compromisso ou incapaz de o fazer é intensamente frágil e dependente quase em exclusividade de controle do outro e da humilhação constante que o outro provoca, apesar de aparentemente ter uma pessoa tão “boazinha” só para ele! Relações adultas em que há uma partilha crescente

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O Chantagista Emocional

07.02.12

O Chantagista Emocional pohttp://www.galenoalvarenga.com.br/publicacoes-livros-online/cronicas-ensaios/o-chantagista-emocional r Galeno Alvarenga | 22 de março de 2010 Todos nós já convivemos com pessoas que chegamos a amar e, possivelmente, hoje odiamos. Relacionamo-nos com um tipo de indi­víduo que num primeiro encontro mostrou-se agradável, simpático, e deu-nos a impressão de estar interessado por nossos problemas e de ser honesto. Com o passar do tempo, o percebemos como o oposto do que sua “máscara de saúde” aparentava. Os psiquiatras classificam esses indivíduos como possuidores de um “transtorno da personalida­de antissocial”. São figuras humanas interessantes, constituindo 70% dos habitan­tes das penitenciárias, portanto, muitos deles estão soltos. É preciso muito cuidado com eles, pois podem infernizar nossa vida. Aparecem mais frequentemente entre os homens, embora muitas mulheres sejam antissociais. Alguns autores afirmam que 4% da população apresenta essa conduta, para outros, a proporção é maior. O direito denomina es­sas pessoas de “criminosos”, “estelionatários” e outros termos. O povo avalia negativamente esses indivíduos, chamando-os de “cara-de-pau”, “marginais”, “sem-caráter”, “sem-vergonha”, “safados”, “desonestos”. Falantes e animados, dão a impressão de pessoas felizes e bem-ajustadas. São artistas, exibindo uma falsa autenticidade, segurança e ótima saúde mental que, de fato, não possuem. Atenciosos e sem inibições, cativam rapidamente a todos, principalmente às mulheres, que se apaixonam com frequência por eles e muitas vezes passam a dedicar-lhes suas vidas. É atraído por ações perigosas e detesta ambientes tranquilos. Ele agride as pessoas quando frustrado, age apressadamente diante de situações problemáticas, pois não tolera refletir ou adiar ações. O antissocial é indisciplinado e geralmente incapaz de seguir objetivos a longo prazo, bons ou maus, isso não importa. Nas suas conquistas, pode ocorrer que já num primeiro en­contro o antissocial declare todo seu amor e paixão à ingênua mo­cinha. Propõe-lhe um casamento ou uma vida a dois maravilhosa, pois está “caído” por ela. Em seguida, pede-lhe um empréstimo, pois terá de viajar na manhã seguinte para realizar um grande negócio, mas, como foi assaltado há poucos instantes, ficou sem dinheiro e tam­bém sem seus preciosos talões de cheques. Às vezes o “golpe” é mais lento. Há um início de namoro, com grande intimidade com sua parceira e familiares dela. Fica amigo de todos, conversa muito, conta casos interessantes e alegres, mostra-se prestativo, frequenta a casa da namorada, passa a almoçar, jantar e até dormir lá. Para justificar o seu modo de vida, histórias fantás­ticas são relatadas à família. Essas, à medida que se descobre sua falsidade, são trocadas por outras mais fantásticas ainda. Ele não está trabalhando porque tirou férias de uma grande empresa, onde é diretor-presidente. Terminadas as suas “férias”, ele está planejando um vultoso negócio para a companhia e por isso foi dispensado de ir trabalhar. Que pena! De repente, fizeram-lhe uma injustiça: ele foi demitido. Mas não foi nada, pois ganhará uma gran­de indenização e antes de largar o trabalho, já terá sido contratado para novo emprego, por sinal muito melhor do que o anterior. Sem endereço nem telefone, sua família é uma incógnita, até seu nome costuma ser falso. Enganando a namorada, ele pode chegar ao casamento. Após este se consumar, surgem as brigas, as agressões físicas, as exigên­cias de dinheiro e, com frequência, a infidelidade conjugal aberta: leva mulheres para dentro de casa, “transa” com a vizinha, com a cunhada ou com a melhor amiga do casal. Não mostra nenhum senso de responsabilidade conjugal. O ca­samento quase sempre dura pouco, acabando com o abandono da mulher e dos filhos. Nosso “herói” desaparece, arruma uma nova par­ceira para explorar. De quando em quando, retorna à antiga mulher, fazendo proposta de reconciliação, num tom de voz aparentemente emocionado, com olhos cheios de lágrimas. Nesses momentos, apa­rentando sinceridade, jura seu amor e arrependimento por tê-la aban­donado. Afirma que nunca mais vai ocorrer o que aconteceu. Entretanto, as promessas duram pouco: só até à primeira frustra­ção ou à primeira sedução fora de casa. Em sua mente nunca há culpa, ele nunca aprende com seus com­portamentos inapropriados, pois não sofre com isso. Não é leal a nin­guém, nem com nenhum grupo ou ideias. Não consegue julgar adequa­damente nenhum de seus atos, nem os dos outros, pois não é atingido pelo sofrimento alheio. Explica, com sua lógica deturpada, toda e qual­quer conduta sua, mesmo a mais imoral. Agressivo e impulsivo, não tolera ser frustrado. É um indivíduo geralmente incapaz de seguir qual­quer objetivo a longo prazo, bom ou mau, isso não importa. Alguns estudiosos desses “doentes” afirmam que eles buscam, durante suas vidas, um caminho capaz de transformá-las em fracasso. Assim, se cometem uma falta ou um crime, arriscam-se, comentam, enfim, fornecem pistas para serem descobertos. (evidentemente, eles não são “bons” criminosos.) Ele não é um “louco” no sentido literal da palavra, mas é capaz de, após matar os pais para conseguir dinheiro para suas farras, pedir ao júri clemência por ser órfão. Após conseguir donativos para um asilo inexistente, afirmar que sua atitude ajudou àqueles que deram esmolas, pois os doadores ficaram aliviados e felizes por estarem aju­dando os velhinhos pobres. À primeira vista eles parecem brilhantes, com inteligência su­perior, seja no trabalho, seja no estudo ou nas relações sociais. Mas, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde fracassarão, serão demitidos do emprego, afastados dos amigos e perderão tudo aquilo que, para os “normais”, é caro. Os antissociais estão em todas as partes: são encontrados nas favelas, nos bairros pobres, nas cidades do interior, nas grandes ca­pitais, nos palacetes e até nos palácios governamentais. Diga-se de passagem, não são raros também entre os políticos. Alguns são presos por dar cheques sem fundos, roubar, montar firmas ou clínicas fantas­mas, ludibriar seus clientes e assim por diante. Outros aprendem - às vezes bem - a utilizar-se de um vocabulário altamente sofisticado e eloquente, para manipular os outros em seu benefício. Utilizam também com esmero recursos histriônicos para co­municar sentimentos falsos. Esses, os mais socializados, escapam do cerco policial, chegando a ser vereadores, médicos, psicólogos, advo­gados, deputados, pastores, padres ou até mesmo governadores e pre­sidentes da república. Sua conversa fácil e sua crença em inverdades, ditas com entusiasmo, seduzem o incauto que o procura ou o elege, projetando nele o seu Deus. Diante do leigo, ou mesmo do psiquiatra, ele parece normal. Durante a entrevista, nada revela de loucura, incapacidade ou defici­ência mental. É sua história de vida, examinada e contada pelos acom­panhantes, que fornecerá as pistas para percebermos que estamos diante de um indivíduo com perturbação da personalidade do tipo antissocial: um “doente” na sociedade. Entre as quadrilhas mais sofisticadas, as com um grau mínimo de organização, os antissociais não são aceitos, pois lhes falta, não só a disciplina, com também alguma ligação afetiva com o grupo de crime necessária ao êxito do empreendimento. A maioria deles não comete crimes suficientemente grandes para serem presos por longos perío­dos. Portanto, até com respeito ao crime, eles não são sérios. A carreira do antissocial geralmente começa cedo, ao roubar as merendas dos colegas ou faltar às aulas, agredir companheiros ou pro­fessores, ou ainda fugir de casa. Inicia relações sexuais precocemen­te. Bebe, ainda na infância, com grande prazer. Não se liga a grupos por muito tempo. Maltrata ou mata pequenos animais, agride sem piedade ou motivo os companheiros mais fracos, explora-os como pode. Mas sempre acha que tem razão. Com o aumento de seu poder, ao crescer apodera-se do carro do pai, estraga-o, faz farras e, quando recriminado, justifica-se, aparen­tando total sinceridade. Representando arrependimento, jura que vai mudar sua conduta, garante que aquilo nunca mais vai acontecer. Na primeira oportunidade, porém, ele retorna ao mesmo comportamen­to e novo juramento é feito, sempre do mesmo jeito, demonstrando as mesmas emoções falsas de antes. Mente a propósito de tudo, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, e muitas vezes sem nenhuma razão. Se apanhado na mentira dará sua “palavra” de honra” de que não mais faltará com a verdade e firmará, nesse sentido, um “pacto de cavalheiro”. Entretanto, para nosso azar, os castigos, as críticas, as prisões e os internamentos geral­mente não produzem efeito a longo prazo. Sua escalada continua: uso de bebidas, drogas, acidentes graves, roubos, abandono de emprego, brigas, cheques sem fundo, mentiras e mais mentiras. Os pais, desesperados, tentam ajudá-lo, montando um comér­cio, que é “depenado” em pouco tempo. Mandam-no para a fazenda do tio e lá ele planta maconha. Internam-no na casa de saúde e ali ele vende suas roupas, compra drogas, suborna o guarda e foge. Pedem a sua prisão. Nesta, ele se mostra como um cordeiro, e ao ganhar con­fiança, na primeira oportunidade burla a própria polícia. Nunca pensa a longo prazo, sendo total seu imediatismo. Não se pode contar com o antissocial, pois ele engana, rouba, falsifica, adultera e mente. Cultiva um grande desprezo pelas normas da sociedade, pelas dificuldades dos outros, sejam elas emocionais, financeiras, físicas ou sociais. Não se envergonha do que fez ou faz. Sua vida é cheia de proezas, que levariam a maioria dos homens à depressão ou mesmo ao suicídio. Entretanto, no antissocial não se exterioriza nenhum ato que possa indicar remorso ou humilhação. Nele não foram introjetados os nossos valores, sejam morais, sejam estéticos. Os mais espertos aprendem o desejado pelas pessoas. Conse­guem transmitir ao povo a sua máscara de saudável honestidade e honradez através de um discurso contendo tudo aquilo que o povo deseja ouvir e alcançar. Depois, sozinhos ou com seus companheiros do mesmo caráter, tomando seu uísque escocês, riem e zombam da­queles que, inocentemente, depositaram confiança neles. Cuidado! Eles estão em toda parte!

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Sintomas de transtorno de personalidade anti-social: Uma Visão Geral

06.02.12

Sintomas de transtorno de personalidade anti-social: Uma Visão Geral * comportamento extremamente agressivo e uma atitude indiferente. * Não é possível aceitar e adaptar-se às normas prevalentes na sociedade. * Comportamento ilegal e criminoso dobrado de espírito. * Não tem respeito pelos outros e opiniões de outros ignora. * Impulsivo, indeciso, impetuoso e irresponsável. * Não se importa com a segurança e o bem-estar dos outros. * Tendência para causar dano físico a outros. * Altamente instáveis e socialmente aberrante com a falta de auto-controle. * Irresponsável para com quase tudo na vida. * Financeiramente dependente e suga a vida outros. * Sem remorsos, desprovido de empatia e cruel. * Tendência a conseguir tudo por enganar os outros. * É um mentiroso patológico ou compulsivo por todos os meios. * A falta de preocupação com a segurança do outro e de segurança. * Se entrega em roubo, os argumentos e lutar com bastante facilidade. * Adepto em manipular os outros por meio de elogios. * É às em relação abusiva e promíscuas relações sexuais. * Extremamente irresponsável na vida profissional. * Apresenta wittiness superficial, intelecto glib e charme. * Cria tumulto e problemas jurídicos da sociedade. * Cruel com os animais e têm uma tendência para prejudicar eles. * Falta de controle sobre seu ambiente. * Evita entes queridos e desenvolve sentimentos de ódio. * Sucumbe à toxicodependência e alcoolismo em tenra idade. * Pode tentar machucar deliberadamente.

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História da Catarina. Comportamento de um sociopata, aproveitador, oportunista

05.02.12

Era 27 de janeiro, calor intenso, verão em São Paulo. O dia começou nublado, Catarina pensava que iria chover e as chuvas nessa estação sempre são muito fortes; tomou banho, se vestiu como nunca, pegou o guarda-chuva e saiu para encontrar o homem que amava, ou pensava que amava. Encontro marcado para o Ibirapuera às 10 horas da manhã. Ela chegou ao parque, sentou-se em um banco de cimento e ficou esperando. Ele demorava. E ela estava preocupada... O namoro iniciou em agosto. A principio ele parecia tão apaixonado, fazia graça, beijava, abraçava, desejava... Tinha ciúmes. Catarina o estava estranhando, ele não respondia mais às suas mensagens de e-mails, nem as mensagens via celular... Não atendia aos telefonemas.   Uma semana atrás eles marcaram de ir ao museu da língua portuguesa, e ele não apareceu. Ela foi sozinha. Triste, mas firme como toda mulher de fibra. Fizeram amor no dia 30 de dezembro, não foi bom para Catarina. Mas ela não disse nada. Nem deu tempo. No meio da transa ele recebeu um telefonema, disse ele que era um amigo que mora no Rio de Janeiro. Ele desligou o celular, tomou um banho e saiu dizendo que iria viajar para Rio... Catarina ficou arrasada... Correu para vestir a roupa, saiu atrás dele tentando entender o que estava acontecendo, mas somente recebeu um beijo frio e um "agente se fala"... Cinco meses de namoro, e de repente isso. Ela ficou desnorteada, foi para casa cabisbaixa... Se sentindo uma coisa usada e jogada fora, faltava alto estima, faltava entender como um homem recebe um telefonema nessa situação e sai correndo como um cachorrinho ensinado... Não "Fia" entenda que ele é um irmão pra mim, e tá pagando a passagem...   Mas, nada tirava da cabeça de Catarina que havia outros interesses. Ela sabia que ele era muito interesseiro, só estava com ela porque ela estava muito apaixonada e fazia tudo que ele pedia, pagava o motel, a cerveja e a pizza... Como era tonta, pensava Catarina, faço tudo por ele e ele faz assim comigo. Era provável que o amigo dele estivesse arrumando alguém com uma grana para ele dar um golpe... Catarina percebia que ele era um aproveitador de mulheres.   Ele viajou. Em 15 dias não deu notícias. Quando voltou, ligou e disse: -estou em Sampa. Marcaram um encontro numa segunda à tarde, ela estava de férias e ele nunca trabalhava mesmo.  Conversaram bastante, quer dizer, ele falou, contou da sua experiência no Rio, da sua estada numa praia distante, por isso o celular não funcionava. Falava das pessoas que conheceu, inclusive uma tal assistente social com idéias "idiotas" segundo ele.  Falou tanto dessa mulher que após o encontro Catarina resolveu dar uma olhada no Orkut dele... E não foi surpresa quando viu os recados da tal mulher falando de coisas tão íntimas... Ligou para ele e ele disse ser apenas brincadeiras. http://www.tabacultural.com.br/creusacarlasdesousa.htm Creias Carla de Sousa   Depois desse dia, ele ficou estranho. E ela deprimida. Emagreceu quase 10 quilos em uma semana.   Chegamos então ao dia 27 de janeiro. Finalmente ele chega e cumprimenta Catarina com um beijo no rosto. Ela estremece. Sabe que será o fim. Mas, não quer aceitar. Ele começa a falar coisas sem nexo, e em seguida diz que não faz sentido estarem juntos, pois ele não está apaixonado. Ela engole o choro e pergunta se alguma vez ele esteve apaixonado, então ele responde que não, que simplesmente ela estava ali, tão fácil, tão carente que ele aproveitou para ter algum prazer sem precisar pagar.   Ainda disse que ela logo encontraria alguém para casar, e ter seus filhos, negrinhos... Ele era branco, transparente e ela negra. Ela percebeu que ele era racista também. Nossa, ele não gostava de nordestinos, dizia odiar gente pobre, sem dinheiro para comer e beber bem... E agora se mostra racista... Naquele instante Catarina só ouvia, estava cega de ódio... Sentia-se muito usada... E ele continuava, você acha que algum dia eu iria levar você em minha casa para apresentar aos meus pais?  Meu pai não gosta de negros, ele é descendente de italianos, branco. Minha mãe é descendente de portugueses, branca...  Catarina suava, não sabia se era o calor do verão, o mormaço do tempo que se preparava para uma chuva típica da estação, ou se isso era resultado das verdades que ela se recusou a ver por todo esse tempo.   Ele dizia que não havia mais assunto entre eles, que ela era sem graça, sem capacidade de argumentação... Mas, ela pensava, como argumentar com um publicitário sobre propaganda, anúncios e outros, é um assunto tão chato! Como argumentar com os publicitários amigos dele que diziam "comer" uma mulher para conseguir a conta de uma empresa. Catarina era engenheira.  É outro mundo. Ela tentou argumentar, tentou brigar, mas ele não deixou. Ao contrario disse que não queria vê-la mais. E não queria brigar, não queria baixar o nível... Mas qual nível? Ele não tinha nível. Era um gigolô.   O namoro acabou. Catarina ficou muito triste. Nesse dia ela ficou, algumas horas, sentada no banco da estação de metrô.  Choveu muito durante a tarde, ela ficou vendo a chuva, as pessoas passando, saindo dos trens, indo para suas casas, felizes, e ela abandonada. A chuva passou, era mais de cinco da tarde.  Catarina reuniu forças, entrou no trem, voltou para casa.   O pior do fim de um namoro é não ter para quem contar sua tristeza. Como Catarina iria falar que aquele cara a explorou o quanto pode e quando encontrou alguém disposta a dar mais vantagens a abandonou. Catarina sentiu vergonha, sentiu nojo, queria voltar ao passado e ignorar aquele sujeito. Por muito pouco ele não destruiu a vida de Catarina.   Quando o verão acabou, Catarina sentiu um alívio, foi como se as águas de março levando o verão, levassem também aquele sentimento que no principio foi bom e no fim transformou-se em coisa ruim. Aquela chuva forte lavava a alma de Catarina, levando os farelos de amor que ainda restavam dentro dela...

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As cicatrizes que o psicopata deixa para sempre

01.02.12
http://antologiafemenina.blogspot.pt/2007/09/el-psicpata.html?m=1
Este es el segundo prototipo. A este hay que de verdad tenerle miedo: deja cicatrices imborrables. Las va marcando, a fuego lento, y una va disfrutando en ese doloroso placer, hasta que un día se da cuenta que está completamente quemada.

El psicópata

Definición: hombre que padece de un servero trastorno de personalidad y relacionamiento encubierto, que disfruta de un juego de seducción, manipulación y poder, al que la mujer se sentirá involuntariamente atraída hasta quedar envuelta en una relación casi enferma (a veces deja de ser casi) y dependiente de la que le costará mucho tiempo, quizás años, salir y sobreponerse.

Descripción: Es un conquistador nato. Maneja perfectamente la estrategia, y qué tácticas utilizar para alcanzarla. No busque en rasgos físicos, se esconde detrás de cualquier fisonomía. Aunque seguramente tendrá una mirada cautivante y misteriosa. Sus víctimas son siempre mujeres con la autoestima baja. Y si no la tenían, llegan a desgastarla tanto, que su valoración cae hasta el punto en que no son capaces de dejarlos porque sienten que ya nadie va a amarlas como él. Ejerce una fascinación indescriptible, e incontrolable. Sí, creo que también injustificable. Porque cuando quiere demostrar amor, lo hace al extremo, de manera pasional, sorpresiva e inesperada. Sin cálculos ni medidas. Luego comienza la etapa oscura, repleta de gritos, reproches, recriminaciones, celos. A continuación las desapariciones, las ausencias, los silencios. Y ella extraña, añora, desespera. Busca al primero, a aquel que recuerda en sueños, al que la hace suspirar. Pero es el que paulatinamente, sin percibirlo, cada vez se muestra menos. Ella se queda prendada de una ilusión, de una actuación fugaz, de una puesta en escena. Luego el telón se cierra, los disfraces se guardan, las caretas se caen, y queda el ser despojado de belleza. La sombra de lo que nunca fue. Simplemente queda lo real. Sólo que de vez en cuando, cada vez que esté a punto de perderla, cada vez que la sienta lejana, volverá por sus disfraces y montará un nuevo acto. Y así, una y otra vez. Una y otra vez. Y las tendrá ahí, a su merced, embelesadas, idiotizadas, glorificándolos, necesitándolos. Presas y entregadas. Se apodera de ellas como una soga que las ata, como una droga que las hace adictas.

Características: seductor, mitómano, manipulador, egoísta, desconsiderado, temperamental. Adictivo. Es como una montaña rusa que mezcla el placer y el dolor, aunque no siempre en la medida justa.

Conducta repetitiva: Ponerlas a prueba hasta encontrar el límite, para ver hasta donde se extiende su dominio, para comprobar la incondicionalidad. Va y vuelve. Está con una pero se enamora de otra. Oscila entre el amor y el desprecio.

La clave: Self preservation. El psicópata es como el golpeador. Lo hará, lo disfrutará, y volverá a pedir perdón de alguna manera. No deje que ese breve instante de arrepentimiento la enceguezca. No es más que parte del proceso. Volverá a lastimarla, a maltratarla, a rebajarla. Porque su mayor satisfacción reside en el poder dominarlas. Es difícil identificarlos en el comienzo, generalmente se lo ve cuando ya está enamorada, y es difícil desprenderse. Entonces, por si acaso, nunca deje que le pongan el pie encima, o la arrollen directamente.

Recomendación: Mantenga siempre alta su autoestima, es el mejor escudo contra ellos. Cuando una se valora el psicópata no tiene lugar por donde atacar, no tiene flancos. Y si aún así ha caído en sus garras, cuando se encuentra a si misma justificando todas sus acciones, cuando se encuentra aferrándose a la esperanza de que él algún día él va a enamorarse aunque le esté diciendo en la cara que usted no le importa, cuando todas sus amigas le estén diciendo sinceramente que él está loco: CRÉALES. Haga un esfuerzo, deje de la do los sentimientos y escuche a la razón (en este caso aplica y es absolutamente válido). Si no, en 10 años, se encontrará maltrecha y desesperanzada esperando a alguien irreal.

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Príncipe? Não! É o aproveitador moderno

01.02.12
11 Abr 2010
Príncipe? Não! É o aproveitador moderno.
Modo actual:irritado
Na primeira versão, eles queriam apenas "a carne" de moças imprudentes, e para isso se mostravam bem sucedidos, bem relacionados, bem intencionados. Uma vez que tivessem aquilo que procuravam, botavam a mala nas costas e iam pra outro lugar enganar outra jovem.

Na segunda versão, eles procuravam por mulheres mais velhas e separadas, ou viúvas. A ambição passou a ser maior: Queriam ser sustentados por elas. Propunham casamento oferecendo apenas "companhia" e pedindo em troca nada menos que tudo. Mas o preço era alto, pra ter isso eles tinham que se casar e isso dava certas limitações ao indivíduo. Mulherengos convictos sempre, mas sempre tinham uma maneira de agir que prendia a mulher a eles, e eles a elas.

Mas, na versão 3.0, eles são muito diferentes! Eles se adaptaram à mulher moderna! Eles sabem que a mulher atual estuda pra caramba, trabalha pra caramba, fica bem sucedida, e...Esquece de viver, esquece de experimentar e fica sem a "malícia" necessária para os relacionamentos, onde existe mais do que uma entrega, existe uma troca maravilhosa de experiências que tem hora que dá certo e hora que não dá, e nos faz ter subsídios e forças para enfrentar as situações difíceis que virão.

Mulheres modernas, bem resolvidas, inteligentes, bem articuladas, que conhecem muitos e namoram quase ninguém, são independentes, moram sozinhas, tem seus bons carros e realizam com certa regularidade pequenos sonhos de consumo. São médicas, são gerentes de banco, são professoras, são dentistas, são empresárias.

Eu descrevi você né amiga? Pois é, eu sei... Você é o alvo.

Esse indivíduo de quem falo vai te encontrar geralmente no lugar de sempre, atualmente o território sem lei da Internet. Em chats, em salas de bate-papo, em fóruns, em sites de relacionamento, eles estão em todos os lugares. Então, você o conhece depois de um tempo trocando e-mails e mensagens instantâneas é amor a primeira vista. Ele é bonitão, interessante, bem resolvido, SOLTEIRO, sem ex-mulheres, sem filhos, sem passado só presente, parece até ter sido feito exclusivamente pra suprir seus sonhos, então vocês vão para a cama... E ele é divino, carinhoso e viril ao mesmo tempo, uma loucura. Paixão imediata.

Perfeito demais pra ser verdade? E é mesmo. Esse homem não existe.

E esse homem vai ocupar todos os espaços, dormirá uma vez em sua casa e depois começará a se apropriar aos poucos dela, ficará dias inteiros com seu carro, ligará para Deus e o mundo da sua casa, consumirá tua comida e começará a deixar "pequenas contas pessoais" pra você pagar. Você, boba, apaixonada, faz isso tudo e ainda compra presentes pra ele.

Um dia você percebe que nunca viu um familiar dele, não entende porque o telefone dele tem número restrito, porque ele tem disponibilidade de horário no meio da semana pra ficar a manhã inteira na academia ou na praia, lembra que nunca mais viu o carrão que ele tinha quando saía contigo, que faz al.. meses que quem paga as contas dele é você, que quando vocês saem quem tira o cartão da bolsa é você, e aí começa a ligar as coisas, começa a entender que seu príncipe é um grande, gordo e feio sapo.

Nessa hora, seu príncipe que virou sapo, vira o que ele realmente é: O OGRO.

Agora você percebe que aquelas fotos picantes que ele queria tirar durante o sexo inusitado não eram para apimentar a relação, agora você entende porque você nunca mais viu o carrão que ele tinha... Porque pertencia à outra mulher que estava sendo enganada enquanto ele se ostentava pra você, e que provavelmente o dinheiro que ele pagava os encontros e jantares também vinha dela, como o seu dinheiro foi para outra... E começa a sentir raiva dele e de si mesma.

Nessa hora, ele, sabendo que você está extremamente sensível, chora, faz escândalo, sofre... E te enrola de novo, mas geralmente por menos tempo, pois agora você está mais centrada e desconfiada e percebe rápido os movimentos dele. Mas já é tarde, porque você caiu novamente na lábia dele mesmo com seu relacionamento no buraco só esperando as "pás de cal", e só após al.. meses e muitos traumas, você consegue se livrar dele porque ele já está noutra onda.

Surreal? Imaginário? "Realidade aumentada"? Não!!!

Eu estou descrevendo a trajetória do relacionamento que estes aproveitadores "new generation" geralmente percorrem. Cada um tem sua forma de agir, mas em linhas gerais é assim que eles agem, e eu estou escrevendo isto pra você porque VOCÊ pode ser alvo de um deles em qualquer momento da sua vida.

Todo mundo se acha muito inteligente, muito esperta e geralmente somos mesmo, mas quando isso acontece vemos como somos frágeis. Tenha cuidado, porque você pode passar por isso também.
http://www.myspace.com/deboramexicana/blog/532614230

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Psicopatia e Violência Urbana

29.01.12

Psicopatia e Violência Urbana Renato Sabbatini O recente episódio da morte de João Acácio da Costa, o "Bandido da Luz Vermelha", assinado a tiros em Santa Catarina, é bastante revelador sobre o precário estado da internação judicial de psicopatas no Brasil. O caso em questão foi muito polêmico, pois ele foi solto após ter cumprido integralmente pena em regime fechado, à qual foi condenado por uma série de 88 assaltos, latrocínios e estupros horripilantes em São Paulo nos anos 60. Estranhamente, os laudos psiquiátricos feitos de última hora opinavam que "os seus episódios psicóticos anteriores tinham sido de natureza benigna (sic)", e que ele era "absolutamente capaz de retornar ao convívio social". Com base nesse parecer, a Justiça soltou-o, alegando não poder reter em prisão um condenado comum que tinha cumprido o período máximo de encarceramento, que é de 30 anos. Deu no que tinha que dar. Depois de vários episódios indicadores de desadaptação aguda, distúrbios mentais, suspensão do tratamento, breve reinternação e retorno da agressividade, ele foi morto com um tiro na cabeça em uma briga de bar. O que se deve fazer com os psicopatas e sociopatas crônicos e irrecuperáveis, que apresentam comportamento altamente agressivo e violento ? Evidentemente, eles não podem viver de forma autônoma na sociedade, pois sempre acabam por causar mais tragédias, crimes e sofrimento. Não é culpa deles, mas sim de seus cérebros danificados, sem possibilidade de cura clínica. Todos os países razoavelmente organizados têm um sistema de detenção em manicômio judicial por período indeterminado para casos como esses. No Brasil, e em outros países, há quem defenda pura e simplesmente a pena de morte para pessoas assim (nos Estados Unidos, o inspirador do apelido dado a João Acácio, o assassino e estuprador Caryl Chessman foi executado em câmera de gás, em maio de 1960, por 17 crimes), mas na maior parte das democracias os criminalmente insanos são declarados inimputáveis, pois são irresponsáveis legalmente (devido à doença mental, eles não têm o famoso "livre arbítrio"), e, se oferecem perigo para a sociedade são trancafiados para todo o sempre. Quem não se lembra do impressionante porão onde o Dr. Hannibal Lecter, o médico canibal, era mantido preso, no filme "O Silêncio dos Inocentes" ? Evidentemente, a justiça não é cega, e, algumas vezes, é imperfeita. Muita gente que é louca vai parar na cadeia comum, e acaba solta depois de um certo tempo, como aconteceu com o Bandido da Luz Vermelha (ele deveria ter continuado em tratamento na casa de custódia, mas, ao ser transferido para a Penitenciária do Estado, ficou elegível para a soltura). Outros não são insanamente violentos, mas vão parar no manicômio judiciário e lá ficam esquecidos do mundo. Como conseqüência de erros como esses, e dos abusos rampantes contra os direitos humanos que prevaleciam (e ainda prevalecem) em muitos hospitais psiquiátricos, que mantêm seus pacientes em condições sub-humanas (lembrem-se das reportagems sobre o Juqueri), houve um movimento antipsiquiátrico muito importante no passado, o que levou a uma mudança significativa nos critérios de internamento de psicopatas. Um dos seus expoentes, o psiquiatra americano Thomas Sasz, chegou a declarar que a esquizofrenia e outras síndromes psiquiatricas graves, crônicas e incuráveis, não eram doenças, mas sim "estratégias utilizadas pelos indivíduos para se adaptar a um mundo hostil ao seu modo de vida". E que, portanto, eles só iriam piorar ao serem submetidos a um regime fechado de internação, devendo serem tratados em casa, em contato com a sociedade. Como resultado desse movimento, dezenas de milhares de casos irrecuperáveis foram jogados nas ruas, à sua própria sorte, num dos episódios mais estarrecedores da história moderna da medicina. Uma parcela considerável dos "homeless", dos loucos de rua e andarilhos que vagam por aí saíram dessa multidão de desassistidos e sem esperança. Gente que fala sozinha na ria, gesticula, etc., estão tendo quadros alucinatórios, típicos da esquizofrenia. Não deveriam estar soltos, principalmente se não têm parentes nem recursos para comprar medicamentos que precisam ser tomados constantemente, sob supervisão, para controlar a doença mental. Hoje, sabemos que a esquizofrenia, a psicose maníaco-depressiva, o transtorno obsessivo-compulsivo, etc., são distúrbios biológicos do cérebro, e que de forma nenhuma se poderia encarar seu portador sob o prisma da "normalidade" social. Alguns psicopatas e sociopatas são tão agressivos e violentos, que necessitam internação compulsória e vitalícia, para proteção da própria sociedade e deles mesmos. Diversos casos recentes que chamaram a atenção da imprensa, como o homem que degolou uma criança que tomou como refém em um assalto, do desempregado que invadiu uma loja em Campinas e ameaçou uma funcionária, e outros, mostram uma história típica de paranóia (sentem que o mundo os ameaça, existe gente querendo matá-los, há um complô contra eles) e de alucinações auditivas e visuais (vozes, visões ameaçadoras ou que os impulsionam a cometer atos violentos). Existem também os criminosos com a síndrome de descontrole (são pessoas que depois alegam terem tido "um branco", uma raiva incontrolável, que os levaram a "perder a cabeça") e que pode ter muitas causas. Finalmente existem pessoas com epilepsia "condutopática" (algo que não existe em Medicina, mas reconhecidamente existem certas epilepsias do lobo temporal e do sistema límbico que levam à crises de violência incontrolável), com tumores cerebrais, ou alterações graves produzidas pelo uso de drogas, inclusive álcool. Casos como o do Bandido da Luz Vermelha mostram a inoperância cretina do sistema penal brasileiro, e dos seus inúmeros desvãos, pelos quais escapam gente clinicamente inepta para o convívio social, que só podem levar a mais desgraças. Creio que uma parcela considerável dos crimes cometidos contra pessoas inocentes têm origem em psicopatias e alterações neuropsiquiátricas de seus perpetradores. Quando vamos aprender a nos defendermos efetivamente contra esse tipo de indivíduo ?

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Um psicopata na cama. Confissão da namorada de um psicopata

29.01.12

Dr. Caio,   Sou viúva; vivi 22 anos com um homem muito viril; tivemos uma vida sexual boa. Tenho 2 filhos; uma moça de 20 anos e um adolescente de 13 anos. Ele faleceu há seis anos. HOJE estou com 51 anos, no entanto tenho aparência de 40. Ano passado conheci um italiano e me apaixonei. Ele propôs morarmos juntos... Ele tem um filho na Itália com uma modelo russa com quem viveu uns três anos maritalmente, depois começou a trai-la e por fim ela arranjou um namorado e assim mesmo continuavam morando juntos por causa do filho, quando a situação ficou insustentável e ele veio embora para o Brasil. A princípio houve uma rejeição grande de meu filho por ele. Minha filha, no entanto tratava bem, porém depois de alguns meses começou a ter certa aversão ao nosso relacionamento. No primeiro mês fizemos umas quatro vezes sexo, mas percebi que ele tinha certa dificuldade de ereção. Depois me contou que tinha prostatite, e que estava se tratando. Na última vez que fizemos sexo ele teve dor intensa quando ejaculou. Ele tem 53 anos. Mas depois percebi que ele procurava as escondidas meninas entre 18 a 20 anos, e fugia para motel cerca de uma vez ao mês para ter encontros sexuais. Depois me disse que tinha tara por luxúria e me convenceu a ir a um motel com uma prostituta e ele. Ela tentou me excitar, mas fiquei de certa forma muito tensa e não deu muito certo. Pedi a ele que não queria mais enfrentar tal situação. Ele então esfriou totalmente comigo, a ponto de ter certa repulsa por qualquer contato ( beijo, abraço, etc...). Lógico que nosso relacionamento terminou. Ele fala que não consegue amar ninguém e que tem total falta de libido, mas vejo que ele liga permanentemente para meninas, diz que ama, que as deseja, etc. Mas vi que ele também saiu com uma mulher de 40 estes dias. Seus rompantes por mulheres duram dois a três encontros, depois se "decepciona" com elas, diz que é porque descobre que elas o querem apenas por dinheiro ( aliás ele finge para elas que tem.... ). Pedi que ele arranjasse outro lugar e se mudasse. Ele me acusa que eu não o compreendo, e que ele na verdade não ama ninguém, apenas sai com pessoas para conversar e aumentar sua auto-estima... e que ele é muito deprimido por causa da saudades e do desprezo do filho por ele ( a ex dele fala que ele veio ao Brasil atrás de prostitutas...).  Ele é muito simpático e sociável. Conversa com todo mundo e faz amizades onde passa. Gosto dele, mas não entendo se ele finge, se tem um problema de fato. Na verdade chegou a me propor para continuarmos morando juntos e eu sairia nos finais de semana com outro... Mas esta é uma situação absurda para meus moldes morais. Quando comecei a morar com ele não sabia de toda sua história, só recentemente fiquei ao par. Levei ele a um urologista, fez exames de sangue e uma ecografia retal, não tem bactérias, porém tem um pequeno cisto na base da próstata e uma alteração grande no tamanho da próstata. Não tem dificuldade para urinar, mas para ejacular, um pouco. O exame mostra que ele tem testosterona pouco acima do normal.  O restante é bastante normal. Estou confusa, se devo investir neste relacionamento e ajudá-lo a se curar ou se tudo isso é uma farsa e ele me usa para poder ficar no Brasil ( visto que mora de graça comigo!). Me ajude a entender toda esta situação. Obrigada, __________________________________ Resposta:   Querida amiga: Graça e Paz!   Prostatite é o de menos. Entretanto, sendo promiscuo, provavelmente ele tenha adquirido a condição pela via de muito sexo anal sem camisinha, que é uma das principais causas de prostatite nos casos nos quais sexo está em questão, especialmente havendo os sintomas de comportamento promiscuo, como é o caso. Veja: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?349 Mas, como disse, a prostatite é o de-menos. O que importa é ele. Sim! E os sintomas que nele mais me incomodam são os que têm a ver com a psicopatia dele. Psicopatia? Sim! O psicopata não é apenas o serial killer que esteja matando à solta... Este de fato é apenas o último estado da psicopatia. Entretanto, há cada vez mais milhares e milhões de psicopatas no mundo. O psicopata não sente, não se importa, não ama, não cuida, não pensa em nada que não seja ele; e ele sem amor por si mesmo; posto que na psicopatia não exista sentimento e nem emoção. Outro termo para psicopatia, segundo a Bíblia, é a expressão de Paulo acerca do “homem cauterizado”, que é o individuo que endureceu tanto que não mais se move pelo amor ou pelo arrependimento que dê fruto de amor. Não faça este mal à sua vida!... Não o deixe ir... De fato, mande-o embora; e logo. Se não for por você mesma que você faça isto [e deveria ser!], que seja pelo menos pelos seus filhos... Sinceramente: se seu marido já falecido estivesse vivo, ficaria louco em pensar que você colocou um maluco desses dentro de casa, e convivendo a com seus filhos... Depois não dá nem para se queixar com a vida que uma tragédia aconteceu, pois, a tragédia mora na sua casa. Não conheço você, mas sei que você não precisa disso. Aliás, ninguém precisa disso. As razões dele são como as do diabo... “Sou assim porque não amo!” Ora, se é assim, que mais você pode esperar dele? Onde não há amor só existe iniqüidade! Não existe outra alternativa. Portanto, não tenho sequer uma palavra a mais a dizer..., exceto: Saia disso antes que isso coma você viva! Se ele precisa de ajuda, que a busque. Você não existe para essa missão... Sua casa não é Centro de Recuperação de Luxurientos Viciados. Lembrando: O mundo ficará cada dia mais cheio de psicopatas latentes, vivendo sem amor. Verdadeiros vampiros ambulantes, soltos nos bares, nas praias, nas boates, nas igrejas... e candidatando-se a pai, mãe, padastro, madastra, amante, qualquer coisa..., mas tudo sem amor. O psicopata é o ser que ama se sentir descolado de tudo e todos. Sim, ele ama não sentir; e, para e por nada sentir morrerá na alma. Infelizmente estes são os fatos desta existência e do problema que você me trouxe. Espero lhe ter sido de alguma utilidade. Um apelo: leia o meu site – www.caiofabio.com – pois, sei que ajudará você em muita coisa nesta hora. Felicidades em sua decisão!   Nele, que nos chama às boas companhias com gente sob o nosso teto e com nossos filhos,   Caio 5 de abril de 2009 Lago Norte Brasília DF  http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=04443

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Mulher de homem galinha, mulherengo, sedutor, infiel, mentiroso

28.01.12

Para a psicóloga, se o homem se sente realizado tendo muitas mulheres e encontra parceiras que o aceitam assim, o problema não se configura e não há por que julgá-lo. “A questão é quando o homem deseja mudar, não consegue e acaba destruindo relações importantes para ele”, avalia a especialista. Segundo ela, esse tipo de homem tem muito medo de se entregar e ser rejeitado, sofre de falta de auto-confiança na área emocional (mesmo bem-sucedido profissional e financeiramente) e tem uma enorme carência. “É como se procurasse em cada mulher a cura para seu vazio existencial e acreditasse que é função da parceira completá-lo em todos os sentidos, o que é missão impossível.” “Se as mulheres ficam com os sedutores é porque existe um acordo entre eles”. A mulher que vive ao lado de um homem galinha sofre muito. Mas ela o aceita pela mesma razão que aceita um alcoólatra”, diz a psicóloga. “Acha que vai salvá-lo e que, com ela, ele vai mudar.” Sentir-se sempre atraída por homens assim pode indicar ainda um componente reprimido. A relação seria uma forma de vivenciar, através do parceiro, o desejo de ser sexualmente livre e ter vários amantes.“ A galinhagem masculina é uma agressão à integridade emocional feminina”, continua a especialista. O risco que a mulher corre é não conseguir distinguir que o problema é do homem e passar a se autodepreciar achando que, se ele procura outra, o problema é dela, que não consegue supri-lo. Ou, então, o de se vingar, repetindo o comportamento masculino, seduzindo vários parceiros, realimentando o círculo de poder, ciúme e disputa e negligenciando suas próprias necessidades emocionais.

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Common everyday sociopaths

28.01.12

WHEN YOU SAY THE WORD "sociopath" most people think of serial killers. But although many serial killers are sociopaths, there are far more sociopaths leading ordinary lives. Chances are you know a sociopath. I say "ordinary lives," but what they do is far from ordinary. Sociopaths are people without a conscience. They don't have the normal empathy the rest of us take for granted. They don't feel affection. They don't care about others. But most of them are good observers, and they have learned how to mimic feelings of affection and empathy remarkably well. Most people with a conscience find it very difficult to even imagine what it would be like to be without one. Combine this with a sociopath's efforts to blend in, and the result is that most sociopaths go undetected. Because they go undetected, they wreak havoc on their family, on people they work with, and on anyone who tries to be their friend. A sociopath deceives, takes what he wants, and hurts people without any remorse. Sociopaths don't feel guilty. They don't feel sorry for what they've done. They go through life taking what they want and giving nothing back. They manipulate and deceive and convincingly lie without the slightest second thought. They leave a path of confusion and upset in their wake. Who are these people? Why are they the way they are? Apparently it has little to do with upbringing. Many studies have been done trying to find out what kind of childhood leads to sociopathy. So far, nothing looks likely. They could be from any kind of family. It is partly genetic, and partly mystery. But researchers have found that the brains of sociopaths function differently than normal brains. And their brains function in a way that makes their emotional life unredeemably shallow. And yet they are capable of mimicking emotions like professional actors. Sociopaths and psychopaths are the same thing. The original name for this disorder was "psychopath" but the general public and media confused it with "psycho" and "psychotic" so in the 1930s the name was changed to sociopath. Recently the media again caused a misperception that sociopaths were always serial killers, so now many call the condition "antisocial personality disorder (ASPD)." But some experts think ASPD includes many things like narcissism, paranoia, etc., including sociopathy. And others think ASPD is the same thing as sociopathy, but the diagnostic criteria used to describe and diagnose ASPD is different than sociopathy, so for the purposes of this article, we'll stay with the term "sociopathy." Sociopaths don't have normal affection with other people. They don't feel attached to others. They don't feel love. And that is why they don't have a conscience. If you harmed someone, even someone you didn't know, you would feel guilt and remorse. Why? Because you have a natural affinity for other human beings. You know how it feels to suffer, to fear, to feel anguish. You naturally care about others. If you hurt someone you love, the guilt and remorse would be even worse because of your affection for him or her. Take that attachment and affection away and you take away remorse, guilt, and any kind of normal feelings of fairness. That's a sociopath.   SO HOW COMMON ARE THEY? Some researchers say about one percent of the general population are sociopaths. Others put the figure at three or four percent. The reason the estimates vary is first of all, not everyone has been tested, of course, but also because sociopathy is a sliding scale. A person can be very sociopathic or only slightly, and anywhere in between. It's a continuum. So how sociopathic does someone have to be before you call him a sociopath? That's a tough question and it's why the estimates vary. But clearly sociopaths are fairly common and not easy to detect. Even when the evidence is staring you in the face, you may have difficulty admitting that someone you know, someone you trusted, even someone you love, is a sociopath. But the sooner you admit it, the faster your life can return to normal. Face the facts and you may save yourself a lot of suffering. Most of the information in this article (and more) can be found in two excellent books I strongly recommend: Without Conscience: The Disturbing World of the Psychopaths Among Us, and The Sociopath Next Door. The first book is by Robert Hare, who has made his career out of studying sociopaths. He's one of the leading, if not the leading expert on the subject. His insights and examples are compelling. But because Hare has done most of his research in prisons, sometimes his book seems a little removed from everyday reality. We don't very often run into rapists and cold-blooded killers. The second book, by Martha Stout, brings it to the everyday level, describing the kinds of people we are likely to meet in ordinary life.   HOW TO SPOT A SOCIOPATH The big question is, of course, how can you know whether someone is a sociopath or not? It's a difficult question and even experts on the subject can be fooled. If you suspect that someone close to you is a sociopath, I suggest you read both of the books I mentioned, and also read the comments on the comments page, and think hard about it. Compare that person to the other people in your life, and ask yourself these questions: 1. Do you often feel used by the person? 2. Have you often felt that he (or she, because women can be sociopaths too) doesn't care about you? 3. Does he lie and deceive you? 4. Does he tend to make contradictory statements? 5. Does he tend to take from you and not give back much? 6. Does he often appeal to pity? Does he seem to try to make you feel sorry for him? 7. Does he try to make you feel guilty? 8. Do you sometimes feel he is taking advantage of your good nature? 9. Does he seem easily bored and need constant stimulation? 10. Does he use a lot of flattery? Does he interact with you in a way that makes you feel flattered even if he says nothing overtly complimentary? 11. Does he make you feel worried? Does he do it obviously or more cleverly and sneakily? 12. Does he give you the impression you owe him? 13. Does he chronically fail to take responsibility for harming others? Does he blame everyone and everything but himself? And does he do these things far more than the other people in your life? If you answered "yes" to many of these, you may be dealing with a sociopath. For sure you're dealing with someone who isn't good for you, whatever you want to call him. I like Martha Stout's way of detecting sociopaths. She wrote: "If ... you find yourself often pitying someone who consistently hurts you or other people, and who actively campaigns for your sympathy, the chances are close to one hundred percent that you are dealing with a sociopath."   WHAT DO THEY WANT? This is an interesting question. Of course most of our purposes are strongly influenced by our connections and affections with others. Our relationships with others, and our love for them, give us most of the meaning and purpose in our lives. So if a sociopath doesn't have these things, what is left? What kind of purposes do they have? The answer is chilling: They want to win. Take away love and relationships and all you have left is winning the game, whatever the game is. If they are in business, it's becoming rich and defeating competitors. If it's sibling rivalry, it's defeating the sibling. If it's a contest, the goal is to dominate. If a sociopath is the envious sort, winning could be simply making the other lose or fail or be frustrated or embarrassed. A sociopath's goal is to win. And he (or she) is willing to do anything at all to win. Sociopaths don't have as much to think about as normal people, so they can be very clever and conniving. Sociopaths aren't busy being concerned with relationships or moral dilemmas or conflicting feelings, so they have much more time to think about clever ways to gain your trust and stab you in the back, and how do it without anyone knowing what's happening. One of the questions in the list above was about boredom. This is a real problem for sociopaths and they seem fanatically driven to prevent boredom. The reason it looms so large for them (and seems so strange to us) is that our relationships with people occupy a good amount of our time and attention and interest us intensely. Take that away and all you have is "playing to win" which is rather shallow and empty in comparison. So boredom is a constant problem for sociopaths and they have an incessant urge to keep up a high level of stimulation. Even negative stimulation — drama, worry, upset, etc. — is more tolerable to a sociopath than boredom. And here I might mention that the research shows sociopaths don't feel emotions the same way normal people do. For example, they don't experience fear as unpleasant. This goes a long way to making their inexplicable behavior comprehensible. Some feelings that you and I might find intolerable might not bother a sociopath at all.   HOW TO DEAL WITH A SOCIOPATH There is no known cure or therapy for sociopathy. In fact, some evidence suggests that therapy makes them worse because they use the therapeutic interactions to learn more about human vulnerabilities they can then exploit. They learn how to manipulate better and they learn better excuses that others will believe. They don't usually seek therapy, unless there is something to gain from it. Given all that, there's only one solution for dealing with a sociopath: Get him or her completely out of your life for good. This seems radical, and of course, you want to be fairly sure your diagnosis is correct, but you need to protect yourself from the drain on your time, attention, money, and good attitude. Healing or helping a sociopath is a pointless waste of your life. That's not your mission. It's not your responsibility. You have your own goals and your own life, and those are your responsibility. If there are children involved, that complicates the issue, of course. You can read more on that here. In Hare's book (Without Conscience), he says before you diagnose someone as a sociopath, he recommends you get a full clinical diagnostic, including an extensive interview with the sociopath by a qualified psychotherapist, plus interviews with the sociopath's bosses, co-workers, friends, and family. Uh, yeah, right. Good luck with that one. I agree, that would be ideal, but if you can get a sociopath to submit to an interview, I would be astonished. So you'll have to do the best you can with whatever information you can get. I don't recommend you tell anyone you've diagnosed him (or her) as a sociopath. In fact, I strongly urge you not to. I don't even know if it's a good idea to tell anyone about your conclusion. Just get the sociopath out of your life with as little fanfare as possible. The only exception I would make to this rule is if the sociopath is making someone else's life a living hell, it seems wrong to leave her to the wolves while you slink off. I don't recommend you try to convince your friend she's dealing with a sociopath. I recommend that you simply say you got a lot of insight from this or that book or whatever, and let your friend draw her own conclusions. Maybe even buy your friend a book. But it's not your mission to save your friend, either. Tell her what you know and if she ignores your warning, that's her problem, not yours. Because you said something, she may figure it out eventually. If this all sounds cold or heartless, maybe you're not dealing with a sociopath, or maybe she or he hasn't driven you to the point of madness (yet). But remember what the solution is; you may need it some day. And besides, the point of all this dismal information is so you no longer need to think about such negative things and so you can turn your attention to positive, life-affirming, uplifting goals of your own. You may also want to check out a support group for people who are in a relationship with a sociopath: LoveFraud.com SafeRelationships.com Abuse Recovery: For Survivors of a Relationship with a Narcissist or Psychopath If you have a sociopath in your life, you should take it seriously. For more resources, look in the sidebar of the comments page (click here). Learn what you need to learn, and if you're pretty sure you have correctly identified one, do what needs to be done to protect yourself and your non-sociopathic loved ones. Then get back to your own life. Accomplish your goals. Nurture your relationships. Learn and grow and enjoy yourself.     Here's a summary of Common Everyday Sociopaths: 1. They make you feel sorry for them. 2. They make you feel worried or afraid. 3. They give you the impression you owe them. 4. They make you feel used. 5. Sometimes you suspect they don't care about you. 6. They lie to you and deceive you. 7. They take a lot from you and give back very little. 8. They make you feel guilty (and use that to manipulate you). 9. They take advantage of your kindness. 10. They are easily bored and need constant stimulation. 11. They don't take responsibility, but place blame elsewhere.   Update: I've been reading and writing about oxytocin lately (see the article, Peace, Love, and Oxytocin) and came across an interesting experiment. Paul Zak, one of the primary researchers in the field, found that when you give someone a dose of oxytocin, they tend to become more generous. "Interestingly," wrote Joyce Gramza, "Zak found that oxytocin had no effect on two percent of the participants and that these students fit the personality profile of sociopaths." Oxytocin is a naturally-produced hormone that creates feelings of closeness, comfort, relaxation, empathy for others, and trust. As I said before, the estimates given in the research on sociopaths are that one to four percent of the population is sociopathic. Now with this study, coming from an entirely different field, maybe we can be more specific and narrow it down to two percent. One in fifty. If you know more than fifty people, chances are you know a sociopath. Comments I've gotten so many comments on this article, I've created a blog just to handle them all. Read the comments and make your own comments here: Sociopath Article Comments. I had received quite a few comments before I started the comments blog. Here are the original comments: Original Comments Page. More resources: As I find new resources, I've been posting them in the left sidebar of the comments page. If you know of other support groups for people who are dealing with (or have dealt with) sociopaths, please post them on the comments page, and I will add the resources to the sidebar. Thank you.

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Entenda a psicopatia conhecendo também as principais características

27.01.12

Entenda a psicopatia conhecendo também as principais características Eles podem estar mais próximo do que você imagina, não tem nenhum sentimento, dotados de uma grande inteligência e cruéis em todos os seus crimes, eles são os psicopatas. Você já assistiu em filmes ou em séries tramas que narravam a história de uma criança que aos poucos foi crescendo com uma personalidade aparentemente boa e um conjunto de características estanhas e diferente da sociedade, personagem este que muitas vezes mostra-se uma grande revolta com a sociedade mas que vive aparentemente bem, na maioria das vezes fazem faculdade, se mostram ótimas pessoas e são super inteligente, estamos falando dos psicopatas, termo usado pelos cientistas, para indicar pessoas que tem transtornos, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. O problema central dos psicopatas é não sentir emoções ou seja ausência de carinho, amor, gratidão nem nenhum tipo de afeto, fazendo com que fiquem distantes emocionalmente em suas relações. Se você assisti ou já assistiu -Dexter- você vai saber reconhecer todos esses pontos que irão ser citados neste artigo e vai saber bem do que estamos falando. Nem todos os psicopatas são encantadores ou sedutores, mas uma boa parte dessas pessoas apesar de serem contra tudo e todos, à primeira vista podem demonstrar grande simpatia e encanto com os outros. É geralmente assim que eles conseguem se aproximar de quem os interessa, sem fazê-los desconfiar de que possuem outras intenções. Pessoas que utilizam do encanto ou sedução para conquistarem outras causas são denominadas manipuladoras. Indivíduos psicopatas são árduos manipuladores; facilmente conseguem influenciar as outras pessoas porque possuem ótima lábia, estupendo conhecimento a respeito daquilo que o outro gostará de ouvir ou ver. Interessante notar também que, apesar de serem persuasivos, são pessoas céticas e desconfiadas que dificilmente são influenciadas. Eles são sempre os influenciadores mas raramente são os influenciados. Psicopatas são pessoas excessivamente sensíveis ao tédio, monotonia e tudo o que for relativo à “constância”. Necessitam constantemente de estímulos, pois são ausentes de emoções reais. Pessoas assim ficam entediadas muito facilmente, não suportam monotonia e rotina, e estão em busca constante por estímulos e excitações que lhe ofereçam perigo para se livrarem do tédio. Por isso, eles enjoam facilmente de tudo e todos. Então, seus relacionamentos, empregos, preferências e objetivos estão em constante mudança, porque enjoam muito fácil das coisas. Eles precisam sempre de novidades a fim de que não caiam na monotonia. Assim, seus relacionamentos não são duradouros, eles não param em um emprego fixo, seus objetivos perdem a graça muito fácil, seus gostos são instáveis etc. Psicopatas geralmente podem começar um determinado projeto de forma empolgada e excitante, contudo, não conseguem terminá-lo porque de repente parecem ter enjoado. Também pode acontecer que anseiam em excesso por algo, todavia, quando conseguem, não querem mais. Portanto, para eles, a empolgação para as coisas da vida têm uma duração muito curta. Logo, se são pessoas que não toleram tédio e rotina, consequentemente também são intoleráveis às regras e normas. Conheça as principais características Charme: Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com frequência. Seja na cadeia, seja em multinacionais. Inteligência: O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial. Ausência de culpa: Não se arrepende nem têm dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra. Espírito sonhador: Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva. Habilidade para mentir: Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina. Egoísmo: Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo. Frieza: Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?” Então. Parasitismo: Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro. http://www.seatualize.com/entenda-a-psicopatia-conhecendo-tambem-as-principais-caracteristicas/ Curiosidades Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos. Para cada 3 homens psicopatas, 1 mulher é psicopata. Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas. Geralmente acham que estão certos e que seu estilo de vida é o mais adequado. Tende a ser infiel e seus relacionamentos íntimos geralmente não são duradouros. Podem possuir vida dupla socialmente sendo pessoas exemplares, mas com pessoas da intimidade se mostrarem totalmente diferentes. Costumam ser irritadiços e podem atacar impulsivamente num momento de raiva. Quase sempre dão mais valor ao material do que o sentimental, inclusive podem ser oportunistas e obcecados pelo dinheiro. Bastante críticos em relação a moralidade e ética. Para eles, “regras foram feitas para serem quebradas” e “os fins justificam os meios”. Possuem mudanças súbitas de temperamento.

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¡CUIDADO... Vampiros emocionales al acecho!

27.01.12

“¡Cada día haces peor las cosas. No te fijas en nada!”, “Cómo puedes conducir tan mal. Eres un peligro público”,  “¡Cállate!; tú no sabes nada de lo que estamos hablando”,  “No sabes cocinar. Eres muy tonta”, “Tú tienes que hacer  lo que yo te diga”, “Dejo la vida por ti y mira cómo me lo agradeces” ...y otras frases parecidas a las anteriores y que son las que habitualmente utiliza el vampiro para someter emocionalmente a su víctima. Es usual que  la víctima permita al depredador penetrar hasta los lugares más recónditos de su vida personal, profesional, familiar y afectiva. Una vez que se ha instalado, iniciará las maniobras conducentes para poner en práctica un salvaje vampirismo emocional. La víctima acabará desposeída de toda su energía emocional. Será un juguete en manos de su depredador. CARACTERÍSTICAS: Son vehementes, exigentes y en ocasiones dan evidentes muestras de agresividad pero lo hacen victimizándose, tratando de imputar a la real víctima el motivo de la discordia desde un falso sentimiento de persona maltratada o incomprendida. Es decir; el depredador emocional se muestra ante la víctima como víctima misma, para, de esta forma, acrecentar la angustia y la confusión del auténtico victimizado. No es fácil para una víctima “enganchada” reconocer al vampiro emocional. Éste sabe generar la confusión necesaria para transmitir a la víctima un insoportable sentimiento de culpabilidad. Cuando el vampiro emocional manifiesta los auténticos rasgos de su carácter suele aparecer como mentiroso compulsivo, bravucón, en ocasiones furibundo, histriónico, suelen erigirse siempre en el centro de las atenciones, todo debe de girar alrededor de ellos mismos, la bipolaridad suele ser una característica común de su personalidad, son manipuladores sin escrúpulos y culpabilizadores imperturbables hacia la víctima o su entorno. Por el contrario, si la estrategia lo requiere, pueden mostrarse falsamente afables y complacientes y desde ahí, virar bruscamente y sin razón aparente, el sentido de las emociones para culpabilizar sin piedad a la víctima. Les falta integridad. Tienen muy poca idea de quién o qué son en realidad. Solo saben qué quieren. Se sienten confusos de su propia identidad. Si te relacionas demasiado con alguno, terminarás por no conocerlo. Estarás confundida respecto a su personalidad. Carecen de escrúpulos y cualquier artimaña será legítima con tal de conseguir sus objetivos. Estos fines pueden circunscribirse al ámbito del amor ciego, a la entrega incondicional, al dinero sin límites, a la atención sin fisuras, a la admiración absoluta, a la fidelidad incorruptible, al acaparamiento aberrante. Su inmadurez les permite operar sin detenerse a reflexionar si sus actos tienen o no consecuencias para los demás. Obtienen poder de los secretos que les confías. En el trato que mantengas con ellos, cuídate de las informaciones que compartas. El vampiro emocional trata de apartar a la víctima de su entorno habitual. La aleja de los amigos, la aparta de la familia, aniquila su autoestima y, si pueden, hasta provoca la pérdida del empleo de la víctima para incrementar la dependencia. Sus intereses son tan insaciables que, en ocasiones, para conseguir sus objetivos, no dudarán en adularlos transitoriamente para luego volver a aniquilarlos con conductas y palabras falsamente emocionales. Carecen de percepción propia para procesar, críticamente, sus errores. El error “siempre es de su pareja” y en base a ello, no dudarán en recurrir a cualquier procedimiento para conseguir sus objetivos que pueden variar desde un arruinamiento intencionado hacia la víctima o al abandono definitivo por otra víctima nueva u otra causa más atrayente. Un vampiro emocional jamás dejará traslucir sus propias motivaciones y nunca se reconocerá como autor de un fallo o de un error. Se consideran perfectos y todo lo que queda en torno a ellos es sólo la “lamentable imperfección de los demás” y en especial la de su víctima. REGLAS QUE IMPONE UN VAMPIRO EMOCIONAL: Los vampiros se rigen por reglas completamente diferentes. No son justos, pero sí bastante consistentes. "Mis necesidades son más importantes que las tuyas". Operan con el egoísmo de los depredadores y de los niños. Si TUS necesidades coinciden con las de ellos, los vampiros emocionales pueden ser trabajadores entusiastas, compañeros cariñosos y buena compañía en general. Pero todo cambia cuando TUS necesidades entran en conflicto con las suyas. Ahí es cuando sacan los colmillos. "Las reglas se aplican a otras personas, no a mí" Creen que tienen derecho a sacar ventaja de no regirse por las reglas que siguen otras personas. Se saltan los turnos, no esperan en las colas, se creen únicos en el mundo. "No es mi culpa, jamás" Los vampiros jamás cometen errores, nunca se equivocan y sus motivos siempre son puros. Otras personas se aprovechan de ellos de forma injusta. Los vampiros no asumen la responsabilidad de su propia conducta, en especial cuando conduce a consecuencias negativas. La culpa de sus actos o fracasos siempre será de los demás. "Lo quiero ahora" Los vampiros no esperan. Si te interpones en su camino o intentas retrasar su gratificación...¡¡provocarás a la bestia!! "Si no me salgo con la mía, me da una rabieta" Cuando no se salen con la suya, son capaces de crear una imponente serie de desdichas para las personas que les han negado algo. Son explosiones emocionales manipuladoras a través de irritantes rabietas o ridículos "berrinches". TIPOS DE VAMPIROS EMOCIONALES: Los expertos dicen que hay varios tipos de depredadores emocionales que absorben la energía de quienes los rodean, dejando a sus víctimas emocionalmente vacías. EL QUEJUMBROSO: Todo el tiempo está quejándose de sus problemas y desgracias (que suelen ser siempre los mismos), el mundo entero parece estar en su contra. Cada sugerencia positiva que hagas es descartada con múltiples argumentos EL MELODRAMÁTICO: Cualquier  detalle en su vida puede convertirse en un melodrama. Cualquier experiencia cotidiana puede ser generador de una explosión de intensas emociones (un olvido puede ser signo de alzheimer, un saludo sonriente de un desconocido es el presagio de una posible infidelidad). Esta categoría incluye también a “los catastróficos”. La vida para ellos es un peligro constante, un presagio de enfermedad, muerte, desgracia y catástrofe. EL CRONISTA: Cualquier pequeño detalle en su vida diaria puede ser motivo de una gran historia, de un eterno monólogo, una extensa narración. Son incapaces de escuchar a los demás. Solo los  usan como espectadores de sus exageradas historias.. EL EGÓLATRA: Boicoteará cualquier éxito, interés, aventura o deseo que expreses. Lo que ellos sienten siempre es más grande, sus experiencias más intensas o sus desgracias peores. Tienden a echar por tierra cualquier aspiración o plan de los demás, a todo le encuentran  defectos o la parte más negativa. EL IRACUNDO: Estallan por cualquier cosa. Para estar con ellos siempre hay que andar con pies de plomo. EL INDEFENSO: Necesita que hables constantemente por él, que  lo defiendas, lo apoyes, lo protejas, lo ayudes, le resuelvas cualquier tipo de problema por insignificante que sea. Y ellos…tranquilos y felices, porque no tienen que hacerse responsables por sí mismos. DAÑOS QUE PUEDEN CAUSAR: Los vampiros emocionales te utilizarán para satisfacer cualquier necesidad que experimenten en ese momento. Carecen de escrúpulos para aprovechar tus esfuerzos, dinero, amor, atención, admiración, cuerpo o alma con el fin de satisfacer sus anhelos insaciables. Quieren lo que quieren, y poco importa lo que TÚ sientas al respecto. Cuando se ofrecen a ayudar o a dar algo, por lo general ocultan un motivo. Poco a poco, desde la sutileza a la tiranía, el vampiro emocional va imponiendo su voluntad y su criterio innegociable e interpreta la tolerancia y la condescendencia de la víctima como debilidad, entrega y sometimiento.    http://mujersincadenas.blogspot.pt/2011/03/cuidado-vampiros-emocionales-al-acecho.html ¿CÓMO PROTEGERTE? Una vez  que lo hayas reconocido, debes actuar utilizando su lado débil... ¡¡Sacarlo a la luz!!. No permitas que siga abusando de tí. Tú tienes el control de tu vida, no el vampiro emocional. Él pretenderá que pienses que no existe otra opción en tu vida mas que someterte a su voluntad. Recuerda que siempre hay otras alternativas diferentes, incluso alejarte de él de inmediato. Guarda tus secretos y tus valores. No permitas que te aisle de tu círculo social y familiar. Ellos utilizan el miedo y la confusión para controlar a su víctima. No te dejes dominar ni pierdas tu seguridad...¡¡Enfrenta tus miedos y date la vuelta!! Recuerda, la elección que parece más aterradora es normalmente la correcta. No es fácil identificar al vampiro emocional, pues el enmascaramiento conductual es una de sus armas más poderosas. Para remediarlo, la víctima necesitará alejamiento, incomunicación absoluta con el depredador, ayuda psicológica por expertos en la materia y años de desintoxicación. Aún así, muchas quedarán encadenadas de por vida a esta clase de vampiros emocionales cuyos estragos y consecuencias psicológicas pueden dejar al mismísimo Conde Drácula como incipiente aprendiz de "chupasangre".

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Vampiros emocionais, vampiros anti-sociais

27.01.12

Os Vampiros Emocionais nos atraem e depois nos sugam. Do livro VAMPIROS EMOCIONAIS Como lidar com pessoas que sugam você, Albert J. Bernstein, Ph.D. A princípio, os Vampiros Emocionais parecem melhores que as pessoas comuns. São tão inteligentes, talentosos e encantadores como um conde romeno. Gostamos deles, confiamos neles, esperamos mais deles do que das outras pessoas. Esperamos mais, recebemos menos e, no fim das contas, saímos derrotados. Nós os convidamos a entrar na nossa vida e quase sempre só percebemos o erro quando eles desaparecem na noite, deixando-nos exauridos, com dor na nuca, carteira vazia ou talvez coração partido. Suas percepções são distorcidas pelos seus anseios de metas imaturas e inatingíveis. Eles esperam atenção total e exclusiva de todos. Esperam um amor perfeito que se dê, sem nunca exigir nada em troca. Querem uma vida repleta de divertimento e entusiasmo, e ter alguém que cuide de tudo o que seja chato ou difícil. Os vampiros parecem adultos por fora, mas ainda são bebês por dentro. Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os Vampiros Emocionais sentem-se por demais ameaçados por experiências adultas comuns como o tédio, a incerteza, a responsabilidade e ter de dar além de receber. Os vampiros que ficam de tocaia à noite sugam todo o sangue da vítima. Os Vampiros Emocionais usam a vítima para satisfazer quaisquer necessidades do momento. Não têm escrúpulos e roubam seu esforço, seu dinheiro, seu amor, sua atenção, sua admiração, seu corpo ou sua alma, para satisfazer seus desejos insaciáveis. Querem o que você quer, e não ligam muito para o que você pensa. Os Vampiros Emocionais conseguem transformar-se no que você quiser ver, mas só durante um período suficiente para seduzi-lo. Dizer que são perfeitos atores não lhes faz justiça. Não raro, interpretam tão bem seus papéis que acabam se convencendo de que são quem fingem ser. Aos Vampiros Emocionais falta integridade. Não estou emitindo um juízo moral; pelo contrário, é um comentário sobre a estrutura de sua personalidade. Os vampiros são vazios por dentro. Não sabem muito bem quem ou o que realmente são; só sabem o que querem. Além de se confundirem com relação à própria identidade, os vampiros também podem confundir a vítima quanto à própria identidade. Quem se envolve muito com eles, mal se conhece. Às vezes é melhor fugir, ou não se envolver.  Começam com uma primeira impressão espetacular. Parecem um pouco melhores do que as outras pessoas - mais talentosos, mais interessantes, mais competentes, mais carinhosos, mais glamourosos, ou simplesmente mais divertidos. Também é fácil conversar com eles. Parecem compreendê-lo imediatamente, saber o que você quer. Mesmo que desconfie de fumaça e espelhos, você quase acredita que o que acha que vê é a realidade. No cinema e na realidade é a mesma coisa; o negro poder que os Vampiros Emocionais detêm sobre as pessoas normais é a hipnose. Os hipnotizadores convidam as pessoas a concentrar a atenção neles, e não no que estão fazendo. O desvio da atenção é o principal segredo da hipnose, comunicação hipnótica provoca confusão e desvio de atenção propositalmente. Espera-se que você desista de tentar entender, desative seu raciocínio crítico e se deixe levar. Os hipnotizadores identificam as pessoas que provavelmente lhes darão o que querem. O truque de fazer com que as pessoas submetidas à hipnose se comportem como galinhas não é recitar encantamentos mágicos; é procurar pessoas que façam o que se espera delas, mesmo que achem ser bobagem. Os hipnotizadores isolam suas vítimas. Os hipnotizadores de boate convidam as pessoas mais influenciáveis da plateia para subir ao palco. Uma vez no palco, cegas pelas luzes e ouvindo somente a voz do hipnotizador, é bem menos provável que essas pessoas usem o raciocínio crítico. Ficam felizes ao acreditar que foram chamadas ao palco porque o hipnotizador reconheceu seus talentos ocultos, e não sua credulidade. Os Vampiros Emocionais também gostam de manter suas vítimas próximas a eles e longe de pessoas que possam fazer muitas perguntas constrangedoras. A relação com o vampiro é sempre algo especial, e quase sempre envolve alguns segredinhos que ficam só entre os dois, A hipnose pode fazê-lo acreditar que esses segredinhos são tesouros, em vez de armadilhas. As duas mais importantes informações objetivas a respeito de alguém são os detalhes do histórico dessa pessoa e as opiniões de outras pessoas. Se, por algum motivo, você perceber que está evitando essas fontes, ou achando que são irrelevantes, cuidado! Quando perceber que está dentro de um buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar. Se descobrir que foi hipnotizado, primeiro você tem de admiti-lo para si mesmo - trazer o fato às claras. Não tente ocultar o fato de que você se deixou levar. Esqueça a ideia de tentar convencer os Vampiros Emocionais de que não jogaram limpo com você. Eles vão rir e recitar as conversas, tintim por tintim, para provar que não fizeram promessas ou, caso tenham feito, que não as cumpriram por culpa de outra pessoa. Geralmente não é possível, nem com um bom advogado, reaver o que os vampiros tiraram de você. Nem tente. Só não deixe que tirem mais. VAMPIROS ANTI-SOCIAIS Os vampiros anti-sociais são viciados em agitação. Não são chamados de anti- sociais por não gostarem de festas, mas porque não se importam com as normas sociais. Eles adoram farra. Também adoram sexo, drogas e rock'n'roll, e tudo o mais que seja estimulante. Detestam mais o tédio do que uma estaca no coração. Da vida só querem bons momentos, um pouco de ação e gratificação imediata de todos os desejos. De todos os vampiros, os anti-sociais são os mais sensuais, entusiasmados e divertidos. As pessoas se afeiçoam a eles rápida e facilmente e são enganadas na mesma velocidade. Fora a diversão passageira, esses vampiros não têm muito a retribuir. Você vai se decepcionar muito se esperar que sejam dignos de confiança.

- O que houve, amor? - pergunta o Vampiro Adam. Elise fica de queixo caído: -Adam, é incrível você me perguntar isso. Acha que devo aceitar que você saia por aí beijando outra mulher bem na minha cara? Adam passa o braço sobre o ombro de Elise, mas ela o afasta. - Meu amor - diz ele -, era uma festa e eu estava bêbado. Afinal, foi só um beijinho.  - Um beijinho que durou cinco minutos? - Amorzinbo, você sabe que não significou nada. É a você que eu amo. Você é a única. Por favor, benzinho, confie em mim.  Com ar despreocupado, o vampiro tira um cigarro do maço e põe entre os lábios; e sorri. As covinhas do rosto o fariam parecer um menino, não fossem as presas. Ele acende o cigarro e dá uma tragada profunda. - A noite é uma criança - diz ele, batendo com a mão na traseira do banco da Harley. - Vamos dar uma volta? Nas costas da jaqueta dele está escrito: "Viva em alta velocidade, morra jovem e deixe um belo cadáver."

Os anti-sociais são os mais simples dos vampiros, e também os mais perigosos. Da vida, só querem divertimento, um pouco de ação e gratificação imediata de todos os desejos. Se lhes for possível usar você para atingir suas metas, ninguém é mais empolgante, charmoso ou sedutor. Se você estiver no caminho, já era! Os anti-sociais, assim como todos os vampiros, são imaturos. Em seus melhores dias, agem como adolescentes. Nos piores, são páreo duro para as crianças - o que, por falar nisso, também se aplica aos adolescentes. Para ser tecnicamente correto, trata-se de pessoas com tendências para o distúrbio da personalidade anti-social. Anti-social, neste caso, significa não- socializado - que não liga para as reservas sociais normais. O nome foi mal escolhido. Assim como seu antecessor, sociopata, remonta aos tempos em que os diagnósticos psiquiátricos eram juízos morais, e não descrições da personalidade. Há uns cem anos, quando esse diagnóstico foi formulado pela primeira vez, era considerado o tipo de personalidade dos criminosos. Ainda é. De todos os Vampiros Emocionais, os anti-sociais são os que têm maior probabilidade de se envolver em atos ilícitos.  O outro problema do nome é que o significado coloquial de antisocial se refere a pessoas que não gostam de festas. Isso não é verdade com relação aos vampiros anti-sociais. Eles gostam de ter gente por perto e adoram as festas devido a todas as oportunidades que surgem. Onde quer que haja divertimento haverá anti- sociais. Em outro sentido, porém, os anti-sociais são solitários. Têm dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso porque não confiam em ninguém. Os anti- sociais estão convictos de que a única motivação humana é o egocentrismo. São predadores até o osso, e se orgulham disso. Sentem-se perfeitamente à vontade com o egoísmo porque acham que não existe outra forma de motivação. Os anti-sociais são sempre bastante atraentes e divertidíssimos. Imagine uma pessoa normal, dobre o nível de energia, triplique o amor pela agitação e, em seguida, desligue os circuitos da preocupação. Todo mundo já se sentiu assim uma ou duas vezes na vida. Lembra-se daquele baile de formatura, quando você estava deslumbrante e o ar fazia cócegas com aquele perfume dos cravos e a cerveja contrabandeada? E se todos os dias fossem repletos desses tipos de possibilidades? E se não houvesse uma vozinha dentro da sua cabeça para estragar a alegria ao lembrar as coisas terríveis que poderiam acontecer se você exagerasse? Comparado a uma vida repleta de bailes de. formatura, fica difícil empolgar-se com seu emprego. LISTA DE CARACTERÍSTICAS DO VAMPIRO EMOCIONAL ANTI-SOCIAL: OUVIR O CHAMADO DA SELVA Verdadeiro ou falso: marque um ponto para cada resposta verdadeira. 1. Essa pessoa acredita que as normas foram feitas para serem transgredidas. 2. Essa pessoa tem o hábito de recorrer a desculpas para não fazer o que não quer fazer. 3. Essa pessoa já teve problemas com a lei. 4. Essa pessoa regularmente se envolve em atividades arriscadas por serem emocionantes. 5. Essa pessoa sabe usar explosões brilhantes de charme para conseguir o que quer. 6. Essa pessoa não é boa na administração das finanças. 7. Essa pessoa fuma sem pedir desculpas. 8. Essa pessoa tem outro (s) vício (s). 9. Essa pessoa já teve mais parceiros sexuais do que amaioria.  10. Essa pessoa raramente se preocupa.  11. Essa pessoa acredita realmente que é possível resolver alguns problemas recorrendo às vias de fato.  12. Essa pessoa não vê problema algum em mentir para atingir uma meta.  13. Essa pessoa justifica fazer o mal aos outros porque os outros fariam o mesmo se tivessem oportunidade.  14. Essa pessoa é capaz de ter um acesso de nervos para conseguir o que quer.  15. Essa pessoa não entende o significado de prevenir para não remediar.  16. Essa pessoa é adepta de se divertir primeiro e trabalhar depois.  17. Essa pessoa foi demitida do emprego ou demitiu-se impulsivamente.  18. Essa pessoa recusa-se a obedecer a qualquer tipo de regulamento com relação ao traje.  19. Essa pessoa sempre faz promessas que jamais cumpre.  20. Apesar de todos esses defeitos, essa pessoa ainda é uma das mais estimulantes que já conheci.  Pontuação: Cinco ou mais respostas verdadeiras qualificam a pessoa como Vampiro de Emoções anti-social, embora não seja obrigatoriamente um diagnóstico de distúrbio da personalidade anti-social. Se a pessoa marcar mais de 10 pontos, segure a carteira e o coração. No núcleo da personalidade anti-social há um desejo ardente de estímulos de todos os tipos. Todas as outras características parecem ter origem em um impulso fundamental para a agitação. Em qualquer encruzilhada os anti-sociais em geral escolhem o caminho que leva à agitação em menos tempo. Eles próprios podem ignorar totalmente essa dinâmica, contudo ela serve para explicar grande parte de seu comportamento. No lado positivo, os anti-sociais não se deixam influenciar por dúvidas e preocupações. Aceitam riscos e desafios que aterrorizam as pessoas comuns.  Não podemos viver sem eles. Os heróis quase sempre são tão perigosos para os amigos quanto para os inimigos. O mesmo impulso que leva à coragem nos campos de batalha, no esporte e na bolsa de valores também leva ao tédio na vida cotidiana.  as longas horas em que as pessoas socializadas se contentam com o adiar a gratificação para cumprir com as obrigações, os anti-sociais ficam andando de um lado para outro como feras enjauladas à procura de um modo de escapar. As normas cotidianas que proporcionam estrutura e significado a nossa vida são meramente as grades da jaula dessas pessoas. Os anti-sociais não se vêem como pessoas que procuram encrenca, só procuram a chance de se libertar. A liberdade para eles, porém, significa encrenca para todas as outras pessoas. Em sua procura de estímulo constante, os anti-sociais sentem-se atraídos por tudo o que vicia, como os lemingues sentem atração pelos despenhadeiros. Gostam muito de sexo e drogas, bem como de apostas, cartões de crédito e investimentos arriscados com o dinheiro alheio. A droga escolhida pode variar, mas a finalidade é a mesma. No fundo, todos os vícios são parecidos, porque provocam uma mudança rápida na neuroquímica que é a motivação essencial da vida dos anti-sociais. Os anti-sociais raramente pensam por que fazem o que fazem; simplesmente fazem. Planejamento e análise de alternativas, para eles, é desnecessário e entediante. Nos campos de batalha e de jogos, são mais bonitos do que qualquer um de nós poderia esperar ser, porque estão livres das preocupações e das dúvidas que nos incomodam. Só depois de algum tempo é que se torna evidente que a maioria das decisões dos anti-sociais é mera jogada de dados. Por dentro, os anti-sociais que estão tomando decisões. Para eles, a vida é uma série de reações inevitáveis a tudo o que estiver acontecendo no momento. Se você lhes der o que querem, ficam ficam entusiasmados. Se você os frustrar, eles têm um ataque de nervos. Deixe-os em uma situação tediosa que eles fazem um alvoroço. Acreditam piamente que seus atos são provocados pelo que você faz. Essa convicção os livra da responsabilidade e da culpa, mas também lhes rouba a percepção do controle sobre a própria vida - essa percepção que é uma das essenciais para a saúde mental, preocupação e a dúvida podem nos atrapalhar, mas também proporcionam sentido e continuidade à nossa vida. Apesar dos defeitos, os vampiros anti-sociais são adoráveis. Seria de esperar que gente tão predadora fosse odiada e indesejável, mas isso está longe de ser verdade. A imaturidade é o manancial da atração e a fonte de todo o charme. Os vampiros vivem a vida emocional usando outras pessoas. Para sobreviver, precisam saber convencer muito bem que têm exatamente o que você quer. Fazem o que você quer, mas é raro continuarem fazendo enquanto você o quer. preocupam-se muito pouco. Preferem pensar em algo muito mais importante do que prazos, obrigações ou como você se sentirá se eles não cumprirem uma promessa. É comum perderem o emprego, gastar o que não têm e partir o coração das pessoas que gostam deles. A realidade cotidiana não é páreo para a sensação palpitante e arrepiante de viver uma fantasia. As drogas, compradas a um traficante ou produzidas pelo sistema endócrino por meio de comportamento de risco, também provocam outro problema. Com o tempo, há necessidade de consumir cada vez mais, pois produzem efeitos cada vez menores. É inevitável que os choques incríveis que os aventureiros tanto amam lhes privem o cérebro das quantidades menores de substâncias químicas necessárias à manutenção do equilíbrio cotidiano. Nos longos períodos de tempo entre as aventuras emocionantes, os anti-sociais se sentem deprimidos, irritados e vazios.  É aí que você entra. Além de companheiros de jogos, os anti-sociais geralmente precisam de alguém que cuide deles, limpe a bagunça que fazem e os ajude a se reerguer. Oferecem o mundo em troca desses serviços, mas nada pagam. Os codependentes não recebem nem gratidão. Contudo, quando aventureiros estão em atividade, a brincadeira é maravilhosa.  Químico ou comportamental, qualquer que seja o nível de impulso que você presumir, os aventureiros oferecem uma loucura que o arrebata do mundo cotidiano e o leva para a realidade alternativa de diversão e aventura. Sem ao menos tentar, são excelentes hipnotizadores. Sempre começam aos poucos. têm talento para descobrir pessoas que gostariam de se divertir um pouco, principalmente se a diversão envolver rebelião contra autoridade. São hipnotizadores, cativam o adolescente que temos dentro de nós e descrevem todas as maravilhosas possibilidades que a vida oferece se estivermos pelo menos dispostos a correr o risco. A sinuca em que eles nos põem é um desafio, simples e eficaz: se não fizer isso, diga adeus à oportunidade e admita que não teve coragem. Não sabem quando parar. São muito bem-dotados para forçar as outras pessoas a irem mais longe do que queriam. elas não aprendem bem com os próprios erros, nem com qualquer tipo de castigo. Mais do que qualquer outro grupo, têm a capacidade de levantar, sacudir a poeira e repetir a mesma burrice. A pressão do ambiente também é poderosa. Quando os vampiros não conseguem o que querem, logo têm um acesso de raiva. No caso dos aventureiros, os acessos de raiva quase sempre terminam com ele indo embora. Se o companheiro de jogo escolhido não for bastante divertido, é menos provável que gritem, mas se desviam na direção de outra pessoa. A perspectiva de perda iminente faz com que qualquer coisa pareça mais valiosa. As pessoas podem começar a se esforçar por manter satisfeitos os vampiros de sua vida, mesmo quando sabem que são péssima companhia. O relacionamento começou com harmonia instantânea. Desde o primeiro dia ela vem se modificando, ato após ato, porque ele a pessoa mais empolgante que ela já conheceu.  confusa com o relacionamento, mas relutante em conversar sobre isso com alguém, pois já sabe o que toda pessoa diria. A melhor maneira de prever o que alguém fará no futuro é o que fez no passado. Eles contam uma versão dos fatos que você (ou eles) gostaria de ouvir, e não o que realmente acontece. Isso ocorre principalmente quando falam de sexo, drogas, dinheiro, do que fizeram no passado e do que pretendem fazer no futuro. Se puder evitar, jamais acredite em algo do que disserem sem algum tipo de corroboração externa. Os vampiros não se vêem refletidos no espelho. Já reparou que as pessoas que têm um ego enorme costumam ser pequenas em tudo? A melhor proteção contra esses vampiros é reconhecê-los antes que liguem o charme. Quando os vir chegando, segure o coração e esconda a carteira até averiguar os antecedentes. O que os vampiros anti-sociais fizeram no passado é o melhor prognóstico do que farão no futuro.

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Porque desejo ter alguém na minha vida que me faz mal, relações destrutivas

26.01.12
A veces, las personas se preguntan ¿Por qué deseo tener en mi vida a alguien que me causa daño?

Una y otra vez, vemos cómo sentimos la necesidad de seguir relacionándonos con personas que nos han lastimado, herido o que son muy negativas para nosotros.

Hay dos explicaciones básicas. Una es la que nos proporciona el Dr. Joseph Carver en su artículo “El Amor y el Síndrome de Estocolmo” y la otra es la que podríamos llamar “La Ley del Deseo”, citando el título de la famosa película de Pedro Almodóvar.

Normalmente, en una relación (ya sea de pareja, familiar, de amistad, laboral, etc.), cuando alguien nos hace daño, es natural querer un resarcimiento. Queremos que esa persona se disculpe, queremos que esa
persona se ponga en nuestros zapatos y comprenda el daño que nos causó.
Queremos que sienta empatía y subsane o repare el daño causado.

En otros casos, también podemos permitir que afloren sentimientos negativos y podemos querer que la persona que nos hirió pague por ello. Podemos querer venganza, podemos desear lastimar a esa persona “para que aprenda a no lastimar a los demás” (un concepto totalmente erróneo, ya que no se aprende nada positivo de esa manera).

Pero también existe una lucha de poder. Muchas veces, vemos a la persona que nos ha lastimado, o engañado, estafado, mentido, herido, como alguien que “nos ganó”. En realidad, una persona así – que va por la vida causando daño, estafando, engañando gente – no es un “ganador/a“, sino un “perdedor/a“. De modo que no ganó ni nos ganó nada. Por el contrario, salió perdiendo.

¿Qué es lo que esa persona dañina sale perdiendo?

Muchas cosas. En primer lugar, pierde a alguien sano y bueno, como nosotros. En segundo lugar, pierde credibilidad, y también, pierde la posibilidad de establecer relaciones y vínculos sanos con los demás. En
resumen, quien daña a los demás es un perdedor nato.

Y ¿por qué querríamos a alguien así en nuestra vida?

Como explicamos antes, nuestro orgullo herido demanda una compensación por el daño recibido, también nuestro lado oscuro entra en competencia y quiere darle su merecido a ese patán. Pero, ¿alguien que
causa tanto daño, vale la pena nuestro esfuerzo? No, definitivamente
no.

Realmente no vale la pena que perdamos tiempo ni que le dediquemos ni una pizca de nuestras energías a quienes nos causan daño. Estas personas ya tienen bastante con elegir ser malas personas, en lugar de
buenas personas, y quitarse a sí mismas la posibilidad de establecer
relaciones saludables con los demás.

Nuestro lado humanitario y compasivo es el que, en ocasiones, puede impedirnos poner fin a una relación tortuosa. Las personas dañinas buscan, naturalmente, gente compasiva que quiera perdonarles todo,
redimirlos, recuperarlos, sacrificarse por ellos, etc. Y manejan a estas
personas a través de la culpa, (¿cómo no me vas a ayudar?) o través de la sumisión (los
psicópatas tergiversan los hechos de manera tal que parecen tener
siempre razón y hasta obligan a sus víctimas a disculparse, en lugar de
pedir perdón ellos mismos).

Pero también hay otro factor importante que entra en juego, y es el deseo. Deseamos aquello que no podemos tener, que nos desafía, que está prohibido, que se nos presenta como un reto; y queremos demostrarle al
mundo que podemos vencer ese reto, que podemos trasgedir las reglas y
poseer lo prohibido, etc. Además, de esta manera también queremos
demostrarle al mundo (en realidad, a nosotros mismos) que no estábamos
equivocados y que es posible recuperar a esa persona, conquistar lo
inconquistable o ganar la partida.

Los psicópatas son, por su propia naturaleza narcisista y egocéntrica, personas inconquistables. Para el psicópata, el “otro” no existe. Es sólo un objeto. No tiene en cuenta a las demás personas y sólo las usa a su antojo, para luego descartarlas.

Y esto es precisamente lo que la víctima de un abusador de este tipo ve como un desafío. Dejar de ser un objeto más de la colección de un psicópata. Conquistar a una persona inconquistable, recuperar a una
persona enferma o mala, y resarcirse por el daño que ha causado, entre
otras cosas.
http://www.asi-sea.com/m/group/discussion?id=2317751%3ATopic%3A318161

Ésta es la verdadera razón por la que muchas personas sienten que “quieren un psicópata en sus vidas“, cuando en el fondo, sólo quieren reparar el daño que han sufrido. La persona que ha sido herida o lastimada por un abusador emocional, se
siente frustrada e insatisfecha. Se siente infeliz. Y un modo de
compensar su frustración es buscar satisfacer aquello que ha quedado pendiente o insatisfecho.

El mejor remedio para esto es comprender que esa persona dañina, si ya dejó de formar parte de nuestras vidas, nos hizo un favor al alejarse. Nadie necesita un abusador en su vida. No nos beneficia en
nada, sino por el contrario, no nos permite avanzar en la vida, ni estar
bien. Si aún no ha salido de nuestras vidas, es importante hacer todo
lo posible por cortar ese tipo de relación enfermiza que no nos favorece
en nada.

La gente psciológicamente saludable puede parecer aburrida, si la comparamos con la adrenalina que nos provoca lidiar con la gente psicológicamente enferma. Pero, demás está decir, que una relación con
una persona enferma y dañina es una pérdida de tiempo y de energía
absoluta, mientras que una relación con una persona que parece
“aburrida” (normal) no sólo nos enriquecerá, sino que nos beneficiará y
propiciará nuestro crecimiento emocional.

No desee relaciones negativas, deséese lo mejor para usted mismo.

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Amar a un abusador

26.01.12
Amar a un Abusador
Jul 14th, 2009 por AEEA
EL AMOR Y EL SÍNDROME DE ESTOCOLMO
- El Misterio de Amar a un Abusador -

El siguiente artículo fue escrito por el Dr. Joseph Carver, psicológo clínico de Ohio, a modo de folleto informativo gratuito para sus pacientes. Les recomendamos leer el mismo porque le brindará mucho información útil acerca del Síndrome de Estocolmo, una patología bastante común que se desarrolla en una relación entre una víctima y un abusador.
El Amor y el Síndrome de Estocolmo – por el Dr. Joseph Carver
Con frecuencia, las personas se asombran de sus propias reacciones y problemas psicológicos. Las personas que sufren de depresión se quedan estupefactas cuando recuerdan que alguna vez pensaron en suicidarse. Lo pacientes que están recuperándose de trastornos psiquiátricos severos, a menudo quedan atónitos cuando recuerdan sus síntomas y conductas durante los episodios psiquiátricos. Recientemente, un paciente con Trastorno Bipolar me dijo: “¡No puedo creer que haya pensado que podía cambiar el clima a través de telepatía mental!” Una de las reacciones más comunes es: “¡No puede creer que haya hecho eso!”
En la práctica clínica, algunas de las personas que más se sorprenden y se asombran son aquellas que han estado involucradas en una relación abusiva y controladora. Cuando la relación termina, suelen hacer comentarios como: “Sé lo que me ha hecho, pero aún lo/la amo”, “No sé por qué, pero deseo que regrese”, o “Sé que suena descabellado, pero lo/la extraño”. Hace poco oí a un paciente decir: “Esto no tiene sentido. Él consiguió una novia nueva y está abusando de ella también… pero, ¡estoy celosa!” Los amigos y los familiares de estas personas se quedan aún más sorprendidos y asombrados cuando oyen estos comentarios o son testigos de que sus seres queridos regresan a la relación abusiva. Cuando una situación no tiene sentido, desde un punto de vista social, ¿tiene sentido desde el punto de vista psicológico? La respuesta es: ¡Sí!
El 23 de agosto de 1973, dos delincuentes armados con ametralladoras ingresaron en un banco de Estocolmo, Suecia. Esgrimiendo su arma, un presidiario fugitivo llamado Jan-Erik Olsson les anunció a los aterrorizados empleados del banco: “¡La fiesta acaba de comenzar!” Los dos ladrones de bancos mantuvieron cautivos a cuatro rehenes, tres mujeres y un hombre, durante las siguientes 131 horas. Los rehenes fueron atados con cartuchos de dinamita y mantenidos en la bóveda del banco hasta que finalmente, fueron rescatados el 28 de agosto.
Luego de su rescate, los rehenes exhibieron una actitud sorprendente, tendiendo en cuenta que fueron amenazados, abusados y que temieron por sus vidas durante cinco días. En las entrevistas con los medios de comunicación, quedó claro que apoyaban a sus captores y, de hecho, les temían a los agentes policiales que acudieron a su rescate. Los rehenes habían comenzado a creer que sus captores estaban de hecho, protegiéndolos de la policía. Tiempo después, una de las mujeres se involucró con una de los delincuentes y otra estableció un fondo de defensa legal para ayudar a los criminales con sus gastos de defensoría. Claramente, los rehenes habían establecido un “vínculo” emocional con sus captores.
Aunque el trastorno psicológico que se produce en las situaciones de la toma de rehenes comenzó a conocerse como el “Síndrome de Estocolmo”, debido a la publicidad de los medios, el “vínculo” emocional con los captores era un tema familiar en el campo de la psicología. Ya había sido reconocido muchos años antes, y se había hallado en otros estudios de situaciones con rehenes, prisioneros o relaciones abusivas, tales como:
• El abuso infantil
• Las mujeres golpeadas o abusadas
• Los prisioneros de guerra
• Los miembros de un culto
• Las víctima de incesto
• Las situaciones de toma de rehenes por parte de delincuentes
• Los prisioneros de campos de concentración
• Las relaciones intimidantes o controladoras
Haciendo un análisis final, los vínculos emocionales con los abusadores son, en realidad, una estrategia de supervivencia de las víctimas de abuso e intimidación. La reacción del “Síndrome de Estocolmo” en situaciones de toma de rehenes y/o situaciones abusivas son tan conocidas en la actualidad que los negociadores de rehenes policiales ya no las ven como reacciones inusuales. De hecho, frecuentemente se alienta este tipo de reacción en situaciones delictivas porque aumenta las posibilidades de supervivencia de los rehenes. El lado negativo de esto es que también asegura que aquellos rehenes que experimenten el “Síndrome de Estocolmo” no colaborarán mucho durante el rescate o la prosecución penal. El personal de cumplimiento de la ley local ha reconocido este síndrome, a lo largo de mucho tiempo, en el caso de mujeres golpeadas que deciden no presentar cargos contra el abusador, pagan la fianza de su esposo o novio golpeador para que sea liberado de prisión, y hasta han llegado a atacar físicamente a la policía cuando ésta acude a rescatarlas de un ataque violento.
El Síndrome de Estocolmo (SS) también puede encontrarse en las relaciones familiares, románticas e interpersonales. El abusador puede ser el esposo o la esposa, el novio o la novia, el padre o la madre, o cualquier otra persona con un rol que le permita al abusador adoptar una posición de control o autoridad.
Es importante comprender los componentes del Síndrome de Estocolmo, ya que se relacionan con las relaciones abusivas y controladoras. Una vez que se comprende el síndrome, es más fácil comprender por qué las víctimas apoyan, aman, e incluso defienden a sus abusadores o controladores.
Cada síndrome tiene síntomas o conductas, y el Síndrome de Estocolmo no es una excepción. Aunque no se ha determinado una lista precisa de características, debido a la diversidad de opiniones entre los expertos y los investigadores, muchas de las siguientes características se encontrarán presentes:
• Sentimientos positivos por parte de la víctima hacia el abusador o controlador
• Sentimientos negativos por parte de la víctima hacia sus familiares, amigos, o hacia las autoridades que intentan rescatarla o apoyarla o conseguir su liberación
• Apoyo a las razones y las conductas del abusador
• Sentimientos positivos por parte del abusador hacia la víctima
• Conductas de apoyo por parte de la víctima, a veces, ayudando al abusador
• Incapacidad de colaborar mediante conductas que pudieran ayudar a su liberación o desapego.
El Síndrome de Estocolmo no sucede en todos los casos de toma de rehenes o situaciones abusivas. En otro asalto a un banco que involucró una toma de rehenes, después de aterrorizar a los clientes y empleados del banco durante muchas horas, un policía francotirador le disparó e hirió a ladrón de bancos que aterrorizaba a las víctimas. Luego de caer al piso, dos mujeres lo recogieron y lo sostuvieron físicamente contra la ventana para que le dieran otro disparo. Como pueden ver, la cantidad de tiempo que una persona es expuesta al abuso o al control, y estos factores adicionales, ciertamente juegan un rol importante.
Se ha encontrado que existen cuatro situaciones o condiciones que sirven como base para que se desarrolle el Síndrome de Estocolmo. Estas cuatro situaciones pueden encontrarse en relaciones abusivas, casos de abuso severo y toma de rehenes:
• La presencia de una amenaza que se percibe como un riesgo contra la supervivencia física o psicológica de la persona y la creencia de que el abusador cumplirá con esa amenaza.
• La presencia de pequeños gestos de aparente amabilidad por parte del abusador hacia la víctima
• El aislamiento de cualquier otro perspectiva diferente de la del abusador
• La percepción de la incapacidad de escapar a la situación
Al tener en cuenta cada una de estas situaciones podemos comprender cómo se desarrolla el Síndrome de Estocolmo en las relaciones románticas, al igual que en las situaciones de delincuentes y rehenes. Al analizar cada situación, encontramos lo siguiente:
Percepción de amenaza a la supervivencia física o psicológica de la persona
La percepción de una amenaza puede formarse a través de métodos directos, indirectos o como testigo. Las parejas antisociales o con patrones de delincuencia pueden amenazar directamente su vida o la de sus amigos y familiares. Sus antecedentes de violencia nos llevan a creer que el captor o controlador cumplirá con su amenaza de una manera directa si no satisfacemos sus demandas. El abusador nos asegura que solamente será nuestra colaboración lo que mantenga a salvo la vida de quienes amamos.
Indirectamente, el abusador o controlador hace amenazas sutiles para que usted nunca lo abandone o tenga otra pareja, recordándole que, en el pasado, otras personas han pagado las consecuencias por no satisfacer sus deseos. Ofrecen pistas o indicios tales como: “Conozco personas que pueden hacer desaparecer a otras”. Las amenazas indirectas también pueden provenir de historias contadas por el abusador o controlador – cómo se vengaron de quienes se enfadaron con ellos en el pasado. Estas historias de venganza se cuentan con el propósito de recordarle a la víctima que si abandonan al abusador, es posible que éste se vengue de ella.
Presenciar actos de violencia o agresión también se percibe como una amenaza.
Ser testigo de un temperamento violento dirigido al aparato de televisión, hacia otros conductores en una carretera o hacia una tercera parte, envía claramente el mensaje de que podríamos ser el próximo blanco de dicha violencia. Ser testigos de los pensamientos y las actitudes del abusador o controlador es amenazador e intimidante, porque sabemos que podríamos ser el blanco de esos pensamientos en el futuro.
Percepción de los “Pequeños Gestos de Amabilidad”
En situaciones amenazantes y de supervivencia, buscamos una evidencia de esperanza – algún signo menor de que la situación podría mejorar. Cuando un abusador o controlador le muestra a la víctima algunos pequeños gestos de amabilidad, aunque de todos modos sean para beneficio de los abusadores, la víctima interpreta esos pequeños gestos de amabilidad como una característica positiva del captor. En las situaciones delictivas o de toma de rehenes durante la guerra, permitirle a la víctima continuar con vida es, con frecuencia, un gesto suficiente. Algunos actos mínimos, como permitirle ir al baño o proporcionarles agua o comida, son suficientes para reforzar el Síndrome de Estocolmo en los casos de rehenes tomados por delincuentes.
En una relación con un abusador, una tarjeta de cumpleaños, un pequeño regalo o presente (habitualmente ofrecido luego de un periodo de abuso), o un tratamiento especial, no sólo se interpretan como algo positivo, sino como una evidencia de que el abusador no es “tan malo” y, quizás, en algún momento, pueda corregir su comportamiento. Frecuentemente, a los abusadores y controladores se les da el crédito positivo de no abusar de su pareja, en los casos en que la pareja hubiera sido, normalmente, objeto de abuso verbal o físico, bajo ciertas circunstancias. Normalmente, una pareja agresiva y celosa puede volverse intimidante o abusiva en ciertas situaciones sociales, como cuando un compañero de trabajo del sexo opuesto le saluda con su mano en medio de una multitud. Después de ver el saludo, la víctima espera ser agredida verbalmente y cuando esto no sucede así, ese “pequeño gesto de amabilidad” es interpretado como un signo positivo.
Algo similar a la percepción de los pequeños gestos es la percepción de un “lado amable”. Durante una relación, el abusador o controlador puede compartir información acerca de su pasado – cómo fueron maltratados, abusados, descuidados, abandonados o agraviados. La víctima comienza a sentir que el abusador o controlador puede ser capaz de corregir su conducta o, peor aún, que él (el abusador) también puede haber sido o ser una “víctima”. Es posible que la víctima desarrolle un sentimiento de compasión hacia el abusador y, a menudo, oímos a la víctima del Síndrome de Estocolmo defender a su abusador, diciendo: “Ya sé que fracturó mi mandíbula y mis costillas… pero, él tiene problemas. ¡Tuvo una niñez muy dura!”
Los perdedores o fracasados y los abusadores pueden admitir que necesitan ayuda psiquiátrica o pueden reconocer que están perturbados psicológicamente, pero no obstante, esto sucede casi siempre después de haber abusado o intimidado a la víctima. Este tipo de aceptación es una manera de negar su responsabilidad por el abuso cometido. En realidad, las personas con trastornos de la personalidad y los delincuentes han aprendido, a lo largo de muchos años, que pueden minimizar la responsabilidad personal de sus conductas abusivas o violentas, e incluso negarlas culpando su pésima crianza, o por haber sido abusados cuando eran niños, y actualmente – por los juegos de video. Un asesino culpó su crimen por el hecho de que comía demasiadas comidas rápidas – lo que hoy se conoce como la “Defensa Twinkie” o defensa biológica. Aunque puede ser cierto que el abusador o el controlador haya tenido una niñez muy difícil – mostrar compasión por su historia no produce ningún cambio en su conducta, y de hecho, prolonga el periodo de tiempo que la víctima será abusada. Aun cuando las “historias tristes” siempre son incluidas en sus disculpas – después de un episodio de abuso o control – ¡su conducta nunca cambia! Tenga en cuenta que una vez que usted se acostumbre a oír sus “historias tristes”, ellos simplemente intentarán otra estrategia. No conozco a ninguna víctima de abuso o delito que haya oído a su abusador decir: “¡Te golpeo (robo, asalto, etc.) porque mi madre me odiaba!”
Aislamiento de Cualquier Otra Perspectiva Diferente de la Captor
En las relaciones abusivas o controladoras, la víctima siente que siempre está caminando como “pisando cáscaras de huevo” – con miedo a decir o hacer algo que pudiera desencadenar un ataque de violencia o intimidación. Para su supervivencia, comienzan a ver el mundo desde la perspectiva del abusador. Comienzan a corregir aquellas cosas que podrían causar un ataque, comienzan a actuar de manera que hará feliz al abusador o evitan aspectos de sus propias vidas que pudieran ocasionar un problema. Si sólo tuviéramos un dólar en nuestro bolsillo, entonces la mayoría de nuestras decisiones serían decisiones financieras. Si su pareja es un abusador o un controlador, entonces la mayoría de sus decisiones estarán basadas en la percepción de la potencial reacción del abusador. Comenzamos a preocuparnos por las necesidades, los deseos o los hábitos del abusador o controlador.
Adoptar la perspectiva del abusador como técnica de supervivencia puede volverse un sentimiento tan intenso que la víctima puede mostrar, realmente, mucha ira hacia las personas que tratan de ayudarle. El abusador ya está enfadado y siente resentimiento hacia cualquier persona que pudiera ofrecer apoyo a la víctima; típicamente usando múltiples métodos y manipulaciones para aislar a la víctima de otras personas. Cualquier contacto que la víctima tenga con persona que le apoyen dentro de su comunidad será confrontado con acusaciones, amenazas y/o estallidos de violencia. Así, las víctimas se ponen en contra de su familia – temiendo que el contacto familiar cause más violencia y abusos en el hogar. En este punto, las víctimas maldicen a sus padres y amigos, les piden que no llamen y que dejen de interferir, y terminan toda comunicación con otras personas. Ahora la víctima está de acuerdo con el abusador o controlador, y ve a las personas que le ofrecen apoyo como personas que “causan problemas” y deben ser evitadas. Muchas víctimas amenazan a sus familiares y amigos con solicitar órdenes de restricción si continúan “interfiriendo” o si tratan de ayudar a al víctima con su situación. Aparentemente, pareciera como si se hubieran puesto de parte del abusador o controlador. En realidad, están tratando de minimizar las situaciones de contacto que pudieran convertirles en blanco de más ataques de abuso verbal o intimidación. Si una llamada casual de la madre ocasiona dos horas de un estallido de temperamento con amenazas y acusaciones – la víctima se dará cuenta de que es más seguro de que su madre no llame más. Si pedirle, simplemente, a la madre que deje de llamar no funciona, por su propia seguridad la víctima puede acusar a la madre de arruinar la relación y exigirle que deje de llamar.
En casos severos del Síndrome de Estocolmo en relaciones de pareja, la víctima puede tener dificultades para dejar al abusador y, de hecho, puede sentir que la situación abusiva es su culpa. En las situaciones policiales, la víctima puede llegar a sentir que el arresto de su pareja, por atacarla físicamente o abusar de ella, es su culpa. Algunas personas permitirán que sus hijos sean removidos del hogar por las agencias de protección al menor, antes que terminar la relación con el abusador. Conforme adoptan la perspectiva del abusador, los niños tienen la culpa – se quejaron por la situación, llamaron la atención de las autoridades y pusieron en riesgo la relación de los adultos. Tristemente, los niños pasan a convertirse en un peligro para la seguridad de la víctima. Quienes padecen el Síndrome de Estocolmo, permiten que los niños sean removidos del hogar porque disminuye su estrés como víctimas mientras que les proporciona a los niños un ambiente emocional y físicamente más seguro.
Percepción de la Incapacidad de Escapar
Como rehenes de un robo de banco, amenazados por delincuentes armados, es fácil comprender la percepción de la incapacidad de escaparse. En las relaciones románticas, la sensación de que uno no puede escapar es muy común. Muchas relaciones abusivas o controladoras se viven como verdaderas relaciones “hasta que la muerte nos separe” – atrapados juntos por cuestiones o bienes financieros, conocimiento mutuo de detalles íntimos o situaciones legales. Éstas son algunas de las situaciones más comunes:
• Las parejas controladoras han incrementado las deudas u obligaciones financieras dentro de la relación hasta el punto que ninguno de los dos puede sobrevivir económicamente sin el otro. Los controladores que presienten que su pareja podría dejarlos, a menudo comprarán un automóvil nuevo, reclamando luego que ellos no pueden pagar una cuota de manutención o pensión alimenticia para los niños debido a que tienen mucha deuda en cuotas por el flamante automóvil.
• La terminación legal de una relación, especialmente una relación matrimonial, con frecuencia genera problemas importantes. Un controlador con ingresos “en negro” (no declarados oficialmente) o que se mantiene a través de situaciones legalmente cuestionables, corre el riesgo de que se investiguen dichas fuentes de ingresos o que las mismas se hagan públicas debido al divorcio o la separación. Así, el controlador puede preocuparse más acerca de la posible exposición pública de sus acuerdos de negocios que de la pérdida de la relación.
• Con frecuencia, el controlador hace amenazas extremas que incluyen amenazar con quitarle los niños y llevárselos fuera del estado, amenazar con dejar sus empleos o negocios en lugar de pagar la pensión alimenticia o la cuota de mantenimiento de su pareja, amenazar con exponer públicamente los problemas personales de la víctima o asegurarle a la víctima que nunca podrá tener una vida en paz debido al acoso o asedio continuo que llevarán a cabo. En casos severos, el controlador puede amenazar con hacer algo que le impida a la víctima mantenerse, como: “Me ocuparé de que pierdas tu empleo” o “Haré quemar tu automóvil”.
• Los controladores a menudo mantienen a la víctima encerrada en la relación mediante una culpa mayor – amenazan con suicidarse si la víctima los abandona. La víctima oirá cosas como: “Me mataré delante de los niños”, “Me prenderé fuego en el jardín delantero”, o “¡Nuestros hijos no tendrán más madre o padre si me dejas!”
• En una relación con un abusador o controlador, la víctima también ha experimentado una pérdida de su autoestima, confianza en sí misma y energía psicológica. La víctima puede sentirse “agobiada” y demasiado deprimida para terminar la relación o dejar al abusador. Además, los abusadores y controladores crean, a menudo, un tipo de dependencia a través del control de las finanzas, colocando los vehículos y las propiedades a su nombre, y eliminando cualquier patrimonio o recurso que la víctima puede utilizar para dejar al abusador. En la clínica práctica, he oído a las víctimas decir: “Me iría, pero ¡ni siquiera puedo retirar dinero de la cuenta de ahorros! No sé cuál es la clave de acceso.”
• Las víctimas adolescentes o los adultos jóvenes pueden sentirse atraídos a personas controladoras cuando se sienten inexpertos, inseguros y abrumados por los cambios en su situación de vida. Cuando los padres están atravesando un divorcio, un adolescente puede apegarse a un individuo controlador, sintiendo que el controlador puede estabilizar su vida. Los estudiantes universitarios novatos pueden sentirse atraídos a personas controladoras que les prometan ayudarles a sobrevivir viendo lejos del hogar en un campus universitario.
En las relaciones no saludables y, definitivamente en el Síndrome de Estocolmo, existe una preocupación diaria con los “problemas”. Los problemas pueden ser cualquier grupo, individuo, situación, comentario, mirada casual o comida fría que pueda producir un estallido de temperamento o abuso verbal de parte del controlador o abusador. Para poder sobrevivir, los “problemas” deben ser evitados a toda costa. La víctima debe controlar las situaciones que ocasionan problemas. Esto puede incluir evitar a la familia, a los amigos, a los compañeros de trabajo y a cualquier persona que podría ocasionar un “problema” en la relación abusiva. La víctima no odia a su familia y a sus amigos; sólo está evitando “problemas”. La víctima también limpiará la casa, calmará a los niños, revisará el correo, evitará ciertos temas y se anticipará a cualquier problema de control o abuso, en un esfuerzo por evitar los “problemas”. En estas situaciones, los niños que son muy activos causan “problemas”. Los seres queridos y los amigos son fuentes de “problemas” para una víctima que está intentando evitar una agresión verbal o física.
El Síndrome de Estocolmo en las relaciones no es algo poco común. Los profesionales del cumplimiento de la ley son dolorosamente conscientes de este tipo de situaciones y las disputas domésticas son algunas de las llamadas de alto riesgo que reciben durante las horas de trabajo. Cuando un vecino llama a la policía durante un incidente de abuso entre los cónyuges, el abusador se muestra pasivo cuando llega la policía, quién encuentra al cónyuge alterado y amenazando a los oficiales si arrestaran a su pareja abusiva bajo cargos de violencia doméstica. A decir verdad, la víctima sabe que el abusador o controlador tomará represalias contra él o ella si: 1) ellos apoyan el arresto, 2) hacen declaraciones acerca del abuso o la pelea, las que serán percibidas como desleales por parte del abusador, 3) no pagan la fianza para sacarlos de la cárcel lo más pronto posible, y 4) no se disculpan personalmente por la situación – como si fuera culpa de la víctima.
El Síndrome de Estocolmo genera un vínculo no saludable con el controlador o el abusador. Es la razón pro la cuál muchas víctimas continúan soportando y apoyando a un abusador, incluso después que la relación ha terminado. También es la razón por la cuál continúan viendo “el lado bueno” de un abusador y se muestran compasivos con alguien que alguna vez ha abusado mental físicamente de ellas.
¿Hay Algo Más en Juego?
Para dar una respuesta breve, diría que ¡Sí! A lo largo de toda la historia, las personas se han encontrado a sí mismas apoyando y participando en situaciones de vida que oscilan entre abusivas y bizarras. En conversaciones con estos participantes voluntarios y activos de situaciones no saludables y bizarras, queda claro que han desarrollado sentimientos y actitudes que respaldan su participación. Un modo en que estos sentimientos e ideas se desarrollan se conoce como “disonancia cognitiva”. Como podrán observar, los psicólogos tenemos palabras y frases complejas para definir casi todo.
La “Disonancia Cognitiva” explica cómo y por qué las personas cambian sus ideas y opiniones propias para apoyar situaciones que no son saludables, positivas o normales. En teoría, las personas buscan limitar la información o las opiniones que le hacen sentirse incómodas. Cuando tenemos dos tipos de cogniciones (conocimientos, opiniones, sentimientos, puntos de vista de otras personas, etc.) que son opuestos, la situación se vuelve emocionalmente incómoda. Aunque se encuentren en una situación tonta o difícil – son pocas las personas que aceptan admitir ese hecho. En cambio, intentarán disminuir la disonancia – el hecho de que sus cogniciones o información no coinciden, acuerdan o tienen sentido cuando les combina. La “Disonancia Cognitiva” se puede disminuir adquiriendo nuevos conocimientos, nuevas cogniciones o información – incorporando nuevas ideas o sentimientos. Algunos ejemplos son los siguientes:
• Los fumadores adictos saben que fumar causa cáncer de pulmón y representa múltiples riesgos para su salud. Para continuar fumando, el fumador cambia sus cogniciones (sus ideas o sentimientos) por otros como: 1) “Estoy fumando menos que hace diez años atrás”, 2) “Estoy fumando cigarrillos bajos en alquitrán”, 3) “Esas estadísticas las inventan los conspiradores de la industria del cáncer”, o 4) “¡De algo hay que morirse, de todos modos!” Estas nuevas cogniciones o actitudes les permiten seguir fumando y, entonces, comienzan a culpar a los restaurantes por ser injustos.
• Si usted compra un vehículo deportivo de $40.000.- con una autonomía de 8 millas por galón. Usted justificará el gasto y las cuestiones relacionadas, diciendo: 1) “Es un vehículo excelente para viajar (cuando usted sólo viaja una vez por año)”, 2) “Puedo usarlo para transportar cosas (una mesa pequeña una vez cada 12 meses), y 3) “Puedes llevar a mucha gente en él (el 95% de las veces que lo utiliza, sólo viaja usted).”
• Su esposo o novio se torna abusivo y agresivo. Usted no puede dejarlo por problemas económicos, por los niños u otros factores. Debido a la disonancia cognitiva, comienza a decirse a sí misma: “Él sólo me golpea con la mano abierta” y “Él sufrió mucho estrés o tensión en el trabajo”.
León Festinger fue el primero en acuñar el término “Disonancia Cognitiva”. Él observó un culto (en 1956) en el cuál los miembros voluntariamente dejaron sus propiedades, ingresos y trabajos para trabajar para ese culto. Este culto creía en mensajes del espacio exterior que predicaban el día en que el mundo se acabaría por una inundación. Como miembros del culto y firmes creyentes, los fieles creían que podían ser salvados por platillos voladores en el momento indicado. Conforme se reunieron y esperaron ser trasladados por los platillos voladores a la hora especificada, llegó y pasó el momento en que el mundo se acabaría. No ocurrió ninguna inundación ni apareció ningún platillo volador. En lugar de creer que fueron tontos, después de toda esa inversión emocional y personal, decidieron que sus creencias, realmente habían salvado al mundo de la inundación y se volvieron creyentes más fervientes después que la profecía fracasó. La moraleja es: cuanto uno más invierte (ingresos, empleo, propiedades, tiempo, esfuerzos, etc.) más fuerte es la necesidad de justificar nuestra posición. Si invirtiéramos $5.00 en un boleto de una rifa, justificaríamos la pérdida diciendo: “Ganaré la próxima vez”. Si invertimos todo lo que tenemos, necesitaremos una creencia casi irrazonable y una actitud inusual para respaldar y justificar dicha inversión.
Los estudios nos dicen que somos más leales y nos comprometemos más con algo que es difícil, incómodo y hasta humillante. Los rituales de iniciación de las fraternidades universitarias, los campamentos de entrenamiento de la Marina y la escuela de graduados, todos producen individuos leales y comprometidos con la causa. Casi todas las pruebas duras crean una experiencia vinculante. Cada pareja, sin importar cuán diferentes sean sus integrantes, se enamoran en las películas después de pasar por un ataque terrorista, ser perseguidos por un asesino, quedar varados en una isla o haber sido secuestrados por extraterrestres. Las inversiones y los calvarios o duras pruebas constituyen los ingredientes de un vínculo sólido – aun cuando ese vínculo no sea saludable. Nadie establece este tipo de vínculo o se enamora perdidamente por ser miembro del Automóvil Club o club de música de discos compactos. Pero si tratamos de sobrevivir en una isla desierta – ¡pueden apostar que sucederá!
Las relaciones abusivas producen una importante dosis de inversión no saludable de ambas partes. En muchos casos, tendemos a permanecer y apoyar la relación abusiva, debido a lo que hemos invertido en esa relación. Intenten decirle a un nuevo miembro de la Marina que como ha sobrevivido al campamento de entrenamiento, ahora debería enrolarse en la ¡Guardia Costera! Hay diferentes tipos de inversión que nos mantienen atados a una mala relación:
• Inversión Emocional – Hemos invertido tantas emociones, llorado tanto y preocupado tanto, que pensamos que debemos permanecer en la relación hasta el final.
• Inversión Social – ¡Todos tenemos nuestro orgullo! Para evitar la vergüenza social y situaciones sociales incómodas, continuamos con la relación.
• Inversiones Familiares – Si hay niños presentes en la relación, las decisiones respecto de la relación quedan tapadas por las necesidades de los niños.
• Inversión Financiera – En muchos casos, la pareja controladora y abusiva ha creado una compleja situación financiera. Muchas víctimas permanecen en una mala relación, esperando que se presente una situación mejor que les permita dejar la relación y desvincularse de su pareja más fácilmente.
• Inversión del Estilo de Vida – Muchas parejas controladoras o abusivas utilizan el dinero o un estilo de vida como inversión. Las víctimas que se encuentran en esta situación quizás no quieran perder su estilo de vida actual.
• Inversión de Intimidad – Con frecuencia invertimos intimidad emocional y sexual. Algunas víctimas han experimentado una destrucción de su autoestima emocional y/o sexual en relaciones no saludables. La pareja abusiva puede amenazar con difundir rumores o contar detalles íntimos o secretos. A menudo encontramos este tipo de chantaje que utiliza la intimidad en este tipo de situaciones.
En muchos casos, no se trata simplemente de nuestros sentimientos hacia un individuo que nos mantiene atrapados en una relación no saludable – frecuentemente, se trata de todo lo que hemos invertido. Las relaciones son complejas y, por lo general, en público, solemos ver sólo la punta del iceberg. Por esta razón, una de las frases más comunes que oímos decir a las víctimas en defensa de su relación no saludable es: “¡Usted no comprende!”
¿Qué Pasa Cuando se Combinan Dos Condiciones No Saludables?
La combinación del “Síndrome de Estocolmo” y la “Disonancia Cognitiva” produces una víctima que cree firmemente que la relación no sólo es aceptable, sino también desesperadamente necesaria para su supervivencia. La víctima siente que sufrirá un colapso mental si la relación termina. En las relaciones largas, las víctimas habrán invertido todo y colocado “todos sus huevos en la misma canasta”. La relación decide ahora su nivel de autoestima, valor personal y salud emocional.
Por las razones descritas anteriormente, la víctima siente que sus familiares y amigos son una amenaza para la relación y, eventualmente, para su salud personal y existencia. Cuanto más protesten los familiares y amigos acerca de la naturaleza abusiva y controladora de la relación, más Disonancia Cognitiva desarrollará la víctima y se pondrá más a la defensiva. En esta instancia, los familiares y los amigos se vuelven víctimas de la persona abusiva y controladora.
Un factor importante a tener en cuenta es que tanto el Síndrome de Estocolmo como la Disonancia Cognitiva se desarrollan sobre una base involuntaria. La víctima no inventa esta actitud a propósito. Ambas condiciones se desarrollan como una estrategia para existir y sobrevivir a una relación y un ambiente amenazante y controlador. A pesar de lo que podamos pensar, nuestros seres queridos no están involucrados en una relación no saludable para irritarnos, avergonzarnos o llevarnos al alcoholismo. Lo que pudo haber comenzado como una relación normal se volvió una situación abusiva y controladora. La víctima está tratando de sobrevivir. Su personalidad ha desarrollado los sentimientos y pensamientos necesarios para sobrevivir a esa situación y reducir sus riesgos físicos y emocionales. Todos nosotros desarrollamos actitudes y sentimientos que nos ayudan a aceptar y sobrevivir a distintas situaciones. Desarrollamos estas actitudes y sentimientos en nuestro trabajo, nuestra comunidad y en otros aspectos de nuestras vidas. Como hemos visto a lo largo de la historia, cuanto más disfuncional es una situación, más disfuncional es nuestra adaptación y las ideas que desarrollamos para sobrevivir. La víctima está compenetrada en un intento por sobrevivir y hacer que la relación funcione. Una vez que deciden que la relación no funciona y que no la pueden reparar, necesitan apoyo mientras esperamos pacientemente su decisión de volver a un estilo de vida positivo y saludable.
Los Familiares y los Amigos de la Víctima
Cuando una familia enfrenta una situación en que uno de sus seres queridos está involucrado con un Perdedor o Fracasado o con una persona controladora o abusiva, la situación se torna emocional y socialmente dolorosa y difícil para la familia. Aunque cada situación es diferente, algunas de las pautas generales a tener en cuenta son las siguientes:
- Es posible que a su ser querido, la “víctima” del Perdedor o Abusador, le hayan pedido que elija entre la relación o la familia. Esta elección se hace más difícil por la presencia del control y la intimidación, presentes con frecuencia en las relaciones abusivas o controladoras. Sabiendo que la elección de la familia traerá como resultado severas consecuencias personales y sociales, la familia siempre ocupará un segundo lugar. Tenga en cuenta que la víctima sabe, en el fondo de su corazón, que sus familiares siempre le amarán y aceptarán su retorno – independientemente de lo que suceda.
- Recuerde que cuánto más presione a la “víctima” de un Perdedor o Abusador, más probará su punto. A su ser querido le están diciendo que la familia está tratando de arruinar su maravillosa relación. La presión bajo la forma de contactos, comentarios y comunicación será usada como evidencia contra usted. Una invitación a una reunión de “Tupperware” será confrontada con un “¡Ya lo ves! ¡Quieren estar a solas contigo para poder hablarte mal de mí!” El incremento de sus contactos se verá como un factor que “agrega presión” a la relación – no como una señal de que la familia se preocupa por la víctima, de corazón.
- Sus contactos con su ser querido, sin importar cuán rutinarios y afectuosos sean, pueden ser confrontados con ira y resentimiento. Esto se debe a que cada contacto puede desencadenar un ataque de ira del Perdedor o Abusador, quién atacará a la víctima verbal o emocionalmente. Imagine recibir un sermón de cuatro horas cada vez que llama la tía Gladys. En poco tiempo, la víctima se fastidiará cada vez que la tía llame, porque sabrá lo que cada contacto ocasiona en su hogar. Cuánto más tiempo hable la tía Gladys por teléfono – ¡más largo será el sermón que reciba la víctima! Así, cuando la tía Gladys llama, la víctima querrá terminar la comunicación lo antes posible.
- Una canción de los años 80, decía: ”Resiste ligeramente”, y quizás sea la clave para una buena estrategia familiar y social. Resistir excesivamente produce más presión. Cuando la víctima está fuera del hogar, con frecuencia es mejor establecer contactos predecibles y programados. Llamar todos los miércoles por la noche, simplemente para saber cómo está o para hablar de acontecimientos comunes, es menos amenazador que hacer llamadas al azar durante la semana. Las llamadas al azar siempre serán vistas como llamadas de “control sobre nosotros”. Si la llamada es respondida por el contestador automático, deje un mensaje cortés y afectuoso. Y lo más importante, no hable de la relación (¡es posible que el controlador esté escuchando!), a menos que la víctima desee hablar sobre el tema. El objetivo de estas llamadas programadas es el de mantener contacto, recordarle a su ser querido que usted siempre está allí, dispuesto a ayudarle, y para recordarle al controlador que la familia y los seres queridos se mantienen cerca y no han desaparecido.
- Trate de mantener contacto en fechas tradicionales y especiales con su ser querido – días de fiesta, ocasiones especiales, etc. Mantenga sus contactos breves y limitados, si hacer comentarios que pudieran ser usados como evidencia. Los contactos que se llevan a cabo durante las fechas “tradicionales” – Navidad, cumpleaños, aniversarios, etc. – no son muy amenazantes para el controlador o abusador. Asimismo, los contactos que brindan información, sin hacer preguntas, tampoco son percibidos como amenazadores. Un ejemplo podría ser una simple tarjeta que diga: “Te envío esta pequeña nota para contarte que tu hermano consiguió un empleo nueva esta semana. Es posible que lo veas en cualquier comercial de Wal-Mart uno de estos días. Cariños de papá y mamá”. Esta estrategia le permite a la víctima reconocer que la familia aún está allí – esperando pacientemente, si necesitara apoyo. También reduce la cantidad de sermones o berrinches del Perdedor, ya que los contactos se producen sobre una base tradicional y esperada. Además, es difícil enfadarse acerca del nuevo empleo que consiguió el hermano sin parecer ridículo. Por otro lado, no invente días de fiesta ni envíe un recordatorio sobre el cumpleaños de Sigmund Freud. Eso es sospechoso… incluso en mi familia.
- Recuerde que existen muchos canales de comunicación. Es importante mantener abierto algún canal, si esto fuera posible. Los canales de comunicación pueden incluir: llamadas telefónicas, cartas, tarjetas y mensajes por correo electrónico. Las salidas mensuales programadas o ir de compras una vez por mes, también programado, son muy útiles si son posibles. El objetivo es mantener contacto mientras su ser querido está involucrado en una relación controladora o abusiva. Recuerde, la meta es mantener contacto, no así presionar a la víctima.
- No sienta que el comportamiento de la víctima es contra la familia o los amigos. Es posible que sea una forma de supervivencia o una manera de reducir el estrés o la tensión. Las víctimas pueden mostrarse altamente resistentes, enfadadas, e incluso hostiles debido a la complejidad de su relación con el controlador o abusador. También pueden maldecir, amenazar y acusar a sus seres queridos y amigos. Esta defensa hostil actúa, de hecho, como una auto-protección dentro de la relación – es un intento por evitar “problemas”.
- La víctima necesita saber y sentir que nos es rechazada debido a su comportamiento. Tenga en cuenta, que la víctima es dolorosamente consciente de su situación. Sabe que está siendo tratada mal y/o controlada por su pareja. Los frecuentes recordatorios de esto sólo le harán desear a la víctima tener menos contacto. Naturalmente evitamos a aquellas personas que nos recuerdan cosas o situaciones que son emocionalmente dolorosas.
- Las víctimas pueden abrir levemente una puerta y brindar información acaezca de su relación o darnos indicios de que pueden estar pensando en terminar la relación. Cuando la puerta se abra, ¡no se arroje tras ella con todo el cuerpo de salvamento con usted! Escuece y simplemente ofrezca apoyo diciendo: “Sabes que tu familia te apoya en cualquier decisión que necesites tomar y en cualquier momento que la tomes”. Es posible que las víctimas estén explorando qué tipo de apoyos están disponibles, pero no estén listas para llamar a las tropas en ese momento. Muchas víctimas tienen un “plan de escape” que puede tomarle meses o años en llevar a cabo. Quizás estén compilando información en ese momento, pero sin estar listas para terminar la relación enseguida.
- Podemos recibir mensajes de las personas de dos maneras: a través de “canales directos” o de “rumores”. A través de “canales directos” significa hablar cara a cara, diciéndoselo a la persona directamente. Esto ocurre muy pocas veces en una relación con un Perdedor, ya que los controladores y abusadores monitorean y controlan el contacto con los demás. No obstante, la vía de los “rumores” aún está abierta. Cuando recurrimos a los rumores, enviamos mensajes a nuestros seres queridos a través de otras personas. Las víctimas de personas controladoras y abusivas, a menudo tienen permiso de mantener una relación con algunas pocas personas, quizás con un hermano o con el mejor amigo. Podemos enviarle mensajes a nuestros seres queridos a través de la persona de contacto, un mensaje que exprese nuestra comprensión y apoyo. No debemos utilizar esta vía para enviar insultos (“¡Bill es tan tonto!”) o para descalificar a la víctima (“¡Si no termina esa relación acabará perdiendo leal razón!”) – debemos enviar mensaje de amor y apoyo. Debemos enviar mensajes como: “Espero que él o ella (la víctima) sepa que su familia está preocupada y que le amamos y le apoyamos”. Los comentarios que se envían a través de rumores deberán estar fraseados con el entendimiento de que nuestros seres queridos los oirán e interpretará de esa manera. No use una persona de contacto para expresar su ira y amenazar con contratar a un matón para que le dé una golpiza al abusador, y luego tratar de enviar un mensaje de amor y apoyo. Sea cuidadoso con el tipo de mensaje y el modo en que lo transmite. El contacto del rumor suele tener acceso a la víctima, para transmitirle mensajes que nosotros no podemos. Es otra manera de hacerles saber que los estamos apoyando, y esperamos para ayudarles si lo necesitan.
- Cada situación es diferente. La familia puede necesitar apoyo y asesoramiento comunitario. Una consulta familiar con un profesional de salud mental o con un abogado puede ser útil si la situación se vuelve legalmente compleja o si existe un peligro de daño significativo.
- Como familiares o amigos de una víctima involucrada con un controlador o abusador, nuestra reacción normal es la de considerar la posibilidad de actuar dramáticamente. Algunas veces, nos enfadamos, nos resentimos y nos volvemos agresivos. Nuestras mentes se llenan con una diversidad de planes que, con frecuencia, oscilan desde rescatar o secuestrar a la víctima hasta emboscar al controlador o al abusador y golpearlo con un bate de béisbol. Una de las reglas de oro es que cualquier agresión hacia el controlador o abusador le ocasionará dificultades adicionales a su ser querido. Trate de mantener la calma y esperar la oportunidad de mostrarle a la víctima su amor y su apoyo cuando ésta lo necesite.
- En algunos casos, como en el caso de los adolescentes y adultos jóvenes, es posible que la familia aún le brinde algún tipo de apoyo económico, de seguro u otros. Cuando recibimos una respuesta de enfado a nuestras llamadas, nuestra ira y nuestro resentimiento nos dicen que debemos cortarle nuestro apoyo. He oído decir: “Si ella piensa seguir saliendo con ese tonto, no lo hará en el automóvil que yo estoy pagando” y “Si él elige a esa mujer antes que a su familia, puede dejar de estudiar en la universidad y salir a vender hamburguesas”. Retirar la ayuda económica sólo causa que su ser amado se vuelva más dependiente del controlador o abusador. Recuerde, si nos volvemos agresivos amenazando, quitando nuestro apoyo o presionando a la víctima – somos nosotros quienes nos convertimos en el factor amenazante, no el controlador o abusador. De hecho, esto lleva a la víctima a buscar apoyo en el controlador. Tristemente, cuanto más “calvario” experimente la víctima, mayor será el vínculo que desarrolle con el abusador como se explicó en el Síndrome de Estocolmo y la Disonancia Cognitiva.
- Como podrán imaginar, la combinación del Síndrome de Estocolmo y la Disonancia Cognitiva también puede estar activa cuando nuestro ser querido participa en un culto, religiones inusuales y otros grupos extraños. En algunas situaciones, el abusador o el controlador pueden ser un grupo o una organización. Las víctimas que se perciben como desleales al grupo son castigadas. Aunque este artículo trata acerca de las relaciones de las personas individuales, estas pautas familiares pueden ser útiles en situaciones de control de grupos.
Ideas Finales
Quizás usted sea víctima de una pareja abusiva y controladora, buscando comprender sus sentimientos y actitudes. Quizás tenga un hijo o una hija, o un amigo que esté involucrado en una relación con una pareja abusiva y controladora, y esté buscando maneras de ayudar y comprender.
Si uno de sus seres querido está involucrado con un Perdedor o Fracasado, es decir, con una pareja abusiva y controladora, el resultado a largo plazo es difícil de determinar debido a los diversos factores involucrados. Si la relación está en la etapa inicial de las “citas”, es posible que terminen la relación por su cuenta. Si la relación ha continuado por más de un año, es posible que la víctima necesite apoyo y un plan de escape antes de poder terminar la relación. El matrimonio y los hijos complican aún más la capacidad de salir de esa situación. Cuando la víctima decide finalizar una relación que no es feliz, es importante que vean a sus seres queridos como una fuente apoyo, afecto y comprensión – no como una fuente de presión, culpa o agresión.
Este artículo intenta comprender la complejidad de los sentimientos y las actitudes que confunden tanto a la víctima como a la familia y a los amigos. He destacado las recomendaciones para desvincularse de un Perdedor o una persona controladora o abusiva, pero, claramente, hay muchas más víctimas en esta situación. Espero que este artículo sea de utilidad para las familias y los amigos que se preocupan, lloran y tienen dificultades para comprender la situación que atraviesan sus seres queridos. Se dice que el conocimiento es poder. Espero que estos conocimientos resulten útiles y poderosos para las víctimas y sus seres queridos.
Por favor, tenga en cuenta este artículo como una guía general. Algunas recomendaciones pueden ser adecuadas y útiles, mientras que otras pueden no aplicarse a una situación específica. En muchos casos, es posible que se requiera ayuda profesional de naturaleza psicológica o legal.
Dr. Joseph M. Carver,

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Homem tóxico, o "psicopata"

26.01.12

Outro tipo descrito por Bernardo Stamateas no livro ”Gente Tóxica” é o psicopata, também esmuiçado por Ana Beatriz Silva em “Mentes Perigosas”. Crueldade, perversidade, mentira, enganações, manipulação impiedosa, narcisismo, soberba, dissimulação, megalomania, teatralidade, versatilidade e camuflagem social são palavras que se associam a esse tipo muito perigoso, cujas principais vítimas são as pessoas mais sensíveis, bondosas e as solitárias. Esse tipo não se resume ao serial killer -que é o grau máximo de psicopatia - mas engloba também o caloteiro, o estelionatário e pode muito bem estar disfarçado de esposa e mãe dedicada, pai de família, líder corporativo ou religioso. Pode perfeitamente estar escondido em um cargo de poder graças a sua eloquência, encanto, desenvoltura e falta de escrúpulos. Especialistas o comparam a répteis, tamanha sua capacidade de se adaptar e alterar sua forma rapidamente para a posição que lhe for mais vantajosa. Ele mostra uma imagem falsa o tempo todo, que ele mesmo inventa (camuflagem social). Costuma cuidar da aparência em grau exacerbado, pois é incrivelmente egocêntrico e orgulhoso. Não tem culpa nem angústia, não ama ninguém, mente, engana, rouba sem escrúpulos - e não sente absolutamente nada pelo dano que causa. O propósito do psicopata é arruinar a sua vida. Os outros só servem a ele como meros objetos para que ele obtenha suas metas permanentes: resultados financeiros, sexo e poder. Se você é bem sucedido, o psicopata quer manter contato com você para roubar e destruir o que você conseguiu, controlando e manipulando a sua vida e todos os que estão ao seu redor. Quando você lhe diz “não”, ele se lança contra você. “Leva & traz” o tempo todo. Adota máscaras. Sempre se ofende com tudo, pois é ressentido, amargurado e considera-se “intocável”. Costuma ser bastante loquaz (parecendo inteligente), charmoso, sedutor, convincente e muito observador, mas no fundo é superficial, agressivo, teimoso, mau e frio, incapaz de manter laços com qualquer pessoa que não sejam movidos a interesse. Ilógico e sem autocontrole. Antissocial, incapaz de sentir pena ou arrependimento, o psicopata é indiferente às consequências e tenta despertar remorso nos outros. Seus passos são: entrar no seu círculo afetivo íntimo - ir morar com você - prestar atenção a todos os seus movimentos (fingindo interesse por suas opiniões) - influenciar seu estado de ânimo, emoções e ações. Ele simplesmente atua. Carente de empatia, tem necessidade de satisfação imediata. O consolo é que o psicopata se arruina sozinho: não devemos nos preocupar em combatê-lo, apenas em viver o mais longe possível dele. Cada vez que um psicopata entra na nossa vida é porque deixamos e entregamos a ele aquilo que nos pertence, inclusive nossa paz de espírito e nossa vitalidade. Escreva um cartaz bem grande para ele: “Proibido entrar!” Distancie-se de qualquer encontro. Não entre no jogo dele. Trate-o com indiferença: faça como se ele não existisse. E não se detenha para interiorizar-se de absolutamente nada do que ele fizer. Isso não significa ignorá-lo, mas sim erradicá-lo de sua vida. Não lhe dê boas-vindas. http://piperacea.blog.terra.com.br/2009/09/28/gente-toxica-7-o-psicopata/

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Sociopata nasce e morre sociopata

26.01.12

Um sociolata nasce sociopata ou torna-se um? sociopatas não sentem culpa e remorsos, são desprovidos de sentimentos, cujo objectivo é o prazer imediato sem pensar no prejuízo que pode causar aos demais. O não olhar a meios para atingir os fins. São megalómanos, narcisicos e sem freios para os seus impulsos, acham-se os melhores. Essas necessidades urgentes podem ser de dinheiro para cigarros (alguém dá) ou para sexo (alguém dá), independentemente do certo e errado, manipulando pessoas que podem ser um familiar sem recursos ou uma madura sem estima. Depois de conseguido o quer, passa para o próximo objectivo sem se preocupar com as consequências e com quem é envolvido no processo. São vilões mas fazem passar-se por vitimas. Há hereditariedade comprovada, mas ainda não é certo que o meio seja determinante. Há sociopatas filhos únicos de pais narcisistas, ou filhos de famílias numerosas (geralmente o mais novo) sem sensação de afecto da mãe e tendências psicopatas de pai.  Durante a adolescente há um comportamento irresponsável de faltas escolares e muitas vezes de reprovações consecutivas sem que demonstre preocupação com futuro, histórico de agressões, marginalidade. Mesmo quando tem uma habilidade especial (por exemplo para o desporto ou música) não fazem nada para a desenvolverem, até por preguiça, apesar de gostarem que os outros refiram essa característica ao estilo "eu sou bom, mas não faço nada por isso". No trabalho são pessoas que não conseguem manter o lugar, criando conflitos com chefias e colegas, são preguiçosos e tendem a cometer fraudes. As mentiras consecutivas e a irresponsabilidade por não cumprirem horas nem objectivos acabam por ser determinantes. No entanto dizem "eu sou o melhor funcionário, eles é que..." e nos negócios diz-se sempre com pouca sorte com os sócios. Finge que procura trabalho, mas só quer viver às custas de alguém. Por vezes mostram o seu ódio e irritabilidade com o mundo, nomeadamente tribunais, bancos, policia ou políticos. Mostra rebeldia e é vingativo, o oposto das regras sociais. No grupo são muitas vezes vistos como divertidos mas ao mesmo tempo loucos, seres estranhos. Exibicionismo patológico, ser o "mais notado" muitas vezes pelas piores razões. Para os mais desconfiados e experientes, eles são pessoas a manter longe. Não tem verdadeiramente amigos, até porque qualquer relação com eles só existe enquanto for rentável em dinheiro, posição ou outro interesse, mantendo apenas os mais incautos com uma estima baixa que gostam de ser visto como o "amigo de", independente dos prejuízos que a relação lhes causa, até que um dia se vem enredados em situações limites de grandes perdas (financeiras, familiares ou mesmo profissionais). O exemplo do sociopata passa a viver em casa do amigo, limpando o frigorifico, sem dividir qualquer despesa enquanto está num situação temporária que se prolonga indefinidamente. Pelas costas critica os amigos, apelidando-os de burros, sem berço, inábeis ou desonestos. E que tem sorte de o conhecerem e de poderem contar com a sua "amizade", até porque sem ele não são ninguém. Nas relações amorosas é um oportunista, aproveitador de pessoas menos experientes, que ele manipula como bem quer e enquanto quer. Consegue ter relações simultâneas sem sentir remorsos ("eu sou assim"), sempre com a mesma cara de pau, usando as peças conforme as suas necessidades. O sexo não é um objetivo, mas uma forma de mostrar que ganhou o jogo. No entanto mostra se interessar por sexo, falando constantemente sobre o  assunto, tendo comportamentos impróprios que vão desde se despir como apalpar alguém  em público. Gostam de contar as suas conquistas. O sexo é irresponsavel, sempre desprotegido, como uma ruleta russa. Não ama, apenas usa. Tem sentido de posse, conseguindo manter várias pessoas na vida (mulher, ex-mulher, amante, namorada e casos) transformando-as em coisas, que cada vez ficam com uma estima mais baixa, com mais problemas financeiros e familiares, o que enche o superego do psicopata. Adora que sintam ciúmes dele. Se uma ex está com outro, ele não tem ciúmes mas fica furioso por perder o controle da vida dela. Usa a mentira, intriga e passa falsas informações por forma a sair sempre como vitima, conseguindo colocar uns contra os outros, ficando a rir e sentindo-se o melhor, o mais importante e o mais querido por todas. Convence as vitimas que elas necessitam de apoio psiquiátrico, afasta-as de família e amigos para que vivam apenas para o servir. Controla a vida delas, mas não admite ser controlado. Gosta de mostrar que tem facilidades nas situações (as mulheres conquistadas ou uma outra outra qualquer habilidade), demonstrando que não tem culpa por ter esse dom, sem remorsos, mostrando que não sabe o que quer e que apenas é uma vitima dos outros. Próprio de alguém imaturo e infantil. Os sinais que dá são contraditórios, de forma a confundir as pessoas (estilo "não quero uma relação" mas vai ficando, aproveitando-se das vitimas), ao mesmo tempo consegue que todas se sintam as mais importantes e com sorte que ele lhes dê por vezes uma migalha de atenção. Não protege, nem cuida, no entanto exige ser cuidado, geralmente é muito exigente. É ingrato. Capaz de em minutos ir de um extremo ao outro, da risada aos gritos. Adora falar de si e quando ouve o outro tem como objectivo retirar proveito à posteriori das informações que lhe dão. Em relação à família (filhos, irmãos, pais) diz que são importantes, no entanto atua de forma que o contradiz. Na realidade não ama, não sente saudades ou quer cuidar, apenas os trata como peças que lhe podem ser úteis. Gosta de vangloriar dos feitos dos outros, dando a entender que é o responsável, no entanto não sente saudade, afeto, apenas embotamento sentimental. Há agressão verbal e física, que passado pouco tempo já nem se lembra, mas que para as vitimas são situações marcantes. Como não tem sentimentos e nunca demonstra gratidão. Os outros existem para o servir.  Não sente remorsos se os abandonar. Em relação à morte de alguém próximo pode teatralizar tristeza, mas a realidade é que não consegue sentir, nem percebe como os outros deprimem. Usa substancias que o ajudam na desinibição para as suas exibições, tendencialmente a ficar dependente de álcool sem nunca o admitir. Mantém vida boêmia e irresponsável. Complexo de edipo forte. Não faz planos, mas gosta de se fazer de vitima sobre o seu futuro. Desta forma envolve o interlocutor no seu futuro, mostrando que espera que o ajudem. Faz tudo de forma tão subtil que os mais inocentes pensam que se trata de alguém desprendido, o que é exatamente o contrario da realidade. A realidade é que ele pensa   qual das pessoas será usada para seu bem estar. As sociedade deve preocupar-se com as vitimas do sociopata e não com eles. Os tratamentos não são eficazes porque não aceitam que são doentes. A única solução passa por encarceramento em prisão ou ala psiquiátrica. As suas vitimas ficam em situações limites financeira e de saúde, chegando a cometer suicídio, enquanto eles procuram novas vitimas dizendo-se com a consciência tranqüila, mas interiormente sadicamente felizes. Nem todos os sociopatas são serial killers, mas podem tornar-se num. Geralmente são demasiado preguiçosos para planear um crime, mas podem comete-lo num acto de impulsividade (no transito, numa discussão ou em qualquer contrariedade fútil). Se tem um sociopata na sua vida, fuja. Eles não tem cura. Nem os profissionais conseguem, quanto mais alguém envolvido com um ser tão doente e perigoso. Reze para que o sociopata lhe tenha causado o menos estragos na sua vida. Siga o seu caminho, apenas com alguém que seja seu amigo e goste de si. E faça um favor à sociedade e denuncie-os. Dessa forma tentará que outras vidas não se percam desnecessáriamente.

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Psicopata ou resfriado? História na 1a pessoa

26.01.12

A seguir serão os sinais típicos que os sociopatas mostram. cada um deles será a minha experiência e pontos de vista. Eu gostaria de saber se encaixa na definição. Eu não estou à procura de um título, apenas uma resposta. Charme voluvel e Superficial. Posso mudar o jeito de eu falar, agir e me definir, dependendo de quem eu estou por perto. eu não sei como fazer uma conexão ou uma verdadeira amizade baseada em verdadeiras qualidades. Acho que as pessoas estão abaixo de mim. Manipulador - Eu jogo, exploro e abuso verbalmente as pessoas (principalmente mulheres) para o meu próprio divertimento. Eu tendo a explorar as mulheres, porque eu vejo eles como inferiores. Eles são ou alheio, irritante, ou prostitutas. Gosto de escolher as mulheres que são vistos como 'inalcançáveis' para provar a todos (e a mim) que eu possa obter alguma coisa que eu quero. Um relacionamento é sobre como criar e manter uma imagem. Grandioso senso de auto - Eu realmente acredito que sou melhor que 95% das pessoas. Não .... o mais inteligente, melhor, ou mais bem-sucedidos apenas melhor. Mentir patológico - Eu minto sobre merda inútil que me adiante. Eu vou mentir para pintar uma imagem do homem perfeito (para mulheres). Falta de remorso, vergonha ou culpa - Eu nunca senti nenhum desses. Só eu sei que as emoções (em ordem de freqüência) são aborrecimento, raiva e algo semelhante a Tristeza. Minha versão de tristeza é mais provável decepção. Só o tempo eu me sinto triste é quando eu perco o controle. Raso de Emoções - Eu sou incapaz de ter emoções para compartilhar com outras pessoas. Eu não entendo porque as pessoas ficam tristes quando os amigos e a família morre. Eu tive pessoas a morrem em minha vida ... Eu nunca me senti uma ou outra maneira sobre ele. Eu tentei agir como eu me importo, mas tendem a falhar. Eu estou no ponto onde eu apenas manter calma e deixá-los falar. Eu não posso relacionar ou compartilhar com alguém uma emoção. respostas emocionais tendem a fazer-me sentir desconfortável, e fora do lugar. Incapacidade para o Amor - Eu não te amo. Eu aprecio a perseguição, a vitória, e o sentimento de estar acima das mulheres com que eu estou . Gosto de estar no controle. Eu não fico irritado se um ex está com outra pessoa, eu mais ou menos se irrita que alguém tomou o meu controle. Necessidade de estímulo - Eu tenho um desejo de empurrar-me tão próximo quanto possível da morte. Eu sempre dobrar os limites de velocidades, para cima da unidade de 150, enquanto que tecem dentro e fora do tráfego de espessura. Eu não bebo, mas muitas vezes eu posso beber até desmaiar. Eu tenho abusado de drogas desde o meu segundo ano na escola. Eu maneira ida ao mar com ervas daninhas, cocaína e analgésicos. Quando tudo está indo bem na minha vida, me tornar auto-destrutivo que eu possa sentir "dor". Eu também gosto de reconstruir minha vida depois que um dos meus episódios porque lhe dá uma sensação de poder de saber que você pode superar qualquer coisa. Estou muito hostil ... Eu amo muito o confronto. Falta insensibilidade / de empatia - Eu não posso relacionar com outra pessoas sentimentos, não importa a situação. Controles Poor Behavioral Natureza / impulsivo - Estou louca impulsivo. Eu tenho problemas com economizando dinheiro e comprar un coisas necessárias. Eu costumava ser TOC até o ponto onde eu não podia ver televisão sem ter certeza que o quarto inteiro era paralelo, em linha reta e completamente escuros. Eu ainda sou uma Germaphobe, e estou propenso a altos níveis de estresse e ansiedade. Estou muito whimsicle. Entrei para o exército E.U. porque eu não tinha nada melhor para fazer naquele dia. Precocemente os problemas de comportamento Delinquência / Juvenil - Minha primeira data tribunal federal foi no meu aniversário de 16 (15Feb). Fui preso várias vezes e sempre descido. Gosto de me colocar em situações onde posso ser pego simplesmente para que eu possa ser mais esperto que a pessoa me investigando. Eu fui puxado para perto de 30 vezes, e geralmente falam a minha saída do bilhete. Eu tenho total desprezo por todas as leis. Eu navego vida por meus próprios padrões, que são flexíveis em determinadas situações. Unreliability Irresponsabilidade / - Eu odeio manter um emprego por mais de 6 meses. Comportamento sexual promíscuo Infidelidade / - Eu adoraria ter sexo. Eu não pratico sexo seguro. Gosto de sexo selvagem. Sexo é apenas uma maneira de provar que eu sou melhor e ganhar o jogo. Falta de Plano de Vida realistas Lifestyle / Parasitárias - Eu me vejo sendo absurdamente rico, com poder de influência. Versatilidade criminal ou empresarial - Eu mudo quem eu sou para atender minhas necessidades. Acabei de me tornar um reflexo do que você está procurando. Eu tenho uma grande capacidade de ver o que alguém precisa, quer, e os seus piores medos .. Então eu imito essas qualidades. Eu tenho um desejo para qualquer coisa ilegal. Eu amo ficar longe de outras coisas para ficar preso. Normalmente eu blunts luz na frente de policiais e unidade irracionalmente. Eu também tenho vindo a experimentar diversos pontos start ups com o passar dos anos pares. Eu acredito que eu finalmente encontrei algo que vai ficar. Eu sonho grande ... The following will be the typical signs that sociopaths show. Following each will be  my experience and views. I would like to know if I fit the definition. I'm not looking for a title, just an answer.  http://www.experienceproject.com/stories/Am-A-Sociopath/764547 Glibness and Superficial Charm I change the way I speak, act, and define myself depending on who I am around to help me fit in. I do not know how to make a genuine connection or friendship based on true qualities. I find people beneath me and unusually worthless.   Manipulative and Conning - I play, exploit and verbally abuse people (especially women) for my own amusement. I tend to exploit women because I view them as inferior. They are either oblivious, annoying, or ******. I enjoy picking women who are seen as 'unattainable' to prove to everyone (and myself) that I can get anything I want. A relationship is about creating and keeping an image.   Grandiose Sense of Self - I truly believe I am better then 95% of people. Not the smartest, best looking, or most successful.... just better.   Pathological Lying - I lie about pointless **** that will get me ahead. I will lie to paint an image of the perfect guy (for women).   Lack of Remorse, Shame or Guilt - I have never felt any of these. Only emotions I know (in order of frequency) are Annoyance, Anger and something similar to Sadness. My version of sadness is more likely disappointment. Only time I feel sad is when I lose control.   Shallow Emotions - I am unable to share emotions with other people. I do not understand why people are sad when friends and family die. I've had people die in my life... I just never felt one way or another about it. I've tried to act like I care, but I tend to fail. I'm at the point where I just keep quite and let them talk. I can not relate or share an emotion with someone. Emotional responses tend to make me feel uncomfortable, and out of place.   Incapacity for Love - I do not love. I enjoy the chase, the win, and feeling of being above the women I am with. I enjoy being in control. I don't get angry if an ex is with someone else; I more or less get annoyed that someone else has taken my control.   Need for Stimulation - I have a desire to push myself as close to death as possible. I consistently double speeds limits, drive upwards of 150, while weaving in and out of thick traffic. I don't drink often but when I do I drink until I pass out. I have abused drugs since my sophomore year in high school. I gone way over board with weed, cocaine, and pain killers. When everything is going well in my life, I become self destructive so I can feel 'pain'. I also enjoy rebuilding my life after one of my episodes because it gives you a sense of power to know you can overcome anything. I am very hostile... I love confrontation too.   Callousness/Lack of Empathy - I can not relate to another persons feelings, not matter the situation.   Poor Behavioral Controls/Impulsive Nature - I am insanely impulsive.  I have problems with saving money and buying un needed things. I used to be OCD to the point where I couldn't watch TV without making sure the whole room was paralell, straight and perfectly dark. I'm still a germaphobe, and am prone to high levels of stress and anxiety. I'm very very whimsicle. I joined the US Army because I had nothing better to do that day.   Early Behavior Problems/Juvenile Delinquency - My first federal court date was on my 16th birthday (15Feb). I have been arrested several times and have always gotten off. I enjoy putting myself in situations where I can get caught simply so I can outsmart the person investigating me. I have been pulled over close to 30 times, and usually talk my way out of the ticket. I have total disregard for all laws. I navigate life by my own standards which are flexible in certain situations.   Irresponsibility/Unreliability - I hate keeping a job for much more then 6 months.   Promiscuous Sexual Behavior/Infidelity - I love to have sex. I do not practice safe sex. I enjoy rough and kinky sex. Sex is merely a way to prove I am better and have won the game.   Lack of Realistic Life Plan/Parasitic Lifestyle - I see myself being insanely rich, with influential power.   Criminal or Entrepreneurial Versatility - I change who I am to suit my needs. I just make myself a reflection of what you are looking for. I have a great ability to see what someone needs, wants, and their worst fears.. So I mimic those qualities. I have a lust for thing illegal. I love getting away with things others get arrested for. Typically I light blunts in front of cops, and drive irrationally. I also have been trying out several dot com start ups over the last couple years. I believe I have finally found something that will stick. I dream big...

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Sociolata futebol

26.01.12

Sociopatia Um indivíduo em cada vinte cinco pessoas é sociopata. Isso significa que , estatisticamente falando, você interage com sociopatas o tempo todo. A maioria deles não são  homicidas, nem "Serial Killers", mas apresentam um potencial danoso enorme para o equilíbrio social. Recentemente ficamos chocados com um crime que ocorreu no meio futebolístico. Em entrevista, o principal suspeito declarou,  a uma revista de circulação nacional, a seguinte frase " Eu tenho a consciência tranquila." A sociedade se baseia em regras de boa convivência, respeito aos direitos coletivos, preservação das normas, comportamento responsável, cumprimento de obrigações pessoais e familiares. Esses indivíduos sociopatas descumprem esse código de conduta repetidamente e não sentem culpa por fazê-lo. Os sociopatas são desprovidos de consciência. A consciência só pode ser tranquila neste caso citado se for inexistente. Pessoas normais sentem culpa ( até de coisas pelas quais  não são responsáveis). Os sociopatas não sentem culpa, sabem o que estão fazendo( por isso, são imputáveis pelos crimes) , predam o mundo, buscando sempre os seus benefícios em detrimento dos outros, "eliminando", em maior ou menor grau, qualquer obstáculo. As pessoas desavisadas acreditam que todos são essencialmente confiáveis. Por não investigarem acuradamente o comportamento dos outros, caem em armadilhas perigosas. São exploradas, iludidas, torturadas, logradas, sugadas, assassinadas, esquartejadas, pagando um preço alto. http://www.marcosrferreira.com/ As condições que nos levam a pensar em sociopatia incluem: envolvimento repetitivo com delitos, mentiras, uso e abuso de substâncias entorpecentes, "vida boêmia e irresponsável", "autovitimização", desmotivação para o trabalho( o que se confunde com depressão), envolvimento com amizades ligadas à contravenção. Cabe a todos ficarem atentos para não caírem na armadilha nefasta da sociopatia que domina os nossos tempos. "Quando os bons se omitem, uma minoria peçonhenta triunfa." Eu recomendo que  vocês comprem essa revista de circulação nacional e leiam a reportagem.Não poderia haver uma melhor descrição do cotidiano comportamental de um sociopata, nem mesmo em livros de psicopatologia psiquiátrica. Os sociopatas falam sem o menor sinal de emoção. Quando perguntado sobre a vítima, o suspeito resignou-se a dizer que "ainda ia rir muito disso tudo"( divulgado na televisão, mas não na revista).Vamos aos pontos altos , em trechos selecionados da revista. ..." Era uma orgia só", "uma p...", " rezo para que a E apareça."( bonzinho), " Vou brigar pela guarda"( pai amoroso, snif, snif, quase me emociono), "Ela disse que tinha gente atrás dela"( distorção da história, aproveitando para jogar a culpa em alguém)... Quando entrou em contradição( mentiras demais), simplesmente emendou a história... " É que quando...", ou preferiu não responder ..." Não sei dizer o dia". " Quem tem que provar o que está dizendo é quem está me acusando"...( isso mesmo, ou você se entregaria, sabichão?). Não podemos minimizar a origem desses "craques". O fato de serem bem-sucedidos no futebol não vai modificá-los na sua essência. Vai  apenas intensificar os traços sociopáticos. Como diz o velho ditado, " um tolo e muito dinheiro fazem uma grande bagunça". E a bagunça alimentada por dinheiro, fama, orgias, ostentação, exibicionismo, vai crescer até chegar ao crime. Outros craques oriundos de favelas tomadas por traficantes já protagonizaram comportamentos sociopáticos.  Nas palavras de um outro atacante, cujos "amigos " são traficantes, " Não vou deixar as minhas raizes."( isso mesmo, não vai, está nos seus genes, na sua essência mental). Quando são flagrados, inventam histórias absurdas, sempre na tentativa de passarem por vítimas ou bonzinhos. Não é dinheiro para o tráfico, é para "cestas básicas".( snif, snif, quase me emociono). E assim seguem, porque são sociopatas. E sociopatas  são irrecuperáveis. Lugar de sociopata é trancafiado numa cadeia, longe da convivência humana. Só assim estaremos seguros.

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Relações psicopáticas

25.01.12

RELAÇÕES (RALAÇÕES) PSICOPÁTICAS 

Ele é meu, sai do meu caminho.

Não saio porque ele é meu.

Ah sim? Pois eu vou até às últimas consequências!

Então vai, se isso te dá prazer! Mas eu vou ainda mais longe.

Ele é meu, toma lá este ácido na fuça.

É meu, toma lá este tiro na cabeça.

Não é teu, é meu…

Enquanto as duas doidas disputam a quem ele “pertence”, ele vai aproveitando para procurar outras ainda para que haja mais e mais taradas a “lutar por ele” e é aí que esse psicopata vai buscar inspiração para obter a satisfação sexual por saber que “é desejado e cobiçado” por muitas e muitas desequilibradas obcecadas que não têm auto-estima nem carácter.

http://comunidade.sol.pt/blogs/marilulu/archive/2010/03/24/RELA_C700D500_ES-_2800_RALA_C700D500_ES_2900_-PSICOP_C100_TICAS.aspx

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El complementario y su psicópata por Hugo R. Marietán

25.01.12

El complementario y su psicópata por Hugo R. Marietán "Uno son el torturador y el torturado. El torturador se equivoca, porque cree no participar en el sufrimiento; el torturado se equivoca, porque cree no participar en la culpa." Schopenhauer Una manera de ser Este tema está abordado desde el punto de vista clínico, por lo tanto, acentuaremos lo descriptivo. La psicopatía es una manera de ser, es una personalidad, una variante de los tipos humanos. No es una enfermedad, sino una manera de ser atípica, infrecuente y estridente, por su patrón conductual que desentona, en ocasiones, con el patrón general de conducta de la comunidad. El psicópata es una persona que tiene un comportamiento distinto porque tiene necesidades distintas que satisfacer. Por eso hace un uso particular de la libertad, crea códigos propios, repite patrones conductuales y tiene necesidades de estímulos intensos. Todo esto analizado desde una persona común que ve al psicópata como a alguien que está, en algunos aspectos de su conducta, desadaptado. El psicópata no tiene un tipo de conducta psicopática en el cien por ciento de su accionar, se muestra psicopáticamente en determinado tipo de relaciones. Otra característica básica es la cosificación, que implica quitarle al otro los atributos que lo valoran como persona, es decir, desjerarquizarlo para considerarlo un objeto y, desde esta maniobra psicológica, poder manipularlo. Finalmente, en el acto psicopático grave, el psicópata comete una acción de tal magnitud que ese solo hecho lo describe. Modos de relación del psicópata El psicópata tiene, al menos, tres modos de relacionarse psicopáticamente con el otro. El asociativo: es cuando un psicópata entra en relación con otro psicópata. Este tipo de asociación se da cuando el proyecto que debe realizar lo supera ampliamente como individuo. La relación es tensa y el equilibrio se mantiene mientras persista el objetivo. Hay que recordar que estamos hablando de personas altamente narcisistas, egocéntricas; en consecuencia, el apego que puedan tener sólo lo justifica el objetivo. El segundo modo de relacionarse con el otro es el tangencial, es decir, cuando el psicópata se encuentra con la víctima ocasional; cuando ejerce su psicopatía en función de una acción de tipo delictiva, una violación, una estafa, por ejemplo. Es un encuentro ‘puntual’. Otro modo de relacionarse es el complementario: cuando el psicópata encuentra su complementario, o el complementario encuentra su psicópata. La relación es de doble vía y está lejos del preconcepto víctima-victimario; ambos participan activamente para mantener el vínculo. Considero que la persona que logra permanecer junto a un psicópata, no es otro psicópata, como habitualmente se entiende. Yo creo que el que más chance tiene de relacionarse y permanecer con un psicópata, es un neurótico. Estas relaciones son metaestables, se mantienen, pero con explosiones y desequilibrios a lo largo de todo su desarrollo. El complementario Insisto en aclarar lo descriptivo de esta exposición, que es extracto de mi experiencia con tratamientos de complementarios que conviven con psicópatas. Se observa que se forma un circuito psicopático persistente; y pienso que ningún sistema permanece si no cubre una necesidad. El tipo de necesidad que satisface el complementario con el psicópata, o el tipo de anclaje que hace que esa relación se mantenga, no tiene su base en la lógica, sino en lo irracional. Cuando se atiende a estas personas lo primero que florece en el discurso es la queja. El complementario utiliza el escenario de la relación terapeuta-paciente para transmitir su queja. No son quejas comunes, son quejas sobre humillaciones, descalificaciones, incluso agresiones físicas. La forma de presentar la queja varía desde la justificación ("Yo lo provoqué"), la minimización ("Me golpeó, pero no es nada"), el detallismo (el detenerse morosamente en describir cada acción), hasta la búsqueda de conmiseración ("¡Cómo me hace sufrir!, ¿verdad?"). El disfrute secreto Desde la lógica común, uno se pregunta ¿qué hace esta persona con este psicópata? ¿Qué beneficios saca para continuar en esta relación? Razonando con parámetros lógicos comunes, no se comprende la permanencia de esa pareja. Aún si se analizan con el complementario las circunstancias que llevaron a hechos agresivos, y la manera de prevenirlos, éstos se repiten. Con esto quiero decir que el hacer razonar, el esclarecimiento del porqué suceden las cosas, en este caso, no sirve, porque el anclaje está en lo irracional. El complementario muchas veces da la impresión de que se relaciona con el psicópata a través de la angustia, o sea que, siguiendo esta premisa, el anclaje sería displacentero. Pero, después de ver a muchos de estos pacientes complementarios, yo pienso que el anclaje es el disfrute, pero no el disfrute del sufrimiento. Es un disfrute inefable y donde el sufrimiento es un efecto secundario de ese disfrute. La persona complementaria nos trae la queja, nos muestra el ‘precio’ del goce, nos muestra el "chichón"3. Este tipo de disfrute es secreto, en el sentido de que suele ser desconocido (conscientemente) para el complementario, y a veces también para el psicópata. Pero hay algo allí que los une; tal vez en la ‘animalidad’, en lo irracional, haya un goce. En ocasiones, por el discurso que tienen los complementarios, suelen relacionarlo con algún tipo de disfrute especial, con el sexo por ejemplo; pero eso no consigue justificar el pagar el precio de las humillaciones, las descalificaciones, la baja de la autoestima, el ‘deterioro’ de su ‘persona’. Algunos logran captar que con el psicópata pudieron desinhibir sus represiones; logran realizar lo prohibido. Inmodificables Otra característica del psicópata que se debe tener en cuenta es su impermeabilidad a las modificaciones. El psicópata es una persona que puede tolerar mucha presión, puede aguantar castigos, y aún así mantenerse en una posición. Esto obliga al complementario a doblegarse, porque la posición del otro es irreductible; lo pone en la opción de: "es esto o nada"; "tómalo o déjalo... si puedes". El complementario termina luchando, no contra el psicópata, que es inmodificable, sino contra sí mismo, contra su conciencia del propio valor. Y se obliga a doblegarse. Este obligarse a hacer, en el que ve menoscabada su persona, es altamente doloroso. Pero es mayor el sufrimiento que provoca la no presencia del psicópata, esto hace que el complementario pague la factura y continúe con la relación. La regla de oro que mantiene este vínculo es la formula: "con él estoy mal, pero sin él estoy peor". Entre ‘mal’ y ‘peor’, está el disfrute. Códigos propios Si se conversa en profundidad con estas personas, se verá que entre el psicópata y su complementario se establecen códigos propios, señas, gestos, que hacen que modifique la conducta del otro. Una paciente me decía: "mi padre me mira de ‘esa forma’ y yo ya sé lo que debo hacer". Otra paciente decía: "yo lo seguía por detrás, no quería que estuviera a su lado para no comprometerse; sin embargo, por su forma de caminar yo sabía si tenía que pararme o si tenía que estar a un costado o donde sea". Autoestima socavada El complementario tiene la autoestima socavada. Uso el término "socavada" porque la erosión que hace el psicópata sobre el complementario no suele ser una acción grotesca y brutal, sino que, al contrario, puede ser muy por debajo y sutil; va descalificando, desmereciendo, creándole inseguridades (es un juego de un "premio y tres castigos", en donde no se sabe cuando llega el premio y cuando el castigo, ni por qué) hasta que la autoestima del complementario termina socavada. Decía una consultante: "Yo antes no era así de insegura. Tenía trabajo, proyectos, iniciativa; me manejaba sola. Ahora necesito preguntar todo, hasta las pavadas. Él, a todos mis planes y posturas, le encontraba un pero, un motivo de crítica, un lado negativo. No era agresivo, me hacía razonar, y al final terminaba adoptando su criterio y pensando que mi forma de encarar las cosas era la de una tonta". El psicópata no se pasa pensando qué hacer para que el complementario haga tal cosa o tal otra, o qué hacer para descalificarlo y bajar su autoestima. Ni se lo plantea; no es un estratega ni un diseñador de conductas. Es como es. Le sale espontáneamente ese tipo de conducta que finalmente termina haciendo sentir desvalorizado al complementario. Asimetría intolerable Se establece una marcada asimetría en cuanto a la consideración del otro. El psicópata ve al otro como una cosa de su pertenencia, a su disposición y sin necesidad de una lógica que fundamente esta postura. Debe ser así y punto. El complementario se considera a sí mismo y a su pareja, como persona. No sabe que está con un psicópata. Pueden parecerle raras algunas conductas, pero no puede salir fuera del sistema para evaluar y concluir: "es un psicópata". Por considerarlo un igual es que hace el razonamiento equivocado: "no entiendo por qué hizo esto, yo en su lugar...". Y sufre pensando en un error o esperando una disculpa; quiere ser considerado por el psicópata como una persona, lo cual es una ilusión, algo imposible de lograr. No se puede comprender, empáticamente, la mente de un psicópata. Contacto cero ¿Cuál es nuestro rol, como terapeutas, en este tipo de relaciones? Cuando el anclaje es fuerte no se puede hacer nada. Cuando se rompe el vínculo generalmente es porque el psicópata deja a su pareja, siendo ésta la posibilidad que tiene el complementario de salir del sistema. Del lo contrario es muy difícil. La otra forma es cuando el hartazgo es muy fuerte en el complementario, o sea que el sufrimiento supera ampliamente a los beneficios que obtiene de su psicópata. Aquí es cuando el complementario pide ayuda. La intervención del terapeuta en este caso, al ser un tipo de relación atípica, debe ser también atípica. No se puede tratar de manera estándar un vínculo que no lo es. La regla básica cuando se quiere mantener la separación entre un psicópata y un complementario es el "contacto cero", dado que el anclaje es irracional y apenas se avistan se vuelve a rearmar el circuito psicopático. El terapeuta debe ser creativo y ocupar un papel más activo que el standard para ampliar las posibilidades del complementario. El límite de las palabras Ni las palabras, ni las argumentaciones, sirven, ya que el psicópata es buen manejador de las palabras, un mentiroso, y suele ser muy convincente, sobre todo con alguien que desea fuertemente ser convencido, como es el complementario. Algunas indicaciones que pueden dar resultados son: hacer docencia, que la persona logre entender las características del psicópata; levantar la autoestima, lograr el contacto cero, fortificar lo afectivo con antidepresivos y ansiolíticos (separarse del psicópata produce algo paradójico: alivio y muchísima angustia a la vez). La manipulación por el agobio Si el complementario trata de salir del circuito psicopático, como "la cosa" le pertenece al psicópata, éste la persigue psicopáticamente. Por ejemplo, contaba una consultante: "Iba al trabajo y al mirar por la ventana, lo veía en la calle; trataba de hacer una ‘salida’ nocturna y en el mismo lugar ‘aparecía’ él; o al llegar a la madrugada lo encontraba en la puerta esperándome". El temor a encontrárselo en cualquier parte, a cualquier hora, terminó confinándola en su casa, y aún así la atormentaba por teléfono y con cartas. Es un agobio y presión de tal naturaleza, que genera mucha angustia, por lo cual se utilizan recursos que fueron motivo de charlas anteriores.

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Sociopata e sexualidade

25.01.12
UMA PÁGINA EM BRANCO NO SEXO (Sexualidade e sociopatia)

 

(Esse é uma série de traduções de textos publicados no blog de um sociopata declarado, que trata esse distúrbio da personalidade de forma impressionante)
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/2885921
SEXUALIDADE E SOCIOPATIA

“Sociopatia é um transtorno da personalidade. Somos manipuladores excepcionais, muito flexíveis em nosso caráter e personalidade. Não temos uma rígidez na auto-imagem ou visão de mundo, não observamos as normas sociais, nem temos "bússola' moral, devido a uma frágil definição do certo e do errado. Nós também podemos ser mutantes (como camalões), de fala mansa e encantadora.

Nós podemos nos tornar seu companheiro ideal, em pouco tempo e não temos uma posição padrão estabelecido em nada. Isto se estende, pelo menos em algum grau, a nossa sexualidade.

O manual original diagnóstico e estatístico (DSM), lançado em 1952, lista a homossexualidade como um distúrbio da personalidade sociopática. A conexão entre os dois foi posteriormente removida devido a protestos da comunidade gay por ser a homossexualidade equiparada a sociopatia.

Muitos têm comentado que os sociopatas parecem não ter nenhuma identidade sexual específica, que até o termo bissexual é enganador, pois implica em algum tipo de preferência, quando, na verdade,  "a igualdade de oportunidades" é um rótulo mais apropriado.

Na verdade, o sociopata parece ser o bonobo (tipo de Chipanzé, onde a fémea usa a sexualidade para dominar o macho) do mundo humano que pratica o sexo casual, frequente e utilitário e que faz uma pessoa com objetivo definido na sua busca pela dominação e pelo poder, que não sente a necessidade de discriminar de acordo com o gênero. (significa transar com homem, mulher, jovem, bonito, feio, velho, gordo, branco, negro, rico ou pobre. Para o sociopata tanto faz, desde que o sexo sirva para atingir seus objetivos)

Vemos exemplos de ficção do sociopata "bissexual" como talentoso Mr. Ripley, o Coringa de Batman (dependendo de quem escreve), e exemplos da vida real com Leopold e Loeb e outros listados aqui. Se eu tivesse que especular sobre as celebridades atuais, eu incluiria também a Angelina Jolie, Tom Cruise, e Lindsay Lohan, que apesar do narcisismo poderia aplicar-se igualmente bem para essas pessoas
.
Eu estava pensando sobre tudo isso ao ler um artigo sobre predileções sexuais de Sir Laurence Olivier. Embora casado três vezes, ele aparentemente também tinha muitos interesses masculinos, um dos seus parceiros ele explicou da seguinte forma:

"Ele é como uma página em branco e ele vai ser o que você quer que ele seja. Ele está esperando que você lhe dê uma sugestão, e então ele vai tentar ser essa tipo de pessoa."

Talvez Larry não fosse um sociopata, talvez ele fosse, mas ele compartilhou com os sociopatas: a característica da opção sexual é um poder do ser humano e bem ilustra bem como isso pode jogado fora com uma identidade sexual.

Em qualquer caso, a lição aprendida aqui é não ser só um sociopata, potencialmente, mas fazer-se um grande ator dramático e dá um novo significado para a consolação de idade, "há muitos peixes no mar."”

(os textos entre aspas são notas desse tradutor)

Tradução livre do original publicado em:

http://www.sociopathworld.com/2009/05/sexuality-and-sociopathy.html

O texto acima foi escrito por um sociopata declarado, mas ele usa toda essa conversa apenas para dizer que sexualmente o sociopata é como uma folha em branco que será escrita de acordo com o pedido do “freguês”.

Se uma mulher sociopata desejar alguma coisa de um homem, ela vai usar a sexualidade e vai transar com esse homem independente de quem e como ele seja; se, por outro lado ela quiser alguma coisa de uma mulher, ela vai transar com essa mulher, independente de como ela seja (bonita, feia, branca, negra, nova velha, magra ou gorda), assim o mesmo ocorre se o sociopata for homem fará a mesma coisa, é um “coringa” que jogará em qualquer posição para atingir seu objetivo de dominio e poder.

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Casos sociopata. O amante do Mossad.

25.01.12
Maria Aparecida Lima da Silva, chamada por todos de Cida, estava tão concentrada na tela do computador, numa tarde de agosto de 2005, que nem se dava conta do burburinho na sala que dividia com outros dezenove funcionários do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Vestindo um tailleur elegante e sapatos de salto alto, ela teclava com rapidez e um sorriso estampado na face. Por volta das quatro da tarde, as colegas da seção de multimídia a chamaram para o lanche. No caminho para a copa, ela puxou para um canto a amiga Diani Lima, com quem trabalhava havia dezessete anos, e fez uma confidência: "Conheci um judeu na internet. Ele é tão inteligente, tão educado, que nem quero falar muito para não dar azar."

Meses antes, Cida se inscrevera numa agência de namoros e também começara a freqüentar salas de bate-papo da internet. Chegou a se encontrar com dois rapazes com quem trocara mensagens, mas não houve empatia. Ao contrário de boa parte dos usuários desse serviço on-line, ela se apresentava como era de fato: morena, 35 anos, 1,61 metro de altura, 60 quilos, funcionária pública, independente, em busca de relacionamento sério.

Cida morava com os pais, mas mantinha uma quitinete num prédio com academia e piscina, que usava esporadicamente. Saía nos fins de semana com as amigas, nunca perdia um aniversário e, segundo elas, levava sempre o presente mais caro. Pagava as prestações do apartamento, dirigia um carro novo e conseguia economizar parte do salário de 13 mil reais. Os amigos e a família a descrevem como sensata, organizada, metódica e séria.

Mas Cida tinha um problema. Desde que a irmã mais nova anunciara o noivado, ela havia se atribuído a missão de encontrar, ela também, um marido. Seu último romance terminara cinco anos antes - e terminara mal. O rapaz, colega de repartição, nunca assumira o namoro em público, e justificou a ruptura dizendo a Cida que ela era "velha demais". A moça emagreceu 10 quilos, consultou-se com um psiquiatra e passou a tomar remédios de tarja preta. Às amigas, dizia que o que lhe faltava na vida era "um grande amor".

Muito atenta à aparência, Cida compensava a ausência de beleza investindo no guarda-roupa e na malhação. Comprava sapatos e bolsas de grife, preferia tons escuros e gastava com jóias discretas. Três vezes por semana, os cabelos encaracolados e tingidos de castanho eram domados por escovas e alisamentos. Seus olhos escuros, emoldurados por sobrancelhas bem finas, definidas à pinça, eram sempre circundados a lápis. Fissurada em dietas, procurava manter o peso com aulas de Jump Fit, nas quais se repete uma coreografia dando pulos sobre uma cama elástica.

O judeu da internet de quem Cida falou à amiga se chamava Youssef. Havia algo de misterioso nele. Com 34 anos, media 1,82 metro, tinha porte atlético, boca carnuda e sobrancelhas grossas, permanentemente franzidas - o que configurava um semblante másculo, preocupado e, talvez, atormentado. Era polido e não falava de familiares, de amigos nem de colegas. Nas mensagens, queixava-se de tristeza e solidão.

Youssef contou um dia a Cida que era agente de carreira do Mossad (Instituto de Informação e Operações Especiais), o temido serviço secreto israelense. Sua função, disse, envolvia espionagem e ações antiterroristas. Estava lotado como funcionário burocrático na Embaixada de Israel e viajava com freqüência para Tel-Aviv, onde fica a sede da organização. Para uma mulher na faixa dos 35 anos e sem namorado, que ainda dormia no quarto de adolescência e era a única solteira entre as amigas, Youssef era o protótipo do príncipe encantado.

Cida deixou escapar detalhes sobre a correspondência virtual com Youssef, sem jamais mencionar o seu nome. Ele lhe escrevia sobre seus hobbies - mergulho e futebol -, filmes recentes, lugares visitados, a solidão imposta pela profissão, o judaísmo e o conflito palestino-israelense. Cida disse a colegas que pretendia se matricular num curso de hebraico: estava fascinada pela religião do "novo amigo".

Num dos bate-papos, Cida, que já sabia que Youssef dirigia um carro importado vermelho, quis saber mais. "Onde você mora?", perguntou. "Numa 200 da Asa Sul", respondeu o agente. Era uma informação tão etérea quanto saber que alguém vive em Uberaba: em Brasília, há dezesseis quadras 200, cada uma com pelo menos dez edifícios, e esses com, no mínimo, 48 apartamentos. "Ela percorreu quadra por quadra para descobrir onde ele morava", contou-me Inácia Lino, comadre e amiga de trabalho de Cida, na sua sala no Superior Tribunal de Justiça.

Como é de praxe em contatos pela internet, depois de várias conversas Cida e Youssef marcaram um encontro. Gostaram um do outro. A imprudência interferiu: logo na primeira noite juntos, ela engravidou. Cida não contou a ninguém. Só um ano depois falou sobre o assunto com a amiga Diani Lima. Aos três meses de gestação, a pedido de Youssef, fez um aborto. "Quando Cida contou, ele perguntou se ela queria criar o filho sem pai, já que o trabalho dele era perigosíssimo, que iria morrer, era perseguido", disse Diani. O casal comprou um remédio abortivo e foi para a quitinete dela. Cida passou mal e teve de ser internada em um hospital, durante uma noite, para fazer curetagem. À mãe, ela disse que dormira na casa de uma amiga.

Fora o segundo baque de Cida. Quando percorrera obstinadamente as quadras 200 da Asa Sul, ela conseguira achar o apartamento de Youssef. Ao assuntar com um vizinho, descobriu que ele era casado e tinha dois filhos. Confrontado, o espião contou sua história: chamava-se Kleber Ferraz, estava casado há treze anos com uma namorada da juventude, a professora Ana Paula Ottoni, e tinha filhos de 10 e 8 anos. Não tinham vida conjugal há bastante tempo, disse ele: aturava a mulher pelo bem-estar das crianças. Para se proteger, seria prudente Cida não saber de mais detalhes da vida dele. Com a pressão e os riscos da profissão de agente secreto, ela logo seria investigada. A moça compreendeu as razões do agente do Mossad.

Familiares e amigos notaram mudanças em seu comportamento. Ela deixara de ir ao cabeleireiro, vestia-se com jeans e camisa desleixada, e pedia atestados médicos para justificar as faltas no trabalho, o que era inédito na sua carreira. O celular, que quase não tocava, agora soava a cada dez minutos. No horário do expediente, Cida passava longos períodos plugada na internet. Quando a chamavam para sair, dizia que já tinha programa com um amigo. Nas férias, contou que viajaria a Fernando de Noronha com "uma pessoa". Na volta, Inácia Lino estranhou quando Cida reclamou que, na ilha, uma Coca-Cola custava "absurdos" 5 reais. "Ela, que jamais pão-durava nada, me deixou muito surpresa", contou a comadre.

Tempos depois, um vendedor de uma concessionária de carros importados telefonou para o tribunal, atrás de Cida. Os colegas comemoraram a compra do modelo de luxo, um Chrysler preto avaliado em 60 mil reais. "Não, eu tirei no meu nome, mas é para um amigo", ela comentou.

Em casa, Cida se mostrava cada vez mais triste. Sua mãe, Maria do Socorro, imaginou que ela estivesse com dificuldades para quitar as prestações da quitinete. Sabia que a filha vendera seu Fiesta novo e havia financiado a compra de um Gol, bem mais barato, sem qualquer opcional de fábrica. Disse à filha que venderia seu carro e lhe daria 30 mil reais para acertar o negócio da quitinete. Surgiu então uma explicação. "Ela disse que estava comprando um apartamento maior, de dois quartos, e por isso minha mãe nem pensou duas vezes em lhe dar o dinheiro", contou-me o irmão de Cida, Marcelo Lima da Silva, sentado na área de alimentação da faculdade em que ele cursa direito, em Brasília.

Espantosamente, Cida passou a freqüentar a casa de Youssef-Kleber. Foi a própria mulher dele, Ana Paula, quem explicou o motivo, nos autos de um processo que corre na Justiça brasiliense: "Ele me perguntou se podia levar uma amiga do trabalho que era muito depressiva e não tinha amigos." Cida passou a ir aos aniversários, almoços dominicais e a levar os filhos do amante e de Ana Paula para passear.

Na mesma época em que Cida relaxou nos cuidados com a aparência e se endividou, a estudante Franciana Xavier, a filha de um fazendeiro de Minas Gerais, entrou no bate-papo Namoro Sério, do portal Terra. Estava à procura de Youssef. Sua massagista lhe contara ter passado a noite conversando com um judeu interessante que usava esse nick, esse apelido internético. Franciana, de 24 anos, logo o encontrou on-line, puxou papo e ele respondeu. No mesmo dia, Youssef sugeriu que fossem a um bar e ela aceitou.

Buscou-a em casa bem vestido e perfumado, dirigindo um Chrysler escuro. Contou que era agente do Mossad e falou das missões, dos riscos, das aventuras por que passara. Começaram a namorar. Iam a restaurantes, cinemas e teatros, mas só durante a semana. Da tarde de sexta-feira até a noite de sábado, Youssef desaparecia, explicando que respeitava o Shabat, o dia sagrado judaico. "Ele nunca me deixou pagar nada", contou Franciana.

Depois de três meses de romance, o agente israelense (que havia dito a Franciana que "Kleber" era o equivalente português de Youssef) pediu a jovem em casamento. "Minha família ficou louca, alucinada por ele", ela disse. Kleber a enternecia por ser, como afirmou, "melancólico, muito triste, sempre chorar muito". Ela tinha a impressão de que o namorado sofria por "ter passado por tantas missões, visto tanta gente morrer, que havia ficado muito deprimido". Ele falava freqüentemente em se matar.

Um fim de tarde, depois do expediente, Cida procurou a amiga Diani Lima para conversar. Pela primeira vez, abriu a intimidade. Disse-lhe que estava preocupada com as dívidas enormes que fizera em função de seu caso amoroso. Contou que o namorado trabalhava com pessoas perigosas em Israel, que estava tentando deixar o serviço e ela o ajudava, mas ele era perseguido. "Cida falou que tinha comprado o carro importado para que ele o desse de entrada no pagamento de uma dívida, mas que ele estava era usando o carro", disse-me Diani. Também revelou à amiga que ele era casado, tinha filhos, mas que, por causa da religião, era obrigado a viver com a mulher.

Os extratos bancários de Cida mostram um incremento da movimentação financeira entre 2005 e 2007. Há saques em dinheiro de 12 mil reais, compensação de cheques de 27 mil e pagamentos de 29 mil reais. Ela havia feito outros dois empréstimos, descontados em folha, que abocanhavam 40% de seu salário. Também comprara uma televisão de plasma, no valor de 8 mil reais, que foi entregue na casa do amante. Sua família encontrou um recibo, no valor de 11 mil reais, do pagamento de mensalidades atrasadas da escola dos filhos de Kleber e Ana Paula. À amiga Diani, Cida contou que pagava até as compras de mês do casal. "Era uma situação tão surreal que só alguém que estivesse muito abalada emocionalmente, praticamente fora de si, toparia se sujeitar", disse-me o irmão dela, Marcelo.

Certa vez, sem ninguém por perto, Cida mostrou a Diani uma mensagem de celular mandada pelo espião israelense: "Por que você não me atende? Não vê que está me magoando? Eu te amo", escreveu o amante. "Está vendo como é difícil terminar com ele?", perguntou Cida à amiga.

Dias depois, Cida contou-lhe que havia vendido a quitinete em segredo, para pagar dívidas. E pior: havia descoberto que Kleber estava saindo com uma menina mais nova. Diani ouviu o relato, estupefata. "Eu disse a ela que o sujeito estava dando um golpe, que ela tinha que ir à polícia, que não era possível essa história de agente secreto", lembrou a amiga, em sua sala no Superior Tribunal de Justiça. A partir do alerta, Cida passou a evitá-la. "Ela tinha medo de falar o nome dele, achava que estava sendo monitorada, que ia colocar todo mundo em risco", disse-me. "Repetia que ele falava o tempo inteiro em se matar porque corria risco de vida. Parecia aterrorizada."

Uma mulher ligou para Franciana e, sem se identificar, contou que o namorado dela era casado e tinha dois filhos. Pressionado a dar uma explicação, Kleber disse à noiva que se tratava de uma investigação de seu trabalho, que a estavam testando para ver se ela estava "apta" a namorá-lo. Depois, admitiu a verdade, com o mesmo argumento que usara com Cida: o casamento era de conveniência. Kleber chegou a levar sua mãe à casa de Franciana para corroborar a história. A voz anônima do outro lado da linha era a de Cida.

Franciana terminou o namoro. Um mês depois voltou atrás: Kleber prometera que se divorciaria. "Divórcio de judeu é mais complicado", ele explicou, ao longo de meses. Recém-desligada de um emprego, Franciana recebeu uma indenização. O noivo sugeriu que depositasse o dinheiro na conta dele, para dar como entrada em um apartamento para o casal. "Os israelenses estão demorando para mandar o dinheiro das missões passadas", justificou Kleber. A noiva preferiu esperar o "dinheiro de Israel", conforme deixou registrado em seu depoimento à Justiça.

Dias depois do telefonema anônimo, Kleber, Franciana e a irmã estavam dentro do carro, no estacionamento do prédio dela. Uma mulher bateu no vidro do motorista, encarou Kleber nos olhos e se afastou sem falar nada. Franciana perguntou de quem se tratava. Ele respondeu que não tinha idéia. Era Cida.

Ela emagrecera 15 quilos. "A gente ia abraçá-la e dava para contar todas as costelas", disse-me a comadre Inácia. Não comia, tomava soporíferos, mas não conseguia dormir, faltava ao trabalho e se afastara totalmente dos amigos. Alugou uma suíte no hotel Kubitschek Plaza. Ali, ingeriu 180 compridos de ácido fólico e oito do ansiolítico Frontal. No dia seguinte, amanheceu coberta de vômito, com uma dor de cabeça alucinante, arrasada.

Sem mencionar a tentativa de suicídio, ela disse aos pais que estava deprimida e se internaria numa clínica. Cida disse à médica que a atendeu, Maria Mercedes Barbosa, que tomara os comprimidos depois de uma discussão com o namorado. Para a médica, ela era "uma paciente que se desestabilizava frente a estresses emocionais". Foi enquadrada na sigla CID-10 F33, que significa Transtorno Depressivo Recorrente.

A primeira vez que a família de Cida viu Kleber Ferraz, ela ainda estava internada. Ele foi buscar uma muda de roupa para ela e "ficou olhando para baixo, não quis entrar em casa, achamos que se tratava de um amigo", lembrou o irmão Marcelo. Quinze dias depois, Cida abandonou o tratamento. Na saída da clínica, foi Kleber quem assinou o termo de responsabilidade sobre a paciente.

Dois anos antes de conhecer Cida, Youssef já freqüentava as salas de encontros da internet. Sônia de Fátima Ferreira, então com 43 anos, divorciada, sem filhos, ficou encantada com o "judeu" com quem trocava mensagens on-line. Rapidamente viraram namorados. O agente do Mossad dormia na casa de Sônia três vezes por semana, mas nunca aos sábados e domingos, quando se recolhia "por ser judeu". Funcionária graduada da Câmara dos Deputados, Sônia tinha um salário de 20 mil reais.

Com tempo de sobra entre uma missão secreta e outra, ele convenceu a namorada a investir em postos de gasolina, que ficariam sob sua gerência. Sônia fez empréstimos e vendeu a casa no valor de 350 mil reais para arrendar três postos. O irmão de Sônia, o arquiteto Dagoberto Justiniano Ferreira, entrou na sociedade. Kleber empregou o padrasto em um dos postos. Sonia comprou quatro carros: um Xsara, uma Saveiro, um Honda Civic e um jipe. Todos eram usados pelo namorado.

Sônia descobriu então ter câncer. A metástase alcançou com rapidez a coluna, o fígado e os pulmões. Pelos cálculos do irmão, mesmo debilitada, Sônia se endividou em quase 600 mil reais ao longo de um ano e meio - para dar presentes e satisfazer os desejos do namorado. Kleber apresentou Sônia à mãe dele, que imediatamente lhe pediu uma geladeira nova. E foi atendida.

Kleber e Sônia, no entanto, se separaram com estrondo. Em uma ocorrência policial, registrada na 20ª Delegacia de Polícia de Brasília, ela deu queixa de apropriação indébita contra ele. Segundo o depoimento dela, Kleber tirou de sua casa, sem autorização, uma televisão de 29 polegadas, um home theater, uma estação de musculação e uma bicicleta ergométrica. Ela também disse na delegacia que havia financiado dois veículos em seu nome e Kleber se recusava a devolvê-los. Registrou também que, ao saber que ela prestaria queixa na polícia, Kleber a ameaçou. "Ele disse que se soubesse que teria que devolver o carro, iria fundir o motor, e estava pensando em mandar uns policiais da pesada atrás do meu irmão", afirmou ela à polícia. Sônia morreu em dezembro de 2005.


Em uma tarde de fevereiro do ano passado, Kleber e Cida foram a uma loja de produtos militares. Explicando à amante que se tratava de um disfarce, necessário em certas missões, ele vestia, como ocorreu em outras vezes, uniforme da Polícia Militar: calça escura, coturno, camisa azul e distintivos. Na plaquinha colada no bolso direito, lia-se "Major Kalev". O atendente da loja pediu seu registro e ele disse ter esquecido. Quando o vendedor digitou o nome do major no computador, o resultado foi "inexistente". Cumprindo as normas da loja, o balconista avisou a PM, que chegou pouco depois.

Os policiais revistaram o carro dele e encontraram uma arma de brinquedo, algemas, gás paralisante, uma bandeira do Distrito Federal, luvas e um aparelho de dar choque. Ao ser indagado pelo policial se fazia parte da PM, Ferraz disse que não. Cida assistiu a tudo sem dar uma palavra. Foram levados à delegacia, onde ela disse que apenas o acompanhava e sequer havia descido do veículo. Os policiais telefonaram para o Superior Tribunal de Justiça para checar se ela era funcionária, o que foi confirmado pelo chefe de Cida, Guilherme Mendonça.

Na mesma noite, Mendonça telefonou para a casa dela para saber se tudo estava bem. Foi quando a família soube do ocorrido. Cida disse que ela e um "amigo" tinham sido vítimas de um seqüestro-relâmpago. Ao se dar conta de que o seu príncipe encantado era uma fraude, estava afundada em dívidas, tomava remédios fortes que não faziam efeitos e mentia seguidamente a familiares e amigos. Cida começou a levar a sério a proposta da qual Kleber falava freqüentemente: que se suicidassem juntos.

Ela alugou uma suíte para o casal no hotel Bay Park, por um mês, pela qual pagou 2 mil reais. A ficha foi assinada por ela e por Kleber, que se identificou como empresário, mas forneceu telefone e endereço da casa em que vivia com a mulher. O casal quis o "kit garagem", uma credencial que os permitia entrar e sair sem ter que passar pela recepção, onde um sistema de câmeras monitorava o movimento.

Num domingo, Kleber ligou para o celular de Cida dizendo que estava na casa da namorada Franciana. Cida resolveu tirar satisfações. Dirigiu até o prédio da moça, pediu para subir e Franciana permitiu. Estava trêmula e suada quando entrou no apartamento. Sem preâmbulo, disse que amava Kleber, faria de tudo para ficar com ele, que sabia que ele era casado e o aceitava mesmo assim. "Você sustenta ele?", quis saber Franciana, interrompendo a torrente de frases. "Pergunta para ele!", gritou Cida em resposta. Kleber ficou o tempo todo calado.

Cida disse que ia se matar, que sua vida não fazia mais sentido, e saiu. Kleber a acompanhou e, segundo afirmou, passaram o resto do dia conversando. À noite, ele voltou à casa de Franciana. Ela relatou assim a cena: "Ele chegou chorando demais, falando que queria morrer, que ia se matar. Teve que tomar remédio para dormir."

No dia seguinte, 5 de março, Cida ligou para o trabalho e pediu folga. De casa, saiu para se encontrar com Kleber em um parque. Segundo ele, tiveram uma briga por ciúmes, quando Cida lhe disse que "não era justo" ele manter outros dois relacionamentos "depois de tudo o que eu fiz". Ao deixar o local, ela teria telefonado para o celular dele e dito: "Hoje vou dar cabo da minha vida."

Não se sabe quanto tempo depois, Kleber Ferraz ligou aos prantos para sua mulher, Ana Paula, dizendo que ela tinha que localizar Cida com urgência porque "ela ia fazer uma besteira". A mulher telefonou direto para o tribunal, onde deixou um recado para que Cida ligasse "imediatamente". Enquanto isso, ele se dirigiu ao hotel Bay Park, onde mantinham a suíte. "A mulher do 3425 vai se matar! Abram a porta!", ele disse, chorando, ao entrar. A recepcionista o acompanhou. Não havia ninguém no quarto.

De lá, ele foi para a delegacia onde havia sido detido, uma semana antes, por uso indevido de uniforme. "Eu sou o da ocorrência do major da PM", ele disse assim que viu a agente Poliana Freitas. Segundo ela, Kleber afirmou que Cida estava com um frasco de veneno que haviam comprado juntos, e que ela o tomaria para impedir que ele se matasse.

A policial pediu o número do celular de Cida e ligou para ela, que atendeu prontamente, com um fio de voz. "Venha aqui à delegacia para conversarmos", pediu-lhe Poliana. "Agora é tarde demais, já tomei o remédio", respondeu Cida. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi enviada ao hotel. A mulher e o padrasto de Kleber Ferraz já estavam na recepção. Ana Paula confirmou ter falado com Cida, que havia lhe contado sobre o plano de suicídio. Às 13h37, ela também recebera um torpedo em seu celular: "Se quiser, me denuncie. Sinta-se à vontade, pois estou tirando minha vida hoje. Meu sangue está em suas mãos e nas do Kleber."

Quando o bombeiro entrou no quarto, Cida estava na cama de casal, de bruços, descalça e inconsciente. Na mesa-de-cabeceira, havia duas garrafas de água mineral e um frasco escrito "Veneno Rato Estricnina", ilustrado pela figura de uma caveira. Também havia uma cartela de calmante com oito comprimidos faltando. O bombeiro tentou aplicar os primeiros socorros, mas ela não reagiu. Cida foi levada ao hospital.


Na delegacia, Kleber Ferraz chorava pelos corredores. Aos policiais de plantão, disse que ele e Cida haviam feito um pacto suicida: alugaram um flat para ser cenário da morte e compraram o veneno juntos. Disse também que haviam cogitado se afogarem no Lago Paranoá. Com as evidências de que Kleber tinha participado, de alguma maneira, do suicídio de Cida, um policial lhe deu voz de prisão. Depois de uma semana em coma, Cida morreu. Por envenenamento.

Assim que soube da tragédia, Inácia fez uma revista no armário da comadre no trabalho. Encontrou uma apólice de seguro de vida, em nome de Kleber Ferraz, no valor de 210 mil reais, feita quando estava com dois meses de gravidez. Na casa de Kleber, a polícia apreendeu remédios controlados, apetrechos judaicos, bonés e camisetas com os dizeres Israel Defence Forces, as forças armadas israelenses.

Kleber Ferraz, ou Youssef, ou major Kalev, nunca foi policial ou agente do Mossad. Era funcionário de pista da Infraero no aeroporto de Brasília, de onde se demitiu quando começou a ser sustentado pelos três postos de gasolina que ganhou da funcionária pública Sônia Ferreira. Não tem curso superior e nunca saiu do Brasil. Não tinha renda, profissão definida ou talão de cheques quando foi preso. Filho único, de família católica, nasceu em Belo Horizonte, trabalhou como ourives, chegou a Brasília para se casar com Ana Paula e serviu o Exército, de onde foi afastado. Cinco meses antes de ser preso, começara a ir ao consultório de um psiquiatra.

Depois de preso, Kleber foi submetido a um exame mental. O laudo atesta que ele é "manipulador, assume uma postura de vítima, tem humor ciclotímico e chora todo tempo. Tem um discurso reticente e contraditório, mas o juízo crítico e o raciocínio lógico estão preservados". Ao mesmo especialista, a mulher dele, Ana Paula, declarou: "O que eu desejo é que ele morra. Estou altamente revoltada. Quando vi meu nome envolvido nessa situação, o meu pensamento foi de matar a mim e aos meus filhos."

Durante meses, a polícia e o Ministério Público investigaram a possível participação de Ana Paula na farsa do marido. Não acharam uma prova contundente, a não ser um depósito de 22 mil reais em sua conta. O dinheiro foi bloqueado. À polícia, ela disse que considerara Cida apenas uma amiga, e não tinha ciúmes do marido. Mais: sempre acreditou que ele era agente secreto.

"A única pergunta que me faço é como ela pôde acreditar em tudo isso", disse-me o irmão de Cida. "Contando a história, as pessoas vão achar que ela era uma boba, uma ingênua, uma desestabilizada, mas isso não é verdade. Ela me dava conselhos sobre investimentos, finanças. Era séria e controlada." Marcelo calcula que a irmã tenha feito 400 mil reais em dívidas. Até hoje cobranças desconhecidas e insuspeitadas chegam à casa de seus pais.

Em seu depoimento à Justiça, Franciana se mostrou perplexa. Perguntaram-lhe como uma moça bonita e inteligente nunca havia desconfiado de nada e ela respondeu: "Ele sempre tinha uma explicação para tudo. E eu estava totalmente apaixonada. Ele sempre me pareceu sensato, inteligente."

O delegado Antonio Romeiro, que cuidou do caso, disse que o perfil das mulheres que se apaixonaram por Kleber Ferraz era semelhante. "Não é que ele tivesse uma lábia fenomenal, que fosse um grande conquistador", disse. "Ele conseguiu enganá-las porque elas eram bem de vida, sozinhas, carentes e com alto instinto protetor. Ele se fazia de coitadinho e as envolvia dizendo que queria morrer. Elas ficavam desesperadas."

Um mês depois de sua prisão, já sob a orientação de um advogado, Kleber deu um segundo depoimento em juízo. Mudou sua versão e disse que nunca recebeu presentes de Cida, jamais havia combinado o suicídio e, na verdade, era ela quem lhe devia dinheiro. Atribuiu seu primeiro depoimento ao fato de ter sido torturado na delegacia. Nem o exame de corpo de delito e nem qualquer queixa à época comprovaram que tivesse apanhado da polícia. Pretextou desconhecer o seguro de vida em seu nome e disse que tudo o que tinha era fruto de seu trabalho como investigador particular.

Kleber foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado: matar por motivo torpe, usando método cruel. Ele teria se aproveitado "da debilidade" de Cida, que "a tornava facilmente manipulável". Segundo o promotor Maurício Miranda, que entrevistei em seu gabinete, "depois de usufruir dos recursos financeiros da vítima, o réu começou a sugerir o suicídio, fazendo-a crer que ele o faria também". O estopim, deliberado, teria sido o telefonema que Kleber fez da casa da namorada Franciana. "Naquele momento, ela estava mentalmente incapaz de ter qualquer gesto de defesa ou de recusa à idéia, o que caracteriza o homicídio. Kleber fez aquele teatro todo achando que, se estivesse na delegacia, não teria culpa, e que ficaria claro que ele estaria se esforçando para impedir a morte dela", ele me disse em uma tarde, em Brasília.

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-24/anais-do-crime/o-amante-do-mossad

A estratégia da defesa é provar que Cida tinha plena consciência de seus atos quando se matou. "Você acha que alguém que está completamente incapaz na sua razão vai à casa da namorada do cara e arma um barraco?", perguntou-me o advogado Carlos Gélio de Souza, no bar de um hotel de Brasília. Ele assumiu o caso no fim do ano passado, depois que uma dupla de advogados se afastou por não ter chegado a um acordo sobre os honorários.

"Está claro que Cida se mataria com Kleber, sem Kleber, com fulano ou com sicrano na história", argumentou Gélio de Souza, se servindo fartamente de amendoins em um pote. Para ilustrar a tese, falou da cantora Elba Ramalho. "Veja o caso da Elba e do marido, você acha que aquilo é amor?", disse. "Aquilo é um acordo, claro. Eu te sustento e você me dá seu corpo. Isso é muito comum hoje em dia." Disse-lhe que não havia entendido o exemplo com Elba Ramalho. "É mais ou menos o que aconteceu entre a Aparecida e o Kleber", ele explicou. Mais alguns amendoins e o advogado retomou o raciocínio: "Ele não é uma vítima. Explorou a moça? Explorou. Inventou a história maluca de agente secreto? Inventou. Agora, assassino ele não é. E é isso que está sendo julgado." Ainda não há data definida, mas o julgamento deverá ocorrer no final do ano.

Preso há um ano e seis meses, Kleber Ferraz, segundo seu advogado, está sem dinheiro. Gélio de Souza afirma ter recebido só 8 mil dos 50 mil reais que cobrou para defendê-lo. O advogado contou que o casamento de seu cliente chegou ao fim, mas que ele se recusou a assinar os papéis do divórcio. Kleber passa o dia ajudando os outros presos, disse-me: "Ele fica fazendo habeas corpus para os colegas, já soltou uns quatro." "Então agora ele é um advogado?", perguntei. "Não, mas ele aprendeu e ajuda os outros detentos", respondeu Souza. "Ele aprende tudo rápido, é muito inteligente."

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Casos mentes perigosas (5)

25.01.12
Lembro-me de Ângela, uma paciente cujo namorado (Fernando) tinha todos os indícios de ser um psicopata. Entre os diversos relatos que ela me fez, destaco o ataque de fúria que ele teve com o porteiro de seu prédio. Estacionou seu carro na garagem, ocupando o espaço destinado a duas vagas. Quando o porteiro gentilmente solicitou que ele manobrasse a fim de ocupar apenas uma vaga, Fernando, aos berros, xingou-o e com um golpe quebrou o braço da pobre criatura. Fernando subiu para o apartamento de Ângela e, como se nada tivesse acontecido, degustou tranquilamente o vinho que ela acabara de servir. Simples assim! Dispensável falar das consequências disso tudo.

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Casos mentes perigosas (4)

25.01.12
Elvira, mãe de três filhos, sempre teve muito trabalho com António, seu filho mais velho. Ele foi o seu primeiro filho e também o primeiro neto de seus pais. A mãe de Elvira faleceu quando António ainda tinha meses de idade e, na ocasião, Arthur, o pai de Elvira, foi morar com ela. Arthur sempre foi um avô muito dedicado e tratava António como se fosse o filho que ele não teve. Ele não conseguia admitir que António fosse diferente das demais crianças. Desde cedo ele se mostrava agressivo, indiferente, maltratava os

Página 70 animais que o avô lhe dava e sempre mentia para obter vantagens em relação aos irmãos e colegas.

Aos 23 anos, António não trabalhava e vivia folgadamente da mesada do avô. Elvira e seu esposo não concordavam com essa rebeldia de António e também com os mimos de Arthur. Mas o avô sempre preferiu agradá-lo para que não ficasse mais revoltado ou tivesse rompantes de fúria.

Quando Arthur adoeceu, vitimado por um derrame cerebral, precisou ficar internado no CTI por quatro meses, até falecer. Durante todo esse período, António nunca visitou o avô no hospital e sequer perguntava sobre o seu estado de saúde. Elvira estava em casa preparando o almoço, quando recebeu a notícia sobre a morte de seu pai. Ela sentou e começou a chorar compulsivamente. António viu a cena e se limitou a dizer: "Mãe, pára de chorar e anda logo que eu tô com pressa. Não é porque o vovô morreu que a senhora vai deixar de me servir o almoço".

Mentiras, trapaças e manipulação

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Casos mentes perigosas (3)

25.01.12
Isabela nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Desde pequena apresentava uma beleza incomum que chamava a atenção de todos. Aos 16 anos, foi chamada para ser modelo e iniciou uma carreira de sucesso que a levou aos 19 anos para Nova York. Lá, Isabela conheceu Miguel, brasileiro e modelo como ela. Miguel era de fato muito bonito, no entanto o que mais a atraiu foi o seu jeito cativante, simples e espontâneo. Em pouco tempo, Isabela

Página 6 chamou Miguel para morar em seu apartamento. Ela gostava da sua companhia, entendiam-se bem na cama e ele demonstrava ser um cara muito legal.

A convivência, contudo, começou a revelar que Miguel tinha um ego um pouco avantajado. Falava muito, mas somente sobre si mesmo. Sobre seus projetos, suas preferências, sua carreira, seus talentos, seus dotes físicos, seu charme e suas fãs. Pelas coisas de Isabela, ele não demonstrava qualquer interesse. Nas poucas vezes em que ela reclamava com Miguel sobre o seu egocentrismo, ele se justificava dizendo que precisava se valorizar, pois sua família sempre o subestimou.

Isabela, então, tentava compreender Miguel, mas ele sempre voltava a agir da mesma forma. Só usava roupas de grife, mesmo que isso custasse o seu salário inteiro. Limitava-se a dizer que quando fechasse um grande contrato de publicidade iria restituir à Isabela todo o dinheiro que ela estava utilizando para manter a casa e os prazeres deles (restaurantes, teatros, shows e viagens).

Após um ano dessa convivência íntima, Isabela já estava cansada de ouvi-lo falar sobre sua própria beleza, sua superioridade profissional, os "megacontratos" que estavam prestes a ser assinados e os milhões de dólares que pretendia gastar com roupas e jóias. Quando Isabela perguntava sobre suas dívidas, seus títulos protestados e seus créditos cancelados, ele dizia que tudo passaria em breve e que todos aqueles problemas se deviam à falta de sorte, muita inveja e à traição de seus colegas de trabalho.

A gota d'água para Isabela foi quando, após um desfile, ela sentiu uma forte dor no abdómen e desmaiou. Foi levada ao serviço de emergência de um hospital, onde diagnosticaram apendicite aguda. Em poucas horas foi submetida a uma intervenção cirúrgica e permaneceu hospitalizada por três dias. Miguel telefonou e disse que não poderia vê-la, em função de um grande trabalho, mas prometeu pegá-la em sua alta.

Página 67

Isabela recebeu alta às 1 h de uma sexta-feira e aguardou Miguel até as 14h15, quando resolveu pegar um táxi, com a ajuda de uma das enfermeiras do hospital. Ao chegar em casa, amparada pelo porteiro do prédio, Isabela deu "de cara" com Miguel assistindo tranquilamente a um filme no DVD. Ao notar a presença dela, ele se limitou a dizer: "Você precisa ver esse filme. O ator principal se parece muito comigo!".

Isabela não chegou a ver o filme, mas assim que se recuperou totalmente da cirurgia terminou a relação com Miguel e aceitou um convite, de fato irrecusável, para trabalhar em Milão. A última notícia que ela teve de Miguel é que se tornou um ator de filme pornô.

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Casos mentes perigosas (2)

25.01.12
Laura, uma paciente, tem 31 anos e está se recuperando de um quadro depressivo. Tanto eu quanto ela estamos nos empenhando para que sua vida seja menos cinza e volte a fazer sentido. Acompanhe um pouco de sua história, que pode passar totalmente despercebida e certamente nunca sairá nos noticiários da TV.

Aos 23 anos, no frescor de sua exuberância e beleza, ela era inteligente e estava prestes a se formar no curso de veterinária. Nessa época conheceu Ricardo, um jovem e atraente administrador de empresas.

Ele se mostrou um grande amigo e demonstrava os mesmos interesses de Laura: gostava de cinema, praia, esportes, aventuras, MPB e muito mais. Ricardo conversava de tudo um pouco e detalhava suas aventuras em conversas envolventes. Entre as suas histórias também estavam os problemas: a tirania de seu pai, a sua mãe histérica que na infância o ameaçou com uma faca e a sua saúde frágil. "Na época os médicos lhe disseram que ele não teria uma vida muito longa e Ricardo me contou tudo isso com lágrimas nos olhos", acrescentou Laura.

Aos poucos, Laura foi se envolvendo com suas histórias tristes e experimentou um sentimento dúbio de compaixão e atra-ção. Ela sucumbiu aos seus encantos, floresceu uma grande paixão e foram morar juntos.

Ricardo tinha uma carreira promissora numa empresa multinacional, mas não quis que Laura exercesse sua profissão. Ele gostava de vê-la bem vestida e bela, esperando-o para o jantar e com sua casa impecável. "No início eu até tentei argumentar que a veterinária era o meu grande sonho, mas acabei aceitando porque o amava verdadeiramente".

Certo dia Laura encontrou um cãozinho abandonado e muito doente no meio da rua. Ela se sensibilizou e levou o cachorro para casa, a fim de tratar do animal. Ricardo teve um ataque de

Página 53 fúria e quis devolvê-lo para o mesmo lugar. Ela conseguiu persuadi-lo e cuidou do cão como se fosse um filho. Resolveu chamá-lo de Pituca. Com dois meses de tratamento e muito carinho, Pituca já esbanjava saúde, vitalidade e se tornara um vira-lata branco e peludo de dar inveja a qualquer cachorro de raça.

"Que bom que ele está curado, agora podemos colocá-lo na rua", disse Ricardo. "Mas como? Eu tenho o maior amor por ele! Não posso abandoná-lo, isso é desumano!" Ricardo não pensou duas vezes: deu vários pontapés no animal, colocou-o no carro e desapareceu com Pituca.

Perguntei se ela sabia para onde ele havia levado o cãozinho. Aos prantos, respondeu: "Ele matou o Pituca! Disse que me amava demais e não queria me ver doente cuidando de um simples cachorro. Você consegue imaginar o que isso significou pra mim? Como é que ele pôde esperar que eu cuidasse do Pituca, nutrisse afeto por ele e depois fazer uma coisa dessas?".

Continuei indagando sobre o comportamento de Ricardo, desde a época em que eles se conheceram. "Lembro-me de que quando namorávamos seu pai deixava alguns cheques em branco assinados para pagamentos das contas. Ricardo sempre preenchia valores muito mais altos que o necessário e ficava com o troco. Ele nunca escondeu isso de mim. Ao contrário, ria e comentava satisfeito que, apesar da valentia de seu pai, ele não tinha o menor controle sobre sua conta bancária", disse-me encabulada.

O relacionamento também sempre foi muito instável. Ora ele era extremamente delicado, romântico e mostrava-se orgulhoso em apresentar sua bela companheira aos amigos; ora muito agressivo e temperamental, tratando-a aos berros e com ameaças de "meter-lhe a mão". Mas, segundo Laura, invariavelmente ele pedia mil desculpas e a enchia de carinhos: "Puxa vida, não sei onde estava com a cabeça!", "Acho que estou muito estressado com as responsabilidades do trabalho", "Querida, você é tudo pra mim, a mulher mais linda do mundo!", "Isso nunca mais vai acontecer, eu prometo", "Procure me compreender, você sabe que eu tive uma infância muito difícil".

realmente não foi minha. Eu não sei Ele me deixava completamente confusa...".
E Laura prosseguiu: "Ricardo também era extremamente ciumento e dizia que era por amor. Ficava furioso quando qualquer homem me olhava mais diretamente. Uma vez discutiu seriamente com um rapaz porque cismou que ele estava me paquerando. É lógico que sobrou pra mim também. Depois disso fiquei me perguntando se a culpa

Quanto ao casamento e filhos, ele alegava que ainda não estava preparado e que ambos tinham uma vida pela frente. Cada vez que Laura tocava nesse assunto, ele dava a mesma desculpa ou ficava enfurecido.

"Mesmo amando Ricardo, há alguns anos eu pensei em fazer minhas malas e ir embora. Tivemos uma conversa séria e ele me respondeu que a vida dele estava em minhas mãos. Ele não iria viver muito tempo e por isso se mataria. Tremi da cabeça aos pés e voltei atrás na mesma hora".

tão delicado e, além disso, Ricardo parecia muito bem fisicamente. Ah mas me lembro
Sobre isso, questionei qual era a doença de que Ricardo sofria. "Nunca soube exatamente o que era. Ele não gostava de falar sobre isso e eu respeitava. No início do nosso namoro, tentei conversar com sua mãe sobre o seu passado, mas parece que ela não entendeu muito bem o que eu queria dizer. Achei melhor não mexer num assunto de que ela me disse que Ricardo não era exatamente o homem que eu merecia. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela mudou de assunto".

O tempo passou e Ricardo não precisou mais de Laura: tro-cou-a por uma mulher mais jovem e mais bonita. Ele simplesmente disse à Laura: "Precisamos nos separar. Você é muito ciumenta e estou me sentindo enjaulado." O mundo desmoronou sobre sua cabeça! "Chorei muito sem compreender o que estava acontecendo. Será que eu fui ciumenta e possessiva esse tempo todo e não percebi? Esse era um comportamento dele e não meu!"

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De lá para cá, Laura descobriu que ele teve várias amantes e que o discurso sobre sua doença grave, das ameaças de sua mãe e do seu pai tirano era um grande engodo. Ao comentar sobre seu passado, Ricardo derramava lágrimas de crocodilo, tal qual o animal que lacrimeja quando engole suas presas.

Eu não tinha a menor dúvida: Ricardo é um homem mau, um predador afetivo. Laura foi apenas uma peça do seu jogo cruel. Anulou seus prazeres apenas para servi-lo e exibi-la impecavelmente tal qual um objeto de vitória para alimentar seus instintos egocêntricos e narcisistas.

Agora eu precisava fazer Laura entender que espécie de homem era aquele com quem ela conviveu por sete anos. Era importante que Laura compreendesse que a separação, embora dolorosa, foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido: ela se livrou de um mal enorme e dali para a frente poderia reconstruir sua vida.

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Casos mentes perigosas

25.01.12
Moreno alto, bonito e sensual

Andréa estava separada havia um ano quando conheceu Rafael numa festa. Tratava-se de um advogado comum, com roupas despojadas, jeito sedutor e com um sorriso que contagiava todo o ambiente. Seus cabelos escuros, lisos e bem tratados emolduravam o belo rosto com olhos castanhos e encantadores.

detalhes sobre a Europa e por que o Velho Mundo o fascinava tanto Rafael
Ele se aproximou de Andréa e iniciaram um papo animado como se já se conhecessem há muito tempo. Ela narrava sua última viagem aos Estados Unidos, onde se "refugiou" para esquecer os últimos acontecimentos. Rafael, por sua vez, contava com riqueza de delicadamente lhe servia drinques, canapés e, vez por outra, contava piadas absolutamente engraçadas que a faziam

Página 39 rir como nunca. Ele era habilidoso e performático em narrar histórias divertidas e ela se via cada vez mais encantada com aquele homem tão especial, que estava a um palmo de distância.

Outros encontros vieram, e sempre tão agradáveis quanto o primeiro. Andréa pensou: "Meu Deus, isso é tudo de bom! Encontrei o homem que toda mulher sonha em ter ao seu lado!" Ela estava se apaixonando novamente e deixando para trás a amargura do casamento fracassado.

Com alguns meses de namoro, Andréa ainda não conhecia a casa e a família de Rafael. Sabia que ele morava com a mãe viúva, que ele alegava ser uma pessoa muito difícil, possessiva e indelicada com suas namoradas. Por isso, não queria novamente que sua felicidade fosse "ladeira abaixo" com o ciúme doentio de sua mãe. Andréa compreendeu.

O tempo passou e algumas atitudes de Rafael começaram a intrigá-la: ao mesmo tempo em que era amável e sociável, ele se mostrava intolerante, impulsivo e, às vezes, preconceituoso. Um dia, ao fazerem compras juntos, agarrou um garoto pelo colarinho, simplesmente porque o menino esbarrou no seu carrinho de compras.

"Por que você foi tão agressivo com ele?", ela perguntou. "Porque não fui com a cara dele", foi a resposta. Ao saírem do supermercado, um funcionário se ofereceu para colocar as compras no carro. Rafael o empurrou com tanta força que por pouco o rapaz não tombou indefeso no meio da calçada. Partindo com o carro, constrangida, Andréa ainda ouviu o rapaz gritar: "Você está louco? Eu só quis ajudar!"

Não tocaram mais no assunto. Apesar do que aconteceu, Rafael estava calmo e dirigia com cuidado como se nada tivesse acontecido. Ligou o rádio, comprou flores pelo caminho e contou mais algumas piadas. Dessa vez ela não achou a menor graça.

Andréa comentou com seus amigos sobre esses e outros episódios contraditórios, mas ninguém deu muita importância: "Ele parece ser um cara legal, deve ser apenas uma fase de estresse",

Página 40 "Não fique tão preocupada, todos nós temos defeitos e vocês formam um belo casal".

Dois meses depois, Rafael quis trocar de carro e convenceu Andréa a emprestar suas economias. Estava prestes a receber seus honorários e em poucos dias devolveria o dinheiro. Ela não questionou, apenas confiou e raspou sua poupança. Ele nunca mais deu sinal de vida.

Em pouco tempo, toda a verdade foi descoberta: Rafael é um impostor, um tremendo picareta! Não é advogado, nunca trabalhou e jamais colocou os pés na Europa. Apesar de sua inteligência, na fase escolar só estudava para passar aos trancos e barrancos. Seus pais adoravam cachorros, mas abriram mão desse prazer porque Rafael os maltratava e ria enquanto sua irmã mais nova chorava em defesa dos cães. Havia poucos anos seu pai morrera de um enfarte fulminante e lhes deixou uma gorda pensão.

Rafael já era um homem feito e ainda apelava para o bom coração de sua mãe, que lhe assegurava uma boa mesada.

Andréa não foi a primeira e certamente não será a última pessoa do mundo a ser enganada por ele. Provavelmente Rafael jamais matará alguém (isso só o tempo dirá), mas continuará vivendo de golpes "baratos", aproveitando-se de mulheres fragilizadas e se divertindo com seus feitos. Com sua habilidade de ludibriar, seduzir e até assustar, sente-se superior a todos e os vê como tolos. Alvos fáceis. Rafael não se importa com ninguém. Rafael é um psicopata.

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Gente Tóxica 5 - O manipulador é soberbo e improdutivo, tem vida dupla, inveja e leva uma carga pesada

25.01.12

Gente Tóxica 5 - O manipulador é soberbo e improdutivo, tem vida dupla, inveja e leva uma carga pesada http://piperacea.blog.terra.com.br/2009/09/14/gente-toxica-5/ O manipulador é mais um tipo descrito em “Gente Tóxica“ pelo autor Bernardo Stamateas. Esse tipo engana as pessoas com a intenção deliberada de machucá-las. Mete-se nas mentes alheias, seduzindo-as e usando-as. Sua vítima preferencial é a pessoa codependente, crédula, com “complexo de salvador” e sentimento de culpa acentuado, que sobrepõe a amabilidade à própria dignidade, não consegue dizer “não” e teme confrontos - gente querida, com capacidade e reconhecimento público. O manipulador ”estuda” essa pessoa para detectar seus pontos de vulnerabilidade e debilidade. Seu objetivo é ter controle sobre a vida dela e destruí-la por meio de assédio moral e maus - tratos verbais, destruindo a autoestima do outro. Para tanto, vale-se de diferentes armações.  Primeiro usa palavras sedutoras e de reconhecimento para ganhar intimidade, até que tenha a vítima em suas mãos, mas lentamente introduz a desqualificação contínua, com gritos e insultos. Ele maltrata e degrada sua vítima sistematicamente a fim de  anulá-la como pessoa. O bombardeio psicológico produz verdadeiro extermínio emocional. No início a vítima justifica as ações do manipulador e passa por cima das agressões para evitar confronto. Com o tempo, entra no jogo dele: começa a se distanciar de todos os seus afetos para obter a aprovação do manipulador e não perder o vínculo com ele. Quanto maiores os sentimentos de culpa e vergonha da vítima, maior será o poder do manipulador sobre ela. Ele trabalha o tempo todo para convencer sua vítima de que ele vale mais do que ela para que ela fique com medo de perder a companhia dele e queira retê-lo. Na verdade é ele quem está manipulando porque quer tirar o que a vítima tem, sugando as energias dela. O manipulador desqualifica, questiona e rebaixa tudo o que sua vítima faz, com acusações constantes. Emprega o mecanismo psicológico da satanização, fazendo com que a vítima acredite ser algo que não é, com características de uma pessoa má. Aos poucos o manipulador isola sua vítima das pessoas de quem ela gosta e que gostam dela e poderiam ajudá-la. Outra característica desse tipo é unir-se a outras pessoas iguais a ele para armar seu próprio bando. O manipulador é soberbo - sente-se grande e poderoso e tenta demonstrar que sabe como fazer dinheiro, bons negócios, formar um casal feliz, criar bem os filhos, etc. Tem vida dupla - diz uma coisa e faz outra. Leva cargas pesadas. O passado do manipulador é repleto de dívidas e ressentimentos. Quando sente que foi descoberto, tenta provocar medo. Tem inveja - o sucesso alheio lhe faz sentir muita raiva. É improdutivo - sua vida não dá frutos. Costuma aparecer como alguém protetor, bom, que quer amar sua vítima, dá coisas, mas na sequência cobra caro e exige eterna recompensa, fazendo com que a vítima esteja sempre pronta a satisfazer as necessidades dele. Devemos aprender a nos distanciar das pessoas que querem nos manipular, nos enganar e tirar nossa paz. São as nossas decisões que nos levam a nos converter em pessoas manipuláveis ou não. Jogue fora seus medos. Arrisque-se a expor seus sentimentos. Não se isole - mantenha-se articulado. Não seja codependente e não cometa os mesmos erros. Não se obrigue a carregar um fardo pesado demais pelo resto da vida. Distancie-se de quem vem roubar você. Não permita que ninguém apresse você. Aprenda a dizer não. Assuma a direção da sua vida e não deixe ninguém tomar decisões por você. Não se sacrifique por ser amável demais. Ponha sua dignidade à frente da amabilidade.

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Psicopatas entre nós

25.01.12
terça-feira, 24 de novembro de 2009

Como identificar um psicopata

Os psicopatas são falantes, charmosos, simpáticos, sedutores, capazes de impressionar e cativar rapidamente qualquer pessoa. Sua capacidade de “parecer bonzinho, educado e inofensivo é impecável”. É a pessoa perfeita, aquela que você menos desconfia ser um psicopata. Tudo isso é uma fachada, como um teatro muito bem engendrado para esconder suas características perturbadoras: a incapacidade de se adaptar às normas sociais com respeito a comportamentos dentro da lei ou da ética social, indicado pela repetição de atos criminosos. A capacidade de enganar, através de mentiras repetidas a fim de obter lucro pessoal ou prazer. Desrespeito e imprudência pela sua própria segurança e dos outros. Irresponsabilidade, indicada por falhas repetidas na manutenção do trabalho ou honrar suas obrigações financeiras. A falta total de remorso ou culpa por ter ferido, maltratado, roubado, enganado ou mesmo matado outras pessoas. Eles são inteligentes, mas insensíveis, frios, manipuladores e sua capacidade de fingir sentimentos são perfeita. Se descobertos, é mestre em inverter o jogo, colocar-se no papel de vítima ou tentar convencer de que foram mal interpretados. E estão conscientes de todos os seus atos.
Assim os psiquiatras os descrevem. Este perfil assombroso é absolutamente realista. Os psicopatas são os mais graves dos que apresentam “distúrbio de personalidade anti-social” (DPA). A possibilidade de você já ter encontrado um em seu caminho é grande, pois pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde uma em cada 100 pessoas uma é sociopata em maior ou menor grau, 1% a 4% da população mundial.
Não existe defesa totalmente segura contra eles. Segundo os psiquiatras muitos atos cometidos com crueldade atuais ou não, podem ter origem nesse mal. O grande desafio é reconhecê-los, devido à capacidade de enganar com perfeição e dizer exatamente o que você quer ouvir que eles possuem. Você só descobre que cruzou o caminho de um psicopata, após ter sido prejudicado por ele.
O psicopata não é exatamente um doente mental, mas sim um ser que se encontra na divisa entre sanidade e a loucura. O ser humano normal é movido pelo triangulo: razão, sentimento e vontade. O que move um psicopata é: razão e vontade, ou seja, o que os move é satisfazer plenamente seus desejos, mesmo que isso envolva crimes como: golpes financeiros, roubos, furtos, estupro ou assassinato. Não importa, já que para eles não existe o fato: sentimento. Eles já foram descritos como seres desprovidos de “alma”.
Os sociopatas exibem egocentrismo e um narcisismo patológico, baixa tolerância para frustração e facilidade de comportamento agressivo, falta de empatia com outros seres humanos. Eles são geralmente cínicos, incapazes de manter uma relação e de amar. Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes.
O pesquisador canadense Robert Hare, um dos maiores especialistas do mundo em sociopatia criminosa, os caracteriza como “predadores intra-espécies que usam charme, manipulação, intimidação e violência para controlar os outros e para satisfazer suas próprias necessidades. Em sua falta de consciência e de sentimento pelos outros, eles tomam friamente aquilo que querem, violando as normas sociais sem o menor senso de culpa ou arrependimento.”.
Os próprios sociopatas se descrevem como “predadores” e sentem orgulho disto. O psicopata é incapaz de aprender com a punição ou de modificar seu comportamento. Quando descobre que seu comportamento foi identificado, ele reage escondendo muito bem este seu “lado negro”, mas nunca mudando, disfarçam de forma inteligente as suas características de personalidade.
O indivíduo sociopata não apresenta sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles apresentam um comportamento tranqüilo quando interagem com a sociedade, geralmente possui uma considerável presença social e boa fluência verbal. Não são incomum, eles se tornarem líderes sociais de seus grupos. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro com o sociopata, são capazes de imaginar o seu “lado negro”, o qual a maioria dos sociopata é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. Vítimas fatais de sociopata violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.
Graças aos céus os psicopatas que matam, estupram e torturam não são os mais freqüentes. O mais comum é o tipo parasita: aquele que se dedica a atormentar e dar golpes em suas vítimas sem nunca atentar fisicamente contra elas. Políticos corruptos, líderes autoritários, pessoas agressivas e que abusam da sua confiança, etc… Uma característica comum aos sociopata é a de usarem sistematicamente a enganação e manipulação de outros visando ganhos pessoais. Um estudo epidemiológico do NIMH (National Institute of Mental Health) registrou que somente 47% daqueles que eram sociopatas tinham uma história de processo criminal significativo. O mais comum para estes são problemas no trabalho, violência doméstica, tráfico e dificuldades conjugais severas. Normalmente os indivíduos com este distúrbio de personalidade são ciumentos, possessivos, irritáveis, argumentadores e intimidadores. Seu comportamento frequentemente é rude, imprevisível e arrogante.
“É enorme o sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forças sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos – os psicopatas – as regras sociais não são uma força limitante, e a idéia de um bem comum é meramente uma abstração confusa e inconveniente”.
“Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis, deixando carteiras vazias por onde passam”.
“O psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente – se o rato tem família, se vai sofrer. Ele só pensa em comida. Gatos e ratos nunca vão se entender. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato”.
“Um psicopata ama alguém da mesma forma como eu, digamos, amo meu carro – e não da forma como eu amo minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é um sentimento de posse, de propriedade. Se você perguntar a um psicopata por que ele ama certa mulher, ele lhe dará respostas muito concreta, tais como “porque ela é bonita”, “porque o sexo é ótimo” ou “porque ela está sempre lá quando preciso”. As emoções estão para o psicopata assim como está o vermelho para o daltônico. Ele simplesmente não consegue vivenciá-las”.
Em casos mais graves o psicopata pode praticar canibalismo, rituais sádicos de tortura e assassinatos, inclusive os em série. Há um consenso que as formas extremas de sociopatia violenta são intratáveis e que seus portadores devem ser confinados em celas especiais para criminosos insanos por toda a vida.
“O psicopata é incurável, pelos meios tradicionais de terapia. Pegue-se o modelo-padrão de atendimento psicológico nas prisões. Ele simplesmente não tem nenhum efeito sobre os psicopatas. Nesse modelo, tenta-se mudar a forma como os pacientes pensam e agem estimulando-os a colocar-se no lugar de suas vítimas. Para os psicopatas, isso é perda de tempo. Ele não leva em conta a dor da vítima, mas o prazer que sentiu com o crime. Outro tratamento que não funciona para criminosos psicopatas é o cognitivo – aquele em que o psicólogo e paciente falam sobre o que deixa o criminoso com raiva, por exemplo, a fim de descobrir o ciclo que leva ao surgimento desse sentimento e, assim, evitá-lo. Esse procedimento não se aplica aos psicopatas porque eles não conseguem ver nada de errado em seu próprio comportamento”.
Está comprovado que no cérebro dos psicopatas o sistema límbico, responsável pelas emoções não funciona como deveria, por isso eles não apresentam emoções. Para eles, não existe diferença entre uma cena de um assassinato ou de uma bela paisagem. Em pessoas normais o sistema límbico reage ao ver uma cena de estupro, violência ou morte, mas para os psicopatas isso não acontece. A atividade cerebral não se alterava, independentemente do que veja. A racionalidade deles é tamanha que não são pegos em detectores de mentira. Sabem exatamente o que estão fazendo e mentem com naturalidade. Não há tratamento para esses casos. Psicoterapia, psicanálise podem até ensiná-los a manipular com ainda mais maestria, uma vez que aprendem detalhes sobre o comportamento humano. Eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo, que é o da violência acompanhada de descarga emocional (geralmente raiva ou medo) e nem ativação do sistema nervoso simpático (dilatação das pupilas, aumento dos batimentos cardíacos e respiração, descarga de adrenalina, etc.). Seu tipo de violência é similar à agressão predatória, que é acompanhada por excitação simpática mínima ou por falta dela, e é planejado, proposital, sem emoção (“a sangue-frio”). Isto está correlacionado com um senso de superioridade, de que eles podem exercer poder e domínio irrestrito sobre outros, ignorarem suas necessidades e justificar o uso de quaisquer meios para alcançar seus ideais e evitar conseqüências adversas para seus atos.
Diagnosticar um psicopata não é tarefa fácil, pois o psicopata pode ludibriar, não porque ele seja um superdotado, mas o fato é que ele usa 100% de rendimento de sua inteligência. Explicando: eles não se afligem com nada, não existe nele a catatimia (que é a interferência da emoção sobre a razão, ou seja, ele não tem os “brancos” que a pessoa normal tem ao enfrentar uma situação de estressante). O psicopata desconhece este tipo de reação, veja o exemplo de políticos que mentem e manipulam de maneira cínica, sempre sorrindo, sem nunca perder “a linha de raciocínio”.
Quanto aos seus crimes, cabe a psiquiatria forense avaliar se ele é imputável ou semi-imputável, do ponto de vista jurídico normalmente ele é considerado semi-responsável, indo para um Hospital Psiquiátrico, sendo avaliado de tempos em tempos, para ver se existe a possibilidade de voltar ao convívio social. Mas eles se tornam um problema seja nos presídios, hospitais psiquiátricos e outros.

 

Fonte: http://araretamaumamulher.blogspot.com/2009/11/como-identificar-um-psicopata.html

 

 

 

 

 

Os psicopatas chiques estão chegando

Antigamente, nos romances, nos filmes, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os cruéis. Não torcemos mais pelos mocinhos – torcemos pelos bandidos. A verdade inapelável é que os heróis dessa novela são os malvados. É um “neo-Vale-Tudo”, desse autor que influenciou até o impeachment do Collor, com Anos Rebeldes, lembram? Em Celebridade, reparem que os bonzinhos têm até uma certa inatualidade careta. Maria Clara foi até alvo de apelidos de Maria Chata, por ser muito correta, bem-intencionada. Quem nos fascina são os filhos da p…. Por quê? Bem, além da genial interpretação das três atrizes, os psicopatas são nosso futuro. Eles encarnam a vida moderna, cada vez mais, pois estamos sendo pautados pela luta absurda de dois psicóticos: Osama de um lado com seu exército de estúpidos com o rabo para Deus e, do outro, a mesma coisa com Bush e seus malucos. Nossa esperança com os USA virou pó.

Antes, pensávamos: os USA são o máximo! Eles fazem Boeings, remédios, tecnologia, satélites, eles são democratas e competentes. Bush nos fez desamparados. Como acreditar em harmonia futura, em bom senso, em arte, em cultura, em filosofia, depois desta revolução da estupidez?

Dentro de casa, nesta era Lula, vivemos uma democracia de massas com o gigantesco aluvião de boçalidade que nos atinge. Com a crise das utopias, agravada pela decepção com o governo, com a ausência de ideologias possíveis, de sindicatos e partidos políticos, com o desemprego e o descaso pela miséria, com a exposição brutal de um escândalo por dia, de vampiros, gafanhotos, “laranjas” e fantasmas, com a propaganda estimulando o sexo sem limites, com a ridícula liberdade para irrelevâncias, temos o indivíduo absolutamente sozinho. Isso leva a um narcisismo desabrido que evolui para a psicopatia. Somos hoje free lancers sem limites morais em luta para um lugar ao sol. Ou pela fama ou por um golpe na praça – ou ricos ou famosos.

Diante do espetáculo de sordidez e violência, diante dos cadáveres, da miséria, do cinismo, somos levados a endurecer o coração, endurecer os olhos, endurecer o “pau”, em busca de um funcionamento “comercial” ou seremos descartados, tirados “de linha” como um carro velho Essas condições sociais e culturais, na mídia e no ar-do-tempo, vão parindo legiões de psicopatas, muitos deles disfarçados de chiques ou light São os loucos de hoje e do futuro que estão chegando. Falo isso, porque as doideiras são históricas também. Já houve a época da histeria com a repressão sexual vitoriana, houve a época do romantismo utópico onipotente, a paranóia do entreguerras. Hoje, respirando num mundo sem lei, sem ética, surge o psicopata. E veio para ficar.

A novela do Gilberto Braga acerta em cheio nessa doença. O psicopata, light ou chique, que não faz picadinho de ninguém, que não é serial killer, tem, no entanto, as mesmas molas que moviam até o esquartejador. É fácil reconhecer o psicopata. Ele não é nervoso ou inseguro. Parece muito sadio e simpático. Ele em geral tem encanto e inteligência, forjada na razão pura do interesse sem afetividade ou culpa para atrapalhar. Ele tem uma espantosa capacidade de manipulação dos outros, pela mentira, sedução e, se precisar, chantagem. Não se emociona nem tem compaixão nenhuma pelo “outro”. O que mais impressionou nas fotos da prisão no Iraque foi o sorriso luminoso das mulheres torturando os presos. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações, sempre se achando inocente ou “vítima” do mundo, do qual tem de se vingar. Ele, em geral, não delira. Suas ações mais absurdas e cruéis são justificadas como “lógicas”, naturais, já que o “outro” não existe para ele. Ele não sente nem remorso nem vergonha do que faz (o que nos dá imensa inveja). Ele mente compulsivamente, muitas vezes acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Seu fraco “amor” aparece como posse ou controle. Não tem capacidade de olhar para dentro de si mesmo. Não tem insights nem aprende com a experiência, simplesmente porque acha que não tem nada a aprender.

E esse comportamento está deixando de ser uma exceção. O psicopata é um prenúncio do futuro, quando todos seremos assim para sobreviver. A velha luta pela ética, pela paz, solidariedade está virando uma batalha vã. Esses sentimentos humanos só foram possíveis também historicamente. Raros foram os momentos em que vicejaram. Os chamados comportamentos humanos estão se esvaindo na distância. O que é o humano hoje? O humano está virando apenas um lugar-comum para uma bondadezinha submissa, politicamente correta, uma tarefa inócua para ONGs.

O humano é histórico também. Talvez não haja mais lugar para esse conceito, que é mutante. Somos máquinas desejantes que nos transformamos com o tempo e a necessidade.

Como nesta novela balzaquiana, oportuna e política do Gilberto, vemos que o Brasil está se dividindo entre babacas e psicopatas. Antes, os psicopatas tocavam num mistério que não queríamos conhecer. Tínhamos medo deles. Hoje, os babacas estão ficando com uma inveja danada dos psicopatas, por sua eficiência, rapidez e falta de escrúpulos. Estão vendo que essa antiga doença vai ser uma virtude no futuro. Estão vendo que terão de ficar loucos como eles para sobreviver. Em breve, seremos todos psicopatas.

Arnaldo Jabor

 

 

 

Psicopatas entre nós

 

 http://robertamalmeida.wordpress.com/2011/06/17/psicopatas-entre-nos/

 

 

Crédito: Lucas Limas

Na ficção, os psicopatas costumam aparecer como assassinos sedutores que cercam suas vítimas com a destreza de um predador. Na vida real, Chico Picadinho e o Maníaco do Parque, convenhamos, pouco lembram os personagens Dexter e Hannibal Lecter. Mas, apesar dos exageros do cinema e da TV, a ciência confirma que essa característica envolvente é comum a todos os psicopatas. E mais: cerca de 3% dos homens e 1% das mulheres podem ter alguma forma de psicopatia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria. Graças a Deus, nem todos são assassinos. “Existem níveis variados de psicopatia”, afirma a especialista em psicopatas, Ilana Casoy. Em casos mais leves, alguns especialistas os encaixam na categoria da sociopatia.

 
Uma das características da psicopatia é a baixa atividade na amígdala (estrutura cerebral responsável pelas emoções) quando se imagina cometendo atos imorais. “O distúrbio de personalidade que impede a pessoa de sentir emoções como culpa ou empatia, por exemplo”, diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Psicopatas leves ou moderados passam despercebidos: são pessoas inteligentes, porém muito mais frias e egoí-stas do que a média. “São pessoas corruptas, inescrupulosas, aquelas que não pensam duas vezes para pisar no pescoço de alguém”, diz o psiquiatra e criminologista Paulo Repsold. Neste grupo, os fatores que desencadeiam o distúrbio podem ser genéticos ou adquiridos, como um traumatismo que desencadeia lesões no sistema nervoso.

Obviamente, não é fácil reconhecer um psicopata moderado a olho nu. Ao contrário de quem sofre de psicopatia grave, como assassinos em série, ele não costuma ter histórico de violência na infância e outros danos psicológicos. Ou seja, não desenvolve necessidades doentias que o denunciem facilmente. “Mas nada impede que rompam essas barreiras e agravem a insensibilidade”, diz Repsold.

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Sociopatas, resumo

25.01.12
Uma síntese sobre os sóciopatas
http://sociopatascilada.blogspot.pt/2012/01/estilo-de-vida-dos-sociopatas.html?spref=tw&m=1

Os sociopatas não são considerados loucos. Seus atos criminosos não provém de mentes adoecidas,mas sim de um raciocínio frio e calculista combinando com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos presentes e com sentimentos.

São indivíduos frios ,mentirosos,sedutores e que visam o próprio beneficio.

Não tem culpa nem remorso , na realidade são predadores sociais

Os sociopatas deixam um rastro de perdas e destruição por onde passam.Sua característica principal é a falta de consciência nas relações interpessoais , são capazes de tudo no jogo de poder e autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos para satisfazer seu egocentrismo e indiferença.

Manipulam tudo e todos , passam por cima destroem pessoas, e se escondem muitas vezes em brechas da lei , para se passarem por indivíduos idôneos .

A princípio os sociopatas são melhores que as outras pessoas, não recebemos nada de positivo, e no fim das contas amargamos sérios prejuízos em diversos setores das nossas vidas.

Os sociopatas a cada dia se superam e criam formas cada vez mais ardilosas de conseguirem o que querem , sequer preservam os filhos.
Essas pessoas que são capazes de tudo,subornar, roubar para prejudicar os outros , que se encontram no seu caminho.

O sociopata é capaz de mentir a todo o tempo para que mantenha a imagem dele da maneira que ele ache adequada, ele não tem consciência , logo a culpa e remorso não fazem parte de sua vida, o que a transforma em um vazio.


O SOCIOPATA nada mais é que um elemento frustrado, que não conseguiu atingir seus objetivos e usa de subterfúgios para a sua devida abordagem e automaticamente se faz de companheiro de suas vítimas. ..... e portanto "alguém" tem que pagar por isso, e assim ele mente, engana, armando ciladas pra que a culpa caia em outra pessoa, afinal "os frágeis e otários estão no mundo pra isso mesmo" - segundo o pensamento dele. …

O sociopata , esquece e repete seu comportamento consistentemente , pois ao não enxergar suas culpas , e com a não existência da consciência e consequentemente do amor, ele faz da sua vida um jogo .

Eliana , com seu comportamento , tentou seu golpe duas vezes na mesma pessoa , e não percebeu . Pois sua sede de buscar alguém que consiga a sustentar e assinar seu comportamento como digno é insaciável.

Os sóciopatas precisam de alianças para suportarem seus golpes e mentiras, eles precisam desesperadamente de status .Suas ciladas necessitam de cúmplices e dinheiro para se sustentarem.

Muitas vezes procuram pessoas honestas , mas também atraem novos sociopatas para seu ciclo.Ao atrair novos sociopatas para rede começam a se tornar frágeis.Buscam ou são incentivados na própria família.

Sociopatas não cedem verdadeiramente, apenas dizem que não querem e se fingem de bons , mas na realidade são loucos por demonstrar poder.

Sóciopatas sempre escorregam, mas precisamos querer ver, pois ele tenta a todo custo justificar seus atos , de forma que sejam as grandes vitimas.Desta forma atraem mais vitimas para si, ė sua retroalimentação. São os verdadeiros vampiros da sociedade.

Não existe consciência nos psicopatas que caracteriza a espécie humana, logo eles são incapazes de amar, eles gostam de possuir coisas e pessoas.

É com esse sentimento de posse porque não dizer poder eles se relacionam com o mundo e com as pessoas.

A luz dessas características eles são capazes de cometer atos terríveis segundo a ótica das pessoas normais e ainda quando tais atos são descobertos , parecem ser impossíveis de serem cometidos por aquela pessoa. Muitas vezes usam a técnica de utilizar pequenas verdades para ganhar credibilidade em suas mentiras.

Com isso eles confundem as pessoas de bem para que as mesmas concluam baseadas em um certa razoabilidade que se eles reconhecem seus erros é provável que estejam falando a verdade sobre o resto das historias.

Para identificar isso é preciso muita observação e conhecimento da vida do sociopatas para que possamos não ser enganados pelos mesmos.

Estilo de Vida dos Sociopatas
Impulsivodade

Os sóciopatas apresentam atitudes impulsivas , pois precisam de ter prazer,satisfação ou alivio imediato em situaçôes de pressão,sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento.Eles so pensam no presente imediato sem ponderar as consequências futuras para si e para os que o cercam.


Autocontrole Deficiente

Os sóciopatas apresentam uma enorme deficiência neste quesito, eles são capazes de ataques de fúria de qualquer nível e voltar a uma atitude normal com se nada tivesse acontecido, sem nenhuma consciência do possível estrago causado.

Com isso tentam se colocar como vitima em tudo, pois diferente de pessoas normais , o ataque de fúria dos sóciopatas são conscientes no sentido de saberem exatamente o que estão fazendo e até onde querem ir.


Falta de responsabilidade

Quando constituem família os sóciopatas, se preocupam apenas em ter um instrumento necessário para construir uma boa imagem perante a sociedade e encobrir seus erros.Em geral as palavras e atitudes dos sóciopatas quanto a família divergem completamente.


Os Sociopatas são golpistas por excelência


Os Sociopatas com sua não existência de consciência são capazes de tudo inclusive de planejar friamente seus golpes , muitas vezes , não estão preocupados com ninguém a não ser a si próprios e precisam passar uma imagem acima do bem e do mal.

Seus golpes começam sempre se demonstrando serem vitimas para ganharem confiança e depois passam a sugar o que lhes interessa , mesmo que o que lhe interessa mate seus filhos.Filhos para os Sociopatas servem apenas para disfarçarem suas mentiras .

Sexo

Sociopatas não existam em vender sexo pelo seus objetivos , isto acontece porque ?

Por causa da intimidade que o sexo traz e para o jogo da pena , ele pode ser imprenscidivel , normalmente o sociopata não tem prazer com o sexo , principalmente o feminino e nem quer ter para não criar pontos fracos .

Além disso em seus golpes sempre coloca que tem problemas sexuais para que a outra parte se interesse mais em ser especial .Para o sociopata o sexo serve para atrair vítimas.

Mentiras

Um sociopata pode ser identificado a distancia, desde que você não caia no golpe da pena .

Ele sempre é a vitima e vai encontrar argumentações para provar isso de forma obvia. Vide o caso de Eliana com Eduardo .A armação de Eliana para seu ex- marido com a Lei Maria da Penha a coloca como vitima, ela abre um inquérito e não uma queixa crime para que o ex- marido não possa se defender.

Ela vai inventar situações grotescas,as quais não consegue comprovar, e vai dizer que é uma pessoa boa . Vide o caso de Eliana que no desespero de convencer Eduardo diz que o ex-marido tentou envenená-la.Ela é capaz de simular uma situação para incriminar o outro.


Para isso ela se associa a outro sociopata para lhe ajudar na tarefa de e convencer as pessoas de bem, precisa ter um gasto muito alto para comprar pessoas ao seu redor.Afinal ela precisa se parecer frágil.

Ela vai sempre dizer que o ultimo relacionamento acabou porque não houve química ou alguém atrapalhou. Vide o caso de Eliana.Ela se desesperá quando pega e vai acusar alguém.

A Família alimenta sem perceber

O disturbio de Eliana é alimentado por sua familia , pois ela desenvolveu um modelo de sucesso para o ambito familiar , onde é vista como o exemplo de profissional e passou a viver sua vida em torno disso.

Sua super-irmã com afirma para Eduardo é maior patrocinadora, cumplice e aliada desta ilusão, pois sendo uma sociopata em grau mais avançado, tem a ganhar com o momento de Eliana, pois ela tomou tudo de seu ex- marido em seu golpe.


Para manter sua fama de bem sucedida ela mente descaradamente e evita o convivio regular e direto com a familia, ficando esta última sem condiçōes de avalar suas atitudes, e alimenta a mentira criada por Eliana em sua cabeça.

Conclusão
As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão “daqui para a frente”, mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.

Filhos as Grandes Vítimas


Os filhos são as maiores vitimas de uma sociopata , pois ao aplicar seus golpes elas não pensam neles alias os tratam como idiotas.

O sociopata é imune as relações de afetividade , pois ele cria uma história após a outra para justificar suas atitudes , seus objetivos e suas mentiras.

Ele dissimula e tenta envolver o máximo possível as pessoas para lhe dar alibis, não se importa com as consequencias para a formação dos filhos.

Vi uma sociopata expondo a filha para arrumar homem, é muito triste, é pior que as mães que usam seus filhos no sinal , vendendo balas ou apenas pedindo.

Veja o caso de Eliana , ela usa a filha em fotos para atrair vitimas para seus golpes usando a Lei Maria da Penha.não exita em usar a filha , para tentar demostrar que é uma pessoa de bem e que não destruiu a vida das pessoas próximas.


Eliana expõe sua filha a homens e coloca para Eduardo que são só crianças.Crianças hoje , adultos problemáticos amanhã.

Muitas vezes , psicólogos também são usados por um sociopata e é uma das presas mais fáceis, pois devido ao seu conhecimento acham que conhece bem o assunto e como não existem material bem estruturado sobre o tema e os sóciopatas estão entre nós e são difíceis de se identificar, principalmente aqueles que são bem sucedidos, se valem dos psicólogos para iludir a sociedade na busca de seus objetivos.

Eliana procurou um psicólogo pois estava preocupada com sua filha , uma vez que a separação podia estar causando uma forte carga emocional .

Mas na realidade o que Eliana queria era uma avaliação de um profissional para incrimanar seu ex-marido, que iria obter a guarda da criança , conseguiu a allienação da criança com o aval da psicologa.

Nunca saberemos o real prejuizo que o sóciopata é capaz de gerar em seus filhos, mas sabemos que deixará muitas sequelas.
às 23:27
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Violência e personalidade

25.01.12
Na realidade a Personalidade Anti-Social pode ser considerada, por alguns autores, como sinônimo da Sociopatia, visto imediatamente antes. Entretanto, preferimos discorrê-la separadamente. Isso facilitaria uma maior compreensão conceitual e a possibilidade do Transtorno Anti-social ser algo mais ameno que a Sociopatia, embora da mesma família. Veja a Personalidade Anti-Social nos Transtornos da Linhagem Sociopática da Personalidade.

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=90

Segundo o CID.10, Personalidade Anti-Social é um Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais e falta de empatia para com os outros. Haveria um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas, sendo que esse comportamento não seria modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas correções e punições.

Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe também, na Personalidade Anti-Social, uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. O CID.10 considera a Personalidade Anti-Social como sinônimo de Transtorno Amoral da Personalidade, Transtorno Associal da Personalidade, Personalidade Psicopática ou Sociopatia.

Sendo assim, o tema é mais extenso e complexo do que refere o CID.10. Por isso preferimos subdividí-lo para melhor compreendê-lo.

Segundo o DSM.IV, a característica essencial do Transtorno da Personalidade Anti-Social é um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que inicia na infância ou começo da adolescência e continua na idade adulta.
Uma vez que o engodo e a manipulação são aspectos centrais do Transtorno da Personalidade Anti-Social, pode ser de especial utilidade integrar as informações adquiridas pela avaliação clínica sistemática com informações coletadas a partir de fontes colaterais.

Para receber este diagnóstico, o indivíduo deve ter pelo menos 18 anos e ter tido uma história de alguns sintomas de Transtorno da Conduta antes dos 15 anos. O Transtorno da Conduta envolve um padrão de comportamento repetitivo e persistente, no qual ocorre violação dos direitos básicos dos outros ou de normas ou regras sociais importantes e adequadas à idade.

Os comportamentos específicos característicos do Transtorno da Conduta ajustam-se a uma dentre quatro categorias: agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, defraudação ou furto, ou séria violação de regras.

O padrão de comportamento anti-social persiste pela idade adulta. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social não se conformam às normas pertinentes a um comportamento dentro de parâmetros legais. Eles podem realizar repetidos atos que constituem motivo de detenção (quer sejam presos ou não), tais como destruir propriedade alheia, importunar os outros, roubar ou dedicar-se à contravenção. As pessoas com este transtorno desrespeitam os desejos, direitos ou sentimentos alheios.

Esses pacientes freqüentemente enganam ou manipulam os outros, a fim de obter vantagens pessoais ou prazer, podem mentir repetidamente, usar nomes falsos, ludibriar ou fingir. As decisões são tomadas ao sabor do momento, de maneira impensada e sem considerar as conseqüências para si mesmo ou para outros, o que pode levar a mudanças súbitas de empregos, de residência ou de relacionamentos. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social tendem a ser irritáveis ou agressivos e podem repetidamente entrar em lutas corporais ou cometer atos de agressão física, incluindo espancamento do cônjuge ou dos filhos.

Os atos agressivos cometidos em defesa própria ou de outra pessoa não são considerados evidências para este quesito. Eles podem engajar-se em um comportamento sexual ou de uso de substâncias com alto risco de conseqüências danosas. Eles podem negligenciar ou deixar de cuidar de um filho, de modo a colocá-lo em perigo.

Por tudo isso, os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social também tendem a ser consistente e extremamente irresponsáveis. O comportamento laboral irresponsável pode ser indicado por períodos significativos de desemprego apesar de oportunidades disponíveis, ou pelo abandono de vários empregos sem um plano realista de conseguir outra colocação. Pode também haver um padrão de faltas repetidas ao trabalho, não explicadas por doença própria ou na família. A irresponsabilidade financeira é indicada por atos tais como inadimplência e deixar regularmente de prover o sustento dos filhos ou de outros dependentes.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social demonstram pouco remorso pelas conseqüências de seus atos. Eles podem mostrar-se indiferentes ou oferecer uma racionalização superficial para terem ferido, maltratado ou roubado alguém. Esses indivíduos podem culpar suas vítimas por serem tolas, impotentes ou por terem o destino que merecem; podem minimizar as conseqüências danosas de suas ações, ou simplesmente demonstrar completa indiferença. Estes indivíduos em geral não procuram compensar ou emendar sua conduta. Eles podem acreditar que todo mundo está aí para "ajudar o número um" e que não se deve respeitar nada nem ninguém, para não ser dominado.

Sociopatia
Uma grande proporção, em torno de 25% dos prisioneiros, mostra muitas características do que a psiquiatria chama de Sociopatia. A DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais), define esse quadro como Transtorno da Personalidade Anti-social. Também a Organização Mundial de Saúde (CID-10) classifica a sociopatia sob a denominação de Transtorno da Personalidade Dissocial.
As características dos sociopatas engloba, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.

Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes.

Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade.

Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média. Devido ao fato de não demonstrarem sintomas de outras doença mental qualquer, na década de 60 o movimento norte-americano chamado Anti-psiquiatria recomendou que os sociopatas fossem excluídos das classificações psiquiátricas. Dizia-se, na época, que a alteração do sociopata era de natureza moral e ética e, para problemas éticos, as soluções tinham que ser éticas (cadeia), não médicas.

A teatralidade e manipulação social dos sociopatas é tão convincente que poucas pessoas, após algum contato duradouro com os sociopatas, são capazes de imaginar o seu lado negro, mau e perverso. Esses atributos os sociopatas são capazes de esconder durante toda vida. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.

Como a psiquiatria não tem uma avaliação unicamente binária da situação, como a obstetrícia que considera as grávidas e não grávidas, a sociopatia tem vários graus, desde simplesmente os socialmente perniciosos, passando pelas personalidade odiosas, até criminosos brutais do tipo "Silêncio dos Inocentes". Muitas personalidades conhecidas no campo da política, da polícia, das finanças e das empresas podem portar o caráter sociopático. Felizmente, apenas uma parte dos sociopatas se transforma em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais. Parece haver um amplo consenso entre os psiquiatras que a sociopatia é intratável.

A escala de valores do sociopata é tão precária (ou inexistente) que eles próprios sociopatas se consideram predadores sociais, e geralmente sentem expressivo orgulhosos disto. Normalmente eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo explícito das pessoas comuns. Eles costumam dissimular perfeitamente a intenção agressiva e violenta, normalmente atendo-se à intimidade doméstica ou agindo sorrateiramente. Trata-se, de fato, de uma agressão predatória, comumente acompanhada por excitação mínima do sistema Nervoso Autônomo (são frios) bem planejadas, intencionais e pouco emocionais.

O diagnóstico da sociopatia pode ser feito ainda na infância ou adolescência. Inicialmente ela começa com delinqüência infanto-juvenil. No DSM.IV a sociopatia da infância e adolescência é classificado como Transtorno do Comportamento Disruptivo, no subtipo Transtorno da Conduta. Na CID-10 também aparece com o nome Transtornos de Conduta e está subdivididos nos seguintes tipos:

1- Transtorno de conduta restrito ao contexto familiar;
2- Transtorno de conduta não-socializado;
3- Transtorno de conduta socializado;
4- Transtorno desafiador de oposição;
5- outros e não especificado

A característica essencial do Transtorno da Conduta é um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade.

O DSM-IV também subdivide o Transtorno de Conduta em alguns tipos principais:

1. a conduta agressiva, aquela capaz de causar ou mesmo ameaçar danos físicos a outras pessoas ou a animais;
2. a conduta não-agressiva, causadora de perdas ou danos a propriedades e;
3. a defraudação ou furto que reflete sérias violações de regras.

O padrão delinqüencial de comportamento costuma estar presente em varias circunstâncias, tais como em casa, na escola ou comunidade e as informações necessárias à anamnése devem ser colhidas com familiares ou outros informantes, tendo em vista o fato desses indivíduos tenderem a minimizar seus problemas de conduta. Esses pacientes infantis ou adolescentes costumam exibir um comportamento de provocação, ameaça ou intimidação, traduzindo um comportamento agressivo e reações também agressivas aos outros. Não é raro que eles provoquem lutas corporais, usem alguma arma capaz de causar sério dano físico (desde pedra, canivete, pedaços de pau até armas de fogo).

Outra característica dos delinqüentes é a capacidade de serem fisicamente cruéis com pessoas ou animais, de roubarem e de forçarem alguém a manter atividade sexual consigo. Desta forma, quando adolescentes, a violência física pode assumir a forma de estupro, agressão ou, em certos casos, até de homicídio. A destruição deliberada da propriedade alheia também é um aspecto característico do Transtorno de Conduta, assim como o incendiarismo, a depredação, a quebra de vidros de automóveis e o vandalismo. Mentir ou romper promessas para obter vantagens ou complacência do ambiente ou para evitar débitos ou obrigações também é freqüente.

O Transtorno de Conduta (que é o sociopata infantil) freqüentemente se inicia antes dos 13 anos e muitos pacientes começam o quadro permanecendo fora de casa até tarde da noite, apesar de proibições dos pais, fugindo de casa durante a noite ou outros tipos de desobediência às normas, sejam elas domésticas ou escolares. O DSM-IV é cauteloso quanto às fugas, não considerando para diagnóstico os episódios de fuga que ocorrem como conseqüência direta de abuso físico ou sexual contra o paciente.

Alguns autores preferem a denominação de Delinqüência para o Transtorno de Conduta, muito sugestiva, apesar de pouco honrosa. As condutas provenientes deste transtorno são normalmente mais graves que as travessuras comuns das crianças e adolescentes. Legalmente o termo "delinqüência" refere-se à transgressão das leis normativas de um determinado lugar por pessoa abaixo de determinada idade definida (16, 18 ou 21 anos). O mesmo ato praticado depois desta idade denomina-se crime. Percebe-se então, que o termo "delinqüência" pode não completar a idéia atrelada aos Transtornos de Conduta, já que muitos atos praticados têm apenas um caráter ético, não jurídico.

A CID-10 caracteriza os Transtornos de Conduta por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora. Para o diagnóstico devemos levar em conta a época do desenvolvimento da criança. Crises de birra, por exemplo, são comuns até aos 3 anos e não devem servir de base para este diagnóstico. Como exemplos de comportamentos válidos para o diagnóstico temos o seguinte:

1 - níveis excessivos de brigas;
2 - crueldade com animais;
3 - mentiras repetidas;
4 - destruição de propriedades;
5 - comportamento desafiador e;
6 - desobediência persistente.

Crianças sociopatas manifestam tendências e comportamentos que são altamente indicativos de seu distúrbio. Por exemplo, eles são aparentemente imunes a punição dos pais, e não são afetados pela dor. Nada funciona para alterar seu comportamento indesejável, e conseqüentemente os pais geralmente desistem, o que faz a situação piorar. Os sociopatas violentos mostram uma história de torturar pequenos animais quando eles eram crianças e também vandalismo, mentiras sistemáticas, roubo, agressão aos colegas da escola e desafio à autoridade dos pais e professores.

Os critérios para diagnósticos do Transtorno de Conduta infanto-juvenil do DSM-IV são os seguintes:

A. Um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade, manifestado pela presença de três (ou mais) dos seguintes critérios nos últimos 12 meses, com pelo menos um critério presente nos últimos 6 meses:

Agressão a Pessoa e Animais
(1) freqüentemente provoca, ameaça ou intimida outros
(2) freqüentemente inicia lutas corporais
(3) utilizou uma arma capaz de causar sério dano físico a outros (por ex., bastão, tijolo, garrafa quebrada, faca, arma de fogo)
(4) foi fisicamente cruel com pessoas
(5) foi fisicamente cruel com animais
(6) roubou com confronto com a vítima (por ex., bater carteira, arrancar bolsa, extorsão, assalto à mão armada)
(7) forçou alguém a ter atividade sexual consigo
Destruição de Propriedade
(8) envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndio com a intenção de causar sérios danos
(9) destruiu deliberadamente a propriedade alheia (diferente de provocação de incêndio)
Defraudação ou furto
(10) arrombou residência, prédio ou automóvel alheios
(11) mente com freqüência para obter bens ou favores ou para evitar obrigações legais (isto é, ludibria outras pessoas)
(12) roubou objetos de valor sem confronto com a vítima (por ex., furto em lojas, mas sem arrombar e invadir; falsificação)
Sérias Violações de Regras
(13) freqüentemente permanece na rua à noite, apesar de proibições dos pais, iniciando antes dos 13 anos de idade
(14) fugiu de casa à noite pelo menos duas vezes, enquanto vivia na casa dos pais ou lar adotivo (ou uma vez, sem retornar por um extenso período)
(15) freqüentemente gazeteia à escola, iniciando antes dos 13 anos de idade.

B. A perturbação no comportamento causa prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

C. Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, não são satisfeitos os critérios para o Transtorno da Personalidade Anti-Social.

Quanto a gravidade o Transtorno de Conduta pode ser:
1 - Leve: poucos problemas de conduta, se existem, além daqueles exigidos para fazer o diagnóstico e os problemas de conduta causam apenas um dano pequeno a outros.
2 - Moderado: número de problemas de conduta e efeito sobre outros são intermediários, entre "leve" e "severo".
3 - Severo: muitos problemas de conduta além daqueles exigidos para fazer o diagnóstico ou problemas de conduta que causam dano considerável a outros.

Transtornos de Conduta
O Transtorno de Conduta, típico de crianças, adolescentes e jovens, se caracteriza por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora, por no mínimo seis meses (CID10). Esse transtorno, quando em seu maior extremo, produz violações importantes das expectativas sociais apropriadas à idade do indivíduo e, portanto, é mais grave que as tradicionais travessuras infantis ou rebeldia normal de um adolescente.

O Transtorno de Conduta parece preocupar mais os outros do que a própria criança que sofre da perturbação e, nestes, são comuns o uso regular do fumo, bebidas alcoólicas ou drogas e comportamento sexual precoce.

O portador do Transtorno de Conduta pode não ter consideração pelos sentimentos, desejos e bem estar dos outros, demonstrando isso através de comportamento insensível, faltando-lhe um sentimento apropriado de culpa e remorso. Na realidade, conceitualmente, devemos ter em mente que o Transtorno de Conduta é o correspondente infantil daquilo que aprendemos como sociopatia ou Transtorno Anti-Social.

Os pacientes com esse transtorno podem viver acusando seus companheiros, tentando culpá-los por suas ações. A auto-estima está usualmente baixa, embora a pessoa possa projetar uma imagem de dureza. Pouca tolerância à frustração, irritabilidade, explosões temperamentais e negligência provocativa são também características freqüentes. Outros sintomas de ansiedade e depressão, além da redução da auto-estima, são comuns e podem justificar o diagnóstico adicional desses estados. Anteriormente, antes dessa febre demagógica do politicamente correto, essas crianças e adolescentes eram diagnosticados como Delinqüentes.

O Transtorno de Conduta tem importância clínica, devido ao grande número de encaminhamentos psiquiátricos, intercorrências judiciais, policiais e sociais motivados por comportamentos anti-sociais e agressivos. Normalmente o comportamento anti-social da infância costuma ser precursor de comportamento anti-social no adulto. É incomum encontrar comportamento anti-social adulto na ausência de uma história de transtorno semelhante ou delinqüência na infância. A não diminuição destes comportamentos problemáticos à medida em que o tempo passa tem sido visto como um mau prognóstico para a socialização adulta normal.

Embora algum comportamento delinqüencial e rebelde seja relativamente comum durante a adolescência, trata-se de um modismo ou ocorrência própria da faixa etária. Felizmente, apenas um pequeno percentual desses jovens se tornará infrator crônico depois de adulto.
Para o diagnóstico do Transtorno de Conduta, recomenda-se a ocorrência persistente e repetitiva de um número variável das características abaixo:

1. Roubo sem confrontação com a vítima em mais de uma ocasião (incluindo falsificação).
2. Fuga de casa durante a noite, pelo menos duas vezes enquanto vivendo na casa dos pais (ou em um lar adotivo) ou uma vez sem retornar.
3. Mentira freqüente (por motivo que não para evitar abuso físico ou sexual).
4. Envolvimento deliberadamente em provocações de incêndio.
5. Gazetas freqüentemente na escola (para pessoa mais velha, ausência ao trabalho).
6. Violação de casa, edifício ou carro de uma outra pessoa.
7. Destruição deliberadamente de propriedade alheia (que não por provocação de incêndio).
8. Crueldade fisica com animais.
9. Forçar alguma atividade sexual com ele ou ela.
10. Uso de arma em mais de uma briga.
11. Freqüentemente inicia lutas físicas.
12. Roubo com confrontação da vítima (por exemplo: assalto, roubo de carteira, extorsão, roubo à mão armada).
13. Crueldade física com pessoas.

Quanto a classificação do grau de gravidade os critérios são:

Leve - poucos ou nenhum problema de conduta a mais daqueles exigidos para o diagnóstico, e os problemas de conduta apenas causam pequenos danos aos outros.
Moderado - número de problemas de conduta e efeito nos outros, intermediário entre leve e grave.
Grave - Os problemas de conduta causam danos consideráveis a outros, p.ex.: graves lesões corporais às vítimas, amplo vandalismo ou roubo, ausência prolongada de casa.

Existem estudos que mostram evidências de que certos tipos de violência episódica podem estar associados à alguns transtornos do sistema nervoso central. Muitos jovens seriamente perturbados podem revelar alterações disrítmicas do sistema nervoso central. Uma das ocorrências co-mórbidas ao Transtorno de Conduta mais comumente encontradas é a chamada Hiperatividade com Déficit de Atenção.

O quadro de Transtorno de Conduta tem sido considerado de mau prognóstico, tendo em vista não haver tratamento efetivo especifico para ele.

Episódio Maníaco
Um Episódio Maníaco é uma das fases do Transtorno Afetivo Bipolar, durante a qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. A perturbação do humor deve ser acompanhada por pelo menos três sintomas adicionais de uma lista que inclui:

auto-estima inflada ou grandiosidade
necessidade de sono diminuída,
pressão por falar
fuga de idéias
distratibilidade
maior envolvimento em atividades
agitação psicomotora
envolvimento excessivo em atividades prazerosas

O humor no Episódio Maníaco pode ser irritável, ao invés de elevado ou expansivo. Essa perturbação afetiva costuma ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos.

O Episódio Maníaco não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, como por exemplo a cocaíma, álcool ou maconha, de um medicamento, como por exemplo os redutores do apetite ou outros tratamentos somáticos para a depressão.

O humor elevado de um Episódio Maníaco pode ser descrito como eufórico, incomumente bom, alegre ou excitado. A qualidade expansiva do humor é caracterizada por entusiasmo incessante e indiscriminado por interações interpessoais, sexuais ou profissionais. Embora esse humor elevado seja considerado o sintoma prototípico, a perturbação predominante do humor pode ser irritabilidade, particularmente quando os desejos da pessoa são frustrados. Aí é que entra o potencial agressivo e violento do maníaco.

A auto-estima inflada tipicamente está presente, indo desde uma autoconfiança sem crítica até uma acentuada grandiosidade que pode alcançar proporções delirantes. Os delírios grandiosos no Episódio Maníaco são comuns, como por exemplo, ter um relacionamento especial com Deus ou com alguma figura pública do mundo político, religioso ou artístico).

A fala maníaca é tipicamente pressionada, alta, rápida e difícil de interromper. Esses pacientes podem falar ininterruptamente, às vezes por horas a fio, sem consideração para com o desejo de comunicação de outras pessoas. A fala por vezes se caracteriza por trocadilhos, piadas e bobagens divertidas. O indivíduo pode tornar-se teatral, apresentando maneirismos dramáticos e cantando. Os sons podem governar a escolha de palavras mais do que os nexos contextuais significativos (reverberação). Se o humor da pessoa for mais irritável do que expansivo, a fala pode ser marcada por queixas, comentários hostis ou tiradas coléricas.

O aumento da atividade dirigida a objetivos freqüentemente envolve excessivo planejamento e participação de múltiplas atividades, como por exemplo, atividades sexuais, profissionais, políticas e religiosas. Um aumento do impulso, fantasias e comportamento sexual em geral está presente. A pessoa pode assumir simultaneamente múltiplos novos empreendimentos profissionais, sem levar em consideração possíveis riscos ou a necessidade de completar cada uma dessas investidas a contento.

Expansividade, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento freqüentemente levam o paciente com Episódio Maníaco envolver-se imprudentemente em atividades prazerosas tais como surtos de compras, direção imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa, apesar das possíveis conseqüências dolorosas destas atividades.

O comprometimento resultante da perturbação pode ser suficientemente severo para causar acentuado prejuízo no funcionamento ou para exigir a hospitalização, com o fim de proteger o indivíduo das conseqüências negativas das ações resultantes do fraco julgamento. Essas conseqüências envolvem perdas financeiras, atividades ilegais, perda do emprego e, inclusive, comportamento agressivo.

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Golpe do novo amor ou parceiro perfeito

24.01.12
      Pequenos Golpes Populares
Golpe do "novo amor" ou parceiro perfeito
Alavancas: Ingenuidade e Escassa Atenção, Irracionalidade, Necessidade

http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=301

Este golpe tem muitas variantes e sobretudo existe na versão “masculina” e na versão “feminina”. Pelas minhas estatísticas, até o momento, é um pouco mais freqüente na versão “masculina” (ou seja onde o golpista é homem e as vítimas são mulheres). Existem ainda casos bastante freqüentes de golpes deste tipo aos danos de homossexuais.

O conceito é muito simples. O golpista (homem ou mulher) seleciona uma ou mais vítimas (vi casos onde um único homem estava aplicando o golpe em 5 mulheres ao mesmo tempo) que, normalmente, devem ter as seguintes características:
Estar bastante carentes de um ponto de vista afetivo.
Morar sozinhas e/ou ter independência.
Possuir certo patrimônio em dinheiro, imóveis, bens ou renda (inclusive por trabalho).
Vítimas com caráter pouco forte são preferidas assim como pessoas com algum tipo de problema (inclusive de ordem psicológica) que limite suas capacidades de tipo social.

O objetivo é fazer a vítima se apaixonar pelo golpista, o qual também deixará acreditar estar muito envolvido emocionalmente. Ele será sempre bonito ou sensual, carinhoso, gentil, atencioso, disponível etc ... De forma geral, por se tratar de um golpista, terá capacidade de moldar seu perfil para melhor atender as expectativas e desejos da vítima. Eventualmente o golpista passará a morar junto com a vítima, em tempo integral ou parcialmente com alguma desculpa (mãe doente, trabalho etc...). Pode até propor ou vislumbrar a possibilidade de um casamento. Se alguém da família ou dos amigos da vítima suspeitar ou ficar contra ele, fará de tudo para desmoralizar esta pessoa e afastar a vítima dela.
Uma vez construído e consolidado o envolvimento emocional iniciarão a aparecer os verdadeiros objetivos, ou seja tentar desviar patrimônio e dinheiro com as mais variadas modalidades e desculpas. Aparecerão histórias sobre doenças dele ou de familiares queridos, problemas com esposas ou filhos de relacionamentos anteriores, dívidas e/ou agiotas cobrando de forma radical, novos negócios (furados) nos quais quer envolver a/o “amada/o” etc...
Para tanto proporá a venda de apartamentos ou outros bens, o saque de poupanças, a tomada de financiamentos em nome da vítima etc... poderá chegar até a se aproveitar do acesso à casa da vítima para roubar jóias e outros valores.

Uma vez conseguidos os objetivos, ou seja tomar tudo o possível, o/a golpista arrumará uma desculpa para se afastar ou simplesmente desaparecerá.

Já foram registrados casos deste tipo com epílogos violentos ou até fatais.

Os lugares onde estes golpistas “caçam” suas vítimas, são bastante variados; sistemas tipo Orkut e Facebook e salas de “Bate-Papo” na internet, boates e bailes e, quem diria, até igrejas.
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Sociopata Carlos Alberto Melo

24.01.12
Golpe do ‘Amor’ pode ter sido praticado em outros Estados
A delegada pede para que as vítimas procurem a delegacia e prestem queixa contra o homem acusado de aplicar golpes com promessa de união familiar


Carlos Alberto pode ter praticado o golpe em outros Estados Foto: SSP
Um senhor com aparência de pai de família e uma conversa muito articulada. É dessa forma que a delegada Viviane Pessoa, da Delegacia Especial de Combate a Falsificação e Defraudações (DEFD) descreve o homem acusado de aplicar golpes em mulheres. A promessa de casamento e de partilhar uma vida a dois pode ter feito muitas vítimas.
A delegada conta que a polícia conseguiu prender Carlos Alberto Cardoso de Melo, de 53 anos, na manhã da última terça-feira, 30, após cerca de sete meses de investigação. Acusado de estelionatário, Carlos Alberto utilizava vários meio para encontrar suas vítimas. Segundo a delegada, as mulheres eram abordadas em igrejas, pontos de ônibus ou ainda encontradas via internet.

A delegada conta que as investigações foram iniciadas após uma mulher que é mãe de dois filhos


O homem diz que era somente amigo das mulheres Foto: Portal Infonet
menores ter procurado a delegacia desesperada porque tinha vendido a residência e o suposto namorado tinha desaparecido com todo dinheiro da venda do imóvel, cerca de R$ 15 mil. Nesse caso, Viviane Pessoa salienta que Carlos Alberto disse para a vítima que iria juntar com um dinheiro que ele iria receber e comprar um imóvel no bairro Jardins para morar com a mulher.
O que chamou a atenção durante a prisão do homem foi o vasto material encontrado com ele. Além de cartões de crédito, telefones celulares, cheques assinados com folhas em branco, diversas contas de lojas e despesas das vítimas, a
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=96836&titulo=noticias

Com a promessa de uma vida a dois o homem conseguia tirar bens e dinheiro das vítimas
polícia encontrou um caderno com dados das mulheres que podem ter sido vítimas do estelionatário.
“Foi encontrado essas anotações com mais de mil nomes de mulheres e telefones, além de livros de auto ajuda”, destaca a delegada.

Viviane Pessoa conta que a polícia investiga a participação de Carlos Alberto em crimes praticados em outros Estados como Ceará, Bahia, Alagoas e São Paulo. Para a polícia, Carlos Alberto negou os golpes e disse apenas que conhecia as mulheres citadas durante depoimento, mas que eram amigas e que gostava de conversar e aconselhar.

Com a divulgação da imagem do acusado a polícia espera que outras mulheres possam ir até a


Vários objetos das mulheres foram encontrados em poder do homem
delegacia e prestar queixa do acusado. “Espero que as mulheres rompam a vergonha e venham até a delegacia relatar se foram vitimas desse estelionatário”, afirma a delegada, salientando que a pena para este tipo de crime aumenta de acordo com o número de vítimas, para cada vítima de um ano a cinco anos de reclusão.
A polícia está trabalhando no levantamento da ficha de Carlos Alberto para saber se ele possui passagens por outros crimes.

 

Por Kátia Susanna

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Sociopata Douglas

24.01.12
http://blogs.estadao.com.br/jt-seguranca/golpista-seduzia-mulheres-pela-internet/


Oliveira, 27 anos, usava a internet para se aproximar de mulheres carentes (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Elvis Pereira

Douglas Coelho de Oliveira, de 27 anos, foi preso num shopping da zona oeste após ter enganado a namorada que conhecera pela internet. Ele tentou extorqui-la em US$ 74 mil. Outras três mulheres já procuraram o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) para denunciá-lo.

Oliveira e a vítima, uma profissional liberal paulistana de 32 anos, se conheceram em um site de relacionamentos em fevereiro deste ano. O estelionatário se apresentou como Maurício Coelho Kojoskowhitt Zimmernann, sobrenomes que seriam de mãe russa e pai alemão. Exibia porte físico e boa conversa, e simulava ser fiscal da Receita Federal. Ele dizia estar envolvido em denúncias de corrupção, por isso era impedido de ter movimentação bancária, além de ser tradutor.

No início do relacionamento, o estelionatário depositou na conta bancária da vítima um cheque de R$ 20 mil. Depois, pediu o cartão e a senha da namorada para movimentar o dinheiro. Gastou os R$ 20 mil e muito mais, zerando a conta da vítima. Além disso, nesse período, viajou para o Nordeste com a namorada, às custas dela. Submeteu-se a cirugias plásticas no rosto e no abdome, também pagas por ela. No fim, recebeu um Jetta, modelo de luxo da Volkswagen, cujo preço parte de R$ 79 mil, financiado pela namorada.

A família da vítima questionou o relacionamento. Desconfiada, a paulistana procurou o Deic no início do mês passado e descobriu que Maurício não existia. “Havia na internet páginas alertando que ele era estelionatário”, afirma o delegado Jan Plzak, do Deic.

A vítima tentou terminar o namoro, mas Oliveira criou uma história sobre uma dívida com a “máfia coreana”. Se o débito de US$ 74 mil não fosse quitado, os criminosos matariam algum familiar dela. De estelionato, o caso transformou-se em extorsão e o Deic orientou a paulistana a tentar diminuiu o valor.

Ela reduziu o preço para US$ 23 mil e combinou a entrega em um shopping no último dia 24. Ao pegar o dinheiro, Oliveira recebeu voz de prisão. Ele morava em Diadema, na região do ABC. Tem duas passagens pela polícia: uso de documento falso e falsidade ideológica. Afirmou ser tradutor, mas fala apenas português. O falso fiscal da Receita está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), zona oeste da capital.

COMO ELE AGIA

- Oliveira, segundo o Deic, era articulado, alto e exibia bom porte físico. Procurava mulheres carentes em sites de relacionamento
- Nos quatro meses de namoro, gastou pelo menos R$ 20 mil da vítima, além dos presentes recebidos, entre eles um carro
- Quando ela cogitou terminar o relacionamento, o acusado tentou extorqui-la
- A polícia acredita que o cheque utilizado pelo rapaz no golpe seria fruto de outra vítima e tenta agora localizá-la
- Outras três mulheres estiveram no Deic após a prisão de Oliveira. Quem reconhecê-lo deve procurar a delegacia
- Para a polícia, mulheres devem evitar fornecer cartões e senhas em início de relacionamentos

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Você sabe o que é um sociopata?

24.01.12
Você sabe o que é um sociopata?
Publicado no Tribuna do Brasil de 23/3/2007
Caderno TBPrograma, Coluna Psicoproseando...com Maraci

Em todo lugar, encontramos pessoas impressionadas com as circunstâncias da morte da servidora do STJ Maria Aparecida da Silva, que teria cometido suicídio ao ingerir veneno em decorrência de um pacto de morte feito com o golpista, e então seu namorado, Kleber Gusmão Ferraz. Esse episódio é tão assustador quanto difícil de entender. Como pode uma mulher se deixar envolver desse modo? - é o que mais se pergunta.
Lamentavelmente não conheci Aparecida. Mas imagino que era alguém que, na sua boa-fé, acreditava nas pessoas em geral e desconhecia a dimensão das próprias dificuldades emocionais, que a fizeram um alvo fácil para Kleber. Ninguém efetivamente saudável se deixaria enganar a esse ponto. Mulheres emocionalmente maduras e preparadas nem são abordadas por esse tipo de "homem". Também não conheço Kleber. Mas o que ele fez é típico de quem pode ser classificado como sociopata.
A sociopatia é também conhecida como "transtorno da personalidade anti-social" ou "transtorno da personalidade dissocial". Ela pode ser leve, moderada ou grave. Mas, de uma forma ou de outra, os sociopatas são indivíduos egocêntricos, desprovidos de valores morais, que desprezam a sociedade, suas leis e obrigações, assim como as outras pessoas, inclusive os próprios filhos. Por isso, não se apiedam ou sentem remorsos, o que os impede de se modificarem, mesmo se punidos.
São pessoas com inteligência normal ou acima da média, que não apresentam nenhum sintoma de doença mental de fácil identificação e possuem grande habilidade para convencer, induzir por meio de mentira, insinuação, sedução, intimidação, ameaça ou violência. Cínicas, roubam, abusam, trapaceiam. Incapazes de amar ou de serem leais, suas emoções são superficiais e falsas. Covardes, uma vez que só atacam quem teria dificuldade para reagir, podem até colocar em risco a vida de outras pessoas, sem constrangimento.
Esses indivíduos costumam se auto-intitular "predadores sociais" e sentem orgulho disso. Não raro culpam suas vítimas, classificando-as de tolas, impotentes, merecedoras do destino que tiveram. Quando descobertos, podem simular um arrependimento que jamais sentirão.
Na vida social, o sociopata costuma ser charmoso. Seu talento teatral é tão convincente que poucas pessoas são capazes de imaginar seu lado perverso, que eles podem esconder durante toda a vida. E uma vítima de violência pode perceber a verdadeira índole do sociopata apenas alguns momentos antes de ser por ele morta.
Não foi à toa que Kleber escolheu Aparecida. Assim como não foi sem motivo que ele escolheu Sônia de Fátima Ferreira, outra de suas vítimas. Foi conversando com essas duas mulheres que ele percebeu que poderia enganá-las e tirar proveito disso. E funcionou, infelizmente. As duas foram sugadas materialmente, fisicamente, emocionalmente. E ambas estão mortas.
Sei que, para muita gente, essas mulheres tiveram um comportamento absurdamente permissivo, excessivamente ingênuo, idiota mesmo. Mas, acreditem, esses processos não são tão simples. Até mesmo profissionais como psiquiatras, psicólogos, juízes, policiais podem ser vítima de um ou de uma sociopata. Basta que estejam emocionalmente fragilizados. Um sociopata é um ser extremamente ardiloso e perigoso.
Assim, espero que o que aconteceu a Aparecida e Sônia sirva de lição a todos nós. Que não nos exponhamos tanto. Que nos protejamos do mal que nos ronda. Que estejamos sempre alertas, orando e vigiando.
Que essas duas mulheres possam descansar em paz. E que, nesse caso, também a justiça dos homens seja feita!
http://maracisantana.blogspot.pt/2007/06/voc-sabe-o-que-um-sociopata.html?m=1

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Dormindo com o inimigo

24.01.12
Dormindo com o inimigo
Casos de crimes violentos como o ocorrido com o empresário Kitano Matsunaga, da Yoki, mostram que dividir a cama com alguém pode ser uma caixa de surpresas - nem sempre tão boas assim


Por Ana Fabrício


Ao nos apaixonarmos por alguém, nosso desejo é viver feliz com o objeto da nossa paixão - até que a morte nos separe. Porém, nem sempre acertamos a escolha. E a pessoa que escolhemos para dividir nossa caminhada - e em quem mais confiamos - pode, de repente, transformar-se de príncipe em sapo - ou de princesa em rã - e acabar convertendo o que poderia ser um relacionamento do tipo ‘felizes para sempre’ em caso de polícia, como o caso recente de Elize Matsunaga, mulher do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, que confessou o assassinato e esquartejamento do marido.

Mas o que faz com que uma pessoa com quem se estabeleceu uma rotina de intimidade e afeto possa chegar ao extremo de tirar a vida de alguém? O caso de Elize, estarrecedor, é só mais um, entre muitos, que ocorrem não só no Brasil, mas em vários lugares do mundo. E chocam não apenas pela brutalidade, mas por serem cometidos por alguém muito próximo da vítima.

Para os psiquiatras, não há um padrão de comportamento que explique todos os casos. Contudo, há uma característica comum nesses acontecimentos: sentimentos de posse, ciúmes e insegurança que extrapolam a normalidade. Porém, cada caso é um caso - e não dá para generalizar. São as circunstâncias de cada um deles que determinam o alcance da tragédia.

“Em primeiro lugar, é importante lembrar que nenhum comportamento humano tem uma causa isolada. Nossa mente é complexa. As ações e reações normalmente resultam de uma longa cadeia de fatores diversos”, explica o psiquiatra Daniel de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC) - onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor) –, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia (Universidade de São Paulo-USP), além de escrever para o Portal do Estadão. “No caso de humilhações constantes, esse pode ser um dos elementos envolvidos numa reação violenta, planejada ou não, por parte daquele que se sente acuado e sem saída.” 

Vítimas da cultura machista 

Esse tipo de crime tem, em sua grande maioria, a mulher como vítima, com algumas exceções, como no caso de Elize, que matou o companheiro. Segundo o psiquiatra e professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Sérgio Baldassin, isso acontece porque alguns comportamentos, como a violência, são predominantes no homem desde o começo das civilizações. “Determinadas civilizações antigas, quando governadas por mulheres, caracterizam-se por apresentar predominantemente materiais agrícolas em seus registros históricos; quando por homens, destacam-se nas pesquisas o material bélico”. 
Ou seja, o homem, na figura do macho, ainda tem resquícios do tempo das cavernas. Segundo Barros, esse é um crime de gênero, ligado não apenas à maior força física do macho, mas, ainda, às diversas crenças e posturas com relação aos papéis da mulher e do homem no relacionamento. “O ambiente cultural é um fator de grande peso na ocorrência de crimes como esses.”

Mas como saber quem é, verdadeiramente, a pessoa com a qual convivemos e dividimos nossa cama? Para Baldassin, pode não haver sinais. Esse tipo de pessoa pode ou não dar pistas de uma personalidade violenta. Ela pode ser sossegada o tempo todo e, em algum momento, ficar violenta. “As possibilidades existem. Os sinais muitas vezes não são percebidos pelo próximo, que tende a achar que o sujeito era assim mesmo, quieto, isolado ou esquentado...” 

Para o caso específico de crimes como o cometido por Elize, Baldassin diz que não há um perfil. “Podem ser cometidos por indivíduos normais ou psicóticos, movidos por ideias delirantes, em busca de algum ganho, a qualquer custo.”

Segundo o psiquiatra Daniel de Barros, a maioria dos criminosos - mesmo entre os que cometem crimes bárbaros - não tem nenhum transtorno psiquiátrico. “Mais importante do que isso é fundamental lembrar que grande parte das pessoas que sofre com um transtorno mental nunca comete crime algum. Portanto, não há um sinal que seja específico para identificar quem irá ou não cometer atos violentos.” (Ana Fabrício)


Como identificar um psicopata?

Quanto aos psicopatas, o psiquiatra e professor Sérgio Baldassin traça um perfil com algumas das suas características principais. Importante destacar: estes sinais não significam, necessariamente, que todos eles sofrem. Mas alguns psicopatas sofrem mais, como os tímidos, nerds, isolados e esquizotímicos (têm personalidade introspectiva, concentrada, inquieta e contraditória consigo próprio).


Mas Barros alerta que os psicopatas são sujeitos extremamente frios, indiferentes ao sofrimento alheio, incapazes de estabelecer relacionamentos profundos e verdadeiros, em qualquer esfera da vida.


Fique atento aos sinais: 
Indiferença pelos sentimentos alheios; pobreza geral na maioria das reações afetivas. 
Conduta antissocial: atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais. 
Incapacidade de manter relacionamentos, embora não haja dificuldade em estabelecê-los. 
Muito baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência. 
Incapacidade de experimentar culpa ou remorso, ou de aprender com a experiência, particularmente punição. 
Propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis para o comportamento que o levou ao conflito com a sociedade. 
Desprezo para com a verdade e insinceridade. 
Sedução e boa inteligência. 
Não confiabilidade. 
Egocentrismo patológico e incapacidade para amar. 
Perda específica de insight (compreensão interna). 
Comportamento extravagante e inconveniente, algumas vezes sob a ação de bebidas, outras não. 
Vida sexual impessoal, trivial e mal integrada. 
Falha em seguir qualquer plano de vida. 
Amor ou ódio?
No Brasil e no mundo todo, são poucos os acontecimentos criminosos que têm o homem como vítima da mulher. A violência em um relacionamento pode partir tanto de um quanto de outro, mas, segundo as estatísticas policiais, há mais inimigos que inimigas. 


No Brasil, os casos conhecidos em que uma mulher foi acusada de matar o parceiro são três: 

Dorinha Duval - Em 1980, a atriz Dorinha Durval confessou ter matado com três tiros o seu marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara (16 anos mais novo do que Dorinha) ter dito não sentir mais atração por “uma velha” e, em seguida, tê-la agredido. A atriz foi condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto.






Zulmira Galvão Bueno - Em 1950, Zulmira Galvão Bueno matou com dois tiros o marido, Stélio Galvão Bueno, ao descobrir que ele lhe era infiel. Stélio Galvão Bueno era um advogado de sucesso, e Zulmira uma humilde bilheteira de cinema. Ela foi condenada a dois anos de prisão, com sursis (suspensão condicional da pena).


 Cippolina - O corpo do coronel aposentado da Polícia Militar e deputado estadual Ubiratan Guimarães foi encontrado por seus assessores políticos no dia 10 de setembro de 2006, caído perto do sofá, em seu apartamento. Sua namorada e suspeita de ser a assassina, a advogada Carla Cippolina, negou o crime. Mas câmeras do elevador a gravaram deixando o prédio do coronel no horário aproximado da morte. Guimarães ficou nacionalmente conhecido por comandar a invasão do extinto presídio do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar.
Apesar de Carla alegar inocência, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a indiciou pelo assassinato de Ubiratan. Mas o processo foi arquivado pelo juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, em 2008, que entendeu que não havia provas suficientes para indicar Carla como suspeita do homicídio. Porém, em junho de 2010, a Câmara Criminal do TJ-SP decidiu que a advogada fosse submetida a júri popular, marcado para o mês de agosto próximo. A denúncia sustenta que Carla matou Ubiratan após uma discussão por ciúmes. Para o MP, a advogada decidiu atirar nele para se vingar por ele ter colocado um fim ao relacionamento dos dois.

Homens matam muito mais que mulheres

Já os casos de homens que matam mulheres são mais comuns. No livro Dormindo com o inimigo (editora Bertrand Brasil), o psicólogo e orientador pessoal Roberto Bo Goldkorn demonstra que a mulher é vítima em cerca de sete entre dez casos de uniões conflituosas (esses dados batem com os números de crimes passionais divulgados pela polícia). No seu livro, Goldkorn mistura sua experiência profissional e pessoal (fatos relatados por pacientes, parentes e amigos) com uma apurada pesquisa fundamentada em fatores históricos, sociais, culturais, psicológicos e fisiológicos, com o objetivo de fazer com que o leitor aprenda a perceber, no dia a dia, quem são os verdadeiros aliados e quem são aqueles que estarão dispostos a atacar ao primeiro descuido.

Confira os principais casos de crimes cometidos por homens contra mulheres no Brasil: 


Mércia Nakashima - A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar os avós, e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água. O principal suspeito do crime é o ex-namorado de Mércia, o policial aposentado Mizael Bispo de Souza, que teria matado a jovem com o auxílio do vigia Evandro Bezerra da Silva. O motivo do crime: Mércia queria acabar o relacionamento. Mizael, depois de algum tempo foragido, entregou-se à polícia. Atualmente preso, aguarda julgamento.



Eloá Cristina Pimentel – Em 13 de outubro de 2008, Eloá Cristina Pimentel e uma amiga, Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos de idade, foram tomadas como refém pelo ex-namorado de Eloá, Lindemberg Alves Fernandes, no mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. O fato aconteceu em Santo André, no ABC paulista. A polícia cercou o local, mas não obteve sucesso na negociação com o sequestrador. Após cem horas de terror, Lindemberg atirou contra as jovens: Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu; Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Em fevereiro, Lindemberg foi condenado a uma pena de 98 anos e dez meses de prisão, pelos doze crimes dos quais foi acusado.

Farah Jorge Farah – Após uma discussão com a dona de casa Maria do Carmos Alves, 46 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso que já durava mais de 20 anos, o cirurgião plástico de origem libanesa, Farah Jorge Farah a matou e a esquartejou. O crime ocorreu em 2003, no interior da clínica do médico, que utilizou seus conhecimentos técnicos para retirar as vísceras, drenar o sangue e extirpar marcas que pudessem diminuir o peso do corpo e identificar a vítima. O cirurgião guardou as partes do corpo de Maria do Carmo em cinco sacos plásticos, deixados no porta-malas do carro dele. No dia seguinte, ele confessou o crime à família. Considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima, Farah ficou preso durante quatro anos e meio e obteve da Justiça o direito de recorrer em liberdade.

Antônio Pimenta Neves – Depois de quatro anos de um relacionamento conturbado, o jornalista Antonio Pimenta Neves, então editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, deu dois tiros - um nas costas e outro na cabeça - da sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, de 31 anos. O crime ocorreu no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo. O motivo: ciúmes. Após 10 anos sem punição, Pimenta Neves está preso.

Lindomar Castilho - Eliana de Grammont e Lindomar Castilho já estavam separados oficialmente havia 20 dias quando ele a matou com um tiro no peito. Na época, 1981, Eliana tinha 26 anos. O crime aconteceu no bar Belle Époque, em São Paulo. O motivo: Lindomar descobriu que Eliana tinha um caso amoroso com seu primo. Submetido a júri popular em 1984 e condenado a 12 anos de prisão, cumpriu apenas quatro anos e ganhou liberdade condicional por bom comportamento.

Doca Street - Em 1970, Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street, era um homem de 42, paulista e rico, quando se apaixonou por Angela Diniz, conhecida como a “Pantera de Minas”. A relação dos dois era explosiva. Numa briga, depois de ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e a assassinou com três tiros no rosto e um na nuca. O crime aconteceu em dezembro de 1976, na praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro. Condenado, em 1979, por homicídio culposo, Doca foi, em seguida, beneficiado pelo sursis (suspensão condicional da pena). Segundo a alegação da defesa, o crime foi "em legítima defesa da honra", depois de o assassino ter sofrido "violenta agressão moral". Dois anos depois, por pressão de movimentos feministas, ele acabou sendo condenado a 15 anos de prisão.


Tragédias na literatura e no cinema 

Os crimes cometidos em nome da paixão ou de psicopatias estão bem representados no cinema e na literatura. Confira alguns deles:




Dormindo com o inimigo - Um dos filmes mais conhecidos sobre o assunto é Dormindo com o Inimigo (1990), com Julia Roberts no papel de Laura. Ela conhece Martin Burney, que parece ser o homem dos seus sonhos: bonito, bem-sucedido e sedutor. Mas, depois de casada, ela descobre o verdadeiro Martin: compulsivo, dominador e violento. Ela passa a viver um pesadelo e, após três anos, planeja sua fuga. Sabendo que apenas sua morte impediria Martin de continuar a lhe perseguir, Laura simula um afogamento em um acidente de barco e muda-se para uma cidadezinha do centro-oeste. Mesmo com uma nova aparência e identidade, ela continua sobressaltada, perseguida pela memória da brutalidade de Martin. Movido por uma obsessão doentia, ele não desiste de reencontrá-la. 


Otelo - Uma das mais conhecidas obras do escritor inglês William Shakespeare, Otelo relata com maestria um crime passional. Na história, Otelo, um general mouro de Veneza, assassina sua jovem esposa, Desdêmona, por acreditar que ela o traía com Cássio, um dos seus soldados. Entretanto, ao descobrir que sua esposa, na verdade, lhe era fiel, Otelo come suicídio.

http://freesaopaulo.blogspot.pt/2012/07/dormindo-com-o-inimigo.html
Peça ajuda:

Em situações de ameaça evidente ou risco, os telefones e endereços eletrônicos abaixo podem ser muito úteis para a mulher.


- Disque Saúde Mulher - 0800 6440803
- Delegacia de Defesa da Mulher (24 horas) - (11) 3241-3328
- Casa Eliane de Grammont - (11) 5549-9339 
- Casa Sofia - 0800 7703053 
- Centro de Atendimento à Mulher Cidinha Kopcak - (11) 6115-4195 


Guia de Serviços de Atendimento à Violência On-line: www.mulheres.org.br 
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres: www.presidencia.gov.br/spmulheres 

Teste

Descubra se você (ou seu parceiro) é um psicopata

Esse é um famoso teste psicológico norte-americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, os fins sempre justificam os meios. 
Quer saber se você pensa como um psicopata? Então, faça o teste abaixo.

Leia a história e responda à pergunta. 

“Uma mulher tinha duas filhas, já adultas. Essa mulher morreu, e no dia do seu velório, sua filha mais nova conheceu um rapaz, bonito, elegante, simpático, inteligente... Eles se apaixonaram e, algum tempo depois, casaram-se. Mas, em poucos meses, eles brigaram e se separaram. O rapaz foi embora. A moça, que ainda gostava dele, sentiu-se amargurada por ter sido deixada. Então, ela tomou uma decisão terrível: Matou sua única irmã.” 

A pergunta é: por qual motivo a moça matou a própria irmã? 

Resposta: Como a moça conheceu o rapaz no funeral de sua mãe, supôs que ele era conhecido da família. Então, decidiu que a única maneira de trazê-lo de volta seria o funeral de algum outro familiar. Logo, matou a irmã na esperança de que o rapaz aparecesse novamente no funeral.

Para um psicopata, as pessoas ao seu redor não são nada além de degraus para alcançar seus objetivos. Eles usam essas pessoas, e quando não são mais necessárias, eles as descartam. Simples assim. Se vc conhece alguém que acertar a resposta, tire-o de seu e-mail ou de sua agenda... Fique bem longe.

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Como lidar com um psicopata

23.01.12
Como lidar com um psicopata http://malvadas.org/2009/11/como-lidar-com-um-psicopata/
por Vanessa em 22/11/2009 às 18:12Feminicies
Deixar uma pessoa irritada, em pouco tempo, não é um dom para qualquer um. Primeiramente, a pessoa tem que ter um nível elevado de cara-de-pau, falta de noção e ser dissimulado. Só assim, consegue fingir que não está entendendo a nossa raiva.
Pessoas normais também podem ser irritantes. Já um psicopata, será em disparado o mais insuportável. Ainda mais se ele tiver acabado de levar um pé na bunda e não ter mais nenhum contato com a vítima. Aliás, sumir do mapa é a única coisa que garante a sua paz.
A pessoa quando está nessa fase, vai te ligar, uma, duas, três, quarenta e oito vezes. Se você for inteligente, não vai atender. Ele vai sumir por um tempo, mas não se engane, em alguns dias aparece de novo. . Com o tempo, você vai repensar, achar que pegou pesado e vai estar mais calma. Procure usar isso a seu favor e não mantenha contato. Mesmo que ele não pare de te procurar.
Você quer saber por que que quanto mais o ignora, mais ele insiste? Será que ele não entendeu o recado? Sim, amiga, ele entendeu. Ao contrário do que pensa, ele não é tão burro assim. Ele acha que você é! E sendo assim, acredita que mais cedo ou mais tarde vai ceder e falar com ele. Para ele, você é fraca. Ele subestima a sua inteligência e não admite que você quer distância dele. ELE QUER manter o contato e é só a OPINIÃO DELE que importa. Foda-se você. Ele quer fazer de você o brinquedinho dele. É tão gostoso fazer você de gato e sapato…
Resista. Se você ceder agora e atender o psicopata tudo que conseguiu até agora vai por água abaixo. Ele vai te irritar porque não tem nada de interessante para te dizer, simplesmente quer continuar botando a culpa nas coisas que você fez.
Entenda que ele tem a necessidade de manipular os seus sentimentos. Quer identificar um psicopata? Ele dirá que você é única, que nenhuma mulher é igual você, vai implorar novas chances de provar o quanto te ama, vai apelar para sentimentalismo barato dizendo que está na pior fase da vida, que está sofrendo e outras mentiras. Um conselho de amiga, finja que não ouviu nada.
Ele te trata como idiota? Tenta te fazer acreditar a qualquer custo que você está mal? Que o que está vivendo é um momento de ilusão, que está andando com as pessoas erradas? Ele é um cretino. Não tente mostrar que você está ótima, isso o deixa no veneno.
Se nada der certo, ele vai tentar ser seu amigo e querer saber como está a sua vida, se está namorando, etc. Seja curta e grossa. Ele não precisa saber detalhes da sua vida. Ponha na tua cabeça que sua infelicidade é a felicidade dele.
Em uma ultima fase, ele vai tentar te provar o quanto está feliz e você sofrendo. Ele quer que você se sinta a pior mulher do mundo. Se você o mandar para a puta que o pariu, ele vai ter quase um orgasmo.
Corte os vínculos, já. O objetivo não é confrontar com ele e sim tirá-lo da sua vida. Não existe amizade com psicopata. Sei que não é fácil ser indiferente, mas essas pessoas são perigosas. Não seja piedosa com alguém que só te faz mal. Eu consegui, espero que vocês consigam.

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Contacto anti-social

23.01.12
No primeiro contato ele é o espelho que completa as nossas fraquezas. Boas credenciais, símbolos de status, carisma, histórias fascinantes e talento para identificar e preencher nossas carências.

Ele conquista nossa confiança como amigo, parceiro sexual, colega de trabalho, médico, consultor financeiro. Até que caia sua máscara de normalidade e ele mostre que, ao contrário de sua encenação, não sente remorso nem vergonha ao agir de forma imoral. É indiferente ao bem-estar alheio e, sem freios morais, é capaz de pôr em prática qualquer plano para atingir seus desejos.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA, da sigla em inglês), 3% dos homens e 1% das mulheres são incapazes de internalizar regras sociais. São portadores do que a bíblia dos psiquiatras - o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais da APA - chama de transtorno da per­sonalidade antissocial (TPAS). Ou do que o psicólogo canadense Robert Hare, maior especialista do assunto, chama de psicopatia.

Embora os dois conceitos sejam comumente usados como sinônimos, há uma diferença em seu diagnóstico. O TPAS é identificado a partir do comportamento antissocial; já a psicopatia e a sociopatia - que são termos equivalentes - dizem respeito tanto ao comportamento quanto a um conjunto de traços de personalidade (veja quadro à esquerda). Nesta revista, escolhemos usar o termo psicopatia, que, segundo Hare, é diagnosticado em menos pessoas - 1% da população.


CONTRATO ANTISSOCIAL http://super.abril.com.br/ciencia/pena-nem-perdao-620209.shtml

Por temerem os riscos de uma sociedade regida por desejos individuais conflitantes, pessoas normais aceitam abrir mão de certas vontades e seguem regras, sejam formalizadas em leis, sejam baseadas numa ideia religiosa ou filosófica de certo ou errado. É o tal do contrato social. Já emocionalmente elas seguem essas regras por se comoverem com os sentimentos, direitos e bem-estar dos que estão à sua volta.

No processo de socialização, que acontece, por exemplo, por meio da família e da escola, é moldada a consciência - a voz interna que não as permite estuprar a primeira gostosona que encontrar num beco ermo nem assaltarem velhinhas na saída do INSS.

É essa voz que falta ao psicopata. Não que ele não conheça as regras sociais. Só não está nem aí para elas.

O psicopata também tem dificuldade em sentir emoções. Com isso, sua empatia - a capacidade de se colocar no lugar dos outros - é nula. Quando ele pensa, é só raciocínio, sempre a favor de si. Se quiser estuprar uma mulher, dirá para si mesmo: "Putz, ela pode engravidar e aí vai ser a maior dor de cabeça para mim". Em seguida, concluirá: "Melhor assistir ao Brasileirão". Já, se achar que a consequência vale o prazer, vai estuprá-la, sem remorso.

Mas esse crápula não sabe o que significa compaixão? Claro que sim. Ele não é burro: aprende perfeitamente o significado literal das palavras. Só não consegue apreciar o conteúdo emotivo. Ao ouvir "compaixão", sente o mesmo que ao ouvir "caderno". Seu cérebro funciona diferente do das pes­soas normais (leia matéria da página 36).

Sem emoções, também cresce sem sentir aflição ante a ameaça de castigo. Apenas pesa os prós e contras de ser pego. Assim ele foi quando criança (leia matéria da página 30), e assim ele provavelmente será até morrer.

MELHOR QUE SEXO

Se por um lado psicopatas não sentem emoções, por outro fogem da monotonia. Resultado: 50% usam drogas ilícitas e 70% são dependentes de álcool (21 vezes mais que a população em geral). Também buscam adrenalina em caças a mulheres, disputas de rachas, roletas-russas. Já uma minoria parte para mega-assaltos, estupros e homicídios em série - um poder destruidor que desafia a Justiça e o sistema carcerário (leia matérias das páginas 12 a 21).

Sejam predadores, sejam apenas parasitas, os psicopatas estão entre nós. E não é fácil reconhecê-los a tempo: "O leigo pode confundi-lo com uma pessoa sem nenhum transtorno psiquiátrico. Isso por motivos diversos: a ideia equivocada de que o transtorno deva sempre estar acompanhado de sintomas psicóticos, e o fato de ele ser um sujeito eloquente, sedutor, manipulador", diz o psiquiatra forense Elias Abdalla Filho, da Universidade de Brasília. "Por isso é tão comum vizinhos, ao tomarem conhecimento de crimes bárbaros praticados por psicopata, afirmarem que sempre pareceu uma pessoa normal."
 
 
 
Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar.


6. IMPULSIVIDADE
Embora racional, não perde tempo pesando prós e contras antes de agir. Se estiver com vontade de algo, vai lá e consegue tirando os obstáculos do caminho. Se passar a vontade, larga tudo. Seu plano é o dia de hoje.


7. COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL
Regras sociais não fazem sentido para quem é movido somente pelo prazer, indiferente ao próximo. Os que viram criminosos em geral não têm preferências: gostam de experimentar todo tipo de crime.


8. FALTA DE CULPA
Por onde passa, deixa bolsos vazios e corações partidos. Mas por que se sentir mal se a dor é do outro, e não dele? Para o psicopata, a culpa é apenas um mecanismo para controlar as pessoas.


9. SENTIMENTOS SUPERFICIAIS
Emoção só existe em palavras. Se namorar, será pelo tesão e pelo poder sobre o outro, não por amor. Se perder um amigo, não ficará triste, mas frustrado por ter uma fonte de favores a menos.


10. FALTA DE EMPATIA
Não consegue se colocar no lugar do próximo. Para o psicopata, pessoas não são mais que objetos para usar para seu próprio prazer. Não ama: se chegar a casar-se e ter filhos, vai ter a família como posse, não como entes queridos.


11. IRRESPONSABILIDADE
Compromisso não lhe diz nada - tende a ser mau funcionário, amante infiel e pai relapso. Porém, como a família e os amigos são fonte de status e bens materiais, para cada mancada já tem uma promessa pronta: "Eu mudei. Isso nunca mais vai acontecer de novo".


12. MÁ CONDUTA NA INFÂNCIA
Seus problemas aparecem cedo. Já começa a roubar, usar drogas, matar aulas e ter experiências sexuais entre 10 e 12 anos. Para sua maldade, não poupa coleguinhas, irmãos nem animais.


Fonte Without Conscience, de Robert Hare, The Guilford Press, 1993; esta é a versão reduzida da Escala de Hare; o dianóstico somente pode ser feito por profissionais treinados.
 
 
 
As várias faces de um mesmo mal
O psicólogo Theodore Millon, de Harvard, separa os psicopatas em diferentes categorias, de acordo com a influência de outros transtornos de personalidade.


O invejoso
É uma variante do psicopata "puro". Sente que a vida deu aos outros o respeito, o dinheiro e a admiração que ele merecia - por isso adora puxar um tapete. Para se afirmar, ele se agarra a símbolos de status: carrões, mansões, joias, diplomas falsificados.


O defensor da reputação
Tem traços de personalidade narcisista. É a versão psico do macho alfa. Ser durão e assertivo é seu meio de provar força e garantir reputação. Se sua boa fama for ameaçada, pode reagir ferozmente até seus rivais serem aniquilados.


O aventureiro
Tem traços de personalidade histriônica (daqueles que fazem de tudo para conseguir atenção dos outros). Para ser admirado, faz coisas que deixariam qualquer um de pernas tremendo: brinca com a morte em rachas, arrisca fortunas em jogos e comete crimes espetaculares, em vez de se prender às responsabilidades e ao tédio do dia-a-dia.


O nômade
Tem traços de personalidade esquizoide. Em vez de buscar subverter normas sociais, ele busca simplesmente se livrar delas pulando de galho em galho, sem pertencer a lugar algum. Prostituição é um dos meios mais comuns de se manterem. Alguns podem tornar-se violentos quando bêbados ou sob o efeito de drogas.


O malévolo
Tem traços de personalidade paranoide. Rancoroso, brutal e vingativo. Acha que os outros vão sempre traí-lo ou puni-lo, e, para vingar-se, parte para a violência. Se os traços sádicos forem mais fortes, busca causar terror nos mais fracos para se divertir.
 

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Contacto zero

22.01.12
Contato Zero - Texto da Maria
A regra do “nenhum contato”

Esta é uma regra fundamental para você se livrar do psicopata. Comecei a aplicá-la após tentar vários outros meios de suportar uma convivência diplomática com Pedro no pós-namoro, porém sem sucesso. Os participantes do fórum de psicopatia de Robert Hare estão sempre lembrando uns aos outros da “no contact rule”. Realmente, só isso funciona.

Tentei perdoá-lo e seguir em frente, sendo receptiva às tentativas de contato dele. Não deu certo. Tentei manter distância física mas responder e-mails e telefonemas. Não deu certo. Tentei pedir que ele se afastasse para eu refazer minha vida. Ele não se afastou. Tentei forçar a barra de uma amizade, e foi impossível. Por que? Porque ele continuava mentindo e tentando me manipular. Depois de algum tempo, você pega várias coisas no ar, você aprende como a pessoa age. Ele falava algo, eu pensava: “mentira”, ele contava uma estória, eu captava: “está bancando a vítima para me manipular”. Enfim.

Tudo foi ficando irritante demais para mim. E o pior: apesar de ter superado o fim, eu continuava caindo nas ciladas que ele armava. Eu ainda sentia dó e culpa em proporções suficientes para ele brincar comigo à vontade, exercendo seus dotes de ator dramático. Depois que o namoro acabou ele tentou de todas as maneiras manter meus sentimentos acesos por ele. Eu percebia claramente que ele não sentia mais nada por mim, todavia não aceitava que eu também não sentisse mais nada por ele. Queria me ter nas mãos. Era fácil perceber isso, pelo olhar frio dele, pela atitude indiferente logo após ter chorado baldes dizendo que eu era a mulher de sua vida. Essas coisas me deixavam estupefata. A gota d´água foi quando eu descobri que enquanto ele fazia tudo isso, estava namorando há meses.

Cansei, não tinha porque aguentar aquilo. Ele não é meu amigo, não é digno de confiança, nem de lealdade. Estava me fazendo mal aquele contato. Coloquei um ponto final definitivo faz poucos meses. O último dia que ele me ligou foi hoje (óbvio que não atendi), mas tenho fé que com o tempo ele vai sumir da minha vida para sempre, porque eu não respondo mais às provocações dele. Mantendo distância, estou a salvo. Qualquer mínimo contato é uma oportunidade que você dá para esse tipo de pessoa tentar te manipular. Não vale a pena.

Texto: Maria
http://vitimasdepsicopatasenarcisistas.blogspot.pt/2011/10/contato-zero-texto-da-maria.html?m=1

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As mulheres do sociopata

22.01.12
http://homensevoluidosbr.blogspot.pt/2011/06/os-sociopatas-e-as-mulheres.html
Hoje em dia, os relacionamentos são cada vez mais instáveis, e cada vez mais crianças nascem em lares desestruturados, sem conhecer limites por não ter quem os ensine e sem saber viver conforme as regras de uma sociedade civilizada. Muitos jovens, que viveram rodeados pela indiferença ou falta da presença de seus pais, filhos de pais divorciados ou que trabalhavam em tempo integral, e assim passavam dias sós, sem ninguém para "criá-los" de fato, passaram a "se criarem" sozinhos, criando sua própria visão do mundo, muitas vezes distorcida, e ou se tornando extremamente individualistas, sem nenhuma consideração para com o resto da humanidade, ou admitindo sua carência afetiva e dessa forma se tornando uma pessoa sem auto-estima que passa a vida procurando a aprovação alheia.
Falarei do primeiro caso, os chamados sociopatas. E que a grande maioria das mulheres, pelo menos as femininas, que não abdicaram de seu poder de sedução, enxerga como homens super interessantes, segundo seus critérios recônditos e nunca admitidos abertamente.
Os sociopatas, quando não são tímidos e introspectivos, e souberam desenvolver pelo menos minimamente a capacidade de interação social, passam a ser vistos pelas mulheres como homens indiferentes, distantes e misteriosos; como homens superiores e que devem ser cobiçados por várias mulheres justamente por conta desta atitude por parte deles.
Quando uma mulher é socialmente venerável, ou seja, é bela e/ou apetitosa, elas sabem de sua condição desde muito cedo, e aprenderam a usar seus atributos para conseguirem o que querem da grande maioria dos homens, os chamados "matrixianos", que imaginam, em sua ingenuidade, que se submeter e agradar a uma mulher é uma forma de conquistá-la. O homem que foge do jugo da “rainha” e lhe resiste, será o único digno de atenção, a quem elas chamam de “diferente”.
Muitas mulheres veem o sociopata, nas condições que supracitei, como um homem de alto valor social. Elas veem este homem como alguém que age com indiferença, que lhe dá atenção apenas de vez em quando, que muitas vezes está distante e fora de sintonia com o mundo, mas sempre tendo atitude pra conseguir o que quer e quando quer, não importando os meios que ele utilize para chegar a seus fins, porque é um homem que tem “algo a mais”, e que age daquela forma porque deve ter várias mulheres, inclusive melhores que ela própria, a seus pés.
O sociopata, sem querer, desperta na mulher duas coisas que as movem: curiosidade e competitividade. Agindo da maneira certa sem se dar conta disso, ele faz com que a mulher lhe empreste todas as aspirações e qualidades que elas procuram num homem, sem que elas admitam isso. E quanto mais bonita ela for, mais ela ficará desconcertada com essa atitude por parte dele, o que a levará a ser totalmente dominada por ele.
Mas este é um domínio que ele não faz questão de ter. Porque para ele o mundo se resume a seus interesses e a suas vontades. Ele não tem consideração para com os demais, e se em algum momento utiliza de seu domínio sobre ela, é apenas para saciar desejos carnais a que todos os seres humanos estão biologicamente suscetíveis, sem nenhum traço de sentimentalismo ou consideração.
As mulheres lindas, desesperadas por serem tratadas como superiores que são, conforme a maioria dos homens assim a fizeram se sentir, vão atender a todos os desejos deste homem, vão estar disponíveis para ele em qualquer momento em que forem requisitadas, vão tentar surpreendê-lo positivamente para conseguir a tão sonhada veneração e aprovação, para dessa forma terem seu insaciável desejo de continuidade satisfeito, e assim partirem felizes para outros desafios com mais um homem domado em sua lista... As mulheres são utilitaristas, e elas só dão o que lhes é mais caro, ou seja, o livre acesso a seu corpo, àqueles que pelo menos demonstrem ter o que as atrai. Como disse N. A., nada é de graça na relação com as mulheres.
Mas com este é diferente. Os agrados, a exclusividades, as demonstrações de afeto, o sexo de qualidade, nada agrada o sociopata, nada o move em direção a ela. Ele permanece irredutível na sua superioridade, e a mulher bonita sequer sonha que foi ela quem conferiu esse status a ele. E assim o ciclo se repete, indefinidamente, sempre ficando algo mal resolvido por parte dela com relação às verdadeiras intenções dele, coisa que na realidade nunca existiu, pois o individualismo exacerbado do sociopata o impede de enxergar as intenções dos outros para com ele: o que existe são apenas as intenções dele, e no momento que lhe convir.
E nada que ela fizer terá efeito, pois ela está lidando com alguém com distúrbios psicológicos e nada do que ela ou qualquer mulher do mundo oferecer fará ele se dobrar. NUNCA nenhuma mulher feminina, que não abdicou de seu poder de sedução para abraçar o racionalismo, vai chegar ao raciocínio de que aquele homem inacessível na verdade é um sociopata, sequelado e com graves traumas, que pode até se tornar perigoso em certas circunstâncias, colocando a integridade mental e até mesmo física dela em perigo, com potencial para arruiná-la pelo resto da vida.
Esse é um caso extremo, e cada vez mais comum nos dias de hoje, de como a irracionalidade das mulheres em suas escolhas no âmbito amoroso as leva cada vez mais para a ruína.
HOMENS EVOLUÍDOS

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O retrato do Psicopata Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade

21.01.12
Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade

Andreia Santos

Você conhece alguém que é a eterna vítima? No entanto, numa análise atenta e inteligente não é tão vítima assim? Está sempre envolvida em situações curiosas e polêmicas, porém parece que está blindada, pois ninguém questiona o seu caráter?! Faz comentários capciosos, que num primeiro momento são despretensiosos, mas que tem no fundo o intuito de denegrir alguém? São comentários sempre endereçados?! Promove a animosidade entre as pessoas e a separação das mesmas e sempre se isenta de tal ato? Ok, é bem possível que você esteja lidando com um perverso moral, o nosso bom e velho Psicopata.
Na clínica da perversão aprendendemos como é difícil desmascarar um psicopata, sedutores, manipuladores e mestres na mentira, consegue mobilizar fãs ardorosos! O que nos resta é sutilmente levar as pessoas a um processo de tomada de consciência, para que aos poucos consigam se libertar do engendramento perverso.
Chamamos o psicopata de perverso moral, porque ele ataca a identidade do outro, é profundamente invejoso, e tenta destruir o outro na relação que estabelece, assediando moralmente o seu objeto de ódio, não sente afeição e encarna o papel da eterna vítima.
Os psicopatas não têm amigos e sim seguidores, que na sua maioria não percebem que estão sendo manipulados, geralmente se aproximam de quem podem lhes dar alguma coisa em troca. Pessoas com posições sociais elevadas são as suas companhias preferidas.
Os psicopatas ou perversos morais, também não escolhem qualquer posição na vida, geralmente são objetos do seu desejo lugares que lhes assegurem credibilidade perante aos demais, meios políticos, religiosos, educacionais, etc; são postos almejados pelos psicopatas, que sempre buscam cargos de liderança.
Cuidado com a manipulação perversa, compramos a briga dos perversos morais e não nos damos conta. A manipulação e a vitimização são as grandes estratégias dos perversos. A dinâmica do psicopata é a de colocar o outro na condição de objeto. E vai assujeitar esse outro até que o descarta quando não mais interessá-lo. A HISTERIA COLETIVA DESPROPOSITAL E AS INFORMAÇÕES FALSAS SÃO SINAIS VISÍVEIS DA ATUAÇÃO DO PERVERSO.
Quem são os seguidores dos perveros morais?
Como ja foi mencionado os psicopatas não conseguem estabelecer relações com o outro, por sua incapacidade empática e dificuldade de enxergar esse outro como um ser inteiro, dessa forma a relação que estabelece é unilateral e de assujeitamento desse outro as suas vontades.
Os seguidores do psicopata demoram a tomar consciência de que estão sendo manipulados e quando se dão conta disso, já funcionaram como objeto nas mãos dos perversos morais. Alguns especialistas traçam perfis dessas vítimas/seguidoras, contudo, percebo que pessoas esclarecidas caem constantemente no jogo de sedução e enredamento perverso.
A linguagem do psicopata é sempre desqualificadora com relação ao outro. Dificilmente fere esse outro, que é seu objeto de ódio, frontalmente.Ele utiliza alusões perversas, promove a ruptura das relações entre as pessoas em dircursos ou falas onde sempre está oculto um ataque à alguém (seu objeto de ódio ou inveja). São profundamente invejosos, se o seu objeto de ódio é uma pessoa respeitável por exemplo, ele tentará atingir a credibilidade do seu objeto de ódio. Dissemiando mentiras que minam a imagem daquele que no fundo o psicopata gostaria de ser
Em algumas raras ocasiões os psicopatas ou perversos morais não levam a melhor, quando os percebemos e entendemos a sua dinâmica eles são previsíveis, e caem nas suas próprias ciladas...falam demais, inventam demais, mentem demais e finalmente desmascarados ficam perdidos em seus próprios delírios megalomaníacos.
É interessante ver a sua queda e a maneira de enfrentamento deles, assim como dos seus soldados perdidos e desolados....
Finalmente é de extrema importância que tomemos cuidado com psicopatas ou perversos morais, pois são inteligentes e ardilosos, por onde passam deixam um rastro de discórdia e destruição. Não há o que consiga parar um psicopata, alguns especialistas acreditam que quando se deparam com o seu vazio isso é possível. Bem... lido com perversos morais não é de hoje e com relação a isso tenho as minhas dúvidas!
http://vitimasdepsicopatasenarcisistas.blogspot.pt/2011/12/o-retrato-do-psicopata.html

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Psicopata

21.01.12

O psicopata costuma apresentar uma aparência muito inofensiva (como na simpática figura ao lado) mas  é antes de tudo um agressor que pode ferir tanto com palavras como com seus atos. As agressões costumam ser sutis, pois normalmente o psicopata é muito inteligente.

Mesmo durante os períodos em que não ocorre violência física, apenas verbal ou moral, a pessoa agredida vive tensa e assustada devido às táticas de terror psicológico por parte do psicopata.
Normalmente o que mantém estes relacionamentos são uma série de crenças disfuncionais que acabam “ajudando” o sociopata, como por exemplo “A culpa é minha, eu fiz ele(a) me agredir”, “A responsabilidade de manter a família unida é minha, portanto eu devo agüentar”, “Eu jamais conseguiria sobreviver sem ele(a)”.

Sou dominado por ele (ela)

Esta é a frase mais comum na boca das pessoas que convivem com o psicopata: “Sou um joguete na mão dele” (ou dela). O que é ser um joguete? É se deixar levar pela lábia daquela pessoa com carinha de santa, que chega dizendo palavras bonitas, até tristes que encantam, mas depois de um tempo essa pessoa te atropela.
É aquele que chega bonzinho dizendo que te ama, mas depois que tiver sua confiança só dará mancadas, como por exemplo não aparece, te trai, ou até se torna agressivo mesmo, diz desaforos e tudo mais, e você pensa “mas ele não era assim”,
Este texto foi elaborado pra você identificar os psicopatas da sua vida.

Psicopata - Sociopata - Anti-social

Psicopata é o nome popular que identifica a pessoa com Transtorno de personalidade anti-social.
Este texto não tem nenhuma intenção de oferecer tratamento para estes pessoas, porque eles não vão e não aceitam ser tratados - pois simplesmente eles se consideram os melhores em tudo, são donos da razão e da verdade.
Este texto é voltado para as pessoas que convivem com o psicopata. São estas as pessoas que sofrem, são elas que entram em depressão, e o pior, muitas vezes não conseguem se livrar desse personagem da vida delas.
Você deve estar se perguntando “O que? Quem é que convive com um psicopata e não se manca que o cara é prejudicial?” Eu te respondo: A maioria, porque o psicopata consegue ser envolvente.
Lembram  do caso da Eloá, a menina que foi assassinada pelo namorado que “a amava”, se você não se lembrar especificamente deste caso, vai lembrar de outros e são muitos, que são parecidos, ..e uso a “amor” palavra colocando entre aspas, porque isso não é amor. Ele é um psicopata. E ela estava tão envolvida com ele que, apesar de já ter apanhado dele algumas vezes continuava o relacionamento, Porque uma pessoa que apanha do outro continua a conviver com ele? Muitas vezes a surra é física, outras a surra é emocional. Porque o bendito é envolvente! Diz coisas que é até gostoso de ouvir. Diz que vai ser diferente, que ele vai mudar, que ele está se esforçando, só que na prática não acontece nada.

Como é o comportamento do psicopata

O psicopata tende a ser muito ciumento. É possessivo. E como tem muita gente que confunde ciúmes com amor, acaba se deixando levar, acha que se o outro está tão preocupado, se fica ligando pra saber onde você está, com quem, que horas volta, e você acaba achando que isso só pode ser amor. Aí você se encanta com a pessoa. “olha como ele me ama”. Ama nada, ele é possessivo. E sentimento de posse é muito diferente de amor.
Vejam bem, nem todo psicopata é um assassino. Mas que tem uma maldade dentro deles que envena quem está por perto, isso tem. Sabe aquela pessoa que te suga, te deixa até fraco, sem resistência? Ele é craque nisso. Se faz de vítima, você fica com dó dele. Mas vamos e venhamos, ele é simpático, é charmoso, mas é manipulador.
E tem dois extremos... ou é a pessoa que nunca tem dinheiro pra nada e se bobear você acaba pagando todas as contas dele, ou ele é muito bem sucedido financeiramente. É bem sucedido porque sabe levar todo mundo no bico.
O psicopata não admite que errou. A culpa é sempre do outro. E faz as pessoas se sentirem culpadas. Se você convive com um psicopata, sem saber que é esse o perfil dele, é possível que você já tenha se redimido de muita coisa que você não fez. Ele te convence que foi você que o provocou, que foi você que errou, que você só dá mancada.
No ambiente de trabalho ele costuma ser muito simpático, é amigo de todo mundo. Mas não leva muito tempo ele chama alguém de canto e começa a soltar boatos.. começa a falar das pessoas , ele tem certeza que fulano é falso, que está roubando a empresa, mas ele é o bonzinho, ele quer o bem da empresa e dos amigos, mas é ele que está espalhando esses boatos, falsos.
Se você falar algo íntimo seu, se cuida! Porque ele pode usar a sua  informação, aquela que você contou em confidência, ele usa contra você mesmo,. pra te manipular.
O psicopata sabe ser agressivo, e não tem remorso. Diz coisas absolutamente cortantes, e continuam se achando cheio de razão. Ele quer tudo de você, você vai dando, porque ele é tão charmoso, carente, te elogia tanto, você se sente tão valorizada perto dele, mas tente um dia negar alguma coisa! Você tá frito.

Como identificar se essa pessoa com quem você convive é um psicopata?

Dicas: Veja se ele é incoerente nas informações que fornece sobre ele mesmo, ou se conta uma coisa que não bate muito com as outras, por exemplo, ela diz que tem 10 anos de experiência numa empresa, só que essa empresa só existe há 5 anos. Ou se só fala coisas muito superficiais, informações fracas que não te ajudam conhecê-lo. Ou se ele diz coisas muito fantásticas sobre ele, normalmente ele conta um currículo excepcional, fala idiomas, é formado pela melhor faculdade, mas você nunca viu um amigo dessa faculdade, nunca viu o diploma, veja se você percebe que ele tenha conhecimento nessa área que ele diz que se formou, diz que é engenheiro, veja se ele sabe usar termos de engenharia, mas cuidado porque muitas vezes ele escorrega feito sabão, e vira o jogo, diz que você é que é impertinente perguntando coisas chatas.
Veja se ele é do tipo “pavio curto”, estoura, grita, é impulsivo, nunca pensa antes de agir. E depois diz que foi você  que provocou, ele diz que é só você não provocá-lo que ele não estoura, ou seja , a culpa é sua.
O psicopata gosta de status, ele quer desfrutar do bom e do melhor, mas, muitas vezes, não quer bancar, dá até um jeitinho pra demonstrar que se sente mal por você pagar todas as contas,
Veja se essa pessoa que te faz de joguete na mão dele te convence que o mundo é injusto com ele, que ninguém consegue compreende-lo, todo mundo o persegue, todo mundo tem inveja dele,
Como eu disse, nem pense em ligar pra mim e marcar consulta pra essa pessoa. Ele vai achar que você o está perseguindo também .
Minha preocupação é com a pessoa que convive com ele, e pode ser você.

Cuidado

O psicopata não acha que tem nada de errado mas, o coitado do ser humano que cair nas mãos sedutoras dessa pessoa tem muita chance de se encantar, de se envolver, e quando vai ver a vida já está uma lama só. Muitas vezes se passam anos, e por mais que apronte ele conseguiu te envolver emocionalmente,e você tem dó, você acha que está apaixonada, e acha que ele te ama também, acha que essa atenção toda que ele te dá é amor. Mas Não é.
A minha dica é: saia dessa. Abra os olhos. Se não consegue sozinha procure ajuda profissional, um psicologo lhe orientará quanto a reconhecer suas reais necessidades e capacidades para que você consiga entender e até sair desse relacionamento.
Por Marisa de Abreu - Psicóloga
http://www.marisapsicologa.com.br/psicopata.html

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Amor psicopata

21.01.12

É encantador... Chega como quem não quer nada, fala coisas bonitas, sabe as palavras certas nas horas certas... Aparentemente é sensível e entende como ninguém a mulher... e a faz se sentir única no Universo. Muito carinhoso, a eleva tão alto que a faz acreditar que é um anjo ou uma rainha, e que o mundo é cruel por não perceber isso. Lhe elogia, lhe agrada, aflora seus desejos mais secretos, lhe faz pensar que nunca teve mulher que chegue aos seus pés. Diz que vai cuidar de você como merece. Lhe envolve de tal forma que fica difícil acreditar como conseguiu viver sem ouvir tudo aquilo e viver tudo o que sempre sonhou. Começa a se desvalorizar e a dizer que você não merece um homem como ele. Se faz de sonso e de derrotado. Lhe convence que terão uma vida juntos pra sempre e que ninguém vai impedir isso, mesmo se você for comprometida. Ele largaria tudo por você e lhe convence do mesmo. É canalha, sedutor e carismático. Lhe convence que "certos" amigos não são bons pra você e insinua que é melhor se afastar deles, pelo menos por enquanto... E você obedece. Diz que pra confiar, um tem que falar tudo do passado pro outro. E você obedece. Ele sempre se diz vítima e você acredita. É bondoso e você fica comovida. Confia nele seus amores passados, detalhe por detalhe e ele lhe ouve atentamente. Passado um tempo, lhe pergunta tudo de novo, e você repete tudo, só que agora ele lhe testa de uma forma que você não tem certeza se falou tudo ou não. A primeira briga. Diz mais uma vez que pode confiar nele e que quer só cuidar de você. Obedece. Pergunta mais uma vez sobre antigos relacionamentos com todos os detalhes, querendo comparações entre os antigos e ele e começa a não confiar tanto em você. Briga. Tarde demais, você já está tão envolvida que sente nojo de seu passado. Se arrepende de tudo que fez e lhe  pede perdão. Acha melhor você se afastar também de sua família, que deve estar conspirando contra vocês dois. Obedece. Começa a implicar com suas roupas. Muda seu modo de vestir, de falar, de agir, muda sua vida. Obedece e nem percebe. Depois de um bom tempo juntos, você não tem mais graça pra ele... Começa a implicar todos os dias, dizendo que você não é bem aquilo que ele imaginava, mas continua lhe proibindo de tudo. E continua obedecendo, pois acredita que ele é o homem de sua vida. Aos poucos você vai definhando, não sai de casa, é humilhada todos os dias, às vezes apanha... Mas à noite na cama ele te leva às estrelas e a faz se sentir uma rainha... Mas só à noite. Repete todos os dias que você tem muita sorte de estar com ele, pois não presta e ninguém mais nesse mundo vai lhe querer. Quando percebe, acabou sua vida, seus amigos lhe abandonaram, não tem mais contato com sua família, ou seja, vive a vida dele, enclausurada e sem chances de fugir, pois ele é o homem de sua vida, aquele que lhe trata tão bem à noite, na cama, no sexo, nas palavras carinhosas, com seus filhos... E só! Isso sem falar que muitos "matam" suas companheiras por ciumes. Infelizmente isso é cada vez mais comum. Como sair dessa? Como se livrar de um psicopata? É difícil. Pra muitas é até impossível, pois abandonaram até o emprego. Tenha sempre em mente... O amor não cobra nada, ele simplesmente existe junto com o respeito. Por que você tem que mudar seu jeito de viver pra viver a vida de uma outra pessoa? Será mesmo que existe uma pessoa na nossa vida? Amor eterno? Eu não acredito! O ser humano é dotado de amar muitas e muitas vezes. Alguns ficam na memória como eternos, outros não gostamos nem de lembrar, mas geralmente são amores diferentes, dependendo da afinidade. Não é fácil encontrar, os casamentos nem duram tanto assim, a sociedade cobra muito e a carência faz com que a mulher aceite o que está próximo. Claro que não vale a pena. Se ame primeiro e depois compartilhe isso com o outro. É perigoso uma pessoa assim, pois age tão naturalmente, é tão amável com os outros que nem tem como reclamar, pois a pessoa é tão bondosa com os outros que faz a mulher se sentir a mentirosa, a exagerada da relação. Mas quem vive em quatro paredes? Então a decisão é sua. Amores vêem e vão, acontecem ao longo de toda a vida e não são eternos (isso é uma opinião minha). De olho... primeiro você, depois o outro. Compartilhar e não satisfazer. Amar e ser amado e não se entregar pra outra pessoa, como um pacote a ser vigiado. Boa sorte, pra todas nós!

http://blogsimpleseclara.blogspot.pt/2011/08/amor-psicopata.html?m=1

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O PERFIL DE UM PSICOPATA

21.01.12

O PERFIL DE UM PSICOPATA

O acusado Chispê Sete Herculany Bronson, tinha 37 anos de idade, moreno de cabelos castanhos, lábios grossos, dentes perfeitos, um metro e oitenta centímetros de altura, vendedor, realmente muito bonito. Foi preso e processado por ter matado um homossexual e seis mulheres. O primeiro ele matou, emasculou e dividiu o Crânio em duas bandas, as quais usava como uma espécie de cuia para servir alimento. Quanto às mulheres, as duas primeiras viviam muito bem financeiramente. A primeira, Hane Pink, recebia uma pensão deixada por seu pai, já falecido, que lhe rendia cerca de R$ 8.700,00 por mês e tinha um salão de beleza bastante freqüentado por mulheres da classe média. Esta foi assassinada com golpes de tesoura e navalha por todo o corpo e só foi encontrada cinco dias depois do crime no quarto de uma casa de veraneio alugada por ele.

A segunda, Paola Senyl, foi morta por asfixia depois de uma noite de farra, sexo e muita droga nas margens de um riacho de águas cristalinas e sem qualquer ligação com o cenário macabro criado por ele naquele local. As outras quatro ele negou a autoria, mas os indícios conduziam todos para ele. Herculany era arrogante, mentiroso e irresistível.

Conheça aqui o perfil desse homem para que você possa detectar alguma pessoa parecida com ele no seu ciclo de amizade. Inicialmente afirmo que ele tinha uma boa lábia, era bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um bom ator em cena conquistava as vítimas bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passava por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.

Herculany tinha um ego inflado, ele se achava o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião e dominador. Adorava ter poder sobre as pessoas e acreditava que nenhum palpite valia tanto quanto suas idéias.

Era um loroteiro desenfreado, mentia tanto que às vezes não se dava conta de que estava mentindo. Tinha até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele o mundo era feito de caças e predadores e não fazia sentido não se aproveitar da boa fé dos mais fracos.

O homem tinha uma sede insaciável por adrenalina, não tolerava monotonia e dificilmente ficava encostado num trabalho repetitivo ou num casamento; das mulheres que matou havia casado com três delas. Ele precisava viver no fio da navalha, quebrando regras. Ele se aventurava em rachas, drogas e crimes.

Em certas ocasiões ele apresentava reações estouradas, reagia desproporcionalmente a pequenos insultos, frustrações e ameaças, mas o estouro ia tão rápido quanto vinha, e logo ele agia como se nada tivesse acontecido. Ele era tão sem emoções que nem rancor ele conseguia guardar. Era um homem impulsivo, embora racional, não perdia tempo pesando os prós e os contras antes de agir. Se estivesse com vontade de fazer algo ia lá e conseguia fazer retirando os obstáculos do caminho. Se passasse a vontade largava tudo. Seu plano era o dia seguinte.

Ele tinha um comportamento antissocial, regras sociais não faziam sentido para quem era movido somente pelo prazer, ele era indiferente ao próximo. Faltava nele o sentimento de culpa. Por onde passava deixava bolsos vazios e corações partidos. Ora, mas porque se sentir mal se a dor era do outro e não dele? Para Herculany, a culpa era apenas um mecanismo para controlar as pessoas.

Era um homem de sentimentos superficiais, a emoção só existia nas lindas palavras que saiam de seus lindos lábios. Ele só namorava pelo tesão, pelo poder sobre o outro, não por amor. Quando perdia um amigo não ficava triste, mas ficava frustrado por ter ficado com uma fonte de favores a menos.

Faltava em Herculany empatia, não conseguia se colocar no lugar do próximo. Para ele as pessoas não eram mais que simples objeto do seu prazer. Não amava, não queria ter filhos e se tivesse seriam apenas como objetos de sua posse.

Herculany era um verdadeiro psicopata irresponsável, compromisso não lhe dizia nada, era um mal amante, mal funcionário e infiel com suas mulheres. Quando era pego numa de suas mancadas dizia sempre que ia mudar. Os seus problemas, segundo seus próprios relatos nos autos, apareceram cedo. Roubou aos 10 anos de idade, teve experiências sexuais aos 11 anos, não poupou os coleguinhas, irmãs, irmãos e animais, matou aos 12 anos. Ele era um psicopata. Morreu na prisão. Morreu como ficção.

Erivelton Lago- Advogado Criminalista

http://eriveltonlago.blogspot.pt/2011/01/o-perfil-de-um-psicopata.html?m=1

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Psicopatas ou simplesmente manipuladores?!

21.01.12

Sempre me interessei pela mente estranha dos psicopatas, sempre li o que pude a respeito, gosto de filme de assassinos seriais, porque geralmente mostra um pouco de como alguns psicopatas se comportam.
Acompanho na TV de assinatura, uma série sobre um psicopata bem interessante, que é Dexter. E o Brasil acompanhou e eu também... rs... a psicopata Yvone da novela Caminho das Índias.
As características básicas de um psicopata, dentre outras, são:
- Charme superficial - Sentimentos insuflados de importância pessoal - Busca por estimulação/sensibilidade à monotonia - Mentira patológica - Manipulação e chantagem - Ausência de remorso ou culpa - Emoções superficiais - Ausência de empatia com os outros - Estilo de vida parasita - Controles comportamentais precários - Promiscuidade sexual - Amoralidade - Problemas graves de comportamento na infância - Ausência de objetivos de longo prazo - Impulsividade - Irresponsabilidade - Incapacidade de se responsabilizar por suas ações - Casamentos/relacionamentos de curta duração - Delinqüência juvenil - Violação de condicional - Versatilidade criminal
Quantas pessoas do seu convívio tem algumas dessas características?
Na minha vida passaram algumas com várias dessas características, mas pelo que percebo, o que caracteriza de verdade um psicopata é a ausência total de remorso ou culpa, a manipulação e a incapacidade de se enxergar em um outro ser humano. Ou seja, por ser incapaz de sentir, oco de sentimentos básicos, como: amor, carinho, amizade. Seus códigos são muito próprios e tudo que faz é sempre para manipular as pessoas com a finalidade de chegar em seus objetivos, podendo usar de violência ou não. Quantos manipuladores, com pouco sentimento de culpa e extremamente egoístas podem ser confundidos com um psicopata?
Um monte, gente!! O que não falta no mundo é gente egocêntrica e manipuladora que tem "síndrome do sol", ou seja, acha que tudo gira em torno delas. Suas necessidades estão em primeiro lugar, seus desejos são os mais urgentes, seus problemas precisam sempre ser entendidos, no entanto, não se dão ao trabalho de olhar pro outro ser humano, de sentir que ele tem questões a serem resolvidas e metas a serem atingidas.
São pessoas que sentem sim!! Sentem e são piores do que os psicopatas!! Porque tem a capacidade de entender o outro ser humano, mas não o fazem por pura maldade e egoísmo. Acham sempre que suas manipulações são as melhores, que todos são idiotas, que suas mentiras são engolidas, substimando sempre e sempre a inteligência do outro.
Eu tenho uma boa capacidade pra identificar manipulações, não que seja imune a elas, mas normalmente eu neutralizo boa parte. Só é difícil quando você se envolve sentimentalmente com um manipulador, mas mesmo assim é possível neutralizar esse tipo de gente, que sempre acaba se dando mal, mesmo que, volta e meia, pareçam estar por cima.
Como os manipuladores não criam vínculos verdadeiros com nínguem, são nômades sentimentais eternos, sempre mudando de círculo de amizade, de lugares, de relacionamentos amorosos. Eles não criam laços profundos com ninguém, apenas usam as pessoas enquanto precisam, enquanto lhe são úteis. Constroem para destruir mais à frente. E por mais que pareçam que estão evoluindo, estão sempre estagnados no seu egocentrismo.
Não sei se tenho mais pena ou mais raiva de gente assim, de qualquer maneira quero distância delas tanto quanto dos psicopatas...

http://confissoes-femininas.blogspot.pt/2009/09/psicopatas-ou-simplesmente.html?m=1

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Dentro da mente de um sociopata

21.01.12

Como passamos a vida, gostamos de pensar que as pessoas que encontramos são mais ou menos como nós: tipo, cuidado, razoável e decente. É difícil imaginar que possa haver alguém do nosso círculo de conhecidos que possam ter Transtorno da Personalidade Anti-Social. 

Infelizmente, indivíduos anti-sociais vivem e trabalham entre nós. O desconhecimento de sua presença e como eles operam nos coloca em grande desvantagem. Também conhecido como sociopatas, essas pessoas são os predadores finais, explorando e abusando dos fracos, dos inocentes e ignorantes. Quanto melhor compreendê-los, o mais seguro estaremos.

que, exatamente, é um sociopata? É alguém que, por razões não bem compreendidos, carece de toda a empatia ou a bondade humana básica. Eles vêem os outros apenas como objetos de seu uso e não têm escrúpulos em manipular ou explorar qualquer pessoa ou situação a sua melhor vantagem.

cérebro

Um sociopata é ligado de forma muito diferente do que uma pessoa normal, e nunca devemos assumir que estamos jogando pelo mesmo conjunto de regras. Devemos entender que os sociopatas têm a sua maneira própria e única de funcionamento

Um sociopata

não é imoral tanto quanto amoral. A noção de certo ou errado é irrelevante para eles. Sua raison d'etre é para conseguir o que querem. Eles podem predar sobre um indivíduo, uma família, uma instituição ou até mesmo um país inteiro, dependendo do seu nível de poder e influência.

Eles não têm consciência e não sentem remorso quando eles fizeram algo errado. Eles se sentem justificadas em cada aspecto de seu comportamento, muitas vezes culpando a vítima e acreditando que "eles tinham que vir" ou que "eles trouxeram sobre si mesmos."

Por outro lado, o sociopata se sente como a parte prejudicada sempre que eles não prevaleceram. Eles podem ser paranóico, assumindo que os outros estão fora de obtê-los ou estão tentando tirar algo deles. Eles são vingativos e severa retribuição exata se eles se sentem frustrados ou atacado.

Um sociopata

raramente aceitam um "não" como resposta. Eles são incansáveis na busca de seus objetivos. Eles ficam furiosos quando frustrado e irá se comportar punitiva para quem eles acreditam ter chegado à sua maneira.

Este tipo

de pessoa pode ser altamente impulsivo e irrestrita pelos habituais humanos auto-preservação instintos. Se esperamos que eles não vão fazer alguma coisa, porque é arriscado ou temerário, nós vamos estar errado. Há muito pouco para impedi-los de se colocar no caminho do perigo, na busca de seus objetivos.

O sociopata

em nosso meio pode ser o charmoso vigarista; a celebridade casado com uma persona pública imaculada, mas várias amantes secretas;. o ultra-carismático político corrupto, ou o pastor evangélico com uma congregação enorme, generoso

Um sociopata

fortemente almeja uma posição de poder, e freqüentemente procuram empregos onde eles podem dominar, controlar ou oprimir os outros. Advogados, policiais, médicos, professores, técnicos, religiosos, terapeutas, executivos e políticos terá sempre um certo número de sociopatas nas suas fileiras.

seus papéis como líderes da indústria e da sociedade, os sociopatas podem fazer muito mal. Exemplos disso são grandes empresas poluidoras, CFOs que roubam milhões dos seus accionistas; policiais que abusam os cidadãos que estão honra obrigado a proteger,. E treinadores que se aproveitam de seus cargos jovens

Outros exemplos

são terapeutas que dormem com clientes difíceis; políticos que fazem bilhões para suas próprias empresas privadas através belicista; modernos líderes espirituais cujo verdadeiro objetivo é sexual ou financeiramente explorar seguidores ingênuos e gurus de investimentos que promovam esquemas de Ponzi e depois culpar as vítimas por sua "ganância".

sociopatia

, como qualquer outro distúrbio psicológico, tem uma gama de severidade. As pessoas que apenas têm traços anti-sociais tendem a ser impensada e insensível. Eles são frios, calculistas, gananciosos e excessivamente direito.

Os sociopatas

não têm escrúpulos em quebrar as regras da sociedade ou usando outros como pisar as pedras em seu caminho até a escada do sucesso. Ainda assim, muitos são capazes de cultivar uma atitude benigna ou até mesmo doce, o que lhes permite congraçar-se a potenciais vítimas.

No extremo da faixa de sociopatia são os estupradores, sádicos e assassinos em série que sentem prazer em causar dor e humilhação. Depois, há os cafetões, chantagistas e membros de gangues de motoqueiros e outros tipos de crime organizado. Eles empregam tanto charme e sedução ou corrupção, coerção e intimidação para prender suas vítimas.

Quanto mais inteligente o sociopata, o mais perigoso que são. Essas pessoas são os predadores da raça humana, e assim como um grande gato é capaz de identificar o animal mais fraco dentro de um grupo e para deslocar-se sobre ele, o sociopata vai reconhecer os necessitados, os fracos e os ingênuos. O sociopata inteligente é mais bem sucedida em parte porque eles são muito melhores em disfarçar suas verdadeiras intenções.

O indivíduo anti-social explora a fraqueza emocional em suas presas da mesma forma que um leão ou um leopardo se aproveita de uma gazela manca ou doente. O mais inteligente que eles são, o que é mais fácil para eles para reconhecer e explorar os pontos fracos na personalidade de alguém.

Crianças

estão sentados patos de sociopatas, porque eles são indefesos contra eles. É por isso que é tão importante para eles ter uma boa supervisão. Para os adultos, segurando em quaisquer traços como criança, como sendo excessivamente confiante ou crédulo nunca é sábio.

Uma atitude

de ceticismo saudável é muito mais seguro. Aqueles que insistem em acreditar que todo mundo é "bom" e tem boas intenções serão tão vulneráveis a serem predados como qualquer criança real.

Quando se trata de nossas relações com políticos, consultores financeiros ou CEOs, para ser bem-informado é para ser habilitada. Além de ser cético, o conhecimento ea compreensão de uma determinada situação que o torna muito mais difícil de ser explorada, manipulou ou mentiu ao.

No dia-a-dia, podemos começar a reconhecer os sociopatas entre nós por estar alerta ao frio excessivo, agressividade, ambição ou charme; questionando as motivações daqueles que ocupam posições de poder e pela procura de inconsistências nas pessoas do palavras e ações. Alguém que é bom demais para ser verdade é muitas vezes mais tarde revelou ser um sociopata, como é o indivíduo excessivamente cruel e implacável.

romance, sociopatas, muitas vezes começam como generoso e carismático. Eles vão tirar seus pés regando-o com atenção e fazer você se sentir especial e privilegiado. Para uma pessoa emocionalmente carente, com baixa auto-estima, esse tipo de namoro é um sonho, mas logo se transforma em um pesadelo como as intenções reais do sociopata são revelados.

No romance, há o típico parceiro abusivo de quem muito se tem escrito. Outro tipo de amante sociopata é rebelde, não disponível emocionante. Eles são iconoclasta, carismático e fascinante. Eles fazem uma relação com eles em um desafio tentador. Eles podem até dizer-lhe fora-direita que não são nenhum bom e só vai te machucar, mas eles fazem isso sabendo muito bem que só vão fazer você se esforçar mais para estar com eles.

Este tipo

de pessoa que você gosta de brincar com a forma como um gato aprecia torturar um mouse. Eles são sádicos, e eles sabem exatamente como isso vai acabar: com eles triunfante e devastado. Eles são excitados por sua admiração e desejo, como se alimenta o seu sentido de grandiosidade. Como você acaba é de nenhum interesse para eles, e eles vão despejá-lo sem a menor cerimônia, quando você já não são úteis ou divertidas.

Um sociopata

é incapaz de assumir a responsabilidade por seu mau comportamento. Eles nunca vão mudar. Qualquer mulher que é atraída por um homem anti-social e acredita que seu amor vai transformá-lo está a definir-se se para o desastre. Estes não são "garotos perdidos" que precisam de uma boa mulher para curá-los, como os filmes e TV, para que falsamente e perigosamente retratar, pois eles são maduros, predadores implacáveis

Se o nosso vizinho do lado ou político local, o nosso chefe ou data cega, há de fato sociopatas entre nós. Ser capaz de identificá-los vai nos poupar muita dor. Quer encontrar uma forma mais branda da doença ou um monstro de imediato, ter uma atitude realista e questionando para as pessoas em nossas vidas estarão nos em bom lugar.

(C) Marcia Sirota MD, 2010

http://pt.myhotarticles.appspot.com/article/inside-the-mind-of-a-sociopath

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DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA

21.01.12
DEZ PISTAS PARA IDENTIFICAR UM PSICOPATA

Fonte: Without Conscience – Robert Hare


RELACIONAMENTOS:

SUPERFICIAL – Não se importa com o conteúdo, e sim em como vendê-lo.

NARCISISTA – Preocupa-se apenas consigo mesmo.

MANIPULADOR – Mente e usa as pessoas para conseguir algo.


SENTIMENTOS:

FRIEZA – É racional e calculista, pois tem pouca atividade no sistema límbico, centro das emoções como medo, tristeza, nojo.

SEM REMORSO – Não sente culpa. A parte responsável por isso no cérebro tem baixa atividade.

SEM EMPATIA – Não consegue se colocar no lugar dos outros.

IRRESPONSÁVEL – Só se compromete com o que lhe trouxer benefícios.


ESTILO DE VIDA:

IMPULSIVO – Tenta satisfazer as vontades na hora.

INCAPAZ DE PLANEJAR – Não estabelece metas de longo prazo.

IMPRUDENTE – Corre riscos e toma decisões ousadas.


É claro que apenas um psiquiatra conseguiria realizar um diagnóstico correto. Mas, você tem que concordar comigo que se algum colega estiver se comportando assim, está na hora de você acordar.

E existe ainda outro ambiente a observar. Caso sua empresa tenha uma cultura “hard” (pesada) estimulando a competição entre os funcionários e a busca dos resultados a qualquer preço, saiba que esse é o ambiente ideal para que psicopatas coloquem todo seu charme e suas garras a mostra.


Quer conhecer seus principais “xavecos”?!? Vamos lá:


“EU GOSTO DE QUEM VOCÊ É” – Por que funciona: O psicopata mostra admiração pelo talento e pelos pontos fortes da vítima. E passa a ser visto como um dos poucos a reparar verdadeiramente no potencial dos colegas.


“EU SOU COMO VOCÊ” – Por que funciona: O psicopata identifica características da personalidade da vítima e faz de conta que compartilha gostos e interesses.


“SEUS SEGREDOS ESTÃO SEGUROS COMIGO” – Por que funciona: A vítima, achando que está diante de um amigo, abre o coração e conta medos e expectativas.


“SOU SEU AMANTE / AMIGO IDEAL” – Por que funciona: Último estágio da manipulação. O psicopata cria um elo psicológico que promete uma relação duradoura. A vítima já está em suas mãos.

 

Tirado de http://loungeempreendedor.blogspot.pt/2011/05/psicopatas-no-trabalho.html?m=1.


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O cérebro do psicopata

20.01.12
A maioria das pessoas é incapaz de entender como uma personalidade antisocial e criminosa, tal como a de um "serial killer" (assassino serial), é possível, em um ser humano como nós.
Não são apenas os assassinos seriais, mas uma grande proporção de criminosos violentos em nossa sociedade (em torno de 25% dos prisioneiros) mostram muitas características do que a psiquiatria chama de "sociopatia", um termo melhor e mais preciso do que psicopatia. A DSM-IV, o importante manual de diagnóstico usado por psicólogos e psiquiatras, define um distúrbio mais geral, denominado mais apropriadamente, "distúrbio da personalidade antisocial" (DPA) e lista suas principais características, que podem ser facilmente reconhecidas em indivíduos afetados. A Organização Mundial de Saúde também definiu sociopatia em sua classificação de doenças CID-10, usando o termo "distúrbio da personalidade dissocial".
Os sociopatas são caracterizados pelo desprezo pelas obrigações sociais e por uma falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles exibem egocentrismo patológico, emoções superficiais, falta de auto-percepção, pobre controle da impulsividade (incluindo baixa tolerância para frustração e limiar baixo para descarga de agressão), irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos e ausência de remorso, ansiedade e sentimento de culpa em relação ao seu comportamento anti-social. Eles são geralmente cínicos, manipuladores, incapazes de manter uma relação e de amar. Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes, e colocam em risco suas vidas e a de outras pessoas. O pesquisador canadense Robert Hare, um dos maiores especialistas do mundo em sociopatia criminosa, os caracteriza como "predadores intra-espécies que usam charme, manipulação, intimidação e violência para controlar os outros e para satisfazer suas próprias necessidades. Em sua falta de consciência e de sentimento pelos outros, eles tomam friamente aquilo que querem, violando as normas sociais sem o menor senso de culpa ou arrependimento."
Os sociopatas são incapazes de aprender com a punição, e de modificar seus comportamentos. Quando eles descobrem que seu comportamento não é tolerado pela sociedade, eles reagem escondendo-o, mas nunca o suprimindo, e disfarçando de forma inteligente as suas características de personalidade. Por isso, os psiquiatras usaram no passado o termo "insanidade moral" ou "insanité sans délire" para caracterizar esta psicopatologia. Um sociopata clássico foi Donatien-Alphonse-François de Sade (1740-1814), um nobre francês cuja preferências sexuais perversas e novelas (tais como Justine) originaram o termo sadismo.
O indivíduo sociopata geralmente exibe um charme superficial para as outras pessoas e tem uma inteligência normal ou acima da média. Não mostra sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles podem ter um comportamento tranqüilo no relacionamento social normal e têm uma considerável presença social e boa fluência verbal. Em alguns casos, eles são os líderes sociais de seus grupos. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro com os sociopatas, são capazes de imaginar o seu "lado negro", o qual a maioria dos sociopatas é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.
O mais assustador é o fato que entre 1 e 4% da população é sociopata em maior ou menor escala. Claro, a maioria das pessoas com DPA não é criminosa e é capaz de se controlar dentro dos limites da tolerabilidade social. Eles são considerados somente como "socialmente perniciosos", ou têm personalidade odiosas, e cada um de nós conhece alguém que se ajusta a esta descrição. Políticos corruptos e cínicos, que sobem rapidamente na carreira, líderes autoritários, pessoas agressivas e abusadoras, etc., estão entre eles. Uma característica comum é que eles se engajam sistematicamente em enganação e manipulação de outros para ganhos pessoais. De fato, muitos sociopatas não-violentos e adaptados podem ser encontrados em nossa sociedade. Um estudo epidemiológico do NIMH registrou que somente 47% daqueles que eram caracterizados como tendo DPA tinham uma história de processo criminal significativo. Os eventos mais relevantes para estas pessoas ocorrem na área de problemas de trabalho, violência doméstica, tráfico e dificuldades conjugais severas. Muitas pessoas evitam indivíduos com este distúrbio de personalidade porque eles são irritáveis, argumentadores e intimidadores. Seu comportamento frequentemente é rude, impredizível e arrogante.
A sociopatia é reconhecida precocemente em um indivíduo: ela começa na infância ou adolescência e continua na vida adulta (o diagnóstico é possível em torno de 15 a 16 anos). Crianças sociopatas manifestam tendências e comportamentos que são altamente indicativos de seu distúrbio. Por exemplo, eles são aparentemente imunes a punição dos pais, e não são afetados pela dor. Nada funciona para alterar seu comportamento indesejável, e consequentemente os pais geralmente desistem, o que faz a situação piorar. Os sociopatas violentos mostram uma história de torturar pequenos animais quando eles eram crianças e também vandalismo, mentiras sistemáticas, roubo, agressão aos colegas da escola e desafio à autoridade dos pais e professores.
No entanto, apenas uma pequena fração dos sociopatas se desenvolve em criminosos violentos, estrupradores e assassinos seriais. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para canibalismo e rituais sádicos de tortura e morte, frequentemente de natureza bizarra. Há um amplo consenso que estas formas extremas de sociopatia violenta são intratáveis e que seus portadores devem ser confinados em celas especiais para criminosos insanos por toda a vida.Um sociopata típico deste tipo foi retratado por Dr. Hannibal "O Canibal" Lecter no filme e livro "O Silêncio dos Inocentes".
Os próprios sociopatas se descrevem como "predadores" e geralmente são orgulhosos disto. Eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo, que é o da violência acompanhada de descarga emocional (geralmente raiva ou medo) e nem ativação do sistema nervoso simpático (dilatação das pupilas, aumento dos batimentos cardíacos e respiração, descarga de adrenalina, etc). Seu tipo de violência é similar à agressão predatória, que é acompanhada por excitação simpática mínima ou por falta dela, e é planejado, proposital, e sem emoção ("a sangue-frio"). Isto está correlacionado com um senso de superioridade, de que eles podem exercer poder e domínio irrestrito sobre outros, ignorar suas necessidades e justificar o uso do que quer que eles sintam para alcancar seus ideais e evitar consequências adversas para seus atos. Por exemplo, em Justine, o personagem que incorpora o Marquês de Sade diz que tudo é justificado quando o objetivo é a gratificação de seus sentidos, e que a ele é permitido usar outros seres humanos da forma como ele desejar para aquele propósito.
O fato dos sociopatas possuirem pouca empatia para o sofrimento dos outros tem sido demonstrado experimentalmente em muitos estudos, os quais têm mostrado que eles exibem um processamento anormal de aspectos emocionais da linguagem, e que geralmente eles possuem resposta fisiológica fraca (no sistema nervoso autônomo) a imagens, palavras e situações de alto conteúdo emocional. Como acontece com os predadores, os sociopatas são capazes de uma atenção extremamente alta em certas situações.
O distúrbio sociopático também está altamente associado com a incidência de abuso de drogas e alcoolismo. De fato, esta associação piora os aspectos do comportamento sociopático, assim considera-se que eles são mutuamente reforçadores.
O DPA é relativamente fácil de diagnosticar. O mesmo Dr. Hare desenvolveu uma escala de avaliação, chamada Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R), que é útil para este propósito, particularmente na avaliação de criminosos (a população forense). Você pode testar a si próprio usando uma escala on-line disponível no Internet Mental Health.
Sociopatas violentos ocasionam um alto preço para a sociedade humana. Nos EUA, mais da metade dos policiais mortos por criminosos eram vítimas de sociopatas. O DPA é comum entre dependentes de drogas, mulheres e crianças, gangsters, terroristas, sádicos, torturadores, etc. Além disso, "os psicopatas são aproximadamente três vezes mais propensos a recidivar - ou quatro vezes mais propensos a recidivar violentamente do que os não sociopatas", de acordo com um estudo recente. Citando novamente o Dr Robert Hare: "É enorme o sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forças sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos - os psicopatas - as regras sociais não são uma força limitante, e a idéia de um bem comum é meramente uma abstração confusa e inconveniente".
Além disso, sob situações de stress, tais como em guerras, pobreza geral e quebra da economia, surtos epidêmicos ou brigas políticas, etc., os sociopatas podem adquirir o status de líderes regionais ou nacionais e sábios, tais como Adolf Hitler, Stalin, Saddam Hussein, Idi Amin, etc. Quando eles alcançam posições de poder, eles podem causar mais danos do que como indivíduos.
Qual é a causa da sociopatia? Como o cérebro está envolvido? Como isto pode ser prevenido e tratado?
Estas são questões importantes para a humanidade, para a lei e medicina. A curva ascendente da violência sem sentido, frequentemente por pessoas jovens (a medida que o tempo passa, mais e mais jovens...), impõe um senso de urgência em obter respostas para elas.
Por que os sociopatas têm estas características? Os seus cérebros são diferentes daqueles das pessoas normais? Eles exibem alterações patológicas?
Muitos estudos têm mostrado nos últimos 20 anos que assassinos e criminosos ultraviolentos têm evidências precoces de doença cerebral. Por exemplo, em um estudo, 20 de 31 assassinos confessos e sentenciados possuiam diagnósticos neurológicos específicos. Alguns dos presos tinham mais que um distúrbio, e nenhum sujeito era normal em todas as esferas. Entre os diagnósticos, estavam a esquizofrenia, depressão, epilepsia, alcoolismo, demência alcoólica, retardamento mental, paralisia cerebral, injúria cerebral, distúrbios dissociativos e outros. Mais de 64% dos criminosos pareciam ter anormalidades no lobo frontal. Quase 84% dos sujeitos tinham sido vítimas de severo abuso físico e/ou sexual. O grupo de assassinos incluiu membros de gangues, sequestradores, ladrões, assassinos seriais, um sentenciado que tinha matado seu filho pequeno, e outro que assassinara seus três irmãos.
Em outro estudo realizado no Canadá em 1994, no grupo mais violento de 372 homens presos em um hospital mental de segurança máxima, 20 % tinham anormalidades focais temporais do EEG, e 41% tinham alterações patológicas da estrutura do cérebro no lobo temporal. As taxas correspondentes para o resto do grupo violento foram de 2.4 % e 6.7 %, respectivamente, sugerindo assim um papel importante para os danos neurológicos na gênese das personalidades violentas, em uma proporção de 21:1 para agressivos habituais, e de até 4:1 (quatro vezes mais que na população normal), no caso de agressivos incidentais (uma única vez). O estudo conclui: "nós propomos que, embora tais discrepâncias não sejam suficientes para confirmar a neuropatologia como uma causa univariada da agressão criminosa, também não é razoável supor que sejam meram artefatos do acaso."
De acordo com os autores Nathaniel J. Pollone e James J. Hennessy, "Vários estudos em um período de mais de 40 anos sugeriram uma incidência relativamente alta de neuropatologia entre os criminosos violentos, muitas vezes acima daquele encontrado na população em geral, em taxas que excedem de 31:1 no caso de homicidas acidentais." (35 Annual Meeting of the Academy of Criminal Justice Sciences, Albuquerque, NM, 14 março, 1998).
Ainda que este tenha sido sempre um assunto muito controvertido, muitos pesquisadores acham que existem fortes argumentos à favor de um substrato da doença cerebral presente em criminosos violentos; e que isto tem consequências importantes para muitas coisas, desde do ponto de vista da lei, até a perspectiva de uma prevenção efetiva e do tratamento da sociopatia.
A Hipótese do Cérebro Frontal

Como os indivíduos sociopatas têm alterações marcantes em relação aos outros seres humanos, é natural que se devesse investigar primeiro se a parte do cérebro que é responsável por este tipo de comportamento também teria alguma anormalidade significativa.
Muitos comportamentos associados às relações sociais são controlados pela parte do cérebro chamada lobo frontal, que está localizado na parte mais anterior dos hemisférios cerebrais. Todos os primatas sociais desenvolveram bastante o cérebros frontal, e a espécie humana tem o maior desenvolvimento de todos. Auto-controle, planejamento, julgamento, o equilíbrio das necessidades do indivíduo versus a necessidade social, e muitas outras funções essenciais subjacente ao intercurso social efetivo são mediadas pelas estruturas frontais do cérebro.
Há muito tempo que os neurocientistas sabem que as lesões desta parte do cérebro levam a déficits severos em todos estes comportamentos. O uso abusivo da lobotomia pré-frontal como uma ferramenta terapêutica pelos cirurgiões em muitas doenças mentais nas décadas de 40 e 50, forneceu dados mais que suficientes aos pesquisadores para implicar o cérebro frontal na gênese das personalidades antissociais.
Existem muitos exemplos de pessoas que adquiriram personalidades sociopáticas devido a lesões patológicas do cérebro, tais como tumores. Por exemplo, um estudo de caso em 1992 descreveu um paciente que desenvolveu alterações de personalidade, as quais se assemelhavam fortemente a um distúrbio de personalidade antissocial, após a remoção cirúrgica de um tumor na glândula hipófise, o qual provocou danos a uma parte do lobo frontal chamado córtex órbito frontal esquerdo. Neste caso, testes neuropsicológicos e de personalidade não revelaram qualquer déficit cognitivo ou psicopatologia.
Antonio and Hanna Damasio, dois notáveis neurologistas e pesquisadores da Universidade de Iowa, investigaram na última década as bases neurológicas da psicopatologia. Eles mostraram em 1990, por exemplo, que indivíduos que tinham se submetido a danos do córtex frontal ventromedial (e que tinham personalidades normais antes do dano) desenvolveram conduta social anormal, levando a consequências pessoais negativas. Entre outras coisas, eles apresentaram tomada de decisões inadequadas e habilidades de planejamento, as quais são conhecidas por serem processadas pelo lobo frontal do cérebro.
Por que o cérebro frontal parece ser tão importante na gênese de indivíduos antissociais?  Uma hipótese provável é que quando não existe punição, ou quando a pessoa é incapaz de ser condicionada pelo medo, devido a uma lesão no córtex órbito-frontal, por exemplo, ou devido a baixa atividade neural nesta área, então ele desenvolve uma personalidade antissocial.
Pesquisas com animais têm mostrado que o córtex órbito-frontal direito está envolvido no medo condicionado. Por exemplo, quando um rato é punido com um choque elétrico cada vez que uma luz pisca em sua gaiola, ele sente medo, por associar aquele estímulo à punição. Seres humanos normais aprendem muito cedo na vida a evitar comportamentos antissociais, porque eles são punidos por isso e também porque eles possuem circuitos cerebrais para associar o medo da punição (sentimento da emoção) à supressão do comportamento. Este parece ser um elemento chave no desenvolvimento da personalidade.
Felizmente, temos agora uma maneira mais direta de visualizar a função cerebral, e que tem conduzido a uma notável explosão em nosso conhecimento sobre o funcionamento interno do cérebro do psicopata nos últimos dois ou três anos: a tomografia PET.
O equipamento de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) obtém imagens seccionais do cérebro vivo, usando cores para representar o grau de atividade.
Usando o PET, o pesquisador médico americano Adrian Raine e colegas estudaram assassinos, com resultados surpreendentes. Eles encontraram que 41 assassinos tinham um nível muito diminuído do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal em relação às pessoas normais, indicando um déficit relacionado à violência. Em outras palavras, mesmo quando nenhuma alteração patológica visível era apresentada, o dano frontal era aparente, através de uma atividade anormalmente baixa do cérebro naquela área. "O dano nesta região cerebral", notou Raine, "pode resultar em impulsividade, perda do auto-controle, imaturidade, emocionalidade alterada, e incapacidade para modificar o comportamento, o que pode facilitar atos agressivos". Outras anormalidades observadas pelo estudo de PET do cérebro de assassinos incluiu um metabolismo neural reduzido no giro parietal superior, giro angular esquerdo, corpo caloso, e assimetrias anormais de atividade na amígdala, tálamo, e lobo temporal medial. É provável que estes efeitos sejam relacionados à violência e criminalidade; pois algumas destas estruturas fazemo parte do chamado sistema límbico, que processa emoções e comportamento emocional.
Um aspecto interessante da pesquisa do Dr. Raine é que ele correlacionou as imagens cerebrais de PET à história pessoal do assassino, afim de certificar-se se eles tinham sido submetidos a algum trauma psíquico, abuso físico ou sexual, abandono e pobreza, quando eles eram crianças (um ambiente deprivado para o desenvolvimento da personalidade). Entre os assassinos, 12 tinham sofrido abuso significativo ou deprivação (recebido maus tratos). Foi descoberto que assassinos vindos de lares deprivados tinham déficits muito maiores na área órbito-frontal do cérebro (14 % em média) do que pessoas normais e assassinos vindos de ambientes não deprivados.
Os estudos iniciais controlados, realizados por Raine e colegas foram confirmados por uma série de investigações baseadas em PET com indivíduos sociopatas e criminosos violentos. Em um estudo em 1994, 17 pacientes com diagnóstico de distúrbio de personalidade foram submetidos ao PET. Os pesquisadores provaram que havia uma forte correlação inversa entre uma história de dificuldades de controle de agressividade durante toda a vida e o metabolismo regional no córtex frontal. Seis destes pacientes eram antissociais, o resto tinha vários distúrbios de personalidade (marginais, dependentes narcisistas). O PET foi usado novamente em 1995 para avaliar o metabolismo da glicose cerebral em oito sujeitos normais e oito pacientes psiquiátricos com história de comportamento repetitivo violento. Os autores obervaram que "sete dos pacientes mostraram amplas áreas de baixo metabolismo cerebral, particularmente no córtex pré-frontal e temporal medial quando comparado à sujeitos normais. Estas regiões têm sido implicadas como o substrato para agressão e impulsividade, e sua disfunção pode ter contribuído para pacientes com comportamento violento". Mais recentemente (1997), a tecnologia de imagens cerebrais por PET mostrou também que os psicopatas diferiram de não-psicopatas no padrão de fluxo cerebral relativo durante o processamento de palavras com coneteúdo emocional. As mudanças de personalidade adquiridas devido à injúria cerebral são também acompanhadas por uma diminuição na atividade neural na área frontal.
Evidências indiretas do papel do córtex pré-frontal no comportamento psicopático vêm de outros experimentos. No Canadá, uma equipe liderada por Dominique LaPierre comparou 30 psicopatas a 30 criminosos não-psicopatas, usando testes que avaliam a função de duas partes do córtex pré-frontal: o órbito-frontal e as áreas ventromediais frontais. Os resultados mostraram que "os psicopatas eram prejudicados em todas as tarefas órbito-frontais e ventromediais", mas não na função de outras áreas do córtex frontal. As similaridades entre psicopatas e pacientes com dano de córtex pré-frontal apareceu em várias áreas do estudo. "Os psicopatas e pacientes órbito-frontais ou ventromediais mostram uma preocupação exagerada com parceiros sexuais, atuando de uma forma promíscua e impessoal", observaram os pesquisadores."Ambos são marcantes quanto à sua falta de julgamento ético e social.
Ambos negligenciam as consequências a longo prazo de suas ações, escolhendo a gratificação imediata ao invés de um planejamento cuidadoso".
Conclusões

Em resumo, ainda que muitos destes resultados devam ser tomados com cuidado, todos eles convergem para uma importante descoberta: a de que os cérebros de criminosos violentos e sociopatas são na verdade alterados de maneira sutil, e que este fato pode agora ser revelado por novas técnicas sofisticadas. Uma consideração importante é que o comportamento humano é extremamente complicado e o resultado de uma interação de muitos fatores sociais, biológicos e psicológicos. "Existem muitos fatores envolvidos no crime. A função cerebral é apenas uma delas", diz o Prof. Adrian Raine. "Mas, ao entendermos a sua função cerebral, estaremos em uma melhor posição para entender as causas completas do comportamento violento".
Outra desvantagem dos estudos retrospectivos (isto é, feitos após o distúrbio aparecer em indivíduos estudados), é que é difícil separar causa da consequência. Em outras palavras, será que o déficit cerebral observado é a causa da anormalidade psicológica ou apenas o seu resultado?. Além disso, os resultados são ainda preliminares e não dão credibilidade ao uso destes métodos de neuroimagem e avaliação da função para "diagnosticar" indivíduos em risco de sociopatia; deste modo eles não devem ser usados para propósitos clínicos ou forenses no presente estágio.
Portanto, existe razoável evidência que os os sociopatas têm uma disfunção do cérebro frontal. Porque e quando esta disfunção aparece ainda é totalmente desconhecido, até agora.
Emocionalmente Insensíveis

Muitas das características da personalidade dos psicopatas poderiam ser explicadas por déficits emocionais. Por exemplo, eles têm pouco afeto com os outros, são incapazes de amar, não ficam nervosos facilmente e não mostram remorso ou vergonha quando eles abusam de outras pessoas. Assim, os cientistas têm feito hipóteses há muito tempo que os psicopatas têm uma deficiência em suas reações aos estímulos evocadores do medo, e esta seria causa de sua insensibilidade e também de sua incapacidade de aprender pela experiência.
Muitos experimentos com indivíduos sociopatas têm sugerido que isto é verdade. Um destes experimentos colocou agressores criminosos com alto nível de distúrbio de personalidade sociopática observando projeções de slides com figuras com diferentes conteúdos emocionais. Enquanto olhavam para as imagens, eles eram assustados subitamente, com sons inesperados. Quando pessoas normais estão vendo imagens agradáveis, a resposta de susto (um piscar de olhos) é de menor magnitude do que quando as imagens são desagradáveis ou estressantes (representando agressão, sangue, horror, etc).
Imagens neutras têm uma resposta de susto no ponto intermediário daquelas de prazer e desprazer. O que acontece com sociopatas criminosos? Eles têm exatamente o padrão oposto: piscam menos os olhos em resposta ao barulho quando estão assistindo imagens estressantes ! Entretanto, somente os sociopatas que tinham uma característica de indiferença emocional mostraram este fenômeno. Isto poderia ser explicado por uma falta de reatividade nestes agressores.
Em outro experimento, os cientistas registraram respostas fisiológicas de agressores criminosos sociopatas quando viam imagens estressantes, ou quando processavam palavras com alto conteúdo emocional. Os parâmetros fisiológicos registrados são os mesmos que os nos aparelhos de "detectores de mentiras".
A frequência cardíaca (isto é, quantas batidas por minuto, registradas na forma de curva em função do tempo). Estímulos que provocam medo ou stress eliciam um aumento na frequência cardíaca em indivíduos normais;
Reação galvânica da pele. A resistência elétrica da pele de certas regiões do corpo (por exemplo, a palma da mão) é afetada por sudorese emocional (ela aparece somente quando a pessoa está nervosa, mas não quando está com calor, como no suor normal: é por isso que falamos que uma pessoa está com as "mãos suadas" quando ela está mentindo).
Frequência respiratória: também é afetada pelo estímulo emocional, tornando-se mais rápida e mais superficial.
Os psicopatas não mostram alteração nestes parâmetros quando são submetidos ao stress ou a imagens desagradáveis. Estas alterações também não aparecem quando os sujeitos são avisados antecipadamente por um flash de luz quando eles vão receber um estímulo estressante (por exemplo, um desagradável sopro de ar em suas faces). Esta é a razão porque os sociopatas mentem tão bem e porque eles não são detectados pelos equipamentos de detecção de mentiras.
Entretanto, tudo isto não significa que os sociopatas não tenham emoções. Eles têm, mas em relação a eles mesmos, não em relação aos outros. De fato, tais indivíduos são incapazes de sentirem emoçoes "sociais" tais como simpatia, empatia, gratidão, etc. Isto pode explicar porque os sociopatas são tão desejosos de inflingir sofrimento e dor em outras pessoas sem sentir qualquer remorso. Para eles, as emoções de outras pessoas não têm qualquer importância; eles são "incapazes de construir uma similitude emocional do outro".
Quais são os tipos de emoções que o sociopata tem? Aparentemente, eles reagem a tudo, e rapidamente, com sentimentos agressivos, são muito irritáveis e também sensíveis a qualquer coisa que provoque vergonha ou humilhação. Com relações às emoções positivas, eles obtém prazer através da sensação de dominância e sentem satisfação por isto.
O Erro de Descartes

Antonio Damasio, um neurologista americano-português, já citado por nós na introdução, tem uma teoria que poderia explicar porque pacientes com distúrbios provocados por lesões no cérebro frontal ventromedial (e, por extensão, sociopatas) têm estes problemas emocionais. Ele a chamou de a "hipótese do marcador somático", que tem mais ou menos a seguinte forma: Indivíduos normais ativam os chamados "estados somáticos" (alterações na frequência cardíaca e respiração, dilatação das pupilas, sudorese, expressão facial, etc.) em resposta à punição associada às situações sociais. Por exemplo, uma criança quebra alguma coisa valiosa e é punida severamente por seus pais, evocando estes estados somáticos. Da próxima vez que ocorrer uma situação similar, os marcadores somáticos são ativados e a mesma emoção associada à punição é sentida. De modo a evitar isto, a criança suprime o comportamento indesejado.
De acordo com o Dr. Damásio, pessoas com danos no lobo frontal são incapazes de ativar estes marcadores somáticos. Ele diz: "isto deprivaria o indivíduo de um dispositivo automático para sinalizar consequências deletérias relativas a respostas que poderiam trazer a recompensa imediata". Isto explica também porque os sociopatas e pacientes com danos no lobo pré-frontal mostram poucas respostas autonômicas a palavras condicionadas socialmente e imagens com conteúdo emocional, mas têm respostas normais a estímulos incondicionados como outras pesquisas do Dr. Damasio mostraram.
Analisando o comportamento sociopático e suas causas, Damásio sugeriu em seu livro bestseller, "Descartes' Error: Emotion, Reason and the Human Brain" (O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano), que a razão e a emoção não são coisas separadas e antagonistas em noso cérebro (este foi o erro cometido pelo filósofo francês René Descartes aludido no título do livro), mas que um é importante para o outro na construção da nossa personalidade sadia. Indivíduos que são inteligentes e que são capazes de raciocinar bem, tornam-se monstros sociais quando eles não sentem "emoção social", que é a base da moral, do sentimento que está certo ou errado, etc.
O Autor

Renato M.E. Sabbatini, PhD. neurocientista e especialista em Informática Biomédica, doutor pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado no Instituto de Psiquiatria Max Planck em Munique, na Alemanha. Atualmente, é diretor do Núcleo de Informática Bimédica da Unicamp e professor de Informática Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas, (Campinas, Brasil). Email: sabbatin@nib.unicamp.br

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Predadores: perigosos e admirados?

20.01.12
PREDADORES: PERIGOSOS E ADMIRADOS?

Principalmente as mulheres devem ler este texto, vão identificar a conduta de diversos companheiros que lhes fazem ou lhes fizeram sofrer:

Texto traduzido do Espanhol:

Nada le molesta. ¡Desearía ser un poco como él!
Um site de ajuda a vítimas de sociopatas:

http://psicopatia-narcisismo.blogspot.com/2008/06/nada-le-molesta-deseara-ser-un-poco.html


    "A falta de consciência, empatia e remorso estão no centro da patologia psicopata. Assim escrito em papel soa horrível, mas na realidade, na ação de um predador é de um jeito diferente, e muitas vezes faz com que as mulheres queram ser um pouco mais assim!

    Lá no fundo a mulher (a menos que ela tenha  uma doença), não é isso que realmente ela quer. É simplesmente esgotou sua próprias barragem de atividade mental, cheio de pensamentos que invade, com o coração partido, com uma necessidade constantemente ser mais alerta.

    Talvez só queira que a dor desapareça, e se isso significa tornar-se superficial e achar que tudo "dá uma maldição", então que prefere adotar as características patológicas do seu companheiro.

    O grupo B, Transtornos da Personalidade (transtorno de personalidade borderline, narcisista e anti-social o sociopata ou psicopata) é caracterizada principalmente por uma falta de consciência, empatia e remorso (a partir de agora vamos usar a sigla REC para se referir a esses recursos).

Até certo ponto, apenas o grau de falta de REC pode determinar o tipo de desordem e periculosidade do predador.

Na parte superior do grupo é a personalidade anti-social, como tem a maioria dessas características. Mas todos os três transtornos têm essa falta dentro, e se sobrepõem.

Então, o que parece ser uma falta de consciência, empatia e remorso?

Aparentemente, vendo a pessoa de um ponto de visita da normalidade, dá a impressão que a pessoa não se preocupa, tanto por suas ações, quanto o que os outros podem vir a pensar sobre seu comportamento.

Ele se mostra muito confiante em suas escolhas e comportamento. Parecem desfrutar dessa confiança mesmo quando se comportam mal, sempre demonstram razão, mesmo quando eles ferem outra pessoa.

O fato de não darem importancia ao que os outros pensam é visto como uma qualidade. Você começa a fazer a sua vida sem o efeito perturbador de como os outros o vêem.

Não se deixam perturbar, numa nuvem de apatia impenetrável, mesmo diante de todos os tipos de consequências negativas, quer social, emocional, sexual, monetário ou físico, como resultado de seu próprio comportamento.

No entanto, a falta de REC é a única coisa que nos diferencia de algumas espécies animais. (Você já tentou fazer um gato se sentir culpado?) É a nossa humanidade. O fato de que vários níveis de psicopatologia da falta destes elementos deve ser um indicador de sua capacidade limitada para agir "como seres humanos" em determinadas situações.

As pessoas não se surpreendem quando bandidos com esta falta de REC seqüestram crianças, machucam os animais, roubam, mentem, enganam e são infieis. A consciência moral diz respeito ao impacto e emoção das características culpa.

A culpa é o alarme do nosso comportamento, ou seja, não se pode fazer algo errado, para não nos sentirmos culpados. Em última análise, a culpa evita ferir outros e a nós mesmos, para não ter que com aquela terrível sensação de arrependimento.

Mas em um ser patológico esta qualidade não magoar os outros (e a si mesmo), mas não tem o discernimento para reconhecê-lo como um dano causado por eles, prejudicando a sociedade e deixando um rastro de mulheres e crianças feridas, enquanto ele vivem alegremente cantarolando uma canção.

Não se deve admirar a sua capacidade de ferir os outros. Em uma de nossas palestras recentes, alguém repetidamente trouxe à tona o assunto, dizendo que pensou que fosse bom se ela assim fosse, um ser patológico não tem remorso e não se sente afetado por seus próprios sistemas de crenças e, portanto, se nós nos tornamos como eles, e fizermos o mesmo que ele, ficaríamos mais infelizes porque eles reagem menos ao que fizemos, ele não se importam

A única coisa que nos distingue como seres humanos é a capacidade de amar, ao passo que esses seres patológicos não se preocupam com os outros, doa a quem doer. O que nos torna seres, por assim dizer, não patológico, é a nossa capacidade de ter um olhar crítico sobre o nosso comportamento.

Mesmo quando você está ferido e gostaria de se tornar mais indiferente em busca da liberdade da dor, nunca será capaz de saltar para o abismo do REC patológica para escapar da tristeza, os pensamentos invadem ou outros sintomas que você gostaria de ver desaparecer .

Por isso digo a todas aquelas mulheres que não sejam patológicas como esses predadores, essa a única maneira de escapar da dor é esperar passar.

Suponha que você ainda saber a diferença entre o que é certo e o que é errado e ainda não atingiu a condição de seu parceiro, mas admira seu jeito de ser, significa que você não tem a doença!

Aqueles que adotaram, que compraram a forma como o predador vê o mundo, despresando o sofrimento dos outros, achando ser mais esperto, desejando viver uma vida cheia de dominação / poder / status, precisam fazer terapia para curar a maneira "consumiu" da visão patológica do mundo do predador.


Outro autor que falou sobre esta questão é Hervey Cleckley. Sua obra é resumida neste artigo tem a seguinte redação:

    "Nice", "charmoso", "inteligente", "Awake", "impressionante", "inspirar confiança", e "um grande sucesso com as mulheres": estes são os tipos de descrições repetidamente usada por Cleckley em famoso estudo dos psicopatas. Então, é claro, "irresponsável", "auto-destrutivo", e similares adjetivos. Estas descrições destacam a frustração e os mistérios que cercam o estudo da psicopatia.

Os psicopatas parecem ter muitas dessas características mais desejadas pelas pessoas normais. A confiança informal do psicopata quase parece um sonho impossível, e geralmente é o que pessoas "normais" tentam ganhar ao frequentar workshops de auto-ajuda.

Em muitos casos, a atração magnética do psicopata para os membros do sexo oposto parece quase sobrenatural.

Uma hipótese seminal de Cleckley leva em conta o fato de que psicopata tem uma verdadeira doença mental: um défice profundo e incurável de afetividade.

Quando você realmente começar a sentir alguma coisa, para eles são apenas o mais vagas emoções. Enquanto ações estranhas e auto-destrutivo tem conseqüências que irá encher o homem comum do ódio tristeza, auto-vergonha, para um predador simplesmente não é, o afetar minimamente.

O que os outros seria um desastre para ele não é apenas um inconveniente passageiro."


Esse pequeno artigo foi escrito por Sandra Brown, autora de “How to Spot a Dangerous Man”, para o seu blog Dangerous Liasons. Aqui é em português. Esperamos que seja de interesse e possa ajudar as pessoas foram vítimas de um psicopata a refletir como ganhar alguma esperança de ir em frente e voltar a encontrar o seu caminho,.

Enquanto o texto é direcionado às mulheres, pois a incidência da psicopatia é muito maior nos homens, também se aplica a homens que tenham sido vítimas de mulheres com transtornos de personalidade.

O Psicólogo
Enviado por O Psicólogo em 03/04/2011
Reeditado em 03/04/2011
Código do texto: T2887597
http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/2887597

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Tipos de cafajeste

20.01.12
Sedutor - Esse prefere atacar uma de cada vez! Escolhe sua vítima como um serial killer, tem que se encaixar no seu perfil. Vai lá e faz tudo para conquistá-la, quando percebe a mulher apaixonada, simplesmente a abandona e recomeça a busca por outra vítima...

Parasita - Conquista mulheres carentes, promete amor infinito a elas, as cobre de atenção e carinho, mas somente no início, depois de estabelecida a relação, as abandona emocionalmente e faz a idiota acreditar que o relacionamento continua funcionando. São muito manipuladores. Escolhe a mulher não para se relacionar numa troca sadia, mas para ter uma cuidadora. A mulher está ali para fazer sua comida, lavar suas roupas, administrar a casa onde mora, cuidar da sua vida para que ele tenha tempo para seu mundinho particular. Enquanto essa demente se acaba cuidando desse subtipo de cafa, ele se dedica a correr atrás das mulheres que inspiram desejo nele.

Interesseiro - Esse é um subtipo que tem se proliferado assustadoramente. Cobre a mulher de atenção, carinho, tenta satisfazê-la sexualmente. Se torna o homem dos sonhos dela, mas o que quer mesmo é viver na aba e transar com as outras escondido, quando a oportunidade surgir. A mulher tem que pagar tudo, e tudo continuará bem enquanto ela estiver pagando tudo. Eles são aquilo que os próprios homens reclamam desde sempre nas mulheres, que são interesseiras, que gostam mesmo é de dinheiro e tal. Agora já existe a versão masculina! Esse subtipo que se multiplica como rato, acabou copiando o tão famoso golpe do baú, que antes era "privilégio" das mulheres! Curioso, não?!
http://confissoes-femininas.blogspot.com

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10 informações sobre Psicopatas

20.01.12
Uma pequena lista com informações bem interessantes sobre esse tipo de pessoa que tanto causa medo aos outros.

10 - O que é ser um psicopata? Psicopatia não é sinônimo de criminoso, ao ouvir falar do termo psicopata muitas pessoas pensam em assassinos em séries ou pessoas que cometem crimes hediondos, ledo engano, psicopatas em essência são pessoas que não conseguem discernir emoções, logo é possível encontrar psicopatas entre pessoas bem sucedidas que no geral não despertam nenhuma suspeita, como na política, grandes empresas e até mesmo em instituições religiosas.

9 - Ausência de emoções. Com certeza a característica mais marcante da psicopatia. Psicopatas são incapazes de enxergar certas emoções, assim como os daltônicos não conseguem ver certas cores, o que os tornam pessoas extremamente frias e egoístas. Indivíduos com esse distúrbio tratam pessoas como objetos que podem ser descartados, não entendem o significado de 'bem comum' (se tiver tudo bem pra eles, então tudo estará bem) e são capazes de presenciar cenas macabras sem apresentar nenhuma alteração fisiológica, como suor nas mãos, coração acelerado, tremores até náuseas e vômitos. Para eles o medo é algo incompleto, superficial e não está associado a alterações corporais.

8 - Então o que eles sentem? Devido a essa 'probeza emocial' são eles incapazes de sentir amor, compaixão e o respeito pelo outro. Em momentos como esses apresentam todo tipo de encenação. Confundem o amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade, são bem superficiais. Resultados de uma pesquisa revelam que diferente das pessoas comuns, os psicopatas apresentam atividade cerebral reduzida nas estruturas relacionadas às emoções em geral e em contrapartida, um aumento na atividade nas regiões da cognição (capacidade de racionalizar). Assim pode-se dizer que são muito mais racionais que emocionais.

7 - O perigo mora ao lado. Estima se que de 1% a 4% da população mundial apresente o chamado 'transtorno de personalidade anti-social', mas que não se manifesta de forma violenta, não se engane por isso, pois o fato de não cometer ato violento não que dizer que ele não deixe um rastro de destruição até no grau mais leve da psicopatia. Entre a população carcerária esse índice chega a 20%. No Brasil há cinco milhões deles entre nós, não se surpreenda caso você conheça algum psicopata, com certeza você deve conhecer. Então não se esqueça, quando tiver que decidir em quem confiar, tenha em mente que a combinação de ações maldosas com frequentes jogos cênicos por sua piedade praticamente equivale a uma placa na testa de uma pessoa portadora deste transtorno.

6 - Psicopatas são mentirosos compulsivos, todo mundo mente, isso é fato, mas psicopatas fazem isso o tempo todo, até para eles mesmos, talvez como uma forma de suprir o vazio dentro deles. Mentem com competência, e são capazes de dizer coisas contraditórias olhandos nos olhos de uma pessoa e não muito raro costumam fingir que praticam certas profissões como de médico ou advogado, usando e abusando de termos técnicos passando credibilidade, chegando ao limite de exercerem clandestinamente essas profissões, causando danos irreparáveis a terceiros. Com uma imaginação fértil e se focada sempre em si próprios, raramente ficam constrangidos ou perplexos quando são flagrados, apenas mudam de assunto ou tentam refazer a história para que pareça mais verossímil. Mentir, trapacear e manipular são talentos inatos dos psicopatas.

5- Psicopatas são charmosos e inteligentes, isso não quer dizer que psicopatas se vestem bem e são atraentes, mas sim que costumam ser espirituosos e bem articulados capazes de manipular pessoas mais vulneráveis. Por isso tornam-se líderes com freqüência, seja em presídios ou multinacionais, aliada a capacidade de mentir despudoradamente, os psicopatas conseguem se dar bem em entrevistas de emprego, conquista a confiança dos chefes e não raro exercerem cargos hierárquicos. Psicopatas possuem uma visão narcisista e supervalorizada de seus valores e importância (egocentrismo e megalomania) se vêem como o centro de tudo e tudo gira em torno deles.

4 - Ausência de sentimento de culpa. Psicopatas não sentem culpa pelo que fazem, nem sentem medo de uma possível punição pelos seus atos, esses indivíduos não possuem nenhum encargo de consciência. Eles são capazes de verbalizar remorso (da boca para fora) e uma das primeiras coisas que aprendem é como demonstrar esse sentimento para atingir pessoas de bom coração. Inventam desculpas elaboradas que são capazes de mexer profundamente com os sentimentos nobres de uma pessoa. E pelo fato de serem egocentricos e megalomaniacos nunca se apresentam errados, colocando sempre a culpa nos outros.

3 - Ausência de empatia. Empatia é a capacidade de considerar e respeitar os sentimentos alheios, de se colocar no lugar do outro. Como já se disse para os psicopatas, as pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessario para satisfazer seu prazer. Caso demonstrem possuir laço mais estreitos com alguém é certamente pelo sentimento de possessividade e não por amor. Psicopatas em estado mais elevado e grave, são capazes de torturar e mutilar vítimas com a mesma sensação de quem fatia um suculento filé-mignon.

2 - O ambiente influi no tipo de psicopata, mesmo os que defendem que a psicopatia é algo 100% genético, não se pode negar que fatores externos, sociais e familiares influenciam como o transtorno será expresso no comportamento do individuo, indo de estado mais leve até o mais grave de psicopatia. Psicopatas que cresceram sofrendo abuso ou presenciando agressões teriam uma probabilidade maior de usar suas habilidades para matar pessoas. Já aqueles que cresceram em famílias equilibradas e não tiveram grandes dramas na infância, teriam uma probabilidade maior de transformar naqueles que mentem, roubam, trapaceiam, mas não chegam a praticar o ato violento criminoso em si.

1 - Psicopatia não tem cura, por acharem que não fazem nada de errado, psicopatas repetem os seus erros e tendem a reincidir três vezes mais que os criminosos comuns, ou seja, punições não servem de nada contra eles. Também não existem tratamentos comprovados nem remédios que façam efeito, mas tudo isso não quer dizer que eles devem ser punidos, pois possuem plena consciência de que seus atos não são corretos. O que se deve ter é o consentimento de que certas pessoas podem não ser confiaveis ou ser quem esperamos, além de ficar atento aos sinais claros e próprios dos psicopatas.

Depois de todas essas informações o melhor que se pode fazer é identificar pessoas com esse distúrbio e afastá-las de vez de nossas vidas (quando possível), pois os danos que eles podem causar em nossas vidas são muitas vezes irreparáveis. E então, você conhece algum psicopata?

Fonte

Leia mais em: 10 Informações Valiosas Sobre os Psicopatas - Amigos do MDig http://amigos.mdig.com.br/index.php?itemid=6338#ixzz244iGORsJ

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Gigolo, caracteristIcas e atuação

19.01.12
Sobre el origen de la palabra Gigoló y su sorprendente actualidad

No dejan de sorprenderme las diferencias conceptuales que existen para definir a personas que hacen lo mismo pero son de distinto sexo. A una mujer que se mete con un hombre, mayor o no, con la finalidad de que la mantenga y sacar provecho de esa relación se le dice, en el mejor de los casos, prostituta. A un hombre que se mete con una mujer para aprovecharse y vivir de ella se le dice...Gigoló, así, con todo y mayúscula.

Se dice que un gigoló es el amante joven de una mujer de más edad que lo mantiene. (Espasa Calpe 2005). La palabra proviene del francés gigoló, formada a partir de gigue (violín y baile), adaptada del germánico gigua (violín). La palabra femenina precedió a la masculina (qué raro...):gigolette, que significa mujer desvergonzada. ¿Quién era el hombre que podía acompañar a una mujer de esta naturaleza? Un gigoló.

La definición ha cambiado pues en la actualidad se dice que un gigoló no es exclusivamente el hombre que busca el amor y el dinero de una mujer mayor, puede ser una de su edad, o inclusive menor, que lo mantenga. La cuestión se ha vuelto un poco confusa en estos tiempos, además, por el tema de la equidad de género y la búsqueda de igualdad por nuestra parte. Trabajamos y nos gusta saber que también somos capaces de pagar nuestra cuenta y hacernos responsables de nuestros gastos. Cuando aparece un hombre que "está atravesando una mala racha", te invita a salir y no tiene dinero, no se ve ningún problema en pagarle. Para eso somos iguales ¿no? Al menos eso indica el protocolo femenino de nuestro tiempo.

La cuestión se convierte en preocupante cuando constantemente el hombre en cuestión tiene justificaciones de todo tipo para no hacerse responsable de sus gastos, o inclusive, cuando se casa y es la esposa quien corre con todos los gastos. No quiero decir con esto que en las parejas que así lo han acordado implique que existen un abusador y una víctima. En estos casos hay una diferencia radical; si se vive por mutuo acuerdo esa situación y esos son los términos de la relación, no hay problema alguno. Se trata de un acuerdo entre dos adultos. El problema surge cuando no es ese el acuerdo y la situación se vive de esa manera.

El interés de estos hombres, es evidente pero no está de más decirlo, por la mujer en cuestión se acaba cuando ella pierde su empleo, cambia las reglas o empieza a decirle que se haga responsable de algo, aunque sea pagar la renta o llevar los gastos a la mitad. Una mujer así pierde todo atractivo a los ojos de este vividor.

Los gigolós de nuestro tiempo, igual que los de antaño, son encantadores, posiblemente atractivos, profundamente convincentes y totalmente manipuladores. Resultan tan fascinantes que si sus parejas no "los apoyan" les hacen sentir malas mujeres, esposas o novias, pues viviendo en un mundo en donde la equidad de género es una cuestión vital, son incapaces de ser solidarias en una situación crítica del personaje en cuestión. Buscan a mujeres exitosas profesionalmente, capaces, autosuficientes, atractivas ..... y con inseguridades encubiertas en su disfraz de mujeres ejecutivas y modernas. Muchas mujeres exitosas esconden una gran inseguridad interna y buscan la aceptación y compañía de un hombre que no cuestione su trabajo y compromiso con él. Este es el tipo de mujeres perfectas para un gigoló, quién les hará compañía y aceptará a cambio, solamente, de que ellas lo mantengan. Es posible que ellas vivan en una casa propia y ellos no tienen inconveniente alguno en irse a vivir con ellas o en vivir alternadamente entre su casa (si es que tienen) y la de estas ilusas féminas.

Otro común denominador de estos seductores hombres es que tienen siempre justificaciones creíbles para vivir sin un peso. Son "muy buenos", dan todo a su familia, una causa u otra persona y tienen la mala suerte de encontrarse con personas que siempre abusan de ellos y de su bonhomía. Si están divorciados, seguramente "la ex era una abusadora que dejó al pobre en la calle". Pronto les van a pagar una fortuna que les deben (ese pronto, sobra decirlo, jamás llega) y tienen un gran talento para que otras personas les crean y presten recursos.

Como todo, la cuestión es ¿por qué una mujer se siente atraída por este tipo de hombres? La solución no está en erradicarlos del mapa (que sería fantástico, sobra decirlo), está en que como mujeres aprendamos a valorarnos y cuidarnos para dejar de atraer como miel a las abejas a este tipo de hombres. Algo tiene que cambiar una mujer en su interior para modificar patrones de conducta y maneras de relacionarse que le hagan caer inevitablemente en las fauces de estos tiburones. Claro está, también existen ganancias secundarias en ser víctima en la vida, se genera la simpatía de muchas personas.... y así no es necesario cambiar pues siempre existirán personas que comprendan y prefieran apoyar a la víctima que ayudarla a crecer.

En todo caso, paremos las antenas y prestemos atención a estos símbolos. No seremos poco solidarias, estaremos cuidando de nosotras al no caer en los engaños de este tipo de hombre.
Mulheres blogueras http://mujeresconstruyendo1.blogspot.pt/2010/02/sobre-el-origen-de-la-palabra-gigolo.html

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Seu amigo psicopata

19.01.12
por Texto Leandro Narloch
Tinha alguma coisa errada com o Guilherme. Desde quando era pequeno, 4 anos de idade, a mãe, Norma*, achava que ele não era uma criança normal. O guri não tinha apego a nada, era frio, não obedecia a ninguém. O problema ficou claro aos 9 anos. Guilherme, nome fictício de um rapaz do Guarujá, litoral de São Paulo, que hoje tem 28 anos, roubava os colegas da escola, os vizinhos e dinheiro em casa. Também passou a expressar uma enorme capacidade de fazer os outros acreditar no que inventava. Aos 18, o garoto conseguiu enganar uma construtora e comprar um apartamento fiado. “Quando um primo da mesma idade morreu de repente, ele só disse ‘que pena’ e continuou o que estava fazendo”, conta a mãe. Tinha alguma coisa errada com o Guilherme.
Em busca de uma solução, Norma passou 15 anos rodando com o filho entre psicólogos, psiquiatras, pediatras e até benzedeiros. Para todos, ele não passava de um garoto normal, com vontades e birras comuns. “Diziam que era mimo demais, que não soubemos impor limites.” Uma pista para o problema do filho só apareceu em 2004. A mãe leu uma entrevista sobre psicopatia e resolveu procurar psiquiatras especializados no assunto. Então descobriu que o filho sofre da mesma doença de alguns assassinos em série e também de certos políticos, líderes religiosos e executivos. “Apenas confirmei o que já sabia sobre ele”, diz Norma. “Dói saber que meu filho é um psicopata, mas pelo menos agora eu entendo que problema ele tem.”
Guilherme não é um assassino como o Maníaco do Parque ou o Chico Picadinho. Mas todos eles sofrem do mesmo problema: uma total ausência de compaixão, nenhuma culpa pelo que fazem ou medo de serem pegos, além de inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está em volta. A gente costuma chamar pessoas assim de monstros, gênios malignos ou coisa que o valha. Mas para a Organização Mundial da Saúde (OMS), eles têm uma doença, ou melhor, deficiência. O nome mais conhecido é psicopatia, mas também se usam os termos sociopatia e transtorno de personalidade anti-social.
Com um nome ou outro, não se trata de raridade. Entre os psiquiatras, há consenso quanto a estimativas surpreendentes sobre a psicopatia. “De 1% a 3% da população tem esse transtorno. Entre os presos, esse índice chega a 20%”, afirma a psiquiatra forense Hilda Morana, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (Imesc). Isso significa que uma pessoa em cada 30 poderia ser diagnosticada como psicopata. E que haveria até 5 milhões de pessoas assim só no Brasil. Dessas, poucas seriam violentas. A maioria não comete crimes, mas deixa as pessoas com quem convive desapontadas. “Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam”, disse à SUPER o psicólogo canadense Robert Hare, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e um dos maiores especialistas no assunto.
Os psicopatas que não são assassinos estão em escritórios por aí, muitas vezes ganhando uma promoção atrás da outra enquanto puxam o tapete de colegas. Também dá para encontrá-los de baciada entre políticos que desviam dinheiro de merenda para suas contas bancárias, entre médicos que deixam pacientes morrer por descaso, entre “amigos” que pegam dinheiro emprestado e nunca devolvem... Lendo esta reportagem, não se surpreenda se você achar que conhece algum. Certamente você já conheceu.
Amigo da onça
O psicólogo Robert Hare tinha acabado de sair da faculdade, na década de 1960, quando arranjou um emprego no presídio de Vancouver. Função: atender os presos com problemas e montar diagnósticos de sanidade para pedidos de condicional. Lá conheceu o simpático Ray, um dos presos. Era um sujeito legal, contava histórias envolventes e tinha um sorriso que deixava qualquer um confortável. Como o sujeito parecia aplicado e dedicado a ter uma vida correta depois da prisão, o doutor resolveu ajudá-lo em pedidos de transferência para trabalhos melhores na cadeia, tipo a cozinha e a oficina mecânica. Os dois ficaram amigos. Mas Ray não era o que parecia. Hare descobriu que o homem usava a cozinha para produzir álcool e vender aos colegas. Os funcionários do presídio também alertaram o psicólogo dizendo que ele não tinha sido o primeiro a ser ludibriado pelo “gente boa” Ray. E que a falta de escrúpulos do preso não tinha limites. Pouco depois, Hare sentiu isso na pele: teve os freios de seu carro sabotados pelo “amigo” presidiário.
Ray não era único ali. Boa parte de seus colegas no presídio de Vancouver era formada por sujeitos alegres, comunicativos e cheios de amigos que também eram egocêntricos, sem remorso e não mudavam de atitude nem depois de semanas na solitária. Nas prateleiras sobre doenças mentais, havia várias descrições parecidas. O francês Philip Pinel, um dos pais da psiquiatria, escreveu no século 18 sobre pessoas que sofriam uma “loucura sem delírio”. Mas o primeiro estudo para valer sobre psicopatia só viria em 1941, com o livro The Mask of Sanity (“A Máscara da Sanidade”, sem tradução para o português), do psiquiatra americano Hervey Cleckley. Ele dedica a obra a um problema “conhecido, mas ignorado” e cita casos de pacientes com charme acima da média, capacidade de convencer qualquer um e ausência de remorso. Com base nesses estudos, Robert Hare passou 30 anos reunindo características comuns de pessoas assim, até montar sua escala Hare, o método para reconhecer psicopatas mais usado hoje.
Trata-se de um questionário com perguntas sobre a vida do sujeito, feito para investigar se ele tem traços de psicopatia. Seja como for, não é fácil identificar um. Psicopatas não têm crises como doentes mentais: o transtorno é constante ao longo da vida. Outras funções cerebrais, como a capacidade de raciocínio, não são afetadas. Algumas características, no entanto, são evidentes.
Segredos e mentiras
Atributo número 1: mentir. Todo mundo mente, mas psicopatas fazem isso o tempo todo, com todo mundo. Inclusive com eles mesmos. São capazes de dizer “Já saltei de pára-quedas” e, logo depois, “Nunca andei de avião”, sem achar que existe uma grande contradição aí. Espertos, não se contentam só em dizer que são neurocirurgiões, por exemplo, sem nunca ter completado o colegial: usam e abusam de termos técnicos das profissões que fingem ter. Se o sujeito finge ser advogado, manda ver nos “data venias” da vida. Se diz que estudou filosofia, vai encher o vocabulário de expressões tipo “dialética kantiana” sem fazer idéia do que isso significa. Sim, eles são profissionais da lorota.
“Depois que descobri as mentiras que ele me contou, passei um tempo me perguntando como tinha sido tão burra para acreditar naquilo”, diz a professora carioca Ana*. Há 9 anos, ela conheceu um cara incrível. Ele dizia que, com apenas 27 anos, era diretor de uma grande companhia e que, por causa disso, viajava sempre para os EUA e para a Europa. Atencioso e encantador, Cláudio era o genro que toda sogra queria ter. “Em 5 meses, a gente estava quase(casando. Então a mãe dele revelou que era tudo mentira, que o filho era doente, enganava as pessoas desde criança e passava por um tratamento psiquiátrico.”
Ana largou Cláudio e foi tocar a vida. Mas nem sempre quem passa pelas mãos de um psicopata “pacífico” tem tempo para reorganizar as coisas. Que o digam as pessoas que cruzaram o caminho de Alessandro Marques Gonçalves. Formado em direito, ele resolveu fingir que era médico. E levou esse delírio às últimas conseqüências: forjou documentos e conseguiu trabalho em 3 grandes hospitais paulistas. Enganou pacientes, chefes e até a mulher, que espera um filho dele e não fazia idéia da fraude. Desmascarado em fevereiro de 2006, Alessandro aleijou pelo menos 23 pessoas e é suspeito da morte de 3.
“Ele usa termos técnicos e fala com toda a naturalidade. Realmente parece um médico”, diz o delegado André Ricardo Hauy, de Lins, que o interrogou. “Também acha que não está fazendo nada de errado e diz, friamente, que queria fazer o bem aos pacientes.” Quando foi preso, Alessandro não escondeu a cabeça como os presos geralmente fazem: deixou-se filmar à vontade.
“O diagnóstico de transtorno anti-social depende de um exame detalhado, mas dá para perceber características de um psicopata nesse falso médico. É que, além de mentir, ele mostra ausência de culpa”, afirma o psiquiatra Antônio de Pádua Serafim, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
E esse é um atributo-chave da mente de um psicopata: cabeça fresca. Nada deixa esses indivíduos com peso na consciência. Fazer coisas erradas, todo mundo faz. Mas o que diferencia o psicopata do “todo mundo” é que um erro não vai fazer com que ele sofra. Sempre vai ter uma desculpa: “Um cara que matou 41 garotos no Maranhão, Francisco das Chagas, disse que as vítimas queriam morrer”, conta Antônio Serafim.
Justamente por achar que não fazem nada de errado, eles repetem seus erros. “Psicopatas reincidem 3 vezes mais que criminosos comuns”, afirma Hilda Morana, que traduziu e adaptou a escala Hare para o Brasil. “Tem mais: eles acham que são imunes a punições.” E isso vale em qualquer situação. Até na hora de jogar baralho.
Foi o que mostrou o psicólogo americano Joe Newman num experimento em 1987. No laboratório, havia 4 montes de cartas. Sem que os jogadores soubessem, um deles estava cheio de cartas premiadas. Ou seja: quem escolhesse aquele monte ganhava mais dinheiro e continuava no jogo. Aos poucos, porém, a quantidade de cartas boas rareava, até que, em vez de dar vantagem, escolher aquele monte passava a dar prejuízo. Pessoas comuns que participaram da pesquisa logo perceberam a mudança e deixaram de apostar nele. Psicopatas, porém, seguiram tentando obter a recompensa anterior. “Pessoas comuns mudam de estratégia quando não obtêm recompensa”, afirma o neurocientista James Blair, autor do livro The Psychopath – Emotion and the Brain (“O Psicopata – Emoção e o Cérebro”, sem edição brasileira). “Mas crianças e adultos com tendências psicopáticas continuam a ação mesmo sendo repetidamente punidos com a perda de pontos.”
Psicopatas não aprendem com punições. Não adianta dar palmadas neles.
Além disso, psicopata que se preze se orgulha de suas mancadas. Esse sujeito pode ser o marido que trai a mulher e se gaba para os amigos. Ou coisa pior. Veja o caso do promotor de eventos Michael Alig. Querido por todos, ele difundiu a cultura clubber em Nova York, organizando festas itinerantes. E em 1996 ele matou um amigo em casa. Quando o corpo começou a feder, retalhou-o e jogou os pedaços no rio Hudson. Dias depois, em um programa de TV, Alig simplesmente descreveu o assassinato, todo pimpão. Os jornalistas acharam que era só uma brincadeira besta, claro. Dias depois, a polícia achou o corpo do amigo de Alig no rio. Ele foi condenado a 20 anos de prisão – sem perder a pose.
Isso é lugar-comum entre os psicopatas. O próprio psiquiatra Antônio Serafim está acostumado com relatos grandiosos de carnificinas: “Quando você pergunta sobre a destreza com que cometeram os crimes, eles contam detalhes dos assassinatos, cheios de orgulho.”
Zumbis
Se você estivesse indo comprar cerveja perto de casa e se desse conta que esqueceu a carteira, o que faria? Em vez de voltar para buscar dinheiro, um psicopata da Califórnia preferiu catar um pedaço de pau, bater num homem e levar o dinheiro dele. Também tem o caso de uma mulher que deixou a filha de 5 anos ser estuprada pelo namorado. Perguntada por que deixou aquilo acontecer, ela disse: “Eu não queria mais transar, então deixei que ele fosse com a minha filha.”
Eis mais um traço psicopático. “Eles tratam as pessoas como coisas”, afirma o psiquiatra Sérgio Paulo Rigonatti, do Instituto de Psiquiatria do HC. Isso acontece porque eles simplesmente não assimilam emoções. Para entender isso melhor, vamos dar um passeio pelo inferno.
Corpos decapitados, crianças esquálidas com moscas nos olhos, torturas com eletrochoque, gemidos desesperados. Só de imaginar cenas assim, a reação de pessoas comuns é ter alterações fisiológicas como acelerar as batidas do coração, intensificar a atividade cerebral e enrijecer os músculos. Em 2001, o psiquiatra Antônio Serafim colocou presos de São Paulo para assistir a cenas assim. Cada um ouvia, por um fone, sons desagradáveis, como gritos de desespero. “Os criminosos comuns tiveram reações físicas de medo”, diz ele. “Já os identificados como psicopatas não apresentaram sequer variação de batimento cardíaco.”
Mais: uma série de estudos do Instituto de Neurociência Cognitiva, nos EUA, mostrou que psicopatas têm dificuldade em nomear expressões de tristeza, medo e reprovação em imagens de rostos humanos. “Outros 3 estudos ligaram psicopatia com a falta de nojo e problemas em reconhecer qualquer tipo de emoção na voz das pessoas”, afirma Blair.
É simples: assim como daltônicos não conseguem ver cores, psicopatas são incapazes de enxergar emoções. Não as enxergam nem as sentem, pelo menos não do mesmo jeito que os outros fazem. Em vez disso, eles só teriam o que os psiquiatras chamam de proto-emoções – sensações de prazer, euforia e dor menos intensas que o normal. “Isso impede os psicopatas de se colocar no lugar dos outros”, diz Hilda Morana.
Um dos pacientes entrevistados por Hare confirma: “Quando assaltei um banco, notei que uma caixa começou a tremer e a outra vomitou em cima do dinheiro, mas não consigo entender por quê”, disse. “Na verdade, não entendo o que as pessoas querem dizer com a palavra ‘medo’ ”.
No livro No Ventre da Besta – Cartas da Prisão, o escritor americano Jack Abbott descreve com honestidade o que acontece na sua cabeça de psicopata: “Existem emoções que eu só conheço de nome. Posso imaginar que as tenho, mas na verdade nunca as senti”.
É como se eles entendessem a letra de uma canção, mas não a música. Esse jeito asséptico de ver o mundo faz com que um psicopata consiga mentir sem ficar nervoso, sacanear os outros sem sentir culpa e, em casos extremos, retalhar um corpo com o mesmo sangue-frio de quem separa as asinhas do peito de um frango assado.
Cérebros em curto
Ok, o problema central dos psicopatas é que eles não conseguem sentir emoções. Mas por que isso acontece? “A crença de que tudo é causado por famílias instáveis ou condições sociais pobres nos faz fingir que o problema não existe”, afirma Hare.
Para a neurologia, a coisa é mais objetiva: os “circuitos” do cérebro de um psicopata são fisicamente diferentes dos de uma pessoa normal. Uma descoberta importante foi feita pelo neuropsiquiatra Ricardo de Oliveira-Souza e pelo neurologista Jorge Moll Neto, pesquisador do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos dos EUA. Em 2000, os dois identificaram, com imagens de ressonância magnética, as partes do cérebro ativadas quando as pessoas fazem julgamentos morais. Os participantes da pesquisa tiveram o cérebro mapeado enquanto decidiam se eram certas ou erradas frases como “podemos ignorar a lei quando necessário” ou “todos têm o direito de viver”, além de outras sem julgamento moral, como “pedras são feitas de água”. A maioria dos voluntários ativou uma área bem na testa, chamada Brodmann 10, ao responder às perguntas.
E aí vem o pulo-do-gato: a dupla repetiu o estudo em 2005 com pessoas identificadas como psicopatas, e descobriu que elas ativam menos essa parte do cérebro. Daí a incompetência que os sujeitos com transtorno anti-social têm para sentir o que é certo e o que é errado. Agora, resta saber se essas deficiências vêm escritas no DNA ou se surgem depois do nascimento.
Hoje, se sabe que boa parte da estrutura cerebral se forma durante a vida, sobretudo na infância. Mas cientistas buscam uma causa genética porque a psicopatia parece surgir independentemente do contexto ou da educação. “Nascem tantos psicopatas na Suécia ou na Finlândia quanto no Brasil”, afirma Hilda Morana. “Os pais costumam se perguntar onde foi que erraram.” A impressão é que psicopatas nasceram com o problema. “Eles também surgem em famílias equilibradas, são irmãos de pessoas normais e deixam seus pais perplexos”, afirma Oliveira-Souza.
James Blair vai pela mesma linha: “Estudos com pessoas da mesma famíla, gêmeos e filhos adotados indicam que o comportamento dos psicopatas e as disfunções emocionais são coisas hereditárias”, afirma.
Cobras de terno
Mesmo quem defende uma origem 100% genética para a psicopatia não descarta a importância do ambiente. A criação, nessa história, seria fundamental para determinar que tipo de psicopata um camarada com tendência vai ser.
“Fatores sociais e práticas familiares influenciam no modo como o problema será expresso no comportamento”, afirma Rigonatti. Por exemplo: psicopatas que cresceram sofrendo ou presenciando agressões teriam uma chance bem maior de usar sua “habilidade” psicopática para matar pessoas.
Um bom exemplo desse tipo é o americano Charles Manson. Filho de uma prostituta alcoólatra e dono de uma mente pra lá de sociopata, transformou um punhado de hippies da Califórnia em um grupo paramilitar fanático nos anos 70. Manson foi responsável pela carnificina na casa do cineasta Roman Polanski. Entre os 5 mortos, estava a atriz Sharon Tate, mulher do diretor e grávida de 8 meses. Detalhe: ele nem sequer participou da ação. Só usou sua capacidade de liderança para convencer um punhado de seguidores a realizar o massacre.
Já os que vêm de famílias equilibradas e viveram uma infância sem grandes dramas teriam uma probabilidade maior de se transformar naqueles que mentem, trapaceiam, roubam, mas não matam. Mais de 70% dos psicopatas diagnosticados são desse grupo, mas não há motivo para alívio. Psicopatas infiltrados na política, em igrejas ou em grandes empresas podem fazer estragos ainda piores.
Exemplos não faltam. O político absurdamente corrupto que é adorado por eleitores, cativa jornalistas durante entrevistas, não entra em contradição nem parece sentir culpa por ter recheado suas contas bancárias com dinheiro público é um. O líder religioso que enriquece à custa de doações dos fiéis é outro. E por aí vai.
“Eles costumam se dar bem em ambientes pouco estruturados e com pessoas vulneráveis. Agem como cartomantes, pais de santo, líderes messiânicos”, afirma Oliveira-Souza. Psicopatas não tão fanáticos, mas com a mesma falta de escrúpulos, também estão em grandes empresas, sugando dinheiro e tornando a vida dos colegas um inferno.
A habilidade para mentir despudoradamente sem levantar suspeitas faz com que eles se dêem bem já nas entrevistas de emprego. O charme que eles simulam ajuda a conquistar a confiança dos chefes e a pressionar para que colegas que atrapalham sua ascensão profissional acabem demitidos. Não raro, costumam ocupar os cargos hierárquicos mais altos.
O psicólogo ocupacional Paul Babiak cita o exemplo de Dave, um executivo de uma empresa americana de tecnologia. Logo na primeira semana, o chefe notou que ele gastava mais tempo criando picuinhas entre os funcionários do que trabalhando e plagiava relatórios sem medo de ser pego. Quando o chefe recomendou sua demissão, Dave foi reclamar aos chefes do seu chefe. Com sua lábia, conseguiu ficar dois anos na empresa, sendo promovido duas vezes, até causar um rombo na firma e sua máscara cair. “Certamente há mais psicopatas no mundo dos negócios que na população em geral”, diz o psiquiatra Hare, que escreveu com Babiak o livro Snakes in Suits – When Psychopaths Go to Work (“Cobras de Terno – Quando Psicopatas vão Trabalhar”, inédito no Brasil). Para ele, sociopatas corporativos são responsáveis por escândalos como o da Enron, em 2002, quando a empresa americana mentiu sobre seus lucros para bombar preços de ações. “O poder e o controle sobre os outros tornam grandes empresas atraentes para os psicopatas”, diz.
O que fazer?
Seja nas empresas, nas ruas, ou numa casinha de sapê, nossos amigos com transtorno anti-social são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas. Mas, para os psiquiatras, essa limitação não significa que eles não devam ser responsabilizados pelo que fazem. “Psicopatas têm plena consciência de que seus atos não são corretos”, afirma Hare. “Apenas não dão muita importância para isso.” Se cometem crimes, então, devem ir para a cadeia como os outros criminosos.
Só que até depois de presos psicopatas causam mais dores de cabeça que a média dos criminosos. Na cadeia, tendem a se transformar em líderes e agir no comando de rebeliões, por exemplo. “Mas nunca aparecem. Eles sabem como manter suas fichas limpas e acabam saindo da prisão mais cedo”, diz Antônio de Pádua Serafim.
Por conta disso, a psiquiatra forense Hilda Morana foi a Brasília em 2004 tentar convencer deputados a criar prisões especiais para psicopatas. Conseguiu fazer a idéia virar um projeto de lei, que não foi aprovado. Nas prisões brasileiras, não há procedimento de diagnóstico de psicopatia para os presos que pedem redução da pena. “Países que aplicam o diagnóstico têm a reincidência dos criminosos diminuída em dois terços, já que mantêm mais psicopatas longe das ruas”, diz ela. Tampouco há procedimentos para evitar que psicopatas entrem na polícia – uma instituição teoricamente tão atraente para eles quanto as grandes empresas. Também não há testes de psicopatia na hora de julgar se um preso pode partir para um regime semi-aberto. Nas escolas, professores não estão preparados para reconhecer jovens com o transtorno.
“Mesmo dentro da psiquiatria existe pouca gente interessada no assunto, já que os psicopatas não se reconhecem como tal e dificilmente vão mudar de comportamento durante a vida”, diz o psiquiatra João Augusto Figueiró, de São Paulo. Também não existem tratamentos comprovados nem remédios que façam efeito. Outro problema: quando levados a consultórios, os psicopatas acabam ficando piores. Eles adquirem o vocabulário dos especialistas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando for necessário. Diante da falta de perspectiva de cura, quem convive com psicopatas no dia-a-dia opta por vigiá-los o máximo possível. É o que faz a dona-de-casa Norma, do Guarujá, com o filho Guilherme. “Enquanto eu e o pai dele estivermos vivos, podemos tomar conta”, diz. “Mas... e depois?”
 
Meu filho psicopata*
“Ele mentia muito. Armava um teatro para nos transformar em culpados. Não tinha apego nem responsabilidade. Não evitava falar coisas que deixassem os outros magoados. Nunca pensou que, se fizesse alguma coisa ruim, os pais ficariam bravos. Na escola, ele não obedecia a ordens. Se não queria fazer a lição, não tinha ninguém que o convencesse. A inteligência dele até era acima da média, mas um mês ele tirava 10 em tudo e no outro tirava 0. Dos 3 aos 25 anos, ele rodou comigo por psicólogos. Foi uma busca insana. Começamos a tratar pensando que era hiperatividade, ele tomou antidepressivos e outros remédios. Nada deu certo. Pessoas como o meu filho conseguem manipular psicólogos com facilidade. E os pais se tornam os grandes culpados. Quando descobri o problema, com uma psiquiatra, foi uma luz para mim. Hoje sei que pessoas como ele inventam um mundo na cabeça. É um sofrimento para os pais que convivem com crianças ou com adultos assim. Hoje, temos que vigiá-lo e carregá-lo pela mão para tudo que é canto. Senão, ele rouba coisas ou arma histórias. Fica 3 meses em cada emprego e pára, diz que não está bom. O problema nunca é com ele, sempre os outros é que estão errados. Eu ainda torço para que tenha um remédio, porque viver assim é muito ruim. Se está tudo bem agora, você não sabe qual vai ser a reação daqui a 5 minutos. É como uma bomba relógio, uma panela de pressão que vai explodir. Nunca dá pra saber exatamente o que ele pensa nem para acreditar em alguma coisa que ele promete. Às vezes penso que deveriam criar uma sociedade paralela só para sociopatas, mas uns matariam os outros, com certeza. Para não correr o risco de botar no mundo outra pessoa dessas, convencemos nosso filho a fazer vasectomia. Dói muito dizer que seu filho é um psicopata, mas fazer o quê? Matar você não pode. Tem que ir convivendo na esperança de que um dia a medicina dê conta de casos assim.”
*Depoimento de Norma, 50 anos, dona-de-casa do Guarujá (SP), mãe de Guilherme, 28, diagnosticado como psicopata.
 
As características de um psicopata
Charme
Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com freqüência. Seja na cadeia, seja em multinacionais.
Inteligência
O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial.
Ausência de culpa
Não se arrepende nem têm dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra.
 
Espírito sonhador
Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.
Habilidade para mentir
Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.
Egoísmo
Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo.
Frieza
Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?” Então.
Parasitismo
Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro.
 
Para saber mais
The Psychopath - James Blair e outros, Blackwell, EUA, 2006
Without Conscience - Robert Hare, Guilford, EUA,1993
The Sociopath Next Door - Martha Stout, Broadway, EUA, 2005
 http://super.abril.com.br/ciencia/seu-amigo-psicopata-446474.shtml

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O psicopata dessimulado

19.01.12
O Psicopata Dissimulado:
http://sandicesdemomento.blogspot.pt/2010/02/psicopatia-dissimulada.html

Seu comportamento se caracteriza por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência, ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas próximas.

Na realidade, didaticamente poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por um comportamento muito sedutor.

Por essas características Millon já considerava o Psicopata Dissimulado como uma variante da Personalidade Histriônica, continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação. Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou no Malévolo, os quais centram em sí mesmo sua preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.

Esse subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, comportamentos imaturos de contínua buscas de sensações. Seguindo as características básicas e comuns à todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso.

Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre projetada sobre terceiros.

A contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo tudo o que for necessário para obter exatamente o que querem dos outros.

Por outro lado, em diferentemente do Psicopata Carente de Princípios ou do Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo excitação nas conquistas.

Mesmo aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos.

Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas.

Quando as pessoas com esse tipo de psicopatia são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabulados e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista.

A característica afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária, estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera.



O psicopata no amor

Ele se "alimenta" da ingenuidade, da dependência, se excita demais cada vez que sente que está dominando, que a companheira está "na dele"...

Ele aparenta ser um companheiro maravilhoso, tudo o que uma mulher sonha na vida, sempre atencioso, até demais, sempre faz a mulher se sentir nas nuvens...

Assim é o jogo de sedução, antes ele lê a personalidade feminina, colhendo sutilmente informações dela, para depois dar o bote...

Lembramos que as cobras, antes de morder, acariciam suas presas, os psicopatas agem da mesma forma...

Psicopatas são pessoas que aparentam ser muito humanas, solidárias, de bom coração, mas existe uma má intenção por detrás dessa personalidade "impecável".

Como podemos saber se convivemos ou não com um psicopata? Seria muito difícil, pois o diagnóstico da psicopatia só é dado por um especialista, o Psiquiatra.


Quem são os psicopatas?

Psicopatas, ao contrário do que muitos pensam, não são loucos, ao contrário, são pessoas extremamente inteligentes e que usam sua inteligência para seduzir, manipular suas vítimas, se excitam em ver a presa "capturada", seduz a pessoa até a pessoa se apaixonar perdidamente sem se envolver, não tem um pingo de sentimento!!!

Ele faz a pessoa se envolver sem se envolver. Quando o psicopata se cansa da brincadeira, simplesmente sai "à francesa", some, desaparece sem dar notícias.

Ele se diverte com o sofrimento alheio, com a ingenuidade, com o coração puro. Esses sim são os que considero "papa anjos", não porque são pedófilos, muitos nem são isso, mas papam anjos porque "se alimentam das ilusões alheias".

A mente do psicopata é diabólica, arquiteta muito bem os seus planos, tudo é premeditado, muito bem pensado.


Conselhos preciosos:

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Os parasitas humanos, história de um psicoPata

18.01.12
Coluna de CLÓVIS BARBOSA - Os parasitas humanos


Não resta a menor dúvida que o número de psicopatas que não matam é muito superior aos que praticam crimes violentos. Mas saibam que os que não matam não são inofensivos. Os exemplos são inúmeros e agem das formas mais variadas. F é um homem de prestígio, charmoso, atraente e faz sucesso com as mulheres. Tem, contudo, uma tendência para o logro. Conheceu e namorou duas mulheres, colegas de profissão. Na primeira, após ganhar confiança e fazê-la apaixonada, começou a lamentar que o seu maior desejo era conhecer as ilhas gregas, porém, não tinha condições financeiras, já que o seu dinheiro era praticamente destinado para prover a criação e educação dos seus sobrinhos órfãos no interior do Estado. Ela fez-lhe uma surpresa e apareceu com duas passagens e estadia de 15 dias pelas paradisíacas praias da Grécia ao seu lado. Após o retornar depois de uma lua-de-mel cheia de amor, antes mesmo de desembarcar no seu destino, ele rompeu o relacionamento alegando que descobriu que nada sentia por ela. No segundo caso, a vítima foi outra colega de profissão que, após enamorar-se dele, pegou todas as suas economias e investiu num palacete a beira mar que ele registrou em seu nome. Após a construção, ele não mais a procurou e evitou qualquer tipo de envolvimento emocional. C estava separada há um ano e conheceu numa festa F, que se dizia ser advogado. Tinha um sorriso contagiante, amável e à proporção que ela o conhecia apaixonava-se cada vez mais. Os amigos dela sempre a parabenizava pelo homem que estava ao seu lado, aquele que toda mulher sonha. Fazia todos os seus caprichos e nunca alterava a sua voz. Depois da confiança conquistada e da paixão aguda dela, ele quis trocar de carro e convenceu a namorada a emprestar-lhe o dinheiro, toda sua economia, pois ele estava prestes a receber honorários de um grande cliente. Ela tirou toda a sua poupança e emprestou a ele, que depois disso, desapareceu, nunca mais dando sinal de vida. Descobriu depois que ele nunca foi advogado e que nunca trabalhou e vivia de trambiques.

Há o tipo também que vai lhe pedir emprego e diz logo: “estou desempregado, preciso trabalhar, não interessa quanto vou ganhar, pode ser o mínimo”. Nos primeiros três meses ele sente gratidão por você, mas a partir daí começa a questionar o salário que ganha e passa a culpá-lo pela sua situação. Passa a ser o seu inimigo e por onde passa só tem palavras ofensivas ao seu benfeitor. Tem também aquele que se aproxima de você e lhe conquista com a sua inteligência. Depois que ele atinge o seu objetivo, desaparece completamente. E se você negar um seu pedido, se prepare porque você vai ser achacado de todas as ofensas morais existentes.

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Mulher de um bígamo sociopata

18.01.12
“Lo conocí hace 6 años y realmente al principio no me lo tome demasiado en serio, yo llevaba un año de separada y para mi era un chico divertido con el cual salía una vez por semana o cada 15 días, muy extraño, pero que desde el principio me genero una ternura y un sentimiento intenso de intentar ayudarlo. La imagen que yo tenia (y aún a veces tengo) era la de un perrito abandonado al que podía recoger y consolar. Desde el principio él fue extraño y poco claro al contar su historia, yo no tenia claro ni dónde vivía ni qué hacia, y me contó una historia sobre su empresa con una supuesta oficina con 11 empleados y supuestos socios que nunca terminaban de tomar forma ni nombre ni nada. Pero yo en realidad lo tenia más como compañía sexual que otra cosa (ahí un anclaje fuerte con él).

Al cabo del tiempo ya me fui centrando más en él poco a poco, y él empezó con un hobbi de alquilar habitaciones a inmigrantes ilegales y reformar pisos, etc. Yo hasta ese momento tenía la idea de que era un adicto al trabajo, cuyo celular sonaba a todas horas por que eran los abonados de su empresa (supuestamente más de 200) que lo llamaban para pedirle cosas. Con respecto al dinero o bien estaba sin un duro o llevaba varias decenas de miles de dólares en el bolsillo de la camisa como si nada (hasta 60 000 llego a contarme un día delante mío)

Luego apareció en un programa de la tele de esos que se hacen con cámara oculta en donde fue el protagonista del año por un problema con inmigrantes ilegales. En ese programa ya se vio claramente que era completamente insensible al dolor y la desgracia ajena pero él no se cómo consiguió convencerme que eran trucos de la edición del programa y yo «por las dudas» no quise volver a ver el video. Supongo que en esa época ya empezaba en mí el no querer ver lo que él era realmente.

Consiguió que siga con el, pese a que a mi me daba horror salir a la calle con él por las miradas de la gente y los comentarios, él estaba encantado de la vida de su notoriedad y yo quería que me tragase la tierra.

Y así poco a poco se fue apropiando de mí, empezó a pedirme dinero, cada día se iba quedando más a dormir en mi casa sin poner un duro jamás; me pedía el coche los fines de semana para ir a "trabajar" mientras yo me quedaba encerrada en casa con mis hijos. Siempre llegaba tarde, nunca cumplía una palabra dada; desaparecía, hablaba horas y horas con el celular desde la terraza, y yo no le conocía ni amigos ni familia ni nada, cada tanto me cabreaba y lo dejaba diciéndole que no quería seguir con un fantasma pero luego volvía una y otra vez con él.

Un día me puse a revisar sus papeles y ahí me entere que tenia juicios de todo tipo, embargos, deshaucios, juicios verbales uno por lesiones a una camarera que tuvo que pagar una multa para no ir a la cárcel 15 días (según él la pago por mi, ya que a él le hubiese interesado la experiencia de estar preso y no le importaba). avisos de sexshop y cabarets, tarjetas de pensiones, ticket de viajes a S., azúcar en sobres de pueblos que ni idea para que podría haber ido, etc.

Hace un año descubrí que me era infiel, luego me confesó que su empresa no existía, que los pisos no eran suyos, que nunca trabajo en realidad sino que usaba mi coche para salir con la madre de su hijo de la cual nunca se había separado realmente (fue bígamo 5 años con ella y conmigo). Que estuvo viviendo con otra además de conmigo engañándola que era guardia jurado y trabajaba de noche y con ella estaba durante el día para que ella le limpiase los pisos. Y ahí empezó la espiral infernal, yo lo dejaba por sus mentiras y sus infidelidades, el me juraba que cambiaria y yo volvía. Con él era un infierno pues parecía gozar de mi histeria y mi desesperación hablando por teléfono con las otras y mandándose mensajes en mis narices, y sin él la angustia me volvía loca.

Hace un año y medio monto una empresa de estas de tipo piramidal y yo sabía en ese momento que lo que ofrecía no era nada limpio, me mintió al principio diciendo que era empleado, luego que era el dueño al 100% y al final resulta que aparentemente es al 50 con otro personaje siniestro. Yo sabia de sus estafas, de sus deudas, un amigo me hizo averiguaciones en el banco y tenia 17 apuntaciones en el listado de deudas y sin embargo hasta que no me enteré que además era un mujeriego todo lo demás no terminaba de importarme como para dejarlo, y es precisamente eso lo que realmente me preocupa de mi misma, como pude tragar por estar al lado de un estafador, un timador, alguien sin ningún sentido moral y que solo haya reaccionado cuando me lastimo el orgullo (mi narcisismo herido al saber que estaba siendo traicionada ) pero aun así haya estado 8 meses metida en el infierno.

Lo vi llorar y gritar de dolor y jurarme, después de confesarme sus pecados con dos mujeres ya que hasta ese momento pese a las evidencias negaba de forma cínica y rotunda sus supuestas infidelidades que cambiaria, que seria un hombre nuevo que nunca más me mentiría y que me seria fiel, y que se casaría conmigo y etc. Y a los dos días ya estaba con otra.

El quería que me involucre en su negocio y yo pedí un datafono (lo que se usa para cobrar con tarjeta de crédito) con mi nombre en mi banco (a él con su antecedentes no se lo daban) abrí una cuenta y lo puse a él de apoderado para que pudiese manejarse con un banco. Él le prestó mi datafono al dueño de un puttig (quibombo) y me entró en mi cuenta corriente 8000 euros de pagos a las putas de parte de los clientes y él jamás entendió que eso me ofendiese y me diese vergüenza.

En definitiva una espiral del horror día a día, y yo cada vez con la autoestima más en el suelo. Sus humillaciones ya no eran veladas como al principio sino notorias y graves; no llegó a pegarme pero me amenazo varias veces. A la madre de su hijo le rompió un brazo en una pelea, a uno que supuestamente lo agredió lo mando a terapia intensiva. Era de modales suaves y encantadores pero algunas veces era aterrador, yo al final le tenia pánico. Hizo saltar el cerrojo de la puerta del baño de una patada una vez que me había encerrado ahí, yo estaba completamente enloquecida, llegue a dudar de mi salud mental. Él me hacia sentir una desequilibrada que veía visiones cuando le demostraba hechos irrefutables de sus mentiras y engaños. Lo negaba todo, le daba la vuelta y me dejaba con la duda. Cómo lo conseguía para mi es un misterio: juro que si él me hubiese dicho que las vacas volaban hubiese estado mirando por la ventana horas para ver pasar alguna.

Mi familia estaba desesperada al ver como toda mi vida se transformaba en una histeria y ansiedad permanente, viviendo pendiente de él y sus andanzas las 24 horas del día, casi sin dormir, persiguiéndolo, acosándolo para demostrar lo que ya estaba claro, el me llamaba su cornudita y yo seguía a por más.
http://www.alcmeon.com.ar/12/47/marietan.htm
Aun en ese estado de locura, el me fue dando lo que yo necesitaba para creerle un poco más; me presentó a su familia, su madre, su hermana, su padre, sus tíos… Fuimos a la iglesia para averiguar como casarnos. Ninguno en realidad lo quiere tener cerca y yo me creí que eran todos, todos unos cretinos, y él la víctima. El cuenta como anécdota que cuando tenia 5 años mando a un compañero de colegio al hospital de una patada que le dio en los testículos, el chico cayo en coma. y que otra vez se tiro por la ventanilla de un autobús en marcha por que el conductor no quiso pararle donde le pidió cuando tenia también unos 5 o 6 años.

Lo trataron por hiperactividad, y el agradece que el padre lo «corrigió» a cinturonzazos contándolo con una frialdad que espeluzna. Yo creía que estaba enfermo de dolor por esa infancia y tal vez su patología tenga que ver con ella, pero la realidad es que no le importaba de verdad. Lo tuvieron interno desde los 9 años y ni siquiera lo iban a visitar los fines de semana.

Yo estoy desesperada, llena de odio y de rencor, de dolor y sobre todo de preocupación acerca de por que pude caer tan bajo. Soy una persona con sólidas convicciones morales y legales, honesta de los pies a la cabeza, incapaz de comprar hasta un video pirata para dar un ejemplo y sin embargo compartí «alegremente» mi vida bordeando la delincuencia con una persona completamente amoral, que se salta las normas por saltarlas (se coló en Eurodisney trabando el molinete cuando teníamos las entradas del día pagadas y si no se usan se pierden, solo por el placer de salirse con la suya ), que usa a toda la gente que lo rodea como a cosas para su uso y disfrute, que me estafo en todos los sentidos ( me debe 37000 mil euros que jamás volveré a ver); y aún así pienso en él a veces con pena y «lo extraño» cuando en realidad no puedo recordar ni un solo momento juntos que no haya arruinado por una llamada extraña, o por su llegar tarde o su ponerse a hablar con otra delante mío, o una mentira del calibre que sea.

Mis amigas se ríen y me dicen que me va la marcha y yo estoy asustada por que siento que es así, que ahora, sin él, me siento completamente vacía sin esa adrenalina de terror que sentía estando a su lado. Me hice adicta a sus mentiras pero sobre todo a sus falsas muestras de amor y de cariño, a sus halagos huecos.

También me preocupa otro anclaje que tenía con él, y era que satisfacía mi estúpida vanidad de entrar en un sitio con mujeres solas y que todas lo mirasen y yo me sentía una reina por tener a un tipo tan guapo y tan bien plantado a mi lado aunque fuese una mierda, y eso es horroroso por que no me gusta ser tan vana y tan hueca y que me satisfaga una tontería semejante.

Y a medida que voy escribiendo voy clarificando el beneficio que obtenía con él y no me gusta nada de nada lo que veo de mi misma.

Satisfacía mi vanidad, mi deseo de vivir intensamente aunque sea mal, mi deseo de tener una pareja aunque el no fuese nada de eso, me daba una falsa sensación de seguridad por que yo lo veía capaz de todo. Y ahora todo es gris a mi alrededor, estoy tomando antidepresivos, pero tengo una angustia que no me quito de encima salvo a ratos cuando estoy muy concentrada en mi trabajo, que por suerte para mi es una bendición.

Mis hijos son maravillosos (11 y 14 años) y han sufrido un montón con toda esta historia pero no consigo volver a conectarme con ellos pese a sus intentos desesperados por acercarse a mi ya que yo estoy como retraída y me siento contaminada. Y me siento horriblemente culpable por ellos, por mi egoísmo de haber permitido que mi relación de pareja fuese más importante que ellos, y no haber pensado en ellos y en su futuro económico prestándole dinero alegremente a este cretino, es como si se los hubiese robado a ellos.

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Tipos de violência emocional

18.01.12
TIPOS DE VIOLÊNCIA E EMOCIONAL



 

- A violência acontece em muitos lares, independente do nível social, intelectual, econômico, cultural e religioso das famílias.  A vítima da violência normalmente tem baixa autoestima e muitos casos, a pessoa continua presente na vida do agressor por medo, dependência emocional ou material.

 

- Todos nós temos em algum momento um nível de agressividade que acaba aflorando perante as frustrações da vida.  Algumas pessoas conseguem controlar a raiva, mas outras tem comportamento explosivo com facilidade e que só conseguem se expressar através da violência.

 

- Violência física - muito comum através de empurrões, tapas, socos, utilização de objetos, queimaduras e outros meios.  Este tipo de violência é comum em vítimas que são mulheres e crianças.  É comum este tipo de violência ser realizada pelos próprios parceiros das vítimas.  Quando as vítimas são crianças, é comum a violência ser realizada pelos seus próprios pais e/ou parentes próximos e muitos casos, podendo levar a morte.  Quando as vítimas são homens, é comum as suas parceiras contratarem "profissionais" do crime para realizar a agressão, ou quando realizada pelas próprias mulheres é comum a agressão ser realizada quando o homem (a vítima) está dormindo.  Pessoas que possuem transtorno explosivo de personalidade, que apresentam ciúme patológico e também os que tem o transtorno de personalidade anti-social, também apresentam comportamentos de agressividade.  O álcool e outras drogas também podem ser agravantes para a agressividade.

 

- Transtorno explosivo de personalidade - é baseado na impulsividade em agir agressivamente com os outros ou propriedades.  A agressão pode ser física ou verbal.  As pessoas que tem o transtorno não tem conduta anti-social e sim, não sabem como lidar com as frutrações de uma maneira positiva.  Fora da crise, são simpáticas e extrovertidas.  Quando não satisfeitas, costumam ser arrogantes, implicantes e irônicas.  Após as suas atitutes impulsivas, costumam se arrepender dos seus atos ou terem comportamento de autoreprovação e podendo chegar à depressão.  Quando agem na impulsividade, podem ter ataques de agressões sem sentido; direção perigosa; problemas com bebidas alcoólicas.  Este transtorno pode levar a dificuldades no convívio social e familiar (perda de emprego, problemas escolares, dificuldade no relacionamento familiar e amoroso, acidentes de trânsito, envolvimentos policiais).  Nem todas as pessoas que são agressivas tem o transtorno explosivo de personalidade, podendo ser baixa tolerância à frustrações, ciúme patológico, estresse (esgotamento), depressão, autoestima baixa e insegurança.

 

- Ciúme Patológico - está relacionado a um medo intenso de perder o parceiro para um rival e possui a fantasia de que está sendo traído.  O ciumento patológico possui pensamentos obsessivos que envolve desconfiança e o medo da perda facilita para que tenha atitudes como: a necessidade de verificar onde o parceiro está; verificar correspondências e e-mails do parceiro; verificar telefonemas, roupas, bolsas, carteiras; seguir o parceiro; tem necessidade de sempre receber provas de amor, entre outras atitudes.  O ciumento patológico tem estas atitudes por medo da perda que gera insegurança.  Na realidade, o ciumento possui sentimento de inferioridade e baixa autoestima e em muitos casos, acaba tendo um comportamento agressivo (verbal e/ou fisicamente) com o parceiro e tanto o parceiro quanto a vítima sofrem e o ciumento patológico necessita de acompanhamento psicológico e tratamento medicamentoso.  A vítima que sofre e que não consegue se desprender do agressor, também necessita de apoio psicológico.

 

- Transtorno de Personalidade Anti-Social - também conhecido como sociopatia que é um comportamento de desrespeito e indiferença aos sentimentos dos outros.  Possui um comportamento agressivo, frio e cruel com os outros e de desrespeito às normas sociais.  A maioria dos sociopatas tem família desestrutura ou teve uma infância conflituosa e quando atingem a adolescência ou na fase adulta, utilizam comportamento violento.  As características das pessoas com transtorno de personalidade anti-social são: desprezo pelas obrigações sociais; não se importa com os sentimentos dos outros e imcapacidade de ter empatia; baixa tolerância à frustração; comportamento agressivo e irresponsável; normalmente são manipuladores, cínicos, mentirosos, frios; na vida social para conseguirem atinger os seus objetivos costumam ser sedutores, simpáticos e demonstram inteligência normal ou acima da média; não se arrependem dos seus comportamentos e são imcapazes de mudar após serem punidos.

 

. Violência Psicológica - também é um tipo de violência que apesar de não deixar marcas corporais, engloga agressão emocional como por exemplo: ter atitudes que ofenda e que afete emocionalmente a vítima, desfazer da maneira de ser e das atitudes da vítima, fazer com que ela se sinta culpada, se sinta inferior, também atitudes do agressor como discriminação, abandono, desprezo, humilhação, desrespeito, ameaças e entre outros.  Este tipo de violência pode deixar marcas emocionais para o resto da vida, sendo comum os próprios familiares como os agressores.

 

.  Violência Verbal - utilizada para incomodar a outra pessoa através de palavras ofensivas e também pode afetar emocionalmente a vítima.  Outro tipo de violência que também causa sofrimento à vítima é o silêncio, que muitas vezes ter uma reação de agressão utilizando o silêncio para ferir o outro, é muito mais violento emocionalmente do que palavras.

 

 . Violência Sexual - o agressor induz ou obriga a vítima a praticar práticas sexuais com ele, com ou sem violência física.  Este tipo de violência acarreta o medo do agressor por parte da vítima, vergonha por ter sido violentada e até mesmo muitas vezes vergonha de denunciar e culpa por não ter conseguido evitar a violência, podendo deixar marcas emocionais por toda a vida.




. Negligência - comum em vítimas como crianças, idosos, deficientes físicos e entre outras pessoas que precisam depender de outras pessoas no seu dia-a-dia para a realização das suas necessidades básicas necessárias para o seu desenvolvimento físico e emocional.

 

- A violência doméstica facilita para que muitas crianças e adolescentes fujam de seus lares por medo e acabam indo morar nas ruas para não serem mais vítimas de maus tratos corporais, violência sexual, psicológica, negligência e não mais presenciarem outros conflitos familiares, e vivendo nas ruas acaba facilitando a prostituição, envolvimento com drogas e pequenos delitos, como as únicas maneiras encontradas para as crianças e adolescentes como fuga e meios de "sobrevivência".

  

- Muitas mulheres que são vítimas de violência dos seus parceiros e mesmo assim escolhem manter o relacionamento por medo ou tem uma certa cumplicidade com as atitudes agressivas deles e muitas mulheres tem o seu passado familiar com história de agressão, que vem de família onde a violência fazia parte do seu cotidiano, como na vida passada dos agressores também.  Com isso, tanto a vítima quanto o agressor que possuem baixa autoestima, acabam repetindo a história nos seus relacionamentos no presente também.  Muitas mulheres que querem manter o relacionamento, enxergam o parceiro com temperamento explosivo como o protetor e o ciumento patológico como quem tem atitudes de ciúme exagerado como demonstração de quem realmente ama. 

   

 

DEBORA ALFAMA DUARTE - CRP 05/31112 - Especialização em Psicologia Clínica. (21) 9369-9004

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



  

 



  

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O cafajeste de Roseane. As burrices que uma mulher inteligente faz por amor

17.01.12
Roseane é contabilista. Aos 34 anos, ela é o orgulho da família por chegar onde chegou. Abriu seu escritório contábil há apenas dois anos, já atende mais de 50 clientes e emprega cinco funcionários. É uma mulher ágil, decidida. Mas o que sobra em determinação e autoconfiança para os negócios, falta para o amor.
http://www.bprenatocardoso.com/blog/2011/11/23/mulheres-inteligentes-que-fazem-burrices-no-amor-4/
Há quatro anos Roseane vive um relacionamento bandido com Roger. Ele, 31 anos de nenhuma realização, é a encarnação do perfeito cafajeste. Bonito, 1m80 de charme, e voz de veludo que sabe falar o que toda mulher quer ouvir.
Roger não tem emprego fixo nem profissão — pelo menos até o dia em que cafajestagem ganhe esse direito. Se dependesse dele, já teria até sindicato. O talento dele é contar histórias, onde ele é o protagonista e a vítima ao mesmo tempo. A mamãe sempre afiançando apartamento para ele, até que “aquele” emprego venha. O papai dá o carro, pois, “coitado, ele tem que se locomover”.
E a Roseane dá amor, comida quente em casa quando ele visita, sexo, e de quebra ainda compra umas roupinhas para ele. Namorado dela tem que se vestir bem.
Em troca, Roger já a traiu pelo menos três vezes, que ela saiba. Não está “pronto” para casamento. Vive aparecendo no escritório da Roseane para lhe contar uma de suas histórias e, entre abraços e beijos, convencê-la a lhe passar um cheque que ele jura é tudo o que ele precisava para começar um negócio muito promissor.
Roseane é uma de muitas mulheres inteligentes que não conseguem enxergar as burrices que fazem no amor.

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Como identificar um psicopata

17.01.12
Federações Mattos
A cena do Hannibal Lecter degustando o rosto do policial na prisão, ainda que muito atraente e instigante, não faz juz ao psicopata clássico. Há uma variação enorme de tipos de psicopata na matriz do diagnóstico de personalidade antissocial levantada pela APA (Associação de Psiquiatria Americana).

Link YouTube | Ok, a gente já botou o link logo no abre to texto, mas essa cena é boa demais pra ser só um link

A ideia de que existam pessoas sem coração, aptas a nos matar num piscar de olhos, nos amedronta a tal ponto que gostamos de saber tudo sobre elas. Como se vestem, comem, pensam e agem?
Nutrir tal noção do mal distante também tranquiliza o nosso senso moral, confortável em saber do perigo bem longe de nós, enjaulado na mente de um sujeito sádico, perverso. Quase não-humano. O cinema americano adora retratar os psicopatas como seres que matam indiscriminadamente, com QI acima da média, sagazes e capazes de dar grandes bailes nos competentes agentes do FBI.
Nem sempre. Eles apenas têm um prejuízo na capacidade de processar emoções de simpatia, carinho e compaixão. Por essa razão, sua cognição fica liberada de culpa, vergonha, medo e receio. Sem tais filtros, agem de maneira muitas vezes imprevisível.
Quem não gostaria de se sentir assim por alguns dias e resolver alguns problemas práticos sem tanta interferência dos impulsos do coração?
Existem 3 fatores que influenciam diretamente na gênese de um psicopata:
Uma condição cerebral deficitária;
Fatores ambientais tóxicos, como uma família desajustada;
O traço psicológico desses comportamentos incitadas por um impulso emocional que carece de empatia.
Como falei, a ausência de culpa ou compaixão é a marca essencial do psicopata. Isso o leva a cometer inúmeros atos que atentam contra os outros.
Por quê?
O psicopata, tão temido e tido como a culpa de todos os males do mundo, anda entre nós e pode muito bem ser o seu amigo de infância, seu irmão, sua tia ou namorada.
Esse tipo de pessoa não vem com tarja preta na cara e nem com código de barras danificado. É bem possível que adore o seu amigo psicopata e, às vezes, até entre em roubadas por influência dele. É aquele cara que faz trapalhadas, exagera e perde a mão, quase como você. Ou melhor, pode ser você.
Para fins de exercício e pensando nos tipos com quais lidamos em nosso dia-a-dia, podemos dividir esse transtorno em 5 hipotéticos tipos. Não é uma escala oficial. Quero falar daquelas pessoas que nos deixam com uma pulga atrás da orelha. Nosso amigo de bar, o cara mais porra-loca da sala ou aquele que desistimos de esperar que devolva o dinheiro emprestado.
Vou descrevê-los em ordem de periculosidade, quase uma escala de maldade mesmo. Isso não quer dizer que todos esses perfis indicam pessoas prontas para cometer algum tipo de assassinato brutal no próximo final de semana.
O conquistador

Patrick Bateman, de "American Psycho"
Imagine que você acorda com o coração inquieto, uma angústia estranha e logo te vem uma garota linda na cabeça. Você sabe que precisa ligar para ela e combinar de sair. Nem vê que horas são e manda um torpedinho safado e cheio de amor para dar.
Ela responde ansiosa, com algumas gracinhas e você sente que ganhou o mundo. Mas até a noite chegar, vai demorar demais para aquele comichão passar e já que aquela vizinha gostosa te deu mole ontem não ia custar nada bater na porta dela pedindo um favor. Ela te vê pelo olho mágico demora mais um pouco e abre a porta de calcinha com carinha de “me pega com força”. E assim a brincadeira vai pelo resto do dia e das semanas. Só que toda a delícia começa a virar uma “perturbação”.
O perfil: Esse é o tipo odiado e adorado por todas as mulheres. É capaz de falar com grande facilidade tudo aquilo que uma mulher gostaria de ouvir. Ele fareja boas oportunidades sexuais explorando aquela menina que acha que pode mudar o caráter do homem. Ele adora sentir aquele cheiro de vitória no ar.
Não é necessariamente de sexo que ele gosta, mas sim da sensação de poder ter o sexo, afinal, ele é do tipo que se entedia rápido, muito rápido. Esse é o motivo pelo qual vai tentar desaparecer do motel ou da casa da guria logo que terminar de gozar.
A caçada valida sua potência. Seu carisma é incomum e encantador. Qualquer um quer ter ao seu lado esse tipo de pessoa como amigo ou como amante.
Por trás das mil maravilhas, vive ciclos de autoengano que recusa a enxergar. Evita o próprio sofrimento a todo custo, costurando as narrativas mais mirabolantes para se convencer de nunca ser o causador da dor alheia.
Sua habilidade principal: encantar, adocicar a vida e tornar tudo mais leve. Parece buscar por reais vínculos, mas em verdade, não os desenvolve. Apenas falseia doces melodias.
O malandrão

Alex DeLarge, de "A Laranja Mecânica"
Sabe aquela manhã gelada que nem dá gosto sair da cama? Pense como seria poder desligar o soneca do despertador não por 10 minutos, mas por quanto tempo você quisesse. Seria como viver em férias permanentes, sem dor de cabeça, contas à pagar ou problemas para resolver. O paraíso na Terra, sempre com uma mulher jeitosa do seu lado pronta para resolver cada impasse chato da vida cotidiana.
Ele quer gozar a vida, só gozar.
O perfil: Imagine a figura mítica do malandro carioca ou da maria chuteira. Meio preguiçoso, acorda bem tarde, mesmo tendo dormido cedo. Parece que tem uma ginga na alma que faz as pessoas se deliciarem com sua presença. Tem sempre um agrado nos lábios e uma rosa na mão.
Não tem medo de tiro, de ameaça, de mulher na TPM, muito menos de marido bravo. Ele é capaz de convencer o cornudo mais enfurecido de que não fez nada demais. Se pego na cena do crime, transando com a mulher do sujeito, enquanto ele estiver usando meias, ainda conseguirá convencer o chifrudo que estava consertando o chuveiro e para isso precisava estar nu. E pior, será convincente.
Ele estará nos bares, rachando a cerveja (a coxinha, o cigarro, a balada) dos “amigos” e o seu triunfo será quando encontrar uma doce mulher que será o seu passaporte para a felicidade. Condoída pela situação dele, vai hospedá-lo em casa. Como uma sanguesssuga, esse malandro irá sorver cada coisa que puder com um sorriso e cinismo no rosto, até que ela acabe indo embora, atormentada.
Sua habilidade principal: aproveitar a vida como ninguém, sem pudor ou medo do dia seguinte. No entanto, com traços egoístas, autocentrados. Ignora o bom senso social, fingindo não ter desconfiômetro.
O invocado

Bill "the Butcher" Cutting, de "Gangues de Nova York"
Quem gosta de levar desaforo para casa e passar de covarde na frente dos outros? Se o cara te fechou no trânsito e foi folgado, porque não avançar nele e tirar satisfação? Qual o problema de colocar gente folgada no seu devido lugar? Se o mundo é feito de gente malandra, porque não mostrar quem manda no galinheiro? Qual o problema de querer tudo certo e do seu jeito?
O perfil: Sabe aquele cara que você tem medo de encontrar na calçada e que tem um tipo de vermelhidão nos olhos de dar medo? É dele que falamos. Pronto para resolver seus problemas no tapa, ele é sempre o esquentadinho da turma. Na dúvida ele está metendo a mão na cara de alguém, homem ou mulher.
Sem perceber, está sempre procurando um meio de arranjar encrenca. Por essa razão, adora o trânsito das metrópoles. Afeito ao porte de arma, tem sempre uma prestes a ser engatilhada. Aliás, tem uma filosofia bélica para lidar com a vida: ou você é seu aliado ou seu inimigo. 8 ou 80, costuma ter uma lista de desafetos e nunca faz questão de aliviar a barra de ninguém.
Adora filmes de guerra ou violência e, se pudesse, seria da polícia ou do crime organizado. De alguma forma, gosta de se envolver com coisas ligadas ao Direito, seja para corromper ou exercer o poder.
Sua habilidade principal: identificar riscos e perigos físicos antes de todos, de forma a se manter sempre próximo da “confusão” – seja para agredir ou para atacar em nome da suposta proteção de si mesmo ou daqueles à sua volta.
O golpista

Roy Waller e Angela, de "Os Vigaristas"
O mundo é muito chato, demorado e cheio de burocracias inúteis. Seria bem legal se você pudesse se ver livre de todas elas e se dar muito bem no final. Ninguém está vendo e se estiver não tem problema, afinal, quem paga suas contas?
Na hora de pagar a conta com os amigos, nunca paga a maior parte. Todo mundo se divertiu “às suas custas” e podem pagar mais, inclusive a parte dele. Isso sim é que é vida. A fila do banco está demorando, as pessoas estão desatentas e você pode dar aquela furadinha sem afetar ninguém. Por que não?
“Jeitinho brasileiro” é seu sobrenome. Trambiques e maracutaia são seus irmãos.
Se precisar, inventa uma desculpa, daquelas mentirinhas inofensivas que não prejudicam ninguém. Se passar por outra pessoa para conseguir entrar numa festa, badalada ou ganhar uma graninha, “ia ser bem divertido”. Se todo mundo brinca de faz-de-conta no carnaval, porque não expandir a farra no resto do ano todo? É proibido proibir.
O perfil: Famoso 171, com ele o fio de bigode não vale um tostão. “Dinheiro na mão é vendaval” e, quem puder emprestar, terá o retorno merecido e bem breve, quase próximo da sua morte. Se precisar, ele inventa uma voz, um comportamento ou gesto novo para se dar bem na vida.
É um camaleão social, sempre pronto para surrupiar um objeto, um posto, um cargo ou pessoa. É dissimulado e mentiroso, compulsivo e talentoso, sabe dar nó em pingo d’água como ninguém. Se for preciso, ele chora ou ri para se livrar de alguma encrenca.
O tipo mais cético é capaz de ser enganado por ele, aliás, os mais certinhos costumam ser as vítimas favoritas deles. Afinal, ele sabe massagear bem o ego dos outros para conseguir o que quer. Seu lema é “quero me dar bem, aqui e agora!” e, para isso, se aproxima de grupos de boas posições para tirar proveito e até praticar atos de estelionato.
Sua habilidade principal: entender as sutilezas humanas com presteza fora do comum, manifestando ilusões capazes de mover as pessoas nas direções exatas em que deseja. Bancos, cofres e mulheres não possuem segredos diante de seu dom. Criam confiança, vendem sonhos e evocam ambições desconhecidas até mesmo por seus alvos.
O serial killer

John Doe, de "Se7ven - Os sete crimes capitais"
Você agora tem uma sensação de medo constante, muito medo de que alguém atrapalhe seus planos do fim-de-semana. Tudo está planejado para sair do melhor jeito possível, nada pode dar errado, afinal, nem sempre você pode fazer aquilo que gosta. A sensação é de um baile de formatura, a balada do ano, seu dia de aniversário, um momento mágico.
Imagine alguém entrando no meio do caminho e tentando impedir você de conhecer aquela pessoa que vai te trazer um prazer absurdo. A frustração seria inigualável! Então é melhor dar cada passo por vez, meticulosamente, sem contar nada pra ninguém. Aquela comida deliciosa, só parecida com o almoço de sua mãe e que você espera comer há tanto tempo estará ali, te esperando suculenta. O doce sabor da carne humana em decomposição. Humm, inesquecível.
O perfil: Seria adorável permanecer por um tempo sem se sentir muito culpado com as próprias ações, apertar o botão do foda-se e sair fazendo o que tiver vontade. Assim se sente o tipo mais perigoso dos psicopatas, os criminosos seriais – que podem incluir os pedófilos, estupradores, assassinos ocasionais e os que matam em série.
Liberdade radical é seu lema e ninguém poderá se interpor no seu caminho (correndo o risco de morte). Quem tenta atrapalhar suas vontadse está correndo um sério risco para seu bem-estar. Como ele é incapacitado de se colocar no lugar dos outros ou ter compaixão, costuma ter grande dificuldade de se adaptar ao convívio social. Ele desenvolveu a técnica de copiar os comportamentos dos outros e reagir de forma mais automática.
Sua sede por poder e busca por alívio da ansiedade costumam terminar no esquartejamento cuidadoso de uma vítima escolhida a dedo.
Habilidade principal: ser frio, calculista e agir da forma que julgar adequada – meticulosa, impiedosa, impulsiva… – para conseguir aquilo que deseja. Sem sentimento de culpa, sem rodeios e sem justificativas.
Err… então, como diferenciar um “conquistador/malandro/invocado normal” de um psicopata?
A frequência e a consistência das ações, bem como os danos provenientes, são variáveis centrais nessa resposta.
Se a pessoa exibe algum dos comportamentos explicados com alta frequência (entre diária e semanal) e regularidade ao longo do tempo (três ou mais meses), perigo. Se ainda tais ações tendem a gerar  prejuízos materiais, emocionais e/ou sociais observáveis em, digamos, duas ou mais pessoas, acenda o alerta vermelho.
Você pode estar diante de um psicopata. Um em cada cem de nós, é.
Isso salienta um ponto interessante. Crimes não são a única válvula de escape para um psicopata. Nossa sociedade é capaz de absorver tais comportamentos em suas engrenagens, por meio de profissões nas quais a psicopatia possa ser sublimada, percebida até mesmo como uma qualidade.
Vendedores, seguranças, advogados, lutadores, cirurgiões, políticos, marqueteiros, executivos de alto nível… Praticamente qualquer cargo que exija traços persuasivos, dominadores, impositivos pode acomodar um psicopata. Óbvio, isso não seria exclusividade das profissões citadas. São meros exemplos.
A maldade é uma questão de contexto, acessível a todos nós. Não se engane, você já cometeu atos deliberadamente maus, ruins, prejudiciais e causadores de infelicidade ao longo da vida. E, mesmo com certa dificuldade em admitir, gostou disso.
Porém, nem tudo é cinza. Vivemos em tempos cada vez mais civilizados.
Não saímos na esquina para matar um desafeto feito no almoço – ainda que o Datena possa querer nos convencer do contrário. A natureza colaborativa e compassiva do ser humano se faz cada vez mais presente, para o nosso bem. Em grupos, mesmos indíviduos desviantes tornam-se aptos a viver uma vida plena, cultivando relações minimamente estáveis e funcionais.
Mesmo os supostos normais têm muito a aprender com aqueles que condenam. Boas doses de leveza, jogo de cintura e capacidade de lutar sem medo ou pudor por aquilo que desejamos são habilidades essenciais em nossas trajetórias.
Um pouquinho de psicopatia do bem em nosso cotidiano teria seu espaço, não acham?
***
Para aprofundar seu conhecimento:
Livro Mentes Perigosas – o Psicopata Mora ao Lado, escrito por Ana Beatriz Barbosa Silva
Livro Without Conscience, de Robert Hare, psicólogo, professor e PhD
Livro Por que fazemos o mal?, de minha autoria
Site PsiqWeb, do médico e professor psiquiatra Geraldo José Ballone (não se engane pelo visual ruim, o conteúdo é excelente)
Artigo Pelo direito de ser um homem torto, de minha autoria
Artigo Sem pena nem perdão, por Mauricio Horta, na Superinteressante
 

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Psicopata. Perverso, imaturo emocional, daltónico de sentimentos

16.01.12
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O PERFIL DO PSICOPATA
 Helci Rodrigues Pereira

    - De psicopata todos nós temos um pouco -

Etimologicamente, psicopata quer significar uma pessoa inadaptada que, durante curto ou longo espaço de tempo, revela doença mental grave ou leve e com repercussão social notável ou sem  importância. Muitas vezes reserva-se o termo alienado para os psicopatas que afligem a ordem pública.

Há uma terminologia variada para a expressão Personalidade Psicopática. 

Tomado em seu sentido amplo, o termo psicopata há de incluir todos os casos de doenças mentais, quais sejam, por exemplo: oligofrenia, mania, melancolia, confusão mental, demências, esquizofrenias, histerias, etc.

Pensando no perfil do psicopata, podemos, em síntese apertada, estabelecer a sua caracterização, como veremos a seguir.

O psicopata padece de instabilidade psicomotriz: não conserva uma atitude assumida, não fixa a atenção na mesma ação, na reação constante, na perseverança do comportamento. É um inconstante por excelência.

Suas reações, marcadas pela hiperemotividade, são sempre fora de medida nos momentos da mínima perturbação de sua “atmosfera psicossocial”. Sua suscetibilidade às emoções é verdadeiramente mórbida, doentia, traduzindo-se por palidez ou rubor, tremores, palpitações, inibições, etc. Daí os desentendimentos de toda ordem no ambiente existencial; daí sua incapacidade de suportar a angústia, daí certas fugas, certos suicídios, a toxicomania, o alcoolismo, etc.

O psicopata é um imaturo afetivo, incapaz de saber o que realmente quer, de compreender-se a si mesmo, vivendo inconscientemente em constante dificuldade de empreender livremente, de criar autonomamente, de assumir responsabilidade por seus atos, em suma, é um adulto com personalidade infantil. Muitas vezes sua insuficiência e instabilidade se revelam pela agressividade para com os de suas relações, vivendo, inconscientemente, em constante luta contra o seu ambiente.

Por isso, o psicopata é caracterizado pela falta de adaptação social, pelo desacordo com a cultura, a sociedade, o ambiente, a família a que pertence, em que pese também os psicóticos, os neuróticos e até pessoas consideradas normais sofrerem, em menor grau, da inadaptação ambiental. Ele é fundamentalmente inapto para julgar situações concretas, tem grande carência da conivência do superego, deixa-se levar pelo instinto e pelo prazer, que ocupam o primeiro plano em sua vida; tende ao hedonismo, procurando satisfação imediata de suas necessidades e impulsos, ainda que a satisfação dos seus instintos signifique para ele muito mais uma descarga física ou fisiológica alheia a qualquer vivência psíquica, pelo que não experimenta o verdadeiro prazer hedônico.   

O psicopata sofre de uma tendência patológica à fabulação consciente. As estórias imaginárias desse mitômano são, por algumas vezes, pobres de conteúdo e inverídicas, por outras, pitorescas e convincentes. É grande a sua capacidade para mistificar e camuflar, para alterar a verdade, para mentir, simular,  no escopo de chamar a atenção sobre si, a simpatia, a admiração, o espanto.

A personalidade do psicopata é, muitas vezes, paranóica, comumente caracterizada por orgulho exacerbado, auto-sobrestimação, falsidade de julgamento, inacessibilidade de raciocínio, desconfiança, indisciplina, vingança e revolta ou rebelião contra a autoridade, tanto quanto contra as normas sociais.

O psicopata tem uma constituição mental caracterizada pela esquizoidia, tendência à solidão, ao humor fechado, ao devaneio, a u’a mescla de alegria e tristeza, tendo, em conseqüência, mau contato com a ambiência e com a realidade, sendo suas reações motrizes, de comum, inadequadas, indo do impulso à inibição. Isso porque é caracteristicamente falto de autodomínio, embora nem sempre a falta de autodomínio seja sinal de psicopatia; seu desequilíbrio temperamental o torna incapaz de controlar seus instintos, sendo, ao contrário, por eles dirigido, como já referido. 

Outra característica do psicopata é a perversidade, a tendência à prática de atos imorais, à satisfação em fazer maldades, em ser dissimulado e falso. Tende ao cometimento de atos associais e anti-sociais, inafetivos, sem compaixão, sem remorsos. Ele, desprovido de qualquer senso moral, não tem condições de perceber as dores alheias, embora as provoque sadicamente. 

O psicopata é, muitas vezes, um explosivo, normalmente irritável, impulsivo, precipitado, agindo, mais das vezes, sem reflexão. É dominado por um estado emocional tal que não consegue usar o mecanismo da repressão, explodindo, agredindo, atacando.

Existe o psicopata histérico, aquele que tem seu estado emocional desviado para certos órgãos sensibilizados, decorrendo daí uma transformação somática de carga psíquica tencional. Ele reprime suas tendências e estas procuram descarregar-se por via indireta, adquirindo a forma dos sintomas de que o mesmo passa a experimentar. É o que os estudiosos denominam de “linguagem visceral dos problemas em forma de dores, surdez, insônia, etc.”

O psicopata obsessivo fixa-se numa idéia, da qual não consegue se libertar. Seu pensamento repete, repete, repete essa idéia, embora não entre em execução real. São exemplos de obsessividade patológica, segundo Henri Piéron: “Obsessões intelectuais (a consciência do enfermo fica como que presa a uma idéia que ele não consegue afastar; obsessões impulsivas (o doente é levado a realizar atos contrários às tendências normais de sua personalidade); obsessões inibidoras (medo de certos objetos, de certos atos, etc.).”

O psicopata é, em geral, uma pessoa privada de conscientia antecedens, tanto quanto de conscientia consequens, seja, não tem uma consciência que o avise ou estimule antes da ação, e que o acuse do mal feito depois de tê-lo praticado. Noutras palavras: Não mede conseqüências a priori, nem a posteriori. Pode, às vezes, arrepender-se de algo, mas não consegue mudar de comportamento.



Helci Rodrigues Pereira é Pastor, Advogado, Professor,Escritor e também autor dos livros "Pastorais", "O Ser Humano - Reflexões" e "Expressões do Recôndito".

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Homens cafajeste e a diferença entre canalha e cafageste

16.01.12
Homens Cafajestes - E a diferença entre canalha e cafajeste
http://www.gwenwifer.com/2012/01/homens-cafajestes-e-difrenca-entre.html?m=1
A princípio , ele pode aparentar ser irresistível . Mas o modo de agir nem sempre é o mesmo, embora não há um único rótulo para classificar qualquer homem com tendências a praticar “canalhices “ . Faremos você entender e compreender os sinais de perigo antes mesmo de você se envolver e se machucar. Conheça os diferentes perfis desse tipo . A tese pode não ter comprovação científica, mas se pararmos para analisar os homens “ melosos- românticos” não despertam tantos interesses com a ala feminina , diferentemente dos homens “ aventureiros “ , estes no entanto deveriam ter escrito na testa “ pouco confiável “. A verdade é que quase todas as mulheres , sejam elas maduras ou não tem ao menos um "romance-encrenca " para contar. E os motivos que fazem a preferência feminina , recair sobre os “ homens-encrenca “ é maior do que se imagina . Mas chegando realmente ao assunto : O que seria um homem cafajeste ? O homem cafajeste nada mais é do que a famosa “ PROPAGANDA ENGANOSA “ . A verdade é que esse tipo de homem sabe como satisfazer os desejos de todas mulheres, ele sabe falar aquilo que todas nós mulheres gostamos de ouvir de um homem , assim , desse jeito o homem “ cafa “ tem o poder de nos fazer sentir única e insubstituível . Mais aí, você deve estar se perguntando: Mas será que todas as mulheres são tão bobas assim a ponto de cair nessa furada ? Não. Existem vários perfis de mulheres que " caem " nessa roubada , entre elas, há mulheres que realmente gostam desse tipo de homem , pelo seu “ biotipo” , ou seja , a forma como eles conduzem a “ relação “ . Mulheres essas que não gostam de homens meloso, românticos, certinhos , que pegam no pé e etc ... o que não significa dizer que elas não gostam de homens educados , inteligentes ... elas na verdade preferem os “ cafas “ porque eles sim , sabem como satisfazê-la em todos os sentidos .
Pincipalmente sexualmente e conscientemente elas aceitam esse tipo de homem e suas condições . Diferentemente das mulheres que por motivos de carência , baixo-estima e relações mal-sucedidas acabam caindo nessa furada pelo fato dos cafajestes saberem melhor do que ninguém conquistar e agradar qualquer mulher pela sua boa lábia e de forma única deixam as mulheres caidinhos por eles . E existe também aquele tipo de mulher que gosta de desafio , ou como muitos a rotulam “ mulher sadomasoquista “ , ou seja aquela mulher que gosta de sofrer e que nos seus achismos , se apegam a ideia de que “ comigo, vai ser diferente, meu amor irá mudá-lo “ e o principal fator que faz uma mulher achar que pode mudar um homem é o tal do "instinto materno " misturado com uma pitada de desafio . Na maioria das vezes não necessariamente , esse caso costuma ser mais comum em mulheres maduras e com mais experiência de vida , pois para elas os homens “ cafas “ se comportam como "meninos rebeldes" o que acaba despertando nelas uma vontade louca de consertar esse tipo de homem, de mudá-lo ou de querer exibí-lo como um problema resolvido e quando caem na real já estão completamente envolvidas sentimentalmente com eles.
Outro assunto polêmico e bastante controverso é a dificuldade das pessoas assimilarem a diferença entre CAFAJESTE vs CANALHA . Costuma-se dizer que canalha é substantivo e cafajeste adjetivo. O cafajeste de certa forma aparenta ser um canalha , só que assumido , mas há sim diferenças ! Como citei acima , os " cafas "na maioria das vezes assumem de uma forma ou de outra, quem é ou para que veio, e demonstram isso forma de agir, falar ou de qualquer outra maneira . Basta a mulherada ficar atenta , pois nós mulheres e que ficamos cegas e nos deixamos levar por eles . A característica principal que o "cafa" gosta de fazer é de ter o prazer de ver todas as mulheres ao seu redor se sentirem únicas e insubstituíveis, eles são " falsos" , eles não mentem e sim omitem a verdade . Um ex: Sabe aquela famosa pergunta que todas mulheres gostam de fazer para o homem ? Se estamos gordas ou não ? O "cafa " nessa situação, iria nos deixar muito feliz com sua resposta, pois ele sempre irá falar aquilo que nós mulheres gostremos de ouvir . Já o canalha não, ele é grosseiro,egoísta,só pensam neles, são aqueles que mentem na cra de pau , a maioria dos canalhas, tem relações extra-conjugais, isso sim é canalhice. sados , tem relações extra-conjugais , isso sim é um canalha . Aquele que mente pra conseguir o que quer sem pensar nas pessoas ao seu redor.O " cafa " pode até não prestar , mas só se engana com ele quem quer . Um ex: O canalha é capaz de fazer aposta entre os amigos pra saber quem pega mais mulher e além disso contam entre si vantagens e diz detalhadamente o ocorrido, isso é apenas um exemplo de tantas outras canalhices que esse ser é capaz de fazer. O ponto positivo, se é que eu posso chamar assim dos " cafas" , é que eles apreciam a qualidade , NUNCA a quantidade.Apenas foram citados pequenas diferenças entre um e outro. Porém não para por aí ! Mas tenho certeza que já ajudei um pouco a vocês a pensarem e refletirem sobre o assunto.


Obs: Texto foi feito sobre ponto de vista e visitas a vários sites de pesquisas sobre o tema citado acima. Vale lembrar também que apesar de ter mencionado o texto sobre os homens , não significa dizer que apenas eles são " cafas ou canalhas " , será feito um sobre mulheres também. Assistam o VLOG sobre o tema e deixe seu comentário , pois queremos saber o que vocês concordam e discordam sobre o tema , além de aceitarmos críticas,sugestões e opiniões.

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História de vida

15.01.12
História de Vida - 50 http://shiuuuu.blogspot.pt/2012/08/historia-de-vida-50.html?m=1
Sou Seropositiva!
Sou uma mulher que teve um percurso de vida dito "normal". Namorou, casou e foi sendo feliz, apesar de aos poucos perceber que não era amor o que sentia por aquele homem, mas sim uma grande amizade.

Foi então que decidi conversar com ele e dizer-lhe que o melhor seria a separação, pois ele tinha direito a ter alguém que o amasse de verdade. E naturalmente eu também queria saber o que é amar. O tempo foi passando e ele nunca queria abordar o assunto da separação dizia sempre: "depois".

Entretanto eu comecei a ficar doente, fui vezes sem conta às urgências e diziam sempre que era falta de ar. Andei assim quase quatro meses, até que já nem tinha força para andar. A minha médica. muito preocupada, mandou-me então fazer o teste da tuberculose. Nesse dia fartei-me de chorar porque senti aquele "peso" de doença má associado a morte.

Fiz o teste e deu negativo. E mandaram-me mais uma vez para as urgências de onde já não saí. Hoje  agradeço aquela médica que conseguiu ver que não era uma simples falta de ar, mas algo mais grave.

Fiquei no hospital 3 semanas sem saber ao certo o que tinha, pois em vez de melhorar piorava. Faziam-me perguntas que eu achava estranhas e confesso que dizia para mim mesma  que a médica devia estar louca.

Perguntas como: "Já se injectou?", "Já traiu o seu marido?". Eu achava tão estranho aquelas perguntas que até comentei com o meu marido que foi sempre impecavél, não faltou uma única visita, aliás ele sempre me tratou muito bem. Tinhamos uma relação boa, apesar de sermos mais amigos, do que própriamente marido e mulher dentro daquele quarto.

Entretanto comecei a ficar melhor, depois daqueles dias horríveis, em que senti que ía morrer. E numa manhã, uma médica que eu nem conhecia e com um ar não muito simpático pediu para me levarem ao gabinete dela.

Eu nem sabia para onde ía, mas assim que lá entrei pensei: "bem, vai dizer que tenho um cancro" (sempre imaginei que era isso que tinha).

Ela começou por me perguntar se eu fazia ideia do que tinha, ao qual eu respondi que não sabia. Ela disse: "a menina tem HIV" e começou a explicar e a fazer mais perguntas.

Senti-me morrer naquele dia , porque nunca pensei ter esta doença, pois nunca estive com outro homem, sem ser o meu ex-marido e nunca tive outros comportamentos de risco. Pensei que tinha todas as doenças menos essa. Desde esse dia nunca mais fui a mesma pessoa.

Entretanto quando o meu ex-marido chegou para me visitar, contei-lhe e a resposta dele foi o silêncio, nada mais que o silêncio. Um silêncio ensurdecedor que até hoje me persegue e ao qual eu pergunto: "Porquê? Porque me fizeste isto?".

Ainda vivemos uns meses na mesma casa, ele não queria que eu contasse à minha família, e eu no início tinha tanto medo e não sabia muito sobre a doença, que passava os dias a chorar e só queria morrer.

Passou 3 meses e contei à minha irmã, e disse se eu já me queria separar antes, agora ainda queria mais, porque não aguentava sequer olhar para a cara dele.

Sepáramo-nos, e ele mudou completamente. Fez a minha vida num inferno, insultando-me
e acusando-me onde quer que me visse. Nunca admitiu a culpa e pior, tentou sempre culpar-me.

Hoje estamos separados, ele já teve várias companheiras, eu continuo sozinha. Sinto que morri como mulher, acho que não vou conseguir estar com mais nenhum homem, intimamente.

Infelizmente existe o estigma e muitas pessoas pensam ,que só acontece aos outros. Acreditem ou não, eu sempre fui uma pessoa dita "certinha", e até hoje só conheci aquele homem.

Ninguém pode dizer que não vai trair , mas pensem bem e tomem os devidos cuidados, porque ninguém tem o direito de "matar" outra pessoa.

Se havia pessoa que tinha um comportamento aparentemente normal, o meu ex-marido era uma dessas pessoas, mas ninguém pode controlar ninguém, eu ía trabalhar e julguei que ele também ía, mas afinal nunca conhecemos ninguém. Foram anos juntos, não foram dias.

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Sem pena nem perdão

15.01.12
Sem pena nem perdão por Maurício Horta
No primeiro contato ele é o espelho que completa as nossas fraquezas. Boas credenciais, símbolos de status, carisma, histórias fascinantes e talento para identificar e preencher nossas carências.

Ele conquista nossa confiança como amigo, parceiro sexual, colega de trabalho, médico, consultor financeiro. Até que caia sua máscara de normalidade e ele mostre que, ao contrário de sua encenação, não sente remorso nem vergonha ao agir de forma imoral. É indiferente ao bem-estar alheio e, sem freios morais, é capaz de pôr em prática qualquer plano para atingir seus desejos.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA, da sigla em inglês), 3% dos homens e 1% das mulheres são incapazes de internalizar regras sociais. São portadores do que a bíblia dos psiquiatras - o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais da APA - chama de transtorno da per­sonalidade antissocial (TPAS). Ou do que o psicólogo canadense Robert Hare, maior especialista do assunto, chama de psicopatia.

Embora os dois conceitos sejam comumente usados como sinônimos, há uma diferença em seu diagnóstico. O TPAS é identificado a partir do comportamento antissocial; já a psicopatia e a sociopatia - que são termos equivalentes - dizem respeito tanto ao comportamento quanto a um conjunto de traços de personalidade (veja quadro à esquerda). Nesta revista, escolhemos usar o termo psicopatia, que, segundo Hare, é diagnosticado em menos pessoas - 1% da população.


CONTRATO ANTISSOCIAL

Por temerem os riscos de uma sociedade regida por desejos individuais conflitantes, pessoas normais aceitam abrir mão de certas vontades e seguem regras, sejam formalizadas em leis, sejam baseadas numa ideia religiosa ou filosófica de certo ou errado. É o tal do contrato social. Já emocionalmente elas seguem essas regras por se comoverem com os sentimentos, direitos e bem-estar dos que estão à sua volta.

No processo de socialização, que acontece, por exemplo, por meio da família e da escola, é moldada a consciência - a voz interna que não as permite estuprar a primeira gostosona que encontrar num beco ermo nem assaltarem velhinhas na saída do INSS.

É essa voz que falta ao psicopata. Não que ele não conheça as regras sociais. Só não está nem aí para elas.

O psicopata também tem dificuldade em sentir emoções. Com isso, sua empatia - a capacidade de se colocar no lugar dos outros - é nula. Quando ele pensa, é só raciocínio, sempre a favor de si. Se quiser estuprar uma mulher, dirá para si mesmo: "Putz, ela pode engravidar e aí vai ser a maior dor de cabeça para mim". Em seguida, concluirá: "Melhor assistir ao Brasileirão". Já, se achar que a consequência vale o prazer, vai estuprá-la, sem remorso.

Mas esse crápula não sabe o que significa compaixão? Claro que sim. Ele não é burro: aprende perfeitamente o significado literal das palavras. Só não consegue apreciar o conteúdo emotivo. Ao ouvir "compaixão", sente o mesmo que ao ouvir "caderno". Seu cérebro funciona diferente do das pes­soas normais (leia matéria da página 36).

Sem emoções, também cresce sem sentir aflição ante a ameaça de castigo. Apenas pesa os prós e contras de ser pego. Assim ele foi quando criança (leia matéria da página 30), e assim ele provavelmente será até morrer.

MELHOR QUE SEXO

Se por um lado psicopatas não sentem emoções, por outro fogem da monotonia. Resultado: 50% usam drogas ilícitas e 70% são dependentes de álcool (21 vezes mais que a população em geral). Também buscam adrenalina em caças a mulheres, disputas de rachas, roletas-russas. Já uma minoria parte para mega-assaltos, estupros e homicídios em série - um poder destruidor que desafia a Justiça e o sistema carcerário (leia matérias das páginas 12 a 21).

Sejam predadores, sejam apenas parasitas, os psicopatas estão entre nós. E não é fácil reconhecê-los a tempo: "O leigo pode confundi-lo com uma pessoa sem nenhum transtorno psiquiátrico. Isso por motivos diversos: a ideia equivocada de que o transtorno deva sempre estar acompanhado de sintomas psicóticos, e o fato de ele ser um sujeito eloquente, sedutor, manipulador", diz o psiquiatra forense Elias Abdalla Filho, da Universidade de Brasília. "Por isso é tão comum vizinhos, ao tomarem conhecimento de crimes bárbaros praticados por psicopata, afirmarem que sempre pareceu uma pessoa normal."
 
 
 
Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar. Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar.


6. IMPULSIVIDADE
Embora racional, não perde tempo pesando prós e contras antes de agir. Se estiver com vontade de algo, vai lá e consegue tirando os obstáculos do caminho. Se passar a vontade, larga tudo. Seu plano é o dia de hoje.


7. COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL
Regras sociais não fazem sentido para quem é movido somente pelo prazer, indiferente ao próximo. Os que viram criminosos em geral não têm preferências: gostam de experimentar todo tipo de crime.


8. FALTA DE CULPA
Por onde passa, deixa bolsos vazios e corações partidos. Mas por que se sentir mal se a dor é do outro, e não dele? Para o psicopata, a culpa é apenas um mecanismo para controlar as pessoas.


9. SENTIMENTOS SUPERFICIAIS
Emoção só existe em palavras. Se namorar, será pelo tesão e pelo poder sobre o outro, não por amor. Se perder um amigo, não ficará triste, mas frustrado por ter uma fonte de favores a menos.


10. FALTA DE EMPATIA
Não consegue se colocar no lugar do próximo. Para o psicopata, pessoas não são mais que objetos para usar para seu próprio prazer. Não ama: se chegar a casar-se e ter filhos, vai ter a família como posse, não como entes queridos.


11. IRRESPONSABILIDADE
Compromisso não lhe diz nada - tende a ser mau funcionário, amante infiel e pai relapso. Porém, como a família e os amigos são fonte de status e bens materiais, para cada mancada já tem uma promessa pronta: "Eu mudei. Isso nunca mais vai acontecer de novo".


12. MÁ CONDUTA NA INFÂNCIA
Seus problemas aparecem cedo. Já começa a roubar, usar drogas, matar aulas e ter experiências sexuais entre 10 e 12 anos. Para sua maldade, não poupa coleguinhas, irmãos nem animais.


Fonte Without Conscience, de Robert Hare, The Guilford Press, 1993; esta é a versão reduzida da Escala de Hare; o dianóstico somente pode ser feito por profissionais treinados.
As várias faces de um mesmo mal
O psicólogo Theodore Millon, de Harvard, separa os psicopatas em diferentes categorias, de acordo com a influência de outros transtornos de personalidade.


O invejoso
É uma variante do psicopata "puro". Sente que a vida deu aos outros o respeito, o dinheiro e a admiração que ele merecia - por isso adora puxar um tapete. Para se afirmar, ele se agarra a símbolos de status: carrões, mansões, joias, diplomas falsificados.


O defensor da reputação
Tem traços de personalidade narcisista. É a versão psico do macho alfa. Ser durão e assertivo é seu meio de provar força e garantir reputação. Se sua boa fama for ameaçada, pode reagir ferozmente até seus rivais serem aniquilados.


O aventureiro
Tem traços de personalidade histriônica (daqueles que fazem de tudo para conseguir atenção dos outros). Para ser admirado, faz coisas que deixariam qualquer um de pernas tremendo: brinca com a morte em rachas, arrisca fortunas em jogos e comete crimes espetaculares, em vez de se prender às responsabilidades e ao tédio do dia-a-dia.


O nômade
Tem traços de personalidade esquizoide. Em vez de buscar subverter normas sociais, ele busca simplesmente se livrar delas pulando de galho em galho, sem pertencer a lugar algum. Prostituição é um dos meios mais comuns de se manterem. Alguns podem tornar-se violentos quando bêbados ou sob o efeito de drogas.


O malévolo
Tem traços de personalidade paranoide. Rancoroso, brutal e vingativo. Acha que os outros vão sempre traí-lo ou puni-lo, e, para vingar-se, parte para a violência. Se os traços sádicos forem mais fortes, busca causar terror nos mais fracos para se divertir.
 
 
 

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Homens gigolos

15.01.12
Do mesmo jeito que existem muitas mulheres aproveitadoras, existem os homens aproveitadores, ou seja, os gigolôs modernos que no geral são indivíduos, jovens e bem-apessoados (ou nem tanto mas com uma lábia...), que vivem à custa de mulheres, geralmente mais velhas do que eles.
http://comosedesintoxicardohomemerrado.blogspot.pt/2010/07/homens-gigolos-e-afins.html?m=1
O cara geralmente quando encontra uma mulher carente, bem sucedida profissionalmente e bem financeiramente, que esteja muito carente faz olhar de gatinho do Sherek; se diz de vitima do mundo, família e amigos e faz com que a mulher se sinta como a salvadora da pátria. Faz a "linha" super romântico, faz cara de cachorro que caiu da mudança e faz um ótimo sexo (isso é relativo srsrsr).

No geral esse tipo de homem:
Tem ex-esposa, filhos, deve pensão e é um péssimo pai (se é péssimo pai foi péssimo esposo e pinta a ex como uma ogra do filme " Senhor dos Anéis " ;
É viciado em alguma droga (bebida, cocaína, heroína e por ai vai...), jura de pés juntos que só usa de vez em quando por estar deprimido ou coisa do genêro e que vai parar;
Fica com o carro da mulher-pato, anda para cima e para baixo com o carro dela e ela que coloca a gasolina;
Ele conta história triste que está prestes a ser desepejado do cafofo onde vive e a mulher-pato aluga um apartamento para ele...ela vai e aluga: detalhe ela que paga o aluguel;
Ele sai com muitas outras mulheres (e até mesmo homens) geralmente sem camisinha...e diz para a mulher-pato que não gosta ou que não tem sensibilidade, ela reluta, ele insiste e diz que ela tem que confiar nele...ai já sabem o final né? (Camisinha sempre).
A mulher-pato fica muito encantada com o tal gigolô, pode os amigos, família, o papa ou Deus em carne e osso dizer para ela que o cara não vale nada que ela simplesmente não acredita...e ainda briga com todo mundo dizendo que todos estão com "inveja" da felicidade dela.
Ela tem medo de ficar sozinha, por isso finge de cega e fica batendo na tecla para acreditar nesse relacionamento que está mais para um conto de bruxas...
E o gigôlo vai sugando a pobre-mulher-pato como se fosse uma sanguessuga ou um E.T dos filmes de ficção (daqueles que dominam até a alma).

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10 caracteristicas do homem cafajeste

14.01.12
Conhecido como homem galinha, crápula, traiçoeiro, sem vergonha, pilantra, safado, entre outras coisas, o homem cafajeste está espalhado pela sociedade a procura de suas vitimas para tirar vantagens e conseguir aquilo que querem. Ele é aquele homem que nunca consegue ser fiel, mas que toda mulher sempre acaba caindo na lábia. É o tipo de cara que desperta sentimentos na mulher, mas depois cai fora. Nenhum é confiável, mas todas mulheres tendem a confiar, até que quebram a cara. Infelizmente, por ser homem de atitude, sempre desperta grande interesse na presa, que por sua vez embarca em um relacionamento onde não há fidelidade e no final fica chorando por amor. Agora acompanhem este texto que foi baseado em uma das edições da escola do amor.
http://www.sobrerelacionamento.com/2012/04/10-caracteristicas-do-homem-cafajeste.html?m=1

1 - SABE ENCANTAR

É aquele cara que tem o dom de simpatizar, de seduzir, de encantar uma mulher sem ela nem se quer perceber. São capazes até de dizer um "eu te amo" sem ser verdade.

2 - CONHECE BEM COMO AS MULHERES FUNCIONAM

Ele sabe muito bem tudo que tem que fazer para manipular a mulher, pois sabe analisar o que cada mulher em particular precisa e, dessa maneira, da exatamente o que ela quer, emocionalmente falando.

3 - TEM LÁBIA

Sabe exatamente o que falar e como falar de maneira que a mulher fica completamente seduzida pelas palavras dele. Dizem que tem homens que já conseguiram fazer uma mulher ter um orgasmo somente falando no ouvido delas, mas eu particularmente não acredito (hehe).

4 - SE FAZ DE VITIMA

Toda vez que a mulher descobre alguma coisa dele ou começa a desconfiar de algo, ele se faz de vitima na tentativa de parecer inocente perante os olhos dela.

5 - PROVOCA PENINHA

Quando ele se faz de vitima tenta mexer no emocional da mulher de modo que ela venha a sentir pena dele e acabar relevando alguma besteira que ele fez, pois essa é uma forma sutil de manipulação da mulher, já que elas são seres que tendem a pesar mais a emoção do que a razão.

6 - TIRA VANTAGEM DA MULHER

O homem cafajeste está sempre tentando ganhar alguma coisa da mulher que está sendo sua vitima no momento, pois este tipo de homem só consegue estabelecer um relacionamento vampiro, ou seja, aquele onde ele vai tentar sugar ao máximo tudo que a mulher tem para oferecer.

7 - É UM PARASITA

É o tipo de cara que vai está no pé da mulher o tempo todo e ela vai acabar se desgastando, pois sua energia e vitalidade acabam sendo roubadas pela ação do cafajeste.

8 - MENTE PELOS DENTES

O homem cafajeste nunca será verdadeiro, pois em qualquer oportunidade que ele tiver vai acabar mentindo, mesmo que seja por pequenas coisas, mas ele não consegue dizer a verdade, já que a mentira faz parte de suas características para poder conquistar a vitima. Veja quando alguém está te usando.

9 - TEM VARIAS CARAS, FINGIDO

É aquele que, dependendo do que a mulher procura, monta uma personalidade para ele, ou seja, ele percebe o que a mulher quer e aí ele dá isso pra ela na forma de sua personalidade. Em outras palavras, ele mostra ser o que não é porque é aquilo que a sua vitima quer. 

10 - INFIEL

O cafajeste não consegue ficar com uma mulher apenas, pois este sente a necessidade de trair e ter varias parceiras. Este tipo de homem nunca será fiel, mas infelizmente ele tem grande experiência para lhe dar com as mulheres e elas acabam gostando disso. É por isso que ele fica com tantas e o cara legal fica chupando o dedo embaixo da chuva com um buquê de flores nas mãos. 

Infelizmente as mulheres tendem a gostar do cafajeste, isso não é minha opinião, é a realidade e, tanto as mulheres, quanto os homens, sabem disso. Isso acontece porque o cafajeste tem atitude, sabe envolver e não tem medo de mulher, mas ele também vai fazer qualquer mulher sofrer muito.

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Mentirosos: Quais os tipos e como lidar com eles...

14.01.12

Mentirosos: Quais os tipos e como lidar com eles...  Tirado de aqui.

Os mentirosos sempre inventam, criam algo sobre alguma coisa ou alguma coisa sobre coisa nenhuma. São criativos e se realizam ao reproduzirem a mentira  proferida. Geralmente eles não têm noção da gravidade do que dizem ou fazem. Mentem pelo prazer , quase necessidade, de falsificar ou imaginar coisas que gostaria que de fato tivesse acontecido ou viesse a acontecer.

Para o simples mentiroso, mentir é uma forma de realização pessoal. Porque ele não mente apenas por gostar de falar sobre o que não existe, mas pela sensação de sentir que pode ser verdade. Ou seja, ele se apossa da mentira e sente como verdade. O que de fato é o objetivo final, construir a sua verdade, o seu mundo, completamente desconexo da realidade. O mentiroso muitas vezes não é mau, é um lunático apenas. Geralmente é facilmente identificado pela frequência com que profere inverdades e pela eterna incoerência em seus discursos. Contraditório e inseguro por natureza, o mentiroso deixa de ser perigoso quando passa a ser percebido, tornando-se uma figura cômica,ridicularizada pelos seus discursos desconexos e pela eterna falta de objetividade.

Já os manipuladores da verdade, são de fato perigosos,verdadeiros sociopatas! Ao contrário dos mentirosos, eles não sentem prazer apenas em mentir, mas tem a intensão de prejudicar alguém ou se promover, tudo de forma consciente e premeditada. Além do que, ele não cria a partir do  nada, ele é um mentiroso contextualizado! Sempre colocando suspiros e risos em frases idênticas para promover icognitas e interpretações de acordo com o que deseja. São detalhes minunciosamente calculados que são capazes de produzir os efeitos que ele deseja, sem deixar rastros.

Ao contrário do mentiroso que é facilmente identificado, o manipulador da verdade quase nunca é. Primeiro porque ele tem uma relação diferente com a verdade. Ele não nega para si os fatos reais, ele apenas deseja convertê-los a sua conveniência. Conhece bem a verdade e se aprofunda nela, para utilizá-la em momento oportuno e a seu favor.  Já o mentiroso, que não gosta da verdade, não se aprofunda, por isso mente mal e sempre é desmascarado. O manipulador da verdade não, porque mente com coerência e promove a sensação de veracidade. Inteligente e conhecedor dos pontos fracos de suas vítimas, esse sociopata disfarçado de "Boa gente", age de forma tão perfeita, que consegue atingir quem deseja, utilizando artifícios e opiniões alheias que legitimam a sua verdade. Não a verdade que gostaria de acreditar, como faz o mentiroso, mas a verdade que produz conscientemente a fim de se beneficiar.

Uma característica de pessoas assim, é usar sempre palavras alheias para introduzir assuntos. Ou seja, eles utilizam fatos reais, com alguns sutis acrescimos, e promovem conflitos, discórdias e separações. E como não usam palavras próprias, e os acréscimos são de fato  muito sutis, eles acabam promovendo o que desejam e saem ilesos. Afinal, nunca afirmam nada por conta própria nem negam, apenas reproduzem o que de alguma forma foi dito. Quando algo escapole(e isso quase nunca acontece!), ele logo procura unir elementos que promovam incredulidade na pessoa que o acusou, ou seja, utiliza uma tática para mudar o foco e passar despercebido, pois uma de suas características é a pseudodiscrição.

Mas o que levaria uma pessoa a manipular verdades afim de prejudicar outras? Pura Maldade? Ás vezes sim. Mas geralmente, o que acontece como os manipuladores da verdade, é que eles sentem a necessidade de convergir o mundo para si próprios. Não é uma questão apenas de criar coisas, mas de convergir sempre. Ele conhece a verdade, mas quer que ela sempre esteja a seu favor, tem dificuldade de lidar com a negação, a perda. E quando algo não ocorre a seu favor, ele prejudica pessoas com total consciência do mal que está causando, porque o que conta é a sua auto-realização. Narcisismo em excesso em função de um passado triste, disfarce de sensação de impotência ou eterna criança mimada? Bom, pseudopsicologias á parte, moralmente falando, essas pessoas possuem sérias falhas de caráter e precisam ser tratadas com cautela.

Nos proteger contra os mentirosos, é fácil! Mesmo porque, no momento em que o identificamos, procuramos artifícios próprios para não nos envolvermos em seu mundo de fantasias, nem deixar que essas fantasias prejudiquem nossas vidas. Mas e com os manipuladores da verdade, como podemos agir? Bom, a grande dificuldade seria exatamente identificá-los! Pois são inteligentes e conhecem o ponto fraco de suas vítimas, além de serem carismáticos e darem a impressão de ser de extrema confiança. Mas uma forma de se proteger, mesmo antes de identificar, é começar a observar não apenas a notícia que recebe, mas a pessoa que traz a notícia. Pergunte não apenas sobre o que ela veio trazer, mas o Por quê.- Por que está me dizendo isso? - Os manipuladores da verdade não suportam a subjetividade! Só fazem isso com pessoas de extrema confiança ou quando percebem uma mínima margem de erros. Mas pergunte o Por quê e aguarde a resposta, se ela de fato existir.Talvez o perigo more ao lado...

Enquanto aos mentirosos de primeiro grau, continue sem dar credibilidade, um dia provavelmente ele irá perceber que não é levado a sério, que conquistou a incredulidade das pessoa.A partir daí talvez  sinta algum tipo de necessidade de construir uma vida conexa com a realidade. Ou então por algum outro motivo possa de fato procurar um bom terapeuta que o leve a isso...

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PSICOPATIA: O perigo pode estar mais perto do que imaginamos.

14.01.12

Tirado de aqui.

Psicopatia     Conceitos e Definições   Psicopatia  Psicopatia é um construto psicológico que descreve um padrão de comportamento anti-social crónico. A expressão é muitas vezes utilizada sem distinção com o termo sociopatia.  A psicopatia tem sido a perturbação de personalidade mas atualmente o termo pode legitimamente ser utilizado no sentido jurídico, “transtorno de personalidade psicopática” no âmbito da saúde mental.. Pode também sevir como um descritor de transtorno de personalidade anti-social definido pela Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R).  A psicopatia é frequentemente co-mórbida com outros distúrbios psicológicos (especialmente transtorno de personalidade narcísico).  A psicopatia é diferente da sociopatia. Embora quase todos os psicopatas tenham transtorno de personalidade anti-social, apenas alguns indivíduos com transtorno de personalidade anti-social são psicopatas. Muitos psicólogos acreditam que a psicopatia recaia sobre um espectro de narcisismo patológico.  A Psicopatia é frequentemente confundida com outros distúrbios de personalidade, tais como transtorno de personalidade dissocial, narcísica e esquizóide (bem como outros).  Também é importante notar que “psicopatia” é uma síndrome ou um construto psicológico, enquanto o transtorno de personalidade anti-social é um diagnóstico.  O interesse em características de índole psicopática remonta a Teofrasto, um estudante de Aristóteles, cuja descrição dos homens inescrupulosos personifica as características do transtorno de personalidade anti-social.  O interesse em características psicopáticas remonta à época colonial. Nesses tempos, uma pessoa com esta doença mental seria considerada como algo relacionado com posse demoníaca.   As origens do TPaS, é significativamente semelhante ao daquelas pessoas com Transtorno Narcísico da Personalidade. Assim como os pacientes narcísicos, pacientes com TPaS, têm história de negligencia e abuso na infância por parte de seus pais. Os psicopatas não alcançaram o nível evolutivo da constância objetal (Mahler, 1975) e assim, eles não possuem uma introjeção materna tranqüilizadora, como acontece com as pessoas comuns.   Como os pacientes com TNP, eles têm um self grandioso e patológico. Normalmente o que se pode observar na história do paciente psicopata é que, segundo Kohut, ele teve uma experiência de relacionamento inicial com uma mãe estranha, que não merecia confiança talvez, por suas instabilidade, e nutria certa maldade em relação à criança (característica comum às mães narcísicas). A falta de confiança básica, associada à ausência de experiências amorosas com a figura materna, apresentam graves implicações no desenvolvimento do psicopata. O processo de amadurecimento do psicopata, é interrompido de maneira abrupta, antes que se complete o processo de separação e individuação e de desenvolver-se a constância objetal. Um movimento semelhante ocorre com o paciente narcísico.   Os psicopatas têm um Ego grandioso e patológico e seu Super Ego que é a instância moral parece completamente ausente ou então, está frouxa. O Super Ego é um poderoso agente da realidade e que vai formar-se, não à imagem dos pais, mas à imagem do Super Ego deles de forma que os valores morais de nossos pais passam a ser os nossos valores morais. Pensando assim, temos que concluir que o psicopata teve pais que não tinham nenhum valor moral ou, foram tão insidiosamente ruins que impediram qualquer tentativa de identificação por parte criança. Não havendo tal identificação, não há Super Ego e assim, temos indivíduos que parecem destituídos de qualquer humanidade. Seu único sistema de valores é o exercício do poder e da agressão condições que caracterizam o narcisismo patológico.  Sociopatia  As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pouco ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância à frustração, baixo limiar para a descarga de agressão; irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras e incapazes de amar.   Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes.   Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.  O Cérebro Psicopata   Recentes resultados de pesquisas em neurociências começam a lançar algumas luzes no que se refere à psicopatia. A falta de empatia, a falta da culpa, as emoções superficiais, a mentira compulsória e manipuladora, a crueldade e o sangue frio são características de todos os psicopatas.   Em alguns estudos os psicopatas, diferente das pessoas que não têm esse Transtorno de Personalidade, respondiam à estímulos carregados emocionalmente da mesma forma que respondiam a estímulos neutros. Isso demonstra que os psicopatas são destituídos de afetos, em várias áreas. Em outros estudos, se observou que os psicopatas não reagem com alterações fisiológicas a mudanças surpreendentes no ambiente. Pessoas normais reagem fisiologicamente diante de um fato surpreendente podendo piscar, por exemplo. Tais resultados podem sugerir que os psicopatas causam dor sem sentirem-se incômodos ou constrangidos, ao contrário, parecem fazê-lo de boa vontade e até mesmo com certo prazer. Geralmente eles sabem que estão ferindo por causa de um sentimento intelectual abstrato (intenção), já que lhes falta a empatia para compreender o efeito do que causam naqueles a quem agridem.   Um exemplo bem claro desse comportamento sádico, pode ser observado no caso Jason, publicado no ano de 2000 (veja seção Arquivo/Narcisismo). Recentes estudos feitos com imagens do cérebro, através de aparelhos modernos como Ressonância Magnética, sugerem, segundo Hare, uma possível base neurofisiológica para o fracasso da significação emocional nos indivíduos com esse tipo de transtorno. No cérebro dos psicopatas, os mecanismos que normalmente afetam os processos cognitivos podem ser ineficientes ou inoperantes.   A neurociência tem demonstrado que a relação emocional da mãe com o bebê, podem causar danos neurológicos importantes e talvez, a psicopatia, seja um desses danos. Da mesma forma que uma alteração física causa modificações no comportamento, uma modificação de comportamento, pode causar alterações fisiológicas importantes. Esse é outro aspecto sob observação e parece muito promissor.       Tipos de Psicopatas  O Psicopata Social  Dentre as variações da Psicopatia, o Psicopata Social é aquele que causa sofrimento a um grupo de pessoa, uma comunidade ou até mesmo a sociedade como um todo, sem esboçar qualquer arrependimento. Nada deixa esses indivíduos com peso na consciência. Não existe ramo de atuação humana onde se encontra mais esse tipo do que na política(com honradas exceções é claro). Estes manipuladores sociais roubam, mentem, trapaceiam, caluniam, e nunca acham que faz alguma coisa de errado; não estão nem aí para o sofrimento alheio. Geralmente possuem uma esperteza superior, uma inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está a sua volta. Não são Sábios, são inteligentes, porque o sábio usa o seu raciocínio e o seu saber para a resolução dos problemas dele e de todos, pensando sempre no crescimento e na felicidade coletiva.   Justamente por achar que não faz nada de errado, o Psicopata Social repete seus erros e não conhece emoções e sentimentos nobres tais como o arrependimento, a solidariedade, o amor ao próximo e a compaixão. O país que se dane, a cidade que se dane, o povo que se dane! É assim que ele pensa no seu íntimo. A habilidade de mentir e manipular despudoradamente, muitas vezes sem levantar suspeitas, de hipinotizar platéias com sua lábia, seu dom de oratória, faz com que ele se saia bem na política e na liderança de grupos. Vide: Mussolini, Hitler, Nero, Átila, Collor, etc. são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando necessário, com a destreza e o talento de um brilhante ator.   Os Psiquiatras defendem que, apesar desta mentalidade doentia, eles devem ser responsabilizados pelos seus erros, porque possuem plena consciência de que seus atos não são corretos. E se cometem crimes, devem ir para  cadeia como os outros criminosos por ameaçar a convivência sadia, justa e harmônica da sociedade.  O Psicopata Carente de Princípios  Este tipo de psicopata se apresenta freqüentemente associado às personalidades narcisistas e histéricas. Podem até conseguir manter-se com êxito nos limites do legal. Estes psicopatas exibem com arrogância um forte sentimento de autovalorização, indiferença para com o bem estar dos outros e um estilo social continuamente fraudulento. Existe neles sempre a expectativa de explorar os demais (esse traço pode corresponder ao estilo dominante dos Psicopatas Primário e Secundário de Blackburn).   Há neles uma consciência social bastante deficiente e se faz notória uma grande inclinação para a violação das regras, sem se importarem com os direitos alheios. A irresponsabilidade social se percebe através de fantasias expansivas e de grosseiras, contumazes e persistentes mentiras.   Falta, nesses Psicopatas Carentes de Princípios, o Superego. Essa falta é responsável pelos seus relacionamentos inescrupulosos, amorais, desleais e exploradores. Podem estar presentes entre sociedades de artistas e de charlatões, muitos dos quais são vingativos e desdenhosos com suas vítimas.   O psicopata sem princípios mostra sempre um desejo de correr riscos, sem experimentar temor de enfrentar ameaças ou ações punitivas. São buscadores de novas sensações. Suas tendências maliciosas resultam em freqüentes dificuldades pessoais e familiares, assim como complicações legais.   Estes psicopatas narcisistas funcionam como se não tivessem outro objetivo na vida, senão explorar os demais para obter benefícios pessoais. Eles são completamente carentes de sentimentos de culpa e de consciência social. Normalmente sua relação com os demais dura tempo suficiente em que acredita ter algo a ganhar.   Os Psicopatas Carentes de Princípios exibem uma total indiferença pela verdade, e se são descobertos ou desmascarados, podem continuar demonstrando total indiferença. Uma de suas maiores habilidades é a facilidade que têm em influenciar pessoas, ora adotando um ar de inocência, ora de vítima, de líder, enfim, assumindo um papel social mais indicado para a circunstância. Podem enganar a outros com encanto e eloqüência. Quando castigados por seus erros, ao invés de corrigirem-se, podem avaliar a situação e melhorar suas técnicas em continuar a conduta exploradora.   Carentes de qualquer sentimento de lealdade, juntamente com uma extrema competência em desempenhar papéis, os psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência de amabilidade e cortesia.  O Psicopata Malévolo   Os Psicopatas Malévolos são particularmente vingativos e hostis. Seus impulsos são descarregados num desafio maligno e destrutivo da vida social convencional. Eles têm algo de paranóico na medida em que desconfiam exageradamente dos outros e, antecipando traições e castigos, exercem uma crueldade fria e um intenso desejo de vingança.   Além desses psicopatas repudiarem emoções ternas, há neles uma profunda suspeita de que os bons sentimentos dos demais são sempre destinados a enganá-los. Adotam uma atitude de ressentimento e de propensão a buscar revanche em tudo, tendendo a dirigir a todos seus impulsos vingativos. Alguns traços desses psicopatas se parecem com os sádicos e/ou paranóides, com características beligerantes, mordazes, rancorosos, viciosos, malignos, frios, brutais, truculentos e vingativos, fazendo, dessa forma, com que muitos deles se revelem assassinos e assassinos seriais.   Quando os Psicopatas Malévolos enfrentam à lei e sofrem sanções judiciais, ao invés de se corrigirem, aumentam ainda mais seu desejo de vingança. Quando se situam em alguma posição de poder, eles atuam brutalmente para confirmar sua imagem de força.   Irritados pelo freqüente repúdio social que despertam, esses Psicopatas Malévolos estão continuamente experimentando uma necessidade de retribuição agressiva, a qual pode, eventualmente, expressar-se abertamente em atentados coletivos ou atitudes anti-sociais (a luta sociedade versus eu). De qualquer forma, nunca demonstram o mínimo sentimento de culpa ou arrependimento por seus atos violentos. Ao invés disso, mostram uma arrogante depreciação pelos direitos dos outros.   É curioso o fato de esses psicopatas serem capazes de dar uma explicação racional aos conceitos éticos, capazes de conhecerem a diferença entre o que é certo e errado, mas, não obstante, são incapazes de experimentar tais sentimentos.   A noção ética faz com que o Psicopata Malévolo defina melhor os limites de seus próprios interesses e não perca o controle de suas ações. Esse tipo de psicopata se encontra entre os mais ameaçadores e cruéis. Ele é invariavelmente destrutivo, sem misericórdia e desumano.   A noção de certo-errado faz com que esses psicopatas sejam oportunistas e dissimulem suas atitudes ao sabor das circunstâncias, ou seja, diante da autoridade jamais atuam sociopaticamente. Portanto, eles são seletivos na eleição de suas vítimas, identificando sujeitos mais vulneráveis a sua sociopatia ou que mais provavelmente se submetam aos seus caprichos. Mais que qualquer outro bandido, este psicopata desfruta prazer em proporcionar sofrimento e ver seus efeitos danosos em suas vítimas.  O Psicopata Dissimulado  Seu comportamento se caracteriza por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência, ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas próximas.   Na realidade, poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por um comportamento muito sedutor.   O Psicopata Dissimulado é considerado como uma variante da Personalidade Histriônica, continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação. Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou no Malévolo, os quais centram em si mesmo sua preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.   Esse subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, comportamentos imaturos de contínua busca de sensações. Seguindo as características básicas e comuns a todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso. Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre projetada sobre terceiros.   A contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo tudo o que for necessário para obter exatamente o que quer dos outros. Por outro lado, diferentemente do Psicopata Carente de Princípios  ou do Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo excitação nas conquistas.   Mesmo aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos. Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas.   Quando as pessoas com esse tipo de psicopatia são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabuladas e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista. A característica afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária, estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera.  O Psicopata Ambicioso  persegue avidamente seus engrandecimentos. Os Psicopatas Ambiciosos sentem que a vida não lhes tem dado tudo o que merecem que têm sido privados de seus direitos ao amor, ao apoio, ou às gratificações materiais. Normalmente acham que os outros têm recebido mais que eles, e que nunca tiveram oportunidades de uma vida boa.   Portanto, estão motivados por um desejo de retribuição, de compensar-se pelo que tem sido despojado pelo destino. Através de atos de roubo ou destruição, se compensam a si mesmos pelo vazio de suas vidas, sem importar-lhes as violações que cometam à ordem social. Seus atos são racionalizados através da idéia de que nada fazem senão restaurar um equilíbrio alterado.   Para os Psicopatas Ambiciosos que estão somente ressentidos, mas que ainda têm controle minimamente crítico de seus atos, pequenas transgressões e algumas aquisições são suficientes para aplacar essas motivações. Mas para aqueles que têm estas características psicopáticas mais desenvolvidas, somente a usurpação de bens e coisas alheias podem satisfazê-los.   O prazer psicopático nos ambiciosos está baseado mais em tomar do que em ter. Como a fome que os animais experimentam em relação à presa, os Psicopatas Ambiciosos têm um enorme impulso para a rapinagem, e tratam os demais como se fossem peões num tabuleiro de xadrez de poder.   Além de terem pouca consideração pelos efeitos de sua conduta, sentindo pouca ou nenhuma culpa pelos efeitos de suas ações, como os demais psicopatas, os ambiciosos nunca chegam a sentir que tem adquirido o bastante para compensar suas privações. Independentemente de suas conquistas, permanecem sempre ciumentos e invejosos, agressivos e ambiciosos, exibindo todas as vezes que podem posses e consumo ostentoso.   A maioria deles é totalmente centrada em si mesma, contribuindo isso para sua comum atitude libertina e em busca de sensações. Esses psicopatas nunca experimentam um estado de completa satisfação, sentindo-se não realizados, vazios, desolados, independentemente do êxito que possam ter obtido. Insaciáveis, estão sempre convencidos de que serão despojados de seus direitos e desejos.   Ainda que o subtipo ambicioso seja parecido, em alguns aspectos, ao Psicopata Carente de Princípios, ele exerce uma exploração mais ativa e sua motivação central é manifestada através da inveja e apropriação indevida das posses alheias. O Psicopata Ambicioso experimenta não só um sentimento profundo de vazio, senão também uma avidez poderosa de amor e reconhecimento que, segundo ele, não lhe ofereceram na infância.  O Psicopata Explosivo  Diferencia-se das outras variantes pela emergência súbita e imprevista de hostilidade. Estes psicopatas são caracterizados por fúria incontrolável e ataque a outros, furor este freqüentemente descarregado sobre membros da própria família. A explosão agressiva se precipita abruptamente, sem dar tempo de prevenir ou conter.   Sentindo-se frustrados e ameaçados, estes Psicopatas Explosivos respondem de uma maneira volátil, daninha e mórbida, fascinando aos demais pela brusca forma com que os surpreende.   Desgostosos e frustrados na vida, estas pessoas perdem o controle e buscam vingança pelos alegados maus tratos a que foram precocemente submetidos. Em contraste com outros psicopatas, esses não se movem de maneira sutil e afável. Pelo contrário, seus ataques explodem incontrolavelmente, quase sempre, sem nenhuma provocação aparente. Esta qualidade de beligerância súbita, tanto quanto sua fúria desenfreada distingue estes psicopatas dos outros subtipos. Muitos são hipersensíveis aos sentimentos de traição, a ponto de fantasiarem deslealdades o tempo todo. 

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Sociopatas manipuladores emocionais: Cuidado! Eles estão entre nós

14.01.12

Tirado de aqui.

Cuidado com os sociopatas manipuladores emocionais! Eles podem estar mais perto do que você imagina. Podem ser seus melhores amigos, familiares ou ser até sua noiva! Eles se alimentam da atenção alheia e jogarão os jogos mais sujos para consegui-la. Farão você pensar que o mundo realmente gira em torno deles (inclusive  você), e farão você andar sobre a linha que eles traçarem. Caso em algum momento você resolva sair da linha, quer  dizer, caso lembre de que você ainda tem vida e vontade próprias, eles farão você acreditar que está errado, e que na  verdade você deve mais atenção a eles ainda. Mas na verdade eles são doentes!
Patologia (sim eles são doentes)
Segundo o DSM_IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), estes indivíduos sofrem de um Transtorno de personalidade,  se enquadrando no Cluster/Grupo B (transtornos dramáticos, imprevisíveis ou irregulares). Nas palavras da Wikipedia, pessoas deste grupo são descritas assim:

"Manipuladores, rebeldes, com tendência a quebrar regras e rotinas, irritantes, "maus", inconstantes, impulsivos, dramáticos, sedutores, imprevisíveis, egoístas e muito intolerante às decepções. Neste grupo, os sintomas inflexíveis dos distúrbios afetam muito mais as pessoas em sua volta, do que o próprio indivíduo."

Existem uma série de transtornos de personalidade em que se enquadram os indivíduos deste grupo.
Transtorno de personalidade limítrofe Um dos transtornos comuns de indivíduos deste grupo é o Transtorno de personalidade limítrofe ou borderline.
Este transtorno é caracterizado, entre outros, pela desregulação emocional: (fonte wikipedia)

"O indivíduo borderline é geralmente visto como "genioso", temperamental, "de lua" e pessoas que facilmente se embravecem. Caracteristicamente, têm dificuldades no controle das emoções e podem ter uma convivência em grupo particularmente complicada. Eles exigem toda a atenção do mundo para si e facilmente são tomados pelas emoções. Podem arranjar conflitos com namorados e familiares com grande demonstração de ciúmes, possessividade e medo de serem abandonados. E ainda com tanta exigência de atenção, armam confusão com notáveis explosões de raiva como agressividade, ironia, xingamentos e até demonstrações físicas de violência. Por isso, podem viver a criar casos com pessoas de sua intimidade.
Pessoas com esse distúrbio, de maneira geral, são superficialmente adoráveis e simpáticos. Porém, com pessoas de sua grande intimidade (ex.: familiares) eles são vistos como irritantes, agressivos, mal-humorados, rebeldes. Tanto que o ambiente intrafamiliar é muitas vezes marcado por brigas e conflitos constantes.(...)
Ao longo de um dia, eles podem mudar de humor várias vezes. Podem ser tidos como aqueles que de manhã estão bem, à tarde de sentem-se raivosos, e à noite depressivos, por exemplo. Como se sentem irritadiços por motivos banais, podem tratar hora bem, hora mal aqueles que convivem com ele, sendo que os conviventes não conseguem entender exatamente o motivo que causou a mudança radical de humor e conduta do borderline. Portanto, medo, repulsa e raiva são emoções frequentes que borderlines produzem em pessoas de sua grande intimidade."

Eles se apresentam como as pessoas mais simpáticas do mundo. Você facilmente gosta deles. Você decide viver com eles pro resto da sua vida. Sorria! Você está sendo manipulado! E enganado! Eles são incapazes de estabelecer relações de afeto mais profundas devido ao sua instabilidade emocional. Eles não sabem se entregar. Não admitem estar vulneráveis pois não conseguem lidar com adversidades, bem como decepções. Eles vão culpar o mundo por seus problemas, vão sugar a sua atenção, e vão te manipular quando você não puder dar 101% dela a eles.
Outra característica clássica do borderline é a instabilidade: (fonte wikipedia)

"São pessoas muito instáveis em todos os aspectos de sua vida; seus relacionamentos íntimos são muito caóticos, com tendência a terminar abruptamente de forma explosiva, pois eles são marcados por períodos de grande idealização e grande desvalorização, esforços exagerados para evitar a perda, chantagens emocionais e possessividade. (...)
O paciente borderline apresenta em todos os aspectos de sua vida a "difusão de identidade" que pode ser descrita como a recusa em considerar outros tempos e outras diferentes situações, dando prioridade à situação presente e atitudes imediatas (importam-se mais com o agora). Seria como se tivessem uma "amnésia" das situações e atitudes anteriores. Assim, forma-se a instabilidade entre os extremos “bons e maus” (8 ou 80, branco ou preto, mas nunca o meio-termo). (...) Por exemplo, o borderline ao perceber que a pessoa amada está com ela, ele tende a classificá-la como "ótima", ideal e sente-se fortemente apaixonado e feliz. No entanto, se a outra pessoa anuncia que tem de ir embora, por exemplo, o paciente rapidamente passa da grande idealização ("ótima") para a grande desvalorização ("péssima"), desprezando a história em que passaram. Se o cuidador retorna, novamente a pessoa é passada do extremo "péssima" para "ótima". Isto evidencia a grande instabilidade entre os extremos cujos borderlines sofrem. (...) Exemplificando, de modo geral, a borderline é aquela jovem que valoriza demais o namorado. Contudo, por menor que seja a contrariedade, já acha que ele não presta mais. Também acontece quando a limítrofe liga para a amiga. Só porque esta não pôde atendê-la naquela hora, a borderline já acredita que não é amada e depois agride a amiga de não dar devida importância a ela."

Eaí? Se identificou com algum dos exemplos? É meu amigo, eles são exímios manipuladores emocionais. Experimente não atendê-los quando eles quiserem. Tá feito o estrago! Quando chegar em casa o bicho vai pegar! Ou em outra situação? Já falou que hoje precisava ficar em casa porque não estava se sentindo bem e, no outro dia, o borderline te chamou pra discutir a relação, dizendo que as coisas estavam mudando, que você não o amava mais?
Outra característica, Narcisismo e agressividade: (fonte Wikipedia)

"São indivíduos tão exigentes e imprevisíveis que assim tendem a afastar todos aqueles que o cercam. (...) são pessoas que não têm necessidade, eles têm urgência. Não sabem adiar e não aguentam esperar. (...) Eles irritam-se facilmente por coisas banais. Por isso, apesar do borderline conseguir demonstrar certa "normalidade" em várias situações triviais, eles exibem escandalosamente a incapacidade em controlar sua raiva (ex.: acessos de mau humor por ter que esperar a ser atendido no hospital. Ou tratar grosseiramente o médico). Em suma, eles reagem normalmente até o momento em que seu humor radicalmente muda. (...)
Eu os agrido, vocês me devem, vocês precisam fazer tudo por mim e eu nada por vocês" é frequentemente um lema em mente dos borderlines. Quase nunca eles se importam com as necessidades alheias, porque tendem a priorizar as suas. (...) exigem toda a atenção, paciência e carinho para si mesmos ("Você tem que me tratar sempre bem.") e pouco retribuem ("Eu te maltrato, mas você não pode me maltratar, apenas me dar carinho e apoio."). Isto evidencia um "quê" de egoísmo típico traço narcisista no paciente borderline, por isso tem dificuldade em perceber o lado do outro, ou de distinguir o rosto do outro, só conseguindo visualizar suas próprias necessidades. (...) Se, por acaso, suas necessidades são ignoradas, borderlines sentem-se profundamente irritados por não terem sido levados em conta. Segundo Kernberg, é a difusão de identidade responsável por tais percepções empobrecidas. Como o próprio borderline não tem uma identidade bem definida (se vangloriam em admitir ter várias condutas e experimentar tudo), obviamente, eles têm grande dificuldade em enxergar o outro, afinal, não consegue enxergar-se com precisão. Por causa dessa dificuldade em enxergar o outro, o borderline pode ser notavelmente difícil em ter amigos ou namorados, ou então, mantê-los. Ele se aborrece com facilidade com qualquer assunto que não lhe diga a respeito, necessitando sempre ser o centro de tudo. Como nem sempre isso ocorre, ele se irrita excessivamente podendo causar sérios prejuízos em tais relacionamentos.(...) Quando o borderline crê ter sido tratado de maneira injusta (que seja real ou não), ele reage agressivamente e impulsivamente. Às vezes, muitos gestos de outras pessoas são interpretados falsamente ou qualificadas como hostis. Esses indivíduos têm dificuldade em interpretar justamente o comportamento de outros. Sua percepção sobre outros é muito instável e distorcida sempre para desconfianças. Acreditam que as outras pessoas não são nada confiáveis e são especialmente maldosas. Pelas outras pessoas, erroneamente o borderline é classificado como "mimado", rebelde, estressado, louco ou apenas o "seu modo de ser". Contudo, seu "modo de ser", na realidade, é um modo de ser doentio."

Para concluir este resumo, outro sintoma é a desconfiança: (fonte Wikipedia)

"Borderlines têm dificuldade em confiar nas pessoas. (...) Manipulam as pessoas através de chantagens emocionais pouco evidentes como brigas, discussões e conflitos que na verdade são a forma de que encontram para testarem as pessoas das quais necessitam. (...) Eles vivem a testar o amor e afeição das outras pessoas, pois muitas vezes não conseguem acreditar que as pessoas possam amá-los de verdade. (...) Facilmente interpretam as ações de outras pessoas erroneamente como hostis, ameaçadoras, irritantes ou zombadoras, o que causa um gatilho para explosões de irritabilidade e brigas constantes, porque tendem a reagir da mesma forma pela qual acreditaram ter sido tratados."

Transtorno de personalidade histirônica Outro transtorno comum é o Transtorno de personalidade histirônica, onde existe a necessidade de chamar atenção para si prórpios a qualquer custo, geralmente a base de chantagem emocional. Pessoas que sofrem deste transtorno são geralmente descritas como (fonte Wikipedia):

"Muito emotivas, hipersensíveis, exageradas, superficiais, emocionalmente instáveis, dramáticas, infantis, muito preocupadas com a aparência física (vaidosos) e com notável tendência a exigir excessiva atenção para si a todo momento. Caso contrário, sentem-se profundamente magoados, podendo expressar suas emoções de forma exagerada, como rompantes de choro ou raiva por coisa mínima. Geralmente vestem-se de maneira chamativa, sobretudo sexualmente provocante e costumam estar sempre à caça de elogios a respeito de sua aparência física. São muito manipuladores, controlando pessoas e circunstâncias para conseguir atenção. Fazem uso da manipulação emocional e sedutora, frequentemente vestindo-se de maneira chamativa, encantando e seduzindo outras pessoas."

Esta é uma das armas mais perigosas. É como eles se revestem para atrair suas vítimas. É a embalagem mais colorida e chamativa da prateleira. Você adora eles porque são vistosos, adoráveis, belos. Sabem aproveitar a vida; amam a vida. Você PRECISA de alguém assim do seu lado.  Ele está usando você.
Transtorno de personalidade antissocial Pessoas deste grupo ainda podem possuir traços também do Transtorno de personalidade antissocial, marcada pela conduta fria e impossibilidade de amar. É a mesma raiz da psicopatia, porém no caso do manipulador não está presente a conduta criminosa, mas que podem causar danos a outras pessoas, mesmo que inconscientemente.
Convivência com um manipulador emocional
Uma vez que você se envolver com mu manipulador emocional, você estará preso numa teia de aranha. Você nunca sabe o que esperar deles. Se pela manhã eles disserem que te amam, de noite é bem possível que te odeiem sem motivo algum. Pelo menos sem nenhum motivo razoável, porque obviamente eles tentarão justificar suas atitudes culpando alguém (provavelmente você). E se você tentar se afastar, e eles ainda não estiverem satisfeitos com tudo o que já sugaram de você, eles vão apelar para a  técnica mais suja de todas: o falso afeto. Falso porque é comprovado que os ego manipuladores são tão centrados em volta de si mesmos que são incapazes de sentir carinho e amor de verdade por outrem. Eles são tão infelizes que nunca se permitem amar. Mas você vai se vender por um pouco de carinho, mesmo que falso, pois é tudo o que você mais espera  depois de tudo que você já se submeteu para mantê-los satisfeitos. E da próxima vez você vai tentar satisfazê-lo ainda mais, em prol de manter o carinho que é mendigado a você, mesmo que para isso você tenha que passar por cima de suas vontades e convicções. Mas o que você não sabe é que aquele sentimento que  você tem às vezes,  e que fica cada dia mais evidente é a mais pura e lógica verdade: por mais que você se submeta a loucuras para satisfazê-los, você NUNCA será suficiente. Sabe porque? Porque esse é o maior medo do sociopata  manipulador. Se você se sentir suficiente na relação doentia que ele constrói, você não estará mais suscetível as  suas chantagens e manipulações emocionais. Você vai começar a enxergá-lo como o que ele realmente é: um DOENTE. E é neste momento que você chega ao princípio do fim.
O mais triste é que as relações "pseudo-amorosas" com um manipulador estão fadadas ao fracasso desde o princípio.  Quanto mais você tiver consciência das atitudes manipuladoras e seus efeitos devastadores na relação, mais perto do fim  você vai estar. Quando ele se der conta que não poderá mais manipulá-lo é quando ele vai tentar se afastar de você.  E isso obviamente não será feito às claras. Ele vai fazer você se sentir culpado pelo relacionamento estar acabando. Mas na verdade, é que ele percebeu que você não será de nenhuma utilidade para ele, e logo tratará de se livrar de você  para iniciar um novo ciclo com outra pessoa.
Reflita sobre os que estão a sua volta. Trate de conhecer muito bem uma pessoa antes de se envolver profundamente. Avalie a relação que essa pessoa mantém com familiares e amigos. Queira saber sobre relacionamentos anteriores sim (em momentos oportunos). Detalhes sobre seu comportamento podem ser obtidos desta forma. Veja se ela teve relacionamentos saudáveis ou baseados em culpa e chantagens. Queira saber o que lhe dá prazer. Desconfie se a resposta for "adoro ser o centro das atenções",  "quero ser uma princesa",   ou "quando entro no cinema imagino que todos estão me aplaudindo". Pergunte sobre como era sua relação com os pais, e se ouvir coisas do tipo "meu pai fazia tudo o que eu pedia" ou  "eu obrigava meus pais constantemente a dizer que gostavam mais de mim do que do meu irmão" corra o mais rápido que puder.
Muitos relacionamentos são doentes por causa deste comportamento. E mesmo que tenha tudo para dar certo, mesmo que vocês tenham gostos parecidos, tenham um tesão incontrolável um pelo outro, adorem ficar junto o tempo todo, adorem ficar grudados nas baladas, sonhem em casar e ter filhos, esse comportamento doentio pode levar tudo a ruína, inclusive a sua saúde mental. Quando você perceber, já largou tudo o que gosta, já parou de render no trabalho e não terá mais vida própria em nome de satisfazer a demanda doentia destes sociopatas. Manipuladores são parasitas e devem ser tratados como tal. Aprenda a defender-se antes que você perca mais tempo de sua vida esperando o dia que eles mudem.
E por fim, caso você tenha lido o que foi dito aqui e tenha se identificado como um deles, procure ajuda de profissionais imeditamente. Eles poderão te ajudar, mas para isso você terá que assumir sua conduta doentia. No caso de você já estar sob acompanhamento psicológico ou psiquiátrico (o que é bem provável, pois você é doente), a fim de buscar saber porquê não consegue estabelecer relações sociais, mas ainda não teve sucesso, reflita se está falando a verdade para ele. Você pode estar manipulando seu terapeuta também! Assuma seus erros! Assuma sua vida! Páre de manipular e afastar as pessoas, no fim você estará sempre sozinho. Olhe a sua volta, dê valor as pessoas que te querem bem. Dê a chance para as pessoas te ajudarem. Você pode ter causado e ainda estar causando danos irreparáveis na vida dos que te cercam, e o que é pior, na vida dos que te amam de verdade. Pois acredite, apesar de você ser incapaz de amar, muitos amam profundamente.

"Love comes when manipulation stops; when you think more about the other person than about his or her reactions to you.  When you dare to reveal yourself fully. When you dare to be vulnerable.”, Dr. Joyce Brothers

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Como reconhecer um... cafajeste

14.01.12

Tirado de aqui.

 

MAIS AMOR
Fabricio Carpinejar  
De cara, ele pode parecer irresistivelmente sedutor. Mas o modo de agir nem sempre é o mesmo, embora um único rótulo seja usado para classificar qualquer homem com tendências a praticar canalhices. Para ajudar a enxergar os sinais de perigo antes mesmo de você se envolver e se machucar, conheça os diferentes perfis desse tipo
A tese pode não ter comprovação científica, mas a observação dos amores da vida real indica que é verdadeira: homens ao estilo gente boa, atenciosos e dedicados não despertam tantas e tão acaloradas paixões quanto os que têm ares de aventureiro indomável e deveriam trazer escrito na testa 'Pouco confiável'. Jovem ou madura, quase toda mulher tem ao menos um romance-encrenca para contar. É que a lista de razões que faz a preferência feminina recair sobre o homem-roubada é extensa.
Para começar, o tipo cafajeste é realmente sedutor -e, se nossa autoestima estiver baixa e a carência, alta, ele vai parecer ainda mais irresistível. 'O cafajeste é propaganda enganosa', diz Fabricio Carpinejar, autor do livro de crônicas 'Canalha!' (ed. Bertrand Brasil). Para ele, a mulher que se deixa levar pelo 'cafa' é carente e pouco exigente. 'Como ele cria um papel, e certamente será desmascarado, procura as ingênuas. Assim, a farsa dura mais.'
Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de livros como 'Coroas - Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade' (ed. Record), esse tipo é competente para satisfazer o desejo de toda mulher de ter um homem que a faça se sentir única e insubstituível. 'O cafajeste conhece a técnica de sedução para conseguir que tanto a esposa quanto a amante, ou várias namoradas, acreditem que são 'o amor da vida dele'', afirma Mirian. Ainda que alguma delas note pistas de que ele não está sendo sincero, é quase certo que se apegue à ideia de que 'comigo, vai ser diferente, meu amor irá mudá-lo'. Um erro. 'Só mudarão os falsos cafajestes', diz a psiquiatra e psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen, autora de 'A Violência no Casal' (ed. Bertrand Brasil). 'O verdadeiro não pode ser transformado porque tem necessidade de esmagar o outro para existir.'
Até o rótulo de cafajeste, um tanto genérico, contribui para sermos atraídas para emboscadas. Acontece que os 'cafas' não seguem um único script. Ao contrário, podem assumir diferentes personagens, tornando mais difícil desmascará-los antes de o estrago estar feito. Como medida preventiva, confira suas várias faces. Talvez dê para enxergar o sinal amarelo a tempo de frear na próxima vez em que um deles cruzar o seu caminho.

O insensível

Ele é como um marinheiro, em constantes viagens pelo mundo. Não quer envolvimento, apenas curtir momentos ao lado de uma mulher, sempre com o olhar voltado para o horizonte, já pensando no próximo porto. Existe alguém mais irresistível do que esse aventureiro insensível, cheio de histórias e perfumes de diferentes lugares, com o dom de desaparecer antes mesmo de o romance ter começado? Ele pode ser visto como um cafajeste, mas também como um herói. O problema é que só trabalha em causa própria. Você sofre porque ele some justamente quando está apaixonada e envolvida. O que ele pode fazer, se nunca lhe prometeu nada e o amor nem é o seu objetivo? No fundo, não há como censurá-lo.
Por que ele é assim? Pode ser que esteja se protegendo do amor ou que esse sentimento não lhe diga nada. 'Para dar e receber amor, é preciso, antes de mais nada, ter essa cultura', diz o psiquiatra francês Serge Hefez. 'Isso significa ter sido amado o suficiente quando criança. Mas, frequentemente, esses homens nem sabem o que é o amor. Alguns estão absorvidos demais em si mesmos, outros estão apenas em busca de qualquer coisa que os leve embora. Nos dois casos, a relação de amor é vista como perigosa, pois ameaça seu egocentrismo ou freia suas aventuras.'

O predador

Consumista, enxerga as mulheres expostas em uma arara e com uma data de validade que raramente ultrapassa um fim de semana. Ama o romance pronta-entrega e pode até ser grosseiro ou agressivo ao receber uma recusa. Acha-se irresistível e seduz com frases do tipo 'Eu sinto algo especial entre nós'. Gosta de ostentar, coleciona cartões de crédito e ama espelhos no quarto para se ver em ação. Ele 'caça' mesmo acompanhado e é capaz de trair sua mulher com a melhor amiga dela. Nos sites de relacionamento, procura variados perfis (ou seja, qualquer uma) e está sempre disposto a fazer promessas de amor eterno.
Por que ele é assim? Tem a autoestima baixíssima e, por ser desprovido de amor-próprio, trata suas mulheres com o mesmo desprezo. Como inconscientemente acredita não merecer quem seduz, sabota a relação. Mas há outra possibilidade: amar não é sua prioridade. Já que as ambições profissionais e/ou sociais ocupam todo o seu tempo, o sexo sem envolvimento basta para ele.

O dominador

Sufoca, esmaga e destrói. É o ás das críticas e, na intimidade ou em público, sabe desvalorizar sua mulher como ninguém. Os três quilos perdidos são 'comemorados' com a desagradável frase 'Você não tem mais peitos'. Convencido de que é um erudito, impõe seu ponto de vista como se fosse um especialista, seja qual for o tema em pauta, de geopolítica a coloração de cabelos. A parceira acaba se anulando e desenvolvendo ferrenha autocensura.
Por que ele é assim? 'Sua sobrevivência psíquica parece estar ligada à depreciação dos outros. Ele é como alguém que se afoga e esmaga a cabeça do seu salva-vidas para sobreviver', compara a terapeuta comportamental Isabelle Nazaré-Aga, da França. Ao oprimir o outro, ele se sente poderoso. Não raro, esse homem se acha a parte inferior do casal, seja porque seu trabalho é menos valorizado e ele ganha menos ou porque seu grau de instrução é menor do que o da parceira.

O narcisista

Charmoso e cativante até o momento em que você cometer o 'erro' de ter problemas. Diante de depressão, doenças, dificuldades no trabalho, desemprego e afins, ele sai pela tangente. É que ele não suporta qualquer coisa que possa provocar máculas à própria imagem e sonha em formar um casal tão perfeito que faria o Ken e a Barbie morrerem de inveja. Então, se você não está mais em forma -ou, pior, ele julga que nunca esteve-, 'procurará outro alguém com quem poderá passar uma imagem que lhe permita continuar em seu pedestal', diz Marie-France.
Por que ele é assim? 'Espera que o casal cure seu mal-estar interior. O que oferece não é nada além de um amor narcisista e é difícil distinguir a adoração do ser amado da adoração de si mesmo', afirma Marie-France. Hefez completa: 'Ele não tem autoestima devido a decepções precoces. Mal-amado, não-amado, rejeitado, o que resta senão amar a si mesmo?'

O medroso

O amor é encarado como contratempo. Pode se mostrar atencioso, amável, feliz em interagir com seus amigos e sempre disposto a fazer declarações. Mas, quando perceber que você está pronta a transformar o 'eu' em 'nós', entrará em pânico e se tornará distante ou sumirá. Recusará (por e-mail!) até os programas que ele mesmo planejou com você. Pode até cancelar um casamento marcado. Você não poderá fazer nada, pois o problema é com ele mesmo.
Por que ele é assim? 'Tem medo de se perder e ser engolido pelo amor, de ser abandonado ou traído', afirma Marie-France. 'Sua infância não o permitiu elaborar bases suficientemente sólidas para que seu narcisismo aceite que amar é também correr o risco de sofrer. Como as relações afetivas não oferecem garantias, alguns preferem fugir. Outros se tornam agressivos para mascarar o menininho amedrontado dentro dele.'

O mentiroso

Nunca sabe o nome do hotel que esteve agora há pouco nem lembra seu número de telefone para avisar que vai demorar. Quando muito, é possível alcançá-lo no celular. Se você o questiona sobre as reuniões repentinas aos domingos, ele contra-ataca: 'Para fazer uma pergunta dessas, você deve ter algo a esconder!' Marie-France analisa: 'Seu objetivo é sempre estar por cima. Assim, desestabiliza a mulher e a leva a duvidar da veracidade daquilo que acaba de acontecer ou de ser dito.'
Por que ele é assim? Porque funciona para ele. Esse homem ama a si mesmo e seu único objetivo é o próprio conforto, por isso adapta os cenários às suas necessidades. Pouco importa o que o outro sente. Ele construiu uma imagem negativa das mulheres, que vê como poderosas, logo perigosas. Então, na presença delas, se sente subjugado e reage.

O desapegado

Mantém rígido controle sobre si e não gosta de se arriscar. Você sempre o leva para casa (nunca cogitam ir à dele) ou a um hotel e ele parte às 3h sem explicações, cafés da manhã a dois ou aparições em público. Nunca a apresenta aos amigos nem quer conhecer os seus. Jamais tiram férias juntos. Apaixonada, você nem percebe. Até ele desaparecer.
Por que ele é assim? 'O amor é visto como uma complicação a mais em um mundo já difícil e ele prefere ficar na esfera confortável das relações sem amanhã', analisa Marie-France. Outra possibilidade: ele idealiza demais e, como encontrar a perfeição é impossível, seus relacionamentos são sempre mornos. 'Ele vive inconscientemente o fracasso de suas relações como se isso fosse benéfico, pois seus fantasmas e ilusões continuam intactos', diz a psicanalista francesa Sophie Cadalen.

O adolescente

Não quer crescer e abandonar os maus hábitos que aprendeu com a mamãe. Mesmo que esteja comprometido, ele continuará a se ver como um garoto solteiro. Seus amigos são sua prioridade e, tranquilamente, a abandonará um fim de semana inteiro por qualquer diversão com eles. Colocará sempre os pés na mesa e nunca os pratos na pia. O problema é que ele a vê como mamãe-empregada-gueixa.
Por que ele é assim? Foi criado com a ideia de que 'mulheres devem servir aos homens, consolá-los e dar-lhes estabilidade', diz Marie-France.

O perverso

Atencioso no começo, faz com que se sinta 'a eleita'. Como sabe fingir reciprocidade, logo a deixa viciada nele. Mas, quando você mostra que foi fisgada, seu comportamento muda. Apenas na intimidade. A sós, ele destrói sua autoconfiança, mina suas certezas, alimenta suas culpas. Em público, continua agindo como um perfeito príncipe. É sua tática para mantê-la isolada. O que adianta desabafar se ninguém acreditará em você?
Por que ele é assim? 'Recusar-se a ter uma comunicação direta é sua grande arma. A mulher se vê obrigada a fazer exigências e dar respostas que a levam a cometer erros. E ele sempre enfatiza esses erros para lembrar sua nulidade', avalia Marie-France. Resultado: a parceira se sente esvaziada, idiota e sozinha. O tipo é destrutivo e não sabe ser de outra forma. 'Normalmente, foi machucado na infância e tenta sobreviver da forma como aprendeu. Para muitos, é impossível não associar o amor ao ódio.

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Como reconhecer um Psicopata!

13.01.12

Tirado de aqui. Os Psicopatas estão por ai, às vezes mais próximos do que imaginamos. São pessoas perigosas e não muito fáceis de identificar. Fazem qualquer coisa para conseguir seus intentos. São maquiavélicos, inteligentíssimos, falsários, manipuladores e dissimulados. Precisamos estar atentos, pois eles podem estar bem aqui do nosso ladinho! Aqui vai algumas dicas para identificar nosso "amigo escorpião"...

Quando falo "escorpião" é no sentido de sua natureza má e traiçoeira! Ele não terá misericórdia, pois sua índole é pérfida! São insensíveis e não sentem culpa por nada. Eles possuem uma deficiência no campo das emoções! Quando choram ou estão fingindo ou frustrados! Não amam ninguém, quando demostram afeto ou ciúme é pura  falsidade ou possessividade! Não se apaixonam, não ficam tristes, não se emocionam.
Algumas pessoas acham que todos matam, saem nos jornais, etc, etc... Porém existem três tipos: os leves, moderados e graves. Podemos perfeitamente conviver com um tipo leve e não reconhecê-lo. Não se iluda,  os três tipos são altamente perigosos e calculistas, capazes de detonar com a sua vida! Entre eles estão os falsários, estelionatários, falsos religiosos,  empresários ou  políticos inescrupulosos, ou aquele seu amigo(a), ou parente bem próximo que você acha inofensivo!
Para reconhecê- los devemos observar as atitudes, nunca confiar nas aparências, pois como já disse: dissimulam. Se fingem de bonzinho, amável, sociável.  Rapidamente ficam  íntimo (quando interessa), com intuito de descobrir pontos fracos para atacarem quando lhes convier.
Estão sempre culpando os outros por suas próprias falhas. Não admitem  seus erros, são sempre vítimas! Se necessário, se fazem de coitadinhos! Pobres sofredores! Do sistema... da família...dos amigos... dos inimigos, etc. Quando conviver com alguém com esse tipo de conversa, muito cuidado! Os psicopatas sempre inventam  uma boa história para contar, comover ou  impressionar. As pessoas de bom coração são  seu alvo preferido!
          Devemos observar como tratam a família, pois esse tipo não considera ninguém! Se for necessário usa qualquer um de sua prole, até mesmos seus filhos,  em seu próprio benefício! As pessoas são meros  objetos e quando não lhes servem mais, as descartam como se fossem lixo! Mesma que seja a própria mãe!
          Os psicopatas apresentam alterações de comportamento já na infância,  é quando surgem o festival de  mentiras,  trapaças, furtos,  tratamento cruel  com animais, com  coleguinhas, praticam bullying  e nunca demonstram arrependimento. Quando adultos aprendem a disfarçar e dissimular sua verdadeira personalidade insensível. Não por sentirem medo,  pois um psicopata nunca sente medo, mas para  aproveitar melhor as situações. É aí que tornam-se mais perigosos. São indiferentes, frios. Podem atropelar tudo e todos sem a mínima culpa ou pena! Essas alterações vão permanecer por toda  sua vida.
          Ouça o que eles falam, muitas vezes soltam sem querer algum  tipo de "veneno", com frases do tipo: "Não tô nem aí, fulano que se lixe!  Quem manda ser trouxa!" Por isso, "ouça!" pois temos uma boca para falar e dois ouvidos para ouvir. Depois compare  e observe as atitudes. É sempre mais prudente!
          São pessoas altamente sedutoras, com conversas divertidas e agradáveis, são hábeis em manipular, se mostram superiores em suas falas, porém qualquer sinal de perigo que possa estragar seus planos, disfarçam e com frieza mudam o curso da conversa ou da ação,  para  enganar e não deixar pistas. São verdadeiros camaleões no disfarce!
            Só mais algumas dicas, não cumprem regras sociais, as consideram como simples obstáculos que precisam ultrapassar. Gostam de dinheiro, mas não gostam de trabalhar. Fazem de tudo para sua autosatisfação e se puderem vivem as custas do suor dos outros. São verdadeiras sanguesugas!
          Agem sempre em seu próprio benefício, são egoistas, mentirosos, irresponsáveis  e vingativos. Quando frustrados tornam-se agressivos ou até mesmo violentos. Existem em qualquer raça ou meio social. Representam um  percentual pequeno da população,  porém são responsáveis por muitos males da sociedade, devido seu potencial para manipular pessoas frágeis,  gerando efeito multiplicador  nas suas ações negativas. Lideram pessoas,  grupos pequenos ou grandes: amigos, família, setor de trabalho, instituição, empresas,  igrejas, partidos políticos, facções, etc.
         Não esqueça!  Fazem parte do mundo e não podemos ignorá-los. Conseguiu identificar alguém?! Então já sabe, fique esperto! E  bem longe...
         A Ciência ainda não tem um consenso sobre as causas da Psicopatia. Existem várias teorias sobre o assunto. Fatores genéticos? Sociais? Psicológicos? O que importa mesmo é sabermos que são seres incapazes de estabelecer vínculos verdadeiros de afeto. São monstros disfarçados de cordeiros! E por isso mesmo,  todo cuidado é pouco!

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O parasita mora ao lado

13.01.12

O parasita mora ao lado. Tirado de aqui.

A maioria dos psicopatas não mata - são pessoas que se aproximam no trabalho, nas amizades e na cama para se dar bem às custas de você. Saiba como detectá-los

por Texto Alexandre Carvalho dos Santos

 

 

 

Como lidar com um amigo psicopata 
Ligue o detector de mentiras Psicopata mente mais que político em campanha. É um especialista no assunto, mas a constância das papagaiadas acaba entregando o sujeito. Se 90% do que seu amigo diz parece cascata da brava, mantenha os dois pés atrás.
Ouça a voz da razão Sua namorada não vai com a cara do seu amigo, diz que é folgado, que só se aproveita de você e não merece um pingo da sua dedicação? Ok, namorada diz isso de todos os nossos amigos. Mas, se a turma toda concordar, fique com a pulga atrás da orelha.
Esconda a grana Só empreste dinheiro para seu amigo se tiver certeza de que não é um psicopata. Se for e concluir que você é um cofre ambulante, prepare-se para ver sua conta no fundo do poço. Ele sempre vai convencê-lo de que pagará tudo, com juros, no fim do mês. Só não vai dizer de qual mês.
Não seja cúmplice "Uma mão lava a outra", "te devo uma" e "só pediria uma coisa dessas a você" são clássicos do psicopata. Mas nunca negocie com o Diabo. Se fizerem bobagem juntos e forem descobertos, adivinhe para quem vai apontar o dedo...
Feche a porta de casa O pior que você pode fazer, numa amizade com um psicopata, é dividir a sua casa. Enquanto você mantiver a geladeira cheia e pagar o aluguel sozinho, ele não vai ter motivo para procurar outro teto. A não ser que arrume alguém mais trouxa.
Imponha regras Ignorou a dica aí de cima? Enquanto não arruma uma boa desculpa para despejá-lo, mostre quem manda na casa. Sujou, limpou. E o que é seu é seu. Para casos extremos, coloque etiquetas nos seus xampus, iogurtes, cds preferidos.
Caia fora Você só tem a perder na amizade com um psicopata. Além de se aproveitar de você, ele vive num mundo fora das regras sociais, o que torna qualquer relacionamento perigoso. Se sua casa ainda está inteira e você não perdeu a namorada ou os outros amigos, considere-se um sortudo e corte o mal pela raiz. Agora! Já!

 

 

O que fazer quando seu amor é um psicopata 
Desconfie quando a esmola for muita Nos primeiros encontros, sua cara-metade é a gentileza em pessoa? Quer jogar golfe com o seu pai? Adorou o filme iraniano de que só você gosta? Diz que tem dinheiro à beça, mas não pode falar sobre o trabalho porque é agente secreto? Ou você acertou na Mega-Sena ou arrumou um psicopata.
Banque o Sherlock Psicopata legítimo já vem de berço. E ninguém melhor que os parentes e os amigos (se ele tiver) para revelar seus podres. Chame a sogrona de canto e comece o questionário. Se não der certo, tente o irmão caçula. Esse deve ter uns quinhentos motivos para dedurar as torturas do mais velho.
Não tenha pena Psicopata que é psicopata adora se fazer de coitado. Se enche a sua cara de porrada, é porque você o mata de ciúme. Se rouba a sua grana, diz que mandou para a avó doente que mora no interior. Às vezes, até chora enquanto dispara as lorotas. Tadinho...
Não tente mudá-lo Coloque uma coisa na cabeça: psicopatas não têm cura. Não adianta rezar, fazer simpatia, levar à mãe-de-santo. Muito menos achar que a força do amor vai regenerá-lo. Uma hora, a pessoa vai aprontar, e vai sobrar para você.
Não vacile Se desconfia que o amorzão é um baita de um psicopata, não dê sopa para o azar. Conta conjunta, só por cima do seu cadáver. E suma com machados, serras elétricas e outras ferramentas que viram armas. Resumindo: se ele ainda não pensou em fazer picadinho de você, não dê ideia.
Compre um cachorro É batata. Dez entre dez psicopatas treinam suas maldades no vira-lata mais próximo. Fique atento ao modo como seu par trata o cãozinho. Se vibra de prazer ao amarrar rojão no rabo do cachorro, imagine o que ele pode fazer com você.
Caia fora Descobriu o que todo mundo via, menos você? Então dê no pé enquanto é tempo. Só lembrando: psicopatas não reagem bem quando levam um fora. Troque o número do telefone e a fechadura da casa. Também é boa hora para aquela viagem que você tanto adiava para a Oceania.

 

 

Como sobreviver a um chefe psicopata 

Seja um Top Gun Qualquer desempenho abaixo da perfeição é o sonho do chefe psicopata. Ele é pago para ava­liar o seu trabalho e vai explorar suas deficiências ao máximo. Qualquer pequeno deslize pode virar um tsunami. Mas, se você for um ninja em tudo o que faz, ele vai escolher outro alvo.
Deixe por escrito Tudo de que o psicopata precisa é um escritório em que ninguém consegue provar as suas sacanagens. Será a sua palavra contra a dele. E ele é o chefe, o lado mais forte da corda. Então guarde os e-mails trocados, faça atas de reunião, registre tudo o que puder. Assim, as mentiras dele terão perna curta.
Conte até 100 Brigar com o chefe nunca é uma boa ideia. Com o psicopata, então, é suicídio; ele é mestre em trazer o seu pior lado à tona. Evite atritos e, quando for inevitável, não perca a cabeça. Ah, e não desconte no cachorro ou no irmão caçula quando voltar do trampo.
Ponha a boca no mundo Procure o RH e faça as suas queixas. Em algumas empresas, você pode até manter anonimato, mas lembre-se de que isso enfraquece a sua história; tem que haver outras reclamações parecidas para o bicho pegar para ele.
Peça uma transferência O psicopata do seu chefe resolveu pegar bem no seu pé? Busque alternativas para ficar longe dele. Pode haver uma vaga em outro departamento. E pode ser do outro lado da cidade.
Caia fora Emprego não é casamento. Se nada funcionar, atualize o currículo e avise sua rede de contatos que está à caça de "novos desafios". Melhor que passar o resto da vida deprimido no domingo à noite, antecipando os sofrimentos da semana.

 

 

Os passos do parasita engravatado  Segundo Babiak, o aminho do psicopata no mundo corporativo tem 5 fases 
1. CONTRATAÇÃO Sua capacidade de contar lorotas e seduzir está a todo vapor. A incapacidade de se emocionar também vai contar pontos na comparação com outros candidatos, prejudicados pelo nervosismo natural das entrevistas de emprego.
2. ACLIMATAÇÃO Agora o psicopata tenta descobrir quais são as pessoas mais importantes da empresa. Seu objetivo é ficar íntimo delas para influenciá-las em decisões que o beneficiem.
3. MANIPULAÇÃO Começa o seu jo­guinho. Faz fofocas sobre potenciais concorrentes a uma promoção, joga informações falsas na “rádio-peão”. Quanto maior o caos, mais ele se sente em casa.
4. CONFRONTAÇÃO O psicopata começa a tirar a máscara, pois precisa livrar-se dos que usou para avançar na empresa. O colega que foi confidente e cúmplice passa a ser humilhado e ameaçado.
5. PROMOÇÃO Depois de muito mexer as peças de um xadrez perverso, o psicopata avança na empresa, conquistando um posto de maior poder e deixando um rastro de destruição atrás de si. Pronto, o estrago está feito.

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Homens que não sabem amar

13.01.12

Tirado de aqui. Eles realmente não sabem o que é amor"     Eles são sedutores, inteligentes, interessantes. Não medem esforços na hora da conquista. E continuam destilando seus encantos por um tempo até que, sem mais, desaparecem. Em seu vácuo, deixam apenas a dúvida: - O que aconteceu afinal, se parecia tudo tão bem? Vou fazer um post hoje sobre uma reportagem que tirei da revista Marie Claire, que achei extremamente interessante, e acredito que muitas pessoas (mulheres), se identificarão por já ter conhecido ou lidado com situações desse tipo. A revista Marie Claire, entrevistou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva (autora de vários livros, dentre eles "Mentes Perigosas"), e fiquei surpresa com a 'definição de perfil' dada pela psiquiatra, sobre alguns casos.  Inclusive, acabei de me livrar de um deles há três meses (ainda bem que eu estou relativamente vacinada). Segue abaixo a entrevista, é longa, mas vale a pena conferir! Toda mulher passou ou conhece alguém que tenha passado pelas mãos daquele tipo que faz tudo para conquistá-la e simplesmente some - ou a troca por outra - sem dar explicação. É quase um clássico na lista de experiências amorososas que acabaram mal. Mas será que dá, para pôr todos esses homens sobre o mesmo rótulo e classificá-los simplesmente como grandessíssimos cafajestes? Talvez parte deles seja mesmo, outros provavelmente não estavam afim (é possível que um homem não goste da gente sem que ele seja necessariamente um cachorro, afinal).  Alguns, porém, por mais que queiram, podem apenas não conseguir amar. Ou, como diagnostica o especialista em relacionamentos amorosos norte-americano Steve Carter, podem ter fobia de compromisso. Mas como é que a gente identifica, então, se o cara que estamos lidando tem boas intenções ou está pronto para fugir a qualquer momento? Existem diferentes padrões de comportamento entre os fujões: há os que desaparecem no dia seguinte, que mudam de atitude durante a relação (geralmente curta), os que transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e os que traem compulsivamente. Qualquer que seja a história, fica evidente a falta de comprometimento com a relação.  "Um homem com fobia de compromisso é confuso e confunde as mulheres. Ele vive dividido entre a necessidade de amar ou medo incontrolável de se comprometer. Sua confusão cria um padrão de comportamento tão claro quanto as impressões digitais". Diz Carter em seu livro, Homens que não conseguem amar (Sextante, 240 págs). Nele, Carter define esse perfil de homem como chama de "síndrome da perseguição/pânico." "Isso quer dizer que ele empreende uma perseguição implacável, incansável até sentir que o amor e a reação da mulher o deixem encurralado no relacionamento - eternamente. No momento em que isso acontece, sente o relacionamento como uma prisão que lhe provoca ansiedade;quando não, pânico total. Antes que a mulher saiba o que está acontecendo, o homem já começou a fugir do relacionamento, dela e do amor."   MEDO DA INTIMIDADE   A psiquiatra também reconhece a existência desse tipo de homem que não consegue amar, um padrão de comportamento que ela chama de fobia afetiva. Nesse cenário, ela explica que o homem (ou mulher já que também estamos sujeitas a agir assim, apesar de ser mais raro) sofre na verdade de um profundo medo de rejeição. "Muitas vezes a pessoa quer aquela relação, mas não consegue lidar com a intimidade", diz. Mas como um homem com esse grau de insegurança seria capaz de se apresentar dono de si na hora da conquista? "Por serem profundamente inseguras, essas pessoas tendem a construir sua autoestima em cima de um personagem seguro, bem-resolvido, sociável. Mas temem constantemente que, com a intimidade, sua verdadeira identidade, sua fraqueza, seja descoberta e ela sejam rejeitadas. O que ela faz, então, é terminar o relacionamento antes de levar um fora que acredita que levar", afirma Ana Beatriz. Outra possível explicação para esse tipo de comportamento, segundo a psiquiatra, é a dependência afetiva da paixão. É possivelmente onde se encaixam aquelas histórias de homens infiéis, que vivem trocando sempre uma pela outra. "Existem pessoas viciadas na paixão, naquela sensação de começo de relacionamento, na adrenalina. É quase como uma dependência em droga ou em álcool. Em geral, são aqueles que nunca toleram a frustração, é como se a vida afetiva, tivesse sempre que estar a 200Km/h. Quando o relacionamento começa a entrar na fase madura, quando a paixão vai virar amor, ele se desinteressa",diz a especialista. É aquele tipo que sempre encontrou o amor da sua vida a cada vez que começa uma história acredita que dessa vez será diferente. Mas dificilmente é. "Não fazem isso de forma consciente, não entram na vida de alguém para fazer mal. Apenas se desinteressam porque a chama virou brasa", completa ela. A paixão segundo algumas linhas de pesquisa, dura entre nove meses e dois anos. O homem que só vive de paixões- não precisa ser um expert para saber- é um típico imaturo. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um desvio de caráter e sim uma deficiência em seu desinvolvimento emocional e psicológico. É o correspondente masculino à mulher que vive em busca do homem perfeito, do príncipe encantado que não existe. Mas tanto esse caso como o dos fóbicos (ou medrosos do amor) podem ser "curados". " Em geral, é difícil a pessoa enxergar sua dificuldade sozinha. Mas como a base desse comportamento está em conflitos internos, uma vez resolvidas essas questões, em geral com terapia, eles podem se tornar homens prontos para o amor maduro", diz a especialista.   CASOS EXTREMOS: A PSICOPATIA LEVE   Pode não ser fácil, mas esses homens que não sabem amar são capazes de aprender a se ligar em uma mulher, já que eles tem noção de sentimento. Entretanto, há casos extremos de homens que simplesmente são 'incapazes' de amar. Podem até saber o significado da palavra amor, mas não conhecem a sensação do que ele provoca - e isso não é só no relacionamento amoroso. Eles não se ligam de verdade a família, amigos, filhos, ninguém. Nascem com um distúrbio ou um erro no funcionamento mental que os torna incapazes de compreender sentimentos como empatia, culpa, remorso e amor.  E a ausência desses sentimentos é o que caracteriza uma espécie bem mais nociva e perigosa de homens que não sabem amar: os psicopatas leves ou sociopatas. Parece uma termologia exagerada, já que estamos acostumados a associar psicopatas a casos de assassinato em série, crimes passionais. Mas o primeiro capítulo do livro "Mentes perigosas" tratam justamente de um tipo de psicopata menos conhecido e, possivelmente, mais comum do que os que chegam aos jornais. São os tipos que dificilmente teriam coragem de matar alguém, mas que, assim como os outros, agem friamente em benefício de seus interesses sem se preocupar na consequência de seus atos a outras pessoas. "No campo dos relacionamentos amorosos, um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir", diz Ana Beatriz. "São casos menos comuns do que os com que outros tipos de deficiência afetiva, como a fobia ou dependência afetiva da paixão, mas são também os mais nocivos." Nesse padrão de comportamento o homem é aquele que se mostra carinhoso, amoroso e atencioso até conseguir o que quer. Ele faz de tudo para alcançar seu objetivo que pode ser material ou necessidade de posse (muitas vezes confundida como amor excessivo).  Todo psicopata age num padrão de quatro etapas no processo de caça. Na primeira, ele estuda a vítima, conhece seus gostos, suas fraquezas. Ele em geral procura quem esteja fragilizado , porque é mais fácil de ser dominado. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saido de um relacionamento difícil, que tenha perdido um ente querido. Enfim, alguém que consiga manipular. Depois de estudar a vítima ele começa a fase de absorção, na qual já sabe o que a vítima quer e faz de tudo para satisfazê-la, ganhando, assim sua confiança e seu amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou de qualquer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. O próximo passo é a exploração, em que o psicopata suga toda energia psiquica e física de sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira de acordo com seus interesses. É nessa etapa que a mulher mais sofre, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era bem quem  parecia ser, mas ainda não sabe que está dormindo com o inimigo.  Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. A última fase é chamada de revelação e horror quando o cara mostra quem realmente é. Em geral ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então ja tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando sua crueldade não irá perdê-la - ou porque já tem um filho, ou por saber que ela depende dele financeiramente, ou ainda porque tem em mãos argumentos de chantagem. "Esse tipo de gente não tem noção de sentimento, de compaixão. É realmente um homem que não sabe o que é amor. E nunca saberá."   Como identificar um homem que não consegue se comprometer NO ÍNICIO... Ele investe pesadamente e parece estar mais interessado em você do que você nele;  Tem um histórico conturbado com mulheres, mas faz acreditar que com você será diferente;  Faz tudo o que pode para impressioná-la: Se tem dinheiro gasta; se tem algum talento exibe; se é inteligente, mostra;  Ele age como se precisasse mais de você do que você dele;     EM POUCO TEMPO...    As palavras e ações dele passam a ser cheias de mensagens ambígüas de uma hora para outra;  Ele deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família e trabalho, são "zonas proibidas" e exclui você de algumas ou da maioria delas;  Foge dos eventos que incluam sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém alí sabe alguma coisa negativa sobre ele;  Ele pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo saindo com outra mulher;  Se estiver saindo com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele (apesar de não demonstrar isso em gestos);  Apesar de tudo o que diz, nada muda: ele não deixa o relacionamento a vançar e se recusa a falar sobre isso;

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Como identificar o "manipulador"

13.01.12

Como identificar o "manipulador"  Tirado de aqui.

Fernanda Dannemann 

Reconhecendo o(a) manipulador(a)   “A pessoa manipuladora é, antes de tudo, invisível”, diz a terapeuta comportamental e especialista em programação neurolingüística Isabelle Nazare-Aga. Segundo ela, só o tempo e a convivência permitem reconhecer o(a) típico(a) manipulador(a). Porém, com o hábito e a observação, torna-se possível identificá-lo(a) cada vez mais rapidamente.  A terapeuta concluiu em seu estudo que as características de manipuladores do sexo masculino e feminino são exatamente as mesmas. De acordo com as estatísticas, quase todo mundo já teve ou tem contato com, pelo menos, uma pessoa manipuladora durante a vida.  “Com algumas exceções, o(a) manipulador(a) não tem consciência de suas atitudes devastadoras. O egocentrismo dele(a) é tão forte que é incapaz de perceber o que os outros sentem”, diz Isabelle. “Aqueles que são conscientes e não querem mudar, beiram a perversidade”, completa.  De acordo com a psicóloga Aparecida Nogueira, no plano amoroso, a médio prazo, o tipo manipulador não consegue manter a harmonia. Discussões (em particular ou em público), clima ruim (que muitas vezes os amigos não percebem), separações, sofrimento, costumam marcar a vida de uma pessoa manipuladora.   Quando o relacionamento desse tipo acaba, geralmente, não fica nem amizade. Isso porque o(a) ex- parceiro(a) sente-se tão aliviado por ter se livrado da manipulação que é incapaz de ter bons sentimento por quem o(a) torturou.   Com quem você está lidando?   Uma das principais caracte