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Casos sociopata. O amante do Mossad.

25.01.12
Maria Aparecida Lima da Silva, chamada por todos de Cida, estava tão concentrada na tela do computador, numa tarde de agosto de 2005, que nem se dava conta do burburinho na sala que dividia com outros dezenove funcionários do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Vestindo um tailleur elegante e sapatos de salto alto, ela teclava com rapidez e um sorriso estampado na face. Por volta das quatro da tarde, as colegas da seção de multimídia a chamaram para o lanche. No caminho para a copa, ela puxou para um canto a amiga Diani Lima, com quem trabalhava havia dezessete anos, e fez uma confidência: "Conheci um judeu na internet. Ele é tão inteligente, tão educado, que nem quero falar muito para não dar azar."

Meses antes, Cida se inscrevera numa agência de namoros e também começara a freqüentar salas de bate-papo da internet. Chegou a se encontrar com dois rapazes com quem trocara mensagens, mas não houve empatia. Ao contrário de boa parte dos usuários desse serviço on-line, ela se apresentava como era de fato: morena, 35 anos, 1,61 metro de altura, 60 quilos, funcionária pública, independente, em busca de relacionamento sério.

Cida morava com os pais, mas mantinha uma quitinete num prédio com academia e piscina, que usava esporadicamente. Saía nos fins de semana com as amigas, nunca perdia um aniversário e, segundo elas, levava sempre o presente mais caro. Pagava as prestações do apartamento, dirigia um carro novo e conseguia economizar parte do salário de 13 mil reais. Os amigos e a família a descrevem como sensata, organizada, metódica e séria.

Mas Cida tinha um problema. Desde que a irmã mais nova anunciara o noivado, ela havia se atribuído a missão de encontrar, ela também, um marido. Seu último romance terminara cinco anos antes - e terminara mal. O rapaz, colega de repartição, nunca assumira o namoro em público, e justificou a ruptura dizendo a Cida que ela era "velha demais". A moça emagreceu 10 quilos, consultou-se com um psiquiatra e passou a tomar remédios de tarja preta. Às amigas, dizia que o que lhe faltava na vida era "um grande amor".

Muito atenta à aparência, Cida compensava a ausência de beleza investindo no guarda-roupa e na malhação. Comprava sapatos e bolsas de grife, preferia tons escuros e gastava com jóias discretas. Três vezes por semana, os cabelos encaracolados e tingidos de castanho eram domados por escovas e alisamentos. Seus olhos escuros, emoldurados por sobrancelhas bem finas, definidas à pinça, eram sempre circundados a lápis. Fissurada em dietas, procurava manter o peso com aulas de Jump Fit, nas quais se repete uma coreografia dando pulos sobre uma cama elástica.

O judeu da internet de quem Cida falou à amiga se chamava Youssef. Havia algo de misterioso nele. Com 34 anos, media 1,82 metro, tinha porte atlético, boca carnuda e sobrancelhas grossas, permanentemente franzidas - o que configurava um semblante másculo, preocupado e, talvez, atormentado. Era polido e não falava de familiares, de amigos nem de colegas. Nas mensagens, queixava-se de tristeza e solidão.

Youssef contou um dia a Cida que era agente de carreira do Mossad (Instituto de Informação e Operações Especiais), o temido serviço secreto israelense. Sua função, disse, envolvia espionagem e ações antiterroristas. Estava lotado como funcionário burocrático na Embaixada de Israel e viajava com freqüência para Tel-Aviv, onde fica a sede da organização. Para uma mulher na faixa dos 35 anos e sem namorado, que ainda dormia no quarto de adolescência e era a única solteira entre as amigas, Youssef era o protótipo do príncipe encantado.

Cida deixou escapar detalhes sobre a correspondência virtual com Youssef, sem jamais mencionar o seu nome. Ele lhe escrevia sobre seus hobbies - mergulho e futebol -, filmes recentes, lugares visitados, a solidão imposta pela profissão, o judaísmo e o conflito palestino-israelense. Cida disse a colegas que pretendia se matricular num curso de hebraico: estava fascinada pela religião do "novo amigo".

Num dos bate-papos, Cida, que já sabia que Youssef dirigia um carro importado vermelho, quis saber mais. "Onde você mora?", perguntou. "Numa 200 da Asa Sul", respondeu o agente. Era uma informação tão etérea quanto saber que alguém vive em Uberaba: em Brasília, há dezesseis quadras 200, cada uma com pelo menos dez edifícios, e esses com, no mínimo, 48 apartamentos. "Ela percorreu quadra por quadra para descobrir onde ele morava", contou-me Inácia Lino, comadre e amiga de trabalho de Cida, na sua sala no Superior Tribunal de Justiça.

Como é de praxe em contatos pela internet, depois de várias conversas Cida e Youssef marcaram um encontro. Gostaram um do outro. A imprudência interferiu: logo na primeira noite juntos, ela engravidou. Cida não contou a ninguém. Só um ano depois falou sobre o assunto com a amiga Diani Lima. Aos três meses de gestação, a pedido de Youssef, fez um aborto. "Quando Cida contou, ele perguntou se ela queria criar o filho sem pai, já que o trabalho dele era perigosíssimo, que iria morrer, era perseguido", disse Diani. O casal comprou um remédio abortivo e foi para a quitinete dela. Cida passou mal e teve de ser internada em um hospital, durante uma noite, para fazer curetagem. À mãe, ela disse que dormira na casa de uma amiga.

Fora o segundo baque de Cida. Quando percorrera obstinadamente as quadras 200 da Asa Sul, ela conseguira achar o apartamento de Youssef. Ao assuntar com um vizinho, descobriu que ele era casado e tinha dois filhos. Confrontado, o espião contou sua história: chamava-se Kleber Ferraz, estava casado há treze anos com uma namorada da juventude, a professora Ana Paula Ottoni, e tinha filhos de 10 e 8 anos. Não tinham vida conjugal há bastante tempo, disse ele: aturava a mulher pelo bem-estar das crianças. Para se proteger, seria prudente Cida não saber de mais detalhes da vida dele. Com a pressão e os riscos da profissão de agente secreto, ela logo seria investigada. A moça compreendeu as razões do agente do Mossad.

Familiares e amigos notaram mudanças em seu comportamento. Ela deixara de ir ao cabeleireiro, vestia-se com jeans e camisa desleixada, e pedia atestados médicos para justificar as faltas no trabalho, o que era inédito na sua carreira. O celular, que quase não tocava, agora soava a cada dez minutos. No horário do expediente, Cida passava longos períodos plugada na internet. Quando a chamavam para sair, dizia que já tinha programa com um amigo. Nas férias, contou que viajaria a Fernando de Noronha com "uma pessoa". Na volta, Inácia Lino estranhou quando Cida reclamou que, na ilha, uma Coca-Cola custava "absurdos" 5 reais. "Ela, que jamais pão-durava nada, me deixou muito surpresa", contou a comadre.

Tempos depois, um vendedor de uma concessionária de carros importados telefonou para o tribunal, atrás de Cida. Os colegas comemoraram a compra do modelo de luxo, um Chrysler preto avaliado em 60 mil reais. "Não, eu tirei no meu nome, mas é para um amigo", ela comentou.

Em casa, Cida se mostrava cada vez mais triste. Sua mãe, Maria do Socorro, imaginou que ela estivesse com dificuldades para quitar as prestações da quitinete. Sabia que a filha vendera seu Fiesta novo e havia financiado a compra de um Gol, bem mais barato, sem qualquer opcional de fábrica. Disse à filha que venderia seu carro e lhe daria 30 mil reais para acertar o negócio da quitinete. Surgiu então uma explicação. "Ela disse que estava comprando um apartamento maior, de dois quartos, e por isso minha mãe nem pensou duas vezes em lhe dar o dinheiro", contou-me o irmão de Cida, Marcelo Lima da Silva, sentado na área de alimentação da faculdade em que ele cursa direito, em Brasília.

Espantosamente, Cida passou a freqüentar a casa de Youssef-Kleber. Foi a própria mulher dele, Ana Paula, quem explicou o motivo, nos autos de um processo que corre na Justiça brasiliense: "Ele me perguntou se podia levar uma amiga do trabalho que era muito depressiva e não tinha amigos." Cida passou a ir aos aniversários, almoços dominicais e a levar os filhos do amante e de Ana Paula para passear.

Na mesma época em que Cida relaxou nos cuidados com a aparência e se endividou, a estudante Franciana Xavier, a filha de um fazendeiro de Minas Gerais, entrou no bate-papo Namoro Sério, do portal Terra. Estava à procura de Youssef. Sua massagista lhe contara ter passado a noite conversando com um judeu interessante que usava esse nick, esse apelido internético. Franciana, de 24 anos, logo o encontrou on-line, puxou papo e ele respondeu. No mesmo dia, Youssef sugeriu que fossem a um bar e ela aceitou.

Buscou-a em casa bem vestido e perfumado, dirigindo um Chrysler escuro. Contou que era agente do Mossad e falou das missões, dos riscos, das aventuras por que passara. Começaram a namorar. Iam a restaurantes, cinemas e teatros, mas só durante a semana. Da tarde de sexta-feira até a noite de sábado, Youssef desaparecia, explicando que respeitava o Shabat, o dia sagrado judaico. "Ele nunca me deixou pagar nada", contou Franciana.

Depois de três meses de romance, o agente israelense (que havia dito a Franciana que "Kleber" era o equivalente português de Youssef) pediu a jovem em casamento. "Minha família ficou louca, alucinada por ele", ela disse. Kleber a enternecia por ser, como afirmou, "melancólico, muito triste, sempre chorar muito". Ela tinha a impressão de que o namorado sofria por "ter passado por tantas missões, visto tanta gente morrer, que havia ficado muito deprimido". Ele falava freqüentemente em se matar.

Um fim de tarde, depois do expediente, Cida procurou a amiga Diani Lima para conversar. Pela primeira vez, abriu a intimidade. Disse-lhe que estava preocupada com as dívidas enormes que fizera em função de seu caso amoroso. Contou que o namorado trabalhava com pessoas perigosas em Israel, que estava tentando deixar o serviço e ela o ajudava, mas ele era perseguido. "Cida falou que tinha comprado o carro importado para que ele o desse de entrada no pagamento de uma dívida, mas que ele estava era usando o carro", disse-me Diani. Também revelou à amiga que ele era casado, tinha filhos, mas que, por causa da religião, era obrigado a viver com a mulher.

Os extratos bancários de Cida mostram um incremento da movimentação financeira entre 2005 e 2007. Há saques em dinheiro de 12 mil reais, compensação de cheques de 27 mil e pagamentos de 29 mil reais. Ela havia feito outros dois empréstimos, descontados em folha, que abocanhavam 40% de seu salário. Também comprara uma televisão de plasma, no valor de 8 mil reais, que foi entregue na casa do amante. Sua família encontrou um recibo, no valor de 11 mil reais, do pagamento de mensalidades atrasadas da escola dos filhos de Kleber e Ana Paula. À amiga Diani, Cida contou que pagava até as compras de mês do casal. "Era uma situação tão surreal que só alguém que estivesse muito abalada emocionalmente, praticamente fora de si, toparia se sujeitar", disse-me o irmão dela, Marcelo.

Certa vez, sem ninguém por perto, Cida mostrou a Diani uma mensagem de celular mandada pelo espião israelense: "Por que você não me atende? Não vê que está me magoando? Eu te amo", escreveu o amante. "Está vendo como é difícil terminar com ele?", perguntou Cida à amiga.

Dias depois, Cida contou-lhe que havia vendido a quitinete em segredo, para pagar dívidas. E pior: havia descoberto que Kleber estava saindo com uma menina mais nova. Diani ouviu o relato, estupefata. "Eu disse a ela que o sujeito estava dando um golpe, que ela tinha que ir à polícia, que não era possível essa história de agente secreto", lembrou a amiga, em sua sala no Superior Tribunal de Justiça. A partir do alerta, Cida passou a evitá-la. "Ela tinha medo de falar o nome dele, achava que estava sendo monitorada, que ia colocar todo mundo em risco", disse-me. "Repetia que ele falava o tempo inteiro em se matar porque corria risco de vida. Parecia aterrorizada."

Uma mulher ligou para Franciana e, sem se identificar, contou que o namorado dela era casado e tinha dois filhos. Pressionado a dar uma explicação, Kleber disse à noiva que se tratava de uma investigação de seu trabalho, que a estavam testando para ver se ela estava "apta" a namorá-lo. Depois, admitiu a verdade, com o mesmo argumento que usara com Cida: o casamento era de conveniência. Kleber chegou a levar sua mãe à casa de Franciana para corroborar a história. A voz anônima do outro lado da linha era a de Cida.

Franciana terminou o namoro. Um mês depois voltou atrás: Kleber prometera que se divorciaria. "Divórcio de judeu é mais complicado", ele explicou, ao longo de meses. Recém-desligada de um emprego, Franciana recebeu uma indenização. O noivo sugeriu que depositasse o dinheiro na conta dele, para dar como entrada em um apartamento para o casal. "Os israelenses estão demorando para mandar o dinheiro das missões passadas", justificou Kleber. A noiva preferiu esperar o "dinheiro de Israel", conforme deixou registrado em seu depoimento à Justiça.

Dias depois do telefonema anônimo, Kleber, Franciana e a irmã estavam dentro do carro, no estacionamento do prédio dela. Uma mulher bateu no vidro do motorista, encarou Kleber nos olhos e se afastou sem falar nada. Franciana perguntou de quem se tratava. Ele respondeu que não tinha idéia. Era Cida.

Ela emagrecera 15 quilos. "A gente ia abraçá-la e dava para contar todas as costelas", disse-me a comadre Inácia. Não comia, tomava soporíferos, mas não conseguia dormir, faltava ao trabalho e se afastara totalmente dos amigos. Alugou uma suíte no hotel Kubitschek Plaza. Ali, ingeriu 180 compridos de ácido fólico e oito do ansiolítico Frontal. No dia seguinte, amanheceu coberta de vômito, com uma dor de cabeça alucinante, arrasada.

Sem mencionar a tentativa de suicídio, ela disse aos pais que estava deprimida e se internaria numa clínica. Cida disse à médica que a atendeu, Maria Mercedes Barbosa, que tomara os comprimidos depois de uma discussão com o namorado. Para a médica, ela era "uma paciente que se desestabilizava frente a estresses emocionais". Foi enquadrada na sigla CID-10 F33, que significa Transtorno Depressivo Recorrente.

A primeira vez que a família de Cida viu Kleber Ferraz, ela ainda estava internada. Ele foi buscar uma muda de roupa para ela e "ficou olhando para baixo, não quis entrar em casa, achamos que se tratava de um amigo", lembrou o irmão Marcelo. Quinze dias depois, Cida abandonou o tratamento. Na saída da clínica, foi Kleber quem assinou o termo de responsabilidade sobre a paciente.

Dois anos antes de conhecer Cida, Youssef já freqüentava as salas de encontros da internet. Sônia de Fátima Ferreira, então com 43 anos, divorciada, sem filhos, ficou encantada com o "judeu" com quem trocava mensagens on-line. Rapidamente viraram namorados. O agente do Mossad dormia na casa de Sônia três vezes por semana, mas nunca aos sábados e domingos, quando se recolhia "por ser judeu". Funcionária graduada da Câmara dos Deputados, Sônia tinha um salário de 20 mil reais.

Com tempo de sobra entre uma missão secreta e outra, ele convenceu a namorada a investir em postos de gasolina, que ficariam sob sua gerência. Sônia fez empréstimos e vendeu a casa no valor de 350 mil reais para arrendar três postos. O irmão de Sônia, o arquiteto Dagoberto Justiniano Ferreira, entrou na sociedade. Kleber empregou o padrasto em um dos postos. Sonia comprou quatro carros: um Xsara, uma Saveiro, um Honda Civic e um jipe. Todos eram usados pelo namorado.

Sônia descobriu então ter câncer. A metástase alcançou com rapidez a coluna, o fígado e os pulmões. Pelos cálculos do irmão, mesmo debilitada, Sônia se endividou em quase 600 mil reais ao longo de um ano e meio - para dar presentes e satisfazer os desejos do namorado. Kleber apresentou Sônia à mãe dele, que imediatamente lhe pediu uma geladeira nova. E foi atendida.

Kleber e Sônia, no entanto, se separaram com estrondo. Em uma ocorrência policial, registrada na 20ª Delegacia de Polícia de Brasília, ela deu queixa de apropriação indébita contra ele. Segundo o depoimento dela, Kleber tirou de sua casa, sem autorização, uma televisão de 29 polegadas, um home theater, uma estação de musculação e uma bicicleta ergométrica. Ela também disse na delegacia que havia financiado dois veículos em seu nome e Kleber se recusava a devolvê-los. Registrou também que, ao saber que ela prestaria queixa na polícia, Kleber a ameaçou. "Ele disse que se soubesse que teria que devolver o carro, iria fundir o motor, e estava pensando em mandar uns policiais da pesada atrás do meu irmão", afirmou ela à polícia. Sônia morreu em dezembro de 2005.


Em uma tarde de fevereiro do ano passado, Kleber e Cida foram a uma loja de produtos militares. Explicando à amante que se tratava de um disfarce, necessário em certas missões, ele vestia, como ocorreu em outras vezes, uniforme da Polícia Militar: calça escura, coturno, camisa azul e distintivos. Na plaquinha colada no bolso direito, lia-se "Major Kalev". O atendente da loja pediu seu registro e ele disse ter esquecido. Quando o vendedor digitou o nome do major no computador, o resultado foi "inexistente". Cumprindo as normas da loja, o balconista avisou a PM, que chegou pouco depois.

Os policiais revistaram o carro dele e encontraram uma arma de brinquedo, algemas, gás paralisante, uma bandeira do Distrito Federal, luvas e um aparelho de dar choque. Ao ser indagado pelo policial se fazia parte da PM, Ferraz disse que não. Cida assistiu a tudo sem dar uma palavra. Foram levados à delegacia, onde ela disse que apenas o acompanhava e sequer havia descido do veículo. Os policiais telefonaram para o Superior Tribunal de Justiça para checar se ela era funcionária, o que foi confirmado pelo chefe de Cida, Guilherme Mendonça.

Na mesma noite, Mendonça telefonou para a casa dela para saber se tudo estava bem. Foi quando a família soube do ocorrido. Cida disse que ela e um "amigo" tinham sido vítimas de um seqüestro-relâmpago. Ao se dar conta de que o seu príncipe encantado era uma fraude, estava afundada em dívidas, tomava remédios fortes que não faziam efeitos e mentia seguidamente a familiares e amigos. Cida começou a levar a sério a proposta da qual Kleber falava freqüentemente: que se suicidassem juntos.

Ela alugou uma suíte para o casal no hotel Bay Park, por um mês, pela qual pagou 2 mil reais. A ficha foi assinada por ela e por Kleber, que se identificou como empresário, mas forneceu telefone e endereço da casa em que vivia com a mulher. O casal quis o "kit garagem", uma credencial que os permitia entrar e sair sem ter que passar pela recepção, onde um sistema de câmeras monitorava o movimento.

Num domingo, Kleber ligou para o celular de Cida dizendo que estava na casa da namorada Franciana. Cida resolveu tirar satisfações. Dirigiu até o prédio da moça, pediu para subir e Franciana permitiu. Estava trêmula e suada quando entrou no apartamento. Sem preâmbulo, disse que amava Kleber, faria de tudo para ficar com ele, que sabia que ele era casado e o aceitava mesmo assim. "Você sustenta ele?", quis saber Franciana, interrompendo a torrente de frases. "Pergunta para ele!", gritou Cida em resposta. Kleber ficou o tempo todo calado.

Cida disse que ia se matar, que sua vida não fazia mais sentido, e saiu. Kleber a acompanhou e, segundo afirmou, passaram o resto do dia conversando. À noite, ele voltou à casa de Franciana. Ela relatou assim a cena: "Ele chegou chorando demais, falando que queria morrer, que ia se matar. Teve que tomar remédio para dormir."

No dia seguinte, 5 de março, Cida ligou para o trabalho e pediu folga. De casa, saiu para se encontrar com Kleber em um parque. Segundo ele, tiveram uma briga por ciúmes, quando Cida lhe disse que "não era justo" ele manter outros dois relacionamentos "depois de tudo o que eu fiz". Ao deixar o local, ela teria telefonado para o celular dele e dito: "Hoje vou dar cabo da minha vida."

Não se sabe quanto tempo depois, Kleber Ferraz ligou aos prantos para sua mulher, Ana Paula, dizendo que ela tinha que localizar Cida com urgência porque "ela ia fazer uma besteira". A mulher telefonou direto para o tribunal, onde deixou um recado para que Cida ligasse "imediatamente". Enquanto isso, ele se dirigiu ao hotel Bay Park, onde mantinham a suíte. "A mulher do 3425 vai se matar! Abram a porta!", ele disse, chorando, ao entrar. A recepcionista o acompanhou. Não havia ninguém no quarto.

De lá, ele foi para a delegacia onde havia sido detido, uma semana antes, por uso indevido de uniforme. "Eu sou o da ocorrência do major da PM", ele disse assim que viu a agente Poliana Freitas. Segundo ela, Kleber afirmou que Cida estava com um frasco de veneno que haviam comprado juntos, e que ela o tomaria para impedir que ele se matasse.

A policial pediu o número do celular de Cida e ligou para ela, que atendeu prontamente, com um fio de voz. "Venha aqui à delegacia para conversarmos", pediu-lhe Poliana. "Agora é tarde demais, já tomei o remédio", respondeu Cida. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi enviada ao hotel. A mulher e o padrasto de Kleber Ferraz já estavam na recepção. Ana Paula confirmou ter falado com Cida, que havia lhe contado sobre o plano de suicídio. Às 13h37, ela também recebera um torpedo em seu celular: "Se quiser, me denuncie. Sinta-se à vontade, pois estou tirando minha vida hoje. Meu sangue está em suas mãos e nas do Kleber."

Quando o bombeiro entrou no quarto, Cida estava na cama de casal, de bruços, descalça e inconsciente. Na mesa-de-cabeceira, havia duas garrafas de água mineral e um frasco escrito "Veneno Rato Estricnina", ilustrado pela figura de uma caveira. Também havia uma cartela de calmante com oito comprimidos faltando. O bombeiro tentou aplicar os primeiros socorros, mas ela não reagiu. Cida foi levada ao hospital.


Na delegacia, Kleber Ferraz chorava pelos corredores. Aos policiais de plantão, disse que ele e Cida haviam feito um pacto suicida: alugaram um flat para ser cenário da morte e compraram o veneno juntos. Disse também que haviam cogitado se afogarem no Lago Paranoá. Com as evidências de que Kleber tinha participado, de alguma maneira, do suicídio de Cida, um policial lhe deu voz de prisão. Depois de uma semana em coma, Cida morreu. Por envenenamento.

Assim que soube da tragédia, Inácia fez uma revista no armário da comadre no trabalho. Encontrou uma apólice de seguro de vida, em nome de Kleber Ferraz, no valor de 210 mil reais, feita quando estava com dois meses de gravidez. Na casa de Kleber, a polícia apreendeu remédios controlados, apetrechos judaicos, bonés e camisetas com os dizeres Israel Defence Forces, as forças armadas israelenses.

Kleber Ferraz, ou Youssef, ou major Kalev, nunca foi policial ou agente do Mossad. Era funcionário de pista da Infraero no aeroporto de Brasília, de onde se demitiu quando começou a ser sustentado pelos três postos de gasolina que ganhou da funcionária pública Sônia Ferreira. Não tem curso superior e nunca saiu do Brasil. Não tinha renda, profissão definida ou talão de cheques quando foi preso. Filho único, de família católica, nasceu em Belo Horizonte, trabalhou como ourives, chegou a Brasília para se casar com Ana Paula e serviu o Exército, de onde foi afastado. Cinco meses antes de ser preso, começara a ir ao consultório de um psiquiatra.

Depois de preso, Kleber foi submetido a um exame mental. O laudo atesta que ele é "manipulador, assume uma postura de vítima, tem humor ciclotímico e chora todo tempo. Tem um discurso reticente e contraditório, mas o juízo crítico e o raciocínio lógico estão preservados". Ao mesmo especialista, a mulher dele, Ana Paula, declarou: "O que eu desejo é que ele morra. Estou altamente revoltada. Quando vi meu nome envolvido nessa situação, o meu pensamento foi de matar a mim e aos meus filhos."

Durante meses, a polícia e o Ministério Público investigaram a possível participação de Ana Paula na farsa do marido. Não acharam uma prova contundente, a não ser um depósito de 22 mil reais em sua conta. O dinheiro foi bloqueado. À polícia, ela disse que considerara Cida apenas uma amiga, e não tinha ciúmes do marido. Mais: sempre acreditou que ele era agente secreto.

"A única pergunta que me faço é como ela pôde acreditar em tudo isso", disse-me o irmão de Cida. "Contando a história, as pessoas vão achar que ela era uma boba, uma ingênua, uma desestabilizada, mas isso não é verdade. Ela me dava conselhos sobre investimentos, finanças. Era séria e controlada." Marcelo calcula que a irmã tenha feito 400 mil reais em dívidas. Até hoje cobranças desconhecidas e insuspeitadas chegam à casa de seus pais.

Em seu depoimento à Justiça, Franciana se mostrou perplexa. Perguntaram-lhe como uma moça bonita e inteligente nunca havia desconfiado de nada e ela respondeu: "Ele sempre tinha uma explicação para tudo. E eu estava totalmente apaixonada. Ele sempre me pareceu sensato, inteligente."

O delegado Antonio Romeiro, que cuidou do caso, disse que o perfil das mulheres que se apaixonaram por Kleber Ferraz era semelhante. "Não é que ele tivesse uma lábia fenomenal, que fosse um grande conquistador", disse. "Ele conseguiu enganá-las porque elas eram bem de vida, sozinhas, carentes e com alto instinto protetor. Ele se fazia de coitadinho e as envolvia dizendo que queria morrer. Elas ficavam desesperadas."

Um mês depois de sua prisão, já sob a orientação de um advogado, Kleber deu um segundo depoimento em juízo. Mudou sua versão e disse que nunca recebeu presentes de Cida, jamais havia combinado o suicídio e, na verdade, era ela quem lhe devia dinheiro. Atribuiu seu primeiro depoimento ao fato de ter sido torturado na delegacia. Nem o exame de corpo de delito e nem qualquer queixa à época comprovaram que tivesse apanhado da polícia. Pretextou desconhecer o seguro de vida em seu nome e disse que tudo o que tinha era fruto de seu trabalho como investigador particular.

Kleber foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado: matar por motivo torpe, usando método cruel. Ele teria se aproveitado "da debilidade" de Cida, que "a tornava facilmente manipulável". Segundo o promotor Maurício Miranda, que entrevistei em seu gabinete, "depois de usufruir dos recursos financeiros da vítima, o réu começou a sugerir o suicídio, fazendo-a crer que ele o faria também". O estopim, deliberado, teria sido o telefonema que Kleber fez da casa da namorada Franciana. "Naquele momento, ela estava mentalmente incapaz de ter qualquer gesto de defesa ou de recusa à idéia, o que caracteriza o homicídio. Kleber fez aquele teatro todo achando que, se estivesse na delegacia, não teria culpa, e que ficaria claro que ele estaria se esforçando para impedir a morte dela", ele me disse em uma tarde, em Brasília.

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-24/anais-do-crime/o-amante-do-mossad

A estratégia da defesa é provar que Cida tinha plena consciência de seus atos quando se matou. "Você acha que alguém que está completamente incapaz na sua razão vai à casa da namorada do cara e arma um barraco?", perguntou-me o advogado Carlos Gélio de Souza, no bar de um hotel de Brasília. Ele assumiu o caso no fim do ano passado, depois que uma dupla de advogados se afastou por não ter chegado a um acordo sobre os honorários.

"Está claro que Cida se mataria com Kleber, sem Kleber, com fulano ou com sicrano na história", argumentou Gélio de Souza, se servindo fartamente de amendoins em um pote. Para ilustrar a tese, falou da cantora Elba Ramalho. "Veja o caso da Elba e do marido, você acha que aquilo é amor?", disse. "Aquilo é um acordo, claro. Eu te sustento e você me dá seu corpo. Isso é muito comum hoje em dia." Disse-lhe que não havia entendido o exemplo com Elba Ramalho. "É mais ou menos o que aconteceu entre a Aparecida e o Kleber", ele explicou. Mais alguns amendoins e o advogado retomou o raciocínio: "Ele não é uma vítima. Explorou a moça? Explorou. Inventou a história maluca de agente secreto? Inventou. Agora, assassino ele não é. E é isso que está sendo julgado." Ainda não há data definida, mas o julgamento deverá ocorrer no final do ano.

Preso há um ano e seis meses, Kleber Ferraz, segundo seu advogado, está sem dinheiro. Gélio de Souza afirma ter recebido só 8 mil dos 50 mil reais que cobrou para defendê-lo. O advogado contou que o casamento de seu cliente chegou ao fim, mas que ele se recusou a assinar os papéis do divórcio. Kleber passa o dia ajudando os outros presos, disse-me: "Ele fica fazendo habeas corpus para os colegas, já soltou uns quatro." "Então agora ele é um advogado?", perguntei. "Não, mas ele aprendeu e ajuda os outros detentos", respondeu Souza. "Ele aprende tudo rápido, é muito inteligente."

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Casos mentes perigosas (5)

25.01.12
Lembro-me de Ângela, uma paciente cujo namorado (Fernando) tinha todos os indícios de ser um psicopata. Entre os diversos relatos que ela me fez, destaco o ataque de fúria que ele teve com o porteiro de seu prédio. Estacionou seu carro na garagem, ocupando o espaço destinado a duas vagas. Quando o porteiro gentilmente solicitou que ele manobrasse a fim de ocupar apenas uma vaga, Fernando, aos berros, xingou-o e com um golpe quebrou o braço da pobre criatura. Fernando subiu para o apartamento de Ângela e, como se nada tivesse acontecido, degustou tranquilamente o vinho que ela acabara de servir. Simples assim! Dispensável falar das consequências disso tudo.

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Casos mentes perigosas (4)

25.01.12
Elvira, mãe de três filhos, sempre teve muito trabalho com António, seu filho mais velho. Ele foi o seu primeiro filho e também o primeiro neto de seus pais. A mãe de Elvira faleceu quando António ainda tinha meses de idade e, na ocasião, Arthur, o pai de Elvira, foi morar com ela. Arthur sempre foi um avô muito dedicado e tratava António como se fosse o filho que ele não teve. Ele não conseguia admitir que António fosse diferente das demais crianças. Desde cedo ele se mostrava agressivo, indiferente, maltratava os

Página 70 animais que o avô lhe dava e sempre mentia para obter vantagens em relação aos irmãos e colegas.

Aos 23 anos, António não trabalhava e vivia folgadamente da mesada do avô. Elvira e seu esposo não concordavam com essa rebeldia de António e também com os mimos de Arthur. Mas o avô sempre preferiu agradá-lo para que não ficasse mais revoltado ou tivesse rompantes de fúria.

Quando Arthur adoeceu, vitimado por um derrame cerebral, precisou ficar internado no CTI por quatro meses, até falecer. Durante todo esse período, António nunca visitou o avô no hospital e sequer perguntava sobre o seu estado de saúde. Elvira estava em casa preparando o almoço, quando recebeu a notícia sobre a morte de seu pai. Ela sentou e começou a chorar compulsivamente. António viu a cena e se limitou a dizer: "Mãe, pára de chorar e anda logo que eu tô com pressa. Não é porque o vovô morreu que a senhora vai deixar de me servir o almoço".

Mentiras, trapaças e manipulação

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Casos mentes perigosas (3)

25.01.12
Isabela nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Desde pequena apresentava uma beleza incomum que chamava a atenção de todos. Aos 16 anos, foi chamada para ser modelo e iniciou uma carreira de sucesso que a levou aos 19 anos para Nova York. Lá, Isabela conheceu Miguel, brasileiro e modelo como ela. Miguel era de fato muito bonito, no entanto o que mais a atraiu foi o seu jeito cativante, simples e espontâneo. Em pouco tempo, Isabela

Página 6 chamou Miguel para morar em seu apartamento. Ela gostava da sua companhia, entendiam-se bem na cama e ele demonstrava ser um cara muito legal.

A convivência, contudo, começou a revelar que Miguel tinha um ego um pouco avantajado. Falava muito, mas somente sobre si mesmo. Sobre seus projetos, suas preferências, sua carreira, seus talentos, seus dotes físicos, seu charme e suas fãs. Pelas coisas de Isabela, ele não demonstrava qualquer interesse. Nas poucas vezes em que ela reclamava com Miguel sobre o seu egocentrismo, ele se justificava dizendo que precisava se valorizar, pois sua família sempre o subestimou.

Isabela, então, tentava compreender Miguel, mas ele sempre voltava a agir da mesma forma. Só usava roupas de grife, mesmo que isso custasse o seu salário inteiro. Limitava-se a dizer que quando fechasse um grande contrato de publicidade iria restituir à Isabela todo o dinheiro que ela estava utilizando para manter a casa e os prazeres deles (restaurantes, teatros, shows e viagens).

Após um ano dessa convivência íntima, Isabela já estava cansada de ouvi-lo falar sobre sua própria beleza, sua superioridade profissional, os "megacontratos" que estavam prestes a ser assinados e os milhões de dólares que pretendia gastar com roupas e jóias. Quando Isabela perguntava sobre suas dívidas, seus títulos protestados e seus créditos cancelados, ele dizia que tudo passaria em breve e que todos aqueles problemas se deviam à falta de sorte, muita inveja e à traição de seus colegas de trabalho.

A gota d'água para Isabela foi quando, após um desfile, ela sentiu uma forte dor no abdómen e desmaiou. Foi levada ao serviço de emergência de um hospital, onde diagnosticaram apendicite aguda. Em poucas horas foi submetida a uma intervenção cirúrgica e permaneceu hospitalizada por três dias. Miguel telefonou e disse que não poderia vê-la, em função de um grande trabalho, mas prometeu pegá-la em sua alta.

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Isabela recebeu alta às 1 h de uma sexta-feira e aguardou Miguel até as 14h15, quando resolveu pegar um táxi, com a ajuda de uma das enfermeiras do hospital. Ao chegar em casa, amparada pelo porteiro do prédio, Isabela deu "de cara" com Miguel assistindo tranquilamente a um filme no DVD. Ao notar a presença dela, ele se limitou a dizer: "Você precisa ver esse filme. O ator principal se parece muito comigo!".

Isabela não chegou a ver o filme, mas assim que se recuperou totalmente da cirurgia terminou a relação com Miguel e aceitou um convite, de fato irrecusável, para trabalhar em Milão. A última notícia que ela teve de Miguel é que se tornou um ator de filme pornô.

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Casos mentes perigosas (2)

25.01.12
Laura, uma paciente, tem 31 anos e está se recuperando de um quadro depressivo. Tanto eu quanto ela estamos nos empenhando para que sua vida seja menos cinza e volte a fazer sentido. Acompanhe um pouco de sua história, que pode passar totalmente despercebida e certamente nunca sairá nos noticiários da TV.

Aos 23 anos, no frescor de sua exuberância e beleza, ela era inteligente e estava prestes a se formar no curso de veterinária. Nessa época conheceu Ricardo, um jovem e atraente administrador de empresas.

Ele se mostrou um grande amigo e demonstrava os mesmos interesses de Laura: gostava de cinema, praia, esportes, aventuras, MPB e muito mais. Ricardo conversava de tudo um pouco e detalhava suas aventuras em conversas envolventes. Entre as suas histórias também estavam os problemas: a tirania de seu pai, a sua mãe histérica que na infância o ameaçou com uma faca e a sua saúde frágil. "Na época os médicos lhe disseram que ele não teria uma vida muito longa e Ricardo me contou tudo isso com lágrimas nos olhos", acrescentou Laura.

Aos poucos, Laura foi se envolvendo com suas histórias tristes e experimentou um sentimento dúbio de compaixão e atra-ção. Ela sucumbiu aos seus encantos, floresceu uma grande paixão e foram morar juntos.

Ricardo tinha uma carreira promissora numa empresa multinacional, mas não quis que Laura exercesse sua profissão. Ele gostava de vê-la bem vestida e bela, esperando-o para o jantar e com sua casa impecável. "No início eu até tentei argumentar que a veterinária era o meu grande sonho, mas acabei aceitando porque o amava verdadeiramente".

Certo dia Laura encontrou um cãozinho abandonado e muito doente no meio da rua. Ela se sensibilizou e levou o cachorro para casa, a fim de tratar do animal. Ricardo teve um ataque de

Página 53 fúria e quis devolvê-lo para o mesmo lugar. Ela conseguiu persuadi-lo e cuidou do cão como se fosse um filho. Resolveu chamá-lo de Pituca. Com dois meses de tratamento e muito carinho, Pituca já esbanjava saúde, vitalidade e se tornara um vira-lata branco e peludo de dar inveja a qualquer cachorro de raça.

"Que bom que ele está curado, agora podemos colocá-lo na rua", disse Ricardo. "Mas como? Eu tenho o maior amor por ele! Não posso abandoná-lo, isso é desumano!" Ricardo não pensou duas vezes: deu vários pontapés no animal, colocou-o no carro e desapareceu com Pituca.

Perguntei se ela sabia para onde ele havia levado o cãozinho. Aos prantos, respondeu: "Ele matou o Pituca! Disse que me amava demais e não queria me ver doente cuidando de um simples cachorro. Você consegue imaginar o que isso significou pra mim? Como é que ele pôde esperar que eu cuidasse do Pituca, nutrisse afeto por ele e depois fazer uma coisa dessas?".

Continuei indagando sobre o comportamento de Ricardo, desde a época em que eles se conheceram. "Lembro-me de que quando namorávamos seu pai deixava alguns cheques em branco assinados para pagamentos das contas. Ricardo sempre preenchia valores muito mais altos que o necessário e ficava com o troco. Ele nunca escondeu isso de mim. Ao contrário, ria e comentava satisfeito que, apesar da valentia de seu pai, ele não tinha o menor controle sobre sua conta bancária", disse-me encabulada.

O relacionamento também sempre foi muito instável. Ora ele era extremamente delicado, romântico e mostrava-se orgulhoso em apresentar sua bela companheira aos amigos; ora muito agressivo e temperamental, tratando-a aos berros e com ameaças de "meter-lhe a mão". Mas, segundo Laura, invariavelmente ele pedia mil desculpas e a enchia de carinhos: "Puxa vida, não sei onde estava com a cabeça!", "Acho que estou muito estressado com as responsabilidades do trabalho", "Querida, você é tudo pra mim, a mulher mais linda do mundo!", "Isso nunca mais vai acontecer, eu prometo", "Procure me compreender, você sabe que eu tive uma infância muito difícil".

realmente não foi minha. Eu não sei Ele me deixava completamente confusa...".
E Laura prosseguiu: "Ricardo também era extremamente ciumento e dizia que era por amor. Ficava furioso quando qualquer homem me olhava mais diretamente. Uma vez discutiu seriamente com um rapaz porque cismou que ele estava me paquerando. É lógico que sobrou pra mim também. Depois disso fiquei me perguntando se a culpa

Quanto ao casamento e filhos, ele alegava que ainda não estava preparado e que ambos tinham uma vida pela frente. Cada vez que Laura tocava nesse assunto, ele dava a mesma desculpa ou ficava enfurecido.

"Mesmo amando Ricardo, há alguns anos eu pensei em fazer minhas malas e ir embora. Tivemos uma conversa séria e ele me respondeu que a vida dele estava em minhas mãos. Ele não iria viver muito tempo e por isso se mataria. Tremi da cabeça aos pés e voltei atrás na mesma hora".

tão delicado e, além disso, Ricardo parecia muito bem fisicamente. Ah mas me lembro
Sobre isso, questionei qual era a doença de que Ricardo sofria. "Nunca soube exatamente o que era. Ele não gostava de falar sobre isso e eu respeitava. No início do nosso namoro, tentei conversar com sua mãe sobre o seu passado, mas parece que ela não entendeu muito bem o que eu queria dizer. Achei melhor não mexer num assunto de que ela me disse que Ricardo não era exatamente o homem que eu merecia. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela mudou de assunto".

O tempo passou e Ricardo não precisou mais de Laura: tro-cou-a por uma mulher mais jovem e mais bonita. Ele simplesmente disse à Laura: "Precisamos nos separar. Você é muito ciumenta e estou me sentindo enjaulado." O mundo desmoronou sobre sua cabeça! "Chorei muito sem compreender o que estava acontecendo. Será que eu fui ciumenta e possessiva esse tempo todo e não percebi? Esse era um comportamento dele e não meu!"

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De lá para cá, Laura descobriu que ele teve várias amantes e que o discurso sobre sua doença grave, das ameaças de sua mãe e do seu pai tirano era um grande engodo. Ao comentar sobre seu passado, Ricardo derramava lágrimas de crocodilo, tal qual o animal que lacrimeja quando engole suas presas.

Eu não tinha a menor dúvida: Ricardo é um homem mau, um predador afetivo. Laura foi apenas uma peça do seu jogo cruel. Anulou seus prazeres apenas para servi-lo e exibi-la impecavelmente tal qual um objeto de vitória para alimentar seus instintos egocêntricos e narcisistas.

Agora eu precisava fazer Laura entender que espécie de homem era aquele com quem ela conviveu por sete anos. Era importante que Laura compreendesse que a separação, embora dolorosa, foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido: ela se livrou de um mal enorme e dali para a frente poderia reconstruir sua vida.

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Casos mentes perigosas

25.01.12
Moreno alto, bonito e sensual

Andréa estava separada havia um ano quando conheceu Rafael numa festa. Tratava-se de um advogado comum, com roupas despojadas, jeito sedutor e com um sorriso que contagiava todo o ambiente. Seus cabelos escuros, lisos e bem tratados emolduravam o belo rosto com olhos castanhos e encantadores.

detalhes sobre a Europa e por que o Velho Mundo o fascinava tanto Rafael
Ele se aproximou de Andréa e iniciaram um papo animado como se já se conhecessem há muito tempo. Ela narrava sua última viagem aos Estados Unidos, onde se "refugiou" para esquecer os últimos acontecimentos. Rafael, por sua vez, contava com riqueza de delicadamente lhe servia drinques, canapés e, vez por outra, contava piadas absolutamente engraçadas que a faziam

Página 39 rir como nunca. Ele era habilidoso e performático em narrar histórias divertidas e ela se via cada vez mais encantada com aquele homem tão especial, que estava a um palmo de distância.

Outros encontros vieram, e sempre tão agradáveis quanto o primeiro. Andréa pensou: "Meu Deus, isso é tudo de bom! Encontrei o homem que toda mulher sonha em ter ao seu lado!" Ela estava se apaixonando novamente e deixando para trás a amargura do casamento fracassado.

Com alguns meses de namoro, Andréa ainda não conhecia a casa e a família de Rafael. Sabia que ele morava com a mãe viúva, que ele alegava ser uma pessoa muito difícil, possessiva e indelicada com suas namoradas. Por isso, não queria novamente que sua felicidade fosse "ladeira abaixo" com o ciúme doentio de sua mãe. Andréa compreendeu.

O tempo passou e algumas atitudes de Rafael começaram a intrigá-la: ao mesmo tempo em que era amável e sociável, ele se mostrava intolerante, impulsivo e, às vezes, preconceituoso. Um dia, ao fazerem compras juntos, agarrou um garoto pelo colarinho, simplesmente porque o menino esbarrou no seu carrinho de compras.

"Por que você foi tão agressivo com ele?", ela perguntou. "Porque não fui com a cara dele", foi a resposta. Ao saírem do supermercado, um funcionário se ofereceu para colocar as compras no carro. Rafael o empurrou com tanta força que por pouco o rapaz não tombou indefeso no meio da calçada. Partindo com o carro, constrangida, Andréa ainda ouviu o rapaz gritar: "Você está louco? Eu só quis ajudar!"

Não tocaram mais no assunto. Apesar do que aconteceu, Rafael estava calmo e dirigia com cuidado como se nada tivesse acontecido. Ligou o rádio, comprou flores pelo caminho e contou mais algumas piadas. Dessa vez ela não achou a menor graça.

Andréa comentou com seus amigos sobre esses e outros episódios contraditórios, mas ninguém deu muita importância: "Ele parece ser um cara legal, deve ser apenas uma fase de estresse",

Página 40 "Não fique tão preocupada, todos nós temos defeitos e vocês formam um belo casal".

Dois meses depois, Rafael quis trocar de carro e convenceu Andréa a emprestar suas economias. Estava prestes a receber seus honorários e em poucos dias devolveria o dinheiro. Ela não questionou, apenas confiou e raspou sua poupança. Ele nunca mais deu sinal de vida.

Em pouco tempo, toda a verdade foi descoberta: Rafael é um impostor, um tremendo picareta! Não é advogado, nunca trabalhou e jamais colocou os pés na Europa. Apesar de sua inteligência, na fase escolar só estudava para passar aos trancos e barrancos. Seus pais adoravam cachorros, mas abriram mão desse prazer porque Rafael os maltratava e ria enquanto sua irmã mais nova chorava em defesa dos cães. Havia poucos anos seu pai morrera de um enfarte fulminante e lhes deixou uma gorda pensão.

Rafael já era um homem feito e ainda apelava para o bom coração de sua mãe, que lhe assegurava uma boa mesada.

Andréa não foi a primeira e certamente não será a última pessoa do mundo a ser enganada por ele. Provavelmente Rafael jamais matará alguém (isso só o tempo dirá), mas continuará vivendo de golpes "baratos", aproveitando-se de mulheres fragilizadas e se divertindo com seus feitos. Com sua habilidade de ludibriar, seduzir e até assustar, sente-se superior a todos e os vê como tolos. Alvos fáceis. Rafael não se importa com ninguém. Rafael é um psicopata.

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Gente Tóxica 5 - O manipulador é soberbo e improdutivo, tem vida dupla, inveja e leva uma carga pesada

25.01.12

Gente Tóxica 5 - O manipulador é soberbo e improdutivo, tem vida dupla, inveja e leva uma carga pesada http://piperacea.blog.terra.com.br/2009/09/14/gente-toxica-5/ O manipulador é mais um tipo descrito em “Gente Tóxica“ pelo autor Bernardo Stamateas. Esse tipo engana as pessoas com a intenção deliberada de machucá-las. Mete-se nas mentes alheias, seduzindo-as e usando-as. Sua vítima preferencial é a pessoa codependente, crédula, com “complexo de salvador” e sentimento de culpa acentuado, que sobrepõe a amabilidade à própria dignidade, não consegue dizer “não” e teme confrontos - gente querida, com capacidade e reconhecimento público. O manipulador ”estuda” essa pessoa para detectar seus pontos de vulnerabilidade e debilidade. Seu objetivo é ter controle sobre a vida dela e destruí-la por meio de assédio moral e maus - tratos verbais, destruindo a autoestima do outro. Para tanto, vale-se de diferentes armações.  Primeiro usa palavras sedutoras e de reconhecimento para ganhar intimidade, até que tenha a vítima em suas mãos, mas lentamente introduz a desqualificação contínua, com gritos e insultos. Ele maltrata e degrada sua vítima sistematicamente a fim de  anulá-la como pessoa. O bombardeio psicológico produz verdadeiro extermínio emocional. No início a vítima justifica as ações do manipulador e passa por cima das agressões para evitar confronto. Com o tempo, entra no jogo dele: começa a se distanciar de todos os seus afetos para obter a aprovação do manipulador e não perder o vínculo com ele. Quanto maiores os sentimentos de culpa e vergonha da vítima, maior será o poder do manipulador sobre ela. Ele trabalha o tempo todo para convencer sua vítima de que ele vale mais do que ela para que ela fique com medo de perder a companhia dele e queira retê-lo. Na verdade é ele quem está manipulando porque quer tirar o que a vítima tem, sugando as energias dela. O manipulador desqualifica, questiona e rebaixa tudo o que sua vítima faz, com acusações constantes. Emprega o mecanismo psicológico da satanização, fazendo com que a vítima acredite ser algo que não é, com características de uma pessoa má. Aos poucos o manipulador isola sua vítima das pessoas de quem ela gosta e que gostam dela e poderiam ajudá-la. Outra característica desse tipo é unir-se a outras pessoas iguais a ele para armar seu próprio bando. O manipulador é soberbo - sente-se grande e poderoso e tenta demonstrar que sabe como fazer dinheiro, bons negócios, formar um casal feliz, criar bem os filhos, etc. Tem vida dupla - diz uma coisa e faz outra. Leva cargas pesadas. O passado do manipulador é repleto de dívidas e ressentimentos. Quando sente que foi descoberto, tenta provocar medo. Tem inveja - o sucesso alheio lhe faz sentir muita raiva. É improdutivo - sua vida não dá frutos. Costuma aparecer como alguém protetor, bom, que quer amar sua vítima, dá coisas, mas na sequência cobra caro e exige eterna recompensa, fazendo com que a vítima esteja sempre pronta a satisfazer as necessidades dele. Devemos aprender a nos distanciar das pessoas que querem nos manipular, nos enganar e tirar nossa paz. São as nossas decisões que nos levam a nos converter em pessoas manipuláveis ou não. Jogue fora seus medos. Arrisque-se a expor seus sentimentos. Não se isole - mantenha-se articulado. Não seja codependente e não cometa os mesmos erros. Não se obrigue a carregar um fardo pesado demais pelo resto da vida. Distancie-se de quem vem roubar você. Não permita que ninguém apresse você. Aprenda a dizer não. Assuma a direção da sua vida e não deixe ninguém tomar decisões por você. Não se sacrifique por ser amável demais. Ponha sua dignidade à frente da amabilidade.

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Psicopatas entre nós

25.01.12
terça-feira, 24 de novembro de 2009

Como identificar um psicopata

Os psicopatas são falantes, charmosos, simpáticos, sedutores, capazes de impressionar e cativar rapidamente qualquer pessoa. Sua capacidade de “parecer bonzinho, educado e inofensivo é impecável”. É a pessoa perfeita, aquela que você menos desconfia ser um psicopata. Tudo isso é uma fachada, como um teatro muito bem engendrado para esconder suas características perturbadoras: a incapacidade de se adaptar às normas sociais com respeito a comportamentos dentro da lei ou da ética social, indicado pela repetição de atos criminosos. A capacidade de enganar, através de mentiras repetidas a fim de obter lucro pessoal ou prazer. Desrespeito e imprudência pela sua própria segurança e dos outros. Irresponsabilidade, indicada por falhas repetidas na manutenção do trabalho ou honrar suas obrigações financeiras. A falta total de remorso ou culpa por ter ferido, maltratado, roubado, enganado ou mesmo matado outras pessoas. Eles são inteligentes, mas insensíveis, frios, manipuladores e sua capacidade de fingir sentimentos são perfeita. Se descobertos, é mestre em inverter o jogo, colocar-se no papel de vítima ou tentar convencer de que foram mal interpretados. E estão conscientes de todos os seus atos.
Assim os psiquiatras os descrevem. Este perfil assombroso é absolutamente realista. Os psicopatas são os mais graves dos que apresentam “distúrbio de personalidade anti-social” (DPA). A possibilidade de você já ter encontrado um em seu caminho é grande, pois pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde uma em cada 100 pessoas uma é sociopata em maior ou menor grau, 1% a 4% da população mundial.
Não existe defesa totalmente segura contra eles. Segundo os psiquiatras muitos atos cometidos com crueldade atuais ou não, podem ter origem nesse mal. O grande desafio é reconhecê-los, devido à capacidade de enganar com perfeição e dizer exatamente o que você quer ouvir que eles possuem. Você só descobre que cruzou o caminho de um psicopata, após ter sido prejudicado por ele.
O psicopata não é exatamente um doente mental, mas sim um ser que se encontra na divisa entre sanidade e a loucura. O ser humano normal é movido pelo triangulo: razão, sentimento e vontade. O que move um psicopata é: razão e vontade, ou seja, o que os move é satisfazer plenamente seus desejos, mesmo que isso envolva crimes como: golpes financeiros, roubos, furtos, estupro ou assassinato. Não importa, já que para eles não existe o fato: sentimento. Eles já foram descritos como seres desprovidos de “alma”.
Os sociopatas exibem egocentrismo e um narcisismo patológico, baixa tolerância para frustração e facilidade de comportamento agressivo, falta de empatia com outros seres humanos. Eles são geralmente cínicos, incapazes de manter uma relação e de amar. Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes.
O pesquisador canadense Robert Hare, um dos maiores especialistas do mundo em sociopatia criminosa, os caracteriza como “predadores intra-espécies que usam charme, manipulação, intimidação e violência para controlar os outros e para satisfazer suas próprias necessidades. Em sua falta de consciência e de sentimento pelos outros, eles tomam friamente aquilo que querem, violando as normas sociais sem o menor senso de culpa ou arrependimento.”.
Os próprios sociopatas se descrevem como “predadores” e sentem orgulho disto. O psicopata é incapaz de aprender com a punição ou de modificar seu comportamento. Quando descobre que seu comportamento foi identificado, ele reage escondendo muito bem este seu “lado negro”, mas nunca mudando, disfarçam de forma inteligente as suas características de personalidade.
O indivíduo sociopata não apresenta sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles apresentam um comportamento tranqüilo quando interagem com a sociedade, geralmente possui uma considerável presença social e boa fluência verbal. Não são incomum, eles se tornarem líderes sociais de seus grupos. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro com o sociopata, são capazes de imaginar o seu “lado negro”, o qual a maioria dos sociopata é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. Vítimas fatais de sociopata violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.
Graças aos céus os psicopatas que matam, estupram e torturam não são os mais freqüentes. O mais comum é o tipo parasita: aquele que se dedica a atormentar e dar golpes em suas vítimas sem nunca atentar fisicamente contra elas. Políticos corruptos, líderes autoritários, pessoas agressivas e que abusam da sua confiança, etc… Uma característica comum aos sociopata é a de usarem sistematicamente a enganação e manipulação de outros visando ganhos pessoais. Um estudo epidemiológico do NIMH (National Institute of Mental Health) registrou que somente 47% daqueles que eram sociopatas tinham uma história de processo criminal significativo. O mais comum para estes são problemas no trabalho, violência doméstica, tráfico e dificuldades conjugais severas. Normalmente os indivíduos com este distúrbio de personalidade são ciumentos, possessivos, irritáveis, argumentadores e intimidadores. Seu comportamento frequentemente é rude, imprevisível e arrogante.
“É enorme o sofrimento social, econômico e pessoal causado por algumas pessoas cujas atitudes e comportamento resultam menos das forças sociais do que de um senso inerente de autoridade e uma incapacidade para conexão emocional do que o resto da humanidade. Para estes indivíduos – os psicopatas – as regras sociais não são uma força limitante, e a idéia de um bem comum é meramente uma abstração confusa e inconveniente”.
“Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis, deixando carteiras vazias por onde passam”.
“O psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente – se o rato tem família, se vai sofrer. Ele só pensa em comida. Gatos e ratos nunca vão se entender. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato”.
“Um psicopata ama alguém da mesma forma como eu, digamos, amo meu carro – e não da forma como eu amo minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é um sentimento de posse, de propriedade. Se você perguntar a um psicopata por que ele ama certa mulher, ele lhe dará respostas muito concreta, tais como “porque ela é bonita”, “porque o sexo é ótimo” ou “porque ela está sempre lá quando preciso”. As emoções estão para o psicopata assim como está o vermelho para o daltônico. Ele simplesmente não consegue vivenciá-las”.
Em casos mais graves o psicopata pode praticar canibalismo, rituais sádicos de tortura e assassinatos, inclusive os em série. Há um consenso que as formas extremas de sociopatia violenta são intratáveis e que seus portadores devem ser confinados em celas especiais para criminosos insanos por toda a vida.
“O psicopata é incurável, pelos meios tradicionais de terapia. Pegue-se o modelo-padrão de atendimento psicológico nas prisões. Ele simplesmente não tem nenhum efeito sobre os psicopatas. Nesse modelo, tenta-se mudar a forma como os pacientes pensam e agem estimulando-os a colocar-se no lugar de suas vítimas. Para os psicopatas, isso é perda de tempo. Ele não leva em conta a dor da vítima, mas o prazer que sentiu com o crime. Outro tratamento que não funciona para criminosos psicopatas é o cognitivo – aquele em que o psicólogo e paciente falam sobre o que deixa o criminoso com raiva, por exemplo, a fim de descobrir o ciclo que leva ao surgimento desse sentimento e, assim, evitá-lo. Esse procedimento não se aplica aos psicopatas porque eles não conseguem ver nada de errado em seu próprio comportamento”.
Está comprovado que no cérebro dos psicopatas o sistema límbico, responsável pelas emoções não funciona como deveria, por isso eles não apresentam emoções. Para eles, não existe diferença entre uma cena de um assassinato ou de uma bela paisagem. Em pessoas normais o sistema límbico reage ao ver uma cena de estupro, violência ou morte, mas para os psicopatas isso não acontece. A atividade cerebral não se alterava, independentemente do que veja. A racionalidade deles é tamanha que não são pegos em detectores de mentira. Sabem exatamente o que estão fazendo e mentem com naturalidade. Não há tratamento para esses casos. Psicoterapia, psicanálise podem até ensiná-los a manipular com ainda mais maestria, uma vez que aprendem detalhes sobre o comportamento humano. Eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo, que é o da violência acompanhada de descarga emocional (geralmente raiva ou medo) e nem ativação do sistema nervoso simpático (dilatação das pupilas, aumento dos batimentos cardíacos e respiração, descarga de adrenalina, etc.). Seu tipo de violência é similar à agressão predatória, que é acompanhada por excitação simpática mínima ou por falta dela, e é planejado, proposital, sem emoção (“a sangue-frio”). Isto está correlacionado com um senso de superioridade, de que eles podem exercer poder e domínio irrestrito sobre outros, ignorarem suas necessidades e justificar o uso de quaisquer meios para alcançar seus ideais e evitar conseqüências adversas para seus atos.
Diagnosticar um psicopata não é tarefa fácil, pois o psicopata pode ludibriar, não porque ele seja um superdotado, mas o fato é que ele usa 100% de rendimento de sua inteligência. Explicando: eles não se afligem com nada, não existe nele a catatimia (que é a interferência da emoção sobre a razão, ou seja, ele não tem os “brancos” que a pessoa normal tem ao enfrentar uma situação de estressante). O psicopata desconhece este tipo de reação, veja o exemplo de políticos que mentem e manipulam de maneira cínica, sempre sorrindo, sem nunca perder “a linha de raciocínio”.
Quanto aos seus crimes, cabe a psiquiatria forense avaliar se ele é imputável ou semi-imputável, do ponto de vista jurídico normalmente ele é considerado semi-responsável, indo para um Hospital Psiquiátrico, sendo avaliado de tempos em tempos, para ver se existe a possibilidade de voltar ao convívio social. Mas eles se tornam um problema seja nos presídios, hospitais psiquiátricos e outros.

 

Fonte: http://araretamaumamulher.blogspot.com/2009/11/como-identificar-um-psicopata.html

 

 

 

 

 

Os psicopatas chiques estão chegando

Antigamente, nos romances, nos filmes, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os cruéis. Não torcemos mais pelos mocinhos – torcemos pelos bandidos. A verdade inapelável é que os heróis dessa novela são os malvados. É um “neo-Vale-Tudo”, desse autor que influenciou até o impeachment do Collor, com Anos Rebeldes, lembram? Em Celebridade, reparem que os bonzinhos têm até uma certa inatualidade careta. Maria Clara foi até alvo de apelidos de Maria Chata, por ser muito correta, bem-intencionada. Quem nos fascina são os filhos da p…. Por quê? Bem, além da genial interpretação das três atrizes, os psicopatas são nosso futuro. Eles encarnam a vida moderna, cada vez mais, pois estamos sendo pautados pela luta absurda de dois psicóticos: Osama de um lado com seu exército de estúpidos com o rabo para Deus e, do outro, a mesma coisa com Bush e seus malucos. Nossa esperança com os USA virou pó.

Antes, pensávamos: os USA são o máximo! Eles fazem Boeings, remédios, tecnologia, satélites, eles são democratas e competentes. Bush nos fez desamparados. Como acreditar em harmonia futura, em bom senso, em arte, em cultura, em filosofia, depois desta revolução da estupidez?

Dentro de casa, nesta era Lula, vivemos uma democracia de massas com o gigantesco aluvião de boçalidade que nos atinge. Com a crise das utopias, agravada pela decepção com o governo, com a ausência de ideologias possíveis, de sindicatos e partidos políticos, com o desemprego e o descaso pela miséria, com a exposição brutal de um escândalo por dia, de vampiros, gafanhotos, “laranjas” e fantasmas, com a propaganda estimulando o sexo sem limites, com a ridícula liberdade para irrelevâncias, temos o indivíduo absolutamente sozinho. Isso leva a um narcisismo desabrido que evolui para a psicopatia. Somos hoje free lancers sem limites morais em luta para um lugar ao sol. Ou pela fama ou por um golpe na praça – ou ricos ou famosos.

Diante do espetáculo de sordidez e violência, diante dos cadáveres, da miséria, do cinismo, somos levados a endurecer o coração, endurecer os olhos, endurecer o “pau”, em busca de um funcionamento “comercial” ou seremos descartados, tirados “de linha” como um carro velho Essas condições sociais e culturais, na mídia e no ar-do-tempo, vão parindo legiões de psicopatas, muitos deles disfarçados de chiques ou light São os loucos de hoje e do futuro que estão chegando. Falo isso, porque as doideiras são históricas também. Já houve a época da histeria com a repressão sexual vitoriana, houve a época do romantismo utópico onipotente, a paranóia do entreguerras. Hoje, respirando num mundo sem lei, sem ética, surge o psicopata. E veio para ficar.

A novela do Gilberto Braga acerta em cheio nessa doença. O psicopata, light ou chique, que não faz picadinho de ninguém, que não é serial killer, tem, no entanto, as mesmas molas que moviam até o esquartejador. É fácil reconhecer o psicopata. Ele não é nervoso ou inseguro. Parece muito sadio e simpático. Ele em geral tem encanto e inteligência, forjada na razão pura do interesse sem afetividade ou culpa para atrapalhar. Ele tem uma espantosa capacidade de manipulação dos outros, pela mentira, sedução e, se precisar, chantagem. Não se emociona nem tem compaixão nenhuma pelo “outro”. O que mais impressionou nas fotos da prisão no Iraque foi o sorriso luminoso das mulheres torturando os presos. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações, sempre se achando inocente ou “vítima” do mundo, do qual tem de se vingar. Ele, em geral, não delira. Suas ações mais absurdas e cruéis são justificadas como “lógicas”, naturais, já que o “outro” não existe para ele. Ele não sente nem remorso nem vergonha do que faz (o que nos dá imensa inveja). Ele mente compulsivamente, muitas vezes acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Seu fraco “amor” aparece como posse ou controle. Não tem capacidade de olhar para dentro de si mesmo. Não tem insights nem aprende com a experiência, simplesmente porque acha que não tem nada a aprender.

E esse comportamento está deixando de ser uma exceção. O psicopata é um prenúncio do futuro, quando todos seremos assim para sobreviver. A velha luta pela ética, pela paz, solidariedade está virando uma batalha vã. Esses sentimentos humanos só foram possíveis também historicamente. Raros foram os momentos em que vicejaram. Os chamados comportamentos humanos estão se esvaindo na distância. O que é o humano hoje? O humano está virando apenas um lugar-comum para uma bondadezinha submissa, politicamente correta, uma tarefa inócua para ONGs.

O humano é histórico também. Talvez não haja mais lugar para esse conceito, que é mutante. Somos máquinas desejantes que nos transformamos com o tempo e a necessidade.

Como nesta novela balzaquiana, oportuna e política do Gilberto, vemos que o Brasil está se dividindo entre babacas e psicopatas. Antes, os psicopatas tocavam num mistério que não queríamos conhecer. Tínhamos medo deles. Hoje, os babacas estão ficando com uma inveja danada dos psicopatas, por sua eficiência, rapidez e falta de escrúpulos. Estão vendo que essa antiga doença vai ser uma virtude no futuro. Estão vendo que terão de ficar loucos como eles para sobreviver. Em breve, seremos todos psicopatas.

Arnaldo Jabor

 

 

 

Psicopatas entre nós

 

 http://robertamalmeida.wordpress.com/2011/06/17/psicopatas-entre-nos/

 

 

Crédito: Lucas Limas

Na ficção, os psicopatas costumam aparecer como assassinos sedutores que cercam suas vítimas com a destreza de um predador. Na vida real, Chico Picadinho e o Maníaco do Parque, convenhamos, pouco lembram os personagens Dexter e Hannibal Lecter. Mas, apesar dos exageros do cinema e da TV, a ciência confirma que essa característica envolvente é comum a todos os psicopatas. E mais: cerca de 3% dos homens e 1% das mulheres podem ter alguma forma de psicopatia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria. Graças a Deus, nem todos são assassinos. “Existem níveis variados de psicopatia”, afirma a especialista em psicopatas, Ilana Casoy. Em casos mais leves, alguns especialistas os encaixam na categoria da sociopatia.

 
Uma das características da psicopatia é a baixa atividade na amígdala (estrutura cerebral responsável pelas emoções) quando se imagina cometendo atos imorais. “O distúrbio de personalidade que impede a pessoa de sentir emoções como culpa ou empatia, por exemplo”, diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Psicopatas leves ou moderados passam despercebidos: são pessoas inteligentes, porém muito mais frias e egoí-stas do que a média. “São pessoas corruptas, inescrupulosas, aquelas que não pensam duas vezes para pisar no pescoço de alguém”, diz o psiquiatra e criminologista Paulo Repsold. Neste grupo, os fatores que desencadeiam o distúrbio podem ser genéticos ou adquiridos, como um traumatismo que desencadeia lesões no sistema nervoso.

Obviamente, não é fácil reconhecer um psicopata moderado a olho nu. Ao contrário de quem sofre de psicopatia grave, como assassinos em série, ele não costuma ter histórico de violência na infância e outros danos psicológicos. Ou seja, não desenvolve necessidades doentias que o denunciem facilmente. “Mas nada impede que rompam essas barreiras e agravem a insensibilidade”, diz Repsold.

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Sociopatas, resumo

25.01.12
Uma síntese sobre os sóciopatas
http://sociopatascilada.blogspot.pt/2012/01/estilo-de-vida-dos-sociopatas.html?spref=tw&m=1

Os sociopatas não são considerados loucos. Seus atos criminosos não provém de mentes adoecidas,mas sim de um raciocínio frio e calculista combinando com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos presentes e com sentimentos.

São indivíduos frios ,mentirosos,sedutores e que visam o próprio beneficio.

Não tem culpa nem remorso , na realidade são predadores sociais

Os sociopatas deixam um rastro de perdas e destruição por onde passam.Sua característica principal é a falta de consciência nas relações interpessoais , são capazes de tudo no jogo de poder e autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos para satisfazer seu egocentrismo e indiferença.

Manipulam tudo e todos , passam por cima destroem pessoas, e se escondem muitas vezes em brechas da lei , para se passarem por indivíduos idôneos .

A princípio os sociopatas são melhores que as outras pessoas, não recebemos nada de positivo, e no fim das contas amargamos sérios prejuízos em diversos setores das nossas vidas.

Os sociopatas a cada dia se superam e criam formas cada vez mais ardilosas de conseguirem o que querem , sequer preservam os filhos.
Essas pessoas que são capazes de tudo,subornar, roubar para prejudicar os outros , que se encontram no seu caminho.

O sociopata é capaz de mentir a todo o tempo para que mantenha a imagem dele da maneira que ele ache adequada, ele não tem consciência , logo a culpa e remorso não fazem parte de sua vida, o que a transforma em um vazio.


O SOCIOPATA nada mais é que um elemento frustrado, que não conseguiu atingir seus objetivos e usa de subterfúgios para a sua devida abordagem e automaticamente se faz de companheiro de suas vítimas. ..... e portanto "alguém" tem que pagar por isso, e assim ele mente, engana, armando ciladas pra que a culpa caia em outra pessoa, afinal "os frágeis e otários estão no mundo pra isso mesmo" - segundo o pensamento dele. …

O sociopata , esquece e repete seu comportamento consistentemente , pois ao não enxergar suas culpas , e com a não existência da consciência e consequentemente do amor, ele faz da sua vida um jogo .

Eliana , com seu comportamento , tentou seu golpe duas vezes na mesma pessoa , e não percebeu . Pois sua sede de buscar alguém que consiga a sustentar e assinar seu comportamento como digno é insaciável.

Os sóciopatas precisam de alianças para suportarem seus golpes e mentiras, eles precisam desesperadamente de status .Suas ciladas necessitam de cúmplices e dinheiro para se sustentarem.

Muitas vezes procuram pessoas honestas , mas também atraem novos sociopatas para seu ciclo.Ao atrair novos sociopatas para rede começam a se tornar frágeis.Buscam ou são incentivados na própria família.

Sociopatas não cedem verdadeiramente, apenas dizem que não querem e se fingem de bons , mas na realidade são loucos por demonstrar poder.

Sóciopatas sempre escorregam, mas precisamos querer ver, pois ele tenta a todo custo justificar seus atos , de forma que sejam as grandes vitimas.Desta forma atraem mais vitimas para si, ė sua retroalimentação. São os verdadeiros vampiros da sociedade.

Não existe consciência nos psicopatas que caracteriza a espécie humana, logo eles são incapazes de amar, eles gostam de possuir coisas e pessoas.

É com esse sentimento de posse porque não dizer poder eles se relacionam com o mundo e com as pessoas.

A luz dessas características eles são capazes de cometer atos terríveis segundo a ótica das pessoas normais e ainda quando tais atos são descobertos , parecem ser impossíveis de serem cometidos por aquela pessoa. Muitas vezes usam a técnica de utilizar pequenas verdades para ganhar credibilidade em suas mentiras.

Com isso eles confundem as pessoas de bem para que as mesmas concluam baseadas em um certa razoabilidade que se eles reconhecem seus erros é provável que estejam falando a verdade sobre o resto das historias.

Para identificar isso é preciso muita observação e conhecimento da vida do sociopatas para que possamos não ser enganados pelos mesmos.

Estilo de Vida dos Sociopatas
Impulsivodade

Os sóciopatas apresentam atitudes impulsivas , pois precisam de ter prazer,satisfação ou alivio imediato em situaçôes de pressão,sem qualquer vestígio de culpa ou arrependimento.Eles so pensam no presente imediato sem ponderar as consequências futuras para si e para os que o cercam.


Autocontrole Deficiente

Os sóciopatas apresentam uma enorme deficiência neste quesito, eles são capazes de ataques de fúria de qualquer nível e voltar a uma atitude normal com se nada tivesse acontecido, sem nenhuma consciência do possível estrago causado.

Com isso tentam se colocar como vitima em tudo, pois diferente de pessoas normais , o ataque de fúria dos sóciopatas são conscientes no sentido de saberem exatamente o que estão fazendo e até onde querem ir.


Falta de responsabilidade

Quando constituem família os sóciopatas, se preocupam apenas em ter um instrumento necessário para construir uma boa imagem perante a sociedade e encobrir seus erros.Em geral as palavras e atitudes dos sóciopatas quanto a família divergem completamente.


Os Sociopatas são golpistas por excelência


Os Sociopatas com sua não existência de consciência são capazes de tudo inclusive de planejar friamente seus golpes , muitas vezes , não estão preocupados com ninguém a não ser a si próprios e precisam passar uma imagem acima do bem e do mal.

Seus golpes começam sempre se demonstrando serem vitimas para ganharem confiança e depois passam a sugar o que lhes interessa , mesmo que o que lhe interessa mate seus filhos.Filhos para os Sociopatas servem apenas para disfarçarem suas mentiras .

Sexo

Sociopatas não existam em vender sexo pelo seus objetivos , isto acontece porque ?

Por causa da intimidade que o sexo traz e para o jogo da pena , ele pode ser imprenscidivel , normalmente o sociopata não tem prazer com o sexo , principalmente o feminino e nem quer ter para não criar pontos fracos .

Além disso em seus golpes sempre coloca que tem problemas sexuais para que a outra parte se interesse mais em ser especial .Para o sociopata o sexo serve para atrair vítimas.

Mentiras

Um sociopata pode ser identificado a distancia, desde que você não caia no golpe da pena .

Ele sempre é a vitima e vai encontrar argumentações para provar isso de forma obvia. Vide o caso de Eliana com Eduardo .A armação de Eliana para seu ex- marido com a Lei Maria da Penha a coloca como vitima, ela abre um inquérito e não uma queixa crime para que o ex- marido não possa se defender.

Ela vai inventar situações grotescas,as quais não consegue comprovar, e vai dizer que é uma pessoa boa . Vide o caso de Eliana que no desespero de convencer Eduardo diz que o ex-marido tentou envenená-la.Ela é capaz de simular uma situação para incriminar o outro.


Para isso ela se associa a outro sociopata para lhe ajudar na tarefa de e convencer as pessoas de bem, precisa ter um gasto muito alto para comprar pessoas ao seu redor.Afinal ela precisa se parecer frágil.

Ela vai sempre dizer que o ultimo relacionamento acabou porque não houve química ou alguém atrapalhou. Vide o caso de Eliana.Ela se desesperá quando pega e vai acusar alguém.

A Família alimenta sem perceber

O disturbio de Eliana é alimentado por sua familia , pois ela desenvolveu um modelo de sucesso para o ambito familiar , onde é vista como o exemplo de profissional e passou a viver sua vida em torno disso.

Sua super-irmã com afirma para Eduardo é maior patrocinadora, cumplice e aliada desta ilusão, pois sendo uma sociopata em grau mais avançado, tem a ganhar com o momento de Eliana, pois ela tomou tudo de seu ex- marido em seu golpe.


Para manter sua fama de bem sucedida ela mente descaradamente e evita o convivio regular e direto com a familia, ficando esta última sem condiçōes de avalar suas atitudes, e alimenta a mentira criada por Eliana em sua cabeça.

Conclusão
As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão “daqui para a frente”, mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.

Filhos as Grandes Vítimas


Os filhos são as maiores vitimas de uma sociopata , pois ao aplicar seus golpes elas não pensam neles alias os tratam como idiotas.

O sociopata é imune as relações de afetividade , pois ele cria uma história após a outra para justificar suas atitudes , seus objetivos e suas mentiras.

Ele dissimula e tenta envolver o máximo possível as pessoas para lhe dar alibis, não se importa com as consequencias para a formação dos filhos.

Vi uma sociopata expondo a filha para arrumar homem, é muito triste, é pior que as mães que usam seus filhos no sinal , vendendo balas ou apenas pedindo.

Veja o caso de Eliana , ela usa a filha em fotos para atrair vitimas para seus golpes usando a Lei Maria da Penha.não exita em usar a filha , para tentar demostrar que é uma pessoa de bem e que não destruiu a vida das pessoas próximas.


Eliana expõe sua filha a homens e coloca para Eduardo que são só crianças.Crianças hoje , adultos problemáticos amanhã.

Muitas vezes , psicólogos também são usados por um sociopata e é uma das presas mais fáceis, pois devido ao seu conhecimento acham que conhece bem o assunto e como não existem material bem estruturado sobre o tema e os sóciopatas estão entre nós e são difíceis de se identificar, principalmente aqueles que são bem sucedidos, se valem dos psicólogos para iludir a sociedade na busca de seus objetivos.

Eliana procurou um psicólogo pois estava preocupada com sua filha , uma vez que a separação podia estar causando uma forte carga emocional .

Mas na realidade o que Eliana queria era uma avaliação de um profissional para incrimanar seu ex-marido, que iria obter a guarda da criança , conseguiu a allienação da criança com o aval da psicologa.

Nunca saberemos o real prejuizo que o sóciopata é capaz de gerar em seus filhos, mas sabemos que deixará muitas sequelas.
às 23:27
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Violência e personalidade

25.01.12
Na realidade a Personalidade Anti-Social pode ser considerada, por alguns autores, como sinônimo da Sociopatia, visto imediatamente antes. Entretanto, preferimos discorrê-la separadamente. Isso facilitaria uma maior compreensão conceitual e a possibilidade do Transtorno Anti-social ser algo mais ameno que a Sociopatia, embora da mesma família. Veja a Personalidade Anti-Social nos Transtornos da Linhagem Sociopática da Personalidade.

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=90

Segundo o CID.10, Personalidade Anti-Social é um Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais e falta de empatia para com os outros. Haveria um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas, sendo que esse comportamento não seria modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas correções e punições.

Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe também, na Personalidade Anti-Social, uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade. O CID.10 considera a Personalidade Anti-Social como sinônimo de Transtorno Amoral da Personalidade, Transtorno Associal da Personalidade, Personalidade Psicopática ou Sociopatia.

Sendo assim, o tema é mais extenso e complexo do que refere o CID.10. Por isso preferimos subdividí-lo para melhor compreendê-lo.

Segundo o DSM.IV, a característica essencial do Transtorno da Personalidade Anti-Social é um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que inicia na infância ou começo da adolescência e continua na idade adulta.
Uma vez que o engodo e a manipulação são aspectos centrais do Transtorno da Personalidade Anti-Social, pode ser de especial utilidade integrar as informações adquiridas pela avaliação clínica sistemática com informações coletadas a partir de fontes colaterais.

Para receber este diagnóstico, o indivíduo deve ter pelo menos 18 anos e ter tido uma história de alguns sintomas de Transtorno da Conduta antes dos 15 anos. O Transtorno da Conduta envolve um padrão de comportamento repetitivo e persistente, no qual ocorre violação dos direitos básicos dos outros ou de normas ou regras sociais importantes e adequadas à idade.

Os comportamentos específicos característicos do Transtorno da Conduta ajustam-se a uma dentre quatro categorias: agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, defraudação ou furto, ou séria violação de regras.

O padrão de comportamento anti-social persiste pela idade adulta. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social não se conformam às normas pertinentes a um comportamento dentro de parâmetros legais. Eles podem realizar repetidos atos que constituem motivo de detenção (quer sejam presos ou não), tais como destruir propriedade alheia, importunar os outros, roubar ou dedicar-se à contravenção. As pessoas com este transtorno desrespeitam os desejos, direitos ou sentimentos alheios.

Esses pacientes freqüentemente enganam ou manipulam os outros, a fim de obter vantagens pessoais ou prazer, podem mentir repetidamente, usar nomes falsos, ludibriar ou fingir. As decisões são tomadas ao sabor do momento, de maneira impensada e sem considerar as conseqüências para si mesmo ou para outros, o que pode levar a mudanças súbitas de empregos, de residência ou de relacionamentos. Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social tendem a ser irritáveis ou agressivos e podem repetidamente entrar em lutas corporais ou cometer atos de agressão física, incluindo espancamento do cônjuge ou dos filhos.

Os atos agressivos cometidos em defesa própria ou de outra pessoa não são considerados evidências para este quesito. Eles podem engajar-se em um comportamento sexual ou de uso de substâncias com alto risco de conseqüências danosas. Eles podem negligenciar ou deixar de cuidar de um filho, de modo a colocá-lo em perigo.

Por tudo isso, os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social também tendem a ser consistente e extremamente irresponsáveis. O comportamento laboral irresponsável pode ser indicado por períodos significativos de desemprego apesar de oportunidades disponíveis, ou pelo abandono de vários empregos sem um plano realista de conseguir outra colocação. Pode também haver um padrão de faltas repetidas ao trabalho, não explicadas por doença própria ou na família. A irresponsabilidade financeira é indicada por atos tais como inadimplência e deixar regularmente de prover o sustento dos filhos ou de outros dependentes.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social demonstram pouco remorso pelas conseqüências de seus atos. Eles podem mostrar-se indiferentes ou oferecer uma racionalização superficial para terem ferido, maltratado ou roubado alguém. Esses indivíduos podem culpar suas vítimas por serem tolas, impotentes ou por terem o destino que merecem; podem minimizar as conseqüências danosas de suas ações, ou simplesmente demonstrar completa indiferença. Estes indivíduos em geral não procuram compensar ou emendar sua conduta. Eles podem acreditar que todo mundo está aí para "ajudar o número um" e que não se deve respeitar nada nem ninguém, para não ser dominado.

Sociopatia
Uma grande proporção, em torno de 25% dos prisioneiros, mostra muitas características do que a psiquiatria chama de Sociopatia. A DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais), define esse quadro como Transtorno da Personalidade Anti-social. Também a Organização Mundial de Saúde (CID-10) classifica a sociopatia sob a denominação de Transtorno da Personalidade Dissocial.
As características dos sociopatas engloba, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.

Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes.

Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade.

Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média. Devido ao fato de não demonstrarem sintomas de outras doença mental qualquer, na década de 60 o movimento norte-americano chamado Anti-psiquiatria recomendou que os sociopatas fossem excluídos das classificações psiquiátricas. Dizia-se, na época, que a alteração do sociopata era de natureza moral e ética e, para problemas éticos, as soluções tinham que ser éticas (cadeia), não médicas.

A teatralidade e manipulação social dos sociopatas é tão convincente que poucas pessoas, após algum contato duradouro com os sociopatas, são capazes de imaginar o seu lado negro, mau e perverso. Esses atributos os sociopatas são capazes de esconder durante toda vida. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.

Como a psiquiatria não tem uma avaliação unicamente binária da situação, como a obstetrícia que considera as grávidas e não grávidas, a sociopatia tem vários graus, desde simplesmente os socialmente perniciosos, passando pelas personalidade odiosas, até criminosos brutais do tipo "Silêncio dos Inocentes". Muitas personalidades conhecidas no campo da política, da polícia, das finanças e das empresas podem portar o caráter sociopático. Felizmente, apenas uma parte dos sociopatas se transforma em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais. Parece haver um amplo consenso entre os psiquiatras que a sociopatia é intratável.

A escala de valores do sociopata é tão precária (ou inexistente) que eles próprios sociopatas se consideram predadores sociais, e geralmente sentem expressivo orgulhosos disto. Normalmente eles não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo explícito das pessoas comuns. Eles costumam dissimular perfeitamente a intenção agressiva e violenta, normalmente atendo-se à intimidade doméstica ou agindo sorrateiramente. Trata-se, de fato, de uma agressão predatória, comumente acompanhada por excitação mínima do sistema Nervoso Autônomo (são frios) bem planejadas, intencionais e pouco emocionais.

O diagnóstico da sociopatia pode ser feito ainda na infância ou adolescência. Inicialmente ela começa com delinqüência infanto-juvenil. No DSM.IV a sociopatia da infância e adolescência é classificado como Transtorno do Comportamento Disruptivo, no subtipo Transtorno da Conduta. Na CID-10 também aparece com o nome Transtornos de Conduta e está subdivididos nos seguintes tipos:

1- Transtorno de conduta restrito ao contexto familiar;
2- Transtorno de conduta não-socializado;
3- Transtorno de conduta socializado;
4- Transtorno desafiador de oposição;
5- outros e não especificado

A característica essencial do Transtorno da Conduta é um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade.

O DSM-IV também subdivide o Transtorno de Conduta em alguns tipos principais:

1. a conduta agressiva, aquela capaz de causar ou mesmo ameaçar danos físicos a outras pessoas ou a animais;
2. a conduta não-agressiva, causadora de perdas ou danos a propriedades e;
3. a defraudação ou furto que reflete sérias violações de regras.

O padrão delinqüencial de comportamento costuma estar presente em varias circunstâncias, tais como em casa, na escola ou comunidade e as informações necessárias à anamnése devem ser colhidas com familiares ou outros informantes, tendo em vista o fato desses indivíduos tenderem a minimizar seus problemas de conduta. Esses pacientes infantis ou adolescentes costumam exibir um comportamento de provocação, ameaça ou intimidação, traduzindo um comportamento agressivo e reações também agressivas aos outros. Não é raro que eles provoquem lutas corporais, usem alguma arma capaz de causar sério dano físico (desde pedra, canivete, pedaços de pau até armas de fogo).

Outra característica dos delinqüentes é a capacidade de serem fisicamente cruéis com pessoas ou animais, de roubarem e de forçarem alguém a manter atividade sexual consigo. Desta forma, quando adolescentes, a violência física pode assumir a forma de estupro, agressão ou, em certos casos, até de homicídio. A destruição deliberada da propriedade alheia também é um aspecto característico do Transtorno de Conduta, assim como o incendiarismo, a depredação, a quebra de vidros de automóveis e o vandalismo. Mentir ou romper promessas para obter vantagens ou complacência do ambiente ou para evitar débitos ou obrigações também é freqüente.

O Transtorno de Conduta (que é o sociopata infantil) freqüentemente se inicia antes dos 13 anos e muitos pacientes começam o quadro permanecendo fora de casa até tarde da noite, apesar de proibições dos pais, fugindo de casa durante a noite ou outros tipos de desobediência às normas, sejam elas domésticas ou escolares. O DSM-IV é cauteloso quanto às fugas, não considerando para diagnóstico os episódios de fuga que ocorrem como conseqüência direta de abuso físico ou sexual contra o paciente.

Alguns autores preferem a denominação de Delinqüência para o Transtorno de Conduta, muito sugestiva, apesar de pouco honrosa. As condutas provenientes deste transtorno são normalmente mais graves que as travessuras comuns das crianças e adolescentes. Legalmente o termo "delinqüência" refere-se à transgressão das leis normativas de um determinado lugar por pessoa abaixo de determinada idade definida (16, 18 ou 21 anos). O mesmo ato praticado depois desta idade denomina-se crime. Percebe-se então, que o termo "delinqüência" pode não completar a idéia atrelada aos Transtornos de Conduta, já que muitos atos praticados têm apenas um caráter ético, não jurídico.

A CID-10 caracteriza os Transtornos de Conduta por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora. Para o diagnóstico devemos levar em conta a época do desenvolvimento da criança. Crises de birra, por exemplo, são comuns até aos 3 anos e não devem servir de base para este diagnóstico. Como exemplos de comportamentos válidos para o diagnóstico temos o seguinte:

1 - níveis excessivos de brigas;
2 - crueldade com animais;
3 - mentiras repetidas;
4 - destruição de propriedades;
5 - comportamento desafiador e;
6 - desobediência persistente.

Crianças sociopatas manifestam tendências e comportamentos que são altamente indicativos de seu distúrbio. Por exemplo, eles são aparentemente imunes a punição dos pais, e não são afetados pela dor. Nada funciona para alterar seu comportamento indesejável, e conseqüentemente os pais geralmente desistem, o que faz a situação piorar. Os sociopatas violentos mostram uma história de torturar pequenos animais quando eles eram crianças e também vandalismo, mentiras sistemáticas, roubo, agressão aos colegas da escola e desafio à autoridade dos pais e professores.

Os critérios para diagnósticos do Transtorno de Conduta infanto-juvenil do DSM-IV são os seguintes:

A. Um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade, manifestado pela presença de três (ou mais) dos seguintes critérios nos últimos 12 meses, com pelo menos um critério presente nos últimos 6 meses:

Agressão a Pessoa e Animais
(1) freqüentemente provoca, ameaça ou intimida outros
(2) freqüentemente inicia lutas corporais
(3) utilizou uma arma capaz de causar sério dano físico a outros (por ex., bastão, tijolo, garrafa quebrada, faca, arma de fogo)
(4) foi fisicamente cruel com pessoas
(5) foi fisicamente cruel com animais
(6) roubou com confronto com a vítima (por ex., bater carteira, arrancar bolsa, extorsão, assalto à mão armada)
(7) forçou alguém a ter atividade sexual consigo
Destruição de Propriedade
(8) envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndio com a intenção de causar sérios danos
(9) destruiu deliberadamente a propriedade alheia (diferente de provocação de incêndio)
Defraudação ou furto
(10) arrombou residência, prédio ou automóvel alheios
(11) mente com freqüência para obter bens ou favores ou para evitar obrigações legais (isto é, ludibria outras pessoas)
(12) roubou objetos de valor sem confronto com a vítima (por ex., furto em lojas, mas sem arrombar e invadir; falsificação)
Sérias Violações de Regras
(13) freqüentemente permanece na rua à noite, apesar de proibições dos pais, iniciando antes dos 13 anos de idade
(14) fugiu de casa à noite pelo menos duas vezes, enquanto vivia na casa dos pais ou lar adotivo (ou uma vez, sem retornar por um extenso período)
(15) freqüentemente gazeteia à escola, iniciando antes dos 13 anos de idade.

B. A perturbação no comportamento causa prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

C. Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, não são satisfeitos os critérios para o Transtorno da Personalidade Anti-Social.

Quanto a gravidade o Transtorno de Conduta pode ser:
1 - Leve: poucos problemas de conduta, se existem, além daqueles exigidos para fazer o diagnóstico e os problemas de conduta causam apenas um dano pequeno a outros.
2 - Moderado: número de problemas de conduta e efeito sobre outros são intermediários, entre "leve" e "severo".
3 - Severo: muitos problemas de conduta além daqueles exigidos para fazer o diagnóstico ou problemas de conduta que causam dano considerável a outros.

Transtornos de Conduta
O Transtorno de Conduta, típico de crianças, adolescentes e jovens, se caracteriza por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora, por no mínimo seis meses (CID10). Esse transtorno, quando em seu maior extremo, produz violações importantes das expectativas sociais apropriadas à idade do indivíduo e, portanto, é mais grave que as tradicionais travessuras infantis ou rebeldia normal de um adolescente.

O Transtorno de Conduta parece preocupar mais os outros do que a própria criança que sofre da perturbação e, nestes, são comuns o uso regular do fumo, bebidas alcoólicas ou drogas e comportamento sexual precoce.

O portador do Transtorno de Conduta pode não ter consideração pelos sentimentos, desejos e bem estar dos outros, demonstrando isso através de comportamento insensível, faltando-lhe um sentimento apropriado de culpa e remorso. Na realidade, conceitualmente, devemos ter em mente que o Transtorno de Conduta é o correspondente infantil daquilo que aprendemos como sociopatia ou Transtorno Anti-Social.

Os pacientes com esse transtorno podem viver acusando seus companheiros, tentando culpá-los por suas ações. A auto-estima está usualmente baixa, embora a pessoa possa projetar uma imagem de dureza. Pouca tolerância à frustração, irritabilidade, explosões temperamentais e negligência provocativa são também características freqüentes. Outros sintomas de ansiedade e depressão, além da redução da auto-estima, são comuns e podem justificar o diagnóstico adicional desses estados. Anteriormente, antes dessa febre demagógica do politicamente correto, essas crianças e adolescentes eram diagnosticados como Delinqüentes.

O Transtorno de Conduta tem importância clínica, devido ao grande número de encaminhamentos psiquiátricos, intercorrências judiciais, policiais e sociais motivados por comportamentos anti-sociais e agressivos. Normalmente o comportamento anti-social da infância costuma ser precursor de comportamento anti-social no adulto. É incomum encontrar comportamento anti-social adulto na ausência de uma história de transtorno semelhante ou delinqüência na infância. A não diminuição destes comportamentos problemáticos à medida em que o tempo passa tem sido visto como um mau prognóstico para a socialização adulta normal.

Embora algum comportamento delinqüencial e rebelde seja relativamente comum durante a adolescência, trata-se de um modismo ou ocorrência própria da faixa etária. Felizmente, apenas um pequeno percentual desses jovens se tornará infrator crônico depois de adulto.
Para o diagnóstico do Transtorno de Conduta, recomenda-se a ocorrência persistente e repetitiva de um número variável das características abaixo:

1. Roubo sem confrontação com a vítima em mais de uma ocasião (incluindo falsificação).
2. Fuga de casa durante a noite, pelo menos duas vezes enquanto vivendo na casa dos pais (ou em um lar adotivo) ou uma vez sem retornar.
3. Mentira freqüente (por motivo que não para evitar abuso físico ou sexual).
4. Envolvimento deliberadamente em provocações de incêndio.
5. Gazetas freqüentemente na escola (para pessoa mais velha, ausência ao trabalho).
6. Violação de casa, edifício ou carro de uma outra pessoa.
7. Destruição deliberadamente de propriedade alheia (que não por provocação de incêndio).
8. Crueldade fisica com animais.
9. Forçar alguma atividade sexual com ele ou ela.
10. Uso de arma em mais de uma briga.
11. Freqüentemente inicia lutas físicas.
12. Roubo com confrontação da vítima (por exemplo: assalto, roubo de carteira, extorsão, roubo à mão armada).
13. Crueldade física com pessoas.

Quanto a classificação do grau de gravidade os critérios são:

Leve - poucos ou nenhum problema de conduta a mais daqueles exigidos para o diagnóstico, e os problemas de conduta apenas causam pequenos danos aos outros.
Moderado - número de problemas de conduta e efeito nos outros, intermediário entre leve e grave.
Grave - Os problemas de conduta causam danos consideráveis a outros, p.ex.: graves lesões corporais às vítimas, amplo vandalismo ou roubo, ausência prolongada de casa.

Existem estudos que mostram evidências de que certos tipos de violência episódica podem estar associados à alguns transtornos do sistema nervoso central. Muitos jovens seriamente perturbados podem revelar alterações disrítmicas do sistema nervoso central. Uma das ocorrências co-mórbidas ao Transtorno de Conduta mais comumente encontradas é a chamada Hiperatividade com Déficit de Atenção.

O quadro de Transtorno de Conduta tem sido considerado de mau prognóstico, tendo em vista não haver tratamento efetivo especifico para ele.

Episódio Maníaco
Um Episódio Maníaco é uma das fases do Transtorno Afetivo Bipolar, durante a qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. A perturbação do humor deve ser acompanhada por pelo menos três sintomas adicionais de uma lista que inclui:

auto-estima inflada ou grandiosidade
necessidade de sono diminuída,
pressão por falar
fuga de idéias
distratibilidade
maior envolvimento em atividades
agitação psicomotora
envolvimento excessivo em atividades prazerosas

O humor no Episódio Maníaco pode ser irritável, ao invés de elevado ou expansivo. Essa perturbação afetiva costuma ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou ocupacional ou para exigir a hospitalização, ou é marcada pela presença de aspectos psicóticos.

O Episódio Maníaco não deve decorrer dos efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso, como por exemplo a cocaíma, álcool ou maconha, de um medicamento, como por exemplo os redutores do apetite ou outros tratamentos somáticos para a depressão.

O humor elevado de um Episódio Maníaco pode ser descrito como eufórico, incomumente bom, alegre ou excitado. A qualidade expansiva do humor é caracterizada por entusiasmo incessante e indiscriminado por interações interpessoais, sexuais ou profissionais. Embora esse humor elevado seja considerado o sintoma prototípico, a perturbação predominante do humor pode ser irritabilidade, particularmente quando os desejos da pessoa são frustrados. Aí é que entra o potencial agressivo e violento do maníaco.

A auto-estima inflada tipicamente está presente, indo desde uma autoconfiança sem crítica até uma acentuada grandiosidade que pode alcançar proporções delirantes. Os delírios grandiosos no Episódio Maníaco são comuns, como por exemplo, ter um relacionamento especial com Deus ou com alguma figura pública do mundo político, religioso ou artístico).

A fala maníaca é tipicamente pressionada, alta, rápida e difícil de interromper. Esses pacientes podem falar ininterruptamente, às vezes por horas a fio, sem consideração para com o desejo de comunicação de outras pessoas. A fala por vezes se caracteriza por trocadilhos, piadas e bobagens divertidas. O indivíduo pode tornar-se teatral, apresentando maneirismos dramáticos e cantando. Os sons podem governar a escolha de palavras mais do que os nexos contextuais significativos (reverberação). Se o humor da pessoa for mais irritável do que expansivo, a fala pode ser marcada por queixas, comentários hostis ou tiradas coléricas.

O aumento da atividade dirigida a objetivos freqüentemente envolve excessivo planejamento e participação de múltiplas atividades, como por exemplo, atividades sexuais, profissionais, políticas e religiosas. Um aumento do impulso, fantasias e comportamento sexual em geral está presente. A pessoa pode assumir simultaneamente múltiplos novos empreendimentos profissionais, sem levar em consideração possíveis riscos ou a necessidade de completar cada uma dessas investidas a contento.

Expansividade, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento freqüentemente levam o paciente com Episódio Maníaco envolver-se imprudentemente em atividades prazerosas tais como surtos de compras, direção imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa, apesar das possíveis conseqüências dolorosas destas atividades.

O comprometimento resultante da perturbação pode ser suficientemente severo para causar acentuado prejuízo no funcionamento ou para exigir a hospitalização, com o fim de proteger o indivíduo das conseqüências negativas das ações resultantes do fraco julgamento. Essas conseqüências envolvem perdas financeiras, atividades ilegais, perda do emprego e, inclusive, comportamento agressivo.

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Golpe do novo amor ou parceiro perfeito

24.01.12
      Pequenos Golpes Populares
Golpe do "novo amor" ou parceiro perfeito
Alavancas: Ingenuidade e Escassa Atenção, Irracionalidade, Necessidade

http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=301

Este golpe tem muitas variantes e sobretudo existe na versão “masculina” e na versão “feminina”. Pelas minhas estatísticas, até o momento, é um pouco mais freqüente na versão “masculina” (ou seja onde o golpista é homem e as vítimas são mulheres). Existem ainda casos bastante freqüentes de golpes deste tipo aos danos de homossexuais.

O conceito é muito simples. O golpista (homem ou mulher) seleciona uma ou mais vítimas (vi casos onde um único homem estava aplicando o golpe em 5 mulheres ao mesmo tempo) que, normalmente, devem ter as seguintes características:
Estar bastante carentes de um ponto de vista afetivo.
Morar sozinhas e/ou ter independência.
Possuir certo patrimônio em dinheiro, imóveis, bens ou renda (inclusive por trabalho).
Vítimas com caráter pouco forte são preferidas assim como pessoas com algum tipo de problema (inclusive de ordem psicológica) que limite suas capacidades de tipo social.

O objetivo é fazer a vítima se apaixonar pelo golpista, o qual também deixará acreditar estar muito envolvido emocionalmente. Ele será sempre bonito ou sensual, carinhoso, gentil, atencioso, disponível etc ... De forma geral, por se tratar de um golpista, terá capacidade de moldar seu perfil para melhor atender as expectativas e desejos da vítima. Eventualmente o golpista passará a morar junto com a vítima, em tempo integral ou parcialmente com alguma desculpa (mãe doente, trabalho etc...). Pode até propor ou vislumbrar a possibilidade de um casamento. Se alguém da família ou dos amigos da vítima suspeitar ou ficar contra ele, fará de tudo para desmoralizar esta pessoa e afastar a vítima dela.
Uma vez construído e consolidado o envolvimento emocional iniciarão a aparecer os verdadeiros objetivos, ou seja tentar desviar patrimônio e dinheiro com as mais variadas modalidades e desculpas. Aparecerão histórias sobre doenças dele ou de familiares queridos, problemas com esposas ou filhos de relacionamentos anteriores, dívidas e/ou agiotas cobrando de forma radical, novos negócios (furados) nos quais quer envolver a/o “amada/o” etc...
Para tanto proporá a venda de apartamentos ou outros bens, o saque de poupanças, a tomada de financiamentos em nome da vítima etc... poderá chegar até a se aproveitar do acesso à casa da vítima para roubar jóias e outros valores.

Uma vez conseguidos os objetivos, ou seja tomar tudo o possível, o/a golpista arrumará uma desculpa para se afastar ou simplesmente desaparecerá.

Já foram registrados casos deste tipo com epílogos violentos ou até fatais.

Os lugares onde estes golpistas “caçam” suas vítimas, são bastante variados; sistemas tipo Orkut e Facebook e salas de “Bate-Papo” na internet, boates e bailes e, quem diria, até igrejas.
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Sociopata Carlos Alberto Melo

24.01.12
Golpe do ‘Amor’ pode ter sido praticado em outros Estados
A delegada pede para que as vítimas procurem a delegacia e prestem queixa contra o homem acusado de aplicar golpes com promessa de união familiar


Carlos Alberto pode ter praticado o golpe em outros Estados Foto: SSP
Um senhor com aparência de pai de família e uma conversa muito articulada. É dessa forma que a delegada Viviane Pessoa, da Delegacia Especial de Combate a Falsificação e Defraudações (DEFD) descreve o homem acusado de aplicar golpes em mulheres. A promessa de casamento e de partilhar uma vida a dois pode ter feito muitas vítimas.
A delegada conta que a polícia conseguiu prender Carlos Alberto Cardoso de Melo, de 53 anos, na manhã da última terça-feira, 30, após cerca de sete meses de investigação. Acusado de estelionatário, Carlos Alberto utilizava vários meio para encontrar suas vítimas. Segundo a delegada, as mulheres eram abordadas em igrejas, pontos de ônibus ou ainda encontradas via internet.

A delegada conta que as investigações foram iniciadas após uma mulher que é mãe de dois filhos


O homem diz que era somente amigo das mulheres Foto: Portal Infonet
menores ter procurado a delegacia desesperada porque tinha vendido a residência e o suposto namorado tinha desaparecido com todo dinheiro da venda do imóvel, cerca de R$ 15 mil. Nesse caso, Viviane Pessoa salienta que Carlos Alberto disse para a vítima que iria juntar com um dinheiro que ele iria receber e comprar um imóvel no bairro Jardins para morar com a mulher.
O que chamou a atenção durante a prisão do homem foi o vasto material encontrado com ele. Além de cartões de crédito, telefones celulares, cheques assinados com folhas em branco, diversas contas de lojas e despesas das vítimas, a
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=96836&titulo=noticias

Com a promessa de uma vida a dois o homem conseguia tirar bens e dinheiro das vítimas
polícia encontrou um caderno com dados das mulheres que podem ter sido vítimas do estelionatário.
“Foi encontrado essas anotações com mais de mil nomes de mulheres e telefones, além de livros de auto ajuda”, destaca a delegada.

Viviane Pessoa conta que a polícia investiga a participação de Carlos Alberto em crimes praticados em outros Estados como Ceará, Bahia, Alagoas e São Paulo. Para a polícia, Carlos Alberto negou os golpes e disse apenas que conhecia as mulheres citadas durante depoimento, mas que eram amigas e que gostava de conversar e aconselhar.

Com a divulgação da imagem do acusado a polícia espera que outras mulheres possam ir até a


Vários objetos das mulheres foram encontrados em poder do homem
delegacia e prestar queixa do acusado. “Espero que as mulheres rompam a vergonha e venham até a delegacia relatar se foram vitimas desse estelionatário”, afirma a delegada, salientando que a pena para este tipo de crime aumenta de acordo com o número de vítimas, para cada vítima de um ano a cinco anos de reclusão.
A polícia está trabalhando no levantamento da ficha de Carlos Alberto para saber se ele possui passagens por outros crimes.

 

Por Kátia Susanna

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Sociopata Douglas

24.01.12
http://blogs.estadao.com.br/jt-seguranca/golpista-seduzia-mulheres-pela-internet/


Oliveira, 27 anos, usava a internet para se aproximar de mulheres carentes (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Elvis Pereira

Douglas Coelho de Oliveira, de 27 anos, foi preso num shopping da zona oeste após ter enganado a namorada que conhecera pela internet. Ele tentou extorqui-la em US$ 74 mil. Outras três mulheres já procuraram o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) para denunciá-lo.

Oliveira e a vítima, uma profissional liberal paulistana de 32 anos, se conheceram em um site de relacionamentos em fevereiro deste ano. O estelionatário se apresentou como Maurício Coelho Kojoskowhitt Zimmernann, sobrenomes que seriam de mãe russa e pai alemão. Exibia porte físico e boa conversa, e simulava ser fiscal da Receita Federal. Ele dizia estar envolvido em denúncias de corrupção, por isso era impedido de ter movimentação bancária, além de ser tradutor.

No início do relacionamento, o estelionatário depositou na conta bancária da vítima um cheque de R$ 20 mil. Depois, pediu o cartão e a senha da namorada para movimentar o dinheiro. Gastou os R$ 20 mil e muito mais, zerando a conta da vítima. Além disso, nesse período, viajou para o Nordeste com a namorada, às custas dela. Submeteu-se a cirugias plásticas no rosto e no abdome, também pagas por ela. No fim, recebeu um Jetta, modelo de luxo da Volkswagen, cujo preço parte de R$ 79 mil, financiado pela namorada.

A família da vítima questionou o relacionamento. Desconfiada, a paulistana procurou o Deic no início do mês passado e descobriu que Maurício não existia. “Havia na internet páginas alertando que ele era estelionatário”, afirma o delegado Jan Plzak, do Deic.

A vítima tentou terminar o namoro, mas Oliveira criou uma história sobre uma dívida com a “máfia coreana”. Se o débito de US$ 74 mil não fosse quitado, os criminosos matariam algum familiar dela. De estelionato, o caso transformou-se em extorsão e o Deic orientou a paulistana a tentar diminuiu o valor.

Ela reduziu o preço para US$ 23 mil e combinou a entrega em um shopping no último dia 24. Ao pegar o dinheiro, Oliveira recebeu voz de prisão. Ele morava em Diadema, na região do ABC. Tem duas passagens pela polícia: uso de documento falso e falsidade ideológica. Afirmou ser tradutor, mas fala apenas português. O falso fiscal da Receita está preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP), zona oeste da capital.

COMO ELE AGIA

- Oliveira, segundo o Deic, era articulado, alto e exibia bom porte físico. Procurava mulheres carentes em sites de relacionamento
- Nos quatro meses de namoro, gastou pelo menos R$ 20 mil da vítima, além dos presentes recebidos, entre eles um carro
- Quando ela cogitou terminar o relacionamento, o acusado tentou extorqui-la
- A polícia acredita que o cheque utilizado pelo rapaz no golpe seria fruto de outra vítima e tenta agora localizá-la
- Outras três mulheres estiveram no Deic após a prisão de Oliveira. Quem reconhecê-lo deve procurar a delegacia
- Para a polícia, mulheres devem evitar fornecer cartões e senhas em início de relacionamentos

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Você sabe o que é um sociopata?

24.01.12
Você sabe o que é um sociopata?
Publicado no Tribuna do Brasil de 23/3/2007
Caderno TBPrograma, Coluna Psicoproseando...com Maraci

Em todo lugar, encontramos pessoas impressionadas com as circunstâncias da morte da servidora do STJ Maria Aparecida da Silva, que teria cometido suicídio ao ingerir veneno em decorrência de um pacto de morte feito com o golpista, e então seu namorado, Kleber Gusmão Ferraz. Esse episódio é tão assustador quanto difícil de entender. Como pode uma mulher se deixar envolver desse modo? - é o que mais se pergunta.
Lamentavelmente não conheci Aparecida. Mas imagino que era alguém que, na sua boa-fé, acreditava nas pessoas em geral e desconhecia a dimensão das próprias dificuldades emocionais, que a fizeram um alvo fácil para Kleber. Ninguém efetivamente saudável se deixaria enganar a esse ponto. Mulheres emocionalmente maduras e preparadas nem são abordadas por esse tipo de "homem". Também não conheço Kleber. Mas o que ele fez é típico de quem pode ser classificado como sociopata.
A sociopatia é também conhecida como "transtorno da personalidade anti-social" ou "transtorno da personalidade dissocial". Ela pode ser leve, moderada ou grave. Mas, de uma forma ou de outra, os sociopatas são indivíduos egocêntricos, desprovidos de valores morais, que desprezam a sociedade, suas leis e obrigações, assim como as outras pessoas, inclusive os próprios filhos. Por isso, não se apiedam ou sentem remorsos, o que os impede de se modificarem, mesmo se punidos.
São pessoas com inteligência normal ou acima da média, que não apresentam nenhum sintoma de doença mental de fácil identificação e possuem grande habilidade para convencer, induzir por meio de mentira, insinuação, sedução, intimidação, ameaça ou violência. Cínicas, roubam, abusam, trapaceiam. Incapazes de amar ou de serem leais, suas emoções são superficiais e falsas. Covardes, uma vez que só atacam quem teria dificuldade para reagir, podem até colocar em risco a vida de outras pessoas, sem constrangimento.
Esses indivíduos costumam se auto-intitular "predadores sociais" e sentem orgulho disso. Não raro culpam suas vítimas, classificando-as de tolas, impotentes, merecedoras do destino que tiveram. Quando descobertos, podem simular um arrependimento que jamais sentirão.
Na vida social, o sociopata costuma ser charmoso. Seu talento teatral é tão convincente que poucas pessoas são capazes de imaginar seu lado perverso, que eles podem esconder durante toda a vida. E uma vítima de violência pode perceber a verdadeira índole do sociopata apenas alguns momentos antes de ser por ele morta.
Não foi à toa que Kleber escolheu Aparecida. Assim como não foi sem motivo que ele escolheu Sônia de Fátima Ferreira, outra de suas vítimas. Foi conversando com essas duas mulheres que ele percebeu que poderia enganá-las e tirar proveito disso. E funcionou, infelizmente. As duas foram sugadas materialmente, fisicamente, emocionalmente. E ambas estão mortas.
Sei que, para muita gente, essas mulheres tiveram um comportamento absurdamente permissivo, excessivamente ingênuo, idiota mesmo. Mas, acreditem, esses processos não são tão simples. Até mesmo profissionais como psiquiatras, psicólogos, juízes, policiais podem ser vítima de um ou de uma sociopata. Basta que estejam emocionalmente fragilizados. Um sociopata é um ser extremamente ardiloso e perigoso.
Assim, espero que o que aconteceu a Aparecida e Sônia sirva de lição a todos nós. Que não nos exponhamos tanto. Que nos protejamos do mal que nos ronda. Que estejamos sempre alertas, orando e vigiando.
Que essas duas mulheres possam descansar em paz. E que, nesse caso, também a justiça dos homens seja feita!
http://maracisantana.blogspot.pt/2007/06/voc-sabe-o-que-um-sociopata.html?m=1

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Dormindo com o inimigo

24.01.12
Dormindo com o inimigo
Casos de crimes violentos como o ocorrido com o empresário Kitano Matsunaga, da Yoki, mostram que dividir a cama com alguém pode ser uma caixa de surpresas - nem sempre tão boas assim


Por Ana Fabrício


Ao nos apaixonarmos por alguém, nosso desejo é viver feliz com o objeto da nossa paixão - até que a morte nos separe. Porém, nem sempre acertamos a escolha. E a pessoa que escolhemos para dividir nossa caminhada - e em quem mais confiamos - pode, de repente, transformar-se de príncipe em sapo - ou de princesa em rã - e acabar convertendo o que poderia ser um relacionamento do tipo ‘felizes para sempre’ em caso de polícia, como o caso recente de Elize Matsunaga, mulher do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, que confessou o assassinato e esquartejamento do marido.

Mas o que faz com que uma pessoa com quem se estabeleceu uma rotina de intimidade e afeto possa chegar ao extremo de tirar a vida de alguém? O caso de Elize, estarrecedor, é só mais um, entre muitos, que ocorrem não só no Brasil, mas em vários lugares do mundo. E chocam não apenas pela brutalidade, mas por serem cometidos por alguém muito próximo da vítima.

Para os psiquiatras, não há um padrão de comportamento que explique todos os casos. Contudo, há uma característica comum nesses acontecimentos: sentimentos de posse, ciúmes e insegurança que extrapolam a normalidade. Porém, cada caso é um caso - e não dá para generalizar. São as circunstâncias de cada um deles que determinam o alcance da tragédia.

“Em primeiro lugar, é importante lembrar que nenhum comportamento humano tem uma causa isolada. Nossa mente é complexa. As ações e reações normalmente resultam de uma longa cadeia de fatores diversos”, explica o psiquiatra Daniel de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC) - onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor) –, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia (Universidade de São Paulo-USP), além de escrever para o Portal do Estadão. “No caso de humilhações constantes, esse pode ser um dos elementos envolvidos numa reação violenta, planejada ou não, por parte daquele que se sente acuado e sem saída.” 

Vítimas da cultura machista 

Esse tipo de crime tem, em sua grande maioria, a mulher como vítima, com algumas exceções, como no caso de Elize, que matou o companheiro. Segundo o psiquiatra e professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, Sérgio Baldassin, isso acontece porque alguns comportamentos, como a violência, são predominantes no homem desde o começo das civilizações. “Determinadas civilizações antigas, quando governadas por mulheres, caracterizam-se por apresentar predominantemente materiais agrícolas em seus registros históricos; quando por homens, destacam-se nas pesquisas o material bélico”. 
Ou seja, o homem, na figura do macho, ainda tem resquícios do tempo das cavernas. Segundo Barros, esse é um crime de gênero, ligado não apenas à maior força física do macho, mas, ainda, às diversas crenças e posturas com relação aos papéis da mulher e do homem no relacionamento. “O ambiente cultural é um fator de grande peso na ocorrência de crimes como esses.”

Mas como saber quem é, verdadeiramente, a pessoa com a qual convivemos e dividimos nossa cama? Para Baldassin, pode não haver sinais. Esse tipo de pessoa pode ou não dar pistas de uma personalidade violenta. Ela pode ser sossegada o tempo todo e, em algum momento, ficar violenta. “As possibilidades existem. Os sinais muitas vezes não são percebidos pelo próximo, que tende a achar que o sujeito era assim mesmo, quieto, isolado ou esquentado...” 

Para o caso específico de crimes como o cometido por Elize, Baldassin diz que não há um perfil. “Podem ser cometidos por indivíduos normais ou psicóticos, movidos por ideias delirantes, em busca de algum ganho, a qualquer custo.”

Segundo o psiquiatra Daniel de Barros, a maioria dos criminosos - mesmo entre os que cometem crimes bárbaros - não tem nenhum transtorno psiquiátrico. “Mais importante do que isso é fundamental lembrar que grande parte das pessoas que sofre com um transtorno mental nunca comete crime algum. Portanto, não há um sinal que seja específico para identificar quem irá ou não cometer atos violentos.” (Ana Fabrício)


Como identificar um psicopata?

Quanto aos psicopatas, o psiquiatra e professor Sérgio Baldassin traça um perfil com algumas das suas características principais. Importante destacar: estes sinais não significam, necessariamente, que todos eles sofrem. Mas alguns psicopatas sofrem mais, como os tímidos, nerds, isolados e esquizotímicos (têm personalidade introspectiva, concentrada, inquieta e contraditória consigo próprio).


Mas Barros alerta que os psicopatas são sujeitos extremamente frios, indiferentes ao sofrimento alheio, incapazes de estabelecer relacionamentos profundos e verdadeiros, em qualquer esfera da vida.


Fique atento aos sinais: 
Indiferença pelos sentimentos alheios; pobreza geral na maioria das reações afetivas. 
Conduta antissocial: atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais. 
Incapacidade de manter relacionamentos, embora não haja dificuldade em estabelecê-los. 
Muito baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência. 
Incapacidade de experimentar culpa ou remorso, ou de aprender com a experiência, particularmente punição. 
Propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis para o comportamento que o levou ao conflito com a sociedade. 
Desprezo para com a verdade e insinceridade. 
Sedução e boa inteligência. 
Não confiabilidade. 
Egocentrismo patológico e incapacidade para amar. 
Perda específica de insight (compreensão interna). 
Comportamento extravagante e inconveniente, algumas vezes sob a ação de bebidas, outras não. 
Vida sexual impessoal, trivial e mal integrada. 
Falha em seguir qualquer plano de vida. 
Amor ou ódio?
No Brasil e no mundo todo, são poucos os acontecimentos criminosos que têm o homem como vítima da mulher. A violência em um relacionamento pode partir tanto de um quanto de outro, mas, segundo as estatísticas policiais, há mais inimigos que inimigas. 


No Brasil, os casos conhecidos em que uma mulher foi acusada de matar o parceiro são três: 

Dorinha Duval - Em 1980, a atriz Dorinha Durval confessou ter matado com três tiros o seu marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara (16 anos mais novo do que Dorinha) ter dito não sentir mais atração por “uma velha” e, em seguida, tê-la agredido. A atriz foi condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto.






Zulmira Galvão Bueno - Em 1950, Zulmira Galvão Bueno matou com dois tiros o marido, Stélio Galvão Bueno, ao descobrir que ele lhe era infiel. Stélio Galvão Bueno era um advogado de sucesso, e Zulmira uma humilde bilheteira de cinema. Ela foi condenada a dois anos de prisão, com sursis (suspensão condicional da pena).


 Cippolina - O corpo do coronel aposentado da Polícia Militar e deputado estadual Ubiratan Guimarães foi encontrado por seus assessores políticos no dia 10 de setembro de 2006, caído perto do sofá, em seu apartamento. Sua namorada e suspeita de ser a assassina, a advogada Carla Cippolina, negou o crime. Mas câmeras do elevador a gravaram deixando o prédio do coronel no horário aproximado da morte. Guimarães ficou nacionalmente conhecido por comandar a invasão do extinto presídio do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar.
Apesar de Carla alegar inocência, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a indiciou pelo assassinato de Ubiratan. Mas o processo foi arquivado pelo juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, em 2008, que entendeu que não havia provas suficientes para indicar Carla como suspeita do homicídio. Porém, em junho de 2010, a Câmara Criminal do TJ-SP decidiu que a advogada fosse submetida a júri popular, marcado para o mês de agosto próximo. A denúncia sustenta que Carla matou Ubiratan após uma discussão por ciúmes. Para o MP, a advogada decidiu atirar nele para se vingar por ele ter colocado um fim ao relacionamento dos dois.

Homens matam muito mais que mulheres

Já os casos de homens que matam mulheres são mais comuns. No livro Dormindo com o inimigo (editora Bertrand Brasil), o psicólogo e orientador pessoal Roberto Bo Goldkorn demonstra que a mulher é vítima em cerca de sete entre dez casos de uniões conflituosas (esses dados batem com os números de crimes passionais divulgados pela polícia). No seu livro, Goldkorn mistura sua experiência profissional e pessoal (fatos relatados por pacientes, parentes e amigos) com uma apurada pesquisa fundamentada em fatores históricos, sociais, culturais, psicológicos e fisiológicos, com o objetivo de fazer com que o leitor aprenda a perceber, no dia a dia, quem são os verdadeiros aliados e quem são aqueles que estarão dispostos a atacar ao primeiro descuido.

Confira os principais casos de crimes cometidos por homens contra mulheres no Brasil: 


Mércia Nakashima - A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar os avós, e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água. O principal suspeito do crime é o ex-namorado de Mércia, o policial aposentado Mizael Bispo de Souza, que teria matado a jovem com o auxílio do vigia Evandro Bezerra da Silva. O motivo do crime: Mércia queria acabar o relacionamento. Mizael, depois de algum tempo foragido, entregou-se à polícia. Atualmente preso, aguarda julgamento.



Eloá Cristina Pimentel – Em 13 de outubro de 2008, Eloá Cristina Pimentel e uma amiga, Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos de idade, foram tomadas como refém pelo ex-namorado de Eloá, Lindemberg Alves Fernandes, no mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. O fato aconteceu em Santo André, no ABC paulista. A polícia cercou o local, mas não obteve sucesso na negociação com o sequestrador. Após cem horas de terror, Lindemberg atirou contra as jovens: Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu; Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha. Em fevereiro, Lindemberg foi condenado a uma pena de 98 anos e dez meses de prisão, pelos doze crimes dos quais foi acusado.

Farah Jorge Farah – Após uma discussão com a dona de casa Maria do Carmos Alves, 46 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso que já durava mais de 20 anos, o cirurgião plástico de origem libanesa, Farah Jorge Farah a matou e a esquartejou. O crime ocorreu em 2003, no interior da clínica do médico, que utilizou seus conhecimentos técnicos para retirar as vísceras, drenar o sangue e extirpar marcas que pudessem diminuir o peso do corpo e identificar a vítima. O cirurgião guardou as partes do corpo de Maria do Carmo em cinco sacos plásticos, deixados no porta-malas do carro dele. No dia seguinte, ele confessou o crime à família. Considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima, Farah ficou preso durante quatro anos e meio e obteve da Justiça o direito de recorrer em liberdade.

Antônio Pimenta Neves – Depois de quatro anos de um relacionamento conturbado, o jornalista Antonio Pimenta Neves, então editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, deu dois tiros - um nas costas e outro na cabeça - da sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, de 31 anos. O crime ocorreu no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo. O motivo: ciúmes. Após 10 anos sem punição, Pimenta Neves está preso.

Lindomar Castilho - Eliana de Grammont e Lindomar Castilho já estavam separados oficialmente havia 20 dias quando ele a matou com um tiro no peito. Na época, 1981, Eliana tinha 26 anos. O crime aconteceu no bar Belle Époque, em São Paulo. O motivo: Lindomar descobriu que Eliana tinha um caso amoroso com seu primo. Submetido a júri popular em 1984 e condenado a 12 anos de prisão, cumpriu apenas quatro anos e ganhou liberdade condicional por bom comportamento.

Doca Street - Em 1970, Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street, era um homem de 42, paulista e rico, quando se apaixonou por Angela Diniz, conhecida como a “Pantera de Minas”. A relação dos dois era explosiva. Numa briga, depois de ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e a assassinou com três tiros no rosto e um na nuca. O crime aconteceu em dezembro de 1976, na praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro. Condenado, em 1979, por homicídio culposo, Doca foi, em seguida, beneficiado pelo sursis (suspensão condicional da pena). Segundo a alegação da defesa, o crime foi "em legítima defesa da honra", depois de o assassino ter sofrido "violenta agressão moral". Dois anos depois, por pressão de movimentos feministas, ele acabou sendo condenado a 15 anos de prisão.


Tragédias na literatura e no cinema 

Os crimes cometidos em nome da paixão ou de psicopatias estão bem representados no cinema e na literatura. Confira alguns deles:




Dormindo com o inimigo - Um dos filmes mais conhecidos sobre o assunto é Dormindo com o Inimigo (1990), com Julia Roberts no papel de Laura. Ela conhece Martin Burney, que parece ser o homem dos seus sonhos: bonito, bem-sucedido e sedutor. Mas, depois de casada, ela descobre o verdadeiro Martin: compulsivo, dominador e violento. Ela passa a viver um pesadelo e, após três anos, planeja sua fuga. Sabendo que apenas sua morte impediria Martin de continuar a lhe perseguir, Laura simula um afogamento em um acidente de barco e muda-se para uma cidadezinha do centro-oeste. Mesmo com uma nova aparência e identidade, ela continua sobressaltada, perseguida pela memória da brutalidade de Martin. Movido por uma obsessão doentia, ele não desiste de reencontrá-la. 


Otelo - Uma das mais conhecidas obras do escritor inglês William Shakespeare, Otelo relata com maestria um crime passional. Na história, Otelo, um general mouro de Veneza, assassina sua jovem esposa, Desdêmona, por acreditar que ela o traía com Cássio, um dos seus soldados. Entretanto, ao descobrir que sua esposa, na verdade, lhe era fiel, Otelo come suicídio.

http://freesaopaulo.blogspot.pt/2012/07/dormindo-com-o-inimigo.html
Peça ajuda:

Em situações de ameaça evidente ou risco, os telefones e endereços eletrônicos abaixo podem ser muito úteis para a mulher.


- Disque Saúde Mulher - 0800 6440803
- Delegacia de Defesa da Mulher (24 horas) - (11) 3241-3328
- Casa Eliane de Grammont - (11) 5549-9339 
- Casa Sofia - 0800 7703053 
- Centro de Atendimento à Mulher Cidinha Kopcak - (11) 6115-4195 


Guia de Serviços de Atendimento à Violência On-line: www.mulheres.org.br 
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres: www.presidencia.gov.br/spmulheres 

Teste

Descubra se você (ou seu parceiro) é um psicopata

Esse é um famoso teste psicológico norte-americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, os fins sempre justificam os meios. 
Quer saber se você pensa como um psicopata? Então, faça o teste abaixo.

Leia a história e responda à pergunta. 

“Uma mulher tinha duas filhas, já adultas. Essa mulher morreu, e no dia do seu velório, sua filha mais nova conheceu um rapaz, bonito, elegante, simpático, inteligente... Eles se apaixonaram e, algum tempo depois, casaram-se. Mas, em poucos meses, eles brigaram e se separaram. O rapaz foi embora. A moça, que ainda gostava dele, sentiu-se amargurada por ter sido deixada. Então, ela tomou uma decisão terrível: Matou sua única irmã.” 

A pergunta é: por qual motivo a moça matou a própria irmã? 

Resposta: Como a moça conheceu o rapaz no funeral de sua mãe, supôs que ele era conhecido da família. Então, decidiu que a única maneira de trazê-lo de volta seria o funeral de algum outro familiar. Logo, matou a irmã na esperança de que o rapaz aparecesse novamente no funeral.

Para um psicopata, as pessoas ao seu redor não são nada além de degraus para alcançar seus objetivos. Eles usam essas pessoas, e quando não são mais necessárias, eles as descartam. Simples assim. Se vc conhece alguém que acertar a resposta, tire-o de seu e-mail ou de sua agenda... Fique bem longe.

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Como lidar com um psicopata

23.01.12
Como lidar com um psicopata http://malvadas.org/2009/11/como-lidar-com-um-psicopata/
por Vanessa em 22/11/2009 às 18:12Feminicies
Deixar uma pessoa irritada, em pouco tempo, não é um dom para qualquer um. Primeiramente, a pessoa tem que ter um nível elevado de cara-de-pau, falta de noção e ser dissimulado. Só assim, consegue fingir que não está entendendo a nossa raiva.
Pessoas normais também podem ser irritantes. Já um psicopata, será em disparado o mais insuportável. Ainda mais se ele tiver acabado de levar um pé na bunda e não ter mais nenhum contato com a vítima. Aliás, sumir do mapa é a única coisa que garante a sua paz.
A pessoa quando está nessa fase, vai te ligar, uma, duas, três, quarenta e oito vezes. Se você for inteligente, não vai atender. Ele vai sumir por um tempo, mas não se engane, em alguns dias aparece de novo. . Com o tempo, você vai repensar, achar que pegou pesado e vai estar mais calma. Procure usar isso a seu favor e não mantenha contato. Mesmo que ele não pare de te procurar.
Você quer saber por que que quanto mais o ignora, mais ele insiste? Será que ele não entendeu o recado? Sim, amiga, ele entendeu. Ao contrário do que pensa, ele não é tão burro assim. Ele acha que você é! E sendo assim, acredita que mais cedo ou mais tarde vai ceder e falar com ele. Para ele, você é fraca. Ele subestima a sua inteligência e não admite que você quer distância dele. ELE QUER manter o contato e é só a OPINIÃO DELE que importa. Foda-se você. Ele quer fazer de você o brinquedinho dele. É tão gostoso fazer você de gato e sapato…
Resista. Se você ceder agora e atender o psicopata tudo que conseguiu até agora vai por água abaixo. Ele vai te irritar porque não tem nada de interessante para te dizer, simplesmente quer continuar botando a culpa nas coisas que você fez.
Entenda que ele tem a necessidade de manipular os seus sentimentos. Quer identificar um psicopata? Ele dirá que você é única, que nenhuma mulher é igual você, vai implorar novas chances de provar o quanto te ama, vai apelar para sentimentalismo barato dizendo que está na pior fase da vida, que está sofrendo e outras mentiras. Um conselho de amiga, finja que não ouviu nada.
Ele te trata como idiota? Tenta te fazer acreditar a qualquer custo que você está mal? Que o que está vivendo é um momento de ilusão, que está andando com as pessoas erradas? Ele é um cretino. Não tente mostrar que você está ótima, isso o deixa no veneno.
Se nada der certo, ele vai tentar ser seu amigo e querer saber como está a sua vida, se está namorando, etc. Seja curta e grossa. Ele não precisa saber detalhes da sua vida. Ponha na tua cabeça que sua infelicidade é a felicidade dele.
Em uma ultima fase, ele vai tentar te provar o quanto está feliz e você sofrendo. Ele quer que você se sinta a pior mulher do mundo. Se você o mandar para a puta que o pariu, ele vai ter quase um orgasmo.
Corte os vínculos, já. O objetivo não é confrontar com ele e sim tirá-lo da sua vida. Não existe amizade com psicopata. Sei que não é fácil ser indiferente, mas essas pessoas são perigosas. Não seja piedosa com alguém que só te faz mal. Eu consegui, espero que vocês consigam.

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Contacto anti-social

23.01.12
No primeiro contato ele é o espelho que completa as nossas fraquezas. Boas credenciais, símbolos de status, carisma, histórias fascinantes e talento para identificar e preencher nossas carências.

Ele conquista nossa confiança como amigo, parceiro sexual, colega de trabalho, médico, consultor financeiro. Até que caia sua máscara de normalidade e ele mostre que, ao contrário de sua encenação, não sente remorso nem vergonha ao agir de forma imoral. É indiferente ao bem-estar alheio e, sem freios morais, é capaz de pôr em prática qualquer plano para atingir seus desejos.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA, da sigla em inglês), 3% dos homens e 1% das mulheres são incapazes de internalizar regras sociais. São portadores do que a bíblia dos psiquiatras - o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais da APA - chama de transtorno da per­sonalidade antissocial (TPAS). Ou do que o psicólogo canadense Robert Hare, maior especialista do assunto, chama de psicopatia.

Embora os dois conceitos sejam comumente usados como sinônimos, há uma diferença em seu diagnóstico. O TPAS é identificado a partir do comportamento antissocial; já a psicopatia e a sociopatia - que são termos equivalentes - dizem respeito tanto ao comportamento quanto a um conjunto de traços de personalidade (veja quadro à esquerda). Nesta revista, escolhemos usar o termo psicopatia, que, segundo Hare, é diagnosticado em menos pessoas - 1% da população.


CONTRATO ANTISSOCIAL http://super.abril.com.br/ciencia/pena-nem-perdao-620209.shtml

Por temerem os riscos de uma sociedade regida por desejos individuais conflitantes, pessoas normais aceitam abrir mão de certas vontades e seguem regras, sejam formalizadas em leis, sejam baseadas numa ideia religiosa ou filosófica de certo ou errado. É o tal do contrato social. Já emocionalmente elas seguem essas regras por se comoverem com os sentimentos, direitos e bem-estar dos que estão à sua volta.

No processo de socialização, que acontece, por exemplo, por meio da família e da escola, é moldada a consciência - a voz interna que não as permite estuprar a primeira gostosona que encontrar num beco ermo nem assaltarem velhinhas na saída do INSS.

É essa voz que falta ao psicopata. Não que ele não conheça as regras sociais. Só não está nem aí para elas.

O psicopata também tem dificuldade em sentir emoções. Com isso, sua empatia - a capacidade de se colocar no lugar dos outros - é nula. Quando ele pensa, é só raciocínio, sempre a favor de si. Se quiser estuprar uma mulher, dirá para si mesmo: "Putz, ela pode engravidar e aí vai ser a maior dor de cabeça para mim". Em seguida, concluirá: "Melhor assistir ao Brasileirão". Já, se achar que a consequência vale o prazer, vai estuprá-la, sem remorso.

Mas esse crápula não sabe o que significa compaixão? Claro que sim. Ele não é burro: aprende perfeitamente o significado literal das palavras. Só não consegue apreciar o conteúdo emotivo. Ao ouvir "compaixão", sente o mesmo que ao ouvir "caderno". Seu cérebro funciona diferente do das pes­soas normais (leia matéria da página 36).

Sem emoções, também cresce sem sentir aflição ante a ameaça de castigo. Apenas pesa os prós e contras de ser pego. Assim ele foi quando criança (leia matéria da página 30), e assim ele provavelmente será até morrer.

MELHOR QUE SEXO

Se por um lado psicopatas não sentem emoções, por outro fogem da monotonia. Resultado: 50% usam drogas ilícitas e 70% são dependentes de álcool (21 vezes mais que a população em geral). Também buscam adrenalina em caças a mulheres, disputas de rachas, roletas-russas. Já uma minoria parte para mega-assaltos, estupros e homicídios em série - um poder destruidor que desafia a Justiça e o sistema carcerário (leia matérias das páginas 12 a 21).

Sejam predadores, sejam apenas parasitas, os psicopatas estão entre nós. E não é fácil reconhecê-los a tempo: "O leigo pode confundi-lo com uma pessoa sem nenhum transtorno psiquiátrico. Isso por motivos diversos: a ideia equivocada de que o transtorno deva sempre estar acompanhado de sintomas psicóticos, e o fato de ele ser um sujeito eloquente, sedutor, manipulador", diz o psiquiatra forense Elias Abdalla Filho, da Universidade de Brasília. "Por isso é tão comum vizinhos, ao tomarem conhecimento de crimes bárbaros praticados por psicopata, afirmarem que sempre pareceu uma pessoa normal."
 
 
 
Arrogante, mentiroso e irresistível
A ESCALA DE ROBERT HARE
Psiquiatras dão de 0 a 2 a cada um dos 12 tópicos abaixo, a partir da avaliação clínica e do histórico pessoal do paciente. A soma dos pontos é comparada numa escala, que determina o grau de psicopatia.


1. BOA LÁBIA
O psicopata é bem articulado e ótimo marketeiro pessoal. Como um ator em cena, conquista a vítima bajulando e contando histórias mirabolantes de si. Com meia dúzia de palavras difíceis, se passa por sociólogo, médico, filósofo, escritor, artista ou advogado.


2. EGO INFLADO
Ele se acha o cara mais importante do mundo. Seguro de si, cheio de opinião, dominador. Adora ter poder sobre as pessoas e acredita que nenhum palpite vale tanto quanto suas ideias.


3. LOROTA DESENFREADA
Mente tanto que às vezes não se dá conta de que está mentindo. Tem até orgulho de sua capacidade de enganar. Para ele, o mundo é feito de caças e predadores, e não faria sentido não se aproveitar da boa-fé dos mais fracos.


4. SEDE POR ADRENALINA
Não tolera monotonia, e dificilmente fica encostado num trabalho repetitivo ou num casamento. Precisa viver no fio da navalha, quebrando regras. Alguns se aventuram em rachas, outros nas drogas, e uma minoria, no crime.


5. REAÇÃO ESTOURADA
Reage desproporcionalmente a insulto, frustração e ameaça. Mas o estouro vai tão rápido quanto vem, e logo volta a agir como se nada tivesse acontecido - é tão sem emoções que nem sequer rancor ele consegue guardar.


6. IMPULSIVIDADE
Embora racional, não perde tempo pesando prós e contras antes de agir. Se estiver com vontade de algo, vai lá e consegue tirando os obstáculos do caminho. Se passar a vontade, larga tudo. Seu plano é o dia de hoje.


7. COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL
Regras sociais não fazem sentido para quem é movido somente pelo prazer, indiferente ao próximo. Os que viram criminosos em geral não têm preferências: gostam de experimentar todo tipo de crime.


8. FALTA DE CULPA
Por onde passa, deixa bolsos vazios e corações partidos. Mas por que se sentir mal se a dor é do outro, e não dele? Para o psicopata, a culpa é apenas um mecanismo para controlar as pessoas.


9. SENTIMENTOS SUPERFICIAIS
Emoção só existe em palavras. Se namorar, será pelo tesão e pelo poder sobre o outro, não por amor. Se perder um amigo, não ficará triste, mas frustrado por ter uma fonte de favores a menos.


10. FALTA DE EMPATIA
Não consegue se colocar no lugar do próximo. Para o psicopata, pessoas não são mais que objetos para usar para seu próprio prazer. Não ama: se chegar a casar-se e ter filhos, vai ter a família como posse, não como entes queridos.


11. IRRESPONSABILIDADE
Compromisso não lhe diz nada - tende a ser mau funcionário, amante infiel e pai relapso. Porém, como a família e os amigos são fonte de status e bens materiais, para cada mancada já tem uma promessa pronta: "Eu mudei. Isso nunca mais vai acontecer de novo".


12. MÁ CONDUTA NA INFÂNCIA
Seus problemas aparecem cedo. Já começa a roubar, usar drogas, matar aulas e ter experiências sexuais entre 10 e 12 anos. Para sua maldade, não poupa coleguinhas, irmãos nem animais.


Fonte Without Conscience, de Robert Hare, The Guilford Press, 1993; esta é a versão reduzida da Escala de Hare; o dianóstico somente pode ser feito por profissionais treinados.
 
 
 
As várias faces de um mesmo mal
O psicólogo Theodore Millon, de Harvard, separa os psicopatas em diferentes categorias, de acordo com a influência de outros transtornos de personalidade.


O invejoso
É uma variante do psicopata "puro". Sente que a vida deu aos outros o respeito, o dinheiro e a admiração que ele merecia - por isso adora puxar um tapete. Para se afirmar, ele se agarra a símbolos de status: carrões, mansões, joias, diplomas falsificados.


O defensor da reputação
Tem traços de personalidade narcisista. É a versão psico do macho alfa. Ser durão e assertivo é seu meio de provar força e garantir reputação. Se sua boa fama for ameaçada, pode reagir ferozmente até seus rivais serem aniquilados.


O aventureiro
Tem traços de personalidade histriônica (daqueles que fazem de tudo para conseguir atenção dos outros). Para ser admirado, faz coisas que deixariam qualquer um de pernas tremendo: brinca com a morte em rachas, arrisca fortunas em jogos e comete crimes espetaculares, em vez de se prender às responsabilidades e ao tédio do dia-a-dia.


O nômade
Tem traços de personalidade esquizoide. Em vez de buscar subverter normas sociais, ele busca simplesmente se livrar delas pulando de galho em galho, sem pertencer a lugar algum. Prostituição é um dos meios mais comuns de se manterem. Alguns podem tornar-se violentos quando bêbados ou sob o efeito de drogas.


O malévolo
Tem traços de personalidade paranoide. Rancoroso, brutal e vingativo. Acha que os outros vão sempre traí-lo ou puni-lo, e, para vingar-se, parte para a violência. Se os traços sádicos forem mais fortes, busca causar terror nos mais fracos para se divertir.
 

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Contacto zero

22.01.12
Contato Zero - Texto da Maria
A regra do “nenhum contato”

Esta é uma regra fundamental para você se livrar do psicopata. Comecei a aplicá-la após tentar vários outros meios de suportar uma convivência diplomática com Pedro no pós-namoro, porém sem sucesso. Os participantes do fórum de psicopatia de Robert Hare estão sempre lembrando uns aos outros da “no contact rule”. Realmente, só isso funciona.

Tentei perdoá-lo e seguir em frente, sendo receptiva às tentativas de contato dele. Não deu certo. Tentei manter distância física mas responder e-mails e telefonemas. Não deu certo. Tentei pedir que ele se afastasse para eu refazer minha vida. Ele não se afastou. Tentei forçar a barra de uma amizade, e foi impossível. Por que? Porque ele continuava mentindo e tentando me manipular. Depois de algum tempo, você pega várias coisas no ar, você aprende como a pessoa age. Ele falava algo, eu pensava: “mentira”, ele contava uma estória, eu captava: “está bancando a vítima para me manipular”. Enfim.

Tudo foi ficando irritante demais para mim. E o pior: apesar de ter superado o fim, eu continuava caindo nas ciladas que ele armava. Eu ainda sentia dó e culpa em proporções suficientes para ele brincar comigo à vontade, exercendo seus dotes de ator dramático. Depois que o namoro acabou ele tentou de todas as maneiras manter meus sentimentos acesos por ele. Eu percebia claramente que ele não sentia mais nada por mim, todavia não aceitava que eu também não sentisse mais nada por ele. Queria me ter nas mãos. Era fácil perceber isso, pelo olhar frio dele, pela atitude indiferente logo após ter chorado baldes dizendo que eu era a mulher de sua vida. Essas coisas me deixavam estupefata. A gota d´água foi quando eu descobri que enquanto ele fazia tudo isso, estava namorando há meses.

Cansei, não tinha porque aguentar aquilo. Ele não é meu amigo, não é digno de confiança, nem de lealdade. Estava me fazendo mal aquele contato. Coloquei um ponto final definitivo faz poucos meses. O último dia que ele me ligou foi hoje (óbvio que não atendi), mas tenho fé que com o tempo ele vai sumir da minha vida para sempre, porque eu não respondo mais às provocações dele. Mantendo distância, estou a salvo. Qualquer mínimo contato é uma oportunidade que você dá para esse tipo de pessoa tentar te manipular. Não vale a pena.

Texto: Maria
http://vitimasdepsicopatasenarcisistas.blogspot.pt/2011/10/contato-zero-texto-da-maria.html?m=1

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Nove Características Determinantes

22.01.12
Nove Características Determinantes
1. Noção exagerada de importância pessoal não baseada na realidade. Explicação: Uma visão inflada de si mesmo é uma das principais maneiras pelas quais os narcisistas dão permissão a si mesmos para dominar e controlar os outros. O narcisistas acredita que suas prioridades, interesses, opiniões e convicções têm mais valor e são mais importantes do que os de qualquer outra pessoa. Nem todos os narcisistas exibem ao mundo sua grandiosidade; alguns, na verdade, dão a impressão de ser muito humildes ou até mesmo tímidos para o mundo exterior, mas, quando estiverem em casa com a família, tomem cuidado! 2. Preocupação com fantasias de sucesso, riqueza, poder, beleza e amor acima do normal. Explicação: Os narcisistas com frequência têm uma vida repleta de fantasias e quase nunca se satisfazem com o meramente ordinário, por mais satisfatório ou maravilhoso que possa ser. Essa preocupação com a fantasia impede a personalidade narcisística de levar uma vida real e estável. 3. Convicção de que é um indivíduo especial e único, e só pode ser comprometido por pessoas especiais. Explicação: Esta ideia é parte integrante de um mecanismo de sobrevivência que os ajuda a lidar com o mundo. com frequência, eles se definem em função do que consideram suas qualidades especiais e nos informam acerca dessas qualidades tão logo os conhecemos. 4. Intensa necessidade de admiração. Explicação: Ame-me, observa-me, preste atenção em mim. Os narcisistas tendem a se engrandecer e ser sua própria referência. 5. Sentimento de merecimento. Explicação: Regras, regulamento e padrões esperados de comportamento enfurecem os narcisistas, que se julgam tão especiais a ponto de não precisar obedecer às expectativas normais nem respeitar os limites apropriados. Eles podem ficar igualmente atormentados pelo trabalho árduo, por uma doença ou uma lesão. 6. Tendência a explorar os outros se sentir culpa ou remorso. Explicação: Dependendo das outras características de sua personalidade, o narcisista pode nos induzir a fazer todo o trabalho, tirar nosso dinheiro ou deixar-nos esperando durante horas em uma esquina, na chuva, sem perceber que esse comportamento é desrespeitoso. 7. Ausência de empatia significativa. Explicação: O narcisista te muito pouca capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. Sua dor, seus problemas e seu ponto de vista dominam o universo. Talvez nada reflita seu ponto de vista dominam o universo. Talvez nada reflita mais o comportamento do narcisista do que a incapacidade de compreender e identificar-se com a experiência dos outros. Este fato é particularmente verdadeiro quando a pessoa que precisa de compreensão é alguém que o narcisista esteja explorando. 8. Tendência a ser invejoso ou de imaginar alvo da inveja dos outros. Explicação: O narcisista tem dificuldade em se ajustar a um mundo no qual as outras pessoas parecem ter "mais" coisas ou coisas "melhores". Os narcisistas, com frequência, deixam de reconhecer que são invejosos e transformam o sentimento em desprezo. 9. Arrogância. Explicação: Os narcisistas com frequência têm uma atitude esnobe com relação às pessoas que eles julgam não estar à altura de se "elevado" padrão de inteligência, realização, valores ou estilo de vida. Acreditar que "outro cara" é inferior os ajuda a reforçar a inflar a convicção que têm da própria superioridade. Criticar os outros os faz se sentir bem com relação a si mesmos.
http://vitimasdepsicopatasenarcisistas.blogspot.pt/2012/06/nove-caracteristicas-determinantes.html?m=1

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As mulheres do sociopata

22.01.12
http://homensevoluidosbr.blogspot.pt/2011/06/os-sociopatas-e-as-mulheres.html
Hoje em dia, os relacionamentos são cada vez mais instáveis, e cada vez mais crianças nascem em lares desestruturados, sem conhecer limites por não ter quem os ensine e sem saber viver conforme as regras de uma sociedade civilizada. Muitos jovens, que viveram rodeados pela indiferença ou falta da presença de seus pais, filhos de pais divorciados ou que trabalhavam em tempo integral, e assim passavam dias sós, sem ninguém para "criá-los" de fato, passaram a "se criarem" sozinhos, criando sua própria visão do mundo, muitas vezes distorcida, e ou se tornando extremamente individualistas, sem nenhuma consideração para com o resto da humanidade, ou admitindo sua carência afetiva e dessa forma se tornando uma pessoa sem auto-estima que passa a vida procurando a aprovação alheia.
Falarei do primeiro caso, os chamados sociopatas. E que a grande maioria das mulheres, pelo menos as femininas, que não abdicaram de seu poder de sedução, enxerga como homens super interessantes, segundo seus critérios recônditos e nunca admitidos abertamente.
Os sociopatas, quando não são tímidos e introspectivos, e souberam desenvolver pelo menos minimamente a capacidade de interação social, passam a ser vistos pelas mulheres como homens indiferentes, distantes e misteriosos; como homens superiores e que devem ser cobiçados por várias mulheres justamente por conta desta atitude por parte deles.
Quando uma mulher é socialmente venerável, ou seja, é bela e/ou apetitosa, elas sabem de sua condição desde muito cedo, e aprenderam a usar seus atributos para conseguirem o que querem da grande maioria dos homens, os chamados "matrixianos", que imaginam, em sua ingenuidade, que se submeter e agradar a uma mulher é uma forma de conquistá-la. O homem que foge do jugo da “rainha” e lhe resiste, será o único digno de atenção, a quem elas chamam de “diferente”.
Muitas mulheres veem o sociopata, nas condições que supracitei, como um homem de alto valor social. Elas veem este homem como alguém que age com indiferença, que lhe dá atenção apenas de vez em quando, que muitas vezes está distante e fora de sintonia com o mundo, mas sempre tendo atitude pra conseguir o que quer e quando quer, não importando os meios que ele utilize para chegar a seus fins, porque é um homem que tem “algo a mais”, e que age daquela forma porque deve ter várias mulheres, inclusive melhores que ela própria, a seus pés.
O sociopata, sem querer, desperta na mulher duas coisas que as movem: curiosidade e competitividade. Agindo da maneira certa sem se dar conta disso, ele faz com que a mulher lhe empreste todas as aspirações e qualidades que elas procuram num homem, sem que elas admitam isso. E quanto mais bonita ela for, mais ela ficará desconcertada com essa atitude por parte dele, o que a levará a ser totalmente dominada por ele.
Mas este é um domínio que ele não faz questão de ter. Porque para ele o mundo se resume a seus interesses e a suas vontades. Ele não tem consideração para com os demais, e se em algum momento utiliza de seu domínio sobre ela, é apenas para saciar desejos carnais a que todos os seres humanos estão biologicamente suscetíveis, sem nenhum traço de sentimentalismo ou consideração.
As mulheres lindas, desesperadas por serem tratadas como superiores que são, conforme a maioria dos homens assim a fizeram se sentir, vão atender a todos os desejos deste homem, vão estar disponíveis para ele em qualquer momento em que forem requisitadas, vão tentar surpreendê-lo positivamente para conseguir a tão sonhada veneração e aprovação, para dessa forma terem seu insaciável desejo de continuidade satisfeito, e assim partirem felizes para outros desafios com mais um homem domado em sua lista... As mulheres são utilitaristas, e elas só dão o que lhes é mais caro, ou seja, o livre acesso a seu corpo, àqueles que pelo menos demonstrem ter o que as atrai. Como disse N. A., nada é de graça na relação com as mulheres.
Mas com este é diferente. Os agrados, a exclusividades, as demonstrações de afeto, o sexo de qualidade, nada agrada o sociopata, nada o move em direção a ela. Ele permanece irredutível na sua superioridade, e a mulher bonita sequer sonha que foi ela quem conferiu esse status a ele. E assim o ciclo se repete, indefinidamente, sempre ficando algo mal resolvido por parte dela com relação às verdadeiras intenções dele, coisa que na realidade nunca existiu, pois o individualismo exacerbado do sociopata o impede de enxergar as intenções dos outros para com ele: o que existe são apenas as intenções dele, e no momento que lhe convir.
E nada que ela fizer terá efeito, pois ela está lidando com alguém com distúrbios psicológicos e nada do que ela ou qualquer mulher do mundo oferecer fará ele se dobrar. NUNCA nenhuma mulher feminina, que não abdicou de seu poder de sedução para abraçar o racionalismo, vai chegar ao raciocínio de que aquele homem inacessível na verdade é um sociopata, sequelado e com graves traumas, que pode até se tornar perigoso em certas circunstâncias, colocando a integridade mental e até mesmo física dela em perigo, com potencial para arruiná-la pelo resto da vida.
Esse é um caso extremo, e cada vez mais comum nos dias de hoje, de como a irracionalidade das mulheres em suas escolhas no âmbito amoroso as leva cada vez mais para a ruína.
HOMENS EVOLUÍDOS

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